“Como católicos, temos uma maravilhosa responsabilidade, gerada por nosso batismo, de determinar uma mudança em prol de nosso mundo.(…)” – Papa Bento XVI em sua mensagem preparatória ao Dia Mundial das Missões 2010 (Agência Fides – 20.10.2010)

SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS,

Padroeira das Missões

A Vós, Santa Teresinha
Através das Vossas súplicas e do Vosso exemplo de santidade,
Intercedeis para que fiquemos sempre mais perto do Senhor Jesus,
E fazeis com que as vossas preces, sempre tão agradáveis ao Menino Jesus,
Descortine nossa visão, para que possamos contemplar a face do Justo Senhor
E para que, assim, sejamos abençoados em nossa caminhada de fé.
Assiste-nos, meiga e afetuosa eleita, para que o Senhor Jesus,
Estendendo sobre nós a resignação dos justos,
Faça prosperar em nossas almas a virtude do amor.
Rogamos, ainda, que pela força do nosso clamor,
Sejamos amparados pelo teu obsequioso auxílio
Que o Senhor Jesus, com a vossa insigne intervenção,
Mantenha-se a controlar nossas alegrias e aflições,
Dando-nos o firme impulso para a nossa vocação missionária.

Amém.

Fonte: Secretariado Diocesano das Missões – Diocese da Guarda -Obras Missionárias Pontifícias

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Fonte: Agência Fides

20.10.2010

VATICANO – Dia Mundial das Missões 2010: “Somos todos missionários e juntos podemos fazer a diferença”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “Como católicos, temos uma maravilhosa responsabilidade, gerada por nosso batismo, de determinar uma mudança em prol de nosso mundo. Para isso, no entanto, devemos tomar consciência da necessidade de levar adiante esta transformação antes de tudo em nós mesmos, e sucessivamente em nossas comunidades paroquiais locais”. É o que nos pede o Santo Padre, porque as pessoas de hoje, consciente ou inconscientemente, desejam esta mudança e querem também “ver Jesus”. O tema central da mensagem do Santo Padre Bento XVI para a celebração do Dia Mundial das Missões, domingo, 24 de outubro, é “A construção da comunidade eclesial é a chave da missão”. Ela encoraja todos, nos campos diocesano e paroquial, assim como os Institutos de Vida Consagrada, os Movimentos eclesiais e todo o Povo de Deus, a renovar o [o] compromisso em anunciar o Evangelho e atribuir à atividade pastoral um caráter mais missionário.

O Santo Padre afirma que “cada um de nós deve enriquecer a própria vida com uma consciência sempre maior do amor incondicionado de Deus por nós e por sua experiência, que transforma nossas vidas. Por meio de nós, a sociedade, sempre mais fragmentada, pode ser transformada em uma comunhão eclesial. Podemos faze-lo com uma contribuição ativa e criativa no âmbito da comunidade e envolvendo os outros, para que juntos possamos promover “um novo humanismo, fundado no Evangelho de Jesus”. “Ele mesmo nos diz: ‘aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.’ (Jo 14,21). Somente a partir deste encontro com o Amor de Deus, que muda nossa existência, podemos viver em comunhão com Ele e entre nós, e oferecer aos irmãos um testemunho crível, pedindo a razão da esperança que há em nós (cfr 1Pt 3,15)”.
 “Hoje, as pessoas estão à procura de algo diferente na confusão cotidiana do mundo e muitas delas querem ‘ver Jesus’. Como comunidade cristã, podemos e devemos dar-lhes testemunho de nossa esperança, “que porém, não se pode realizar de modo crível sem uma profunda conversão pessoal, comunitária e pastoral”. A Mensagem agradece os missionários por seu testemunho e pede a todos nós para contribuirmos em realizar uma “renovação integral e abrirmo-nos sempre mais à cooperação missionária entre as Igrejas, para promover o anúncio do Evangelho no coração de cada pessoa, povo, cultura, raça e nacionalidade, em qualquer latitude”.

“Como Secretário Geral da Pontifícia Obra da Propagação da Fé, tenho o privilégio de promover este Dia das Missões do Santo Padre e gostaria de agradecer todos os que colaboram com os nossos Diretores Diocesanos e Nacionais pelo sucesso de nossa especial Coleta de solidariedade missionária deste Dia. Enquanto estou em viagem à Zâmbia, neste mês missionário de outubro, posso constatar pessoalmente como os nossos missionários, que realizam um grande trabalho, estão agradecidos, e posso ver como as mais pobres Igrejas locais precisam de nossa ajuda. Juntos, formamos a Igreja e somos missionários em razão de nosso batismo; somos todos missionários e juntos podemos fazer a diferença. Saibam que sua sensibilidade, generosidade e orações fazem realmente a diferença e são muito apreciadas, como posso ver aqui na Zâmbia, onde foi feito bom uso das ofertas que ofereceram no ano passado. Nossas Igrejas locais de todo o mundo não poderiam sobreviver sem a sua ajuda. Assim, “não obstante as nossas dificuldades econômicas”, sejamos generosos neste Dia das Missões e poderemos continuar, como uma família em missão, a alcançar, através “da oração, da meditação da Palavra de Deus e do estudo das verdades da fé, uma sempre maior consciência do amor incondicionado de Deus por todos nós, como irmãos e irmãs”. Pe. Timothy Lehane Barrett svd, Secretário Geral da Pontifícia Obra da Propagação da Fé. (Agência Fides 20/10/2010)

Publicado em Agência Fides.

“Para a Escritura, a oração é atividade de todo o corpo, não só de uma parte mais ‘espiritual’ ou ‘interior’ ou ‘racional’. Os Salmos mostram-no bem.(…)” – Monge italiano fala em Portugal sobre espiritualidade cristã e dos Salmos como escola de oração (Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura)

Fonte: Secretariado da Pastoral Nacional da Cultura (SNPC) – Portugal

Bíblia e espiritualidade

Monge de Bose em Portugal para falar da espiritualidade cristã e dos Salmos como escola de oração

«Para a Escritura, a oração é atividade de todo o corpo, não só de uma parte mais “espiritual” ou “interior” ou “racional”. Os Salmos mostram-no bem. Pode falar-se de “oração dos sentidos” – vista, audição, tato, olfato e gosto – desde que esta expressão não se entenda num significado redutoramente emocional. Mas com esse enunciado quer afirmar-se que para a Bíblia existe uma santidade da carne que não é menor do que uma santidade do espírito.»

«Os sentidos são o caminho sensível da alteridade. Certamente que podem fechar-se e entorpecer-se: a Bíblia (e o próprio Jesus) fala dos olhos que olham mas não vêem, dos ouvidos que não escutam, do coração endurecido, etc. Para desenvolverem a sua função espiritual, os sentidos devem manter-se vivos através da atenção e da vigilância. Só então serão a memória do carácter espiritual do corpo e da santidade da carne.»

«Nenhuma faculdade espiritual do Homem se explica sem a mediação corpórea, fora do corpo. Escuta do Espírito e escuta do corpo, conhecimento de Deus e conhecimento de si seguem a par e passo.»

O autor destas palavras, Luciano Manicardi, nasceu em Itália em 1957, formou-se na Universidade de Bolonha e desde 1980 é monge do Mosteiro de Bose, onde continuou os Estudos Bíblicos e é responsável pela formação cultural.

Publicado em SNPC – Portugal. Leia mais sobre dias, locais e horários de suas palestras…

“Caminho de Perfeição” – Textos Carmelitanos – OCDS (16.10.2010)

Fonte: OCDS – Textos Carmelitanos –  Província São José – Sudeste – Brasil

sábado, 16 de outubro de 2010

CAMINHO DE PERFEIÇÃO

Depois de termos vivido um ano pastoral (2009-2010) dedicada à leitura, meditação e estudo do Livro da Vida de Santa Teresa de Jesus, no presente ano (2010-2011) são muitas as comunidades que já começaram a ler o Caminho de Perfeição, como faz parte da proposta da Comissão de Preparação das Celebrações do V Centenário do Nascimento da Santa de Ávila.

Enquanto a primeira é uma biografia em que Teresa nos revela a sua alma orante e contemplativa, no Caminho de Perfeição é uma comunidade, a de S.José de Ávila, que é a causa, a inspiração e o motivo pelo qual Teresa escreve esta obra sobre a vida orante e espiritual. Será mais uma oportunidade para bebermos do verdadeira espírito teresiano e o encarnarmos na vida da família carmelita do Séc. XXI.

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2010-10-13

A Caminho

Há apenas um ano, a Ordem dos Carmelitas Descalços: monjas, carmelitas seculares e frades, com toda a família carmelitana, começava o caminho apaixonante de preparação para o Vº Centenário do nascimento de santa Teresa de Jesus, através da leitura sapiencial – individual e comunitária – das suas obras.

Esta página Web, sobretudo através das “cartas semanais” nela publicadas, mas também mediante outros muitos materiais, quis prestar uma ajuda para essa leitura, ao mesmo tempo que testemunhava os seus primeiros passos que julgo muito frutuosos.

Presentemente, as nossas comunidades e grupos preparam-se para empreender uma nova etapa desta viagem emocionante: pomo-nos a caminho pela mão do livro de avisos e conselhos que dá Teresa de Jesus às irmãs religiosas e suas filhas, quer dizer, pela mão do Caminho de Perfeição, que tem sido chamado o Evangelho de Santa Teresa.

Um livro escrito há 500 anos, dirigido a pequenas comunidades contemplativas que estreavam um carisma nascente. Terá actualidade para nós? Poderá iluminar a nossa vida cristã?

Passaram efectivamente cinco séculos carregados de acontecimentos, mudanças, retrocessos e evoluções. Mas, sem qualquer dúvida, a Igreja e o mundo, de que somos devedores, continuam a precisar de palavras de vida e verdade. O Caminho assinala, encaminha, Nas suas páginas, Teresa propõe-nos m caminho de autenticidade, de libertação e entrega, que nos aproxima cada vez mais da fonte original da vida.

Conhecedora do caminho, acompanha-nos com a sua palavra – tão viva! – até à fonte, para que a descubramos dentro e, assim, possamos também nós acompanhar outros. Santa Teresa convida-nos, portanto, a viver a própria experiência pessoal, de modo a que redunde em benefício de muitos. Por isso também se tem chamado ao Caminho ‘manual de vida cristã’, porque ilumina os passos do encontro com Jesus ressuscitado, favorecendo uma autêntica experiência de comunhão com o Senhor que cria comunidade missionária e apostólica. E isto em qualquer âmbito, não apenas no interior da vida contemplativa.

Num momento em que o medo se espalhava como joio por toda a parte, em que a suspeita atirava para a sombra os orantes – sobretudo se eram mulheres –, Teresa, angustiada com os problemas da Igreja e conhecedora de que muitos morriam sem conhecer Cristo, oferecerá no Caminho uma proposta positiva, comprometer-se-á eclesialmente com o desejo de desempenhar um papel activo, social: determinar-se-á a servir com a oração e convidará – então e agora – a servir sendo orantes.

Deste modo, face ao hostil e inóspito, santa Teresa dá uma resposta de vida despretensiosa e simples, não como força que se impõe, mas como sussurro e silêncio que se propõe de maneira humilde e vigorosa. A oração é uma proposta: é a força de toda a reforma, porque reforma integralmente todos os crentes. É uma opção de liberdade face a qualquer mordaça, de confiança face ao temor, e de radicalidade face à tibieza.

À volta da oração, alma do Caminho, articula-se o discurso teresiano. Nascendo do amor de uns para com os outros, do desapego de tudo – começando pelo desapego de nós próprios – e da humildade, a oração converte-se na pedra angular de uma comunidade viva ao serviço de todos, que é, desde o amor, a liberdade e a verdade. Uma comunidade determinada à permanente disponibilidade, fruto da contemplação do Mestre através do recolhimento, que nos ajuda a olhá-l’O dentro.

Contemplá-l’O, apostar na comunhão que nos oferece, olhando-nos e deixando-Se olhar, é abrir-se a uma vida em amizade que nos leva a conhece e a descobrira vontade de Deus, numa contínua saída de nós mesmos; e a compreender que Ele pode realizá-la em nós, se lh’O deixarmos: “Porque todos os avisos que vos tenho dado neste livro vão dirigidos a este ponto de nos darmos de todo ao Criador, e pôr a nossa vontade na Sua, desapegar-nos das criaturas, e já tereis entendido o muito que isto nos importa, nada mais digo; somente direi o motivo por que o nosso bom Mestre põe aqui as sobreditas palavras, como quem sabe quanto ganharemos em prestar este serviço a Seu Eterno Pai […].

“Isto é a contemplação, de que me dissestes que escrevesse. E nisto – como já tenho escrito –, nenhuma coisa fazemos da nossa parte: nem trabalhamos, nem negociamos, nem nada mais é preciso; porque tudo o mais estorva e impede de dizer: Fiat voluntas tua: cumpra-se em mim, Senhor, a Vossa Vontade de todos os modos e maneiras que vós, Senhor meu, quiserdes. Se quereis com trabalhos, dai-me esforço e venham; se com perseguições e enfermidades e desonras e necessidades, aqui estou, não voltarei o rosto. Pai meu, nem é razão para voltar as costas. Pois Vosso Filho deu em nome de todos esta minha vontade, não é razão que falhe por minha parte; mas sim me façais Vós mercê de me dar o Vosso Reino para que eu possa fazê-lo, pois Ele mo pediu e disponde de mim como em coisa Vossa, conforme a Vossa vontade” (C 32, 9-10).

Concluindo, este ano recebemos a graça de penetrarmos num caminho que nos ensinará a ser tais como o Senhor nos quer. Talvez muitos, eu o primeiro, nos perguntemos antes de começar a leitura do Caminho: -Que significa para mim ser tal? Tenho a certeza de que, ao acabar este ano, a aproximação vivencial, individual e comunitária, a Caminho da perfeição, porá no nosso coração e nas nossas mãos, uma resposta, a resposta. Assim, este livro se nos revelará não só como um manual de instruções a uso, mas como o que é: palavra viva e eficaz a realizar em nós o que propõe.

Frei Emílio José Martínez González

Postado por Rose.

Publicado por OCDS – Textos Carmelitanos.

O que é orar? – Santa Teresa de Jesus -“PARA VÓS NASCI” – Preparação para o V Centenário (1515-2015)

Fonte/imagem:/artigo: Ordem Carmelita Descalça Secular (OCDS) – “Traços da Vida Secular de Santa Teresa”

Aspectos Biográficos de Santa Teresa

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Fonte: Santa Teresa de Jesus – “PARA VÓS NASCI”

O que é orar?

1. ORAR É A CONSEQUÊNCIA LÓGICA DO ACREDITAR

O crente é-o na medida em que um dia se encontrou com Deus: Abraão, Moisés, Profetas, Apóstolos, Madalena, Zaqueu, Paulo, Agostinho, Teresa, Carlos Foucauld…
Todo o encontro pessoal com Deus dar-se-á após uma atitude de abertura por parte do Homem, numa dinâmica de conhecimento e de necessidade mútua: como na amizade.

Esta relação de amizade pode ser implícita ou explícita: entre dois esposos que se amam de verdade, todas as acções estarão imbuídas desse amor de um para com o outro. Este ser e estar de um para com o outro equivaleria à FÉ. Mas toda a gente tende a manifestar aquilo que leva dentro de si. Esses mesmos esposos estarão à espera do momento de poderem dedicar algum tempo para expressarem directamente um ao outro o seu amor. Este acto de explicitar o amor, a fé mútua, equivaleria à ORAÇÃO: diálogo amoroso estando simplesmente a contemplar-se um ao outro.
Por isso, não podemos dizer que acreditamos e oramos, mas que oramos porque acreditamos.

2. ORAR É EXPERIMENTAR DEUS DENTRO DE UMA RELAÇÃO AMOROSA

Se nos colocássemos, a procurar definições do que é oração descobriríamos muitas. Umas de cariz mais intelectual, que falam em elevar a mente para Deus; outras de cariz mais popular, que falam em pedir a Deus o que mais precisamos…
Longe de qualquer uma destas definições, Teresa de Jesus diz-nos que «em minha opinião, oração mental não é mais do que um tratar de amizade, estando muitas vezes a sós com Quem sabemos que nos ama» (Vida 8,7). Por isso, daqui deduzimos que:
– orar é coisa de dois: um Deus que sabemos que nos procura e um orante que procura Deus;
– na oração, o importante já não será o que faço, digo…, mas com Quem estou ou, simplesmente, quero estar;
– é algo que já não consiste em pensar muito, mas em amar muito;
– a oração passa a ser não um tratar de negócios, mas um encontro amoroso entre pessoas.

Assim, só será válido no momento de orar aquilo que contribuir para incrementar esse trato de amizade entre ambos os interlocutores.

Será lógico que esta relação de amizade:
– parta de um saber-se querido e de uma atitude de atenção para com os interesses do outro;
– se alimente, como em todas as histórias de amizade, de encontros repetidos;
– e encontre o seu melhor «habitat» num clima de silêncio e solidão.

3. CONSEQUÊNCIAS PRÁTICAS

– Deus procura-te e bate à tua porta para criar amizade: abre-lha!
– Qualquer encontro e acolhimento requere um ambiente próprio. Procura o melhor tempo, lugar, etc.
– Orar é dialogar. Acaba com os teus intermináveis monólogos orantes. Cultiva a capacidade de escuta.
– Aprende a estar diante Dele. Escuta … Deixa-te interpelar e não tenhas medo de Lhe responder.

4. EXERCÍCIO PRÁTICO – APRENDER A ORAR

1. Começa por saber escutar. O céu tem muito que comunicar dia e noite.
2. Não ores para que Deus realize os teus planos, mas para que tu interpretes os planos de Deus.
3. Mas não esqueças que a força da tua fraqueza é a oração. Cristo disse: «Pedi e recebereis».
4. O pedir tem a sua técnica. Fá-lo atento, humilde, confiado, insistente e unido a Cristo.
5. Não sabes o que dizer a Deus? Fala-lhe dos vossos interesses mútuos. Muitas vezes. E a sós.
6. Não convertas a tua oração num monólogo, pois converterias a Deus em autor dos teus próprios pensamentos.
7. Quando ores não sejas nem orgulhoso nem humilde em demasia. Com Deus, os truques não resultam. Sê tu mesmo, tal como és.
8. E as distracções involuntárias? Não te preocupes. O sol bronzeia desde que te ponhas diante dele… o mesmo se passa com Deus.
9. Se alguma vez pensas que quando falas a Deus Ele não te responde… lê a Bíblia.
10. Nunca fales de momentos ou espaços de oração, mas antes em VIDA DE ORAÇÃO.

5. PAUTAS PARA A TUA ORAÇÃO DURANTE A SEMANA

1. Jesus chamou-nos amigos: Jo 15,15ss. Orai tendo como ponto de partida este texto e questionai-vos: Que entendo eu por amizade? Tenho falta de amigos? Sinto a sua Falta? Porquê? Sinto necessidade desse Amigo com letra maiúscula? Como anda a vida de Deus em mim? Como poderei aumentar em mim a sede de Deus?

2. “Que mais poderia eu fazer pela minha vinha que não tenha feito?”, disse um dia o Senhor: Is 5,1-7. Relê este texto e interpela-te: Sentes-te não só querido, mas verdadeiramente “mimado” por Deus? Ou acreditas que tudo quanto tens o conseguiste apenas com o teu imenso esforço? Ou facilmente te lamentas diante d’Ele acerca de tudo o que os outros tem e tu não? Procura recordar todas as maravilhas que Ele fez por ti. Deixa que do teu coração brote uma oração de louvor e acção de graças ao teu Amigo.

3. “Fala Senhor, que o teu servo escuta”: Sm 3,10. Lê e medita este texto. Não esqueças que oramos, não para que Deus realize os “nossos planos”, mas para que conheçamos e tenhamos força para dar pleno cumprimento aos “planos de Deus”. Isto exige capacidade de escuta e de diálogo. Tenho esta capacidade ao menos a nível puramente humano? Ou considero-me sempre do lado certo, do lado da verdade? Recorda que Deus nos fala através das Escrituras, do Magistério da Igreja, dos acontecimentos da vida, etc. Procura cultivar esta atitude de escuta.

4. “Muito grande misericórdia faz Ele a quem dá graça e ânimo para se determinar a procurar este bem com todas as forças, porque, quando se persevera, não se nega Deus a ninguém. Pouco a pouco vai habilitando o ânimo para que se saia com esta vitória. Digo ânimo, porque são tantas as dificuldades que o demónio apresenta a princípio para que não comecem de facto este caminho … que é mister não pouco ânimo para não voltar atrás, senão mui muito e muito favor de Deus” (V 11,4). Examina-te: como está a tua vontade para começar a orar? Que mais é que te anima a fazê-lo? Quais são, em concreto, as tuas principais dificuldades? Recorda tudo serenamente, revivendo-o diante do Senhor. Coragem!

5. Propomos-te dois textos:

O primeiro é de Lucas 11,1: “Senhor, ensina-nos a rezar”.
O segundo é de Teresa de Jesus: “Meu pai era amigo de ler bons livros … Isto, com o cuidado que minha mãe tinha em fazer-nos rezar …” (V 1,1)

Assim começou o caminho de oração dos discípulos do Senhor e de Santa Teresa. Pára um momento e, tal como outros escrevem as suas memórias, medita sobre o teu caminho de oração até aos dias de hoje. Até onde chegou o teu grau de intimidade com o Senhor? Já sabes o que é orar; bem, se na oração o importante é reflectir sobre QUEM se relaciona COM QUEM … disfruta de um longo momento contemplando ambas as partes: quem és tu…, e quem é Ele.

2009-10-27

Publicado por Santa Teresa de Jesus – “PARA VÓS NASCI”.

Nossa Senhora da Conceição Aparecida – 12 de outubro – Padroeira do Brasil

Fonte/imagem: encantonocanto.arteblog.com.br

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Fonte: Portal da Família

12 de outubro –

Nossa Senhora da Conceição

Aparecida

No dia 12 de outubro, comemoram-se três datas, embora poucos lembrem-se de todas elas: Nossa Senhora Aparecida, padroeira oficial do Brasil, o Dia das Crianças e o Descobrimento da América. Nosso feriado nacional, no entanto, deve-se somente à primeira data, e, embora a devoção à santa remonte aos idos do século XVIII, só foi decretado em 1980.

Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida e no Arquivo Romano da Companhia de Jesus, em Roma.

Segundo estas fontes, em 1717 os pescadores Domingos Martins García, João Alves e Filipe Pedroso pescavam no rio Paraíba, na época chamado de rio Itaguaçu. Ou melhor, tentavam pescar, pois toda vez que jogavam a rede, ela voltava vazia, até que lhes trouxe a imagem de uma santa, sem a cabeça. Jogando a rede uma vez mais, um pouco abaixo do ponto onde haviam pescado a santa, pescaram, desta vez, a cabeça que faltava à imagem e as redes, até então vazias, passaram a voltar ao barco repletas de peixes. Esse é considerado o primeiro milagre da santa. Eles limparam a imagem apanhada no rio e notaram que se tratava da imagem de Nossa Senhora da Conceição, de cor escura.

Durante os próximos 15 anos, a imagem permaneceu com a família de Felipe Pedroso, um dos pescadores, e passou a ser alvo das orações de toda a comunidade. A devoção cresceu à medida que a fama dos milagres realizados pela santa se espalhava. A família construiu um oratório, que, logo constatou-se, era pequeno para abrigar os fiéis que chegavam em número cada vez maior. Em meados de 1734, o vigário de Guaratinguetá mandou construir uma capela no alto do Morro dos Coqueiros para abrigar a imagem da santa e receber seus fiéis. A imagem passou a ser chamada de Aparecida e deu origem à cidade de mesmo nome.

Em 1834 iniciou-se a construção da igreja que hoje é conhecida como Basílica Velha. Em 06 de novembro de 1888, a princesa Isabel visitou pela segunda vez a basílica e deixou para a santa uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com o manto azul. Em 8 de setembro de 1904 foi realizada a solene coroação da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida e, em 1930, o papa Pio XI decreta-a padroeira do Brasil, declaração esta reafirmada, em 1931, pelo presidente Getúlio Vargas.

A construção da atual Basílica iniciou-se em 1946, com projeto assinado pelo
Engenheiro Benedito Calixto de Jesus. A inauguração aconteceu em 1967, por ocasião da comemoração do 250.º Aniversário do encontro milagroso da imagem,
ainda com o templo inacabado. O Papa Paulo VI ofertou à santa uma rosa de ouro, símbolo de amor e confiança pelas inúmeras bênçãos e graças por ela concedidas. A partir de 1950 já se pensava na construção de um novo templo mariano devido ao crescente número de romarias. O majestoso templo foi consagrado pelo Papa, após mais de vinte e cinco anos de construção, no dia 4 de julho de 1980, na primeira visita de João Paulo II ao Brasil.

A data comemorativa à Nossa Senhora Aparecida (aniversário do aparecimento da imagem no Rio) foi fixada pela Santa Sé em 1954, como sendo 12 de outubro, embora as informações sobre tal data sejam controversas. É nesta época do ano que a Basílica registra a presença de uma multidão incontável de fiéis, embora eles marquem presença notável durante todo ano.

A imagem encontrada e até hoje reverenciada é de terracota e mede 40 cm de altura. A cor original foi certamente afetada pelo tempo em que a imagem esteve mergulhada na água do rio, bem como pela fumaça das velas e dos candeeiros que durante tantos anos foram os símbolos da devoção dos fiéis à santa. Em 1978, após o atentado que a reduziu a quase 200 pedaços, ela foi reconstituída pela artista plástica Maria Helena Chartuni, na época, restauradora do Museu de Arte de São Paulo. Peritos afirmam que ela foi moldada com argila da região, pelo monge beneditino Frei Agostinho de Jesus, embora esta autoria seja de difícil comprovação.

Seja qual for a autoria da imagem ou a história de sua origem, a esta altura ela pouco importa, pois as graças alcançadas por seu intermédio têm trazido esperança e alento a um sem número de pessoas. Se quiser saber mais detalhes sobre a Basílica e sua programação, visite o site http://www.santuarionacional.com.br, no qual também é possível acender uma vela virtual. E já que a fé, assim como a internet, não conhece fronteiras, eu já acendi a minha, por um mais paz e igualdade no mundo. Acenda a sua e que
Nossa Senhora Aparecida nos ouça e ilumine o mundo, que está precisando tanto de cuidados.

Além da farta pescaria, muitos outros milagres são atribuídos à Nossa Senhora Aparecida. Veja alguns abaixo:

A libertação do escravo Zacarias
O escravo Zacarias havia fugido de uma fazenda no Paraná e acabou sendo
capturado no Vale do Paraíba. Foi caçado e capturado por um famoso capitão
do mato e, ao ser levado de volta, preso por correntes nos pulsos e nos pés,
e como passassem perto da capela da Santa, pediu permissão para rezar diante
da imagem. Rezou com tanta devoção que as correntes milagrosamente se
romperam, deixando-o livre. Diante do ocorrido, seu senhor acabou por
libertá-lo.

O cavaleiro ateu
Um cavaleiro que passava por Aparecida, vendo a fé dos romeiros, zombou
deles e tentou entrar na igreja a cavalo para destruir a imagem da santa. Na
tentativa, as patas do cavalo ficaram presas na escadaria da igreja. Até
hoje pode-se ver a marca de uma das ferraduras em uma pedra, na sala dos
milagres da Basílica Nova.

A cura da menina cega
Uma menina cega, ao aproximar-se, com a mãe, da Basílica, olhou em direção a
ela e, de repente, exclamou “Mãe, como aquela igreja é bonita.” Estava
enxergando, perfeitamente curada.

Baseado no artigo de Márcia Busanello
Fonte: site Ao Mestre Com Carinho

Publicado em Portal da Família.

“A tarefa da imprensa católica: ajudar o homem contemporâneo a orientar-se para Cristo, único Salvador, e a manter acesa no mundo a chama da esperança.” – Papa Bento XVI – Congresso Mundial sobre a Imprensa Católica (Agência Fides – 08.10.2010)

Fonte/imagem: http://www.tlc.org.br/

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Fonte: Agência Fides

08.10.2010

VATICANO – A tarefa da imprensa católica: “ajudar o homem contemporâneo a orientar-se para Cristo, único Salvador, e a manter acesa no mundo a chama da esperança”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “A tarefa de vocês, queridos profissionais da imprensa católica, é ajudar o homem de hoje a orientar-se para Cristo, único Salvador, e a manter acesa no mundo a chama da esperança, para viver dignamente o presente e construir adequadamente o futuro. É por isso, que os exorto a renovar constantemente a sua escolha pessoal por Cristo, bebendo daqueles recursos espirituais que a mentalidade mundana subestima, embora sejam valiosas, aliás, indispensáveis”. Foi o que recomendou o Santo Padre Bento XVI recebendo em audiência, no dia 7 de outubro, os participantes no Congresso sobre a Imprensa Católica, promovido pelo Pontifício Conselho das Comunicações Sociais.

Em seu discurso, o Santo Padre destacou as profundas mudanças que afetam os meios de comunicação, especialmente com o desenvolvimento de novas tecnologias e multi-midialidade, que parecem “pôr em discussão o papel dos meios mais tradicionais e consolidados”. Hoje, na comunicação está tendo um peso sempre maior o mundo da imagem e, o Papa advertiu sobre os riscos que isso implica: “pode tornar-se distante da realidade, pode dar vida a um mundo virtual com várias consequências, a primeira das quais é o risco da indiferença para com a verdade… Além disso, a retomada de um evento, feliz ou triste, pode visto como entretenimento e não como uma ocasião para reflexão. A busca por maneiras que levem a uma autêntica promoção humana, passa em segundo lugar, porque o evento é apresentado principalmente para despertar emoções. Estes aspectos soam como sinos de alarme: um convite para considerar o perigo que o mundo virtual se distancie da realidade, e não estimule a buscar a verdade. Neste contexto, a imprensa católica é chamada, de uma nova forma, a expressar plenamente as suas potencialidades e dar a razão, a cada dia, de sua indispensável missão”.

Continuando seu discurso, o Papa sublinhou que “a fé cristã tem em comum com a comunicação uma estrutura fundamental: o fato que os meios e a mesma mensagem coincidem; o Filho de Deus, o Verbo Encarnado, é ao mesmo tempo mensagem de salvação e meio através do qual a salvação se realiza. Além disso, a Igreja, Corpo Místico de Cristo, presente em todos os lugares ao mesmo tempo, alimenta a capacidade de relações mais fraternas e mais humanas, colocando-se como lugar de comunhão entre os fiéis e juntos, como sinal e instrumento da vocação de todos à comunhão. A sua força é Cristo e em seu nome ela ‘acompanha’ o homem pelas estradas do mundo para salvá-lo do “mysterium iniquitatis”, que com insídia nele trabalha”.

Depois de salientar que a imprensa evoca “o valor da palavra escrita” e que “a Palavra de Deus veio aos homens e foi transmitida também a nós através de um livro, a Bíblia”, Bento XVI disse que “a palavra continua sendo o instrumento fundamental, e num certo sentido, constitutiva da comunicação”. “O desafio da comunicação é para a Igreja e para aqueles que partilham a sua missão, muito difícil”, também reiterou o Papa, e “os cristãos não podem ignorar a crise de fé existente na sociedade, ou simplesmente confiar que o patrimônio de valores transmitidos durante os séculos passados possa continuar a inspirar e moldar o futuro da família humana”.

Então, o pontífice concluiu: “aqueles que trabalham nos meios de comunicação, se não querem ser como um bronze que soa ou um címbalo que tine “(1 Cor 13, 1) – como diria São Paulo – devem sentir forte dentro de si a opção fundamental que os torna capazes de lidar com as coisas do mundo colocando sempre Deus no ápice da escala de valores”. (SL) (Agência Fides 8/10/2010)

* O texto integral do discurso do Santo Padre, em italiano (Agência Fides)

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Confira também:

http://www.tlc.org.br/ –  Expectativas da imprensa católica são discutidas em Congresso Internacional

ZENIT – “O mundo visto de Roma”“Congresso mundial da imprensa católica, em outubro, no Vaticano”

O Magnificat “Discurso de Bento XVI no Congresso sobre a Imprensa Católica”

ACI Digital Congresso da Imprensa Católica reunirá comunicadores de todo o mundo em Roma

Dom Celli convida a ser missionários através das novas tecnologias

Dom Celli pede aos comunicadores católicos que reflitam se é que vivem os valores que transmitem


Congresso em Roma discutiu papel da imprensa católica

“À recitação do Rosário é que a igreja atribui os seus maiores triunfos (…)” – Memória – 07 de outubro – Nossa Senhora do Rosário (Página Oriente)

Fonte: Página Oriente (Nossa Senhora do Rosário – Site Católico Apostólico Romano)

NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

Tudo o que no Pai Nosso pedimos, é muito reto, muito bem ordenado e conforme a fé, esperança e caridade cristã, e já por isto tem o especial agrado da SS. Virgem. Além disto, ouvindo-nos rezar, Ela reconhece em nossa voz  o timbre da voz de seu Filho, que nos deu e ensinou à viva voz esta oração e nô-la impôs dizendo: Assim deveis rezar.  Maria, vendo-nos assim com o Rosário, cumprindo fielmente a ordem recebida, com tanto mais amor e solicitude nos atenderá. “As místicas coroas que lhe oferecemos, são-lhe sumamente agradáveis e penhores de graça para nós” (Leão XIII). A própria Rainha do Céu fez-se quase fiadora da  eficácia desta excelente oração.

A origem da devoção à Nossa Senhora do Rosário é muito antiga, mas sua propagação tomou impulso com São Domingos de Gusmão.  Foi  por sua inspiração que São Domingos fez do Rosário  sua poderosa arma para combater a heresia dos albingenses, isto no início do século XIII, onde a tal heresia crescia vertiginosamente na França.  Fundou a ordem dominicana e por sua intensa propagação e devoção, a Igreja lhe conferiu o título de “Apóstolo do Santo Rosário”.  Existem, inclusive, certas versões históricas que afirmam ter Nossa Senhora aparecido a São Domingos segurando o Menino Jesus no colo e oferecendo-lhe o santo Rosário, e cuja propagação e divulgação teria tomado impulso por pedido pessoal de Maria Santíssima.

À recitação do  Rosário é que a igreja atribui os seus maiores triunfos, e grata atesta, pela boca dos Sumos Pontífices que, “pelo Rosário todos os dias desce uma chuva de bênçãos sobre o povo cristão”(Urbano IV);  “que é a oração oportuna para honrar a Deus e a Virgem, como afastar bem longe os iminentes perigos do mundo” (Sixto IV);  “propagando-se esta devoção, os cristãos  entregues à meditação dos mistérios inflamados por esta oração, começarão a  transformar-se em outros homens, as trevas das heresias dissipar-se-ão e  difundir-se-á a luz da fé católica” (São Pio V);  “desejamos ver sempre mais largamente propagada esta piedosa prática e tornar-se devoção verdadeiramente popular de todos os  lugares, de todos os  dias” (Leão XIII).

Nos mistérios do Rosário, contemplamos todas as fases do Evangelho:

Os mistérios gozosos retratam as meditações da anunciação do Anjo a Nossa Senhora, visitação de Maria à Santa Isabel, nascimento triunfante de Jesus,  sua apresentação no templo e Jesus, entre os doutores da lei.

Nos mistérios dolorosos contemplamos a agonia de Jesus no horto,  flagelação de Jesus, a coroação de espinhos,  o calvário, a crucificação e morte de Jesus.

Nos mistérios gloriosos, a Ressurreição de Jesus, a sua Ascensão aos céus,  a vinda do Espírito Santo sobre Maria e os Apóstolos,  a Sua Assunção  e gloriosa  Coroação.

E,  sob inspiração maternal de Nossa Senhora, no dia 16/10/2002,  pela carta apostólica Rosarium Virginis Mariae, que Sua Santidade o Papa João Paulo II acrescentou ao Rosário os Mistérios Luminosos,  que retratam a  vida pública de Jesus,  desde o seu batismo no Jordão,  o primeiro milagre nas Bodas de Caná,   proclamação do reino, transfiguração e  instituição da Eucaristia.  Estes mistérios foram inseridos entre os mistérios  gozosos e os dolorosos, formando um perfeito complemento da meditação da Bíblia.

A santa devoção atravessou os séculos sempre com o empenho da Santa Igreja de difundi-lo. Tem a virtude de excitar e nutrir em nós o recolhimento, pondo-nos em contato com os mistérios da nossa religião. É a oração do sábio e do ignorante, pois, como nenhuma outra, se adapta à capacidade de todos.

Peçamos a Maria Santíssima a graça de sermos não só fiéis propagadores, mas principalmente perseverantes na prática de sua recitação, e que tenhamos sempre o desejo inflamado de rezá-lo sempre com muito entusiasmo e alegria.  E que tenhamos a convicção de que o Rosário une o tempo à eternidade, a cidade terrena à cidade de Deus.

Aprendendo a Rezar o Santo Rosário

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“Da túnica entreaberta sobre o peito saíam dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. (…) Logo depois, Jesus me disse: Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós” – Diário de Santa Faustina Kowalska (Portal da Divina Misericórdia)

Fonte: imagem/texto: Divina Misericórdia  – Santa Faustina

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Fonte: Portal da Divina Misericórdia http://www.misericordia.org.br/

Secretária da Misericórdia Divina

O século XX foi um dos períodos mais contraditórios da história humana. De um lado, grandes avanços nos mais variados campos do saber (biologia, física, tecnologia etc.); a Igreja Católica, por sua vez, viveria uma nova primavera em diversos âmbitos (bíblico, litúrgico, pastoral etc.). Por outro lado, deparamo-nos com o crescimento do agnosticismo e a proliferação das seitas; com enormes atrocidades, de proporções quase universais; milhões e milhões foram brutalmente dizimados em dezenas de guerras, bem como em carestias, pestes e catástrofes, em parte frutos da ganância e arrogância de alguns poucos.
Ao mesmo tempo, é o século de cristãos de grande envergadura, como os Papas S. Pio X, o Beato João XXIII e o Servo de Deus João Paulo II, S. Gemma Galgani e Madre Teresa de Calcutá, os santos Padres Pio e Maximiliano Kolbe, ou como os pastorinhos de Fátima. É o século outrossim de uma das maiores místicas da história do cristianismo, Santa Faustina Kowalska. Mística pois deixou-se invadir pelo mistério do amor divino, no dia a dia de uma vida escondida e laboriosa. A partir dela nasce uma nova espiritualidade, centrada na Divina Misericórdia. Eis em breves linhas um pouco da sua vida.

Origens

Faustina nasceu na aldeia de Glogowiec, distrito de Turek, prefeitura de Poznan (atualmente Swinice Warckie, principado de Konin), na Polônia, no dia 25/08/1905. Naquela época a Polônia estava sob o domínio russo. Ela é a terceira de dez filhos do casal Estanislau Kowalska e Mariana Babel, que cuidam de 5 hectares de terra (e 3 vacas!). As duas primeiras gravidezes foram muito cansativas; por isso, a terceira foi esperada com preocupação, mas tudo correu bem.
Dois dias depois do nascimento a menina foi batizada, na paróquia de Swinice Warckie (dedicada a S. Casimiro), com o nome de Helena Kowalska. Deus os abençoou com outros sete filhos. “A Helena, minha filha abençoada, santificou o meu ventre”, dirá a mãe após a sua morte. Sabemos bem pouco acerca das origens desta futura santa. As principais fontes são o seu Diário e o relato de algumas testemunhas.
Por exemplo, a sua casa, com paredes de pedra e poucos móveis, é composta por 2 divisões, separadas por um corredor. O pavimento é de terra e as paredes não são rebocadas nem caiadas. A mãe faz queijo com grande perfeição. Todas as noites rezam o terço e dão graças por tudo o que têm.
Seu pai, Estanislau, lavrador e carpinteiro, era muito piedoso. Freqüentava sempre as Missas dominicais e cantava todos os dias o ofício da Imaculada Conceição, bem como o hino matinal. Na Quaresma, cantava as lamentações da Paixão. Era muito exigente com os filhos, e por isso Helena desde os 9 anos ajuda nos serviços da casa – debulhando o trigo, levando as vacas para o pasto e ajudando na cozinha. A mãe era uma boa mulher, muito dedicada e trabalhadora, particularmente sensível com os pobres. Assim se vai moldando o caráter de Helena (Dr. H. W.,Irmã Faustina. Apóstola da Divina Misericórdia, Loyola, S. Paulo, 1983, p. 30).

Vocação

A vida espiritual de Helena começara cedo. Em seu Diário escreve: “Quando eu tinha sete anos ouvi pela primeira vez a voz de Deus na minha alma”. Depois da preparação recebida do Pároco, Pe. Romano Pawlowski, em 1914 faz a Primeira Comunhão, momento que muito lhe marcou: “Eu estou contente porque Jesus veio ter comigo e agora posso caminhar com Ele”. A oração se torna mais assídua e fervorosa. A mãe a encontrou várias vezes ajoelhada no chão, principalmente de noite. Helena lhe explicava: “tenho certeza de que é o meu Anjo que me acorda”.
Os pais não aceitam facilmente a vocação da filha Helena. Em 1920 e 1922 a jovem lhes pede permissão para entrar no convento, mas os pais o recusam. Não possuem recursos para lhe dar o dote necessário, estão mergulhados em dívidas – e, acima de tudo, estão muito ligados à filha. Neste período recebeu o sacramento da Crisma, em Aleksandrów (1921). De modo especial a adolescente escuta com atenção as homilias dominicais, repetindo-as durante a semana, e também a leitura da Bíblia feita pelo seu pai, que mantém em casa uma pequena biblioteca.
Com dificuldades Helena iniciou os seus estudos (1917). É obrigada a interrompê-los a fim de poder trabalhar como empregada doméstica. Aos 14 anos disse à mãe: “Papai trabalha muito e eu não tenho com que me vestir aos domingos; sou a mais mal-apresentada de todas as moças. Irei trabalhar para ganhar alguma coisa”. O desejo de se consagrar totalmente a Deus lhe acompanha, mas, ante as dificuldades, por um tempo Helena desiste da idéia. Entrega-se, então, à “vaidade da vida”, aos “passatempos”, como anos depois escreveria em seu Diário.
Deus, porém, não volta atrás. Estando um dia num baile com sua irmã, uma visão de Cristo Sofredor interpela a jovem Helena: “Até quando hei de ter paciência contigo e até quando tu Me desiludirás?” (Diário, 9). Decide entrar no convento. Bateu em várias portas até ser acolhida no dia 1º/08/1925 na clausura do convento da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, em Varsóvia. Foi tentada a deixar essa comunidade várias vezes, mas Jesus lhe apareceu e exortou: “Chamei-te para este e não para outro lugar e preparei muitas graças para ti” (D. 19).

Revelações

Dentro da Congregação Helena recebeu o hábito e o nome de Irmã Maria Faustina, em 1926. Dois anos depois faria a primeira profissão dos votos religiosos. Em sua vida exterior nada deixava transparecer da sua profunda vida espiritual, que haveria de incluir as graças extraordinárias da contemplação infusa, o conhecimento da misericórdia divina, visões, aspirações, estigmas escondidos, o dom da profecia e discernimento, e o raro dom dos esponsais místicos (D. 1056). Com humildade exerceu as funções de cozinheira, jardineira e até de porteira. Cumpria fielmente as regras de sua comunidade, em espírito de recolhimento mas sem nenhum desequilíbrio, deixando ao mesmo tempo transparecer serenidade e benevolência. Um sonho a movia – viver plenamente o mandamento do amor:
Ó meu Jesus, Vós sabeis que desde os meus mais tenros anos eu desejava tornar-me uma grande santa, isto é, desejava amar-Vos com um amor tão grande com que até então nenhuma alma Vos tinha amado” (D. 1372).

O Senhor a escolhe para uma missão especial. Depois de atravessar pela “noite escura” das provações físicas, morais e espirituais, a partir de 22/02/1931, em Plock,o próprio Senhor Jesus Cristo começa a se manifestar à Irmã Faustina de um modo particular, revelando de um modo extraordinário a centralidade do mistério da misericórdia divina para o mundo e a história– presente em todo o agir divino, particularmente na Cruz Redentora de Cristo – e novas formas de culto e apostolado em prol desta sua divina misericórdia. Descreve esta primeira visão:
Da túnica entreaberta sobre o peito saíam dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. (…) Logo depois, Jesus me disse: Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós” (D. 47).

Jesus insistirá particularmente no seu desejo de instituir uma Festa em honra da Divina Misericórdia para toda a Igreja, o que haveria de se cumprir somente a partir do ano 2000. Todas estas vivências se encontram relatadas em seu famoso Diário, escrito entre 1934-1938 sob a orientação dos Padres Miguel Sopocko e Andrasz SJ, o primeiro deles beatificado a 28/09/2008.
Segundo um dos mais famosos estudiosos do mesmo, Pe. Ignacy Rózycki, no Diário – e numa das Cartas de Santa Faustina – encontramos, dentre outros, 83 revelações particulares especiais sobre o mistério e o culto da Divina Misericórdia. Ao longo do Diário descobrimos que Jesus a escolhe como secretária, apóstola, testemunha e dispensadora da divina misericórdia(nn. 965; 1142; 400; 570). Já pode ser considerado como um dos clássicos da espiritualidade católica, ao lado de História de uma alma, A prática do amor a Jesus Cristo, Filotéia e outros.

Páscoa

Assim como na vida de Santa Teresinha, Jesus pede também à Santa Faustina que se ofereça como vítima pelos pecadores. É a graça de poder viver aquilo que diz o Apóstolo: Completo em minha carne o que falta das tribulações de Cristo pelo seu Corpo, que é a Igreja(Cl 1,24; cf. Flp 1,20; 2Cor 12,10). Na Quinta-feira Santa de 1934, Jesus lhe revela o seu desejo que se entregue pela conversão dos pecadores. A este desejo Irmã Faustina respondeu prontamente com um ato de consagração no qual se oferece voluntariamente pelos pecadores. Desde essa ocasião, os sofrimentos que oprimiriam a religiosa polonesa foram a prova de que sua oferta fora aceita pelo Senhor.
Irmã Faustina levava uma vida muito austera, já antes de entrar no convento. Não perdia nenhuma oportunidade em oferecer suas penas pela conversão dos pecadores. Nos últimos anos de sua breve vida aumentaram os seus tormentos interiores e os padecimentos do organismo. Desenvolve-se uma tuberculose que lhe atacou os pulmões e os intestinos. Muito fraca, é levada ao convento Jósefów. Segundo um costume da comunidade, pede perdão às coirmãs pelas faltas cometidas – e afirma que morreria treze dias depois. Ao Pe. Sopocko diz (26/09): “Perdoe-me, padre, agora estou ocupada no colóquio com o Pai Celeste. Aquilo que tinha para dizer, já disse”.
No dia da sua morte ela recebe o viático do Pe. Andrasz. Pede mas logo recusa uma injeção, dizendo: “Deus exige sacrifício”. Plenamente unida a Deus, na presença da irmã Ligoria, erguendo os olhos para o céu, Irmã Faustina falece com fama de santidade às 22h45min do dia 5/10/1938, com apenas 33 anos de vida. O seu corpo foi depositado no cemitério do convento em Cracóvia-Lagiewniki.
A situação na Europa se agravava. Hitler havia invadido a Áustria (11/03/1938). A Polônia entra num período tempestuoso quando Berlim e Moscou dividiram o seu território (22/09/1939). Irmã Faustina rezava pela Polônia. Em setembro de 1938, a jardineira irmã Klemensa foi visitá-la no hospital. Faustina estava reduzida a pele e ossos. Klemensa lhe perguntou: “O senhor Jesus te disse se haverá guerra?”. – “Haverá guerra”, respondeu ela. E depois acrescentou: “…A guerra durará muito tempo, haverá muitas desgraças. Sofrimentos terríveis cairão sobre as pessoas” (in Bergadano, Elena, Faustina Kowalska. Mensageira da Divina Misericórdia, Paulinas, S. Paulo, 2006,p. 81).
Há inúmeros relatos de graças alcançadas por sua intercessão a partir da morte da Ir. Faustina. Um deles se refere a um fato ocorrido durante a II Guerra, assinado por Miquelina Niewiadomska em Varsóvia, ano de 1946:

Como mensageira do exército clandestino da Polônia, levava um dia um maço de jornais e documentos importantes da imprensa subterrânea, num cesto vulgar, aberto, de modo a não chamar a atenção. Numa paragem, o tranvia [transporte] foi abordado pela polícia da Gestapo, que começou a inspecionar os passageiros. Antes que eu desse conta, estava a meu lado. Apanhada de improviso, sabia que não tinha maneira de escapar e deitei o cesto no chão. O que estava dentro caiu, com o livrinho intitulado ‘Jesus, eu confio em Vós’ por cima de tudo. Um dos policiais baixou-se para o apanhar e em voz baixa segredou-me: ‘E eu também confio n’Ele’, e, voltando-se, permitiu que eu apanhasse os papéis” (in Andrasz-Sopocko, A misericórdia de Deus. A única esperança da humanidade, 2ª ed., Tipografia Porto Médico L.da, Porto, 1956, pp. 88s).

O processo informativo para a canonização da Irmã Faustina se iniciou em 1965. O Cardeal Karol Wojtyla o encerra com uma sessão solene no dia 20/09/1967. Anos depois (1978) Karol Wojtyla se tornaria o Papa João Paulo II, e por suas mãos Irmã Faustina seria beatificada (1993) e canonizada (2000), tornado-se assim a primeira santa canonizada no III Milênio cristão. O milagre que permitiu a sua canonização foi a cura do Pe. Romualdo P. Pytel que sofria de “estenose aórtica predominante, calcificada e localizada na bicúspide, com insuficiência aórtica associada, e descompensação cardíaca esquerda” (in Laria, Raffaele, Santa Faustina e a Divina Misericórdia, Paulus, Apelação, 2004, p. 84). A data de sua celebração litúrgica é o dia 5 de outubro, que marca seu nascimento para o céu.

(…)

Publicado em Portal da Divina Misericórdia.

São Francisco de Assis – Memória – 04 de outubro (Reflexões de Espiritualidade Franciscana)

Fonte/imagem: Porta de Assis

Seções: Aconselhamento, Pedido de Oração e Testemunho

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Fonte: Reflexões de Espiritualidade Franciscana

Numa noite de inverno do ano de 1216, enquanto o Homem Seráfico, aceso de zelo ardentíssimo, pensava sobre a conversão e a salvação dos pecadores, uma luz suave o circundou e um Anjo o convidou para a Capela, onde o esperavam Nosso Senhor, a sua Santíssima Mãe e muitíssimos Anjos. Francisco se prostrou na capela e adorou a Jesus e venerou a Virgem Santíssima e os Anjos. Enquanto ele se humilhava assim na vildade do seu nada, Jesus lhe deu a coragem de pedir a graça que lhe agradava. E São Francisco então, como novo Moisés, não pensou em si, mas em todas as almas e respondeu: “Senhor, peço que todos aqueles que, arrependidos e confessados, entrando nesta igrejinha, tenham o perdão de todos os seus pecados e a completa remissão das penas devidas às suas culpas”. E Jesus a ele: “Grande é a graça que me pedes, ó Francisco; todavia, concedo-lha a ti, se minha Mãe me pedir”. Francisco então pediu a mediação da Virgem Maria, a qual com sua súplica, seu Divino Filho concedeu a graça. Porém, quis que apresentasse ao seu Vigário, o Sumo Pontífice, para obter a sua confirmação.

Dito isto, cessou a visão e Francisco imediatamente foi ao Papa Honório III e ele, depois de várias dificuldades, lhe confirmou a graça, limitando-a, porém, a um dia somente, por todos os anos e fixando para esta o dia 2 de agosto, a começar das Vésperas da Vigília.

No dia 2 de agosto do mesmo ano de 1216, o Seráfico Pai, na presença dos Bispos de Assis, Perúgia, Todi, Espoleto, Nocera, Gúbio e Folinho, que foram convidados para a consagração da igrejinha da Porciúncula, diante de uma multidão extraordinária de fiéis, promulgou a grande indulgência que ele tinha obtido e assim foi aberto a todos os homens perpetuamente o incomparável tesouro do Perdão de Assis.

Depois, com a Bula do dia 4 de julho de 1622, o Papa Gregório XV estendeu esta grande indulgência a todas as Igrejas da Ordem Franciscana e prescreveu que, além da confissão, era necessária a comunhão e a oração pelo Sumo Pontífice. Em 12 de janeiro de 1678, o Papa Inocêncio XI declarou que a dita indulgência estava aplicada também às almas do Purgatório.

Esta indulgência tornou-se célebre pela sua origem toda extraordinária e pela circunstância singularíssima que esta pode ser lucrada toties quoties, isto é, tantas vezes quanto se visitar a igreja que goza de tal favor e nas quais se cumprem as prescrições requeridas. A respeito deste propósito, surgiram, é verdade, dúvidas, mas a Santa Sé interveio várias vezes e autoritativamente tirou toda dúvida, declarando e confirmando que ao Perdão de Assis estava anexo este privilégio toties quoties.

Hoje a “Porciúncula” fica dentro da imponente Basílica.

Para render mais facilmente aos fiéis a aquisição de tão grande benefício, o Sumo Pontífice Pio X condedeu, para a comodidade dos fiéis que o Perdão de Assis pudesse ser obtido também nas igrejas ou oratórios que, na aplicação do privilégio com o consenso do Bispo e que o Perdão de Assis pudesse ser transferido do dia 2 de agosto para o Domingo seguinte. O Papa Bento XV, em 16 de abril de 1921, com o um solene documento estendeu esta indulgência do Perdão de Assis a todos os dias do ano, in perpetuo, mas somente na Basílica de Santa Maria dos Anjos, em Assis. E assim o desejo expresso por São Francisco a Nosso Senhor vem com um tal ato completamente exaudito. Ainda hoje em todas as Igrejas do orbe, a indulgência é aplicada neste dia. (T)

(1) Cf. Mt 13,47-53
(2) Mt 13, 52
(3) OFICIO DIVINO. (Breviário) Petrópolis: Vozes, 2000, p.1384.
(4) DRAGO, Augusto. Palavra de Deus, Sagrada Escritura. Dicionário Franciscano. Petrópolis: Vozes, 1983, p.532.

Publicado em Reflexões de Espiritualidade Franciscana.

Haiti e Guatemala sofrem com chuvas e temporais no mês de setembro após terremotos. Cáritas da Guatemala envia amplo relatório sobre 13 regiões atingidas à Agência Fides, indicando falta de alimentos, roupas e sapatos, água potável na Diocese de Zacapa

Fonte: Imagem/Reportagem – Jovem Pan Online

Após temporais, ajuda começa a chegar à Guatemala

País foi o mais devastado da América Central pela tempestade tropical Agatha

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Fonte: Agência Fides

28.09.2010

AMÉRICAOnda de mau-tempo provoca 5 mortes e destrói 2 mil tendas no Haiti e deixa milhares de desabrigados na Guatemala, dois países já abalados por desastres naturais

Porto Príncipe (Agência Fides) – As fortes e imprevistas chuvas torrenciais do último fim de semana destruíram milhares de tendas em diversos acampamentos que abrigam vítimas do terremoto de 12 de janeiro, no Haiti. As autoridades locais confirmaram que cinco pessoas morreram por causa do mau-tempo e se contam cerca de cinquenta feridos graves na área da capital e nas periferias. “Lembramos que mais de um milhão de desabrigados do terremoto ainda vivem em acampamentos improvisados, que ao invés de se reduzirem, aumentam” – disse à Agência Fides o Núncio apostólico, Dom Auza, há poucos dias (veja Fides 21/09/2010).
A Coordenadora técnica da Proteção Civil, Nadia Lochard, disse em uma coletiva de imprensa que além dos mortos e feridos, 2 mil tendas estão destruídas. As chuvas causaram inúmeros danos não apenas em Porto Príncipe, mas em outras regiões vizinhas, como Thomazeau, Ghantier, Fond Verettes, Gressier e nas áreas de Petit Goave e Iles Cayimites, no sul. Infelizmente, estes são ainda números provisórios e o balanço pode se agravar na conclusão na avaliação realizada pela Defesa Civil e da Cruz Vermelha. As conseqüências da tempestade agravaram-se pela fragilidade dos acampamentos construídos depois do terremoto e pelos fortes ventos, de velocidade de até 95 Km/h, que abateram árvores e derrubaram postes de luz. O Centro Meteorológico Nacional (CNM) informou que um forte temporal, imprevisto, durou cerca de 30 minutos, proveio da vizinha República Dominicana e deixou diversos danos. Infelizmente, estão previstos novos temporais para hoje, 28 de setembro. Outros países da América Central também sofreram a onda de mau-tempo. A Caritas Guatemala enviou um relatório detalhado à Agência Fides sobre a situação de hoje, depois do fim de semana em que se abateram as chuvas: 5.433 pessoas ficaram desabrigadas; 933 sem casa; 176 vivem em acampamentos emergenciais; 13 regiões foram atingidas; Petén, Izabal e Alta Verapaz registram os maiores prejuízos. Em Petén há 3.327 desabrigados, em Izabal 2.106 e em Alta Verapaz, uma centena de pessoas foram evacuadas de 46 casas por causa do alagamento de um rio que atravessa o bairro de Belen. Na área da diocese de Zacapa, o relatório assinala que: 132 habitações estão interditadas; 561 habitações possuem danos menores; 760 famílias (3.800 pessoas) estão desabrigadas; 5 morreram. O serviço elétrico está completamente destruído, assim como o fornecimento de água potável. Faltam gêneros alimentares, água potável, roupas e sapatos. Os dados sobre os prejuízos na diocese foram enviados pelo diretor operativo da diocese de Zacapa. Nos primeiros dias de setembro, as chuvas já haviam atingido duramente as regiões de Escuintla, Suchitepéquez e Retalhuleu, na Guatemala (veja Fides 7/09/2010; 18/9/2010).(CE) (Agência Fides, 28/09/2010)

Deus, o rei e o julgamento de Thomas More – William Newton (Comentário ao discurso do Papa no Parlamento britânico – Zenit.org)

Fonte: Zenit.org

Deus, o rei e o julgamento de Thomas More

por William Newton*

Comentário ao discurso do Papa no Parlamento britânico

TRUMAU (Áustria), 22 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – É conhecido o ditado de Mark Twain de que a história não se repete, mas às vezes rima. Na sexta-feira passada, em Westminster Hall, Londres, houve uma dessas ocasiões.

Neste edifício, em julho de 1535, São Thomas More foi condenado à morte por traição, ao não reconhecer a autoridade suprema do soberano temporal, o rei, sobre a autoridade da Igreja e sobre o Papa.

Foram necessários 500 anos para que, na sexta-feira passada, John Bercow, sucessor de São Thomas More como presidente da Câmara dos Comuns, desse boas-vindas ao sucessor do Papa Clemente VII, ao se dirigir ao Parlamento Britânico reunido.

Bento XVI era plenamente consciente do significado da ocasião e não teve pudor em recordar aos parlamentares o que estava em jogo no julgamento de Thomas More. Bento XVI assinalou que “o dilema que More teve de enfrentar naqueles difíceis tempos” foi “a perene questão da relação entre o que pertence a César e o que é de Deus”.

O objetivo do discurso do Papa – e um dos significativos de toda sua visita ao Reino Unido – era, por conseguinte, “refletir sobre o espaço adequado da crença religiosa dentro do processo político”.

Bento XVI assinalou que “os questionamentos fundamentais em jogo no julgamento de More continuam se apresentando hoje”, e entre estas questões a mais importante é: “apelando a que autoridade se podem resolver os dilemas morais?”.

Thomas More, e todos os homens e mulheres de seu tempo na Inglaterra, foram obrigados – sob a pena de morte – a responder a esta pergunta: “sobre que base se pode decidir a questão moral do divórcio e do novo casamento? Qual foi o fundamento da opinião de quem tinha o poder político (rei Henrique XVIII), e em que se baseavam os princípios morais perenes, defendidos pela Igreja?

Fundamentos

Muito mudou na Inglaterra desde o ponto de vista político nos 500 anos que se seguiram, mas a questão permanece: há algumas bases éticas da sociedade civil e política que simplesmente não podem ser mudadas por quem exerce o poder, inclusive se o poder é democrático?

A resposta de Bento XVI é, obviamente, sim, porque “se os princípios morais que sustentam o processo democrático não forem determinados por algo mais sólido que o consenso social, a fragilidade do processo [democrático] se faz muito evidente”.

Aqui, sem dúvida, o Santo Padre pensa, entre outras coisas, nas leis antivida aprovadas pelo Parlamento britânico e outras democracias de recentes décadas, ao sabor do “consenso social”, mas contrárias ao bem verdadeiro da sociedade.

Bento XVI não mencionou diretamente o aborto, a eutanásia e a pesquisa com embriões, mas deu outro exemplo do sacrifício dos fundamentos morais da sociedade. Referindo-se à atual crise financeira global, recordou aos parlamentares que isso demonstra à sociedade o que ela pode esperar quando os fundamentos éticos são sacrificados pelo interesse privado e o pragmatismo.

Afirmou que “há um amplo consenso de que a falta de um sólido fundamento ético na atividade econômica contribuiu para as graves dificuldades [econômicas] em que hoje vivem milhões de pessoas em todo o mundo”.

Insistindo neste ponto, recordou aos parlamentares “uma das conquistas especialmente notáveis do Parlamento britânico”, a abolição do comércio de escravos. O Santo Padre indicou que a campanha que esta legislação conduziu foi um marco. Construiu-se “não sobre o terreno cambiante da opinião pública” (de fato, a população se mantinha como muito ambivalente), mas “sobre princípios éticos firmes, enraizados na lei natural” e, se poderia dizer, liderados por cristãos dedicados a isso, tais como William Wilberforce.

Após essa afirmação, Bento XVI tratou sobre a réplica óbvia: “onde se pode encontrar o fundamento ético das decisões políticas? Respondeu assinalando que “as normas objetivas que governam a ação correta são acessíveis à razão, prescindindo do conteúdo da revelação”. Contra as afirmações do relativismo, a razão humana pode conhecer o que é verdade e o que é correto. Aqui, obviamente, refere-se a nada menos que à lei natural.

Luz que guia

Portanto, se as normas morais objetivas podem ser conhecidas pela razão humana, inclusive sem revelação, qual é o papel da religião, e especialmente da fé cristã, na sociedade? Não consiste, afirmou Bento XVI, em suprir estas normas morais. Não ainda em oferecer um anteprojeto para estruturar a política e a vida econômica de um país. Mas sim “ajuda a purificar e lançar luz sobre a aplicação da razão para a descoberta de princípios morais objetivos”.

De acordo com isso, é, em muitos casos, um papel “corretivo”, o que significa que ajuda a guiar a razão em sua busca de normas morais e sua concreta aplicação, um guia que se necessita porque o pecado frequentemente dificulta a razão em sua busca da verdade. O Santo Padre advertiu que “sem o corretivo proporcionado pela religião… a razão [também] pode ser presa de distorções, como quando é manipulada pela ideologia, ou aplicada em um modo parcial que não leva em conta a dignidade da pessoa humana”.

Bento XVI recordou ao Parlamento que “este mau emprego da razão… foi que o estabeleceu o comércio de escravos em primeiro lugar”, quando este comércio se fundou sobre a negação de princípios morais que a razão sozinha deveria ter afirmado, por exemplo, a igualdade de todos os homens e sua inerente dignidade.

O Papa assinalou que esta função “corretiva” da fé e da revelação não é sempre acolhida em muitas sociedades democráticas atuais. Ele admitiu que às vezes há boas razões para isso. Aqui, referiu-se ao sectarismo e ao fundamentalismo, que ele qualificou de fé religiosa privada de razão.

A questão é que a razão necessita da fé, e a fé, da razão: “há um processo em duas direções”. Sendo este o caso, Bento XVI pediu aos seus ouvintes – homens e mulheres com poder político no Reino Unido – fazer o que puderem para assegurar “um diálogo profundo e continuado” entre “o mundo da racionalidade secular e o mundo da fé religiosa”, para “o bem de nossa civilização”.

À luz da importância crítica deste diálogo entre razão e fé, Bento XVI expressou sua “preocupação com a crescente marginalização da religião, especialmente do cristianismo”, que se registra em muitos países, incluído o Reino Unido.

Ele se referiu também a “sinais preocupantes de uma falta de apreço… dos direitos dos crentes à liberdade de consciência e de religião”. Aqui, sem dúvida, pensava nas recentemente estabelecidas leis (chamadas) antidiscriminatórias aprovadas no Parlamento britânico que, entre outras coisas, dão direitos exagerados a pessoas homossexuais (incluindo o direito de adoção) em detrimento da liberdade religiosa. As agências de adoção católicas têm sido obrigadas a aceitar isso ou a fechar.

Silêncio

O Papa assinalou também que há quem gostaria que a voz da religião fosse silenciada ou ao menos relegada à esfera puramente privada.

No dia seguinte, falando na vigília da beatificação do cardeal John Henry Newman, Bento XVI disse que “Newman descrevia o trabalho de sua vida como uma luta contra a crescente tendência a ver a religião como um assunto puramente privado e subjetivo”.

À luz desta tendência “privatizadora”, o fato de que a visita do Papa tenha sido de Estado tem um significado imenso. Bento XVI, de obra e de palavra, põe o acento na verdade de que as sociedades atuais, incluindo as modernas democracias, não podem atuar sem religião na praça pública.

São Thomas More, depois de tudo, foi um bom servidor do rei, porque foi um melhor servidor de Deus. A comunidade política necessita da influência do cristianismo para alcançar seu objetivo.

No convite sem precedentes ao Santo Padre para se dirigir ao Parlamento britânico, algo simplesmente inconcebível inclusive há poucos anos, acende o farol da esperança de que o cristianismo pode continuar sendo uma luz guia para a sociedade.

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*William Newton é professor no Instituto Teológico Internacional em Trumau, Áustria, e membro associado do Instituto Maryvale, em Birmingham, Reino Unido.

“Teresa não pactua com a mediocridade e decide-se a entrar nesta aventura com uma ‘determinada determinação’, pondo a sua confiança em Deus que passa a ser o protagonista da sua vida. Em 1572 começa a etapa de plena comunhão, do matrimónio espiritual com Deus.” – Testemunho – “Para vós nasci” – Carmen Valls – 24.09.2010

TESTEMUNHO

Fonte:  “Para vós nasci”  – Teresa de Jesus – Preparando o V Centenário (1515-2015)

24-09-2010

Carmen Aparicio Valls – Universidade Gregoriana, Roma – Directora do Departamento de Teologia Fundamental

Não é outra coisa a oração mental, no meu parecer, senão tratar de amizade, estando muitas vezes a sós com quem sabemos que nos ama”(S.Teresa de Jesus)

Quando penso no Livro da Vida de Santa Teresa automaticamente me vem à memória esta frase. Creio que expressa de uma forma preciosa o que ela transmite neste livro. Quem se abeira desta obra pensando encontrar uma autobiografia, certamente se sentirá defraudado, a não ser que à medida que entra nesta história, se sinta, como Edite Stein, tão atraído que não a possa deixar. Sim, tem dados da sua vida, da sua família, da sua biografia, mas não é este o conteúdo do livro.
Se tenho que definir esta obra, diria que é precisamente a história de amizade de uma mulher que se deixou agarrar pelo amor de Deus; de uma pessoa eminentemente humana porque toda de Deus.

Que Teresa descobri através da narração do Livro da Vida? Descobri uma mulher que não se deixa amedrontar pelas dificuldades, uma mulher sensível, apaixonada, com uma forte afectividade e uma grande capacidade de amar, uma mulher contemplativa. Faz-me pensar em Paulo, o apóstolo que se deixou agarrar por Cristo e que, o mesmo ímpeto que pôs para perseguir os cristãos o porá para anunciar Aquele que deu a sua vida por nós. Teresa, como Paulo, emprega todos os dons que recebeu para viver uma nova aventura, para viver profundamente a relação com Jesus, com o seu Jesus, o Amigo. Todo o livro é uma aventura, a aventura da graça que actua na pessoa, a aventura da experiência de Deus, a aventura do amor vivido no Amor.
Teresa também nos faz aproximar da debilidade. É uma mulher que fisicamente sofreu, esteve doente várias vezes, inclusive levaram-na a perder a esperança, uma mulher que experimentou a fragilidade do corpo, mas que experimentou sobretudo a debilidade da alma. O caminho da amizade com Jesus não é fácil e Teresa também nos fala das quedas, do perigo do auto-engano, das más companhias, do perigo de deixar a oração. Há duas datas que não se podem esquecer: 1554 e 1572. Na vida de Teresa há vários momentos de conversão, de voltar a começar. 1554 é o momento da conversão; é o momento em que podemos dizer que a graça irrompe na sua vida.

Teresa não pactua com a mediocridade e decide-se a entrar nesta aventura com uma “determinada determinação”, pondo a sua confiança em Deus que passa a ser o protagonista da sua vida. Em 1572 começa a etapa de plena comunhão, do matrimónio espiritual com Deus.
Nesta comunicação da sua aventura espiritual Teresa ensinou-me muitas coisas. Uma delas é a importância das boas amizades e boas leituras: quantas vezes Teresa faz referência a isto! Quanta riqueza nessas conversas que levam a Deus!
Outra coisa que me chama a atenção é a capacidade de Teresa de dar nome aos seus sentimentos, de comunicar uma experiência interior. Juntamente com isto a capacidade de ler a passagem de Deus, o Deus providente que vai predispondo as coisas para que possamos reconhecê-l’O e conduzir-nos a Ele. E Teresa conta- nos a passagem de Deus pela sua vida, a sua história pessoal de salvação, a obra de Deus nela que a fez uma criatura nova.

Publicado em “Para vós nasci” – http://www.paravosnasci.com/ .

Diálogo Católico-Ortodoxo: ““Nesta semana se realiza, em Viena, a plenária da Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa em seu conjunto. O tema da fase atual de estudo é a função do Bispo de Roma na comunhão da Igreja Universal, com particular ênfase ao primeiro milênio da história cristã.” – Papa Bento XVI – Apelo na Audiência Geral, no Vaticano, ontem, dia 22 de setembro.

Fonte/imagem: Artigo- Metropolita ortodoxo deseja um encontro entre Bento XVI e Cirillo I Ecclesia News

Fonte: Artigo – Nova dimensão do diálogo cultural entre o Vaticano e a Igreja Ortodoxa MSIa (Movimento de Solidariedade Ibero-Americana)

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Fonte: Agência Fides

22.09.2010

VATICANO – Apelo do Santo Padre pela consolidação da paz e da concórdia entre os batizados, para dar ao mundo “um testemunho do Evangelho sempre mais autêntico”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) –No final da audiência geral, da quarta-feira, 22 de setembro, durante a qual repercorreu as etapas de sua recente viagem apostólica no Reino Unido, o Santo Padre Bento XVI fez um apelo pelo êxito dos trabalhos da plenária da Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa em seu conjunto. São estas as palavras do Papa: “Nesta semana se realiza, em Viena, a plenária da Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa em seu conjunto. O tema da fase atual de estudo é a função do Bispo de Roma na comunhão da Igreja Universal, com particular ênfase ao primeiro milênio da história cristã. A obediência à vontade do Senhor Jesus, e a consideração dos grandes desafios que hoje se apresentam ao cristianismo, nos obrigam a nos empenhar seriamente na causa do restabelecimento da plena comunhão entre as Igrejas. Peço a todos para que rezem intensamente pelos trabalhos da comissão e por um contínuo desenvolvimento e consolidação da paz e da concórdia entre os batizados, a fim de que possamos dar ao mundo um testemunho do Evangelho sempre mais autêntico”. (SL) (Agência Fides 22/09/2010)

“Por isso, nós que somos os discípulos de Jesus, os cristãos, temos uma grande missão, sermos sal num mundo corrompido pela podridão do pecado, das injustiças, do egoísmo, da ambição, riqueza, poder…” – Pregação – Mês da Bíblia – Padre Ademir V. Borges – Setembro – 2010

Fonte/imagem: Arquidiocese de Brasília – Artigo “Mês da Bíblia”

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Eu e meu esposo assistimos o filme “A Estrada”. Este filme propõe uma visão de absoluta derrocada da vida na terra, por intermédio de uma explosão nuclear, onde o que é vivo foi dizimado, enquanto que materiais inorgânicos não são destruídos. O cenário é apocalíptico, e dá a ideia de que uma nuvem nuclear atingiu o mundo inteiro com maior ou menor intensidade, tal como um tornado. No entanto, alguns seres humanos restaram, talvez pela razão de estarem mais distantes do epicentro da explosão. Aliás, o roteiro permite que imaginemos que podem ter ocorrido várias explosões. A comida é rara; não há animais, e entre os que estão vivos, alguns, agrupados em gangues ou armados individualmente, se tornaram canibais… Provavelmente a bomba atômica é a de nêutrons, que já foi testada. Esta, criada há cinco ou seis décadas, tem a característica particularmente hedionda de manter intactos os bens materiais do inimigo, enquanto dizima tudo que respira…

Não foi fácil acompanhar o desenvolvimento da história, que está centrada na luta solitária e desesperada de um pai e um filho para sobreviver em meio à hecatombe nuclear, sem, no entanto, conceber o recurso a matarem seres humanos e deles se alimentarem. Há uma afirmação central no filme: naquela situação os seres humanos estão divididos, sem meio-termo, entre bons e maus, e o que os diferencia, tal como o pai do menino afirma é que os bons possuem um “fogo interior”. Achei que esta definição, diferenciação foi lapidar, apropriada em hora tão cruel, mas fruto de escolhas humanas que chegaram a um ponto que foi possível tal término da vida  sobre a face da terra. Na verdade, entre os que estão vivos, que perambulam pelas estradas, e sobrevivem como é possível, afora carne humana, do que é comestível, há a perspectiva do aniquilamento porque estão contaminados em algum grau com a radiação. O pai do menino morre de um doença que lhe afetou os pulmões, que em dias normais poderia ser tuberculose.

O que nos resta pensar é que se as agressões ao meio-ambiente continuam, e a propostas do governantes mundiais não são unânimes quanto ao Protocolo de Kioto, por exemplo, renegado pelos Estados Unidos, e a fabricação de armas de extermínio em massa continuam a ser admitidas, temos um quadro propício para uma reação em cadeia em meio a conflitos entre nações. O Paquistão, país preponderantemente islâmico, mas que não protege a população de opção religiosa não muçulmana, preocupa, tal como a Índia que também possui em seu arsenal, armamento atômico. É preocupante também para o mundo ocidental que, aliás,  iniciou a fabricação de bombas atômicas, mas que tem atualmente a proposta de recuo na estratégia de possíveis guerras, os avanços e recuos do Irã no sentido de utilização não-pacífica de urânio e outros componentes para fabricação de uma bomba atômica.

A propósito deste assunto, desta realidade assustadora, ou seja, do que fazemos enquanto avança este quadro de conflitos, ou invasões em busca de petróleo entre as nações, trago a pregação do Padre Ademir V. Borges, de Santa Catarina. Ela ilumina nossa conduta em meio a todas essas possibilidade, com base nos ensinamentos de Jesus Cristo.

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SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO

Estamos no mês de setembro, dedicado à Palavra de Deus , Palavra que alimenta nossa alma e orienta nossa vida, nos aproximando dos valores do Reino de Deus. Como nos lembra o Salmista “Tua Palavra é lâmpada para oa meus pés, e Luz para o meu caminho” (Sl 119, 105).

O evangelista Mateus, no Capítulo cinco , depois de Jesus proclamar as bem-aventuranças, o caminho da felicidade, mostra que Nosso Senhor Jesus olha cada um de seus discípulos que estão à sua volta e diz: “Vos sóis o sal da terra. Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,13-14). estas palavras são muito importantes porque nos ensinam que elas não foram entregues para a nossa vida, mas para a de todo mundo. Por isso, nós que somos os discípulos de Jesus, os cristãos, temos uma grande missão, sermos sal num mundo corrompido pela podridão do pecado, das injustiças, do egoísmo, da ambição, riqueza, poder… Assim como Jesus, temos de dar sabor à nossa vida e à vida de tantos irmãos e irmãs que estão perdendo suas vidas. como podemos ser sal? Tendo as mesmas atitudes de Jesus para com as pessoas: atitudes de amor, misericórdia, bondade, justiça, esperança… Porque, “se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Para nada mais serve , senão para para ser lançado fora e pisado pelos homens”. Isso exige de nós perseverança, luta constante, fé diante das tentações, e perseguições do mundo, para não perdermos o sabor, a alegria, a coragem de testemunhar a Palavra e a Salvação que vem do Senhor, senão também nos perderemos e não serviremos para nada!

“Vós sois a luz do mundo”. O mundo não é uma nação só de vinte cidades, mas de milhares e milhares, e também de povos e nações. Por isso nossa luz que é Jesus vivo e ressuscitado tem que estar sempre acesa e no alto para que todos possam ver e ser atraídos por ela. “Não se acende uma lâmpada para colocá-la debaixo da mesa, mas na luminária”. Nesse sentido, ser luz no mundo e ser sinal vivo da presença do amor de Jesus diante das trevas e escuridão criadas pelas pessoas que escolheram o caminho do mal. Que nossa luz brilhe forte e alto no esforço de cada dia para não desistirmos do amor, de ter esperança, de lutar, e acreditando na força do bem, que outro modelo de mundo é possível, sem guerra, violência, ganância e injustiças. “Brilhe vossa luz diante dos homens, para que vendo vossas boas obras, eles glorifiquem vosso Pai que está nos céus.

alimentados pela Palavra de Deus e a Eucaristia procuremos ser no mundo e na vida das pessoas como o sal que dá sabor e conserva os alimentos e como a luz que ilumina a escuridão e aquece os corações frios e sedentos do amor de Jesus!

Com minha bênção e oração.

Pe. Ademir V. Borges

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“A Evangelização da cultura é de especial importância em nosso tempo, quando a ‘ditadura do relativismo’ ameaça obscurecer a verdade imutável sobre a natureza do homem, sobre seu destino e seu bem último.” – Trecho da Homilia do Papa Bento XVI, celebrada em Glasgow, na Escócia, no dia 16 de setembro, em viagem apostólica ao Reino Unido.

Papa Bento XVI e Rainha Elisabeth II em solenidade

A viagem apostólica do Papa Bento XVI transcorrerá no período de 16 a 19 de setembro, no Reino Unido. Incluída no roteiro está a capital Glasgow, na Escócia, onde celebrou uma Missa, ontem, dia 16 de setembro.

A Homilia completa, em espanhol, da Missa, pode ser acessada no link  mais abaixo, a partir do site do Vaticano, ou na fonte citada aqui,  em espanhol (não há tradução disponível para o português no site do Vaticano), no seguinte endereço: http://missatridentinaemportugal.blogspot.com/2010/09/homilia-del-santo-padre-benedicto-xvi.html .

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Missa cebebrada pelo Papa Bento XVI no "Bellahouston Park"

Fonte: Missa Gregoriana em Portugal

Viagem Apostólica do Santo Padre à Grã-Bretanha (III) – Homilia em Glasgow

Trechos da Homilia do Papa no Bellahouston Park em Glasgow, Escócia (16.09.2010)

A Evangelização da cultura é de especial importância em nosso tempo, quando a “ditadura do relativismo” ameaça obscurecer a verdade imutável sobre a natureza do homem, sobre seu destino e seu bem último. Hoje em dia, alguns buscam excluir da esfera pública as crenças religiosas, relegá-las ao âmbito privado, objectando que são uma ameaça para a igualdade e a liberdade. No entanto, a religião é na realidade garantia de autêntica liberdade e respeito, que nos move a ver cada pessoa como um irmão ou irmã. Por este motivo, convido-vos particularmente a vós, fiéis leigos, em virtude da vossa vocação e missão batpismal, a serdes não somente exemplo de fé em público, como também a promoverdes no foro público os argumentos da sabedoria e da visão de mundo que decorrem da fé. A sociedade atual necessita de vozes claras que defendam nosso direito a viver, não numa selva de liberdades autodestrutivas e arbitrárias, mas numa sociedade que trabalhe pelo verdadeiro bem-estar de seus cidadãos e lhes ofereça orientação e proteção em sua debilidade e fragilidade. Não tenhais medo de oferecer este serviço a vossos irmãos e irmãs, e ao futuro de vossa amada nação.

São Ninian, cuja festa celebramos hoje, não teve medo de elevar sua voz sozinho. Seguindo as ondas dos discípulos que Nosso Senhor enviou antes dele, Ninian foi um dos primeiros missionários católicos a trazer a boa-nova de Jesus Cristo a seus irmãos britânicos.

Gostaria de me dirigir agora especialmente aos Bispos da Escócia. Como sabeis, um de vossos primeiros deveres pastorais está relacionado a vossos sacerdotes e a sua santificação.

Finalmente, desejo dirigir-me a vós, meus queridos jovens católicos da Escócia. Eu vso exorto a levar uma vida digna de Nosso Senhor e de vós mesmos. Há muitas tentações que deveis enfrentar cada dia – droga, dinheiro, sexo, pornografia, álcool – e que o mundo vos diz que trarão felicidade, quando, na verdade, estas coisas são destrutivas e criam divisão. Só uma coisa permanece: o amor pessoal de Jesus por cada um de vós. Buscai-O, conhecei-O e amai-O, e Ele vos libertará da escravidão da existência deslumbrante, mas superficial, que a sociedade atual frequentemente propõe. Deixai de lado tudo o que é indigno e descobri vossa própria dignidade de filhos de Deus.

Para o texto completo da Homilia, aqui.

Fonte: Oblatvs

Postado por Mons.Lebrum às 22:40.

Publicado em Missa Tridentina em Portugal.