“O Papa reza no Angelus ‘para que em toda parte do mundo seja assegurada a liberdade religiosa a todos’” (Agência Fides – 22.11.2010)

Fonte: Agência Fides

22.11.2010

VATICANO – O Papa reza no Angelus “para que em toda parte do mundo seja assegurada a liberdade religiosa a todos”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “Hoje, na Itália, a convite dos Bispos, as comunidades eclesiais rezam pelos cristãos que sofrem perseguições e discriminações, especialmente no Iraque. Uno-me a esta unânime invocação ao Deus da vida e da paz para que em toda parte do mundo, seja assegurada a liberdade religiosa a todos. Sinto-me próximo destes irmãos e irmãs pelo elevado testemunho de fé que oferecem a Deus”. Estas foram as palavras proferidas pelo Santo Padre Bento XVI após rezar a oração do Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, domingo, 21 de novembro. O Papa recordou também a celebração da “Jornada pro Orantibus”, dedicada às monjas e monges de clausura, convidando a “sustentar concretamente tais comunidades” às quais concedeu a sua benção. Antes do Angelus, o Santo Padre comentou o significado da solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo. “O Evangelho de São Lucas apresenta, como num grande quadro, a realeza de Jesus no momento da crucificação” – disse o Pontífice “justamente na Cruz, Jesus está ‘à altura’ de Deus, que é Amor. Lá, podemos ‘conhecê-lo’. Jesus nos dá a ‘vida’ porque nos dá Deus. E pode nos dá-Lo porque Ele próprio é uma só coisa com Deus”. (SL) (Agência Fides 22/11/2010)

Links: 
O texto integral do discurso do Santo Padre, em várias línguas, está em:
http://www.fides.org/ita/documents/Angelus_21112010.doc

Comunicado reage a interpretações quanto a afirmações de Bento XVI sobre uso de preservativo publicadas em livro-entrevista ( Agência Ecclesia – 21.11.2010)

Fonte/imagem/texto: dn.sapo.pt – “Papa admite o uso do preservativo “em certos casos” – Livro será lançado na quarta-feira

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Fonte: Agência Ecclesia

21.11.2010

Preservativo: Vaticano descarta revolução

Comunicado reage a interpretações sobre as afirmações de Bento XVI publicadas em livro-entrevista

As palavras de Bento XVI sobre o uso do preservativo em situações pontuais não devem ser vistas como uma “reviravolta revolucionária”, disse este Domingo o porta-voz do Vaticano.

O padre Federico Lombardi reagiu em comunicado a “interpretações dadas às palavras do Papa” a este respeito no livro-entrevista de Peter Seewald, “Luz do Mundo”, que vai ser apresentado à imprensa no dia 23 de Novembro.

Segundo o director da sala de imprensa da Santa Sé, “o Papa toma em consideração uma situação excepcional na qual o exercício da sexualidade representa um verdadeiro risco para a vida do outro”.

Num excerto da obra publicado antecipadamente pelo jornal do Vaticano, «L’Osservatore Romano», Bento XVI afirma que pode haver casos pontuais, “justificados”, em que admite o caso do preservativo.

Para o porta-voz do Vaticano, “o Papa não justifica moralmente o exercício desordenado da sexualidade, mas defende que o uso do preservativo para diminuir o perigo de contágio é «um primeiro acto de responsabilidade», «um primeiro passo na estrada para uma sexualidade mais humana», mais do que o não fazer uso do mesmo expondo o outro a um risco de vida”.

O padre Lombardi acrescenta que “numerosos teólogos e personalidades de renome sustentaram e sustentam posições análogas”.

“É verdade, contudo, que não as tínhamos ainda escutado com tanta clareza da boca do Papa, ainda que numa forma coloquial e não magisterial”, precisa, frisando que “Bento XVI dá assim, corajosamente, um importante contributo de clarificação e aprofundamento sobre uma questão longamente discutida”.

O director da sala de imprensa da Santa Sé fala num “contributo original” de Bento XVI que ajuda a refutar “uma via ilusória, como a «confiança no preservativo», rumo a um “exercício mais humano e responsável da sexualidade.

No final do capítulo 10 do livro, Bento XVI responde a duas perguntas sobre a luta contra a SIDA e o uso de preservativos, que retomam a discussão que se seguiu às suas palavras sobre o tema, no início da sua viagem a África, em 2009.

O Papa reafirma que “a Igreja, naturalmente, não considera os preservativos como a solução autêntica e moral” do problema da SIDA.

No seu comunicado, o padre Federico Lombardi precisa que Bento XVI “não muda ou reforma o ensinamento da Igreja, mas reafirma-o na perspectiva do valor e da dignidade da sexualidade humana como expressão de amor e responsabilidade”.

Sobre as declarações de 2009, a caminho dos Camarões, o director da sala de imprensa da Santa Sé sublinha que as mesmas não eram uma tomada de posição “sobre o problema dos preservativos em geral”, mas uma afirmação de que o problema da SIDA não se resolve “apenas com a distribuição” dos mesmos.

“O Papa observa que também no âmbito não eclesial se desenvolveu uma consciência análoga, como na chamada teoria Abc (Abstinence – Be Faithful – Condom), na qual os dois primeiros elementos (abstinência e fidelidade) são muito mais determinantes e fundamentais para a luta contra a Sida e o preservativo aparece em último lugar, como escapatória, quando faltam os outros dois”, acrescenta.

O livro “Luz do mundo. O Papa, a Igreja e os sinais dos tempos” resulta de uma conversa entre Bento XVI e Seewald – que já por duas vezes tinha entrevistado Joseph Ratzinger, ainda cardeal – na residência pontifícia de Castel Gandolfo, perto de Roma, entre os dias 26 e 31 de Julho.

Ao longo de 18 capítulos, o Papa aborda várias das questões mais inquietantes para a Igreja e a humanidade de hoje. A edição portuguesa deve estar disponível dentro de aproximadamente duas semanas.

A Lucerna, marca da Principia Editora vai estar no Vaticano na próxima Terça-feira para a apresentação mundial do livro e entregará ao Papa a edição em português.

O título deste livro foi escrito à mão pelo próprio Papa.

Publicado em Agência Ecclesia – Portugal.

“Nós somos aquela criança, todos nós, todos os dias: apanhados no escuro, precisando e querendo saltar, mas incapazes de ver onde vamos cair, sentindo-nos sós e assustados. Somos também Pedro, querendo andar sobre a água em direção a Jesus, mas hesitamos e deixamo-nos submergir.(…)” – Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura – Portugal – 20.11.2010

 

Fonte: Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC) – Portugal

Espiritualidade

Saltar no escuro… e não olhar para trás

Depois, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia as multidões. Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a noite, estava ali só. O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: «É um fantasma!» E gritaram com medo. No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!» Pedro respondeu-lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas.» «Vem» – disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: «Salva-me, Senhor!» Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?» E, quando entraram no barco, o vento amainou. (Mateus 14, 22-32)

Às primeiras horas da madrugada, o som de um alarme de incêndio interrompeu o silêncio e, no momento exato, despertou uma família para o choque de ver a sua casa envolvida pelas chamas. Sem tempo para salvar o que quer que fosse a não ser as suas próprias vidas, desceram as escadas a correr e escaparam para a escuridão. Ainda a recuperar o fôlego, o Pai contava os filhos: «João, Ana, Maria, Miguel… – onde está o Miguel?»

Naquele preciso momento, o Miguel, de cinco anos, chorava de uma das janelas do primeiro andar: «Mãe! Pai! Onde estão?»

Era demasiado tarde para voltar a entrar – a casa estava um inferno – pelo que o Pai respondeu: «Salta, Miguel, que eu seguro-te».

Entre soluços, a criança chorava: «Mas eu não consigo ver-te, papá!»

O pai respondeu-lhe calmamente: «Eu sei que não me consegues ver, filho, mas eu vejo-te. Salta!»

Durante alguns instantes não houve nada a não ser o silêncio. Então o rapaz saltou para a escuridão e encontrou a segurança nos braços do pai.

***

Nós somos aquela criança, todos nós, todos os dias: apanhados no escuro, precisando e querendo saltar, mas incapazes de ver onde vamos cair, sentindo-nos sós e assustados. Somos também Pedro, querendo andar sobre a água em direção a Jesus, mas hesitamos e deixamo-nos submergir.

“O medo é inútil», disse muitas vezes Jesus. “O que é preciso é fé”. Está certo, mas a fé de que Ele fala não é o que muitos de nós pensamos. Não se tratam de abstrações teológicas. Trata-se de nos confiarmos às mãos de Deus porque sabemos que Ele nos ama mais do que nós nos amamos a nós mesmos.

Mas ainda que esta ideia esteja clara, podemos ainda ficar desorientados por pensarmos que, ao confiar em Deus, Ele nos protege do fracasso e da dor. A promessa não é essa. A promessa de Deus para aqueles que nEle confiam é esta: Ele dar-nos-á a força para enfrentar todos os problemas que surgirem, e nunca deixará que sejamos destruídos por eles, ainda que morramos.

Mas a fé tem ainda outro lado: os talentos e dons que Deus nos deu porque Ele teve fé em nós. Pedro perdeu a fé nos dons que Deus lhe havia dado e esperou que Deus resolvesse o problema. Resultado: afundou-se! Confiar em Deus significa também confiar nos seus dons. E confiar nos seus dons significa usá-los.

Há uma antiga expressão que diz: Trabalha como se tudo dependesse de ti, e reza como se tudo dependesse de Deus. É precisamente o que é necessário, mas não é fácil aplicá-lo porque não conseguimos ver Deus, e demasiadas vezes não conseguimos ver os nossos dons. Pode ajudar recordar as palavras escritas há mais de 50 anos na parede do gueto de Varsóvia:

Acredito no sol, ainda que não brilhe.

Acredito no amor, ainda que não o sinta.

Acredito em Deus, ainda que não O veja.

Confie em Deus e confie nos dons que Ele lhe deu. Ou seja, use os seus dons. E então salte! E nunca olhe para trás!

Mons. Dennis Clark
In Catholic Exchange
Trad. / adapt.: rm
© SNPC (trad.) | 20.11.10

Publicado em SNPC – Portugal.

Carmelitanos expandem sua missão na Ásia (Notícia – Agência Fides – 17.11.2010)

Fonte/imagem: Ordem Carmelita Descalça no Brasil (OCD) – Provícia São José – Sudeste do Brasil

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Fonte: Agência Fides

17.11.2010

ÁSIA – Os Carmelitanos expandem sua missão na Ásia

Cingapura (Agência Fides) – Os Carmelitanos descalços pretendem expandir a missão e a presença na Ásia nos próximos três anos, incentivando o “diálogo espiritual” com o Budismo: foi o que emergiu num recente encontro dos Carmelitanos descalços da província da Ásia Oriental e Oceania, realizado em Singapura. O Superior Geral da Congregação, Pe. Saverio Cannistrà sublinhou que, seguindo as indicações da fundadora, santa Teresa d’Avila, os religiosos devem ser “contemplativos e missionários”. A Província contribuiu a abrir uma nova comunidade na Tailândia e existem intenções de abrir comunidades na Malásia e Timor Leste. “Também a China permanece uma esperança” – disse Pe. Cannistrà, afirmando que “os carmelitanos podem dar uma específica e original ajuda à vida espiritual e ao crescimento da Igreja na China”. Os Carmelitanos querem também se empenhar na troca, n o âmbito inter-religioso, sobretudo com o budismo, através de um específico Instituto de espiritualidade: “entre budismo e espiritualidade carmelitana podem ser encontrados paralelos e semelhanças que podem ajudar a promover o diálogo” – disse, recordando ter vivido ele mesmo uma experiência de dez dias num mosteiro budista. A missão nos próximos três anos será uma preparação ao quinto centenário de nascimento da fundadora, em 2015. O carisma e os escritos de Santa Teresa serão aprofundados nas paróquias, nos mosteiros e nos centros carmelitanos asiáticos, graças também ao envolvimento dos Carmelitanos seculares, especialmente nas Filipinas e na Coreia. (PA) (Agência Fides 17/11/2010)

Comunicado final do 7° Colóquio entre o Centro para o Diálogo Inter-religioso da Organização para a Cultura e as Relações Islâmicas e o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso (Agência Fides – 16.11.2010)

Fonte: Agência Fides

16.11.2010

VATICANO – Comunicado final do 7° Colóquio entre o Centro para o Diálogo Inter-religioso da Organização para a Cultura e as Relações Islâmicas e o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – Na conclusão do sétimo Colóquio organizado pelo Centro para o Diálogo Inter-religioso da Organização para a Cultura e as Relações Islâmicas de Teerã (Irã) e do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso (Vaticano), realizado em Teerã de 9 a 11 de novembro de 2010, os participantes concordaram o seguinte: 1. Fiéis e comunidades religiosas, fundados em sua fé em Deus, têm um papel específico a desempenhar na sociedade, em um plano de paridade com os outros cidadãos. 2. A religião possui uma intrínseca dimensão social que o Estado tem o dever de respeitar; por conseguinte, no interesse da própria sociedade, a religião não pode ser confinada à esfera privada. 3. Os fiéis são chamados a cooperar na busca do bem comum, com base em uma sólida relação entre fé e razão. 4. É necessário que cristãos e muçulmanos, assim como todos os fiéis e pessoas de boa vontade, cooperem ao responder aos desafios da atualidade, promovendo os valores morais, a justiça, a paz, e defendendo a família, o meio ambiente e os recursos naturais. 5. A fé, por sua própria natureza, exige a liberdade. Por isso, a liberdade religiosa, como direito intrínseco da liberdade humana, deve sempre ser respeitada pelos indivíduos, pelos atores sociais e pelo Estado. Na aplicação deste princípio fundamental, deve ser considerado que o contexto histórico-social de cada social não esteja em contradição com a dignidade humana. 6. A educação das jovens gerações deve se basear na busca da verdade, nos valores espirituais e na promoção do conhecimento.
(S.L.) (Agência Fides 16/11/2010)

Dois cristãos mortos, enquanto reabre a igreja do massacre; o protesto no Facebook (Notícia – Agência Fides – 08.11.2010)

 

Fonte/imagem/texto: Nova Evangelização  “Jesus no Horto das Oliveiras”

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Fonte: Agência Fides

08.11.2010

ÁSIA/IRAQUE – Dois cristãos mortos, enquanto reabre a igreja do massacre; o protesto no Facebook

Bagdá (Agência Fides) – Volta a liturgia na igreja sírio-católica de Nossa Senhora do Socorro em Bagdá, depois do atentado de cristãos de 31 de outubro, mas permanece o medo entre os fiéis: fontes locais referiram que ontem dois cristãos foram mortos em Bagdá, em circunstâncias que a polícia deve ainda esclarecer. “Não nos surpreendemos mais com estes episódios de violência que são cotidianos”, disse à Fides um sacerdote de Bagdá. Os fiéis iraquianos registram um amplo apoio internacional que também se expressa na web, usando o site de redes sociais Facebook.

Ontem, domingo, 7 de novembro, uma semana após o massacre de 58 pessoas, mais de 200 fiéis participaram da primeira Santa Missa na Igreja de Nossa Senhora do Socorro. Em meio a imponentes medidas de segurança no exterior do edifício, a Igreja reabriu suas portas: o interior foi arrumado e limpo, embora haja ainda visíveis manchas de sangue nas paredes. Como contam as fontes da Fides presentes na celebração, os fiéis se vestiam trajes pretos em sinal de luto e seguravam velas acesas, para recordar os irmãos mortos. Uma grande cruz de círios acesos foi formada no pavimento central da nave, ao lado dos nomes e das fotos dos mortos. O pároco da Igreja, pe. Mukhlas Habash, que celebrou a Eucaristia, destacou que os cristãos estão rezando pelas vítimas e por seus agressores, recordando o mandamento de Jesus “Amai vossos inimigos” e convidando todos ao perdão. O sacerdote definiu os dois padres mortos como ‘mártires’. Segundo o relato de testemunhas, um deles, pe. Thaier Saad Abdal, teria dito aos terroristas. “Matem a mim, mas não esta família com crianças”, e usado seu corpo como escudo. “O futuro dos cristãos iraquianos – concluiu o pároco – não está nas mãos dos homens, mas nas mãos de Deus”. Entretanto, em todo o mundo, os cristãos iraquianos da diáspora fazem ouvir a sua voz e o protesto contra o massacre dos fiéis se propaga também através da Internet: uma ampla campanha foi lançada na rede social Facebook com uma página intitulada “The March Against the Ethnic Cleansing of Iraq’s Indigenous Christians”, que já registra 45 mil adesões. Desde junho de 2004, observam os cristãos no exterior, 66 igrejas foram atacadas com bombas e milhares de fiéis morreram. Os cristãos iraquianos no exterior estão organizando protestos públicos nas ruas em cidades como Londres, Cairo, Sydney, Los Angeles, Detroit, Chicago, Las Vegas, Toronto, e também em outras localidades no mundo, como na Alemanha, Holanda e Suécia, para pedir proteção para os fiéis no Iraque.
(PA) (Agência Fides 8/11/2010)

Bispos iraquianos “se confiam à especial intercessão de Nossa Senhora de Lourdes”(…) – Mensagem de apelo enviada aos prelados franceses diante da insegurança dos cristãos (Agência Fides – 05.11.2010)

 

 

Fonte/imagem: Ordem dos Carmelitas Descalços  Seculares (OCDS)– Província São José

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Fonte: Agência Fides

05.11.2010

ÁSIA/IRAQUE – Os cristãos se confiam à Nossa Senhora de Lourdes

Lourdes (Agência Fides) – “Fiquem conosco, rezem por nós. Precisamos de seu apoio fraterno e moral“: é o apelo que os bispos do Iraque, em nome de todos os cristãos do Iraque, fizeram a todos os fiéis e bispos franceses, reunidos desde o dia 04 de novembro, em Lourdes, para a Assembleia Plenária da Conferência Episcopal. Numa mensagem enviada aos prelados franceses cuja cópia chegou à Agência Fides, os bispos iraquianos se confiam à especial intercessão de Nossa Senhora de Lourdes, “para que o Senhor possa protegê-los neste momento de grande sofrimento”. A mensagem, que será lida no domingo, 7 de novembro em todas as paróquias da França, afirma: “O nosso calvário é pesado e nos parece longo. O massacre na igreja de Nossa Senhora do Socorro nos abalou profundamente, mas não perdemos a fé e a esperança”. O evento de gravidade sem precedentes, que ocorreu depois da conclusão do Sínodo, “nos ofende ainda mais”, dizem os bispos. “Precisamos de sua oração e seu apoio fraterno e moral. A sua amizade nos encoraja a permanecer em nossa terra, a perseverar e esperar. Sem tudo isso nos sentimos isolados. Precisamos de sua compaixão diante de tudo aquilo que afeta a vida de pessoas inocentes, cristãos e muçulmanos. Fiquem conosco – conclui o texto – fiquem conosco até que termine o flagelo”. (PA)

(Agência Fides 5/11/2010)

Fundadora da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, Bárbara Maix será beatificada, em Porto Alegre (RS) – Rádio Vaticano 05.11.2010

Venerável Bárbara Maix

 

Fonte/imagem/texto: Associação Apostolado do Sagrado Coração de Jesus – “Venerável Bárbara Maix do Brasil será beatificada” – Relatos

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Fonte: Rádio Vaticano

05/11/2010

BRASIL TERÁ NESTE SÁBADO MAIS UMA BEM-AVENTURADA

Porto Alegre, 05 nov (RV) – Neste sábado, 6 de novembro, a Fundadora da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, Bárbara Maix, será beatificada, em Porto Alegre (RS), em cerimônia que será presidida pelo arcebispo da capital gaúcha, Dom Dadeus Grings. A celebração seria presidida pelo Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Dom Ângelo Amato, que, por motivos de saúde, não poderá celebrar. A Santa Missa será celebrada no Ginásio Gigantinho e terá transmissão televisiva a partir das 13h30. A proclamação da beatificação será feita pelo Núncio Apostólico no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri.

O processo de beatificação teve início em 1993 e se concluiu no Vaticano em maio deste ano com a publicação do decreto do milagre atribuído a intercessão de Madre Bárbara Maix, assinado pelo Papa Bento XVI. O decreto fala sobre o menino Onorino Ecker, que ficou completamente curado após sofrer queimaduras de terceiro grau. O garoto brincava quando caiu sobre ele uma panela de água fervente. Através do reconhecimento deste milagre, deu-se o último passo para a beatificação.

Bárbara Maix nasceu em Viena, na Áustria, em 1818, mas a perseguição contra as ordens religiosas, movida pela revolução de 1848, fez com que ela e outras 21 companheiras fossem expulsas do país. Em maio de 1849, já no Brasil, a religiosa fundou a Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, no Rio de Janeiro, atuando nas áreas da educação e saúde dos órfãos, crianças e mulheres pobres.

A Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria está presente no Brasil e em mais oito países: Argentina, Estados Unidos, Paraguai, Venezuela, Moçambique, Bolívia, Itália e Haiti. Madre Bárbara Maix viveu 14 anos na capital gaúcha e retornou ao Rio de Janeiro, onde morreu no dia 17 de março de 1873, aos 54 anos. Seus restos mortais se encontram na Capela São Rafael, em Porto Alegre. (SP)

O Sentido Litúrgico de Todos Os Santos e Falecidos – Paróquia Santa Cruz (01.11.2010)

Fonte/imagem/texto: Arautos do Evangelho – “Dia de todos os Santos e Fiéis Defuntos”

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Fonte: Paróquia Santa Cruz

O Sentido Litúrgico de Todos Os Santos e Falecidos –

Eduardo Rocha Quintela

A Igreja Católica celebra os santos que canonizou oficialmente ao longo do ano, apresentando-os como modelos e testemunhas exemplares da fé. Com a festa de 1º de novembro, dia de Todos os Santos, a Igreja deseja honrar os santos “anônimos” muito mais numerosos que com frequência viveram na discrição ao serviço de Deus e de seus contemporâneos. Neste sentido, declara a Igreja, é a festa de “todos os batizados”, pois cada um está chamado por Deus à santidade. Constitui, portanto, um convite a experimentar a alegria daqueles que puseram Cristo no centro de suas vidas. Portanto, já não sois estrangeiros nem imigrantes, mas sois concidadãos dos santos e membros da casa de Deus, edificados sobre o alicerce dos Apóstolos e dos Profetas, tendo por pedra angular o próprio Cristo Jesus (Efésios 2, 19-20).

É com estas palavras de S. Paulo debaixo dos olhos que vos escrevemos nesta festa de Todos os Santos. Porque é a Palavra que nos alimenta, que faz de nós membros da mesma família, “concidadãos dos santos”. Esta é também a nossa festa, de todos nós que peregrinamos ainda, mas que já bebemos da salvação que o Verbo Encarnado nos trouxe. A ideia de convocar uma jornada especial de oração pelos falecidos, continuação de Todos os Santos, surgiu do século X. Em 1 de novembro, os católicos celebram na alegria a festa de Todos os Santos, no dia seguinte, rezam de maneira geral por todos os que morreram.

Deste modo, a Igreja quer dar a entender que a morte é uma realidade que se pode e que se deve assumir, pois constitui o passo no seguimento de Cristo ressuscitado. Isto explica as flores com que nestes dias se adornam os túmulos, sinal de vida e de esperança. Todos nós somos chamados à vida de santidade. Essas bem-aventuranças são oito propostas, nas quais Jesus estabelece as condições indispensáveis para ingressar no reino messiânico. São propostas para sermos santos, essa é a nossa vocação, a busca da santidade. Os santos viveram nossa vida e hoje desfrutam da alegria de ver a Deus. São modelos para nós. Temos exemplo de um Francisco de Assis, de um Antônio Maria Claret, de uma Terezinha de Lisieux e muitos outros. Nosso ideal de vida deve ser: “Ser perfeito como o Pai é Perfeito”.

A temática do dia de finados é a fé como resposta à revelação de Jesus como o Pão da Vida. E, de outro lado, temos a vontade universal de Deus que quer a salvação de todos. A morte indica que o mundo não é o que deveria de ser, mas que ele tem necessidade de redenção. Somente Jesus Cristo é a vitória sobre a morte. E desde então, a morte deverá apesar de tudo, servir a Deus. Deus quer a vitória sobre pela morte de Jesus Cristo. Só a fé em Jesus Cristo morto por nós pode vencer a morte. O objetivo da nossa fé é a vida eterna e a ressurreição. E a vontade última de Deus é a nossa salvação. Jesus continua a aprofundar a qualidade da fé, que é a própria adesão à sua Pessoa. É preciso que Ele seja visto como o enviado do Pai, como fonte inesgotável de vida: “Aquele que vem a mim nunca terá fome, aquele que acredita em mim nunca terá sede”.

Publicado em http://www.parsantacruz.org.br/ .

Padre José Agusto (Comunidade Canção Nova): “O homem luta para não morrer!” (Sábado Santo – 30 de março de 2013) – Pregações anteriores (Abril-2012/Março-2013)2013)

luta para não morrer! Padre José Augusto 30/03/2013 – 21h00. Tags: homilia padre José Augusto pascal Vigília ressuscitado Salvador Páscoa. Tags:

PREGAÇÃO (Comunidade Canção Nova – Março – 2013)-  SEMANA SANTA

Pregações – Padre José Augusto (Comunidade Canção Nova):

O homem luta para não morrer!
30/03/2013 às 21:00 h

Os sentimentos de Jesus
29/03/2013 às 15:00 h

Eu creio na Igreja Católica!
31/12/2012 às 08:30 h

Acreditar e testemunhar Jesus Cristo
24/08/2012 às 21:00 h

Preocupai-vos com o Reino dos céus
23/06/2012 às 16:00 h

Testemunhar pela força do Espírito
26/05/2012 às 16:00 h

A Divina Misericórdia dá valor ao homem
15/04/2012 às 16:00 h

O cristão vive o “sim” para Deus e “não” para o mundo
07/04/2012 às 21:00 h

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Post publicado em 28.10.2010 – Blog “Castelo Interior – Moradas”:

Sacerdote brasileiro é retirado da grade de rede de televisão católica após manifestar publicamente sua posição contra a legalização do aborto em relação à dignidade família humana como valor universal (YouTube)

Após uma homilia apresentada na rede de televisão Canção Nova (reproduzida logo abaixo), um de seus integrantes foi retirado da grade de programação. Padre José Augusto condenou abertamente o projeto de legalização do aborto no Brasil. Já para os ativistas a favor – denominados “pró-escolha”, que atuam em várias áreas, se trata de descriminalização. Consideram  indevida a possibilidade de enquadramento penal do ato de abortamento, tanto em relação à mulher quanto  aos profissionais de Medicina envolvidos posicionamento. No entanto, em relação ao afastamento, este é no mínimo estranho, já que está de acordo com a visão do papa Bento XVI a respeito de manifestações de padres e bispos em público. Para o Sumo Pontífice, é adequado ao sacerdote assim se expressar quando está em jogo a salvação das almas (termo grifado por ter sido usado em seu recente pronunciamento aos Bispos do Nordeste, Regional 5, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB), bem como a dignidade da pessoa. Bento XVi, em manifestação sobre a questão do aborto, declarou que a dignidade da vida tem início no ventre materno, ou seja, desde a concepção até uma possível vida vegetativa na velhice. Aqui, se refere ao recurso à eutanásia, repudiado pela Igreja Católica. É importante a consideração de que em tais visitas – ad limina, no caso a deste setor da CNNB à Santa Sé, o Papa não externa o seu pensamento sem prévia e rigorosa análise.

Já é bem conhecido o PNH-3 (Plano Nacional de Direitos Humanos-3). Este plano prevê várias medidas que entram em confronto com a doutrina religiosa cristã, tanto da Igreja Católica, predominante no País, quanto de boa parte dos ramos reformados históricos e pentecostais.  No centro, está o conceito fundamental de família, bem como temas adjacentes.

Esta homilia, na minha ótica, muito apropriada e corajosa, estranhamente (ou obviamente…), deixou de integrar a grade de programação daquele canal católico de televisão. Na imprensa, não há referência ao assunto, nem a rede católica justificou sua decisão. (Lúcia Barden Nunes – 28.10.2010).

Papa Bento XVI apoia defesa pública de valores pró-família humana na política em visita Ad Limina de bispos da Regional Nordeste 5, da CNBB ao Vaticano (Boletim de Notícias do Vaticano – 28.10.2010)

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Fonte: http://press.catholica.va/news_services/

VISITA “AD LIMINA APOSTOLORUM” DEGLI ECC. MI PRESULI DELLA CONFERENZA EPISCOPALE DEL BRASILE (REGIONE NORDESTE V) , 28.10.2010

(…)

  • DISCURSO DO SANTO PADRE

Amados Irmãos no Episcopado,

«Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5 (*). Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).

Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82).

Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o “Compêndio da Doutrina Social da Igreja”» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).

Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).

Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.

Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.

Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.

[Texto original: Português]

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Publicado em http://press.catholica.va/news_services/bulletin/news/26281.php?index=26281&lang=po

*Grifo meu.

Fonte/imagem: maisacao.net

“A oração é um ato de insistência, de quem pede Àquele que é capaz” – Artigo – Dom Paulo Mendes Peixoto Bispo de São José do Rio Preto (OCDS – Comunidade Santa Teresa – Curitiba)

“Auxílio quando você está… …ansioso e impaciente” – SALMO 13

Comunidade Santa Teresa – Curitiba

Fonte: Ordem Carmelita Descalça Secular (OCDS) – Sul e Centro-Oeste – Comunidade Santa Teresa

ARTIGO

Certeza Cristã!

A oração é um ato de insistência, de quem pede Àquele que é capaz

“O mundo é das incertezas. Não podemos ter plena segurança na fidelidade das pessoas. O que conta e nos dá a plena firmeza é a fé, caminho de certeza da justiça divina. Só quem acredita em Deus consegue viver de mãos erguidas, na confiança de um mundo melhor.  

Moisés teve uma atitude bonita, pois colocou-se na posição de súplica a Deus, pedindo para que seu povo vencesse na guerra. Mesmo na condição de chefe, sentiu seus limites e passou a confiar na força de Javé. Enquanto permanecia de mãos erguidas para o alto, seu povo vencia a luta.

No mundo dos mortais, não basta às pessoas terem conhecimento teórico e técnico, porque nem sempre a ciência e a prática conseguem emitir uma certeza total. Estamos na condição temporal, no mundo que deve ser sempre construído e caminhar na busca da perfeição da obra da criação.

Corremos o risco do endeusamento de nós mesmos, mas só Deus é perfeito e capaz de nos dar plena segurança e certeza. Aqui está o sentido da oração, da dependência que temos de algo perfeito, que só é encontrado em Deus. Ele é o juiz da perfeição e da total segurança.

A oração é um ato de insistência de quem pede Àquele é capaz de responder com segurança. Deus é como um juiz, que toma partido do lado de quem precisa e de quem está vivendo no limite de suas necessidades e de sua dignidade.

O juízo de Deus não tem parcialidade. Ele atende a quem tem interesse pelos valores do Reino, olha para aqueles que sofrem as injustiças causadas pelas maldades do mundo, leva em conta as atitudes de insistência na vivência da fé.

Nem sempre temos as forças necessárias para cumprir as tarefas que o mundo exige, e não é fácil sentir a mão protetora de Deus na vida cotidiana. Por isso o nosso coração deve ser sempre confiante na ação divina. Mãos ao alto em atitude indefesa, desarmada, frágil e vulnerável. A fé é a fonte da oração.”

Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto 

Fonte:
http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/

Publicado em Comunidade Santa Teresa – OCDS.

Bento XVI encerra o Sínodo para o Oriente Médio enfatizando que “a paz é possível. A paz é urgente. A paz é a condição indispensável para uma vida digna da pessoa humana e da sociedade.” (Agência Fides – 25.10.2010)

Fonte: Agência Fides

25.10.2010

VATICANO – Bento XVI encerra o Sínodo para o Oriente Médio exortando a “não resignar-se à falta de paz” e promover “uma autêntica liberdade religiosa e de consciência”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “Perduram há muito tempo no Oriente Médio os conflitos, as guerras, a violência, o terrorismo. A paz que é dom de Deus, é também o resultado dos esforços dos homens de boa vontade, de instituições nacionais e internacionais, especialmente dos Estados mais envolvidos na busca da solução dos conflitos. Jamais se deve resignar-se à falta de paz. A paz é possível. A paz é urgente. A paz é a condição indispensável para uma vida digna da pessoa humana e da sociedade. Paz também é o melhor remédio para evitar a emigração do Oriente Médio.” São as palavras do Santo Padre Bento XVI durante a concelebração eucaristia com os Padres sinodais, na conclusão da Assemleia Especial para o Oriente Médio do Sínodo dos Bispos, que presidiu no domingo 24 de outubro na Basílica Vaticana. Depois de exortar a rezar pela paz no Oriente Médio e a se empenhar “a fim de que tal dom de Deus oferecido aos homens de boa vontade se difunda no mundo inteiro”, o Papa citou outra contribuição que os cristãos podem dar à sociedade: “promoção de uma verdadeira liberdade religiosa e de consciência, um dos direitos fundamentais da pessoa humana que cada Estado deveria sempre respeitar. Em muitos países do Oriente Médio, há liberdade de culto, enquanto o espaço da liberdade religiosa em muitos casos é muito limitado. Ampliar esse espaço de liberdade se torna uma exigência para assegurar todas as pessoas pertencentes às várias comunidades religiosas a verdadeira liberdade de viver e professar a sua fé”. Na homilia o pontífice recordou os “tantos irmãos e irmãs que vivem no Oriente Médio e que encontram em situações difíceis, muitas vezes pesadas, tanto do ponto de vista material quanto pelo desânimo, o estado de tensão e muitas vezes o medo”. A Assembleia sinodal permitiu partilhar “as alegrias e as dores, as preocupações e as esperanças dos cristãos do Oriente Médio e também a “unidade da Igreja na variedade das Igrejas presentes naquela Região”, disse ainda o Papa, exortando a valorizar “a riqueza litúrgica, espiritual e teológica da Igreja Oriental Católica, além daquela da Igreja Latina… também nas respectivas comunidades do Oriente Médio, favorecendo a participação dos fiéis nas celebrações litúrgicas dos outros Ritos Católicos e portanto a abrir-se às dimensões da Igreja Universal”. Entre os desafios da Igreja Católica no Oriente Médio, o Papa evidenciou “a comunhão dentro de cada Igreja sui iuris, como também nas relações entre as várias Igrejas católicas de diferentes tradições”, e reiterou a necessidade de humildade, “para reconhecer as nossas limitações, nossos erros e omissões”, pois “uma mais plena comunhão dentro da Igreja Católica favorece também o diálogo ecumênico com as outras Igrejas e Comunidades eclesiais”. Enfim, a exortação aos cristãos no Oriente Médio aos cristãos no Oriente Médio que mesmo se pouco numerosos, “portadores da Boa Nova do amor de Deus pelo homem, o amor que se revelou precisamente na Terra Santa, na pessoa de Jesus Cristo. Esta Palavra de salvação… é a única palavra capaz de romper o ciclo vicioso da vingança, do ódio, da violência… os cristãos, cidadãos com todos os direitos, podem e devem dar a sua contribuição com o espírito das bem-aventuranças, tornando-se construtores de paz e apóstolos de reconciliação para o benefício de toda a sociedade”. (SL) (Agência Fides 25/10/2010)

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Fonte: Agência Ecclesia – Portugal

Artigo

ENCERRAMENTO DO SÍNODO DO ORIENTE MÉDIO

Adel Sidarus (Évora)

As pessoas interessadas sabem onde encontrar as suas conclusões para as apreciar. Terão também lido sobre os desafios que levaram à sua convocação e, porventura, alguns relatos sobre os debates ou sobre algum tema em particular.

Neste apontamento que me foi solicitado, apenas queria dar o testemunho de um cristão médio-oriental, na ocorrência copta (cristão “egípcio” autóctone), radicado na Europa há mais de quatro décadas, sem deixar de seguir de vários modos a evolução da região.

O que significa ser cristão em “Terra do Islão” (Dar al-Islam)?

Em primeiro lugar, uma longa convivência, nem sempre pacífica, tão longa como a própria idade dessa religião: catorze séculos!

O seu mote foi dado pelo “dito” (hadith) do fundador do Islão a seguir à morte prematura do seu único filho varão, Ibrahim. De acordo com a tradição islâmica, este terá nascido da sua união com Maria a Copta (Maryam al-Qibtiyya). O Profeta Muhammad terá então lançado o anátema contra todo o muçulmano que causasse dano algum aos coptas! Infelizmente, alguns dos meus compatriotas fanáticos de hoje esquecem ou ignoram essa advertência…

A história antiga e recente do mundo árabo-muçulmano, no meio de momentos conflituosos que um bom muçulmano repudiaria, confirma esse pressuposto global. Falo da História longa, com conhecimento de causa!

Os cristãos árabes ou arabófonos contribuíram, entre outros, na elaboração da cultura clássica, forjada na brilhante Bagdade dos séculos IX-XI: filosofia e ciências, teologia e mística. Nos tempos modernos, tiveram um papel relevante na dita Nahda árabe (‘ressurgimento, renas-cimento’) dos séculos XIX-XX: letras e modernidade, economia e política. No permeio, no século XIII, destacam-se, em sentido contrário, o “renascimento siríaco”, que se fez sob o sinal da cultura árabo-islâmica de então, e a idade de ouro da literatura copto-árabe (de que sou especialista).

Quem sabe que o pioneiro do nacionalismo árabe dos tempos modernos foi George Antoniyus, um intelectual cristão sírio do século XVIII? Ou que o co-fundador e verdadeiro ideólogo do partido Baas, no poder na Síria e até há pouco no Iraque, era o outro cristão sírio Michel Aflak? E quem se lembra ainda que o primeiro árabe e africano a aceder ao lugar de Secretário Geral das Nações Unidas foi o copta Butros (Pedro) Butros-Ghali? Um prestigiado professor de direito internacional, estratega da política africana do governo egípcio durante longos anos, assim como do tratado de paz entre Egipto e Israel!

Estes factos constituem, pois, trunfos para um renovado entendimento pacifico entre muçulmanos e cristãos da região, assim como para a reintegração destes nas diversas cidadanias nacionais rumo ao bem comum!

Para mim, ser cristão é antes de tudo viver de acordo com os ditos e feitos do Cristo-Messias (al-Masih), Jesus filho de Maria (?Isa ’bnu Maryam), e dar testemunho dele. Não se trata de gritar à toa a sua gesta e os mistérios da sua vida e morte (os muçulmanos piedosos sabem muito a este respeito!). Mas antes de partilhar, com a humildade e a entrega do Mestre, a vida dos outros, a sua história, a sua cultura, o seu modo de vida. Assumir, com o recuo legítimo e necessário, as suas angústias e dúvidas, assim como as suas esperanças e os seus êxitos.

Muitos dos meus correligionários, no Egipto tal como noutros países do grande Médio Oriente islâmico, partilham dessa perspectiva, por vezes inconscientemente. Eles vivem isso no âmago da luta pelo quotidiano. Eu, aqui na Europa, por meio do estudo, do ensino, da divulgação. Mas também através do meu empenho em esclarecer e denunciar as injustiças que esses povos sofreram nos tempos coloniais, e sofrem, hoje ainda, pela arrogância de um certo Ocidente e pela violência de um certo Império, com seus aliados internos e externos.

Não foi isso afinal o lema do Sínodo: “comunhão e testemunho”?

Publica em Agência Ecclesia.

“Como católicos, temos uma maravilhosa responsabilidade, gerada por nosso batismo, de determinar uma mudança em prol de nosso mundo.(…)” – Papa Bento XVI em sua mensagem preparatória ao Dia Mundial das Missões 2010 (Agência Fides – 20.10.2010)

SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS,

Padroeira das Missões

A Vós, Santa Teresinha
Através das Vossas súplicas e do Vosso exemplo de santidade,
Intercedeis para que fiquemos sempre mais perto do Senhor Jesus,
E fazeis com que as vossas preces, sempre tão agradáveis ao Menino Jesus,
Descortine nossa visão, para que possamos contemplar a face do Justo Senhor
E para que, assim, sejamos abençoados em nossa caminhada de fé.
Assiste-nos, meiga e afetuosa eleita, para que o Senhor Jesus,
Estendendo sobre nós a resignação dos justos,
Faça prosperar em nossas almas a virtude do amor.
Rogamos, ainda, que pela força do nosso clamor,
Sejamos amparados pelo teu obsequioso auxílio
Que o Senhor Jesus, com a vossa insigne intervenção,
Mantenha-se a controlar nossas alegrias e aflições,
Dando-nos o firme impulso para a nossa vocação missionária.

Amém.

Fonte: Secretariado Diocesano das Missões – Diocese da Guarda -Obras Missionárias Pontifícias

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Fonte: Agência Fides

20.10.2010

VATICANO – Dia Mundial das Missões 2010: “Somos todos missionários e juntos podemos fazer a diferença”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “Como católicos, temos uma maravilhosa responsabilidade, gerada por nosso batismo, de determinar uma mudança em prol de nosso mundo. Para isso, no entanto, devemos tomar consciência da necessidade de levar adiante esta transformação antes de tudo em nós mesmos, e sucessivamente em nossas comunidades paroquiais locais”. É o que nos pede o Santo Padre, porque as pessoas de hoje, consciente ou inconscientemente, desejam esta mudança e querem também “ver Jesus”. O tema central da mensagem do Santo Padre Bento XVI para a celebração do Dia Mundial das Missões, domingo, 24 de outubro, é “A construção da comunidade eclesial é a chave da missão”. Ela encoraja todos, nos campos diocesano e paroquial, assim como os Institutos de Vida Consagrada, os Movimentos eclesiais e todo o Povo de Deus, a renovar o [o] compromisso em anunciar o Evangelho e atribuir à atividade pastoral um caráter mais missionário.

O Santo Padre afirma que “cada um de nós deve enriquecer a própria vida com uma consciência sempre maior do amor incondicionado de Deus por nós e por sua experiência, que transforma nossas vidas. Por meio de nós, a sociedade, sempre mais fragmentada, pode ser transformada em uma comunhão eclesial. Podemos faze-lo com uma contribuição ativa e criativa no âmbito da comunidade e envolvendo os outros, para que juntos possamos promover “um novo humanismo, fundado no Evangelho de Jesus”. “Ele mesmo nos diz: ‘aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.’ (Jo 14,21). Somente a partir deste encontro com o Amor de Deus, que muda nossa existência, podemos viver em comunhão com Ele e entre nós, e oferecer aos irmãos um testemunho crível, pedindo a razão da esperança que há em nós (cfr 1Pt 3,15)”.
 “Hoje, as pessoas estão à procura de algo diferente na confusão cotidiana do mundo e muitas delas querem ‘ver Jesus’. Como comunidade cristã, podemos e devemos dar-lhes testemunho de nossa esperança, “que porém, não se pode realizar de modo crível sem uma profunda conversão pessoal, comunitária e pastoral”. A Mensagem agradece os missionários por seu testemunho e pede a todos nós para contribuirmos em realizar uma “renovação integral e abrirmo-nos sempre mais à cooperação missionária entre as Igrejas, para promover o anúncio do Evangelho no coração de cada pessoa, povo, cultura, raça e nacionalidade, em qualquer latitude”.

“Como Secretário Geral da Pontifícia Obra da Propagação da Fé, tenho o privilégio de promover este Dia das Missões do Santo Padre e gostaria de agradecer todos os que colaboram com os nossos Diretores Diocesanos e Nacionais pelo sucesso de nossa especial Coleta de solidariedade missionária deste Dia. Enquanto estou em viagem à Zâmbia, neste mês missionário de outubro, posso constatar pessoalmente como os nossos missionários, que realizam um grande trabalho, estão agradecidos, e posso ver como as mais pobres Igrejas locais precisam de nossa ajuda. Juntos, formamos a Igreja e somos missionários em razão de nosso batismo; somos todos missionários e juntos podemos fazer a diferença. Saibam que sua sensibilidade, generosidade e orações fazem realmente a diferença e são muito apreciadas, como posso ver aqui na Zâmbia, onde foi feito bom uso das ofertas que ofereceram no ano passado. Nossas Igrejas locais de todo o mundo não poderiam sobreviver sem a sua ajuda. Assim, “não obstante as nossas dificuldades econômicas”, sejamos generosos neste Dia das Missões e poderemos continuar, como uma família em missão, a alcançar, através “da oração, da meditação da Palavra de Deus e do estudo das verdades da fé, uma sempre maior consciência do amor incondicionado de Deus por todos nós, como irmãos e irmãs”. Pe. Timothy Lehane Barrett svd, Secretário Geral da Pontifícia Obra da Propagação da Fé. (Agência Fides 20/10/2010)

Publicado em Agência Fides.

“Para a Escritura, a oração é atividade de todo o corpo, não só de uma parte mais ‘espiritual’ ou ‘interior’ ou ‘racional’. Os Salmos mostram-no bem.(…)” – Monge italiano fala em Portugal sobre espiritualidade cristã e dos Salmos como escola de oração (Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura)

Fonte: Secretariado da Pastoral Nacional da Cultura (SNPC) – Portugal

Bíblia e espiritualidade

Monge de Bose em Portugal para falar da espiritualidade cristã e dos Salmos como escola de oração

«Para a Escritura, a oração é atividade de todo o corpo, não só de uma parte mais “espiritual” ou “interior” ou “racional”. Os Salmos mostram-no bem. Pode falar-se de “oração dos sentidos” – vista, audição, tato, olfato e gosto – desde que esta expressão não se entenda num significado redutoramente emocional. Mas com esse enunciado quer afirmar-se que para a Bíblia existe uma santidade da carne que não é menor do que uma santidade do espírito.»

«Os sentidos são o caminho sensível da alteridade. Certamente que podem fechar-se e entorpecer-se: a Bíblia (e o próprio Jesus) fala dos olhos que olham mas não vêem, dos ouvidos que não escutam, do coração endurecido, etc. Para desenvolverem a sua função espiritual, os sentidos devem manter-se vivos através da atenção e da vigilância. Só então serão a memória do carácter espiritual do corpo e da santidade da carne.»

«Nenhuma faculdade espiritual do Homem se explica sem a mediação corpórea, fora do corpo. Escuta do Espírito e escuta do corpo, conhecimento de Deus e conhecimento de si seguem a par e passo.»

O autor destas palavras, Luciano Manicardi, nasceu em Itália em 1957, formou-se na Universidade de Bolonha e desde 1980 é monge do Mosteiro de Bose, onde continuou os Estudos Bíblicos e é responsável pela formação cultural.

Publicado em SNPC – Portugal. Leia mais sobre dias, locais e horários de suas palestras…