Nossa Senhora responde a Santa Catarina Labouré, irmã vicentina: “Estes raios são o símbolo das Graças que Maria Santíssima alcança para os homens.” – Nossa Senhora da Medalha Milagrosa – 27 de novembro de 1830 (SSVP – Conferência Vicentina Nossa Senhora das Graças – Criciúma-SC)

Fonte: Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP) – Criciúma-SC

Nossa Senhora das Graças

Também conhecida como Nossa Senhora da Medalha Milagrosa

Em uma tarde de sábado, no dia 27 de novembro de 1830, na capela das Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, Santa Catarina Labouré teve uma visão de Nossa Senhora. A Virgem Santíssima estava de pé sobre um globo, segurando com as duas mãos um outro globo menor, sobre o qual aparecia uma cruzinha de ouro. Dos dedos das suas mãos, que de repente encheram-se de anéis com pedras preciosas, partiam raios luminosos em todas as direções e, num gesto de súplica, Nossa Senhora oferecia o globo ao Senhor.

Santa Catarina Labouré relatou assim sua visão: “A Virgem Santíssima baixou para mim os olhos e me disse no íntimo de meu coração: ‘Este globo que vês representa o mundo inteiro (…) e cada pessoa em particular. Eis o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que as pedem.’ Desapareceu, então, o globo que tinha nas mãos e, como se estas não pudessem já com o peso das graças, inclinaram-se para a terra em atitude amorosa.

Formou-se em volta da Santíssima Virgem um quadro oval, no qual em letras de ouro se liam estas palavras que cercavam a mesma Senhora: Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós. Ouvi, então, uma voz que me dizia: ‘Faça cunhar uma medalha por este modelo; todas as pessoas que a trouxerem receberão grandes graças, sobretudo se a trouxerem no pescoço; as graças serão abundantes, especialmente para aqueles que a usarem com confiança.’

“Então o quadro se virou, e no verso apareceu a letra M, monograma de Maria, com uma cruz em cima, tendo um terço na base; por baixo da letra M estavam os corações de Jesus e sua Mãe Santíssima. O primeiro cercado por uma coroa de espinhos, e o segundo atravessado por uma espada. Contornando o quadro havia uma coroa de doze estrelas.

A mesma visão se repetiu várias vezes, sobre o sacrário do altar-mor; ali aparecia Nossa Senhora, sempre com as mãos cheias de graças, estendidas para a terra, e a invocação já referida a envolvê-la.

O Arcebispo de Paris, Dom Quelen, autorizou a cunhagem da medalha e instaurou um inquérito oficial sobre a origem e os efeitos da medalha, a que a piedade do povo deu o nome de Medalha Milagrosa, ou Medalha de Nossa Senhora das Graças. A conclusão do inquérito foi a seguinte: “A rápida propagação, o grande número de medalhas cunhadas e distribuídas, os admiráveis benefícios e graças singulares obtidos, parecem sinais do céu que confirmam a realidade das aparições, a verdade das narrativas da vidente e a difusão da Medalha”.

Nossa Senhora da Medalha Milagrosa é a mesma Nossa Senhora das Graças, por ter Santa Catarina Labouré ouvido, no princípio da visão, as palavras: “Estes raios são o símbolo das Graças que Maria Santíssima alcança para os homens.”

Oração à Nossa Senhora das Graças

Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao contemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vo-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expor, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades (momento de silêncio e de pedir a graça desejada).

Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior Glória de Deus, engrandecimento do vosso nome, e o bem de nossas almas. E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre como verdadeiros cristãos. Amém.

Rezar 3 Ave Marias. Depois: Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.
Nossa Senhora das Graças rogai por nós!

Fonte: http://www.nsconceicaonil.com.br

Postado por Sociedade São Vicente de Paulo – Criciúma-SC:

http://www.vicentinoscriciuma.org/nsg.htm

http://www.vicentinoscriciuma.org/

 

 

 

“Chegou a vitória, o poder e o reinado do nosso Deus e a autoridade de seu Messias: pois foi expulso aquele que acusava nossos irmãos, aquele que os acusava dia e noite diante de Deus.” (Apocalipse 12, 10-12) – Bíblia do Peregrino – Edição de estudo, com aprovação eclesiástica – Pe. Luís Alono Schökel (1920-1998). Publicação brasileira – 1997.

Jesus Cristo no "Limbo"

Em que que consistia exatamente o “Limbo”, quando Jesus “desceu à mansão dos mortos”?

Verifique em…

Fonte/imagens: http://www.filhosdapaixao.org.br/catequese/catequese_03.htm

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Bíblia do Peregrino¹ – “Bíblia del Peregrino – Edición de estudo²

[10] Escutei no céu uma voz potente que dizia: Chegou a vitória, o poder e o reinado do nosso Deus e a autoridade de seu Messias: pois foi expulso aquele que acusava nossos irmãos, aquele que os acusava dia e noite diante de Deus. [11] Eles o derrotaram com o sangue do Cordeiro e com o próprio testemunho, pois desprezaram a vida até morrer. [12] Por isso festejai, céus, e os que neles habitais. Ai da terra e do mar! Porque desceu até vós o diabo, enfurecido por saber que lhe sobra pouco tempo.(…) [13-18]” (Apocalipse 12, 10-12)

12,9: Quatro nomes e um qualificativo para o poder hostil: Dragão gigante + Serpente primitiva (Gn3) = Satanás (rival) = Diabo (acusador); sua tática e sua força consistem em “enganar”, porque é inimigo da verdade (Jo8,44).

12,11: É significativo o paralelismo do “testemunho” e do “sangue do Cordeiro”.

12, 13-18: Continua a hostilidade do dragão contra a mulher na terra (Gn 3,15). Com “asas de águia” (Ex 19,4), a mulher se refugia no deserto: como Moisés, Davi, Elias, um salmista (SL 55,7-9), durante a metade de sete anos, alimentada com um novo maná (cf. Jo,6). O dragão envia, como agente seu, “as “águas torrenciais” (SL 18,5; 32,6; Jn 2,4), que que a terra engole (cf. Nm 16, 30-32). Doravante o dragão lutará contra o “resto da descendência” da mulher (Gn 3,15).

12, 18: O dragão se detém na fronteira da terra e do mar. O anjo poderoso pisava ao mesmo tempo a terra e o mar (10,2).

¹ Organizador e editor (notas) na edição espanhola e brasileira – 1997: Pe. Luís Alonso Schökel (1920-1998). Com aprovação eclesiática. Tradutor (introduções, notas, cronologia e vocabulário): José Raimundo Vidigal. Editora Paulus-2002.

²Título original: Bíblia de Peregrino – Edición de estudo (Tomo I: Prosa; Tomo II: Poesia; Tomo III: Nuevo Testamento). Ega – Mensajeo – Verbo Divino. Luís Alono Schökel, 1997.

Observação: No prefácio à edição brasileira, os Editores nos fornecem algo importante sobre o perfil do Pe. Alonso, que ao tempo da publicação no Brasil, já havia preparado quase um terço a mais às notas do Evangelhos (em 1997): “De fato, a Bíblia do Peregrino amadureceu após 25 anos de trabalho, estudo e contemplação. Nela se encontra sua alma de poeta, místico e sábio. Nesse manancial se alimentaram várias gerações, e muitas outras sugarão com satisfação a abundância dessa sabedoria contemplativa.

“Vem, ó graça divina, desce a meu peito, enche-me desde pela manhã, de tuas consolações, para que não desfaleça minha alma de secura e puro cansaço.” – in “Imitação de Cristo” – Capítulo 55, Livro III.

Jesus, em agonia e oração, no Horto, em Getsêmani.

Imagem: http://www.filhosdapaixao.org.br/associacoes/associacao_consoladores.htm (clique na imagem)

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Este blogue, em cada post, carrega um pouco de mim, de minhas aflições, decepções, tristezas, expectativas e, mesmo sabendo que a maioria não acredita mais neste aspecto da vida espiritual, incluo o peso das tentações… Tentações: em que consistiriam mesmo? Sou um leiga, uma jornalista a mais neste mundo caótico, mas diria que na atualidade se poderia dizer que “tentações” são aqueles eventos que envolvem nosso pensamento envolto em trevas… Tais eventos não são aparentes: são temores, medos, inseguranças, suspeitas infundadas, que podem acarretar sofrimento, tanto para nós próprios quanto para quem nos cerca, e vice-versa. Enfim, tudo se passa em nossa mente, nossa alma, ou na de outra pessoa. Ao fim e ao cabo, todos sofremos, inutilmente. Entendo que ao longo de nossas vidas somos assaltados por algumas, muitas destas tentações por um longo período, ou, pior, todas juntas, em geral, como um “teste”, por breve período… Em contrapartida, aprendemos na Bíblia que Deus jamais nos tenta ( o que lembra cilada…). Ele nos prova: sofremos provações. Entretanto, as Escrituras mostram que permite ao “tentador”, segundo sua Onisciência e Vontade, que este se aproxime de nós (com tentações), mas para nossa edificação.

Ainda que tudo se passe principalmente em nossa mente, elas [as tentações] têm, a meu ver, uma base concreta, e por uma simples razão: estamos sempre em interação com nossos semelhantes (alguns deles, nossos antípodas, às vezes adversários), o que faz com que nossa mente perca seu “centro”. Mas a Graça de Deus sempre está presente. Ela nos indica o caminho: a oração, a súplica.

Vocês lembrarão no texto deste capítulo de a “Imitação”, a possível influência que teve no pensamento de Santa Teresa de Ávila em seus escritos Castelo Interior e Vida. Lá estão a queda da graça e a misericórdia divina, que, através das sugestões do Espírito Santo, nos sussurra o meio (a oração) necessário para dominarmos as “feras” que nos “puxam” para baixo, e que sob um só comando nosso, se afastam imediatamente… Alcançamos mais um patamar em nosso castelo…

Outro pensamento relacionado às “tentações” (que, no passado, era associado quase exclusiva e popularmente à tendência ao desregramento dos sentidos) é o que Cristo Jesus fala várias vezes no Sermão da Montanha: há a influência do “Maligno” (no Novo Testamento é assim que o adversário dos homens e de Deus é nomeado por Jesus).

Ao adaptarmos ao mundo de hoje, também entra a sensualidade, que agora foi transformada em erotização total de tudo que puder ser transformado em mercadoria (pornografia na internet, incluindo infelizmente as redes de pornografia infantil, entre outras ofertas, que aniquilam com o espírito humano…). Há, além disso, games e vídeos infanto-juvenis com mensagens subliminares de sexo e violência. Inclusive, recentemente, surgiram em bancas cópias de games proibidos, vindos do Japão, que apresentam de forma explícita estes dois temas juntos (entre outras indicações nefastas, incentivam o estupro e o aborto!). O público alvo é composto por crianças e jovens. Tétrico.

Em meio a tudo, há condutas adultas pouco saudáveis para o corpo e para o espírito, que na prática, afastam qualquer tipo de vida interior. Falo de sites de relacionamento, com exceção para os que não incluem a ‘opção’ sexo. Tenho 49 anos, mas acredito que a felicidade de mulheres e homens só pode ser alcançada quando a descoberta da amizade, do amor está em primeiro plano, sem pressa… Isto vale para qualquer ambiente.

No capítulo 55 de a “Imitação de Cristo”, o escritor, este misto de monge e leigo, percorre um itinerário (aparentemente anacrônico), em que, mesmo na nossa condição de leigos e leigas dá pistas valiosas para enfrentarmos nossos temores e as tentações que surgem (porque conhecia as suas próprias fraquezas e contra elas entrava em combate por meio da oração e meditação). Estas [as tribulações e tentações], em seu conjunto, nada mais são que obstáculos à nossa paz interior. Sem ela, vagamos e nos afastamos do Mistério que é Deus – a fonte da Paz.

(LBN)

……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….Apresentação

“Imitação de Cristo” – Thomas de Kempis é tido como o autor do terceiro livro “Consolação Interior“. De acordo com o tradutor do texto latino, e autor das reflexões sobre a obra – Pe. J.I. Roquette, Kempis teria sido o “cônego regrante de Santo Agostinho” (que viveu no século V). No “Prólogo”, Pe. Roquette aventa (e a discussão sobre a autoria atravessa séculos…) que os dois primeiros livros e o quarto foram escritos pelos abades – Gersen e Gerson – para orientação de seus monges. É interessante observar que em certa parte há menção a São Francisco de Assis (séc. XIII).O consenso, conforme o tradutor do latim e comentador é que tudo contribuiu para a riqueza espiritual que há nesta pequena, antiga, reconhecida e estimada obra chamada “Imitação de Cristo”. (Editora Ave-Maria, 18ª edição, 1991; Imprimatur 26.11.1928).

CAPÍTULO LV

Da corrupção da natureza e da eficácia da graça divina

O DISCÍPULO

1. Deus e Senhor meu, que me criastes à vossa imagem e semelhança, concedei-me esta graça que declarastes ser tão excelente e necessária para a salvação, para que eu possa vencer minha natureza corrupta, que me arrasta ao pecado e leva à perdição.

“Porque sinto em minha carne a lei do pecado que contradiz a lei do espírito”, e me leva cativo a obedecer em muitas à sensualidade; nem poderei resistir às suas paixões, se Vós me não socorrerdes, reanimando meu coração com a efusão de vossa divina graça.

2. Vossa graça é necessária e é mesmo uma grande graça vencer a natureza “propensa ao mal desde a infância” (Gen 8, 21).

Porque viciada pelo primeiro homem e corrompida pelo pecado, passou a todos os homens a pena deste crime, de sorte que esta mesma natureza, que Vós criastes em retidão e justiça, só nos recorda a fraqueza e desconcerto de uma natureza corrupta, porque deixada a si mesma, seu próprio movimento a leva ao mal e às coisas terrenas.

A pouca força que lhe ficou é como numa faísca debaixo da cinza; e esta pequena relíquia é a sua mesma razão natural, cercada de espessas trevas, sabendo ainda discernir o bem do mal, o verdadeiro do falso, mas sem forças para cumprir o que aprova, porque não possue a luz plena da verdade nem goza de afetos são e bem regulados.

3. Daqui vem, Deus meu, que “me deleito em vossa lei, segundo o homem interior, reconhecendo que vossos mandamentos são bons, justos e tão santos”, que condenam todo o mal e ensinam todo o bem, e ensinam a fugir do pecado. (RM, 7, 22).

Porém “minha carne me traz escravizado à lei do pecado”, obedecendo antes aos sentidos que à razão, “querendo o bem e não tendo força para cumpri-lo” (RM 7,18).

Assim acontece também que proponho frequentemente fazer muitas obras boas; mas, faltando-me a graça para ajudar minha fraqueza, cedo ao primeiro obstáculo, desfaleço e caio. Pela mesma causa sucede que, bem conhecido o caminho da perfeição, vejo claramente o que deve fazer; porém, opresso com o peso de minha própria corrupção, não aspiro ao mais perfeito.

4. Oh! Quão necessário me é, Senhor, a vossa graça para começar o bem, para o prosseguir e para o aperfeiçoar! Sem ela nada posso fazer; mas “posso tudo em Vós, com auxílio da vossa graça”. (Flp 4,13)

Ó graça verdadeiramente celestial, sem ti nada valem os merecimentos próprios e para pouco prestam os dons naturais!

Nem as artes, nem as riquezas, nem a formosura, nem a fortaleza, nem o engenho, nem a eloquência tem valor algum diante de Vós, Senhor, sem a vossa graça.

Os dotes da natureza são comuns aos bons e maus, porém, a graça ou a caridade é o dom próprio dos escolhidos; ela o sinal pelo qual se conhecem os que são dignos da vida eterna.

Tal é a excelência desta graça, que nem o dom da profecia, nem o poder de obrar milagres, nem a mais alta contemplação devem ser contados por coisa alguma sem ela.

Nem ainda a fé, nem a esperança, nem todas as outras virtudes Vos são aceitas sem a graça e a caridade.

5. Ó venturosa graça, que enriqueces de virtudes ao pobre de espírito, e ao rico dos bens do mundo fazes humilde de coração.

Vem, ó graça divina, desce a meu peito, enche-me desde pela manhã, de tuas consolações, para que não desfaleça minha alma de secura e puro cansaço.

Imploro vossa graça, ó meu Deus, só ela quero; “pois vossa graça me basta”, ainda que me falte tudo que a natureza deseja (2 Cor 12,9).

Por mais tentado e oprimido que seja de tribulações, nenhum mal temerei, enquanto vossa graça me assistir: Ela é minha força, meu conselho, meu sustentáculo. Muito mais poderosa que todos os inimigos e muito mais sábia que todos os doutos.

6. A graça ensina a verdade, dá a ciência, ilumina o coração, consola nas aflições, desterra a tristeza, tira o temos, alimenta a devoção, produz santas lágrimas.

Que sou eu sem ela, senão um pau seco, um tronco inútil, próprio para ser deitado ao fogo?

Assista-me, pois, Senhor, vossa graça para que esteja sempre atento a empreender, prosseguir e aperfeiçoar boas obras, por Vosso Filho, Jesus Cristo. Amém.

In “Imitação de Cristo” – Capítulo LV.

“Como já foi recordado, ministro com capacidade de celebrar in persona Christi o sacramento da Eucaristia é somente o sacerdote validamente ordenado. Por isso, o nome “ministro da Eucaristia” cabe propriamente somente ao sacerdote. Também por causa da sagrada Ordenação, os ministros ordinários da santa comunhão são os Bispos, os Sacerdotes e os Diáconos, aos quais, portanto, cabe distribuir a santa Comunhão aos fiéis leigos na celebração da Santa Missa.” (Artigo 154) – Decretos do Documento Redemptionis Sacramentum publicados pelo Papa Bento XVI – Encíclica Ecclesia de Eucharistia – Papa João Paulo II

“A quem iremos” – A Palavra de Deus no Domingo

Paróquia Santa Teresa D’Ávila – Salvador – Bahia

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Leiam abaixo o que encontrei a respeito. As referência incluem o Papa João Paulo II e Bento XVI.
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Fonte: Associação Cultural Monfort

DOUTRINA

Ministros Extraordinários da Eucaristia

PERGUNTA

Nome:     Marcos
Enviada em:     12/03/2004
Local:     São Paulo – SP,
Religião:     Católica

Olá, teremos em breve um “Curso para Ministros Extraordinários da Eucaristia”, mas infelizmente o padre é progressista e totalmente heterodoxo em relação as doutrinas da Igreja. Por isso gostaria de esclarecer alguns temas e pedir a sua ajuda para me indicar que argumentos podemos usar caso ele diga coisas contrárias ao que a Igreja ensina.

Alguns pontos controversos:

1- Idade mínima para se tornar Ministro (e demais requisitos, se precisa ser crismado, etc).

2- Sobre as vestes do Ministro (no momento usamos túnicas e estão querendo substituir por aquele jaleco ou avental).

3- Sobre o papel do ministro durante a Missa -temos o costume de purificar os dedos antes e depois de distribuirmos a Eucaristia no purificador que fica na mesa do altar e enxugamos as mãos no manustérgio (agora estão falando que os ministros não podem purificar seus dedos junto ao altar mas que temos que trazer o purificador para a Credência para purificarmos os dedos, o que não é nem um pouco prático).

4- Ao buscarmos as âmbulas no Sacrário, ao abrirmos as portas fazemos uma genuflexão e ficamos alguns segundos em silêncio e oração (agora nos disseram que não devemos nos ajoelhar pois isso se torna um “ritualzinho particular”.)

5- Qual é o certo: trazer todas as âmbulas que estão no Sacrário para o altar no momento do Cordeiro, evitando assim dividir a Adoração ao Senhor Sacramentado ou apenas as que vão ser usadas deixando as outras lá? Durante a comunhão as portas do sacrário devem ser fechadas ou pemanecer abertas?

6- O padre nunca purifica os vasos, dando essa atribuição aos Ministros. Isso é correto?

Se é correto onde devemos purificá-los? Nós purificávamos junto ao altar, agora dizem que temos que purificar na credência.

E nesse caso como proceder? Levar o Sangue consagrado de Jesus de qualquer jeito para a Credência, ou consumi-lo antes junto ao altar? E as partículas e fragmentos? Onde são consumidas no altar ou na credência?

Peço sua ajuda e na medida do possível que nos cite a fonte de onde tal regra é tirada, pois estão dizendo que exite uma nova Instrução sobre o missal romano que modifica para essa forma que eles estão impondo, isso procede?

Como posso ter acesso a essa nova Instrução?

Desde já agradeço a atenção e peço ao Senhor Jesus que os abençoe!

Marcos

RESPOSTA

Muito prezado Marcos, salve Maria !

Após o Concílio Vaticano II e a infeliz e errada reforma da Liturgia de Paulo VI surgiram muitos abusos, que o Papa atual, agora, graças a Deus, procura coibir.

Um desses abusos foi a invenção desastrosa dos “Ministros da Eucaristia”.

Para que você compreenda bem essa questão, recomendo que você leia atentamente a encíclica Ecclesia de Eucharistia do Papa João Paulo II, e os decretos que o Papa acaba de publicar no documento Redemptionis Sacramentum, documentos nos quais ele trata desse problema, sobre o qual você me questiona.

O Papa João Paulo II proíbe que se use a expressão “Ministro da Eucaristia” por ser ambígua, pois que Ministro da Eucaristia é só o Padre ordenado, jamais um leigo. Diz o Papa que a Expressão Ministro da Eucaristia pode levar a erro, julgando-se que o leigo pode exercer funções próprias do sacerdote.

O artigo 154 do Redemptionis Sacramentum diz textualmente:

“Como já foi recordado, ministro com capacidade de celebrar in persona Christi o sacramento da Eucaristia é somente o sacerdote validamente ordenado. Por isso, o nome “ministro da Eucaristia” cabe propriamente somente ao sacerdote. Também por causa da sagrada Ordenação, os ministros ordinários da santa comunhão são os Bispos, os Sacerdotes e os Diáconos, aos quais, portanto, cabe distribuir a santa Comunhão aos fiéis leigos na celebração da santa Missa. Manifeste-se, assim, corretamente e com plenitude o seu múnus ministerial na Igreja, e se cumpra o sinal sacramental”.

O artigo 155 afirma que o Bispo Diocesano, por razão de “autêntica necessidade” pode delegar a um leigo como “ministro extraordinário da comunhão” — não da Eucaristia — e que “Somente em casos particulares e imprevistos, pode ser dada permissão por um sacerdote, a um leigo, para dar a Comunhão, só para uma ocasião concreta” ( não para sempre).

Que essa permissão não deve ser para sempre, ou habitualmente, é afirmado no artigo 156 que diz:

“Este ofício — [de distribuir a comunhão extraordinariamente] — seja entendido em sentido estrito conforme sua denominação de ministro extraordinário da santa Comunhão, e não “ministro especial da santa Comunhão” ou “ministro extraordinário da Eucaristia” ou “ministro especial da Eucaristia” definições que ampliam indevidamente e impropriamente o alcance dessa denominação”. [O negrito é meu].

Como você vê, então, caro Marcos, a distribuição da Comunhão não pode ser delegada para sempre, definitivamente, pelo sacerdote. Esse é um dos abusos que o Papa determinou extirpar.

O artigo 157 do decreto papal afirma que havendo Padre, é ele quem deve distribuir a sagrada Comunhão e não delegar essa função a um leigo.

Veja o que determinou o Papa a quem você — e todos os católicos, inclusive o padre –devem obedecer:

“157. Se costumeiramente está presente um número suficiente de ministros sacros também para a distribuição da santa Comunhão, não se podem deputar para essa função os ministros extraordinários da santa Comunhão. Em tais circunstâncias, aqueles que fossem deputados a tal ministério, não o exercitem.

É reprovável o costume daqueles sacerdotes que, se bem que estejam presentes à celebração, se abstém normalmente de distribuir a Comunhão, encarregando os leigos para tal dever” (O sublinhado e o negrito são meus).

Como você vê, prezado Marcos, nunca distribua a comunhão, havendo um padre presente.

E o artigo 158 prossegue explicando:

“158. O ministro extraordinário da Santa Comunhão, de fato, poderá administrar a Comunhão somente quando faltem o Sacerdote e o Diácono, quando o Sacerdote estiver impedido por doença, velhice ou outro motivo sério, ou quando o número de fiéis que acedem à Comunhão é tão grande que a própria celebração da Missa se prolongaria por demais. Todavia, isto se compreenda no sentido de que um breve prolongamento da Missa, conforme a cultura e os hábitos locais, será considerado motivo totalmente insuficiente [para delegar a distribuição a leigos]” (Negrito e sublinhado meus].

Desse modo, a desculpa de que há muita gente para comungar não é, de si, suficiente para delegar que a Comunhão seja distribuída por leigos. Isso vale só se há multidão excessiva, e não apenas muita gente.

Você me informa que o vigário de sua paróquia é “progressista e totalmente heterodoxo”.

E o que você me conta que é feito em sua paróquia coincide exatamente com os abusos que o Papa quer extirpar. É então completamente proibido pelos novos decretos fazer o que vocês costumam fazer, em sua paróquia, e de modo habitual.

Sendo assim, ele muito provavelmente não vai obedecer aos decretos do Papa. Ou então, pelo menos, vai tentar “dar um jeitinho”. Vai tentar “driblar” os decretos. O que é desobediência pior, pois envolve malícia.

Que fazer, então?

Não vejo outra saída senão obedecer ao Papa e não ao vigário modernista.

Mostre o próprio texto dos decretos ao vigário, e pergunte-lhe, respeitosamente, se ele vai acatar ou não o que o Papa mandou.

Caso ele acate, tudo bem.

Caso ele desobedeça ao Papa, diga-lhe que você já não irá mais distribuir a Comunhão. Depois, denuncie essa desobediência dele ao Bispo, e mesmo ao Papa, como manda o artigo 184 do decreto Redemptionis Sacramentum.

Aceitar o que o vigário mandar contra os decretos pontifícios seria grave desobediência ao Papa . E como essa desobediência envolve coisas sagradas, incorreria em sacrilégio.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

Assoicação Cultural Monfort.
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TESTEMUNHO – “Devemos buscar, com humildade, a elevação espiritual, que nos leva Deus, e não pretender que a sacralidade cristã desça à altura de nossa capacidade de transcendência…” . (LBN)

Gostaria de esclarecer que não faço parte da Associação Cultural Monfort, portanto não me sinto obrigada a concordar com todas as exposições do Prof. Orlando Fedeli (é do tipo “frio ou quente” – tal como Deus Pai aprova…), no que diz respeito aos muitos  “combates da fé” (pacíficos, é claro…) No entanto, como historiador católico, ele apresenta os fundamentos canônicos de algumas visões chamadas “conservadoras”,  que acabam por  entrar em  “rota de colisão” com os que veem no Concílio Vaticano II a renovação do catolicismo no Brasil, e no mundo. Cá comigo, penso que o Papa Bento XVI valoriza a importância de alguns dos “novos ares” trazidos por este Concílio, ocorrido em torno de 1962. Entretanto, não está disposto a fazer concessões quanto ao que entra em conflito, por exemplo, com Concílio Ecumênico de Trento (1545-1563). Este, historicamente, foi uma resposta à Reforma Protestante, Bento XVI não admite nada que entre em conflito com a doutrina católica. A propósito, venho aprendendo que tudo que a Igreja afirma como dogma tem rigoroso vínculo com as Sagradas Escrituras.

Assim, ao tempo do Concílio II, também ecumênico, mas em conformidade com os “novos tempos”, nos quais os leigos passaram a fazer forte pressão para que houvesse mudança, segundo os fatos, este transcorreu também dentro da esfera interno ao Vaticano, mas com abertura a instituições externas leigas, com extensão às denominações cristãs protestantes. Portanto, diferiu do status, por exemplo, dos demais Concílio, ainda que ecumênicos. Nestes, que todas as discussões foram realizadas em caráter privado, sem objeções ou sugestões externas dirigidas aos ao Papa Cardeais e Bispos. Todas as decisões tiveram caráter irrevogável porque amplamente discutidas, e por fim, acordadas entre todos.  “Quem vos fala” tinha dois “aninhos”nesta época…  No colo de minha mãe acompanhei a missa pelo rito antigo, mas não deve ter passado dos meus cinco anos, em 1965, Lembro que meu pai, apesar de pequena ainda, ao chegarmos em casa falava que como seria possível alguma concentração com ao “ritmo” de guitarras… Não gostava de crianças correndo, gritando, desde os corredores até o entorno do altar… Ou fotógrafos atrás do altar para os “melhores ângulos” do casamento,  ou em volta do padre, na pia batismal… Lá pelos meus oito anos, pouco antes de minha Primeira Comunhão comecei a compreender que aquilo me incomodava também. Desde meus 14 nos, passei a não ir aos domingos pela manhã à missa, e sim, à tardinha. Tudo era calmo… Meus pais continuaram a ir aos domingos porque no sábado havia muito o que fazer, ou seja, supermercado, reparos e outros compromissos. quando entrei no mundo do trabalho, aos 17 anos, continuei indo à missa aos sábados, agora com minhas duas irmãs pré-adolescentes.

Há uma lacuna nesta fase inicial de minha vida espiritual e católica: quando chegou o momento de minha preparação para o sacramento da Crisma: não quis me inscrever de jeito nenhum. Até hoje não sei se foi porque não gostava da agitação da Missa, e, por essa razão, quando a catequista, já no final de nossa  preparação para a Primeira Eucaristia afirmou que teríamos de fazer um “juramento” na Crisma: sempre seríamos católicos. Ela teve a melhor das intenções, tenho certeza. Lembro o nome dela. Eu e meu irmão, chegamos à conclusão que seríamos sempre “amigos” de Jesus Cristo, mas não poderíamos jurar em falso; e se mudássemos de idéia no futuro quanto à Igreja?  Crianças com 10 e 11 anos… Deve ter havido nesta decisão (por medo de “mentir para Deus”),  a influência de outras opções (ou denominações?), que, aliás,  vieram no bojo do Concílio II. Ou seja, na mídia, na cultura, as demais denominações, sem maiores análises –  as reformadas e até mesmo as que beiravam o pentecostalismo (em geral, sem nenhuma Liturgia) foram assimiladas tão somente por serem cristãs.  Atualmente, isto mudou um pouco, já que o papa Bento XVI dialoga, mas pede que voltem ao rebanho original…

Estranho é que ao entrar na adolescência jamais pensei na possibilidade de sair do catolicismo. Pelo contrário, não via sentido na divisão decorrente do protestantismo, ainda que não tivesse qualquer preconceito com relação  a outras denominações. O curioso é que, nos anos 80, logo descobri o contrário: não havia, de fato, a aceitação da doutrina católica, criada há dois mil anos, nem mesmo pelos reformados. Pelo que pesquisei, os votos de castidade, pobreza e obediência (no caso, ao Papa, bispo de Roma) tem sido um entrave para que a Igreja Católica volte a ser Una, Santa e Apostólica.

Sempre estranhei essa nossa “excentricidade” porque meus pais vieram de famílias católicas – geração após geração. Quanto à liberdade que nos deram de não nos crismarmos. penso que os “novos ares” do Concílio II deram a conhecer midiaticamente “novas opções” dentro da Liturgia Católica. a celebração ficou parecida com a dos reformados. No Concílio II, os bispos foram instruídos a adequarem a Liturgia, em conformidade com a cultura dos países das Américas. Provavelmente, isto criou um “caldo” propício para os pais entenderem que seus filhos poderiam naturalmente aderir aos cultos reformados e até calvinistas. Por quê? Pela ênfase” no conceito de ecumenismo: ou seja: a idéia de Jesus de que “Pedro – sobre ti erguerei a minha Igreja” admitia que Cristo Jesus não se importaria com as milhares de divisões que temos hoje, mesmo depois de Santa Teresa de Ávila, São Francisco de Sales, entre outros contra-reformadores. O Cardeal Newmann,  teólogo e estudioso anglicano, convertido ao catolicismo. Foi beatificado.

Todos sabemos que a Liturgia católica atual  replica o altar das Igrejas da Reforma, incluindo outras inovações. Algumas são aceitáveis, outras, a meu ver, são execráveis. Em uma delas, por exemplo, antes do padre tomar assento, em uma celebração católica nos Estados Unidos bailava entre os corredores super-iluminados, em veste branca, discreta, uma mulher magra, madura, alta e esguia. Parecia ser uma bailarina clássica. Logo após adentra um bailarino negro, “fora de forma”, e baila também no mesmo estilo (não coloquei som). Não compreendi o que veio depois: dois bonecos (aqueles sobre pernas-de-pau), com visual afro (mas havia muitos brancos na igreja; acredito que eram maioria). Os bonecos, enormes, lentos, bailavam também… Saíram de cena. a “bailarina cinquentona apanha uma toalha branca, e ajudada pelo outro bailarino a coloca sobre a mesa do altar. Tudo parece normal, menos para mim e meu marido… Logo em seguida, “aparece” o sacerdote, vestido como tal, ou seja, com veste longa, e bordaduras amarelo-douradas. Ele atravessa o altar (devia estar sentado ao fundo, ao lado), e, paradoxalmente, desce o altar, se assentando em uma das cadeiras. Paramos ali. Penso que esperou  que ambos “bailarinos” (Davi dançava e tocava instrumentos – talvez seja esta a razão…) dessem por acabada a performance… Certamente, tudo depois transcorreu aos moldes da missa que conhecemos. Certamente, por Cristo Jesus foi celebrada pelo sacerdote, e ajudado por ministros e mistras da Eucaristia. em nossa região as Ministras vão até os que querem receber a Santa Comunhão. Para mim, particularmente, se queremos comungar devemos ir até o Corpo de Cristo, e pelas mãos do sacerdote e diácono.

Não tenho nenhuma pretensão a não ser refletir sobre o excesso de “criatividade”, em detrimento do que nos aponta o bom senso dos papas, bispos, sacerdotes e  teólogos em relação a  um respeitoso, suave e transcendente culto, tal como Cristo Jesus, no Novo Testamento,  e Deus-Pai, lá no Êxodo, por exemplo. Um rito sagrado não pode conter “caprichos” profanos. Empobrece nossa vida espiritual.  Por que a cerimônia religiosa do matrimônio é realizada do mesmo modo desde a Igreja Primitiva? Afora, obviamente, os holofotes… É o que penso. (L.B.N)

«Somos as crianças do mundo. Ouvem as nossas vozes?» (Congresso da SIGNIS – Associação Católica Mundial para a Comunicação – 17 a 21 de outubro-Tailândia (Agência Ecclesia)

"Congresso Mundial da Signis 2009 fez dos direitos da infância uma prioridade"

Pax Christi International

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Fonte: Agência Ecclesia Agência de notícias da Igreja Católica em Portugal

26.10.2009

SIGNIS - Asociación Católica Mundial para la Comunicación

Conclusão

«Somos as crianças do mundo. Ouvem as nossas vozes?»

Crianças ainda são demasiadamente invisíveis nos meios de comunicação social

Cerca de 660 participantes de 70 países participaram no Congresso da SIGNIS, Associação Católica Mundial para a Comunicação, que se reuniu entre 17 e 21 de Outubro em Chiang Mai, Tailândia. O encontro teve como tema “Media para uma cultura de paz: Direitos das crianças, uma promessa para o amanhã”.

A assembleia acolheu igualmente uma centena de estudantes entre os 13 e 15 anos, provenientes das escolas da região, que participaram num atelier sobre “direitos da criança num mundo digital”. O congresso contou também com a presença de dez jovens jornalistas de vários países asiáticos.

A infância foi também evocada através da exibição de 200 lenços com mensagens e impressões de palmas das mãos de crianças de todo o mundo.

“As crianças e a juventude desafiaram a SIGNIS a assumir seriamente o nosso papel na promoção dos direitos dos mais novos, no contexto de sociedades que estão a ser transformadas através dos media”, afirmou o secretário-geral da organização, Alvito de Souza.

Promessa de amanhãs melhores

O presidente do comité organizador do congresso, Chainarong Monthienvichienchai, lembrou que “quando perguntavam ao futebolista Johan Cruyff o que fazia dele um jogador excepcional, ele respondia que ia para onde a bola se dirigia, e não para onde ela estava. Este ponto de vista tornou-se o lema de todos aqueles que estão comprometidos nas comunicações sociais, isto é, ir para onde está o futuro”, ou seja, para junto “das crianças, que são a nossa promessa de amanhã”.

A SIGNIS, por seu lado, “terá que se adaptar para continuar a ser relevante e activa num panorama digital em mudança”, defendeu Alvito de Souza.

“Com as crianças, para as crianças, dando voz aos sem voz: apesar destas intenções tantas vezes repisadas, as crianças são ainda demasiadamente invisíveis nos media; devemos fazer mais”, afirmou o presidente da SIGNIS no discurso de abertura do congresso.

“As autoridades eclesiais, em particular, devem renovar o seu apoio aos profissionais leigos que trabalham nos meios de comunicação católicos e que se encontram numa posição única para assumir de maneira criativa os desafios de um mundo digital, para o bem das nossas crianças”, que são a “promessa de amanhãs melhores”, referiu Augustine Loorthusamy.

Na mensagem dirigida ao Congresso, Bento XVI assinalou que a maneira como as crianças são formadas pelos media e o modo como os mais novos são educados a dar-lhes uma resposta apropriada “devem estar no centro das preocupações dos profissionais da comunicação”.

O primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, enviou uma saudação de boas-vindas aos participantes, escrevendo que os “os media têm uma grande influência nos comportamentos, e neste mundo sem fronteiras podem ajudar a preparar as gerações futuras a construir a paz e a harmonia”.

Vídeo dedicado aos direitos das criançasBICE - Bureau International Católica da Infância

Os participantes do congresso assistiram à exibição de um vídeo sobre os direitos da infância, produzido pela SIGNIS e pelo Gabinete Internacional Católico para a Infância.

O documentário apresenta os comentários de crianças de treze países sobre questões relacionadas com respeito, pobreza, violência, família, trabalho, educação, saúde, deficiências físicas, justice e tecnologia.
Internacional | Rui Martins | 2009-10-26 | 16:04:05  Comunicações Sociais

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SIGNIS reflecte sobre «Media para uma cultura de Paz: direitos das crianças, promessa de amanhã»

Agência Ecclesia

A influência que os media exercem nas crianças pode conduzi-las a uma progressiva desumanização ou, pelo contrário, a contribuírem para a edificação da paz. É esta ambivalência que a SIGNIS (Associação Católica Mundial para a Comunicação) debate desde Sábado no seu congresso mundial, que se realiza em Chiang Mai, Tailândia.

Na mensagem que dirigiu aos participantes, Bento XVI afirma que a relação dos mais novos com os meios de comunicação social “pode perceber-se em duas direcções: por um lado são os media que formam as crianças; por outro, as crianças estão cada vez mais predispostas a responder adequadamente aos media”.

O encontro de 2009 será “um congresso de transformação”, prometeu o presidente da SIGNIS, Augustine Loorthusamy, na alocução de boas vindas.

“Se o tema do nosso congresso são os media para um cultura de paz, é porque o nosso mundo ainda está marcado por conflitos sangrentos e destrutivos. Continua-se a explorar, abusar e a matar as pessoas. A busca da paz é a razão da nossa existência. Isso é ser Igreja no mundo de hoje”, afirmou o responsável.

Construir pontes

O presidente da SIGNIS recordou que “dois terços da população mundial é jovem. São o nosso futuro e, portanto, devem ser a nossa preocupação. Se queremos que este encontro seja de transformação, tem que ser um congresso para construir pontes.”

Augustine Loorthusamy recordou que essas ligações também devem ser estabelecidas entre pessoas de diferentes credos. “Não é por acaso que este congresso se realiza num país budista. Se a SIGNIS é o braço comunicativo da Igreja, então deve levar por diante a sua missão com povos de diferentes confissões.”

O congresso, que terminará a 21 de Outubro, reúne centenas de profissionais da comunicação de todo o mundo. “Questões globais actuais sobre direitos humanos e direitos das crianças”, “Novas perspectivas sobre media e transformação social” e “O desafio de crescer numa era digital” são alguns dos temas a abordar durante o encontro.

Com Rádio Vaticano

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Associação Católica Mundial para a Comunicação fala dos direitos das crianças

Agência Ecclesia

19.10.2009

Desenvolvimento dos Debates

Está a decorrer em Chiang Mai, na Tailândia, o Congresso Mundial da Associação Católica Mundial para a Comunicação (SIGNIS). O tema em debate é “Media para uma cultura de Paz: direitos das crianças, promessa de amanhã”.

Na mensagem de boas-vindas, o presidente da Associação, Augustine Loorthusamy, afirmou que a edição 2009 será diferente, pois será “um Congresso de transformação”.

“Se o tema do nosso Congresso são os media para um cultura de paz é porque o nosso mundo ainda está marcado por conflitos sangrentos e destrutivos; os direitos de milhões de pessoas são violados”, disse.

Para o presidente da SIGNIS, este será um Congresso diferente porque no centro da atenção estão os direitos das crianças: “Dois terços da população mundial é jovem. São o nosso futuro e, portanto, devem ser a nossa preocupação. Se queremos que este Congresso seja de transformação, tem de ser um Congresso para construir pontes.”

A cerimónia de boas-vindas contou com a presença do núncio apostólico na Tailândia, D. Salvatore Pennacchio, que pediu aos comunicadores católicos que sejam servidores de Deus. Durante a celebração, realizada com danças e músicas tradicionais do norte do país, foi lida a mensagem do presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, D. Claudio Maria Celli.

“Intercâmbios pessoais, profissionais e culturais são muito importantes e, sem dúvida, vão criar novo entusiasmo no nosso trabalho de comunicadores”, afirma o arcebispo italiano, que aprovou o envolvimento de jovens e crianças em vários workshops.

“É muito importante ouvir os jovens e aprender com eles, principalmente porque frequentemente eles são os primeiros e a usar e desenvolver os media interactivos, até mesmo ensinando os adultos”.

Zilda Arns, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança no Brasil (*), foi a responsável pela conferência de ontem, falando sobre a experiência da Pastoral da Criança no campo da Comunicação e da Educação. (Com Rádio Vaticano)

Internacional | Agência Ecclesia | 2009-10-19 | 14:12:15 Comunicações Sociais

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Papa saúda Congresso da SIGNIS

Agência Ecclesia

16.10.2009

Abertura

Profissionais da comunicação juntam-se na Tailândia para debater os direitos das crianças na era da comunicação

Bento XVI enviou uma mensagem de saudação aos participantes do Congresso Mundial 2009 da Signis. O encontro que vai juntar profissionais dos media, a partir do dia 17 em Chiang Mai, na Tailândia, vai centrar-se no tema «Media para uma cultura de Paz: direitos das crianças, promessa de amanhã».

“A necessidade de uma responsabilidade no uso da mensagem e dos métodos atraem em particular os jovens”, afirma Bento XVI na sua mensagem. “A sua relação com os media pode perceber-se em duas direcções: por um lado são os media que formam as crianças; por outro as crianças estão cada vez mais predispostas a responder adequadamente aos media”, evidencia o Papa recordando aqui a sua mensagem, de 2007, para o Dia Mundial das Comunicações Sociais.

Bento XVI dá conta da sua oração para que os “trabalhos do Congresso prossigam a favor da promoção dos direitos das crianças e de forma a incentivar as comunidades a ver os direitos como uma prioridade do seu trabalho diário a favor de uma cultura de paz”.

O Congresso da Signis decorre até ao dia 21 de Outubro. São esperados centenas de profissionais da comunicação de todo o mundo e em causa vão estar «Questões globais actuais sobre direitos humanos e direitos das crianças», «Novas perspectivas sobre media e transformação social» e «O desafio de crescer numa era digital».

Internacional | Agência Ecclesia | 2009-10-16 | 10:47:54 |Comunicações Sociais

Postados por Agência Ecclesia – Portugal.

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(*) Grifo meu.

Mês do Santo Rosário

A devoção do Santo Rosário

 

Virgem do Rosário

Domingo, 04 de outubro de 2009

Mês do Santo Rosário

A devoção do Santo Rosário

A oração do Santo Rosário surge aproximadamente no ano 800 à sombra dos mosteiros, como Saltério dos leigos. Dado que os monges rezavam os salmos (150), os leigos, que em sua maioria não sabiam ler, aprenderam a rezar 150 Pai nossos. Com o passar do tempo, se formaram outros três saltérios com 150 Ave Marias, 150 louvores em honra a Jesus e 150 louvores em honra a Maria.

No ano 1365 fez-se uma combinação dos quatro saltérios, dividindo as 150 Ave Marias em 15 dezenas e colocando um Pai nosso no início de cada uma delas. Em 1500 ficou estabelecido, para cada dezena a meditação de um episódio da vida de Jesus ou Maria, e assim surgiu o Rosário de quinze mistérios.

A palavra Rosário significa ‘Coroa de Rosas’. A Virgem Maria revelou a muitas pessoas que cada vez que rezam uma Ave Maria lhe é entregue uma rosa e por cada Rosário completo lhe é entregue uma coroa de rosas. A rosa é a rainha das flores, sendo assim o Rosário a rosa de todas as devoções e, portanto, a mais importante.
O Santo Rosário é considerado a oração perfeita porque junto com ele está a majestosa história de nossa salvação. Com o rosário, meditamos os mistérios de gozo, de dor e de glória de Jesus e Maria. É uma oração simples, humilde como Maria. É uma oração que podemos fazer com ela, a Mãe de Deus. Com o Ave Maria a convidamos a rezar por nós. A Virgem sempre nos dá o que pedimos. Ela une sua oração à nossa. Portanto, esta é mais poderosa, porque Maria recebe o que ela pede, Jesus nunca diz não ao que sua mãe lhe pede. Em cada uma de suas aparições, nos convida a rezar o Rosário como uma arma poderosa contra o maligno, para nos trazer a verdadeira paz.

O Rosário é composto de dois elementos: oração mental e oração verbal

No Santo Rosário a oração mental é a meditação sobre os principais mistérios ou episódios da vida, morte e glória de Jesus Cristo e de sua Santíssima Mãe. A oração verbal consiste em recitar quinze dezenas (Rosário completo) ou cinco dezenas do Ave Maria, cada dezena iniciada por um Pai Nosso, enquanto meditamos sobre os mistério do Rosário. A Santa Igreja recebeu o Rosário em sua forma atual em 1214 de uma forma milagrosa: quando a Virgem apareceu a Santo Domingo e o entregou como uma arma poderosa para a conversão dos hereges e outros pecadores daquele tempo. Desde então sua devoção se propagou rapidamente em todo o mundo com incríveis e milagrosos resultados. (Fonte: ACI Digital)

“Quem persevera na meditação, mesmo que o demônio a tente de muitas maneiras, tenho certeza que Senhor a levará ao porto da salvação…Quem não pára no caminho da meditação, chegará ainda que tarde”. Também dizia que: “O demônio se esforça muito em afastar a pessoa da meditação porque ele sabe que as pessoas perseverantes na oração estão perdidas para ele”. Santa Teresa de Ávila

Postado por Flos Carmeli às 13:46.

Estabelecidos temas e métodos do diálogo entre Santa Sé e tradicionalistas – Veritatis Splendor Blog (Notícia da Agência Zenit)

ORAÇÃO DO PAI NOSSO

Pai nosso que estais no Céu, santificado seja o Vosso Nome, venha a nós o Vosso reino, seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Fonte:Portal Enciclopédia – Igreja Católica Apostólica Romana

São Pedro, o Apóstolo - primeiro papa da Igreja Católica, ordenado por Jesus Cristo.

Este Portal pretende ser um espaço onde todos os católicos possam participar enviando artigos e noticias sobre temas da igreja , actividades das suas paróquias, catequese, escutismo etc. Inscreva-se na Enciclopédia e envie os seus trabalhos.

Igreja Católica, chamada também de Igreja Católica Romana e Igreja Católica Apostólica Romana , é uma Igreja cristã colocada sob a autoridade suprema do Papa, Bispo de Roma e sucessor do apóstolo Pedro, sendo considerada pelos católicos como o autêntico representante de Deus na Terra e por isso o verdadeiro Chefe da Igreja Universal (Igreja Cristã ou união de todos os cristãos). Seu objectivo é a conversão ao ensinamento e à pessoa de Jesus Cristo em vista do Reino de Deus.

Para este fim, ela administra os sacramentos e prega o Evangelho de Jesus Cristo. (…)

(Leia mais)…

ECLESIOLOGIA

DOUTRINA

OS DEZ MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS

SACRAMENTOS

CINCO MANDAMENTOS DA IGREJA CATÓLICA

ESTRUTURA E CARGOS

ORGANIZAÇÃO POR REGIÃO

LITURGIA E PRECE (Missal Romano)

VARIEDADES DE IGREJAS PARTICULARES: (IGREJA CATÓLICA LATINA  – a maior delas, entre as “IGREJAS CATÓLICAS DO ORIENTE” – portanto, em sua totalidade, perfazem o número de 23)

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Fonte: Veritatis Splendor – Blog

Estabelecidos temas e métodos do diálogo entre Santa Sé e tradicionalistas

26.10.2009

por Rafael Vitola Brodbeck

Em sua primeira reunião realizada nesta segunda-feira no Vaticano

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 26 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- A primeira reunião realizada nesta segunda-feira entre representantes da Santa Sé e da Fraternidade São Pio X, fundada pelo falecido arcebispo Marcel Lefebvre, serviu para propor os temas e o método com o qual a partir de agora acontecerá o diálogo.

O encontro aconteceu no Palácio do Santo Ofício, sede da Congregação para a Doutrina da Fé e da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei, encarregada do diálogo com os tradicionalistas. O evento constitui o primeiro encontro da Comissão de estudo, formada por especialistas da mesma Comissão e da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, com o objetivo de examinar as dificuldades doutrinais que continuam existindo entre a Fraternidade e a Sé Apostólica.

Como representantes da Comissão vaticana participam o dominicano suíço Charles Morerod, secretário da Comissão Teológica Internacional, o jesuíta alemão Karl Josef Becker e o vigário geral do Opus Dei, o prelado espanhol Fernando Ocariz Brana.

Um comunicado emitido pela Comissão Pontifícia Ecclesia Dei revela que o encontro aconteceu em “um clima cordial, respeitoso e construtivo; destacaram-se as maiores questões de caráter doutrinal que serão tratadas e discutidas durante os colóquios dos próximos meses, que provavelmente acontecerão duas vezes ao mês”.

Em particular, acrescenta o comunicado vaticano, “serão examinadas as questões relativas ao conceito de Tradição, ao Missal de Paulo VI, à interpretação do Concílio Vaticano II em continuidade com a Tradição doutrinal católica, aos temas da unidade da Igreja e dos princípios católicos do ecumenismo, da relação entre o cristianismo e as religiões não cristãs e da liberdade religiosa”.

“Ao longo do encontro, também se precisou o método e a organização do trabalho”, anuncia a Comissão Ecclesia Dei.

O bispo Bernard Fellay, superior da Fraternidade, nomeou como representantes o bispo Alfonso de Galarreta, diretor do Seminário Nossa Senhora Corredentora de La Reja (Argentina); o Pe. Benoit de Jorna, diretor do Seminário Internacional São Pio X de Ecône (Suíça); o Pe. Jean-Michel Gleize, professor de Eclesiologia do Seminário de Ecône; e o Pe. Patrick de La Rocque, prior do Priorado de São Luis em Nantes (França).

Postado por VS-Blog.

“Nas ocasiões em que lhe parecia ter sido abandonada pelo céu e pela terra, era imperturbável sua paciência e conformidade com a vontade de Deus. No SS. Sacramento, achava a forma necessária para a luta e para a vitória.” – sobre Santa Teresa de Ávila (ou de Jesus) – Carmelo Santa Teresa (Itajaí-SC)

Para relembrar: a citação da fonte traz a íntegra de um tema – jamais é um resumo; se assim fosse se chamaria matéria jornalística, que se baseia em várias fontes, sejam impressas ou factuais, certo? Confira o site do Carmelo Santa Teresa em sua totalidade. Prima pela simplicidade e a o mesmo tempo, profundidade e beleza. Nunca fui até o Mosteiro das Irmãzinhas Carmelitas Descalças de Itajaí-SC, e por isto não sei explicar, mas, no conjunto do site, as irmãs consagradas  me inspiram o seguinte: sensibilidade, despojamento, sinceridade. Portanto, mostram amor às criaturas e à natureza. Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz queriam isto das congregações que fundaram. Que Deus continue contemplando as suas necessidades, e que sempre  as abençoe com muito amor e com toda a paz que é possível neste mundo. Amém.

Esta biografia de Santa Teresa é muito rica em detalhes, além de estar carregada de intenso amor pela “madre e mestra” das Carmelitas Descalças; este carinho que se estende ao ramo masculino, fundado por São João da Cruz. Em breve publicarei algo mais sobre este santo, que, na minha visão era um religioso cândido, muito inteligente, simples, obstinado e extremado no amor a Deus Pai, nosso Criador.

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Fonte: CARMELO SANTA TERESA – MOSTEIRO DAS IRMÃZINHAS CARMELITAS DESCALÇAS (Itajaí-SC)

Santa Teresa Dávila (ou de Jesus)

Santa Tereza nasceu em Ávila, na Espanha, no ano de 1515. A educação que os pais deram a ela e ao irmão Roderico, foi a mais sólida possível. Acostumada desde pequena à leitura de bons livros, o espírito da menina  não conhecia maior  encanto que o da vida dos  santos mártires.   Tanto a impressionou esta leitura que, desejosa de encontrar o martírio, combinou com o irmão a fuga da casa paterna, plano que  realmente tentaram executar, mas que se tornou irrealizável, dada a vigilância dos pais.

A idéia e o desejo do martírio ficaram, entretanto, profundamente gravados no coração da  menina. Quando tinha 12 anos, perdeu a boa mãe. Prostrada diante da imagem de Nossa Senhora,  exclamou: “Mãe de misericórdia, a vós escolho para serdes minha Mãe.  Aceitai esta pobre órfazinha no número das vossas  filhas”.  A proteção admirável que experimentou durante toda a vida, da parte de Maria Santíssima,  prova que esse pedido foi atendido.

Deus permitiu que Teresa por algum tempo, enfastiando-se dos livros religiosos, desse preferência a  uma leitura profana, que poderia  pôr-lhe em perigo a alma. Também umas relações demasiadamente íntimas com parentes, um tanto levianas, levaram-na ao terreno escorregadio da vaidade.  O resultado disto tudo foi ela perder o primitivo fervor,  entregar-se ao bem-estar, companheiro fiel da ociosidade, sem entretanto chegar ao extremo de perder  a inocência.

O pai, ao notar a grande mudança que verificava na filha,  entregou-a aos cuidados  das  religiosas agostinianas.  A conversão foi imediata e firme. Uma grave enfermidade obrigou-a a  voltar para a casa paterna. Durante esta doença, percebeu o profundo desejo de abandonar o mundo e  servir a Deus, na solidão dum claustro. O pai, porém,  opôs-se a esse plano, no que foi contrariado por Teresa, que fugiu de casa, para se internar num mosteiro das Carmelitas, em Ávila. No meio do caminho lhe sobreveio uma grande repugnância pela vida religiosa, e por um pouco teria desistido da idéia. Vendo em tudo isto uma cilada do inimigo de Deus e dos homens,  seguiu resolutamente o caminho e ao transpor o limiar do mosteiro,  os receios e  escrúpulos deram lugar a uma grande calma e alegria no coração.

Durante o tempo do noviciado,  foi provada por outro relaxamento no fervor religioso que, aliás,  pouco tempo durou.  Deus mais uma vez lhe tocou o coração, mas de uma maneira tão sensível que Teresa, debulhada em lágrimas, prostrada diante do crucifixo, disse; “ Senhor, não me levanto do lugar onde estou,  enquanto não me concederdes a graça e fortaleza  bastantes, para não cair mais em pecado e servir-vos de todo coração, com zelo e constância”.  A oração foi ouvida e de uma vez para sempre, ficou extinto no coração de Teresa o amor ao mundo e às criaturas e restabelecido o zelo pelas coisas de Deus, do seu santo serviço.

Foi-lhe revelado que essa conversão era o resultado da intercessão de Maria Santíssima e  de São José. Por isso, teve sempre profunda devoção a S. José e muito trabalhou para difundir este culto na Igreja.

Profunda era a dor que sentia dos pecados cometidos e dolorosas eram as penitências que fazia, se bem que os confessores  opinassem que nenhuma dessas faltas chegava a ser grave.   Em visões lhe foi mostrado o lugar no inferno, que lhe teria sido reservado, se tivesse seguido o caminho das vaidades. De tal maneira se  impressionou com esta revelação, que resolveu restabelecer a Regra carmelitana,  em todo o rigor primitivo. Esse plano, embora tivesse a aprovação do papa Pio IV,  a mais decisiva resistência encontrou da parte do clero e  dos religiosos. Teresa, porém,  tendo a intenção de agir por vontade de Deus, pôs mãos à obra e venceu.

Trinta e dois  mosteiros (17 femininos e 15 masculinos) foram por ela fundados e outros tantos reformados.  Em todos, tanto no convento dos religiosos, como das religiosas, entrou em vigor a  antiga regra. São João da Cruz foi quem assumiu e escreveu as regras para o segmento masculino, a pedido de Santa Teresa.

Em sua biografia há capítulos ( os 11 e os seguintes), que dão testemunho da intensidade da  sua vida interior.  O que diz sobre os quatro degraus da oração, isto é, sobre o recolhimento, a  quietação, a união e o arrebatamento, é realmente aquilo que a oração da sua festa chama “pábulo da celeste doutrina”. Graças extraordinárias a acompanhavam constantemente como fossem: comunicações diretas divinas, visões, presença visível de Cristo.

Um anjo traspassou seu coração com uma seta de fogo, fato este que a Ordem carmelitana comemora na festa da transverberação do coração de Santa Teresa, em 27 de agosto.

Doloroso foi o caminho da cruz pelo qual a  Divina Providência a quis levar e não faltou quem lhe envenenasse as  mais retas intenções, quem em suas medidas de  reforma visse obra do demônio, e intervenção direta diabólica. A calma lhe voltou, quando em 1559, se confiou à direção de São Pedro de Alcântara.

Não tardou que, em 1576, no seio da Ordem se levantasse uma grande tempestade contra a reforma. Veio a proibição de novas fundações, e Teresa viu-se obrigada a se recolher a um dos conventos.  Parecia ter-se declarado o fracasso da sua obra: Foi, quando interveio o rei Felipe II. A perseguição afrouxou só pouco a pouco e, em 1580, o Papa Gregório XIII declarou autônoma a província carmelitana descalça.

Esta obra sobre-humana não teria tido o resultado brilhante que teve, se não fosse a  execução da vontade divina e se Teresa não tivesse sido toda de Deus, possuidora das mais excelentes e sólidas virtudes, dotada de grande inteligência e senhora de profundos conhecimentos teológicos.

Santa Teresa teve o dom de  ler nas consciências e predizer coisas futuras, não lhe faltou a cruz dos sofrimentos físicos e morais. No seio das maiores provações, nas ocasiões em que lhe parecia ter sido abandonada pelo céu e pela terra, era imperturbável sua paciência e conformidade com a vontade de Deus. No SS. Sacramento, achava a forma necessária para a luta e para a vitória.

Sob  o impulso de uma graça especial fez o voto de fazer sempre aquilo que a consciência lhe dizia ser o mais alto grau da vida mística. Os numerosos escritos, asseguraram-lhe um dos primeiros lugares entre os místicos.

Oito anos antes de deixar este mundo, foi-lhe revelada a hora da morte. Sentindo esta se aproximar, dirigiu uma fervorosa ordem  a todos os conventos de sua fundação ao ou reforma. Com muita devoção recebeu os santos Sacramentos, e constantemente rezava jaculatórias sobre esta: “ Meu Senhor, chegou afinal a hora desejada, que traz a  felicidade de ver-vos eternamente.“ – Sou uma filha de Vossa Igreja. Como filha de Igreja Católica, quero morrer.”   – Senhor, não me rejeiteis a Vossa face. Um coração contrito e humilhado não haveis de desprezar”.

Santa Teresa morreu em 1582, na idade de 67 anos. Logo após sua morte, o corpo da Santa exalava um perfume deliciosíssimo. Até o presente dia se conserva intacto.

Seu coração, apresentando larga e profunda ferida, acha-se guardado num precioso relicário na Igreja das Carmelitas em Alba.

“São Pedro de Alcântara, consciente de que no seguimento de Cristo nunca se pode dizer que se tenha alcançado a meta e que sempre se pode bater o próprio recorde, se lançou atrás da mais alta santidade, sem olhar o preço que isso lhe pudesse custar, atraindo a si os que, como ele, se sentiam inquietos e desejosos de alcançar a perfeição.” – Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil (19 de outubro)

São Pedro de Alcântara, monge e prior franciscano, confessor, diretor espiritual, e idoso amigo de Santa Teresa de Jesus. Co-Padroeiro do Brasil.

Fonte:  Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

SÃO PEDRO DE ALCÃNTARA

Dados biográficos

Atualidade de São Pedro de Alcântara

O Padroeiro do Brasil

Sobre São Pedro

Oração

“Para dentro e para fora da Ordem”

Sua vida tem duas vertentes bem diferenciadas e, ao mesmo tempo, complementares: para dentro e para fora da Ordem. Para dentro, foi homem de governo, desempenhando o ofício de guardião, mestre de noviços, definidor provincial e ministro provincial; e reformador da vida franciscana em seus aspectos fundamentais. Para fora, foi homem de conselho e de discernimento, acompanhando espiritualmente homens e mulheres que, sabedores de sua santidade e vida espiritual, a ele recorriam: Carlos V, que o chamou a Yuste para falar de sua alma; reis e infantes de Portugal; condes de Oropesa; Rodrigo de Chaves, a quem dedicou seu “Tratado da Oração e Meditação”; Santa Teresa de Ávila e São Francisco Borja.

Frei Pedro viveu um momento histórico, um tempo marcado por intensa inquietude espiritual e grande desejo de renovação de vida. Tempo, como diz um cronista da época, “em que todo o mundo queria entrar no paraíso”. Eram tempos carregados de intensa vida eclesial: celebração de dois Concílios ecumênicos: o Latrão V e o de Trento; três anos santos: o de 1500, com Alexandre VI, o de 1525, com Clemente VII, e o de 1550, com Júlio III; nascimento de numerosas Ordens religiosas: mínimos, barnabitas, teatinos, jesuítas, irmãos de São João de Deus, ursulinas. Tempos de grandes iniciativas missionárias, particularmente na América por obra dos mendicantes, e na Ásia, pelos jesuítas. Eram tempos também de grandes reformas ao interno da Igreja, particularmente a reforma teresiana, e de muitas outras reformas contra a Igreja: a de Martinho Lutero, na Alemanha; a de Henrique VIII, na Inglaterra e Irlanda; a de Calvino, na Escócia; a da igreja nacional na Holanda.

A Ordem dos Frades Menores participou plenamente dessas ânsias de profunda renovação e de dinamismo missionário: início da reforma capuchinha; fortaleceu-se o trabalho missionário da Ordem no Novo Mundo, iniciado pelos chamados “XII Apóstolos”, que saíram para o México em 1523, renovou-se e cresceu com a chegada de mais 150 missionários; na Espanha consolidou-se a reforma dos descalços, iniciada por Frei Juan de Puebla e Frei Juan de Guadalupe e estruturada definitivamente por Frei Pedro de Alcântara com suas Ordenações. Uma reforma que logo se estendeu pela Espanha inteira, Portugal, Brasil, México e Filipinas e que tinha como motor a “estreitíssima observância” da Regra Bulada de São Francisco, lida à luz do Testamento, sem glosas nem comentários acomodatícios.

Como Provincial, Frei Pedro entregou-se aos ofícios humildes, dedicou-se com carinho aos irmãos leigos. Cuidou dos doentes e adotou como lema de sua vida o pensamento de São Pascoal Bailón: “É preciso ter para com Deus um coração de menino, para com o próximo um coração de mãe, e para consigo mesmo um coração de juiz.”

A espiritualidade de São Pedro de Alcântara era de uma profundidade tão grande, que sem interromper a contemplação dedicava-se  aos seus deveres de estado. Acima de todos os êxtases ele colocava as obras de misericórdias, o servir Cristo na pessoa dos pobres. Frei Pedro escreveu o “Tratado da Oração e Meditação”.

Frei Pedro foi testemunha privilegiada de todos esses acontecimentos e participou ativamente em muitos deles. Apesar de seu gosto pela solidão e pela oração, não se recusou aos pedidos de conselho e orientação que pequenos e grandes, nobres e plebeus, santos e pecadores lhe faziam para se sentirem seguros nos caminhos da santidade.

São Pedro, consciente de que no seguimento de Cristo nunca se pode dizer que se tenha alcançado a meta e que sempre se pode bater o próprio recorde, se lançou atrás da mais alta santidade, sem olhar o preço que isso lhe pudesse custar, atraindo a si os que, como ele, se sentiam inquietos e desejosos de alcançar a perfeição. No momento em que muitos de seus conterrâneos se lançavam à descoberta e conquista de novos mundos e glórias humanas, Frei Pedro de Alcântara, como um dia fizeram Paulo de Tarso e Francisco de Assis, deixou tudo para ganhar Cristo e viver nele (cf. Fl 3,8).

Sua memória histórica continua viva por onde passou: El Palancar (Cáceres), lugar despojado, rico de solidão e recolhimento, pedra angular de sua reforma, modelo e referência de todas as outras fundações. Frei Pedro, que considerava a alegria espiritual “remo sem o qual não se pode navegar”, começou aqui a última etapa de sua vida; Arrábida, em Portugal, experiência de vida penitente e contemplativa, na qual o importante era manter vivo o “espírito de oração e devoção” com gestos concretos, com a busca intensa da presença de Deus, com “a mente e o coração voltados para o Senhor” (Rnb 22,19); Solitudine, em Piedimonte Matese (Itália), lugar de rigoroso silêncio, de intensa oração e penitência; Arenas de San Pedro (Ávila), com suas ermidas e capelas para recolhimento e solidão orante, onde repousam os restos mortais deste homem que, apesar de sua “áspera penitência – no dizer de Santa Teresa era muito afável… e de privilegiada inteligência”.

Frei Giacomo Bini, então Ministro Geral da OFM,  em outubro de 1999, por ocasião do V Centenário de Nascimento de São Pedro de Alcântara.

“São Pedro de Alcântara é o herói da penitência e da Contemplação do amor de Deus.” – Irmãs Franciscanas Alcantarinas (Memória – 19 de outubro)

Fonte: Irmãs Franciscanas Alcantarinas – Província Nossa Senhora Aparecida

A Espiritualidade em  São Pedro de Alcântara

(1499-1562)

São Pedro de Alcântara é o herói da penitência e da Contemplação do amor de Deus. O homem todo oração e  amante do silêncio, É a humildade em pessoa, vive profundamente a pobreza ensinada pelo evangelho, a exemplo do Pai São Francisco. Contudo não é um santo alienado em Deus, mas, pelo contrário, a prática da caridade e do serviço fraterno aos irmãos, com especial predileção nos pequenos, é parte integrante da sua vida, de sua intimidade com Deus.

São Pedro de Alcântara alimenta sua vida interior com momentos prolongados em êxtase com o Mestre, contínuo jejum, penitências diversas, dentro do  contexto da época: uso de cilício, disciplinas, dormir apenas duas horas por noite e mal acomodado em sua cela tão pequena que não lhe permitia sequer deitar-se.

Sua humildade conquista todos os corações. Frei Pedro trabalha junto com os operários na construção dos muros do convento, carrega pedras, trabalha na faxina. Pede aos benfeitores que diminuam as esmolas, pois no Espírito do “Pobrezinho” quer que o sustento do convento provenha do trabalho dos frades: pratica a mesma ternura do seráfico Pai pelos irmãos esmoleres corre-lhes ao encontro, beija-lhes os ombros, ajuda-os a depor a carga e leva-lhes os pés. Como guardião, sabe dosar a reprimenda com suavidade, a ponto de ninguém revoltar-se nem se melindrar.

O modo de ser e de viver de São Pedro de Alcântara movimenta as consciências das elites e do povo simples. Ele busca o silêncio, a solidão, mas o seu deserto está povoado de pessoas que com ele procuram  a conversão e a salvação.

Como Provincial, Frei Pedro entregou-se aos ofícios humildes, dedicou-se com carinho aos irmãos leigos. Cuidou dos doentes e adotou como lema de sua vida o pensamento de São Pascoal Bailón: “é preciso ter para com Deus um coração de menino, para com o próximo um coração de mãe, e para consigo mesmo um coração de juiz.”

A espiritualidade de São Pedro de Alcântara era de uma profundidade tão grande, que sem interromper a contemplação dedicava-se  aos seus deveres de estado. Acima de todos os êxtases ele colocava as obras de misericórdias, o servir Cristo na pessoa dos pobres.

Portanto percebemos mais uma vez, que a espiritualidade é verdadeira e coerente quando produz vida em nós e através de nós, em nossos irmãos. Oração é vida, é amar a Deus, é amar o irmão.

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“Tratado de Oração”

(São Pedro de Alcântara)

Pedido Especial do Amor de Deus

do Tratado de Oração de São Pedro de Alcântara

* Nova tradução por Frei Celso Márcio Teixeira, OFM

[Sobre todas estas virtudes, dai-me, Senhor, a graça para que vos ame com todo o meu coração, com toda a minha alma, com todas as minhas forças e com todas as minhas entranhas, assim como vós mandais. Oh toda a minha esperança, toda minha glória, todo meu refúgio e alegria! Oh mais amado dos amados, Esposo florido, Esposo suave, Esposo melífluo! Oh doçura de meu coração, vida de minha alma e descanso alegre de meu espírito! Oh belo e claro dia da eternidade, serena luz de minhas entranhas, paraíso florido de meu coração! Oh amável princípio meu e suma suficiência minha!


[Preparai, meu Deus, preparai, Senhor, uma agradável morada para vós em mim, para que, segundo a promessa de vossa santíssima palavra, venhais a mim e repouseis em mim. Mortificai em mim tudo o que desagrada a vossos olhos e fazei-me homem segundo o vosso coração. Feri, Senhor, o mais íntimo de minha alma com as setas de vosso amor e embriagai-a com o vinho de vossa perfeita caridade.


[Oh, quando será isto? Quando vos agradarei em todas as coisas? Quando estará morto em mim tudo o que há de contrário a vós? Quando serei totalmente vosso? Quando deixarei de ser meu? Quando nada além de vós viverá em mim? Quando vos amarei ardentíssimamente? Quando a chama de vosso amor me abrasará todo? Quando estarei todo derretido e traspassado com a vossa eficacíssima suavidade? Quando abrireis a este pobre mendigo e lhe descobrireis a formosura de vosso reino que está dentro de mim e que sois vós com todas as vossas riquezas? Quando me arrebatareis, me submergireis, me transportareis e escondereis em vós, onde eu nunca mais seja encontrado? Quando, removidos todos os impedimentos e estorvos, me tornareis um só espírito convosco, para que nunca me possa afastar de vós?


[Oh amado, amado, amado de minha alma! Oh doçura, doçura de meu coração! Ouvi-me, Senhor, não por meus merecimentos, mas por vossa infinita bondade! Ensinai-me, iluminai-me, encaminhai-me e ajudai-me em todas as coisas, para que nenhuma coisa se faça, se diga, a não ser o que for agradável a vossos olhos. Oh Deus meu, amado meu, entranhas minhas, bem de minha alma! Oh doce amor meu! Oh grande deleite meu! Oh fortaleza minha! Oh vida minha, valei-me; luz minha, guiai-me!


[Oh Deus de minhas entranhas! Por que não vos dais ao pobre? Enchei os céus e a terra e deixais vazio o meu coração? Se vestis os lírios do campo, cuidais com amor das avezinhas e mantendes os vermes, por que vos esqueceis de mim que de todos me esqueço por vós? “Tarde vos conheci, bondade infinita! Tarde vos amei, beleza tão antiga e tão nova! Triste foi o tempo em que não vos amei, pobre de mim, pois não vos conhecia! Cego que sou, eu não vos via! Estáveis dentro de mim, e eu andava a buscar-vos fora! Embora eu vos tenha encontrado tarde, não permitais, Senhor, por vossa divina clemência, que jamais vos deixe”.


[Visto que uma das coisas que mais vos agradam e que mais toca o vosso coração é ter olhos para contemplar-vos, dai-me, Senhor esses olhos com que vos contemple: a saber, olhos simples da pomba, olhos castos e cheio de pudor, olhos humildes e amorosos, olhos devotos e chorosos, olhos atentos e discretos para entender vossa vontade e cumpri-la, para que, contemplando-vos com estes olhos, seja por vós olhado com aqueles com que olhastes São Pedro, quando o fizestes chorar seu pecado; com aqueles olhos com que olhastes o filho pródigo, quando saístes ao seu encontro para recebê-lo e o beijastes com o beijo de paz; com aqueles olhos com que olhastes o publicano, quando ele não ousava sequer elevar os olhos ao céu; com aqueles olhos com que olhastes a Madalena, quando ela lavava vossos pés com as lágrimas dos seus; finalmente, com aqueles olhos com que olhastes a Esposa do Cântico dos Cânticos, quando lhe dissestes. “És minha amiga formosa, formosa és; teus olhos são de pomba”, para que, agradando-vos dos olhos e da beleza de minha alma, lhe dês aqueles adornos de virtudes e graças, com as quais ela sempre vos possa parecer formosa.


[Ó altíssima, clementíssima, benigníssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, um só Deus verdadeiro, ensinai-me, conduzi-me e ajudai-me, Senhor, em tudo! Ó Pai todo-poderoso, pela grandeza de vosso infinito poder, estabelecei e confirmai minha memória em vós e enchei-a de santos e devotos pensamentos! Ó Filho santíssimo, pela eterna sabedoria vossa, esclarecei meu entendimento e adornai-o com o conhecimento da suprema verdade e de minha extremada vileza! Ó Espírito Santo, amor do Pai e do Filho, por vossa incompreensível bondade, transpassai em mim toda a vossa vontade e abrasai-a com um fogo de amor tão grande que nenhuma água o possa apagar! Ó Trindade sagrada, único Deus meu e todo meu bem! Ah se eu vos pudesse louvar e amar como vos louvam e amam todos os anjos! Ah se eu tivesse o amor de todas as criaturas, com quão boa vontade vo-lo daria e transferiria a vós, embora nem este bastasse para amar-vos como vós mereceis! Somente vós podeis dignamente amar e dignamente louvar, porque somente vós compreendeis vossa incompreensível bondade e assim somente vós a podeis amar quanto ela merece, de maneira que só nesse diviníssimo peito se encontra guarda amor adequado a vós.


[Ó Maria, Maria, Virgem Maria santíssima, mãe de Deus, Rainha do céu, Senhora do mundo, sacrário do Espírito Santo, lírio de pureza, rosa de paciência, paraíso de deleites, espelho de castidade, modelo de inocência! Rogai por este pobre desterrado e peregrino e reparti com ele das sobras de vossa abundantíssima caridade. Ó vós, bem-aventurados santos e santas, e vós, bem-aventurados espíritos que ardeis no amor de vosso criador, especialmente vós, serafins, que abrasais os céus e a terra com vosso amor! Não desampareis este pobre e miserável coração, mas purificai-o, como os lábios de Isaías, de todos os seus pecados e abrasai-o com a chama desse vosso ardentíssimo amor, para que somente a este Senhor ame, somente a ele busque, somente nele repouse e more pelos séculos dos séculos. Amém

“A dimensão apostólica da vida contemplativa é « amar e fazer amar o Amor!»” – Santa Teresa de Jesus (Solenidade – 15 de outubro – Carmelo Santa Teresa-Coimbra)

Fonte: Carmelo de Santa Teresa – Coimbra

“Vossa sou para Vós nasci, que quereis Senhor de mim?” teresa_carmelocoimbra

Santa Teresa de Jesus

No dia 15 de Outubro, o Carmelo celebra
a Solenidade de Santa Teresa de Jesus.

No Carmelo de Santa Teresa
a Eucaristia será às 18.00 horas,
presidida pelo Bispo de Coimbra, D. Albino Cleto.

Convidamos todos os nossos amigos a unirem-se à
nossa alegria e gratidão a esta grande Carmelita.

VIDA

NASCIMENTO E PRIMEIROS ANOS

Teresa, quando e onde nasceste?

Nasci em Ávila, Espanha, no dia 28 de Março de 1515. O meu pai chamava-se António Sánches de Cepeda e a minha mãe Beatriz de Ahumada.

Quantos irmãos eram?

Eramos três raparigas e nove rapazes. Do primeiro casamento do meu pai nasceu: o João, a Maria e o Pedro. Ficando viúvo muito cedo voltou a casar com a minha mãe de cujo casamento nasceram: o Fernando, o Rodrigo, eu, o Lorenço António, o Pedro, o Jerónimo, o Agostinho e a Joana. A todos estimava muito e era muito querida de todos, mas o meu companheiro preferido nas brincadeiras era o Rodrigo, com o qual tinha várias aventuras!

Podias contar-nos alguma?

Sim! Juntamente com Rodrigo lia muitas vidas de Santos e um dia, quando eu tinha 7 anos de idade, despertou em nós o desejo de ganhar depressa o céu, então, os dois juntos, decidimos fugir para terra de mouros à procura do martírio. Não conseguimos, porque o meu tio, D. Francisco, nos encontrou à saída de Ávila  e arrastou-nos para casa!

Quantos anos tinhas quando ficaste sem a tua mãe?

Tinha então 14 anos, quando me apercebi do que tinha acontecido a minha primeira reacção foi ir junto de uma imagem de Nossa Senhora e pedir-lhe que daí em diante fosse a minha Mãe. Parece-me que embora o tenha feito com ingenuidade valeu-me de muito, porque sempre encontrei ajuda junto dela.

COLEGIAL E CARMELITA

Quando entraste no Colégio das Irmã Agostinhas?

Quando tinha 16 anos o meu pai, receando que me entregasse demasiado às vaidades próprias da sociedade de então, decidiu meter-me neste Colégio a fim de que aí recebesse a boa educação e formação que minha mãe já não me podia dar.

Então o teu pai queria que fosses Religiosa?

Não, pelo contrário! Quando eu, aos 20 anos, decidi optar pela vida religiosa o meu pai negou-se terminantemente a dar-me licença, o que me forçou a fugir de casa na madrugada do dia 2 de Novembro de 1935, para entrar no Convento das Carmelitas da Encarnação em Ávila.

Como foram os primeiros tempos de Carmelita?

Como se sabe no Convento da Encarnação viviam mais de cento e cinquenta monjas, foi no meio delas que comecei o meu Noviciado precisamente um ano depois de entrar e fiz a Profissão a 3 de Novembro de 1537. Foi um tempo vivido com muito fervor e alegria, até que fiquei doente… O meu pai levou-me a Bacedas para me curar, mas voltei a Ávila ainda pior!

É verdade que foste considerada como morta durante três dias?

Por incrível que pareça, é verdade! Chegaram a pôr-me cera nos olhos, como então se fazia aos cadáveres. O meu estado era grave e os médicos davam-me por perdida. Como me vi paralisada com tão pouca idade e no que haviam dado comigo os médicos da terra, determinei-me a recorrer aos do Céu, para que me sarassem, pois desejava a saúde, embora sofresse com muito alegria a sua falta. Pensava algumas vezes que, se estando boa me havia de condenar, melhor seria estar assim. Pensava, no entanto que serviria muito mais a Deus com saúde. Tomei por advogado S. José e encomendei-me muito a ele. Vi claramente que, desta necessidade, como de outras maiores, este pai me tirou com maior bem do que lhe sabia pedir. Embora tenha ficado ainda três anos paralisada e sempre mais ou menos doente, o que é isto comparado com a alegria de continuar a servir o Senhor!

Durante a viagem que fizeste a Bacedas para te curares aconteceu algo importante…

Sim, o meu tio deu-me um livro “O terceiro abecedário” que ensinava a praticar a oração de recolhimento; eu sempre fui muito amiga de livros, mas este devorei-o com especial predilecção e posso dizer que influenciou muito na minha espiritualidade e nas decisões futuras. Outro acontecimento importante foi a morte do meu pai, em 1543. Fui prestar-lhe assistência durante alguns dias e aí conheci o P. Barrón, O. P., que me ajudou a regressar à prática da oração e dos Sacramentos, de que andava um pouco distraída.

REFORMADORA E ESCRITORA

Quando começaste a reforma do Carmelo?

O primeiro Carmelo, de S. José, foi fundado em Ávila no dia 24 de Agosto de 1562, tinha então 47 anos. Aí passei os cinco anos mais tranquilos da minha vida na companhia das Irmãs que partilhavam o mesmo ideal de vida e santidade que eu.

Como surgiu a «ideia» de reformar a Ordem do Carmo?

Ao saber das rupturas na Igreja deste séc. XVI, ao ter notícias de tantos povos sem Evangelho no «novo mundo», comecei a pensar o que poderia fazer por todos eles… depois, numa conversa entre amigas, uma jovem lançou a pergunta: « E porque não fazer uma fundação, com poucas monjas, de vida mais solitária?» Não o tinha pensado, mas o Senhor mandou-me muito que o fizesse.

Quais foram as características principais que desejas-te incutir nas Carmelitas Descalças ou Reformadas?

Quis que o Convento de S. José, assim como os que lhe seguiram, fosse uma fiel IMITAÇÃO DO COLÉGIO DE CRISTO, apenas 12 Irmãs e a Prioresa, favorecendo assim o espírito fraterno, o clima familiar e a ajuda mutua. Aqui todas hão-de ser amigas, todas se hão-de amar no amor d’ Aquele que aqui nos juntou. Ao contrário da maioria dos Convento então existentes que viviam de rendas fixas, quis fundar este Convento em POBREZA, para que as que nele vivessem esperassem tudo, espiritual e material, apenas do Senhor, que nunca falta a quem O ama. Outra característica foi o clima de SILÊNCIO alternado com tempos de CONVÍVIO ENTRE AS IRMÃS, para assim favorecer a oração, a intimidade com o Senhor e alcançarmos melhor o fim para o qual o Senhor nos juntou aqui.

Foram muitas as contradições?

Sim! Quase todos se opuseram, o povo de Ávila que não queria ver-se obrigado a dar esmolas a mais um Convento, nessa altura eram às dezenas naquela cidade, alguns Sacerdotes e até as próprias freiras do Convento da Encarnação, que queriam continuar com a vida mitigada e achavam que o facto de eu querer mais radicalidade era uma injúria para elas, embora algumas me tivessem acompanhado na fundação do Convento de S. José.

Quantos Conventos fundaste em vida?

Com a ajuda e a graça do Senhor e apesar da minha fraca saúde, fundei 16 Conventos de Carmelitas Descalças em Espanha.

Fundou-se mais algum em que não tenhas ido pessoalmente?

Sim. O de Granada, que não podendo ir eu pessoalmente foi a Madre Ana de Jesus com um grupo de Irmãs e Fr. João da Cruz, primeiro Padre Carmelita Descalço.

Como se realizavam as fundações?

Com inumeráveis trabalhos e sacrifícios, cruzando os caminhos de Espanha juntamente com as Irmãs fundadoras, sempre em carros de cavalos. Por vezes o frio ou o calor eram em demasia, outras vezes os caminhos eram péssimos,… Enfim, tudo se passava com ânimo e confiança, pois tínhamos os olhos postos n’ Aquele que nos enviava e que esperava por nós no destino.

Por quem rezam as Carmelitas?

A nossa oração deve abraçar toda a humanidade, todos aqueles que pelo mundo fora mais precisam dela e aqueles que diariamente se dirigem aos Carmelos pedindo a oração das Irmãs, no entanto, temos especialmente presente duas grandes intenções: a conversão dos pecadores (aqueles que andam mais afastados de Deus, que mais O ofendem e se condenam pelos seus próprios actos) e  a santificação dos Sacerdotes. Estas intenções que o Senhor, no séc. XVI, me inspirou a pedir às Carmelitas que tivessem presentes na oração continuam a ser de maior importância, urgência e necessidade no séc. XXI.

Foi por estas alturas que começaste a escrever…

Comecei a escrever ainda estava em S. José, a pedido das Irmãs e por vontade dos meus confessores. Não foi sem algum sacrifício que o fiz entre as canseiras das fundações, o peso da doença e a falta de tempo, mas fi-lo para cumprir a vontade de Deus e sempre com o desejo de, com a minha experiência de vida, poder ajudar quem os lesse.

Sem contar as poesias, as muitas cartas e outras pequenas obras, escreveste vários livros, podias enumerá-los?

O primeiro foi o «Livro da Vida», a minha autobiografia;

depois o «Caminho de Perfeição» especialmente dedicado às minhas Irmãs que me pediam continuamente que lhes escrevesse sobre a oração;
o «Livro das Fundações» onde conto o que nelas de mais notável acontecia;
o «Castelo Interior» que eu considero uma das maiores “luzes” que o Senhor me deu; entre outros…

No final da fundação de Burgos, talvez a mais difícil de todas, Teresa chega a Alba de Tormes esgotada. A 4 de Outubro de 1582 (que passará a ser 15 pela reforma do calendário ocorrida nesse dia) ela entra definitivamente na vida para desfrutar de todo o trabalho que teve pela expansão do Reino e principalmente pelo bem da Ordem do Carmelo e da igreja. Depois de passar com valentia por aventuras, obstáculos, negociações, difamações, ameaças a si própria e à reforma iniciada, ela parte feliz exclamando:

Enfim, morro filha da Igreja!”

SANTA E DOUTORA DA IGREJA

Onde se conserva o corpo de Teresa?

Os seus restos mortais encontram-se à veneração dos fieis no Convento das Carmelitas Descalças de Alba de Tormes, onde morreu.

Quando foi beatificada?

No dia 24 de Abril de 1614, por Paulo V.

Quando foi canonizada?

No dia 12 de Março de 1622, pelo Papa Gregório XV.

Quando e porquê foi, S. Teresa de Jesus, proclamada Doutora da Igreja?

No dia 27 de Setembro de 1970, por Paulo VI. Foi a primeira mulher  a quem a Igreja atribuiu este título, porque reconheceu na sua vida um modelo exemplar e os seus escritos alcançaram um lugar eminente na literatura universal da Igreja. Assim,  a doutrina de Teresa passa a ser, não só do Carmelo, mas de toda a Igreja, que pode e deve encontrar nela ajuda e luz.

MISSÃO

“A Carmelita não tem um lugar para viver,

ela vive pelo mundo.”

«A vocação das Carmelitas  é essencialmente eclesial e apostólica.
O apostolado a que S. Teresa quis que se dedicassem suas filhas  é puramente contemplativo e consiste na oração e na imolação com a Igreja e pela Igreja” ( Const. 126 )

« Iluminados pelo testemunho de S. Teresa do Menino Jesus, padroeira das missões, todos os Carmelos procurarão fomentar o espírito missionário , que deve animar a sua vida contemplativa. » ( Const. 127 )

O Carmelo define assim a sua missão:

Buscar e viver neste mundo a presença do Deus vivo e verdadeiro que,

na pessoa de Cristo, habitou entre nós. Mediante a nossa vida esforçamo-nos por ser

testemunhas desta verdade escatológica,

sensibilizando os outros para descobrirem

a presença de Deus nas suas Vidas.

A dimensão apostólica da vida contemplativa é

« amar e fazer amar o Amor!»

(S. Teresa do Menino Jesus)

As Carmelitas apresentam a Deus na oração “as alegrias e as esperanças, as tristezas e angústias da humanidade actual.” ( G.S. )

A Carmelita é missionária, porque  tem o coração no mundo inteiro,
porque sabe que existe para os outros.

Ser Carmelita é ser Igreja com a Igreja é ter o coração aberto a todas a humanidade!

CARISMA

ESCUTA DA PALAVRA

Os primeiros ermitas do Monte Carmelo
identificaram-se como grupo ou fraternidade,
quando se uniram por um ideal comum:
Viver em obséquio de Jesus Cristo”. velinha

Tinham que realizá-lo adquirindo uma
docilidade especial ao Espírito
que se manifesta na Palavra
e que transmite a mensagem
radical do Evangelho.

Para que a palavra seja eficaz
e se converta em acção
há que aceitá-la e encarná-la.

IRMANDADE MARIANA

Quando foi exigido aos Carmelitas um nome ou

uma identificação que os distinguisse dos outros

religiosos, eles definiram-se como

“Irmãos da Bem-Aventurada Virgem

Maria do Monte Carmelo” .

Esta eleição, que vem praticamente das origens,

foi escolhida, não como distintivo honorífico,

mas como conteúdo espiritual definido,

tendo como ideal a perfeição evangélica em comunhão

com a Santa Mãe de Deus.

EM ESPÍRITO E VIRTUDE DE ELIAS

O  «eleanismo» juntamente com o marianismo definem e qualificam todos os Carmelitas.

O começo histórico da Ordem na montanha bíblica do
profeta cria uma espécie de enlace entre o Carmelo e Elias.

« Ardo de zelo pela glória do Senhor, Deus do Universo »

Deus não está nem no furacão , nem no terramoto :

o Profeta Elias encontrou-O na brisa suave.

ENCONTRO DOS IRMÃOS

A Palavra aceite com docilidade na Contemplação

traduz-se necessariamente em acção.

O Carmelo existe em favor da Igreja e dos Irmãos,  por isso projecta a sua vida de maneira a que o contacto com Deus se converta em busca do bem do próximo.

“Esta é a primeira grande peregrinação após o anúncio da visita do Papa em 2010, e a última antes de Maio do próximo ano.” (D. José Policarpo – Cardeal Patriarca de Lisboa, em 13 de outubro de 2009)

Imagem de Nossa Senhora retorna à Fátima em 13.05.2010.

Imagem da ‘Virgem Peregrina’ é recebida com festa, desde o Aeroporto até a Sé do Funchal (Agência Ecclesia – 12 de outubro de 2009)

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Fonte: Agência Ecclesia – Portugal

Fátima em festa com a perspectiva de visita do Papa

Milhares de fiéis à peregrinação de Outubro, presidida por D. José Policarpo

Santuário de Fátima - Peregrinação - 13.10.2009
Santuário de Fátima - Peregrinação - 13.10.2009

Milhares de peregrinos marcam presença esta Terça-feira no recinto do Santuário de Fátima, para participar nas celebrações da peregrinação de 13 de Outubro, este ano presididas pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa.

Esta é a primeira grande peregrinação após o anúncio da visita do Papa em 2010 e a última antes de Maio do próximo ano. D. José Policarpo lembrou, por isso, este momento especial em que “o País inteiro se prepara para receber o Sucessor de Pedro, cabeça do Colégio dos Apóstolos”.

No final da celebração, uma salva de palmas sublinhou as palavras de D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima, que lembrava a próxima vinda de Bento XVI ao Santuário.

“Queremos recebê-lo com alegria, com entusiasmo, com participação pessoal, com afecto filial ao sucessor de Pedro, que vem confirmar os irmãos na fé”, disse.

D. António Marto quis ainda fazer chegar ao Papa, através do Núncio Apostólico, presente na Cova da Iria, uma palavra de “grande alegria, grande regozijo, grande gratidão” pela viagem que empreenderá ao Santuário, no próximo ano.

“Muito Obrigado”, concluiu.

Padres atentos às necessidades concretas

Homilia de D. José Policarpo

A identidade e a missão do sacerdote estiveram no centro da homilia proferida esta manhã por D. José Policarpo. Para o Patriarca de Lisboa, a atenção à vida concreta de cada homem, “desafio a toda a Igreja, Povo Sacerdotal, é-o particularmente para nós, sacerdotes, chamados a sermos presenças vivas de Cristo Bom Pastor”.D. José Policarpo afirmou que “a dimensão sacerdotal é, no meio dos homens, a manifestação da solicitude de Deus pelas necessidades do Povo e de cada um. Ele é o pastor do seu Povo, conhece as suas ovelhas, sabe do que precisam, cuida das doentes e das débeis, vai à procura delas, carrega aos ombros a que está ferida”.

“Nas Bodas de Caná, Maria mostra essa atitude pastoral de atenção ao pequeno-grande problema que afligia os esposos. Mostra-o quando diz a Jesus: «não têm vinho» (Jo. 2,5). Que solicitude, que atenção ao pormenor, que capacidade de avaliar um problema pessoal”, precisou.

Em pleno ano sacerdotal, D. José Policarpo afirmou que “o sacerdócio é um mistério de amor, do amor infinito de Deus pelo homem que criou à sua imagem, que destinou a partilhar, na intimidade com Ele, a comunhão de amor, onde encontrará a plenitude da vida”.

“Desse desígnio eterno o homem afastou-se e continua a afastar-se pelo pecado. O sacerdócio resume toda a pedagogia salvífica de Deus: suscita na humanidade o fermento dessa vocação sublime de amor; apesar do pecado, renuncia aos critérios do mundo e deixa-se guiar pela Palavra do Senhor, oferecendo-lhe a sua vida e aprendendo a vivê-la como expressão de louvor”, acrescentou.

O Cardeal-Patriarca referiu que “todos os membros da Igreja são sacerdotes porque são ungidos pelo espírito Santo” e, referindo-se aos padres, lembra que “são ungidos e consagrados pelo Espírito na sua ordenação”. Por isso, recorda que o ministério sacerdotal é fecundo por obra do Espírito Santo. Isto, nas palavras do Patriarca de Lisboa, significa que “a Deus nada é impossível”.

A função sacerdotal passa por “reconhecer e fazer memória da acção salvífica de Deus”, oferecer “a Deus sacrifício de louvor” – de forma particular na “oferta da sua vida a Deus”, proclamar a Palavra que nos revela o amor de Deus e levar o povo a escutá-la e a segui-la, pondo-a em prática”.

O Patriarca de Lisboa considera que “nem podemos imaginar a intensidade com que Maria amou o mundo, encarnando a intensidade do amor salvífico de Deus. Essa intensidade comoveu o próprio coração de Deus, a ponto de o mensageiro divino a saudar como a «cheia de graça», aquela que vive a plenitude do amor”.

“Na sua vocação, ao aceitar o chamamento de Deus, onde ela identifica o desígnio salvífico, ao partilhar com o seu Filho o sacrifício redentor, Maria viveu, na radicalidade do seu coração o amor sacerdotal”, defendeu.

Presentes na Cova da Iria, onde há 92 anos se deu o acontecimento conhecido como “Milagre do Sol” estão 92 grupos de 22 países.

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Visita do Papa a Portugal

Nota Pastoral do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa

1. Júbilo e Gratidão

O Santo Padre Bento XVI, correspondendo ao convite, várias vezes reiterado, dos Bispos portugueses bem como ao convite do Senhor Presidente da República, aceitou visitar o nosso País, por ocasião da peregrinação aniversária de 12 e 13 de Maio a Fátima, no próximo ano. O anúncio da visita suscitou, de imediato, um sentimento de júbilo e regozijo entre o nosso povo. Trata-se da concretização de um desejo, ansiosamente esperada, que muito nos honra e distingue, até porque Bento XVI escolhe os gestos e as viagens que faz, com motivações espiritualmente profundas e teologicamente ricas.

Queremos, pois, agradecer, de todo o coração, ao Santo Padre e corresponder a esta honra com aquele amor ao Papa que é uma dimensão profunda do catolicismo português. A comunhão visível com o Sucessor de Pedro, fisicamente presente entre nós, será, mais uma vez, ocasião da expressão espontânea desse amor à sua pessoa, ao seu magistério e ao seu serviço universal e de fidelidade à Igreja.

2. Peregrino de Fátima

O Santo Padre vem, essencialmente, como peregrino de Fátima, onde encontrará uma expressão viva de todas as Igrejas de Portugal.

A sua vinda a Fátima coincide com o décimo aniversário da beatificação dos pastorinhos Francisco e Jacinta e com as comemorações do centenário do nascimento da Jacinta. Todavia, projecta-se no horizonte mais amplo das suas peregrinações aos maiores santuários marianos espalhados pelo mundo, como grandes centros de evangelização.

Quando o Papa se faz peregrino, na qualidade de Pastor universal da Igreja, é toda a Igreja que peregrina com ele. Por isso, esta sua peregrinação reveste um grande significado pastoral, doutrinal e espiritual.

Ele conhece como ninguém o cerne e o alcance da Mensagem de Fátima, de que se tornou intérprete singular com o seu Comentário Teológico ao “terceiro segredo”, quando era Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Já como Papa, na visita ao Brasil, evocando o nonagésimo aniversário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, não hesitou em falar da “mais profética das aparições modernas”. Sabe, pois, muito bem qual é a actualidade e a importância de Fátima para a Igreja e para o mundo, tal como as exprimiu o Papa João Paulo II, de santa memória: “De Fátima irradia para todo o mundo uma mensagem de conversão e de esperança; uma mensagem que, em conformidade com a fé cristã, está profundamente inserida na história… O apelo que Deus nos faz chegar através da Virgem Santa conserva intacta, ainda hoje, a sua actualidade”.

A peregrinação do Santo Padre a Fátima é, assim, uma interpelação para nós. O Santuário de Fátima, onde se torna viva e actual a Mensagem de Nossa Senhora, é hoje um elemento importante para a evangelização e para a edificação da Igreja no nosso País. Nós, os Bispos, estamos conscientes da importância decisiva deste Santuário. Desejamos que ele exprima o lugar particular de Maria no mistério de Cristo e da Igreja, como estrela da evangelização.

Maria, que o Papa chama “Estrela do mar” na encíclica “Spe salvi”, é aquela que acompanha a viagem de cada um de nós e de toda a Igreja no mar da vida e da história com o amor vigilante e atento de uma mãe que ama os seus filhos e deseja a sua felicidade. E na viagem indica a Luz verdadeira que é Jesus e convida a fixar nele o nosso olhar, repetindo a cada um de nós o que disse aos serventes nas bodas de Caná: “Fazei tudo o que Ele vos disser”.

Maria é também a “Estrela da esperança” porque indica continuamente a meta, o porto seguro e feliz, a comunhão eterna e definitiva com Deus e com todos os homens, os novos céus e a nova terra onde habitará para sempre a justiça.

Neste sentido, a visita do Santo Padre quer também encorajar o empenho constante e generoso na obra de evangelização, ajudando a passar de uma religiosidade tradicional a uma fé adulta e pensada, capaz de testemunho corajoso em privado e em público, que saiba enfrentar os desafios do secularismo e do relativismo doutrinal e ético, típicos do nosso tempo, que Bento XVI lembra frequentemente.

3. Acolher e acompanhar o Papa peregrino

Neste momento, ainda não está definido o programa da visita do Santo Padre. Na próxima Assembleia dos Bispos, em Novembro, reflectiremos sobre como prepará-la espiritualmente, a fim de que possamos vivê-la como um momento de graça e uma significativa experiência cristã para a Igreja em Portugal.

Desde já convidamos todos os fiéis a acolher o Santo Padre em verdade, como Sucessor de Pedro que vem confirmar os irmãos na fé, e com afecto e participação pessoal, unindo-nos em oração às suas intenções pela Igreja e pelos grandes anseios da humanidade.

Elevemos, pois, a nossa oração à Virgem Maria, Mãe da Igreja, Nossa Senhora de Fátima, para que, com a sua bondade materna, acompanhe os passos do Santo Padre nesta peregrinação e o assista no seu ministério de Sucessor de Pedro, que nos preparamos para acolher e acompanhar com alegria, entusiasmo e devoção filial.

Fátima, 6 de Outubro de 2009

Festa da Padroeira do Brasil – Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Neste dia comemoramos a Festa da Padroeira do Brasil – Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Nosso co-Padroeiro é São Pedro de Alcântara, confessor, conselheiro e idoso amigo de Santa Teresa de Ávila. A amizade surgiu principalmente do ideal de ambos por reformas na vida monástica de seu tempo – século XVI. Faleceu em 18 de outubro, mas o dia dedicado pela Igreja Católica à sua memória  é 19 de outubro.

Em 6 de fevereiro de 1818, D. João VI foi aclamado Rei de Portugal, estando no Brasil; para agradecer a Nossa Senhora da Conceição, criou a Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, porque é em Vila Viçosa, Portugal, o Solar da Padroeira deste país. Dom Pedro I, sucedendo ao pai, confirmou o Brasil e o Império à proteção de Nossa Senhora da Conceição, associando-lhe São Pedro de Alcântara.

Todo o Brasil, desde os primórdios da colonização, sempre pertenceu de direito a Nossa Senhora da Conceição. O Alvará Régio das Cortes Portuguesas de 25 de março de 1646, promulgado por Dom João IV, proclamou Nossa Senhora da Conceição como Padroeira e Rainha de Portugal e de todos os domínios portugueses, conferindo a ela as honras de soberana e oferecendo-lhe a coroa real. A partir de então, nas representações e retratos, os monarcas da Dinastia de Bragança não mais ostentaram a coroa, que aparece sobre uma almofada, e a cerimônia da coroação dos reis de Portugal passou a denominar-se Aclamação. Como fosse o Brasil colônia de Portugal, foi também posto sob a soberania e proteção de Nossa Senhora da Conceição; por isso muitas cidades brasileiras nasceram da invocação de Nossa Senhora da Conceição.

A Imaculada Conceição, de Migliaccio.

A Imaculada Conceição de Maria é um dogma da Igreja Católica Romana. Definido no século XIX, sua festa litúrgica é celebrada em 8 de Dezembro. Segundo o Dogma, a Igreja confessa e crê que a Bem Aventurada Virgem Maria foi preservada do pecado original desde o primeiro instante de sua existência.

O bom senso dos fiéis sempre acreditou na imunidade de Maria do pecado original. Tanto no Oriente como no Ocidente, há grande devoção à Maria enquanto mãe de Jesus e “Virgem sem Pecado”, notados desde os primórdios do cristianismo, quando o dogma da Imaculada Conceição já era tido para os fiéis como verdade de fé.

Os escritos cristãos do século II testemunhavam a ideia, concebendo Maria como nova Eva, ao lado de Jesus, o novo Adão, na luta contra o mal. O Protoevangelho de Tiago, obra apócrifa antiga, narrava Maria como diferente dos outros seres humanos. No século IV, Efrém (306-373), diácono, teólogo e compositor de hinos, propunha que só Jesus Cristo e Maria de Nazaré são limpos e puros de toda a mancha do pecado.

Já no século VIII se celebrava a festa litúrgica da Conceição de Maria aos 8 de dezembro ou nove meses antes da festa de sua natividade, comemorada no dia 8 de setembro. No século X a Grã-Bretanha celebrava a Imaculada Conceição de Maria.

Na Itália do século XV o franciscano Bernardino de Bustis escreveu o Ofício da Imaculada Conceição, com aprovação oficial do texto pelo Papa Inocêncio XI em 1678. Foi enriquecido pelo Papa Pio IX em 31 de março de 1876, após a definição do dogma com 300 dias de indulgência cada vez que recitado.

Aos 8 de dezembro de 1854, Pio IX, na Bula Ineffabilis Deus, fez a definição oficial do dogma da Imaculada Conceição de Maria. Assim o Papa se expressou:

“Em honra da santa e indivisa Trindade, para decoro e ornamento da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica, e para incremento da religião cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, e com a nossa, declaramos, pronunciamos e definimos a doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, essa doutrina foi revelada por Deus e, portanto, deve ser sólida e constantemente crida por todos os fiéis”

Em 1858 Bernadete Soubirous, uma jovem pobre e de pouca instrução, afirmou ter visto uma aparição que se auto-denominou de “Imaculada Conceição” na localidade Lourdes, diocese de Tarbes na França. O caso foi submetido às autoridades civis locais e eclesiásticas, após o que o bispo de Tarbes deu por confirmadas as aparições como sendo da Virgem Maria. As autoridades civis francesas se viram impotentes para impedir a devoção de milhares de peregrinos na época, hoje Lourdes se transformou num lugar de peregrinação internacional de milhões de católicos devotos da Virgem Maria.

Nossa Senhora da Conceição Aparecida é um título dedicado a Maria Santíssima, Mãe de Jesus, depois da aparição de uma pequena imagem nas águas do Rio Paraíba do Sul, na atual cidade de Aparecida. A imagem de Nossa Senhora da Conceição foi encontrada por três pescadores em outubro de 1717, por isso foi lhe atribuído o título de “Aparecida”, por ter sido encontra nas águas do rio. Com o crescimento da devoção foi lhe construída uma igreja que depois tornou-se Basílica Menor. Devido aos muitos milagres acontecidos em Aparecida e grande fé do Povo de Deus, Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi proclamada pelo Papa Pio IX “Rainha e Padroeira do Brasil”. A Catedral Basílica do Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida localiza-se em Aparecida, no estado de São Paulo, e a sua festa é comemorada, anualmente, a 12 de outubro.

Postado por Basílica Santuário de Nossa Senhora da Conceição.

Santa Teresinha de Jesus e da Sagrada Face – Memória e festa – 1° de outubro (Editorial – “A Arte da Luta, a Arte da Fuga”: Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus – Ordem dos Carmelitas Descalços-OCD)

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Gostei muito das ideias transmitidas no editorial abaixo, publicado no site da Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus, no bairro Higienópolis, São Paulo. Fala do combate espiritual que travam os que querem ser fiéis a Deus. O trecho a seguir sintetiza o seu conteúdo: “No bom combate da vida humana não estamos sozinhos, temos um general: O Senhor dos Exércitos, o nosso Deus, que combate conosco. Ele está no meio de nós!”. A propósito, este editorial nos informa sobre a surpreendente “saída estratégica” de Santa Terezinha diante de um assunto desagradável. Ela se encontra à frente da madre superiora, ao lado de uma de suas irmãs de convento, que não a poupa de ouvir um longo discurso sobre seu comportamento. Nada além de uma queixa banal, infundada, mas irritante.  É simplesmente genial a fundamentação que Santa Teresinha dá à sua decisão de recuar… Por alguns dias vou refletir (percebi que tenho temperamento parecido…) sobre como vou aplicar à minha vida este ensinamento da jovem Santa de Lisieux. Ela era avessa a demonstrações de sabedoria, mas como dizem, pensava com “sua própria cabeça”… Demonstra estar ciente de que travava um combate espiritual. Como sabemos, recebeu da Igreja o título de “Doutora da Igreja”. Paradoxalmente, desfazia de si mesma, ou seja, de sua capacidade de compreender escritos teológicos aprofundados, que considerava sábios. Preferia a Bíblia. Por certo, não se referia a Santo Agostinho, São Jerônimo ou São Tomás de Aquino. Em bibliotecas de universidades confessionais há obras que não falam de elementos universais da Fé, e sim sobre a visão de mundo do teólogo. Aliás, em geral, sobre sua visão ideológica… Foi o que constatei in loco, entre as estantes… A simplicidade dá clareza a raciocínios complexos. Percebo isto no Papa Bento XVI. (Lúcia Barden Nunes)

Fonte/imagem: Paróquia Nossa Sra. Monte Serrate.

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Fonte:  PARÓQUIA STA. TERESINHA DO MENINO JESUS (Ordem dos Carmelitas Descalços-OCD-)

Editorial

A Arte da Luta,

a Arte da Fuga

O cristão atravessa a vida combatendo o bom combate. A luta é árdua, pois o homem é fraco e os inimigos são muitos. São João da Cruz, na sua linguagem medieval, aponta três inimigos da alma: a carne, o mundo e o demônio. Na linguagem atual, diríamos que a carne é o nosso eu, com a sua tendência natural ao orgulho e ao egoísmo. O mundo, diríamos, são os contravalores, ou falta de valores, da sociedade que nos rodeia. E o demônio, é aquele que estimula (tentação) a infeliz união das duas coisas: a carne e o mundo, ou seja, o nosso eu orgulhoso e egoísta é continuamente influenciado e alimentado pelos falsos valores da cultura atual. E vice-versa.

No Evangelho, Jesus nos ensina, com teoria e prática, a arte da guerra espiritual. As armas e as estratégias são: amar o inimigo, dar a outra face aos que nos batem, perdoar setenta vezes sete, renunciar a si mesmo, arrancar o olho se for preciso, cortar a mão se for preciso, enfim, fazer o bem sempre e a todas as pessoas que cruzarem o nosso caminho. Resumindo: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”, ordenou Jesus. O único modo de vencer ou diminuir o mal é fazer o bem! No bom combate da vida humana não estamos sozinhos, temos um general: O Senhor dos Exércitos, o nosso Deus, que combate conosco. Ele está no meio de nós! Sob a orientação do Espírito de Deus avançamos no caminho da vida e, apesar dos medos e das fraquezas, temos a certeza da vitória, pois nós cremos e nos apoiamos na força do amor do Pai. No entanto, faz parte da estratégia da guerra recuar, aliás, no combate espiritual, temos, em algumas ocasiões, até mesmo de fugir. Santa Teresinha nos dá um exemplo da arte da fuga. Escreveu ela sobre um pequeno, mas desagradável, desentendimento que teve com uma irmã do mosteiro: “A pobre irmã a quem eu resistira, começou a desfiar um verdadeiro discurso, cujo fundo era o seguinte: foi a Irmã Teresa do Menino Jesus quem fez barulho… Meu Deus, como ela é enjoada… etc. Eu, sendo de opinião totalmente contrária, tinha muita vontade de defender-me. Felizmente, ocorreu-me uma ideia luminosa. Pensei comigo que, se começasse a justificar-me, não conservaria a paz de minha alma. Sentia também que não tinha virtude suficiente para me deixar acusar sem reagir. Minha última tábua de salvação foi a fuga. Dito e feito. Afastei-me toda caladinha, deixando a irmã continuar seu discurso [para a Madre superiora], que parecia as imprecações de Camilo contra Roma. Meu coração batia tão forte que não me foi possível ir longe e sentei-me na escada para saborear em paz os frutos de minha vitória. Não foi nenhuma bravura, não é verdade, querida Madre? Creio, porém, ser melhor não se expor ao combate, quando a derrota é certa” (MC, 15).

Assim, na guerra espiritual, tanto a luta quanto a fuga, se motivadas pela busca do bem maior, têm um sabor especial de vitória, independentemente do resultado, pois nos aproximam do amor de Deus. Daí Santa Teresinha ter provado, na aparente derrota, a grandeza da graça de Deus.

(EDITORIAL)

Postado por  PARÓQUIA STA. TERESINHA DO MENINO JESUS (Ordem dos Carmelitas Descalços-OCD).

“Ora, quando o Arcanjo Miguel discutia com o demónio e lhe disputava o corpo de Moisés, não ousou fulminar contra ele uma sentença de execração, mas disse somente: Que o próprio Senhor te repreenda” (Jd 1,9) – (Senhora da Nazaré – “Sobre São Miguel Arcanjo” – Portugal)

Por uma questão de espaço, acesse o novamente, ao final do post, o blog da Capelinha de Nossa Senhora de Nazaré – “Sobre São Miguel Arcanjo”, que traz a íntegra da Novena de São Miguel Arcanjo e dos Nove Coros d’Anjos, aprovada pelo papa Pio IX. No texto, logo abaixo, ele afirma:“Deus, na primeira luta, venceu, servindo-se do Arcanjo São Miguel, devemos, portanto, acreditar firmemente que a luta actual terminará triunfante e também, como outrora, com o socorro e ajuda deste Arcanjo bendito!”. Por admiração ao papa Leão XIII, publiquei o 5º dia, que é denominado “Exorcismo de Leão XIII”.

Acredito, por pesquisas que fui encontrando na internet, que a aparição de Nossa Senhora em Fátima tem estreita ligação com São Miguel Arcanjo, devido à batalha espiritual que ambos travaram, na Anunciação e no combate celeste, respectivamente. Jesus se referiu ao Maligno, dizendo que por esta razão veio até nós: para que os poderes das trevas não triunfassem sobre as criaturas de Deus. Devemos aprofundar mais este “elo espiritual” de Nossa Senhora e o Arcanjo São Miguel porque, a meu ver, envolve a minha, a nossa salvação em Cristo Jesus. São inúmeros os perigos a que nossa alma está exposta. Alguns são sutis, outros se mostram dramáticos, e pior, a maioria deles são insidiosos porque nos distraem da vontade de Deus… Santa Teresa de Jesus fala bastante da ameaça real de nem “merecermos” o purgatório das almas… A Eternidade será nossa companhia; o mundo passará…

Durante a minha infância lia, ou melhor, esquadrinhava o “Almanaque Santo Antônio” e outra publicação jesuíta “Anuário Inaciano”. Nestas leituras encantadoras descobri os relatos sobre as aparições de Nossa Senhora, em Fátima. Foram leituras inesquecíveis. Meu avô materno havia entrado para o seminário Cristo Rei, na região do Vale do Rio dos Sinos, mais especificamente em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Com sua saída para casar com minha avó, por certo comprou as publicações quando minha mãe e meu tio foram alfabetizados. Minha mãe buscou as novas publicações, por assinatura, nos anos posteriores. No início de minha adolescência assinou a “Revista Família Cristã”. Agradeço a ela por tais iniciativas (pelo que me lembro  somente eu e ela líamos…). São tentativas de compor a bagagem religiosa dos filhos. Mulheres inteligentes, quando se tornam mães , põem em prática o que o Espírito Santo lhes sopra com sutileza… Para minhas irmãs bem mais novas e meu irmão não surtiu um contínuo e vivo interesse. É o que dizem: todos temos livre-arbítrio. Talvez passassem os olhos pelos anuários. Hoje, se fossem meu filhos, este gesto mínimo já me agradaria.

Havia notícias do  mundo católico e textos, algumas bem antigos (história de santos, santas, do Padre João Baptista Reus, por exemplo, me fascinavam…). Portanto, tive formação religiosa sólida através de minha mãe, que sempre recitou o Rosário.Há algum tempo, uma doença a pegou de surpresa, mas agora está praticamente recuperada. Que Deus a ilumine, a fortifique na Fé, que nos traz o discernimento, necessário a todos, e a abençoe. Amém. Afinal, ninguém, nem nada poderá nos afastar do Amor de Deus, como dizem os sacerdotes ao interpretarem as palavras das Escrituras Sagradas. Amém.

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Logo abaixo haverá menção ao Confiteor (palavra que tem origem no latim, bem como a oração). Como não teria condições (pelo teclado) de publicá-la, ofereço a versão em língua portuguesa. Esta oração precede a novena, quando se formula o pedido , de acordo com  minha pesquisa sobre o “Confiteor”, e depois se recita três Pai-Nossos, três Ave-Marias, três Glórias ao Pai. A seguir recita-se a oração do dia.

CONFITEOR (CONFESSO-ME)

Eu pecador confesso-me a Deus Todo-Poderoso, à Bem-Aventurada Virgem Maria, ao Bem-Aventurado São Miguel Arcanjo, Ao Bem-Aventurado São João Batista, aos Santos Apóstolos, São Pedro e São Paulo. a todos os santos e a vós, Padre, porque pequei muitas vezes, por pensamentos, palavras e obras (bate-se por três vezes no peito), por minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa. Portanto, rogo à Bem-Aventurada Virgem Maria, ao Bem-Aventurado São Miguel Arcanjo, ao Bem-Aventurado São João Batista, aos santos Apóstolos, São Pedro e São Paulo, a todos os Santos e avós, Padre, que rogueis a Nosso Senhor por mim.

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São Miguel Arcanjo combate o anjo rebelde e o expulsa do Céu.

Fonte: Senhora da Nazaré – Capelinha de Nossa Senhora da Nazaré (Fátima – Portugal)

Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Sobre São Miguel Arcanjo

“Quem como Deus”

“Quis ut Deus”

“Eu sou o chefe dos exércitos do Senhor” (Js 5,14)

“Naquele tempo, surgirá Miguel, o grande chefe, o protector dos filhos do seu povo. Será uma época de tal desolação, como jamais houve igual desde que as nações existem até aquele momento” (Dn 12,1)

“O chefe do reino persa resistiu-me durante vinte e um dias; porém Miguel, um dos principais chefes, veio em meu socorro” (Dn 10,13)

“Contra esses adversários não há ninguém que me defenda a não ser Miguel, vosso chefe” (Dn 10,22)

“Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus anjos travaram combate, mas não prevaleceram. E já não houve lugar no céu para eles.” (Ap 12,7-8)

“Ora, quando o Arcanjo Miguel discutia com o demónio e lhe disputava o corpo de Moisés, não ousou fulminar contra ele uma sentença de execração, mas disse somente: Que o próprio Senhor te repreenda” (Jd 1,9)

Disse o Papa Beato Pio IX: “São Miguel é quem tem maior capacidade para exterminar as forças malditas, filhas de satanás, que geraram a ruína da sociedade cristã”.

O Papa São Pio X disse: “Deus, na primeira luta, venceu, servindo-se do Arcanjo São Miguel, devemos, portanto, acreditar firmemente que a luta actual terminará triunfante e também, como outrora, com o socorro e ajuda deste Arcanjo bendito!”.

O Papa Pio XII proclamou em 08 de maio de 1940, que: “era urgente hoje, mais do que nunca, recorrer à protecção de São Miguel, lembrando que ele é o protector e o defensor da igreja e dos fiéis, o guardião do Paraíso, o apresentador das almas junto de DEUS; o Anjo da Paz e o Vencedor de satanás”.E no dia 08 de maio de 1945, fez novamente outro apelo: “Desfraldai o Estandarte do insigne Arcanjo, repeti o seu grito: QUEM É COMO DEUS?”.

São Francisco de Sales dizia: “A veneração a São Miguel é o maior remédio contra a rebeldia e a desobediência aos mandamentos de Deus, e contra o ateísmo, asceticismo e a infidelidade.” Precisamente, estes vícios são muitos evidentes nos nossos tempos. Mais do que nunca na nossa era actual necessitamos da ajuda de São Miguel a fim de mantermos fieis a Fé. O ateísmo e a falta de fé estão infiltrado todos os sectores da sociedade humana. É nossa missão como fieis católicos confessar nossa fé com valentia e gozo, e demonstrar com zelo nosso amor por Jesus Cristo”

E São Boaventura disse: “Nossa Senhora nos manda o Príncipe São Miguel com todos os Anjos, para que imediatamente os defenda das investiduras dos demónios e recebam as almas de todos os que a Ela continuamente se têm encomendado.”

Novena de São Miguel Arcanjo e dos Nove Coros d’Anjos

Conforme o testemunho piedoso do arquidiácono d’Évreux, o Sr. Boudon, o mais fervoroso apóstolo dos Santos Anjos no séc. XVIII, essa prática devocional obtém “graças extraordinárias”. Por causa dela, ele presenciara “maravilhas… e a ruina dos poderes demoníacos nos misteres mais importantes”. Além disso afiança que esse é um meio eficacíssimo para lograr o socorro do Céu durante as calamidades públicas e as dificuldades pessoais.A Novena de São Miguel e dos Nove Coros d’Anjos pode se fazer a qualquer tempo, em comum ou sozinho. Não há fórmulas prescritas. Propomos tão-somente as orações abaixo. Pode-se, se for do agrado, adotá-las outras.
Nas condições ordinárias, pode-se lucrar uma indulgência plenária no curso da novena (em dia a se escolher) ou depois de oito dias consecutivos.
Pio IX, 26 de novembro de 1876.
A cada dia:
Recitar o Confiteor, formular o pedido, depois recitar três Pai-Nossos, três Ave-Marias, três Glórias ao Pai.
O Confiteor

1. Confiteor (Eu me confesso)

O que é o Confiteor?

Uma oração na qual nos reconhecemos diante de Deus como pecadores.

É uma ciência se saber pecador?

É uma ciência rara e preciosa, a qual só podemos alcançar por uma  graça gratuita de Deus.

A que nos conduz essa tão rara ciência?

Pedir e obter de Deus o perdão de nossos pecados.

E o que é o Confiteor nessa ciência?

É como o resumo dessa ciência, é a penitência em prática, ou melhor, é o ato de contrição dramatizado.

Porque dramatizado?

Porque nele está a constituição de um grande tribunal, a instrução da causa, a defesa dos advogados e enfim uma sentença que não é nunca uma condenação.

Isso pede uma explicação.

2. O tribunal

Qual é esse tribunal mencionado no Confiteor?

É o tribunal do próprio Deus, o soberano Juiz, tendo como assessores toda a corte celeste.

Porque razão pomos no papel de juizes todos os santos do céu?

Porque Deus nos assegura que os santos julgarão com ele e também por uma razão que descobriremos depois.

Quais são os santos designados no Confiteor?

Primeiramente a Santíssima Virgem, depois são Miguel, o primeiro dos Anjos, são João Batista, o primeiro dos santos, são Pedro o primeiro dos apóstolos e dos Papas, são  Paulo seu companheiro de apostolado e de martírio, depois todos os santos do céu.

Mas não se nomeia também o padre?

Sim, o padre é nomeado depois de Deus e dos santos.

Porque?

Porque no sacramento da Penitência ele é o ministro de Deus para pronunciar a sentença que é a do próprio Deus.

3. A instrução da causa

Como se faz a instrução da causa nos tribunais humanos?

Ouvindo as testemunhas e a confrontação das testemunhas com o que diz o acusado.

É a mesma coisa no tribunal de Deus?

Não, porque aqui toda a instrução consiste na acusação do culpado, confissão que está significada desde o começo pelas palavras: Eu me confesso, Confiteor.

Quais são as acusações do culpado?

Ele confessa seus pecados de pensamento, palavras e atos.

Quais são as conseqüências dessas acusações?

Estando o tribunal suficientemente instruído, segue em frente e  ouve a  defesa.

Mas como encontrar defensores se o pecador já confessou tudo?

É precisamente a confissão do culpado que vai se tornar o grande meio da defesa. Assim quis a eterna bondade do Deus de misericórdia.

4. A defesa

Quais serão os defensores do culpado?

Todos os assessores do soberano Juiz.

Como podem os juizes se transformarem em advogados?

Ao pedido da oração do pecador, todos os santos se voltarão para Deus e pedirão misericórdia.

Como o pecador os incita a lhe prestarem tão bom oficio?

Como os nomeou na primeira vez para juízes, nomeia todos na mesma ordem, lhes suplicando que sejam seus intercessores junto ao Senhor nosso Deus.

E os santos aceitarão esse convite?

Sem dúvida, sua caridade para conosco os levarão a isso e acolherão sempre nossos pedidos com tanto mais empenho quanto mais completa nossa confissão.

E Deus, escutará sua defesa em nosso favor?

Sim, porque está escrito que ele não quer a morte do pecador, mas que ele viva (Ez.XXX,11)

5. A sentença

Depois disso, qual será a sentença?

O pecador que se confessa, que põe sua confiança na bondade de Deus e na intercessão dos santos, indica por si mesmo a fórmula.

Como ele concebe a sentença?

Ele reclama para si mesmo uma sentença de perdão, e a pede ao Deus todo poderoso e misericordioso.

E o próprio Deus julga assim?

Sim, porque Nele, todo homem penitente encontra graça e misericórdia

Sendo assim, como devemos dizer nosso Confiteor?

Devemos dize-lo com o pensamento no julgamento final onde tudo será revelado, tudo será julgado; mas então será um julgamento de justiça, e agora imploramos um julgamento de misericórdia.

Podemos afastar de nós o julgamento de justiça?

Sim, pedindo agora a misericórdia de Deus, recebendo a sentença de nosso perdão na absolvição do padre.

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Novena de São Miguel Arcanjo e dos Nove Coros d’Anjos

A cada dia:
Recitar o Confiteor, formular o pedido, depois recitar três Pai-Nossos, três Ave-Marias, três Glórias ao Pai.
Encerrar com a seguinte oração (conforme o dia)…

PRIMEIRO DIA (em honra aos Serafins)

SEGUNDO DIA (em honra aos Querubins)

TERCEIRO DIA (em honra aos Tronos)

QUARTO DIA (em honra das Dominações

QUINTO DIA (em honra às Potestades)

São Miguel Arcanjo, a quem a Santa Igreja venera como guardião e protetor, a vós o Senhor confiou a missão de introduzir na celeste felicidade as almas resgatadas. Implorai ao Deus da Paz para calcar satanás a nossos pés, a fim de que não possa mais reter os homens em cadeias e lesar a Santa Madre Igreja. Apresentai ao Altíssimo nossas orações, para que instantemente o Senhor faça-nos a misericórdia. A vós também imploramos, vós que aprisionastes o dragão, o diabo-satã da antiga serpente, e que o lançastes acorrentado no abismo, para que não mais seduzisse as nações. Ámen. (Exorcismo de Leão XIII)

SEXTO DIA(em honra às Virtudes)

SÉTIMO DIA (em honra aos Principados)

São Miguel Arcanjo, que tendes por missão reunir as orações, dirigir os combates e pesar as almas, presto homenagem à vossa beleza – em tudo semelhante a beleza de Deus e que, segundo o Verbo Eterno, como vós não há outro espírito igual. Presto homenagem ainda a vosso poder sem limites em favor daqueles que são vossos devotos, e à vossa vontade toda em harmonia com o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria, para o bem dos homens [1]. Defendei-me contra os inimigos da alma e do corpo. Tornai-me sensível à consolação de vossa assistência invisível e aos efeitos de vossa terna vigilância. Ámen.
[1] Ven. Filomena de Santa Colomba.

OITAVO DIA(em honra aos Arcanjo

NONO DIA (em honra aos Anjos)

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Segundo uma antiga fórmula de oração.

Nihil Obstat :Constantiis, die 18 a feb. 1949L. LERIDEZc. d.Imprimatur+ JEANÉvêque de Coutances et Avranches

“Glorioso Arcanjo São Miguel, Príncipe da Milícia Celeste, protector das almas, eu vos chamo e invoco para que me livres de toda adversidade e de todo pecado, fazendo-me progredir no serviço de Deus e conseguindo-me Dele a graça da perseverança final, para que eu possa habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida.Amém.”

Publicada por Senhora da Nazaré (Portugal).