“Compaixão no seu sentido mais amplo, no seu sentido divino, é um sentimento que está muito longe do entendimento humano” (Canto da Paz)

Fonte/imagem/artigo: Olhai os Lírios do Campo – Padre Dalmo Radimack

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Fonte: Canto da Paz – Site de Clarissas e Franciscanos

Cinco pães e dois peixes 

EVANGELHO COMENTADO – 18º Domingo do Tempo Comum Evangelho: (Mt 14, 13-21)

Jesus retirou-se, num barco, para um lugar deserto e afastado. Mas o povo soube e o seguiu das cidades a pé. Ao desembarcar, viu uma grande multidão e, sentindo compaixão, curou os seus enfermos. Ao cair da tarde, aproximaram-se dele os discípulos e disseram: “O lugar aqui é deserto e já passou da hora. Despede o povo para que possa ir aos povoados comprar alimentos”. Mas Jesus lhes respondeu: “Não há necessidade de eles irem embora. Dai-lhes vós mesmos de comer”… … Eles, porém, disseram: “Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes”. Ele falou: “Trazei-os para cá”. Mandou a multidão sentar-se na grama. Depois tomou os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos para o céu e rezou a bênção; partiu então os pães, deu-os aos discípulos, e estes à multidão. Todos comeram e ficaram saciados. E dos pedaços que sobraram recolheram doze cestos cheios. Os que comeram eram cerca de cinco mil homens, sem contar as mulheres e as crianças.

COMENTÁRIO

No Evangelho de hoje, Mateus nos fala da grande multidão que seguia Jesus, para onde quer que Ele fosse, e usa uma palavra muito forte para se referir ao sentimento de Jesus: ele diz que o Mestre sentiu compaixão da multidão. Compaixão é muito mais que uma simples preocupação, principalmente quando estamos falando de Jesus. Compaixão no seu sentido mais amplo, no seu sentido divino, é um sentimento que está muito longe do entendimento humano. Para nós, compaixão está ligada à uma preocupação superficial, que chamamos de “pena”, “dó” ou qualquer outra coisa que sentimos por um doente, moribundo, ou marginalizado. Compaixão é algo que vai muito além de ficar penalizado ou doar o que nos sobra. Para Jesus, compaixão é sinônimo de amor. Jesus se compadece da multidão, cura os doentes e dá o pão da palavra para aqueles que o procuram. Dá também o pão alimento, símbolo da vida. Multiplica e distribui o alimento que, ainda hoje é tão escasso em nossas mesas. Milhares e milhares morrem de fome em todo mundo. Outros milhares dependem de leito hospitalar, remédios, exames complementares e até mesmo de uma palavra de conforto, e isso nos deixa (entre aspas) “extremamente compadecidos”. Não basta sentimentalismo externo, é preciso ação. Como dissemos, compaixão é sinônimo de amor e, amor é doação, portanto, o amor só está presente na entrega, na partilha. Ninguém é feliz sozinho, felicidade para ser completa, tem que ser compartilhada. Partilhar, repartir são verbos ainda muito pouco utilizados. Em compensação, um verbo que está sempre presente nas rodas de amigos, que tem presença obrigatória nos “papos” informais ou de negócios, é o verbo multiplicar. Só que não é a multiplicação de pães, nem de empregos. A preocupação é com a multiplicação de renda, de poder e de centralização de bens. Com Jesus é diferente. Onde Cristo está presente, ali está a fraternidade. Os cinco mil homens que o Evangelho se refere simbolizam o mundo da época, o povo de Israel. Porém, o mundo atual também sente fome de Deus e precisa ser saciado. O mundo precisa conhecer Jesus, o Verdadeiro Pão. Os primeiros cristãos causavam inveja, porque tudo repartiam e por isso, não havia necessitados entre eles. Vamos imitá-los? Vamos provocar inveja nos que nos rodeiam, vamos viver a alegria de partilhar o pão, a saúde, o emprego, as riquezas, enfim, vamos viver a emoção maior de partilhar o amor.

(Fonte do texto: http://www.miliciadaimaculada.org.br). Autor: Jorge Lorente.

Publicado em Canto da Paz.

Prossegue o empenho da Igreja em assistir as populações somalis em fuga da fome e da guerra, que se refugiaram nos Estados limítrofes, de modo especial, no Quênia. (Agência Fides)

Fonte: Agência Fides

26.07.2011

ÁFRICA/SOMÁLIA – Emergência humanitária: o compromisso da Igreja

Mogadíscio (Agência Fides) – Prossegue o empenho da Igreja em assistir as populações somalis em fuga da fome e da guerra, que se refugiaram nos Estados limítrofes, de modo especial, no Quênia. Dom Giorgio Bertin, Bispo de Djibuti e Administrador Apostólico de Mogadíscio, como Presidente da Caritas Somália, nomeou como sua assistente Suzanna Tkalec, do Catholic Relief Services (CRS).
A senhora Tkalec, segundo informa Dom Bertin à Agência Fides, terá as funções de: fornecer atualizações semanais sobre a situação na Somália e sobre refugiados somalis no Quênia e na Etiópia; manter contato com as outras Caritas que atuam em Nairóbi em favor dos refugiados somali; participar das reuniões de coordenação com as outras agências humanitárias presentes em Nairóbi.
O Jesuit Refugee Service (JRS) também anunciou o incremento de suas atividades na Etiópia e no Quênia, para ajudar os refugiados somalis. Segundo um comunicado enviado à Agência Fides, as equipes do JRS nos campos de Nairóbi e Kakuma assistem 12.500 pessoas, oferecendo apoio educativo, distribuindo alimentos e outros bens essenciais, além de fornecer assistência médica, psicológica e econômica. Das pessoas mais vulneráveis a receber assistência, estão os doentes mentais e as mulheres que sofreram ou correm risco de sofrer violência sexual.
Na Etiópia, em Addis Abeba, o JRS assiste 4.000 somalis, e está na fase final das tratativas com o ACNUR (Alto Comissariado da ONU para Refugiados) per fornecer assistência psicossocial e educativa no campo de Dollo, onde estão alojados mais de 100.000 somalis.

(L.M.) (Agência Fides 26/7/2011)

Fonte/imagem/artigo: Clio Blog – “O pior inferno do mundo: Somália”

A data fixada em 16 de julho, segundo a tradição carmelitana, marca o momento em que Nossa Senhora apareceu a São Simão Stock e lhe entregou o escapulário (Servos da Rainha)

Nossa Senhora do Carmo

Dom Eurico dos Santos Veloso

No dia 16 de julho,  comemoraramos a festa de Nossa Senhora do Carmo, padroeira da Ordem Carmelitana. Essa festa remonta aos anos de 1376 e 1386, quando adveio o pio costume de celebrar uma festa especial em honra de Nossa Senhora, em ação de graças pela aprovação pontifícia da Regra Carmelitana, pelo Papa Honório III, em 1226.

A data fixada de 16 de julho coincide, segundo a tradição carmelitana, com a data em que Nossa Senhora apareceu a São Simão Stock e lhe entregou o escapulário. Com o passar do tempo, no início do século XVII a data de dezesseis de julho se transformou em data oficial da “festa do escapulário” e, imediatamente, começou a ser celebrada também fora da Ordem Carmelitana. Em 1726, esta data solidificou-se como a festa da Virgem do Carmo por toda a Igreja do Ocidente, pela ação do Papa Bento XIII. No próprio da missa do dia não se faz menção ao escapulário ou à visão que teve São Simão; porém, ambos os fatos são mencionados nas leituras do segundo noturno das Matinas no antigo Breviário e o escapulário no prefácio especial usado pelos carmelitas.

A Ordem dos Carmelitas, uma das mais antigas na história da Igreja, embora considere o profeta Elias como o seu patriarca modelo, não tem um verdadeiro fundador, mas um grande amor: o culto a Maria, honrada como a Bem-aventurada Virgem do Carmo. “O Carmo – disse o cardeal Piazza, carmelita – existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua história, na sua vida de lutas e de triunfos, na sua vida interior e espiritual”.

Elias e Maria estão unidos numa narração que tem sabor de lenda. Refere o Livro das Instituições dos primeiros monges: “Em lembrança da visão que mostrou ao profeta a vinda desta Virgem sob a figura de uma pequena nuvem que saía da terra e se dirigia para o Carmelo (1Rs 18,20-45), os monges, no ano 93 da Encarnação do Filho de Deus, destruíram sua antiga casa e construíram uma capela sobre o monte Carmelo, na Palestina, perto da fonte de Elias em honra desta primeira Virgem voltada a Deus. Expulsos pelos sarracenos no século XIII, os monges que haviam entretanto recebido do patriarca de Jerusalém, Santo Alberto, uma regra aprovada em 1226 pelo papa Honório III, voltaram ao Ocidente e na Europa fundaram vários mosteiros, superando várias dificuldades, nas quais, porém, puderam experimentar a proteção da Virgem. Um episódio em particular sensibilizou os devotos: os irmãos suplicavam humildemente a Maria que os livrasse das insídias infernais. A um deles, Simão Stock, enquanto assim rezava, a Mãe de Deus apareceu acompanhada de uma multidão de anjos, segurando nas mãos o escapulário da ordem e lhe disse: ‘Eis o privilégio que dou a ti e a todos os filhos do Carmelo: todo o que for revestido deste hábito será salvo’”.

Numa bula de 11 de fevereiro de 1950, o Papa Pio XII convidava a “colocar em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário que está ao alcance de todos”. Entendido como veste mariana, esse é de fato um ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste, enquanto sacramental extrai o seu valor das orações da Igreja e da confiança e amor daqueles que o usam. Nossa Senhora é a nossa Mãe, colocada como insigne modelo de correspondência à graça e, ao contemplarmos a sua vida, o Senhor dar-nos-á luz para que saibamos divinizar a nossa existência vulgar.

Durante o ano, quando celebramos as festas marianas, e cada dia em várias ocasiões, nós, os cristãos, pensamos muitas vezes na Virgem Maria. Se aproveitamos, na festa que se avizinha, esses instantes, imaginando como se comportaria a nossa Mãe nas tarefas que temos de realizar, iremos aprendendo a pouco e pouco, até que acabaremos por nos parecermos com Ela, como os filhos se parecem com a sua mãe. Por isso somos chamados, como discípulos-missionários de Jesus, a imitar, em primeiro lugar, o seu amor. A caridade não se limita a sentimentos: há-de estar presente nas palavras e, sobretudo, nas obras. A Virgem não só disse fiat, mas também cumpriu essa decisão firme e irrevogável a todo o momento. Assim, também nós, quando o amor de Deus nos ferir e soubermos o que Ele quer, devemos comprometer-nos a ser fiéis, leais, mas a sê-lo efetivamente, porque “nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus; mas o que faz a vontade de meu Pai, que está nos Céus, esse entrará no reino dos Céus”.

Assim, unidos a todos as ordens Carmelitas, primários, secundários e terciários, particularmente os membros da Irmandade do Carmo da Sé Catedral de Juiz de Fora, queremos exortar a todos os fiéis que, seguindo a Maria, encontrem a Jesus, o verdadeiro sentido para que o amor de Deus recaia sobre cada um de nós. E que os sacramentais, sinais visíveis da graça de Deus, produzam seus frutos necessários de vida, de santidade, de disponibilidade total para um SIM permanente a convite de Jesus, para que sejamos missionários dentro da realidade em que estamos inseridos.

Virgem do Carmo, Rogai por nós!

Fonte: Servos da Rainha

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Eu sou a luz do mundo” – Jesus Cristo

Fonte/imagem/oração: http://www.areajesus.com/promessasscj.htm

Sagrado Coração de Jesus Promessas do Sagrado Coração de Jesus
As doze Promessas do Sagrado Coração de Jesus feitas a Santa Margarida Maria:

  1. Eu lhes darei todas as graças necessárias ao seu estado de vida.
  2. Eu farei reinar a paz em suas famílias.
  3. Eu os consolarei em todas as suas aflições.
  4. Serei seu refúgio seguro durante a vida e sobretudo na morte.
  5. Derramarei muitíssimas bênçãos sobre todas as suas empresas.
  6. Os pecadores encontrão em meu Coração a fonte e o mar infinito da misericórdia.
  7. As almas tíbias se tornarão fervorosas.
  8. As almas fervorosas elevar-se-ão rapidamente a grande perfeição.
  9. Abençoarei Eu mesmo as casas onde a imagem do meu Coração estiver exposta e venerada.
  10. Darei aos sacerdotes o dom de abrandar os corações mais endurecidos.
  11. As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes escritos
    no meu Coração e dele nunca serão apagados.
  12. No excesso da misericórdia do meu amor todo poderoso darei a graça da perseverança final aos que comungarem na primeira sexta-feira de nove meses seguidos.

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ORAÇÃO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

Sagrado coração de Jesus, eu me consagro inteiramente a vós: minha pessoa, minha vida, minhas ações, trabalhos e sofrimentos, a fim de empregar tudo quanto sou e tenho, unicamente para colaborar convosco na construção de novos céus e de uma nova terra. Ó Coração Sagrado, eu vos escolho  para único objeto de meu amor, para protetor de minha vida, amparo de minha fragilidade e inconstância, reparação de todas as minhas faltas e auxílio seguro na hora de minha morte.

Coração de Jesus, ternura e bondade! Eu quero que toda minha felicidade seja viver e morrer no vosso serviço, dedicando-me aos meus irmãos. Amém!

Bento XVI na Croácia: “A qualidade da vida social e civil, a qualidade da democracia dependem em grande parte deste ponto «crítico» que é a consciência, de como a mesma é entendida e de quanto se investe na sua formação. ” – Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura – Portugal

Fonte: Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura – SNPC – Portugal

Celebração na Croácia

Bento XVI deslocou-se este sábado e domingo à Croácia, para celebrar a 1.ª Jornada Nacional das Famílias Católicas Croatas.

Com as fotografias da viagem, apresentamos excertos do discurso do Papa no encontro com expoentes da sociedade civil, do mundo político, académico, cultural e empresarial, com o corpo diplomático e com os líderes religiosos, realizado a 4 de junho no Teatro Nacional Croata, em Zagreb, capital do país. (….)

……

Excertos do discurso de Bento XVI no início de junho, na Croácia

(…) E aqui queria introduzir o tema central desta minha breve reflexão: a consciência. Transversal aos diferentes campos onde estais empenhados, este tema é fundamental para uma sociedade livre e justa, tanto a nível nacional como supranacional. Aqui penso naturalmente na Europa, de que a Croácia faz parte desde sempre no plano histórico-cultural, ao passo que, no plano político-institucional, está em vias de entrar na União.

Pois bem, as grandes conquistas da idade moderna, ou seja, o reconhecimento e a garantia da liberdade de consciência, dos direitos humanos, da liberdade da ciência e, consequentemente, de uma sociedade livre, há que confirmá-las e desenvolvê-las mas mantendo a racionalidade e a liberdade abertas ao seu fundamento transcendente, para evitar que tais conquistas se autodestruam, como infelizmente temos de constatar em não poucos casos. A qualidade da vida social e civil, a qualidade da democracia dependem em grande parte deste ponto «crítico» que é a consciência, de como a mesma é entendida e de quanto se investe na sua formação.

Se a consciência se reduz, segundo o pensamento moderno predominante, ao âmbito da subjetividade, para o qual se relegam a religião e a moral, a crise do Ocidente não tem remédio e a Europa está destinada à involução. Pelo contrário, se a consciência é descoberta novamente como lugar da escuta da verdade e do bem, lugar da responsabilidade diante de Deus e dos irmãos em humanidade – que é a força contra toda a ditadura – então há esperança para o futuro.

Estou grato ao Prof. Zurak por ter lembrado as raízes cristãs de numerosas instituições culturais e científicas deste país, como aliás aconteceu em todo o continente europeu. O lembrar estas origens é necessário inclusive para a verdade histórica, mas é importante saber lê-las em profundidade a fim de que possam animar também os dias de hoje. Por outras palavras, é decisivo captar o dinamismo que está dentro do acontecimento, por exemplo, da criação duma universidade, ou dum movimento artístico, ou dum hospital. É preciso compreender o porquê e o como de isso ter acontecido, para se valorizar nos dias de hoje tal dinamismo, que é uma realidade espiritual que se torna cultural e, consequentemente, social.

Na base de tudo, encontram-se homens e mulheres, encontram-se pessoas, consciências, movidas pela força da verdade e do bem. Foram citados alguns dos filhos ilustres desta terra. Gostaria de deter-me no Padre jesuíta Ruđer Josip Bošković, que nasceu em Dubrovnik há trezentos anos, no dia 18 de maio de 1711. Ele personifica muito bem o consórcio feliz entre a fé e a ciência, que se estimulam reciprocamente a uma pesquisa ao mesmo tempo aberta, diversificada e capaz de síntese. A sua obra mais importante, Theoria philosophiae naturalis, publicada em Viena e depois em Veneza a meados do século XVIII, tem um subtítulo muito significativo: redacta ad unicam legem virium in natura existentium, ou seja, «segundo a única lei das forças existentes na natureza». Em Bošković, temos a análise, o estudo de múltiplos ramos do saber, mas temos também a paixão pela unidade. E isto é típico da cultura católica. (…)

Contudo, para além da homenagem, é preciso aproveitar o método, a abertura mental destes grandes homens. Voltemos, pois, à consciência como chave mestra para a elaboração cultural e a construção do bem comum. É na formação das consciências que a Igreja oferece à sociedade a sua contribuição mais específica e preciosa. Uma contribuição que começa na família e que encontra um reforço importante na paróquia, onde as crianças e adolescentes e, depois, os jovens aprendem a aprofundar as Sagradas Escrituras, que são o «grande códice» da cultura europeia; e, ao mesmo tempo, aprendem o sentido da comunidade fundada no dom: não no interesse económico ou na ideologia, mas no amor, que é «a força propulsora principal para o verdadeiro desenvolvimento de cada pessoa e da humanidade inteira» (Caritas in veritate, 1).


Aprendida na infância e na adolescência, esta lógica da gratuidade é, depois, vivida nos diversos âmbitos, no jogo e no desporto, nas relações interpessoais, na arte, no serviço voluntário aos pobres e aos doentes, e, uma vez assimilada, pode-se concretizar nos âmbitos mais complexos da política e da economia, colaborando para uma polis que seja acolhedora e hospitaleira, e que ao mesmo tempo não seja vazia, nem falsamente neutra, mas rica de conteúdos humanos, com uma forte consistência ética. É aqui que os christifideles laici estão chamados a fazer render generosamente a sua formação, guiados pelos princípios da Doutrina Social da Igreja, por uma autêntica laicidade, a justiça social, a defesa da vida e da família, a liberdade religiosa e educativa.

Ilustres amigos, a vossa presença e a tradição cultural croata sugeriram-me estas breves reflexões. Deixo-vo-las como sinal da minha estima e sobretudo da vontade que tem a Igreja de caminhar com a luz do Evangelho no meio deste povo. (…)»

Bento XVI

Publicado em SNPC.

Leitura espiritual do poema “Nada te perturbe” – Lugar de Partilha

Leitura espiritual do poema “Nada te perturbe”

Em homenagem ao aniversário de nascimento de Santa Madre, publicamos a tradução de um texto de Tomás Alvares (Fonte: Revista “Teresa de Jesús”, n. 109).

Parece quase supérfluo fazer a apresentação do poema da Santa. Quem não o conhece? Nós o lemos de sua própria letra, catamo-lo, sussurrando sua música de seda. Tantas vezes repetimos seus versos em grupos de oração, abrindo espaço ao silêncio de todos. Em momentos difíceis o oferecemos ao amigo: veja que tudo passa! Nada te perturbe, dizia Santa Teresa. Deus está acima de tudo…

É tão breve o poema que apenas ocupa espaço. O reproduzimos uma vez mais, para lê-lo pausadamente e debulhar um a um a espiga de seus versos:

Nada te perturbe,

nada te espante,

tudo passa,

Deus não muda,

a paciência

tudo alcança.

Quem a Deus tem,

nada lhe falta.

Só Deus basta!

Como ler o poema? Como entendê-lo e apropriarmo-nos dele? Será um salmo sapiencial, de corte gnômico, como pretendem os entendidos? Ou um salmo íntimo, como certos poemas do saltério bíblico, que convidam a própria alma a prorromper em determinados sentimentos? Por exemplo, “Louva, minh’alma o Senhor, e todo meu seu ser Santo Nome”.

Se é um breve salmo sapiencial, deve ser lido deixando-o flechar-nos na alma como um dardo de cada verso, carregado de ressonâncias, que a partir de cada sentença, nos devolvem às sendas da própria vida, sendas às vezes tortuosas, às vezes encrespadas ou espinhosas.

Se, ao invés, é um salmo íntimo, nos introduz na alma da autora, que vai dizendo a si mesma: “Teresa, que nada te perturbe”…

São duas leituras possíveis, ou dois ensaios de escuta diante da melodia de cada verso. Pessoalmente, prefiro a segunda.

O “nada te perturbe” é uma fineza em solidão. Teresa escreve seu poema a sós. Como fazem sempre ou quase sempre os poetas líricos e os místicos. É certo de que ela não compõe estes versos como um bilhete de envio para convertê-los em missiva espiritual para alguns de seus amigos. Mas os compõe como uma vivência a mais, ou como um simples balbucio da alma.

Em primeiro lugar, Teresa não costuma dirigir-se a seus amigos com o “tu”. Nem sequer à sua irmã Juana ou à sua sobrinha Teresita. Basta ler as cartas que lhes dirige. A Teresita, por exemplo: “… filha minha, muito me alegrei com sua carta e de que lhe deem contento as minhas.” A Teresa, trata-a com o “tu” a voz interior: “Teresa, não tenhas medo”; “não te metas nisso”, etc. Porém, nesse diálogo, ela é a destinatária do “tuteio”.

Ela, por sua vez, só usa a segunda pessoa falando consigo mesma. Ou melhor, quando ela fala à Teresa profunda: “tu, alma minha, por que estás triste?”

Teresa é capaz desse estranho desdobramento de personalidade que lhe permite falar com o tu de si mesma. Exatamente com seu tu interior. Ela tem densa interioridade. Falando do “castelo de sua alma”, não diz ela que se parecia com um castelo cheio de moradas? Está convencida de que, nessa densidade da alma, é-lhe possível enviar mensagens (ou clamores) a partir das moradas superficiais até a morada central do castelo. Porque o tu mais identificado com ela reside aí, no centro do castelo. Pois bem, aí, no fundo, nasce seu poema: “Teresa, que nada te perturbe”.

À parte essa chave literária ou estilística, há também outra razão puramente espiritual, para propor a leitura do poema como um murmúrio da intimidade. Teresa já tinha vivido muitas coisas na vida. Em seu drama interior, porém, aconteceu-lhe algo tremendo, que a tomou de sobressalto. Foi o encontro repentino com uma Presença interior que a transpassa e a desborda. Essa Presença novidadeira a desconcerta de tal sorte, que prontamente surge, em seu interior, uma voz capaz de sedar toda a onda. A voz interior lhe diz: “Não tenhas medo, Teresa”. Referendado pelo tremendo “Eu sou” da Bíblia. Exatamente estas três palavras: “Não tenhas medo, filha, que Eu sou, e não te desampararei” (Vida 25,18).

Esse “não tenhas medo, filha” não seria o ponto de arranque de sua inspiração poética e mística? No Livro da Vida, Teresa o comenta assim: “Parece-me que, segundo estava, eram mister muitas horas para persuadir-me a que me sossegasse, e que não bastaria ninguém. Hei-me aqui sossegada só com estas palavras, com fortaleza, com ânimo, com segurança, com uma quietude e luz, que em um segundo vi minha alma transformada… Oh, que bom Deus!” (ib).

Pois bem. Sabemos que os autênticos poemas líricos, uma vez criados, tornam-se autônomos, têm vida própria, independentes da vontade do autor que os compôs. E que por isso, são polivalentes ou polissêmicos. Cada leitor pode escutá-los livremente: ou como uma voz em que Teresa excepcionalmente o chama de tu: “a ti, leitor, que nada te perturbe”… ou pode sentir-se convocado a esse misterioso ambiente em que sucedem muitas coisas à autora, e ele a escutará dizendo-se a si mesma: “Teresa, que nada te perturbe! ‘Eu sou’ está contigo!”

Não esqueçamos. Teresa é uma contemplativa. Nutre-se de palavra bíblica. Através de suas meditações, tantas palavras bíblicas ficaram presas às cordas da harpa interior.

Em nosso poema, o certo é que cada verso resulta ser um anel enfeitado de palavras bíblicas que ela passou tantas vezes do livro aos olhos, dos olhos à alma.

Nós, leitores de seu poema, podemos rastrear o eco dessas vibrações. Sem pretensões de erudita busca literária. Senão como prolongações de onda na vivência espiritual de Teresa orante ou de Teresa poeta.

O primeiro verso – nada te perturbe – é claro eco da palavra de Jesus ao amedrontados discípulos, momentos antes da Paixão: “Que o vosso coração não se perturbe” (Jo. 14,1).

O segundo verso – “nada te espante”: não fala de susto, senão de assombro. Basta recordar qualquer outra passagem teresiana: comovia-se-lhe de gozo a alma, “espantada da grande bondade e magnificência e misericórdia de Deus” (V. 4,10). Também é ressonância do assombro dos discípulos diante dos gestos taumatúrgicos de Jesus: “Isto vos amedronta? Como estareis admirados quando vereis o Filho do Homem subir para onde antes residia!” (Jo. 6,63).

O verso “tudo passa”, que materialmente remete á consigna do filósofo grego, também é eco da palavra de Paulo: “passa este mundo” (1Cor. 7,31), ou as palavras de Jesus: “céu e terra passarão” (Mt. 34,25), seguidas da eterna vigência da palavra de Jesus – “minhas palavras não passarão” -, que dá passo à sentença do verso seguinte.

“Deus não muda”. Sim, o Senhor e sua verdade permanecem para sempre (Sl. 116,2). Para Teresa, a fidelidade de Deus na amizade (“ele é amigo verdadeiro”) contrasta com a versatilidade das amizades humanas: “Vós sois o amigo verdadeiro. Todas as coisas faltam. Vós, Senhor de todas elas, nunca faltais…, que já tenho experiência da ganância com que atraís a quem só em Vós confia” (V. 25,17). Trata-se de uma antecipação do último verso do poema.

“A paciência tudo alcança”… Jesus dizia aos discípulos anunciando-lhes as perseguições: “com vossa paciência possuireis vossa vida” (Lc. 21,19). O versículo final – “só Deus basta” – é a palavra lema dos contemplativos. Trata-se do “só Deus” de São Bernardo ou do irmão Rafael. “A sós com O só” será o lema teresiano para as jovens pioneiras do Carmelo de São José.

Os três absolutos do poema são estes:

nada, nada, nada

tudo, tudo

só Deus!

Três nadas, dois tudos, um único só Deus.

É possível que a dose balsâmica e sedante que do poema impregna o leitor, deva-se à cadência dos dois versos finais, com sua assonância em a-a: “nada lhe falta / só Deus basta”. Assonância suavemente introduzida nos versos anteriores: “tudo passa – tudo alcança”.

Porém, sem dúvida, mais forte que essa cadência musical, é o medular e absoluto da mensagem que nos chega através do poema, com sua alternância de tudos – nadas – só Deus. Três vezes nada. Duas vezes tudo. E uma só vez, porém fechando o poema, no verso final: “Só Deus!” e ponto O “só Deus” e basta. Se o poema era um sedante psicológico, acima da psicologia prevalece a teologia da contemplativa e mística que é Teresa.

Postado por Rose Piotto, em 7 de abril de 2011.

Publicado em Lugar de Partilha.

Leia mais…

Lugar de Partilha – Lendo juntos os livros de Santa Teresa deJesus  – Quartas Moradas: Capítulos 3, 1-14.

Deus, pastor dos homens – Salmos – Carmelo Online – Regiões Sul e Centro-Oeste

Fonte: Carmelo Online- Salmos – Ordem dos Carmelitas Descalços – Província Nossa Senhora do Carmo – Regiões Sul e Centro-Oeste

Salmos, 23

Deus, pastor dos homens

1. Salmo de Davi. O Senhor é meu pastor, nada me faltará.
2. Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes,
3. restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome.
4. Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo.
5. Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos. Derramais o perfume sobre minha cabeça, e transborda minha taça.
6. A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias.

“A tarde de Sexta-Feira Santa apresenta o drama imenso da morte de Cristo no Calvário” – ACI Digital

Fonte/imagem/texto: Reflexões de Espiritualidade Franciscana: “Sexta Feira da Paixão do Senhor”

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Fonte: ACI Digital

Sexta-feira Santa

A tarde de Sexta-feira Santa apresenta o drama imenso da morte de Cristo no Calvário. A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de esperança. Com a Paixão de Jesus segundo o Evangelho de João contemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que lhe traspassou o lado.

São João, teólogo e cronista da paixão nos leva a contemplar o mistério da cruz de Cristo como uma solene liturgia. Tudo é digno, solene, simbólico em sua narração: cada palavra, cada gesto. A densidade de seu Evangelho agora se faz mais eloquente. E os títulos de Jesus compõem uma formosa Cristologia. Jesus é Rei. O diz o título da cruz, e o patíbulo é o trono onde ele reina. É a uma só vez, sacerdote e templo, com a túnica sem costura com que os soldados tiram a sorte. É novo Adão junto à Mãe, nova Eva, Filho de Maria e Esposo da Igreja. É o sedento de Deus, o executor do testamento da Escritura. O Doador do Espírito. É o Cordeiro imaculado e imolado, o que não lhe romperam os ossos. É o Exaltado na cruz que tudo o atrai a si, quando os homens voltam a ele o olhar.

A Mãe estava ali, junto à Cruz. Não chegou de repente no Gólgota, desde que o discípulo amado a recordou em Caná, sem ter seguido passo a passo, com seu coração de Mãe no caminho de Jesus. E agora está ali como mãe e discípula que seguiu em tudo a sorte de seu Filho, sinal de contradição como Ele, totalmente ao seu lado. Mas solene e majestosa como uma Mãe, a mãe de todos, a nova Eva, a mãe dos filhos dispersos que ela reúne junto à cruz de seu Filho.

Maternidade do coração, que infla com a espada de dor que a fecunda.

A palavra de seu Filho que prolonga sua maternidade até os confins infinitos de todos os homens. Mãe dos discípulos, dos irmãos de seu Filho. A maternidade de Maria tem o mesmo alcance da redenção de Jesus. Maria comtempla e vive o mistério com a majestade de uma Esposa, ainda que com a imensa dor de uma Mãe. São João a glorifica com a lembrança dessa maternidade. Último testamento de Jesus. Última dádiva. Segurança de uma presença materna em nossa vida, na de todos. Porque Maria é fiel à palavra: Eis aí o teu filho.

O soldado que traspassou o lado de Cristo no lado do coração, não se deu conta que cumpria uma profecia realizava um últmo, estupendo gesto litúrgico. Do coração de Cristo brota sangue e água. O sangue da redenção, a água da salvação. O sangue é sinal daquele maior amor, a vida entregue por nós, a água é sinal do Espírito, a própria vida de Jesus que agora, como em uma nova criação derrama sobre nós.

(….)

Publicado em ACI Digital.

“Ele nunca desiste de nós” – Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura – Portugal

Fonte/imagem/texto: Reflexões de Espiritualidade Franciscana: “Sexta Feira da Paixão do Senhor”

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Fonte: Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC) – Portugal 

Ele nunca desiste de nós

À medida que a Última Ceia se aproximava inexoravelmente do fim, Jesus disse aos seus apóstolos: “Um de vós vai trair-me”. Teria sido muito mais preciso se dissesse “Todos vós vão trair-me”.

Judas vendeu o seu mestre por 30 moedas de prata e identificou-o perante os soldados, beijando-o. Mas os outros também não fizeram melhor, fugindo e deixando Jesus sozinho nas horas mais terríveis da sua vida. E Pedro, no meio de muitas imprecações, negou por três vezes conhecer Jesus.

Muitos de nós diriam que não mereciam que alguém morresse por eles, mas Jesus não pensou assim. Desde o início conheceu-os inteiramente e não teve ilusões a seu respeito. Mas também viu mais do que eles viam em si próprios. Viu a sua capacidade para crescer em grandeza. E como derradeiro amigo fiel, estava determinado a permanecer com eles até ao fim e ver nascer essa grandiosidade.

Deus nunca desiste de cada um de nós. Nunca! Tudo o que pede em troca é que não desistamos de nós ou dos outros. Ele tem o poder de nos fazer crescer, e quer dar-nos esse poder. Abramos-lhe o coração e confiemos nele.

Mons. Dennis Clark
In Catholic Exhange
Trad. / adapt.: rm
© SNPC (trad.) | 19.04.11

“Quem não te ama vive atado,e da liberdade alheio;quem te abraça sem receio,não toma caminho errado.” – Poema “A Cruz” – Santa Teresa de Ávila (Flos Carmeli)

Fonte/imagem: http://pequenoscarmelitas.blogspot.com/

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Fonte: Flos Carmeli

A Cruz

Ó bandeira que amparaste o fraco e o fizeste forte!

Ó vida da nossa morte,quão bem a ressuscitaste!O Leão de Judá domaste,pois por ti perdeu a vida.Sê bem-vinda, cruz querida.

Quem não te ama vive atado,e da liberdade alheio;quem te abraça sem receio não toma caminho errado.

Oh! ditoso o teu reinado,onde o mal não tem cabida!Sê bem-vinda, cruz querida.

Do cativeiro do inferno,ó cruz, foste a liberdade;aos males da humanidade deste o remédio mais terno.

Deu-nos, por ti, Deus Eterna alegria sem medida. Sê bem-vinda, cruz querida.

(Santa Teresa de Ávila)

Publicado em Flos Carmeli.

ÁSIA/JAPÃO – Os heróis cristãos de Fukushima que sacrificam suas vidas para impedir uma catástrofe nuclear (Agência Fides)

Fonte: Agência Fides

30.03.2011

ÁSIA/JAPÃO – Os heróis cristãos de Fukushima que sacrificam suas vidas para impedir uma catástrofe nuclear

Sendai (Agência Fides) – Entre os trabalhadores que estão na verdade sacrificando suas vidas na usina nuclear de Fukushima, para dominar a radioatividade crescente e tentar colocar em segurança a usina, existem também alguns cristãos. A notícia, que chegou à Fides por alguns missionários locais, foi confirmada pelo Bispo de Sendai, cujo território se encontra na província de Fukushima: “Na tragédia que estamos vivendo e que cria grande preocupação em todos – disse à Agência Fides Dom Martin Tetsuo Hiraga – sabemos que alguns cristãos estão trabalhando como voluntários nas proximidades da usina. Nessa situação terrível, os cristãos japoneses têm uma grande oportunidade para oferecer um testemunho de nossa fé e os valores do Evangelho. Eles estão fazendo isso na solidariedade, na dedicação aos outros, num espírito de abnegação. Em Fukushima os trabalhadores estão arriscando suas vidas para salvar a população japonesa e evitar uma catástrofe nuclear”. Em Fukushima, existem atualmente 180 voluntários anônimos que, em turnos de 50, entram na usina nuclear para realizar operações de emergência. Nos últimos dias, três homens que trabalhavam perto do reator nº 3 da usina nuclear foram hospitalizadas porque contaminados pela radiação. Segundo fontes locais de Fides, o líder da equipe que administra todas as operações é um cristão, enquanto outros cinco membros de uma comunidade Batista estão trabalhando no processo de refrigeração do reator n º 1. e 2. Os fiéis estão realizando esta tarefa delicada e perigosa, “com plena consciência de dar sua vida pelos outros, na fé e na oração” e pediram orações por todos os fiéis do mundo”, para confiar a sua vida nas mãos de Deus”. Uma vigília de oração especial pelas vítimas, para aqueles que estão trabalhando na solidariedade, para as comunidades cristãs japonesas e para apoiar “os heróis cristãos de Fukushima” foi realizada em Cingapura nos últimos dias pela OFM (Overseas Missionary Fellowship), comunidade cristã evangélica que tem missionários em 12 países asiáticos. (PA) (Agência Fides 30/3/2011)

Publicado em Agência Fides.

Papa: “Trabalho nos aproxima de Deus” (Rádio do Vaticano)

Fonte: Rádio Vaticano

PAPA: “TRABALHO NOS APROXIMA DE DEUS”

Cidade do Vaticano, 26 mar (RV) – O papa recebeu esta manhã um grupo de peregrinos da Diocese de Terni-Narni-Amelia, que comemoram 30 anos da visita do Papa João Paulo II às siderúrgicos da cidade.

Bento XVI saudou o grupo, liderado pelo Arcebispo Dom Vincenzo Paglia, recordando o amor especial que João Paulo II nutria pelo mundo do trabalho; seu encorajamento, solidariedade, amizade e carinho pelos operários. O Pontífice recordou que no dia de sua eleição, ele mesmo se definiu um “humilde trabalhador na vinha do Senhor”.

No discurso, o Papa falou sobre a crise de hoje, que está colocando a cidade da usina e suas famílias numa situação difícil. Ele disse sentir a preocupação que os operários trazem em seu coração, e demonstrou estar a par da responsabilidade e da participação da Igreja diocesana, comunicando a esperança do Evangelho e a força para edificar uma sociedade mais justa e digna do homem.

Neste sentido, ressaltou a importância da Eucaristia que salva o mundo, fazendo-o viver a alegria da fé e a paixão por melhorá-lo. A Eucaristia do Domingo é o fulcro da ação pastoral da Diocese, “viver de modo eucarístico significa viver como uma família, um único Corpo, uma sociedade de amor”.

“Neste horizonte – disse o Papa – insere-se o tema do trabalho e de seus problemas, como o que mais preocupa hoje: o desemprego. O trabalho é um dos elementos básicos da pessoa e da sociedade. Condições precárias de trabalho dificultam as condições da própria sociedade, as condições de uma vida ordenada segundo as exigências do bem comum”.

Outro problema tocado por Bento XVI foi a segurança no trabalho, uma realidade à qual é preciso estar atentos, para que a trágica série de incidentes seja interrompida. Em seguida, foi abordado também o problema da precariedade profissional entre os jovens.

O papa se disse muito próximo das preocupações e ansiedades dos operários, auspiciando que na lógica da gratuidade e da solidariedade, os momentos difíceis possam ser superados e seja garantido um emprego seguro, digno e estável para todos.

Enfim, recordou que o trabalho ajuda a sentirmo-nos mais perto de Deus e dos outros, e lembrou que Jesus foi um operário, tendo passado grande parte de sua vida terrena em Nazaré, na marcenaria de José.

Em sua visita à Terni, João Paulo II falou do “Evangelho do trabalho”, afirmando que o Filho de Deus, tornando-se homem, trabalhou com as próprias mãos. A sua foi uma verdadeira fatiga física, ocupou a maior parte de sua vida nesta terra, e assim, entrou na obra de redenção do homem e do mundo.

“O trabalho deve ser entendido na perspectiva cristã, ao invés de ser visto apenas como um meio de ganho, ou de exploração, como em muitas partes do mundo, onde é ofendida a própria dignidade da pessoa. Em relação ao trabalho aos domingos, o Papa acenou para o risco de que o ritmo do consumo possa subtrair-nos o sentido da festividade e do Domingo como dia do Senhor e da comunidade.
(CM)

Publicado em Rádio do Vaticano.

Na audiência geral Bento XVI aponta exemplo de oração e serviço à paz de São Lourenço de Brindes, salientando que o mundo precisa de homens e mulheres pacíficos e pacificadores (Rádio Vaticano)

Fonte/imagem: Pope Benedict XVI Blog

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Fonte: Rádio Vaticano

Na audiência geral Bento XVI aponta exemplo de oração e serviço à paz de São Lourenço de Brindes, salientando que o mundo precisa de homens e mulheres pacíficos e pacificadores

(23/3/2011) Depois da fase invernal o encontro semanal do Papa com os fiéis e peregrinos que se deslocam a Roma voltou nesta quarta feira a efectuar-se na Praça de S. Pedro, onde segundo a prefeitura da Casa pontifícia se encontravam cerca de 10 mil pessoas
Bento XVI dedicou a audiência geral desta quarta feira à figura do santo italiano Lourenço de Brindes, que morreu em Lisboa no ano de 1619, tendo sublinhado que a oração é o primeiro serviço que os padres devem oferecer à comunidade que servem.
“Os momentos de oração devem ter na nossa vida uma verdadeira prioridade”, afirmou o Papa, acrescentando que cada presbítero só “pode evitar o perigo do activismo” e do esquecimento das “motivações profundas” da sua identidade se cuidar da sua “vida interior”.
Depois de lembrar “o acolhimento festivo” que teve na cidade italiana de Brindes, em 2008, Bento XVI lembrou o papel desempenhado pelo frade da congregação dos Franciscanos Capuchinhos na oposição às ideias veiculadas pelas correntes teológicas protestantes.
“Profundo conhecedor e amante da Sagrada Escritura e dos Padres da Igreja [sacerdotes que viveram até ao século VIII], era capaz de ilustrar de modo exemplar a doutrina católica mesmo aos cristãos que tinham aderido à Reforma Protestante, mostrando os fundamentos bíblicos e patrísticos das verdades postas em questão por Martinho Lutero”, recordou.
A actividade de Lourenço, nascido no ano de 1559, permite compreender que o “confronto” com a Bíblia, lida na Tradição da Igreja, constitui um elemento irrenunciável e de importância fundamental” para o diálogo ecuménico e para a união a Deus, apontou o Papa.
“São Lourenço de Brindes ensina-nos a amar a Sagrada Escritura, a crescer na familiaridade com ela, a cultivar diariamente a relação de amizade com o Senhor na oração, porque toda a nossa acção, toda a nossa actividade tem n’ Ele o seu início e cumprimento”, afirmou.
O Papa evocou igualmente o conhecimento que o religioso adquiriu de línguas antigas como o hebraico, grego, siríaco e latim e destacou as suas qualidades oratórias: “Foi também um grande pregador, que se dirigiu aos fiéis mais simples e sem cultura, chamando todos a uma vida mais coerente com a fé professada”.
A fluência em francês, italiano e alemão permitiu-lhe transmitir a mensagem cristã a “diversas categorias de pessoas” e contribuiu para promover a “paz e reconciliação entre as nações e povos da Europa”, testemunho que constitui “um excelente exemplo” para a actualidade, “tão cheia de violência, relativismo ético e indiferença religiosa”.
Hoje o mundo precisa muito de paz, precisa de homens e de mulheres pacíficos e pacificadores; afirmou Bento XVI salientando que todos aqueles que acreditam em Deus devem ser sempre fonte e agentes de paz.
Foi ao serviço da paz que o religioso morreu em Lisboa, então sob domínio castelhano, onde se tinha deslocado para interceder junto do rei Filipe III (Filipe II de Portugal) pelos súbditos napolitanos, oprimidos pelas autoridades locais.
“A nova evangelização precisa de apóstolos bem preparados, zelosos e corajosos como São Lourenço”, frisou Bento XVI, lembrando que o santo recebeu em 1959 o título de ‘Doutor Apostólico’.
Referindo-se à Quaresma, o Papa realçou que este tempo de preparação para a Páscoa iniciado a 9 de Março apela à “luta contra o egoísmo”, assim como “à mortificação e penitência”.
Estas as palavras de Bento XVI falando em português

Queridos irmãos e irmãs,
São Lourenço de Brindes, padre capuchinho, nascido em 1559, era dotado de eminentes qualidades intelectuais e grande facilidade de aprender línguas, o que havia de lhe permitir desenvolver um fecundo apostolado com várias categorias de pessoas. Profundo conhecedor e amante da Sagrada Escritura e dos Padres da Igreja, era capaz de ilustrar de modo exemplar a doutrina católica mesmo aos cristãos que tinham aderido à Reforma Protestante, mostrando os fundamentos bíblicos e patrísticos das verdades postas em questão por Martinho Lutero. Foi também um grande pregador, que se dirigiu aos fiéis mais simples e sem cultura, chamando todos a uma vida mais coerente com a fé professada. Outro elemento característico do nosso santo foi a sua acção em prol da paz, tendo sido encarregado de importantes missões diplomáticas, para dirimir controvérsias e favorecer a concórdia entre as nações. Mas, acima de tudo, era um homem de oração, bem ciente de que esta é o primeiro serviço que o sacerdote deve oferecer à Comunidade. Autor de numerosas obras, evidenciou, nos seus escritos, a acção do Espírito Santo na existência do fiel. O Papa Beato João XXIII deu-lhe o título de «Doutor Apostólico».
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Amados peregrinos de língua portuguesa, a todos saúdo e dou as boas-vindas a esta Audiência! São Lourenço de Brindes nos ensina como a familiaridade com a Bíblia e a oração são essenciais para que todas as nossas acções tenham o seu início e cumprimento em Deus. Possa este ser o fundamento do vosso testemunho cristão no mundo de hoje. Que Deus vos abençoe!

Publicado em Rádio Vaticano.

“Quaresma…Pensando em vida. Algumas considerações…” – Frei Pierino Orlandini (OCDS – Província São José)

Fonte: OCDS -Província São José

Quaresma…Pensando em vida. Algumas considerações…

“Lembra-te que és pó, e ao pó hás de voltar”.

“Tu amas, Senhor, todas as coisas que existem e nada desprezas do que criaste; se odiasses alguma coisa, não a terias criado… Tu conservas todas as coisas, porque todas são tuas, Senhor, amante da vida” (Sab 11,24-26).

“Ó morte, onde está a tua vitória?”.

Em tempo de quaresma, que começa com o sugestivo (para alguns) e mágico (para outros) rito das cinzas, pensemos na vida, pois o fim do caminho da quaresma (símbolo da caminhada de nossa vida humana) é a celebração da vitória da Vida sobre a morte em Cristo Jesus.

“Tu és pó!”. O homem, então, é pó? Que tipo de homem seria esse?

Com certeza, é o homem que se afastou de Deus, rejeitou o diálogo, foi expulso de sua casa, repeliu o dinamismo do amor, para enveredar numa trajetória de dissolução e de morte. Ou o homem que se opõe a Deus, vira as costas ao seu próprio ser, rejeita sua identidade de filho e condena a si mesmo ao nada. É o homem que se afasta da vontade do Criador.

Felizmente, nesse itinerário de afastamento, existe a possibilidade de uma volta. É possível mudar de direção e voltar à origem. É possível não caminhar para a morte, mas voltar à Fonte. E a FONTE, “ que mana e corre, mesmo de noite”, é Deus, AMANTE DA VIDA.

Eis a conversão! “Lembra-te que és pó, e como pó voltarás….a Deus”. Basta querer. Desde já. É preciso somente tornar-se terra e entregar-se novamente ao Construtor, ao Criador. E aceitar que Ele nos faça de novo. O Artista Divino é capaz de refazer-nos conforme seu projeto original e quer que sejamos sua obra-prima.

Se por acaso erramos, perdemos o caminho da vida ou o sentido do Reino e envolvemos outros em nossa culpa, aceitando nossa realidade, isto é, que somos pó, Ele inclinar-se-á sobre nós para soprar seu sopro de vida.

Assim nosso “nada” será transformado no “tudo” pela plenitude divina. E se ainda nos rebelamos, não aceitando seu projeto e quebrando nossa identidade divina, mesmo em pedaços, gritando de dor e com saudade da casa paterna, Ele saberá reconhecer-nos e, com mão delicada, recolherá os pedaços e nos recriará. Pois, nenhum artista – tanto menos o Artista Divino – dá por perdida qualquer uma de suas obras.

Todo ser humano é fruto do amor transbordante de Deus. Se prestarmos atenção, este amor de Deus se manifesta em tudo. Uma menina que procurava ansiosamente por Deus, depois de fazer a descoberta de sua presença na vida, em qualquer tipo de vida, escreveu atrás de uma fotografia de um prado florido: “Esta é uma fotografia tirada antes de descobrir que Deus nos sorri, nos ama e fala do seu amor  nas flores, nas árvores, nas estrelas, em cada gota de vida”.Nunca poderemos entender verdadeiramente quanto Deus seja Deus-para-nós.

O segredo da felicidade é uma vida com Deus. Longe Dele, ser feliz é praticamente inconcebível. “Nossa vida nasce, vive, amadurece e chega ao fim em relação existencial e moral com Deus. Aqui está toda a esperança da vida, aqui a filosofia da verdade, aqui a teologia do nosso destino… O homem não pode ser entendido sem esta referência essencial com Deus, que incumbe sobre nós, que nos conhece, observa-nos, penetra-nos, conserva-nos continuamente. Ele é o Pai de nossa vida”(Paulo VI).

Deus Pai nos ama, sustenta-nos, acaricia-nos, torna-nos felizes, seja que estejamos num leito de dor, seja que estejamos num prado de flores.

Pensando em cinzas, em quaresma, é bom pensar na vida: a vida que surge e ressurge do pó, das cinzas, da conversão, do sopro do Espírito. E nada: nem cinzas, nem lama, nem poeira, nem pecado algum será empecilho para reconhecermos em nós e nos outros o resplendor do rosto de um filho de Deus.

Pensemos não nas cinzas do túmulo, da morte, mas num punhado de terra na mão do Artífice Divino, no momento solene da Criação; um punhado de terra pronto a receber o “sopro” e tornar-se, assim, “vivente”.

Pensemos no Senhor que “trata com indulgência todas as coisas, porque todas são suas, do Senhor, amante da vida” (Sab 11, 26). Conversão, afinal, é abraçar a vida!

Frei Pierino Orlandini

Postado por Rose.

Publicado em OCDS Província São José.

Bento XVI deseja uma Quaresma marcada pela atenção aos pobres (Rádio Vaticano)

Fonte: Rádio Vaticano

11/03/2011

Bento XVI deseja uma Quaresma marcada pela atenção aos pobres

(11/3/2011) Bento XVI recebeu em audiência nesta sexta feira 45 membros da associação caritativa Pro Petri Sede.
Temos uma responsabilidade em relação aos pobres do nosso tempo disse o Papa ,dirigindo-se aos membros desta associação agradecendo-lhes pela sua ajuda ás populações tão duramente provadas nos últimos tempos e em particular as populações de Haiti, atingidas pelo terramoto nos meses passados.
Bento XVI recordou que a esmola é um dos empenhos centrais da Quaresma e sublinhou como, contribuindo a lutar contra a pobreza, esmola e partilha aproximam-nos dos outros.
“ Verdadeiramente nós precisamos de nos deixar iluminar pela luz de Cristo, para que, do nosso lado, sentindo a urgência da nossa responsabilidade em relação aos pobres do nosso tempo, possamos dirigir sobre eles o nosso olhar que restitui confiança.
Bento XVI afirmou que o “serviço da caridade” pertence à “própria natureza da Igreja” e que esta deve oferecer tanto a “indispensável assistência material” como a “atenção do coração e do amor de que as pessoas em dificuldade tanto precisam”.

Publicado em Rádio do Vaticano.