QUARESMA É TEMPO DE MEDITAR A PAIXÃO DE JESUS CRISTO (Padre Rodrigo Maria)

O QUE ACONTECEU COM A QUARESMA?
QUARESMA É TEMPO DE MEDITAR A PAIXÃO DE JESUS CRISTO, PARA SE COMPREENDER A GRANDEZA DO AMOR DE DEUS POR NÓS E ASSIM, NOS MOTIVARMOS A AMÁ-LO, VERDADEIRAMENTE, DEIXANDO OS PECADOS E SEGUINDO SEUS MANDAMENTOS. O QUE ACONTECEU COM A QUARESMA?
Até algum tempo atrás, a Quaresma era considerada pelo povo em geral como um tempo mais sério, de menos festas, menos balburdia, de mais respeito. Mesmo aqueles que não frequentavam a Igreja, guardavam uma postura mais respeitosa nesse tempo grave. Muitos não comiam carne e evitavam não apenas os festejos, mas também os xingatórios, os jogos e outras diversões. Muitas mães, evitavam castigar fisicamente seus filhos quando esses aprontavam que era considerado digno de castigo, deixando essa tarefa para o sábado de aleluia…
Hoje, não são poucos os que começam a quaresma pulando carnaval… e não apenas na sociedade em geral se perdeu a consciência do que significa esse tempo de mais oração, caridade e penitencia, mas dentro da própria Igreja, especialmente no Brasil, quase desapareceu essa dimensão. Aliás, para sermos mais exatos, devemos dizer que a sociedade só perdeu essa consciência porque primeiro ela se eclipsou dentro da Igreja. A Quaresma que deveria ser um tempo para se meditar a Paixão e a Morte de Cristo por nossa causa e em nosso favor fazendo-nos recuperar a consciência de nossa vocação cristã, nos convidando a constatar de modo mais forte a transitoriedade das coisas terrenas para nos dedicarmos com mais empenho à busca das coisas do Alto, passou a ser um tempo para reflexão de natureza sociológica e política nos fazendo buscar o reino aqui e agora, refletindo uma mentalidade marxista da qual se impregnou o discurso e a prática da Igreja na América Latina, especialmente no Brasil. A Igreja não defende nem apresenta um sistema político ou de governo, mas possui uma doutrina social com princípios que deve orientar a atuação política dos detentores do poder e também da convivência social. Também faz parte de sua missão defender a justiça e denunciar o mal em todas as suas formas. Mas a primeira e mais importante função da Igreja é salvar as pessoas, levá-las para o céu. A Igreja deve apresentar Jesus Cristo, como único Deus e Salvador, ao qual todos devem se converter e a quem todos devem seguir e obedecer para alcançarem a sua realização como pessoas humanas e consequentemente sua felicidade eterna.
Um tempo como o da Quaresma jamais deveria ser utilizado para reflexões de natureza sociológica ou política, mas para fazer voltar o olhar de nosso povo, tão paganizado, para as coisas do Alto. É tempo de falar sobre o pecado e sua consequência última que é o inferno.É tempo falar sobre o mundanismo e os vícios e chamar as pessoas a uma sincera conversão. É tempo de despertar as pessoas para a busca do céu, tempo de apresentar a absoluta superioridade das coisas do alto e dos bens eternos comparados com as coisas mundanas que tantas vezes nos tiram do caminho da salvação. É tempo de se pregar sobre as obras de misericórdia e de se incitar sua prática. É tempo de Vias Sacras que falem de Jesus e de seu sofrimento, de modo que suscite em nosso coração uma verdadeira gratidão para com Deus e assim o desejo de amá-lo de verdade. É tempo de conversão e reconciliação, ou seja, é tempo de se confessar individualmente com o sacerdote (confissões comunitárias são proibidas e não valem) e de se fazer um esforço maior para se deixar o que nos separa de Deus ou que nos impede de crescer em seu amor… E todo esse empenho deve ser coroado com a Páscoa, maior festa de nossa religião, onde se celebra a nossa redenção e a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, o que só tem sentido para alguém que tem fé e compreendeu quem é Cristo e do que ele nos libertou. Com certeza, se a Igreja cumprisse bem seu papel, tal como Cristo ordenou, o efeito social seria muito mais positivo e duradouro. Pois tudo o que os nossos tempos precisam é de homens santos, atuando nas diferentes esferas da vida social. E essas pessoas imbuídas de espírito cristão promoveriam a justiça que a revolução marxista é incapaz de alcançar.Uma profunda e verdadeira evangelização é o melhor serviço de utilidade pública que a Igreja pode oferecer a essa geração decaída e corrupta.

Enquanto os líderes da Igreja descuidarem de seu papel primordial, a pretexto de buscar uma vida melhor para nosso povo aqui nesse mundo, na verdade o estará privando não apenas dos meios para uma real e permanente promoção da justiça aqui e agora, mas o que é pior, estará sonegando a este mesmo povo os meios para sua salvação eterna.

Padre Rodrigo Maria
escravo inútil da Santíssima Virgem

Publicado em Palavra de Padre Rodrigo Ma:

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“A epifania é a manifestação de Jesus como Messias Israel, Filho de Deus e Salvador do mundo…” (Catecismo da Igreja Católica)

Refletindo sobre a Epifania do Senhor

Como fizeram os Reis Magos, o que podemos oferecer ao Senhor?

A Igreja celebra a Epifania, a manifestação de Jesus aos povos pagãos, os que não eram judeus, no dia 6 e janeiro; mas no Brasil há autorização para celebrar no domingo após o da Sagrada Família, encerrando o ciclo litúrgico do Natal. Além do Evangelho de São Mateus, há documentos apócrifos no Vaticano, muito antigos e de grande valor, que relatam a visita dos Reis Magos ao Menino Jesus. Há um mosaico sobre eles em Ravenna, Itália, do século VI, com os nomes dos três: Baltazar, Melquior e Gaspar. Teriam vindo da Pérsia. Os reis magos eram reis (talvez apenas de uma pequena cidade, como era comum), mas que aguardavam a chegada do Messias, uma vez que a fé dos judeus se espalhou pelo Oriente.

Trata-se de uma Solenidade litúrgica da maior importância. Os Padres da Igreja viram nesta visita dos sábios Magos do Oriente a Jesus Menino, o símbolo e a manifestação do chamado de todos os povos pagãos à vida eterna. Os magos foram a declaração explícita de que o Evangelho era para ser pregado a todos os povos.

O nosso Catecismo diz que: “A epifania é a manifestação de Jesus como Messias Israel, Filho de Deus e Salvador do mundo… Nesses “magos”, representantes das religiões pagãs circunvizinhas, o Evangelho vê as primícias das nações que acolhem a Boa Nova da salvação pela Encarnação. A vinda dos magos a Jerusalém para “adorar ao Rei dos Judeus” mostra que eles procuram em Israel, à luz messiânica da estrela de Davi, aquele que será o Rei das nações. Sua vinda significa que os pagãos só podem descobrir Jesus e adorá-lo como Filho de Deus e Salvador do mundo voltando-se para os judeus e recebendo deles sua promessa messiânica, tal como está contida no Antigo Testamento. A Epifania manifesta que “a plenitude dos pagãos entra na família dos patriarcas” e adquire a “dignidade israelítica”. (n.528)

Comentando a adoração dos reis Magos que vieram do Oriente, diz S. Agostinho: “Ó menino, a quem os astros se submetem! De quem é tamanha grandeza e glória de ter, perante seus próprios panos, Anjos que velam, reis que tremem e sábios que se ajoelham! Quem é este, que é tal e tanto? Admiro de olhar para panos e contemplar o céu; ardo de amor ao ver no presépio um mendigo que reina sobre os astros. Que a fé venha em nosso socorro, pois falha a razão natural.”

O doutor da Igreja São Gregório Nazianzeno (†379) chama a Epifania de “festa das luzes” e a contrapõe à festa pagã do sol invicto, deus dos romanos. Tanto no Oriente como no Ocidente, a Epifania tem o caráter de uma solenidade mística que transcende os episódios históricos particulares. Os Magos descobriram no céu os sinais de Deus. Tendo como ponto de partida a natureza os pagãos podem “cumprir as obras da lei” (cf.At 14,15-17), diz S. Paulo.

Depois de ter se manifestado a seu povo, Israel, através dos pastores de Belém, Cristo se manifesta ao mundo pagão na pessoa dos Magos que vieram do Oriente e o reconheceram como Deus. São Paulo expressou isso dizendo: “Este mistério Deus não o fez conhecer aos homens das gerações passadas, mas acaba de o revelar agora, pelo Espírito, aos seus santos apóstolos e profetas: os pagãos são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo, por meio do Evangelho” (Ef 3,5).

São Leão Magno (†460), Papa e doutor da Igreja, ensinou que: “Tendo a misericordiosa Providência de Deus decidido vir nos últimos tempos em socorro do mundo perdido, determinou salvar todos os povos em Cristo” (Sermão 3 do domingo da Epifania).

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Epifania do Senhor – onde a estrela parou

Epifania: A manifestação do Senhor

As lições dos Reis Magos

A Epifania do Senhor

O salmista já cantava este mistério ainda envolto em véu:

“Os reis de Társis e das ilhas hão de vir e oferecer-lhe seus presentes e seus dons. E também os reis de Seba e de Sabá hão de trazer-lhe oferendas e tributos. Os reis de toda a terra hão de adorá-lo, e todas as nações hão de servi-lo. Seja bendito o seu Nome para sempre! E que dure como o sol Sua memória! Todos os povos serão Nele abençoados, todas as gentes cantarão o Seu louvor! (Sl 71,10-17). “Nações que não vos conheciam Vos invocarão e povos que Vos ignoravam acorrerão a Vós” (cf. Is 55, 5). “As nações que criastes virão adorar, Senhor, e louvar Vosso Nome (Sl 85, 9). “O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça” (Sl 97, 2).

O profeta Isaías já tinha anunciado esse mistério sete séculos antes de acontecer, mostrando que os povos viriam a Jerusalém adorar o Messias: “Levanta-te, acende as luzes, Jerusalém, porque chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do Senhor. Eis que está a terra envolvida em trevas, e nuvens escuras cobrem os povos; mas sobre ti apareceu o Senhor, e Sua glória já se manifesta sobre ti. Os povos caminham à tua luz e os reis ao clarão de tua aurora. Levanta os olhos ao redor e vê: todos se reuniram e vieram a ti; teus filhos vêm chegando de longe com tuas filhas, carregadas nos braços… será uma inundação de camelos e dromedários de Madiã e Efa a te cobrir; virão todos os de Sabá, trazendo ouro e incenso e proclamando a glória do Senhor” (Is 60,1-6).

Os Magos cumpriram esta profecia trazendo o ouro para o Rei, o incenso para o Menino Deus e a mirra para “o Cordeiro que tira os pecados do mundo” (João 1,29), e que seria sepultado com mirra.

São Leão Magno também nos diz que: “O serviço prestado por esta Estrela nos convida a imitar sua obediência, isto é, servir com todas as forças essa graça que nos chama todos para Cristo”.

Como podemos hoje levar, nós também, nossa adoração, ouro, incenso e mirra para o Menino Deus? De muitas maneiras. Podemos ofertar-lhe o ouro da nossa fé, o incenso do nosso louvor e a mirra dos nossos sofrimentos aceitos e as boas obras, oferecidos a Deus pela salvação do mundo. Adorar ao Menino Deus pode significar também, prostrar nosso orgulho, nossa soberba; deixar de lado nossos próprios interesses e submeter nossa vida à ação e à vontade de Deus.

Diz o grande S. Gregório Magno (†604), Papa e doutor: “As mãos significam as obras virtuosas, os dedos, a discrição. Portanto, as mãos destilam a mirra quando, pelas obras virtuosas, castiga-se a carne; mas os dedos são ditos cheios da mais preciosa mirra, pois é muito preciosa a mortificação que se faz com discrição.”

É impressionante notar que os Reis Magos chegaram a Jerusalém e ninguém sabia do nascimento do Messias; apenas os pobres pastores. Penso que eles ficaram em dúvida e até decepcionados. Como? Ninguém sabe? Será que nos enganamos? Nem os doutores da lei, nem fariseus e escribas sabiam. “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”.

Mas o inimigo de Deus notou. O fato foi tão marcante que São Mateus diz que: “Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado, assim como toda a cidade de Jerusalém. E Herodes quis matar o Menino, pois pensava que fosse tomar o seu reino. Não sabia que o Reino do Messias “era do outro mundo”.

Assista também: Hoje celebramos a Epifania do Senhor. Mas, o que é isso?

Isto nos faz pensar. Também para nós Deus pode se manifestar e podemos ficar surdos e cegos à Sua chegada. E muitas vezes não faltam os inimigos que querem eliminá-lo em nossas vidas com receio de que possa tomar o seu poder de nós. Mas, apesar de todas as dificuldades, decepção pelo fato das pessoas não saberem de nada, os Magos continuaram sem desanimar, e a estrela os guiava: “E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande”.

Nós também não podemos deixar de caminhar em nossa busca do Senhor. Às vezes parece que Sua estrela some nas nuvens das tentações e dificuldades da vida, mas é preciso continuar a caminhada até a Manjedoura do Messias. Nós também vamos sentir uma grande alegria quando o encontrarmos. E vamos, como os Magos, vendo o Menino com José e Maria, sua mãe, ajoelhar diante dele, e o adorar, oferecendo os nossos presentes. E voltaremos para casa, como os Magos, por outro caminho, o da fé e da esperança, não o da descrença e da desesperança. E seremos felizes!

Prof. Felipe Aquino

Publicado em Editora Cléofas.

 

“Então, celebrando as santas festas do Natal, celebramos a Manifestação do Salvador no nosso hoje, na nossa vida, no nosso mundo!” (Dom Henrique Soares da Costa)

O Natal NÃO é a festa de aniversário de Jesus

Por Dom Henrique Soares da Costa

Alguns pensam que celebrar o Natal é comemorar o aniversário de Jesus; alguns chegam até a cantar “parabéns pra você”! Coisa totalmente fora de propósito, contrária ao sentimento da Igreja e fora do sentido da celebração dos cristãos. Então, se não celebramos o aniversário de Jesus, o que fazemos no Natal?

Antes de tudo é necessário entender o que é a Liturgia, a Celebração da Igreja.

Vejamos. O nosso Deus, quando quis nos salvar, agiu na nossa história. Primeiramente agiu na história de toda a humanidade, guiando de modo secreto e sábio todos os seres humanos e sua história. Basta que pensemos nos santos pagãos do Antigo Testamento — santos que não pertenceram ao povo de Israel: Sto. Abel, Sto. Henoc, São Matusalém, São Noé, São Melquisedec, São Jó, São Balaão… Nenhum destes pertencia ao povo de Deus… e no entanto, Deus agia através deles… Depois, Deus agiu de modo forte, aberto, intenso na história do povo de Israel, com as palavras de fogo dos profetas, com a mão estendida e o braço potente nas obras maravilhosas em benefício do seu povo eleito.

Finalmente, Deus agiu de modo pleno e total, fazendo-se pessoalmente presente, em Jesus Cristo, que é o cume, o centro e a finalidade da revelação e da ação de Deus: em Jesus, tudo quanto Deus sonhou para nós se realizou de modo pleno, único, absoluto, completo e definitivo! Então, o nosso Deus não se revela principalmente com ensinamentos, com doutrinas e conselhos, mas com ações concretas e palavras concretas de amor! E tudo isso chegou à plenitude na vida, nos gestos, palavras e ações de Jesus Cristo!

Pois bem: são estas obras salvíficas de Deus, realizadas de modo pleno em Jesus, que nós tornamos presente na nossa vida quando celebramos a Santa Liturgia, sobretudo a Eucaristia! Na força do Espírito Santo de Jesus, através das palavras, dos gestos e dos símbolos litúrgicos, os acontecimentos do passado — todos resumidos em Cristo: na sua Encarnação, no seu Nascimento, Ministério, Morte e Ressurreição e no Dom do seu Espírito — tornam-se presentes na nossa vida.

Vejamos, agora, o caso do Natal. Quando a Igreja celebra as cinco festas do Natal, ela quer celebrar não o aniversarinho do menininho Jesus… O que ela quer fazer e faz é tornar presente para nós, na força do Espírito Santo, a graça da vinda do Cristo! Celebrando a liturgia do Natal, o acontecimento do passado (a Manifestação do Filho de Deus) torna-se presente no hoje da nossa vida! Na liturgia do Natal a Igreja não diz: “Há dois mil anos nasceu Jesus”! Nada disso! O que ela diz é: “Alegremo-nos todos no Senhor: hoje nasceu o Salvador do mundo, desceu do céu a verdadeira paz!” (Antífona de Entrada da Missa da Noite do Natal).

Em Jesus, tudo quanto Deus sonhou para nós se realizou de modo pleno, único, absoluto, completo e definitivo!

A liturgia tem essa característica: na força do Santo Espírito torna presente realmente, de verdade, aquele acontecimento ocorrido no passado. Não é uma repetição do acontecimento, nem uma recordação!É, ao invés, aquilo que a Bíblia chama de memorial, isto é, tornar presente os atos de salvação de Deus!

Agora vejamos: a Eucaristia é a celebração, o memorial da Páscoa do Senhor. Como é, então, que no Natal a gente celebra a Missa, que é a Páscoa? Como é que já no Natal a Igreja mete a celebração da Páscoa? É que a Eucaristia não é simplesmente a celebração da paixão, morte e ressurreição de Cristo! Essa seria uma ideia muito mesquinha, estreita! Em cada Missa é todo o mistério da nossa salvação que se faz presente, é tudo aquilo que Deus realizou por nós, desde a criação até agora… e tudo isso tem o seu centro em Jesus: na sua Encarnação, na sua vida e na sua pregação, e alcança seu cume na sua morte e ressurreição, na sua ascensão e no dom do Santo Espírito. Então, celebramos as cinco festas do Natal celebrando a Missa, porque aí o mistério, o acontecimento da nossa salvação se torna presente e atuante na nossa vida.

Através das palavras, dos gestos e dos símbolos litúrgicos, os acontecimentos do passado tornam-se presentes na nossa vida.

Voltando para casa após a Missa do Natal, podemos dizer: “Hoje eu vi, hoje eu ouvi, hoje eu experimentei, hoje eu testemunhei e hoje eu anuncio: nasceu para nós, nasceu para o mundo um Salvador! Ele veio, ele não nos deixou, ele se fez nosso companheiro de estrada!” Celebrando a Eucaristia do Natal, recebemos a graça do Natal, entramos em comunhão com o Cristo que veio no Natal, porque recebemos no Corpo e Sangue do Senhor o próprio Cristo que nasceu para nós, e, agora, Cristo ressuscitado, pleno do Santo Espírito! É incrível, mas a graça do Natal chega a nós mais do que chegou para Maria e José e os pastores e os magos. Porque eles viram um menininho no presépio, enquanto nós o recebemos dentro de nós, seu Corpo no nosso corpo, seu Sangue no nosso sangue, sua Alma na nossa alma, seu Espírito no nosso espírito… e não mais um menininho frágil, com esta nossa vidinha humana, mas o próprio Filho agora glorificado, com uma natureza humana imortal e gloriosa, que nos transformará para a vida eterna.

Então, que neste Natal ninguém cante parabéns para o Menino Jesus, nem fique com inveja dos pastores e dos magos… Também para nós hoje nasceu um Salvador: o Cristo ressuscitado, glorioso, que recebemos no seu Corpo e Sangue e cujo mistério celebramos nos gestos, palavras e símbolos da liturgia!

(Dom Henrique Soares da Costa, via Pe. Paulo Ricardo)

Publicado em Filhos de Deus.

Imagem: Pinterest.

Sagrado Coração de Jesus – Solenidade Litúrgica

Solenidade litúrgica do Sagrado Coração de Jesus

O mês de junho é dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, cuja solenidade litúrgica celebramos dia 23 deste mês.

– Por que a Igreja Católica instituiu esta festa?

– Porque o Sagrado Coração de Jesus pediu essa celebração. Foi assim: Jesus apareceu a Santa Margarida Maria com o divino Coração em chamas. Reafirmou seu amor por nós, mas, queixou-se das ofensas que recebe na Eucaristia.

“Por isso te peço – disse Jesus a Santa Margarida – que a primeira Sexta-Feira depois da Oitava do Santíssimo Sacramento seja dedicada a uma festa especial para honrar o meu Coração, oferecendo-Lhe pública reparação, comungando nesse dia para reparar as indignidades que Ele recebeu durante o tempo em que esteve exposto sobre os altares; e prometo-te que o meu Coração se dilatará para espalhar com abundância o seu divino amor sobre aqueles que Lhe prestarem esta homenagem”.

Vamos, pois, celebrar com especial amor esse dia com Hora Santa ainda, com a comunhão reparadora com a renovação de sua consagração ao Sagrado Coração de Jesus.

A Igreja declarou que a festa do Sagrado Coração de Jesus, seja também, o dia de orações pela santificação dos sacerdotes. Vamos inclui-los em nossa oração.

A Igreja concede uma indulgência plenária sob as seguintes condições:
1.Confissão sacramental;
2.Comunhão sacramental;
3.Rezar o Pai Nosso e a Ave Maria diante do Santíssimo nas intenções do Papa.
4.Fazer ou renovar, mesmo em particular, a promessa de guardar fielmente os Estatutos do Apostolado da Oração (AO).

Em Cristo.

Pe.Otmar Jacob Schwengber. SJ
Diretor Espiritual do AO na Arquidiocese de Florianópolis

Publicado em Apostolado da Oração – Arquidiocese de Florianópolis.

A Solenidade de “Corpus Christi”

A Solenidade de “Corpus Christi”

Por Padre Wagner Augusto Portugal

Nesta quinta-feira, celebra-se a Solenidade de “Corpus Christi”. De tradição antiquissíma, esta festa, que é comemorada de modo solene e público, manifesta a centralidade da Santa Eucaristia, sacramento do Corpo e Sangue de Cristo: o mistério instituído na última Ceia e comemorado todos os anos na Quinta-Feira Santa, após a solenidade da Santíssima Trindade.

Neste dia, manifesta-se a todos, circundado pelo fervor de fé e de devoção da comunidade de todos os batizados, o Mistério de Amor que nos foi legado por Cristo, para memorial eterno de sua Paixão. A Eucaristia, realmente, é o maior tesouro da Igreja, a preciosa herança que o Senhor Jesus lhe deixou. E, assim, a Igreja conserva a Eucaristia com o máximo empenho e cuidado, celebrando-a diariamente na Santa Missa, bem como adorando-a nas igrejas e nas capelas, levando-a como viático aos doentes que partem para a vida eterna.

A Eucaristia transcende a Igreja: Ela é o Senhor que se doa “pela vida do mundo” (Jo 6,51). Ontem, hoje e sempre, em todos os tempos e lugares, Jesus quer encontrar o homem e levar-lhe a vida de Deus. Por isso, a transformação do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Cristo constituiu o princípio da divinização da mesma criação. Nasce, deste modo, o gesto sugestivo e oportuno de levar Jesus em procissão pelas ruas e estradas de nossas cidades e comunidades. Levando a Santíssima Eucaristia pelas vias públicas, queremos imergir o Pão que desceu do céu na vida quotidiana da nossa vida; queremos que Jesus caminhe onde nós caminhamos, que viva onde nós vivemos.

O nosso mundo, as nossas existências devem tornar-se templo da Eucaristia. Somos conclamados a viver em santidade. Na intimidade com Nosso Senhor Jesus Cristo, presente em corpo, sangue, alma e divindade nas sagradas espécies de pão e vinho, seremos testemunhas vivas de seu amor, de sua misericórdia, a partir do momento em que vivermos por ele e com ele, sendo luz do mundo e sal da terra. Com grande entusiasmo, este momento sagrado, em que Cristo Eucarístico passa pelas ruas de nossa cidade a nos abençoar, somos soldados perfilados fazendo sua guarda de honra, somos crentes convictos da fé que professamos, fazendo-o publicamente, somos filhos amados por Deus que desejamos, mais e mais, viver mais unidos a Ele, tanto na participação da Eucaristia, quanto na vida exemplar de lídimos cristãos.

Neste dia santo, a Eucaristia é tudo para ela, é a sua própria vida, a fonte do amor que vence a morte. Da comunhão com Cristo Eucaristia brota a caridade que transforma a nossa existência e ampara-nos no caminho rumo à Pátria Celeste.

Neste préstito solene que se forma nesta solenidade tão cara à vida espiritual da Igreja, Cristo ressuscitado percorre os caminhos da humanidade e continua a oferecer a sua “carne” aos homens, como autêntico “pão da vida” (Jo 6,48,51). Hoje “esta linguagem é dura” (Jo 6, 50) para a inteligência humana, que permanecem como que esmagadas pelo mistério. Para explorar as fascinantes profundidades desta presença de Cristo sob os “sinais” do pão e do vinho, é necessária a fé, ou melhor, é necessária a fé vivificada pelo amor. Só aquele que acredita e ama pode compreender alguma coisa deste inefável mistério, graças ao qual Deus se faz próximo da nossa pequenez, procura a nossa enfermidade, revela-se por aquilo que é infinito, o amor que salva.

Precisamente por isso, a Eucaristia é o centro palpitante da comunidade. Desde o início, na primitiva comunidade de Jerusalém, os cristãos reuniam-se no Dia do Senhor (Dies Domini) para renovar na Santa Missa o memorial da morte e ressurreição de Cristo. O domingo é o dia do repouso e do louvor, mas sem Eucaristia perde-se o seu verdadeiro significado.

Celebrando Corpus Christi, queremos renovar nosso autêntico compromisso de batizados, um compromisso pastoral prioritário da revalorização do domingo e, com ela, da celebração eucarística: “um compromisso irrenunciável, abraçado não só para obedecer a um preceito, mas como necessidade para uma vida cristã verdadeiramente consciente e coerente” (João Paulo II, “Novo Millennio Ineunte”, 36).

Adorando a Eucaristia, não podemos deixar de pensar com reconhecimento na Virgem Maria. Sugere-o o célebre hino eucarístico que cantamos muitas vezes: “Ave, verum Corpus, natum de Maria Virgine” (“Ave, ó verdadeiro Corpo, nascido da Virgem Maria). Peçamos hoje à Mãe do Senhor que todos os homens possam saborear a doçura da comunhão com Jesus e tornar-se, graças ao pão de vida eterna, participantes do seu mistério de salvação e de santidade.

Por isso cantemos: “Glória a Jesus…”

Seqüência – “Lauda Sion”

Terra, exulta de alegria,

louva teu pastor e guia

com teus hinos, tua voz!

Tanto possas, tanto ouses,

em louvá-lo não repouses:

sempre excede do teu louvor!

Hoje a Igreja te convida:

ao pão vivo que dá vida

vem com ela celebrar!

Este pão, que o mundo o creia!,

por Jesus, na santa ceia,

foi entregue aos que escolheu.

Nosso júbilo cantemos,

nosso amor manifestemos,

pois transborda o coração!

Quão solene a festa, o dia,

que da Santa Eucaristia

nos recorda a instituição!

Novo Rei e nova mesa,

nova Páscoa e realeza,

foi-se a Páscoa dos judeus.

Era sombra o antigo povo,

o que é velho cede ao novo;

foge a noite, chega a luz.

O que o Cristo fez na ceia,

manda à Igreja que o rodeia,

repeti-lo até voltar.

Seu preceito conhecemos:

pão e vinho consagremos

para nossa salvação.

Faz-se carne o pão de trigo,

faz-se sangue o vinho amigo:

deve-o crer todo cristão.

Se não vês nem compreendes,

gosto e vista tu transcendes,

elevado pela fé.

Pão e vinho, eis o que vemos;

mas ao Cristo é que nós temos

em tão ínfimos sinais…

Alimento verdadeiro,

permanece o Cristo inteiro

quer no vinho, quer no pão.

É por todos recebido,

não em parte ou dividido,

pois inteiro é que se dá!

Um ou mil comungam dele,

tanto este quanto aquele:

multiplica-se o Senhor.

Dá-se ao bom como ao perverso,

mas o efeito é bem diverso:

vida e morte traz em si…

Pensa bem: igual comida,

se ao que é bom enche de vida,

traz a morte para o mau.

Eis a hóstia dividida.

Quem hesita, quem duvida?

Como é toda o autor da vida,

a partícula também.

Jesus não é atingido:

o sinal é que é partido,

mas não é diminuído,

nem se muda o que contém.

Eis o pão que os anjos comem

transformado em pão do homem;

só os filhos o consomem:

não será lançado aos cães!

Em sinais prefigurado,

por Abraão foi imolado,

no cordeiro aos pais foi dado,

no deserto foi maná…

Bom pastor, pão de verdade,

piedade, ó Jesus, piedade,

conservai-nos na unidade,

extingui nossa orfandade,

transportai-nos para o Pai!

Aos mortais dando comida,

dais também o pão da vida;

que a família assim nutrida

seja um dia reunida

aos convivas lá no céu!

 

Fonte: Catequese Católica.

Graças e louvores se deem a todo momento, ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento! (Bíblia Católica News)

Graças e louvores se deem a todo momento, ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Eucaristia, mistério de uma presença!

O Catecismo da Igreja Católica afirma: “Cristo Jesus, Aquele que morreu, ou melhor, ressuscitou, Aquele que está à direita de Deus e que intercede por nós (Rm 8,34), está presente de múltiplas maneiras em Sua Igreja: em Sua Palavra, na oração de Sua Igreja, lá ‘onde dois ou três estão reunidos em Meu nome’ (Mt 18,20), nos pobres, nos doentes, nos presos, em Seus sacramentos, dos quais Ele é o autor, no sacrifício da missa e na pessoa do ministro. Mas sobretudo está presente sob as espécies eucarísticas (n. 1373).

É verdade que o Senhor Jesus, na força do Seu Espírito, está presente de modos variadíssimos na Sua Igreja, mas, sobretudo, de um modo eminente, Ele Se faz presente no pão e no vinho consagrados na Eucaristia. Ali, já não está presente simplesmente a graça do Cristo, mas, pessoalmente, o próprio Autor da graça!

Ele, que na Última Ceia Se entregou no pão e no vinho, dizendo “isto é o Meu Corpo, isto é o Meu Sangue”, é Aquele mesmo que havia antes prevenido de modo solene: “Em verdade, em verdade, vos digo: ‘Aquele que crê tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida! A Minha carne é verdadeiramente uma comida e o Meu sangue é verdadeiramente uma bebida” (Jo 6,47s.55). Sendo assim, se em todos os sacramentos, Jesus Cristo atua através de sinais sensíveis que, sem mudarem de natureza, adquirem uma capacidade transitória de santificação, na Eucaristia, Ele está presente com o Seu corpo e sangue, alma e divindade, dando ao homem toda a Sua Pessoa e a Sua vida, tudo quanto viveu entre nós amorosamente, até o extremo da entrega na cruz. Tudo isso está presente no pão e no vinho consagrados.

papa-bento-xvi

Na Eucaristia, realmente presente para estar em real comunhão conosco

A Igreja sempre acreditou nesta maravilhosa realidade e insondável mistério da presença real do Senhor Jesus. Com a transformação ocorrida na consagração das espécies eucarísticas, o Senhor torna-Se presente no Seu Corpo e Sangue.

Os Santos Padres, doutores da Igreja Antiga, para exprimir a mudança do pão e do vinho no Corpo e Sangue do Senhor, falavam de “metabolismo” do pão e do vinho em corpo e sangue. São Tomás de Aquino recordava que a Eucaristia é o sacramento da presença de Cristo. Isso a distingue dos outros sacramentos. O Santo Doutor dizia que ela “re-presenta” Cristo. “Re-presenta”, no sentido de tornar Cristo realmente presente, já que a Eucaristia não é uma devota recordação, mas a presença efetiva, real, verdadeira e eficaz, pascal, do Senhor morto e ressuscitado, que quer atingir todos os homens e com eles entrar em real e pessoal comunhão. E Ele explicava ainda que o significado do Sacramento é tríplice: “O primeiro diz respeito ao passado, enquanto comemora a paixão do Senhor, que foi um verdadeiro sacrifício… Por isso, é chamado sacrifício. O segundo diz respeito ao efeito presente, ou seja, à unidade da Igreja, em que os homens são reunidos por meio deste Sacramento. O terceiro significado diz respeito ao futuro: pois este Sacramento é prefigurativo da bem-aventurança divina, que se realizará na pátria”.

Também São Boaventura contribuiu para a teologia da Eucaristia, insistindo no espírito de piedade necessário para comungar Cristo. Recorda-nos ele que, na Eucaristia, além das palavras da Última Ceia, realiza-se a promessa do Senhor: “Eu estou convosco todos os dias até ao fim do mundo” (Mt 28,20). Portanto, no Sacramento, Ele está real e verdadeiramente presente na Igreja.

A presença real na Eucaristia: mysterium fidei!

Foi o Concílio de Trento que, como Magistério da Igreja, melhor exprimiu o mistério da presença real do Senhor nas espécies eucarísticas. O Tridentino insistiu na presença verdadeira, real e substancial do Senhor Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, sob as espécies do pão e do vinho.

Afirmou, do mesmo modo, que o Corpo do Senhor está presente não só no pão, mas também no vinho, e que o Seu Sangue está presente não só no vinho, mas também no pão. Em outras palavras: Jesus não está parte no vinho e parte no pão, mas Se encontra real e perfeitamente todo no vinho e todo no pão.

Explicou também que, em ambas as espécies, o Senhor Jesus Cristo está presente com a Sua alma humana e com a Sua divindade.
Portanto, Cristo, Verbo do Pai, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, está presente todo inteiro sob as duas espécies e em cada parte delas.

O mesmo Concílio definiu ainda a “transubstanciação”, isto é a mudança real da substância do pão no Corpo de Cristo e da substância do vinho no Seu divino Sangue.

Na sua Encíclica Ecclesia de Eucharistia, o Beato João Paulo II recorda: “A reprodução sacramental na Santa Missa do sacrifício de Cristo coroado pela Sua ressurreição implica uma presença muito especial, chama-se ‘real’, não a título exclusivo como se as outras presenças não fossem ‘reais’, mas por excelência, porque é substancial, e porque por ela se torna presente Cristo completo, Deus e homem. Reafirma-se assim a doutrina sempre válida do Concílio de Trento: ‘Pela consagração do pão e do vinho opera-se a conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de Cristo nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do Seu sangue; a esta mudança, a Igreja católica chama, de modo conveniente e apropriado, transubstanciação’. Verdadeiramente a Eucaristia é mistério de fé, mistério que supera os nossos pensamentos e só pode ser aceita pela fé, como lembram frequentemente as catequeses patrísticas sobre este sacramento divino. ‘Não hás de ver – exorta São Cirilo de Jerusalém – o pão e o vinho [consagrados] simplesmente como elementos naturais, porque o Senhor disse expressamente que são o Seu corpo e o Seu sangue: a fé o assegura a ti, ainda que os sentidos possam sugerir-te outra coisa” (n. 15).

Assim, segundo a fé católica, recebida dos apóstolos e conservada fielmente na Igreja de Cristo, a presença eucarística do Senhor Jesus morto e ressuscitado começa no momento da consagração e dura também enquanto subsistirem as espécies eucarísticas. Em outras palavras, enquanto houver o pão e o vinho consagrados, há realmente Corpo e Sangue do Senhor.

João Paulo II, citando Paulo VI, afirmou claramente na sua Encíclica eucarística: “Permanece o limite apontado por Paulo VI: ‘Toda a explicação teológica que queira penetrar de algum modo neste mistério, para estar de acordo com a fé católica deve assegurar que na sua realidade objetiva, independentemente do nosso entendimento, o pão e o vinho deixaram de existir depois da consagração, de modo que a partir desse momento são o Corpo e o Sangue adoráveis do Senhor Jesus que estão realmente presentes diante de nós sob as espécies sacramentais do pão e do vinho’” (Ecclesia de Eucharistia, 15).

Veja tambem  «Sacramento do amor»: Exortação apostólica do Sínodo sobre a Eucaristia

Portanto, não basta afirmar que Cristo está no pão ou está no vinho; é necessário afirmar que Cristo é o pão e Cristo é o vinho e naquelas espécies consagradas já não há realmente pão e vinho; nada há que não seja o Cristo Senhor, morto e ressuscitado. Imenso mistério! Mistério de amor! Mysterium fidei – mistério da fé!

Razões para estar tão presente de modo tão real

Pode-se perguntar o motivo de o Senhor dar-Se assim, tão realisticamente, no pão e no vinho. Apontemos algumas razões:

(1) A nossa união real e íntima com Ele que, na comunhão, não somente está conosco, mas também em nós, fazendo com que nós estejamos Nele. Nunca esqueçamos que isto é possível porque o Senhor que Se nos dá na Eucaristia é pleno de Espírito Santo, de modo que, em cada comunhão, recebemos o Seu Espírito Santo, que nos faz permanecer em Cristo e Cristo em nós.

(2) A edificação da Igreja, já que comungando todos do mesmo Corpo e Sangue do Senhor, tornamo-nos Nele cada vez mais um só corpo, que é a Igreja, segundo a palavra do Apóstolo: “O cálice de bênção que abençoamos não é comunhão com o sangue de Cristo? O pão que partimos não é comunhão com o corpo de Cristo? Já que há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, visto que participamos deste único pão” (1Cor 10,16). Esta unidade não é simplesmente simbólica ou sentimental, mas real, pois é unidade no Corpo do Senhor, pleno do Espírito Santo.

(3) A nossa divinização, pois, recebendo o Corpo e Sangue do Senhor, recebemos a própria vida divina, alimentando-nos com o próprio Cristo ressuscitado pleno do Espírito Santo que dá vida: “Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue permanece em Mim e Eu nele. Assim como o Pai, que vive, Me enviou e Eu vivo pelo Pai, também aquele que come de Mim viverá por Mim” (Jo 6,56s).

(4) Finalmente, comungando do corpo e sangue Daquele que morreu e ressuscitou, recebemos como alimento a própria vida eterna, vida de ressurreição: “Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue tem a vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia. Quem come deste pão viverá eternamente” (Jo 6,54.58c).

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Graças e louvores ao Santíssimo Sacramento!

Diante da Eucaristia, inestimável dom, nossa resposta é não somente a fé agradecida, mas também a viva sede da comunhão frequente e da adoração piedosa. São João Crisóstomo afirmava: “Quando estás para abeirar-te da sagrada mesa, acredita que nela está presente o Senhor de todos”. Por isso, a adoração é inseparável da comunhão.

Neste sentido, a Igreja desde tempos remotos, recomenda aos seus filhos que se detenham frequentemente em adoração ao Senhor sacramentado. O Beato João Paulo quis renovar essa recomendação: O culto prestado à Eucaristia fora da missa é de um valor inestimável na vida da Igreja, e está ligado intimamente com a celebração do Sacrifício eucarístico. A presença de Cristo nas hóstias consagradas que se conservam após a Missa – presença essa que perdura enquanto subsistirem as espécies do pão do vinho – resulta da celebração da Eucaristia e destina-se à comunhão, sacramental e espiritual. Compete aos Pastores, inclusive pelo testemunho pessoal, estimular o culto eucarístico, de modo particular as exposições do Santíssimo Sacramento e também as visitas de adoração a Cristo presente sob as espécies eucarísticas. É bom demorar-se com Ele e, inclinado sobre o Seu peito como o discípulo predileto (cf. Jo 13,25), deixar-se tocar pelo amor infinito do Seu coração. Se atualmente o cristianismo se deve caracterizar sobretudo pela arte da oração, como não sentir de novo a necessidade de permanecer longamente, em diálogo espiritual, adoração silenciosa, atitude de amor, diante de Cristo presente no Santíssimo Sacramento? Quantas vezes, meus queridos irmãos e irmãs, fiz esta experiência, recebendo dela força, consolação, apoio! Desta prática, muitas vezes louvada e recomendada pelo Magistério, deram-nos o exemplo numerosos Santos. De modo particular, distinguiu-se nisto Santo Afonso Maria de Ligório, que escrevia: ‘A devoção de adorar Jesus sacramentado é, depois dos sacramentos, a primeira de todas as devoções, a mais agradável a Deus e a mais útil para nós’. A Eucaristia é um tesouro inestimável: não só a sua celebração, mas também o permanecer diante dela fora da missa permite-nos beber na própria fonte da graça. Uma comunidade cristã que queira contemplar melhor o rosto de Cristo… não pode deixar de desenvolver também este aspecto do culto eucarístico, no qual perduram e se multiplicam os frutos da comunhão do corpo e sangue do Senhor” (Ecclesia de Eucharistia, 15).

Portanto, não tenhamos dúvidas: se as espécies eucarísticas destinam-se primeiramente a serem consumidas em comunhão fraterna durante a celebração da Santa Missa, também podem e devem ser adoradas não somente no momento mesmo da consagração – quando devemos todos nos ajoelhar de modo reverente a adorante -, mas também fora da missa, em adoração pessoal ou comunitária. Estas são as constantes consciência e doutrina da Igreja, da qual nenhum católico deve duvidar. Ninguém tem o direito de ensinar diversamente! Que fique claro de modo cristalino: as espécies eucarísticas, primariamente dadas à Igreja para a comunhão, devem ser adoradas por todos, seja durante a consagração, seja com um piedoso e reverente gesto antes da comunhão (um inclinação, uma genuflexão ou até mesmo ajoelhar-se), seja na adoração pessoal ou comunitária no culto eucarístico fora da celebração da santa Missa. Que ninguém se deixe iludir por falsos mestres, mestres de si próprios e doutores em próprio nome, que deturpam a fé, usurpam o mandato de ensinar aos fieis, que compete à Igreja, e confundem o rebanho com doutrinas exóticas e de própria autoria, que só levam à confusão dos fieis e ao esfriamento geral da fé! A Eucaristia é um mistério grande demais, sublime demais para ser manipulado por quem quer que seja!

Graças e louvores se deem a todo momento, ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Dom Henrique Soares – Bispo Auxiliar de Aracju/SE

Fonte: Bíblia Católica News.

O Sepulcro está vazio, Cristo ressuscitou!

Reflexão

O Sepulcro está vazio, Cristo ressuscitou!

Jesus, ao ressuscitar com seu corpo glorioso, vence o pecado e a morte.

16/04/2017

Cidade do Vaticano (RV) – «O Evangelho de São João nos diz que no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de Jesus e o encontrou vazio. João faz questão de ressaltar que era de madrugada e ainda estava escuro. Podemos perceber que o evangelista ao registrar que o fato aconteceu no primeiro dia da semana, quer fazer alusão à nova criação. O que ele vai relatar é uma novidade radical, é a vida nova de um homem, não um fato como a denominada ressurreição de Lázaro, que volta à vida, mas continua submetido à necessidade de cuidar de sua saúde, de se alimentar e que voltará a morrer.

 João vai relatar a autêntica ressurreição, a vitória de Jesus sobre as limitações humanas, sobre suas fragilidades, sobre a morte. Jesus jamais voltará a morrer. A morte nunca mais terá poder sobre ele, porque ele, a Vida, a destruiu.

Contudo, Maria Madalena, apesar de ter escutado várias vezes Jesus dizer que ressuscitaria, a dor da morte é tal que ela se esquece das palavras do Mestre.

Apesar do corpo de Jesus já ter sido ungido na sexta-feira por José de Arimateia e por Nicodemos, ela não consegue ficar longe do corpo morto do Senhor. A escuridão enfatizada no texto é um símbolo do estado interior de Maria. Ela está com uma vida sem sentido, sem alegria. Seus grande libertador, seu grande amigo está morto. Ela vai ao sepulcro quando ainda está escuro, na natureza e no seu interior. Mas seu coração está iluminado pelo amor, por isso ela vai até ao sepulcro.

Ela o encontra vazio. Sente-se despontada e mais desolada, perdida e impotente.

Maria Madalena busca o cadáver de Jesus. Ela esqueceu totalmente a promessa dele de que iria ressuscitar.

Ela olha para o sepulcro vazio e vê dois anjos, um na cabeceira e outro nos pés. O evangelista quer nos recordar os dois anjos que foram colocados, um à cabeceira e outro aos pés da arca da aliança. Jesus é a nova aliança. Por isso a aliança de Jesus Cristo é eterna, pois ele ressuscitou.

Mas Madalena, abalada pela dor não reconhece os sinais e só vê o sepulcro vazio. Somente após a segunda pergunta de Jesus, ao ouvi-lo pronunciar seu nome e deixar de olhar para o sepulcro e voltar-se para o lado contrário é que ela vê o ressuscitado.

Como Maria Madalena, também nós só veremos os sinais da ressurreição, quando levantarmos nossos olhos dos sinais de morte, e dirigirmos nosso coração para a VIDA. Enquanto estivermos afeiçoados àquilo que é egoísmo, ambição, ira, não perceberemos que a Vida está à nossa frente, e sofreremos as consequências da opção pelos atrativos mortais. Ao contrário, quando acreditarmos no poder de Deus e formos mais irmãos, adeptos da partilha e do serviço, perceberemos os sinais da Vida a todo momento, pois estaremos desde agora vivendo à luz de Deus. Feliz Páscoa!»

Publicado em Rádio Vaticano.

Sexta-feira Santa da Paixão do Senhor: “Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos, porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo!

Santa Sexta-feira da Paixão do Senhor


HOJE É UM dos dias mais importantes de todo o calendário cristão. É o dia de celebrar o Sacrifício Redentor de Nosso Senhor Jesus Cristo pela salvação de nossas almas.

Por isso mesmo, é triste observar certas comunidades católicas que caem na monotonia, que celebram seus momentos e datas mais importantes sem emoção, sem verdadeira entrega e sem entrar no espírito da celebração. Isso é válido para todos os momentos do Calendário Litúrgico, e mais ainda na ocasião das vésperas da Páscoa do Senhor, o momento máximo da Igreja, quando ela inteira vem celebrando a Semana Santa. É uma ocasião simplesmente, literalmente, maravilhosa para renovarmos nossa espiritualidade e nossa fé cristã! Uma Semana que começou contemplativa, segue agora introspectiva e se encerrará em grande festa.

Na expectativa do Domingo da Páscoa e da Ressurreição do Senhor, vivemos quarenta dias de contrição, interiorização e penitência, para comemorar enfim a grande Vitória sobre o pecado e a morte. Vencendo as forças das trevas, Jesus ressurgiu triunfal, para nos garantir a vida eterna! Mas antes do momento de celebrar nossa imensa alegria cristã, por sermos católicos e por termos sido feitos filhos de Deus, precisamos viver a Sexta-Feira da Paixão do Senhor.

Este é o segundo dia do Tríduo Pascal. O que Jesus realizou ontem nos ritos da Santa Ceia, Ele hoje realiza na dureza e angústia da Cruz: entregou-se totalmente por nós, consumou por nós a sua vida, numa total entrega ao Pai, que nos reconcilia com o Pai. Hoje não é dia de reuniões festivas nem de se empanturrar com bacalhoadas e consumo das bebidas alcoólicas. Hoje, o verdadeiro cristão católico jejua e se abstém de carne.

A Liturgia de hoje é solene e dramática. O Altar é desnudo, sem nenhum ornamento. De fato, não há palavras para exprimir o imenso Mistério que celebramos: o Filho eterno, Deus Santo, Vivo e Verdadeiro, nesta Tarde sacratíssima, por cada um de nós se entregou à morte, – e morte de cruz! Para contemplar o Mistério hoje celebrado, tomemos, então, com temor e tremor, as palavras da Epístola aos Hebreus, que escutamos. Hoje não se celebra a Eucaristia, mas, às 15h, os cristãos se reúnem em santa assembleia para fazer memória da Paixão e Morte do Senhor, exaltando a Santa Cruz. Que o dia de hoje seja de silêncio, oração e penitência. São as leituras do dia:

• Is 52,13 – 53,12
• Sl 30
• Hb 4,14-16; 5,7-9
• Jo 18,1–19,42

Mesmo sendo Deus e Filho de Deus, o Cristo aprendeu o que significa a obediência a Deus a partir da experiência humana, até as últimas consequências. Eis aqui uma realidade que jamais poderemos compreender totalmente! O Filho Eterno, o Filho que viveu sempre na intimidade do Pai, o Filho infinitamente amado pelo Pai, no seu caminho neste mundo aprendeu a descobrir, a cada dia, a vontade do Pai Celeste e a ser a ela obediente! Mais ainda: esta obediência lhe custou lágrimas, angústias, humilhação, dores e sofrimento extremo! Toda a existência do Senhor Jesus foi uma total dedicação ao Pai, uma absoluta entrega, no dia-a-dia, nas pequenas coisas… Jesus foi procurando e descobrindo a vontade do Pai nos acontecimentos, nas pessoas, nas Escrituras. E pouco a pouco foi percebendo que esta Vontade ia levá-lo à cruz. E nosso Deus Salvador, ao mesmo tempo Poderoso e Forte, e doce, manso e humilde de coração, foi se entregando, se esvaziando, se abandonando por Amor a cada um de nós.

Abba! Pai! Tudo é possível para Ti: afasta de mim este cálice; porém não o que eu quero, mas o que Tu queres!” (Mc 14,36). Para o Senhor Jesus Cristo, como para nós, a Vontade do Pai muitas vezes pareceu enigmática, e Ele teve que discerni-la e descobri-la entre trevas densas e dolorosas. Mas, ao fim, como nos comove a entrega total do Cristo: “Pai, em tuas Mãos entrego o meu Espírito!” (Lc 23, 46). Em tuas Mãos, amado Pai, eu me abandono! Para nós, o Filho é modelo e caminho de amor ao Pai. Ser cristão é entregar-se ao Senhor Deus como ele se entregou. E esta entrega total foi por nós: “Cristo, por nós, fez-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fl 2,8).

“Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem”. Isto é, tornado perfeito na obediência, consumando toda a sua existência humana de modo amoroso e total, entregando-se ao Pai por nós, ele se tornou causa da nossa salvação! Vejam, irmãos: não se oferecem mais ao Pai sacrifícios de vítimas irracionais e impessoais! Agora é o próprio Cordeiro santo e imaculado que, com todo o amor de seu Coração, com toda a dedicação de sua Alma, se oferece livremente por nós todos! Façamos também nós, de nossas vidas, uma entrega total ao Pai, com Jesus: entrega de nossos atos, de nossos pensamentos, de nossos afetos, de nossos negócios, de nossa vida familiar e profissional, de nossas decisões e escolhas, de nossas relações humanas, de nossas alegrias e sofrimentos. Tudo, absolutamente tudo, ofereçamos ao Pai com Jesus e por Jesus, e entraremos na salvação que Ele nos trouxe por sua cruz!

Nesta santíssima Sexta-Feira da Paixão, somos convidados a não somente contemplar, admirados, a entrega total do Filho ao Pai amado, mas também somos chamados a participar dessa mesma entrega. É assim que Cristo é causa de salvação para nós!

Senhor Jesus, que o teu sublime exemplo de amor ao Pai e a nós, nos comova e converta o coração, tire-nos da preguiça espiritual e nos livre de uma vida cristã morna e falsa! Senhor, obrigados por tão grande prova de Amor a nós e ao mundo todo! Obrigados por tuas dores, obrigados por tua cruz, obrigados por tua morte e por tua sepultura!

Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos, porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo!

Fonte: O Fiel Católico.

Natal: Início do Mistério da redenção do Universo

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Natal: Início do Mistério da redenção do Universo

O Natal de Jesus se lança como grande farol: começa a irradiar o esplendor de Deus nas trevas, fazendo que a Noite Santa do Natal e a Noite Santa da Vigília Pascal resplandeçam luminosas clareando todos os cantos da humanidade e do Universo, outrora cobertos pelas trevas do mal e da morte.

Com o Tempo do Advento e sua densidade toda especial, as celebrações nos prepararam e nos potencializam a receber a Boa Notícia proclamada pelos anjos e testemunhada por todos os povos: o nascimento do Salvador em nossa caminhada e história. Pede licença para em nós vir fazer Sua morada, e, em nossa casa, nossa família poder encontrar o aconchego.

A segunda maior festa da tradição cristã é o Natal que vem carregada de simbolismo Pascal e indica que Jesus Nazareno, o Cristo de Deus, o verdadeiro messias, há muito é aguardado por todo universo e por todo povo de Deus. Esse acontecimento foi desejado e planejado desde sempre por Deus nosso Pai: fazer que a Divindade habitasse nossa carne, nossa fragilidade e ambiguidades para melhor compreender nossa humanidade.

O Natal de Jesus se lança como grande farol: começa a irradiar o esplendor de Deus nas trevas, fazendo que a Noite Santa do Natal e a Noite Santa da Vigília Pascal resplandeçam luminosas clareando todos os cantos da humanidade e do Universo, outrora cobertos pelas trevas do mal e da morte.

Através da habitação de Jesus em nossa tenda mortal inicia-se o momento de maior presença da Divindade entre nós, fato que se atualiza pelos Mistérios celebrados na ação litúrgica, que em Sua atualização memorial, nos lança no acontecido como que “hoje” novamente para nós, permitindo assim que o tempo de Deus e a salvação possam nos alcançar integralmente.

A Liturgia da Igreja nos convida a ver no pequenino, a Divindade invisível que habita este novo ser humano, o novo Adão recriado pela força Santificadora do Espírito que plenificou o ventre de Maria, menina que se abriu à novidade, antiga e eterna, do cumprimento da promessa redentora de Deus feita sempre e renovada de geração em geração aos seus pais na fé.

Na liturgia da noite de Natal o anúncio dos anjos aos pastores, revela aos pequenos e pobres, que de noite, uma estrela luzente está a tremeluzir e começa a espantar toda treva e escuridão do universo e tem o seu ápice na revelação do anjo, durante a madrugada triste, a Maria Madalena de que Ele Ressuscitou. O novo sol, a Coluna Luminosa despontou dilacerando o poder da morte e do mal sobre a humanidade, um basta começa a ser implantado em nosso meio. Ao ser enfaixado e colocado na manjedoura prefigura-se de que Ele iria morrer e ser sepultado, pois na tradição judaica enfaixava-se o morto com tecidos de linho e sepulta-se o corpo do ente querido à espera do Dia do Senhor e da ressurreição dos corpos, para nós tudo já plenificado em Jesus.

Agora com a luz de Deus em Jesus, dia e noite, podemos caminhar seguros e trilhar os caminhos da alegria, da felicidade e nos reencontrar no jardim do Éden, como outrora, pois o Emanuel – Deus conosco está! Desta feita podemos entoar alegres e vibrantes de alegria e gozo o ‘Glória a Deus nas Alturas e paz na terra aos seus amados!’ que havia ficado silenciado no Advento e na presença do desejado e esperado suplicar pela paz e pela irmandade de todos os povos.

O presépio ganha a peça principal e pode receber a bênção do presidente da celebração para nos ser sacramental da vida do povo. As luzes do pisca e da árvore de Natal ganham vida abrilhantando e fazendo-nos perceber a festa da luz em Jesus. Os sinos repicam como que se fazendo de anjos à anunciar esta maravilha que Deus nos concede celebrar afinal é uma Festa!, Os presentes em casa são o de menos, pois o que o Pai quer é ver seus filhos bem encaminhados na luz de Jesus e se amando em família e na família maior que é a comunidade.

O dia de Natal, 25 de dezembro, é o dia em que o Sol brilha mais tempo no ano e neste acontecimento natural, a Igreja viu a importância de lhe acreditar como o dia do Natal do Senhor, que se permite ser luz incessante em nossas vidas e os confins do universo podem contemplar a Salvação que veio de Deus.

Podemos acorrer à Palavra e perceber que nesta liturgia temos o meio da bíblia, onde o primeiro e o novo testamento têm seu ponto de chegada e de partida, pois “o Verbo se fez carne e habitou entre nós”. A promessa Divina acontece e em Jesus a Divindade pode se fazer presente em nosso meio e nos alegrar, pois a consolação de Deus para nós, depois de tanto esperarmos, chegou naquele pequeno e frágil ser.

(…)

Mãe de Deus, Epifania do Senhor
Dia 01 de Ano é a festa da Teotokos, Mãe de Deus e nossa. A Igreja dedicou o primeiro dia do ano aos cuidados de Maria para que ela nos aponte o caminho da paz, pois seu filho o Príncipe da Paz está em seu colo e ela aponta para Ele como a nos indicar isso.

No dia 06 de Janeiro celebramos a Epifania do Senhor – Sua manifestação entre os homens, o apresentar-se à humanidade representada pelos magos, homens sábios que decifraram o caminho que a humanidade deve fazer até a luz da luz divina. Os presentes anunciam a qualidade de que o menino é portador e que fará de todo um povo o ser também: ouro, a realeza; incenso: a divindade; mirra: a paixão e sofrimentos que deveria lhe acontecer na Sua Páscoa entre nós e convida a todos a lhe prestar a devida atenção e reverência.

Batismo do Senhor
Na solenidade do Batismo do Senhor vemos o Cristo se permitir passar por um ritual humano, abençoando e santificando assim todas as águas tornando-as puras novamente. Pleno do Espírito de Deus, inicia Seu ministério entre os homens, pela unção divina que lhe confirma em Sua missão e essência de Filho muito amado do Altíssimo. Somos chamados a prestar atenção e escutar a Sua voz, ou seja, o cumprimento de Sua proposta amorosa com o universo e toda humanidade.

Neste período podemos usar o credo niceno-constantinopolitano, em substituição do símbolo apostólico, pois sua dinâmica interna reflete a preocupação dos pais da Igreja em preservar a humana-divindade de Jesus e a essência na trindade intacta na sua pessoa.

Que possamos irmãos e irmãs estar abertos a essa manifestação de Deus sempre presente em nossa história e nos deixar inspirar por tão grande luz que nos vem do Emanuel, Príncipe da Paz, Adonai, Sol do Oriente, Guia de Israel, Rebento de Jessé, de Jesus Cristo Nosso Senhor e Redentor Nosso! Amém!

José Fernandes Correia
Equipe de Liturgia e Canto Arq. de Maringá – PR.

Fonte: Maringá Missão – Revista da Arquidiocese de Maringá.

Imagem: Cléofas:”A Importância de celebrar o Nascimento de Jesus no dia 25 de dezembro”(Prof. Felipe Aquino).

 

Imaculada Conceição de Maria – Solenidade e Festa

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Festa da Imaculada Conceição de Maria

A doutrina da Imaculada Conceição, cuja memória litúrgica celebra-se neste segundo domingo do Advento, sempre foi uma realidade muito constante nos escritos dos santos. Desde os primeiros séculos, a cristandade já recordava a Virgem Maria como aquela que fora preservada de toda mancha do pecado – a Tota Pulchra, como canta a antífona própria desta festa. Ao contrário de Eva, a também virgem imaculada que respondeu à visita do anjo decaído com seu não a Deus, Maria é a virgem imaculada que, recebendo em sua casa a presença de São Gabriel, respondeu com o seu sim: “Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a Tua Palavra”.
E foi nesta firme convicção, “depois de na humildade e no jejum, dirigirmos sem interrupção as Nossas preces particulares, e as públicas da Igreja, a Deus Pai”, que o Papa Pio IX, num dos atos mais solenes de seu pontificado, declarou “a doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante da sua Conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente (…) foi preservada imune de toda mancha de pecado original”. Não por acaso, pouco tempo depois desta proclamação, em 1858, Nossa Senhora apareceria a uma jovem camponesa de Lourdes, na França, dizendo ser a “Imaculada Conceição”.
Antes da definição de Pio IX, no entanto, existiam algumas controvérsias teológicas quanto a esse ensinamento. Embora fosse de grande consenso a doutrina segundo a qual Maria nascera sem pecado algum – estando essa verdade presente não só na fé popular como também nos textos litúrgicos -, muitos teólogos viam com dificuldade a proposição, sobretudo porque não conseguiam entender de que modo isso poderia se relacionar com a redenção operada por Cristo no mistério da paixão. Afinal, sendo Maria imaculada, teria ela necessitado da salvação?
A dificuldade, infelizmente, acabou suscitando algumas heresias já na época de Santo Tomás de Aquino. Para certos teólogos, Maria não teria sido redimida por Cristo. O imbróglio, com efeito, fez com que o Doutor Angélico reagisse na Suma Teológica, negando a doutrina da imaculada conceição. Foi somente no final de sua vida, no seu comentário da saudação angélica (ou seja, da Ave-Maria), que Santo Tomás voltou atrás e aceitou essa verdade de fé.
A confusão teológica, contudo, ainda perdurou por algum tempo até que um frade franciscano, o bem-aventurado Duns Scoto, finalmente apresentasse uma explicação consistente. Scoto defendia que Maria havia sido salva já no ventre de Sant’Anna, tendo em vista o sangue de Cristo derramado na cruz. Uma vez que Deus não está preso ao tempo e ao espaço, Ele bem poderia utilizar os méritos da Paixão de Jesus antecipadamente, preservando Nossa Senhora das insídias diabólicas. Foi baseado nesta argumentação que o também bem-aventurado Papa Pio IX publicou a Bula Innefabillis Deus, pondo termo à controvérsia e definindo como dogma de fé a “Imaculada Conceição de Maria”.
Na Bula Innefabillis Deus, Pio IX usa duas passagens bíblicas para atestar a veracidade do dogma: Gênesis, capítulo 3 – o chamado Proto-Evangelho em que se narra a “inimizade” entre a serpente e a Mulher -, e Lucas, capítulo 1, no qual o evangelista relata a saudação angélica de São Gabriel: “Ave, Cheia de Graça, o Senhor é convosco”. Com esses dois textos, o Papa revela as evidências da santidade de Maria. Por ter sido agraciada desde o ventre de sua mãe, Maria é a inimiga por excelência do demônio; e sendo a “Cheia de Graça”, à qual “grandes coisas fez Aquele que é poderoso”, possui a mais perfeita amizade com Deus.
Nós, brasileiros, temos a grande graça de ter herdado de Portugal a devoção pela Imaculada Conceição de Maria. Embora muitas pessoas não saibam, é a Imaculada Conceição a Padroeira de Portugal. Isso porque foram naquelas terras que aconteceram as maiores batalhas em defesa da fé cristã e, sobretudo, em defesa da imaculada conceição. Numa época em que a península ibérica via-se ameaçada pelas investidas dos mouros, os cavaleiros cristãos fizeram um pacto de sangue, a fim de preservar a fé católica da região. E venceram com a ajuda e intercessão da Imaculada.
No Brasil, temos também como padroeira Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Ela, como “um exército em ordem de batalha”, convida-nos também a empreender um combate contra a serpente maligna que assalta nossa dignidade, nossos filhos e nossa fé.Rezemos a Ela, a Auxilium Christianorum, para que neste momento, em que duas leis perniciosas tramitam em nosso parlamento com o intuito de destruir a família brasileira, a cabeça da serpente seja esmagada e precipitada ao inferno junto com seus demônios.
Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!

Solenidade do Imaculado Coração de Maria e Consagração ao Imaculado Coração

Memória do Imaculado Coração de Maria

Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem.

Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas.

Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”. Jesus respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas estas coisas.

Quis Deus, no mistério da sua Providência, associar aos gozos e padecimentos de Jesus Cristo, Verbo feito carne (cf. Jo 1, 14), a santíssima e sempre virgem Maria, de modo que toda a família cristã, após tributar ao Coração Sagrado do Salvador a adoração que por direito lhe é devida, é chamada a render também ao Coração de nossa Mãe do Céu, com uma proporcionada veneração, “os correspondentes obséquios de piedade, de amor, de agradecimento e de reparação” (Pio XII, Haurietis Aquas, 74).

Por isso, intimamente unida ao culto ao Sacratíssimo Coração de Jesus se encontra, como que por sua própria natureza, a devoção ao Imaculado Coração de Maria, índice natural do amor terníssimo que a Mãe do Redentor, cheia do Espírito Santo, teve ao seu querido e único Filho. Com efeito, a Virgem Maria amou a Deus não somente com aquele amor natural que todas as mãe têm por seus filhos, senão também com aquela caridade sobrenatural que, de tão abundante e fervorosa, faz dela, por privilégio divino, Mãe espiritual de toda a Igreja e Rainha de todo o universo.

Elevemos hoje o nosso pobre coração aos Céus e imploremos à Santíssima Mãe de Nosso Senhor a graça de O amarmos com mais generosidade e perfeição. Roguemos também ao nosso Pai celeste que se digne, por intercessão da mesma Virgem Imaculada, fazer crescer em toda terra a devoção a esse dulcíssimo Coração, fonte comprovada de alegria e consolações para todos quantos a ele recorrem e, em suas necessidades, nele se refugiam.

Fonte: padrepauloricardo.org

Ato de consagração ao Imaculado Coração de Maria

Porque Maria é o caminho mais eficaz para chegar a Jesus

Maria_Imaculada_Consagração

Esta memória ao Imaculado Coração de Maria não é nova na Igreja; tem as suas profundas raízes no Evangelho que repetidamente chama a nossa atenção para o Coração da Mãe de Deus. Por isto na Tradição Viva da Igreja encontramos confirmada pelos Santos Padres, Místicos da Idade Média, Santos, Teólogos e Papas como o nosso João Paulo II.

“Depois ele desceu com eles para Nazaré; era-lhes submisso; e a sua mãe guardava todos esses acontecimentos em seu coração”. Estes relato bíblico que se encontra no Evangelho segundo São Lucas, uni-se ao do canto de Louvor – Magnificat – a compaixão e intercessão diante do vinho que havia acabado e a presença de Maria de pé junto a Cruz, para assim nos revelar a sintonia do Imaculado Coração de Maria para com o Sagrado Coração de Jesus. Dentre os santos se destacou como apóstolo desta devoção São João Eudes, e dentre os Papas que propagaram esta devoção de se destaca Pio XII que em 1942 consagrou o mundo inteiro ao Coração Imaculado de Maria.

As aparições de Nossa Senhora em Fátima – Portugal- no ano de 1917, de tal forma espalharam a devoção ao Coração de Maria, que o Cardeal local disse: “Qual é precisamente a mensagem de Fátima ? Creio que poderá resumir-se nestes termos: a manifestação do Coração Imaculado de Maria ao mundo atual, para o salvar”. Desta forma pudemos conhecer do Céu que o Pai e Jesus querem estabelecer no mundo inteiro a devoção do Imaculado Coração que encontra fundamentada na Consagração e Reparação a este Coração que no final Triunfará.
(Fonte: Liturgia Diária)

CONSAGRAÇÃO AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

Ó Rainha do Santíssimo Rosário, auxilio dos cristãos, refugio do gênero humano, vencedora de todas as batalhas de Deus!

Ante vosso Trono nos prostramos suplicantes, seguros de impetrar misericórdia e de alcançar graça e oportuno auxilio e defesa nas presentes calamidades, não por nossos méritos, mas sim unicamente pela imensa bondade de vosso maternal Coração.

Nesta hora trágica da história humana, a Vós, a vosso Imaculado Coração, nos entregamos e nos consagramos, não apenas em união com a Santa Igreja, corpo místico de vosso Filho Jesus, que sofre e sangra em tantas partes e de tantos modos atribulada, mas sim também com todo o mundo dilacerado por atrozes discórdias, abrasado em um incêndio de ódio, vítima de suas próprias iniqüidades.

Que vos comovam tantas ruínas materiais e morais, tantas dores, tantas angustias de pais e mães, de esposos, de irmãos, de crianças inocentes;

Tantas vidas cortadas em flor, tantos corpos despedaçados na horrenda carnificina, tantas almas torturadas e agonizantes, tantas em perigo de perderem-se eternamente.

Vós, Oh! Mãe de misericórdia, consegui-nos de Deus a paz; e, ante tudo, as graças que podem converter-se em um momento os humanos corações, as graças que reparam, conciliam e asseguram a paz.

Rainha da paz, rogai por nós e dai ao mundo em guerra a paz por quem suspiram os povos, a paz na verdade, na justiça, na caridade de Cristo.

Dai a paz das armas e a paz das almas, para que na tranqüilidade da ordem se dilate o reino de Deus.
Concedei vossa proteção aos infiéis e a quantos jazem ainda nas sombras da morte; concedeis a paz e fazei que brilhe para eles o sol da verdade e possam repetir com nós ante o único Salvador do mundo: glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade.

Dai a paz aos povos separados pelo erro ou a discórdia, especialmente a aqueles que vos professam singular devoção e nos quais não havia casa onde não se achasse honrada vossa venerada imagem (hoje quiçá oculta e retirada para melhores tempos), e fazei que retornem ao único redil de Cristo sob o único verdadeiro Pastor.

Obtende paz e liberdade completa para a Igreja Santa de Deus; contei o dilúvio inundante do neopaganismo, fomentai nos fiéis o amor à pureza, a prática da vida cristã e do zelo apostólico, a fim de que aumente em méritos e em número o povo dos que servem a Deus.

Finalmente, assim como foram consagrados ao Coração de vosso Filho Jesus a Igreja e todo o gênero humano, para que, postas nele todas as esperanças, fosse para eles sinal e prenda de vitória e de salvação;

De igual maneira, Oh! Mãe nossa e Rainha do Mundo, também nos consagramos para sempre a Vós, a vosso Imaculado Coração, para que vosso amor e patrocínio acelerem o triunfo do Reino de Deus, e todas as gentes, pacificadas entre si e com Deus, Vos proclamem bem-aventurada e entoem convosco, de um extremo a outro da terra, o eterno Magníficat de glória , de amor, de reconhecimento ao Coração de Jesus, no qual apenas se podem achar a Verdade, a Vida e a Paz.

Amém.

Publicado em Aleteia.

Corpus Christi é uma festa que celebra a Presença real e substancial de Nosso Senhor Jesus Cristo na Eucaristia (O Fiel Católico)

Corpus Christi – Corpo de Cristo

origem, natureza e importância

Cristo-Eucaristia
‘A Última Ceia’ por Philippe de Champaigne

Por Felipe Marques – Assoc. São Próspero

É INCRÍVEL PENSAR que, mesmo depois de tanto tempo desde a Instituição da Santa Eucaristia na Santa Missa de Lava-pés (A Santa Ceia de Cristo com seus Apóstolos logo antes da Paixão) e mesmo depois de tantos séculos que os Apóstolos, bispos e demais discípulos de Cristo têm fielmente preservado a tradição de fazer aquilo que Jesus pediu como é narrado por São Lucas “…Fazei isto em Minha memória…” (22, 19), muitos ainda desconfiem das palavras do Salvador: “… isto é o MEU CORPO… este Cálice é a Nova Aliança em MEU SANGUE, que é derramado por vós…” (São Lucas 22, 29 – 20).
Nosso Senhor se faz presente na Eucaristia em Corpo, Sangue, Alma e Divindade! Se é que somos cristãos, não podemos duvidar das palavras do próprio Jesus Cristo, que não estava “brincando” quando escandalizou diversos de seus discípulos ao dizer, de modo literal:

Eu sou o Pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste Pão viverá eternamente. E o Pão, que eu hei de dar, é a MINHA CARNE para a salvação do mundo. A essas palavras, os judeus começaram a discutir, dizendo: Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne? Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu. Não como o maná que vossos pais comeram e morreram. Quem come deste pão viverá eternamente. Tal foi o ensinamento de Jesus na sinagoga de Cafarnaum. Muitos dos seus discípulos, ouvindo-o, disseram: Isto é muito duro! Quem o pode admitir? Sabendo Jesus que os discípulos murmuravam por isso, perguntou-lhes: Isso vos escandaliza? Que será, quando virdes subir o Filho do Homem para onde ele estava antes?… O espírito é que vivifica, a carne de nada serve. As palavras que vos tenho dito são espírito e vida. Mas há alguns entre vós que não crêem… Pois desde o princípio Jesus sabia quais eram os que não criam e quem o havia de trair. Ele prosseguiu: Por isso vos disse: Ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lho for concedido. DESDE ENTÃO, MUITOS DOS SEUS DISCÍPULOS SE RETIRARAM E JÁ NÃO ANDAVAM MAIS COM ELE.(Jo 6, 51 – 66)

Sim! A Hóstia Consagrada por um legítimo sacerdote é verdadeiro Corpo e verdadeiro Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que deu Sua vida por nós na Cruz e ressuscitou no terceiro dia! Porém, como já foi dito acima, são muitas pessoas que pensam a Santa Missa como apenas um evento social, uma reunião festiva de irmãos e nada mais. Pensar desta forma superficial é um erro gravíssimo! Na Santa Missa temos, isto sim, a oportunidade de encontrar Nosso Senhor de forma presencial no Santíssimo Sacramento; temos contato direto com a humanidade de Cristo que, nos toca, e na intimidade da Comunhão, quando recebemos Seu Santo Corpo, podemos dizer que formamos com Cristo um só Corpo durante o tempo que a Hóstia se mantiver em nosso peito, enquanto demorar para ser digerida pelo nosso sistema biológico!
É necessário pensarmos na seriedade das palavras de Cristo, olhando também para as palavras de São Paulo Apóstolo em sua primeira Epístola aos Coríntios:
Assim, todas as vezes que comeis desse Pão e bebeis desse Cálice, lembrais a Morte do Senhor, até que venha. Portanto, todo aquele que comer o Pão ou beber o Cálice do Senhor indignamente será culpável do Corpo e do Sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse Pão e beba desse Cálice. Aquele que o come e o bebe SEM DISTINGUIR O CORPO DO SENHOR, come e bebe a sua PRÓPRIA CONDENAÇÃO. Esta é a razão por que entre vós há muitos adoentados e fracos, e muitos mortos.
(11, 26 – 30)
Cristo quis permanecer conosco sempre, não somente em Espírito, mas também com Sua santa humanidade que toca nossa pobre humanidade e nos transforma, nos santifica, nos alimenta. Eis Suas belas palavras: “Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.” (Mt 26, 20)!
Corpus Christi é uma festa que celebra tudo o que foi afirmado acima, ou seja, que festeja a Presença real e substancial de Nosso Senhor Jesus Cristo na Eucaristia.
É realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. É uma festa de ‘preceito’, isto é, aos católicos é obrigatório o comparecimento na Missa neste dia, na forma estabelecida pela Conferência Episcopal do país respectivo.
A origem da Solenidade do Corpo e Sangue do Senhor remonta ao Século XIII. A Igreja sentiu a necessidade de realçar e reafirmar solenemente a Presença do “Cristo Todo” no Pão consagrado no Altar, devido à diversas heresias gnósticas e demais pessoas que duvidavam realmente desta santíssima Presença no pão e no vinho. A festa foi então instituída pelo Papa Urbano IV, com a bula “TRANSITURUS DE MUNDO” que pode ser acessada (em latim) neste link.
O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico. Conta a história que um sacerdote chamado Pedro de Praga, de costumes irrepreensíveis, vivia angustiado por dúvidas sobre a Presença real de Cristo na Eucaristia. Decidiu então ir em peregrinação ao túmulo dos Apóstolos Pedro e Paulo em Roma para pedir o Dom da Fé. Ao passar por Bolsena (Itália), enquanto celebrava a Santa Missa, foi novamente acometido da dúvida. Na hora da Consagração, veio-lhe a resposta na forma de um grandioso Milagre
Eucarístico: a Hóstia branca transformou-se em Carne viva, respingando Sangue, manchando o corporal, os sanguíneos e as toalhas do Altar, sem, no entanto, manchar as mãos do sacerdote, pois, a parte da Hóstia que estava entre seus dedos conservou as características de pão ázimo(!).
Por solicitação do Papa Urbano IV, que na época governava a Igreja, os objetos milagrosos foram para Orviedo em grande procissão, sendo recebidos solenemente por sua santidade e levados para a Catedral de Santa Prisca. Esta foi a primeira procissão do Corporal Eucarístico. Aos 11 de agosto de 1264, o Papa lançou de Orviedo para o mundo católico o preceito de uma festa com extraordinária solenidade em honra do Corpo do Senhor.
A tradicional procissão pelas vias públicas, quando é feita, atende a uma recomendação do Código de Direito Canônico (cân. 944) que determina ao Bispo diocesano que a providencie, onde for possível, “para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia, principalmente na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo”. É recomendado que nestas datas, a não ser por causa grave e urgente, não se ausente da diocese o Bispo (cân. 395)”.
Esta é a fé Católica, que recebemos da Igreja, e lutamos por viver conforme Seus ensinamentos. São diversos os casos de Milagres Eucarísticos que comprovam a Presença real do Cristo, Jesus Salvador, na Eucaristia. Um destes aconteceu recentemente, e o Papa Francisco conduziu investigação para comprovar sua veracidade. – Leia aqui um artigo completo sobre este fato, considerado um dos maiores Milagres Eucarísticos da História, ocorrido em Buenos Aires no ano 1996 (com a palestra do investigador Dr. Dr. Ricardo Castañón Gomez).

Conclusões

Sempre que formos comungar, JAMAIS nos aproximemos de Cristo como se fosse alguma coisa comum, um ato corriqueiro, como se estivéssemos partilhando de um pão qualquer, como o que se come em casa todos os dias. Quando estamos diante da Hóstia Consagrada, estamos diante do REI DOS REIS, Nosso Senhor Jesus Cristo. Que possamos ter a fé de São Josemaria Escrivá, que nos ensina: “Quando te aproximes do Sacrário, pensa que Ele… há vinte séculos que te espera” (Caminho, n.537).
E que também reconheçamos, com o grande escritor J. R. R. Tolkien, que foi um católico exemplar e autor da saga “O Senhor dos Anéis”:
Fora da escuridão da minha vida, tão frustrada, eu ponho diante de ti a única grande coisa a amar na face da Terra: O Santíssimo Sacramento…. Lá irás encontrar romance, glória, honra, fidelidade e o verdadeiro caminho de todos os teus amores na Terra, e mais do que isso: Morte. Pelo divino paradoxo, que termina a vida, e exige a rendição de todos, e no entanto, pelo sabor que por si só pode fazer com que aquilo que procuras nas tuas relações terrenas (amor, fidelidade, felicidade) se mantenha, ou tirar a compleição da realidade, da permanência eterna, que todos os corações dos homens desejam.
(Carta 43, acerca do casamento e das relações entre os dois sexos)

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** A seção ‘História e origem’ contém trechos do artigo ‘Corpus Christi – definição e história’, website Catolicismo Romano, disp. em:
http://www.catolicismoromano.com.br/content/view/1249/48/
Acesso 10/4/016

Publicado em O Fiel Católico.

Mensagem da Virgem de Fátima: “O Rosário é a arma de combate das batalhas espirituais dos últimos tempos” (ACI DIgital)

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A mensagem da Virgem de Fátima sobre o poder do Santo Rosário

Por Abel Camasca – ACI Digital

REDAÇÃO CENTRAL, 12 Mai. 16 / 06:00 pm (ACI).- A mensagem da Virgem de Fátima sobre o poder do Santo Rosário começa desde o primeiro dia das aparições, 13 de maio de 1917. Naquela ocasião, Lúcia perguntou se ela e Jacinta iriam ao céu e a Virgem confirmou que sim, mas quando perguntou por Francisco, a Mãe de Deus respondeu: “Também irá, mas tem que rezar antes muitos rosários”.

A Virgem de Fátima, naquela ocasião, abriu suas mãos e comunicou aos três uma luz divina muito intensa. Eles caíram de joelhos e adoraram a Santíssima Trindade e o Santíssimo Sacramento. Depois, a Virgem assinalou: “Rezem o Rosário todos os dias para alcançar a paz no mundo e o fim da guerra”.

Na segunda aparição, a Virgem Maria apareceu depois que eles rezaram o Santo Rosário. E na terceira ocasião, Nossa Senhora lhes disse: “Quando rezarem o Rosário, digam depois de cada mistério: ‘Meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai todas as almas ao céu, especialmente as mais necessitadas’”.

Para a quarta aparição, muitos já sabiam das aparições da Virgem aos pastorinhos. Então, Jacinta perguntou à Mãe de Deus o que queria que se fizesse com o dinheiro que as pessoas deixavam na Cova de Iria. A Virgem lhes indicou que o dinheiro era para a Festa de Nossa Senhora do Rosário e que o restante era para uma capela que se devia construir.

Mais adiante, tomando um aspecto muito triste, a Virgem lhes manifestou: “Rezem, rezem muito e façam sacrifícios pelos pecadores, porque muitas almas vão ao inferno por não ter quem se sacrifique e reze por elas”.

Ao chegar o dia da quinta aparição, as crianças conseguiram chegar à Cova de Iria com dificuldade, devido às milhares de pessoas que lhes pediam que apresentassem suas necessidades a Nossa Senhora. Os pastorinhos rezaram o Rosário com as pessoas e a Virgem, ao aparecer-lhes, animou novamente as crianças a continuar rezando o Santo Rosário para alcançar o fim da guerra.

Na última aparição, antes de produzir o famoso milagre do sol, no qual o astro pareceu desprender-se do céu e cair sobre a multidão, a Mãe de Deus pediu que fizessem naquele lugar uma capela em sua honra e apresentou-se como a “Senhora do Rosário”. Posteriormente, tomando um aspecto mais triste, disse: “Que não se ofenda mais a Deus Nosso Senhor, que já é muito ofendido”. Isto aconteceu em 13 de outubro de 1917.

Após 40 anos, Lúcia, que havia se tornado religiosa carmelita, deu uma entrevista ao então Postulador da Causa de Beatificação de Francisco e Jacinta Marto e a alguns membros do alto clero. Ali manifestou que a Santíssima Virgem lhes disse, tanto a seus primos como a ela, que eram dois os últimos remédios que Deus dava ao mundo: o Santo Rosário e o Imaculado Coração de Maria.

“Não há problema por mais difícil que seja: seja temporário e, sobretudo, espiritual; seja referente à vida pessoal de cada um de nós ou à vida de nossas famílias, do mundo ou comunidades religiosas, ou à vida dos povos e nações; não há problema, repito, por mais difícil que seja, que não possamos resolver agora com a oração do Santo Rosário”, enfatizou a religiosa.

Do mesmo modo, destacou que com o Santo Rosário nos salvaremos, nos santificaremos, consolaremos Nosso Senhor e obteremos a salvação de muitas almas. “Por isso, o demônio fará todo o possível para nos distrair desta devoção; nos colocará uma multidão de pretextos: cansaço, ocupações etc., para que não rezemos o Santo Rosário”, advertiu.

Neste sentido, ressaltou que o programa de salvação é brevíssimo e fácil, porque com o Santo Rosário “praticaremos os Santos Mandamentos, aproveitaremos a frequência dos Sacramentos, procuraremos cumprir perfeitamente nossos deveres de estado e fazer o que Deus quer de cada um de nós”.

“O Rosário é a arma de combate das batalhas espirituais dos últimos tempos”, afirmou a vidente da Virgem da Fátima.

Publicado em ACI Digital.

Foto: santuariodefatima.org.br

Fátima: “As chaves do segredo são o arrependimento e conversão” (ACI Digital)

Imagem de Nossa Senhora de Fátima / Our Lady of Fátima International Pilgrim Statue (CC-BY-SA-2.0)
Imagem de Nossa Senhora de Fátima / Our Lady of Fátima International Pilgrim Statue (CC-BY-SA-2.0)

7 chaves para compreender a mensagem da Virgem de Fátima

No dia 13 de maio se celebra a festa de Nossa Senhora de Fátima, a aparição aprovada pela Santa Sé mais conhecida do século XX, particularmente pelo terceiro segredo que Maria revelou aos três pastorinhos na Cova da Iria-Fátima (Portugal) e transcrito pela Irmã Lúcia em 3 de janeiro de 1944.

A seguir, apresentamos 7 chaves que se deve conhecer sobre esta aparição.

1. A Virgem apareceu 6 vezes em Fátima

Nos tempos da Primeira Guerra Mundial, a pastorinha Lúcia dos Santos disse ter experimentado visitas sobrenaturais da Virgem Maria em 1915, dois anos antes das conhecidas aparições.

Em 1917, ela e seus primos Francisco e Jacinta Marto, estavam trabalhando como pastores nos rebanhos de suas famílias. Em 13 de maio daquele ano, as três crianças presenciaram uma aparição da Virgem Maria que lhes disse, entre outras coisas, que regressaria durante os próximos seis meses todos os dias 13 na mesma hora.

Maria também revelou às crianças, na segunda aparição, que Francisco e Jacinta morreriam cedo e que Lucia sobreviveria para dar testemunho das aparições.

Na terceira aparição da Virgem, no dia 13 de julho, revela a Lúcia o segredo de Fátima. Conforme os relatos, ela ficou pálida e gritou de medo chamando a Virgem pelo seu nome. Houve um trovão e a visão terminou. As crianças viram novamente a Virgem em 13 de setembro.

Na sexta e última aparição, no dia 13 de outubro, ante milhares de peregrinos que chegaram à Fátima (Portugal), aconteceu o chamado “Milagre do sol”, no qual, após a aparição da Virgem Maria aos pastorinhos Jacinta, Francisco e Lúcia, pôde-se ver o sol tremer, em uma espécie de “dança”, conforme relataram os que estavam lá.

2. Francisco e Jacinta morreram jovens, Lúcia se tornou religiosa

Uma pandemia de gripe espanhola atingiu a Europa em 1918 e matou cerca de 20 milhões de pessoas. Entre eles estavam Francisco e Jacinta, que contraíram a doença naquele ano e faleceram em 1919 e 1920, respectivamente. Por sua parte, Lúcia entrou no convento das Irmãs Doroteias.

Em 13 de junho de 1929, na capela do convento em Tuy, na Espanha, Lúcia teve outra experiência mística na qual viu a Santíssima Trindade e a Virgem Maria. Esta última lhe disse: “Chegou o momento em que Deus pede ao Santo Padre, em união com todos os bispos do mundo, fazer a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração, prometendo salvá-la por este meio” (S. Zimdars-Schwartz, Encontro com a Maria, 197).

No dia 13 de outubro de 1930, o Bispo de Leiria (agora Leiria-Fátima) proclamou as aparições de Fátima autênticas.

3. Irmã Lúcia escreveu o segredo de Fátima 18 anos depois das aparições

Entre 1935 e 1941, sob as ordens de seus superiores, Irmã Lúcia escreveu quatro memórias dos acontecimentos de Fátima.

Na terceira memória – publicada em 1941 – escreveu as duas primeiras partes do segredo e explicou que havia uma terceira parte que o céu ainda não lhe permitia revelar.

Na quarta memória acrescentou uma frase ao final da segunda parte do segredo: “Em Portugal, se conservará sempre o dogma da fé, etc.”.

Esta frase foi a base de muita especulação, disseram que a terceira parte do segredo se referia a uma grande apostasia.

Depois da publicação da terceira e quarta memória, o mundo colocou a atenção no segredo de Fátima e nas três partes da mensagem, inclusive no pedido da Virgem para que a Rússia fosse consagrada ao seu Imaculado Coração através do Papa e dos bispos do mundo.

No dia 31 de outubro de 1942, Pio XII consagrou não só a Rússia, mas também todo o mundo ao Imaculado Coração de Maria. O que faltou, entretanto, foi a participação dos bispos do mundo.

Em 1943, o Bispo de Leiria ordenou que Irmã Lúcia escrevesse o terceiro segredo de Fátima, mas ela não se sentia em liberdade de fazê-lo até 1944. Foi colocado em um envelope fechado no qual a Irmã Lúcia escreveu que não deveria ser aberto até 1960.

4. A terceira parte do segredo de Fátima foi lida por vários Papas

O segredo se manteve com o Bispo de Leiria até 1957, quando foi solicitado (junto com cópias de outros escritos da Irmã Lúcia) pela Congregação para a Doutrina da Fé. Segundo o Cardeal Tarcísio Bertone, o segredo foi lido por João XXIII e Paulo VI.

“João Paulo II, por sua parte, pediu o envelope que contém a terceira parte do ‘segredo’ após a tentativa de assassinato que sofreu no dia 13 de maio 1981”.

Depois de ler o segredo, o Santo Padre percebeu a ligação entre a tentativa de assassinato e Fátima: “Foi a mão de uma mãe que guiou a trajetória da bala”, detalhou. Foi este Papa quem decidiu publicar o terceiro segredo no ano 2000.

5. As chaves do segredo: arrependimento e conversão

O então Cardeal Joseph Ratzinger (Papa Emérito Bento XVI), Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, assinalou que a chave da aparição de Fátima é seu chamado ao arrependimento e à conversão. (Comentário Teológico)

As três partes do segredo servem para motivar o indivíduo ao arrependimento e o fazem de uma maneira contundente.

6. A primeira parte do segredo é uma visão do inferno

A primeira parte do segredo – a visão do inferno – é para muitos a mais importante, porque revela aos indivíduos as trágicas consequências da falta de arrependimento e o que lhes espera no mundo invisível se não se converterem.

7. A segunda parte do segredo é sobre a devoção ao Imaculado Coração

Na segunda parte do segredo Maria diz:

“Você viu o inferno onde para vão as almas dos pobres pecadores. Para salvá-las, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração”.

Depois de explicar a visão do inferno, Maria falou de uma guerra que “iniciará durante o pontificado de Pio XI”.

Esta última foi a Segunda Guerra Mundial, ocasionada, segundo as considerações da Irmã Lúcia, pela incorporação da Áustria à Alemanha durante o pontificado de Pio XI (J. do Marchi, Temoignages sur les apparitions de Fatima, 346).

Publicado em ACI Digital.

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Oração Reparadora ensinada em Fátima.

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(Revelada pelo Anjo em 1917)

1 – Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam.

2 – Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da Terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores. Amém.

Publicado em Santuário de Fátima (santuariodefatima.org.br) – São Benedito – Ceará Brasil.

Cristo ressuscitado atrai para si todas as coisas (Ordem do Carmo em Portugal)

Cristo ressuscitado atrai para si todas as coisas

Cristo_ressuscitado

 

Constituído Senhor pela sua ressurreição, Cristo… atua já, pela força do Espírito Santo, nos corações dos homens; não suscita neles apenas o desejo da vida futura, mas, por isso mesmo, anima, purifica e fortalece também aquelas generosas aspirações, que levam a humanidade a tentar tornar a vida mais humana e a submeter para esse fim toda a terra.

Concílio Vaticano II

 Publicado em Ordem do Carmo em Portugal.