Agência Ecclesia traz tema sobre esquecimentos das crianças (01 de junho – Dia Mundial da Criança)

Fonte: Agência Ecclesia – Portugal

Não ao esquecimento das crianças

A Associação Famílias acusa a justiça de “olhar mais às leis do que ao amor” pelas crianças. No âmbito do Dia Mundial da Criança, que se celebra no próximo dia 1 de Junho, a associação lamenta que este dia sirva apenas para lembrar “o esquecimento dos direitos das crianças”. Numa mensagem enviada à Agência ECCLESIA, a Associação Famílias afirma que os governos esquecem o direito à vida. “Esquecem as diferenças fisiológicas (das crianças, ndr), económicas e sociais pela não promulgação de medidas que facilitem o seu acesso à educação formal e à cultura”.

Também as famílias “esquecem a responsabilidade de educar pelo exemplo”, exprime o comunicado. “A criança tem uma personalidade própria, mas que essa personalidade se constrói e não se impõe”.

As crianças aparecem como “estatísticas” mas depois “a sociedade esquece-se de lhes proporcionar uma integração normativamente orientada”, em “conformidade com os valores de uma colectividade”.

A Associação Famílias critica ainda os media que se “esquecem de formar” deixando isso ao cuidado “das famílias e da escola”. Também a publicidade “esquece que as oportunidades não estão disponíveis de igual forma acarretando conflitos interiores”.

A resposta para esta ausência sobre as crianças deve ser revertida através da “educação dos governos e das famílias”, de forma a que as crianças “sejam educadas e formadas em consciência desenvolvendo a autonomia do pensamento e a consciência moral”.

Nacional | Agência Ecclesia | 2009-05-28 | 11:01:05 | Criança

“As nossas diversas tradições religiosas têm em si notáveis potencialidades em relação à promoção de uma cultura da paz, especialmente mediante o ensino e a pregação dos valores espirituais mais profundos da nossa comum humanidade.” (Papa Bento XVI – Galiléia – 14.05.2009)

Fonte: http://www.vaticanradio.org/bra/Articolo.asp?c=287722

14/05/2009 20.08.36

PAPA NO ENCONTRO COM CHEFES RELIGIOSOS DA GALILÉIA: A PAZ É DOM DE DEUS, MAS NÃO PODE SE REALIZAR SEM ESFORÇO DO HOMEM

Nazaré, 14 mai (RV) – Bento XVI manteve esta tarde, às 16h30 locais, no auditório do Santuário da Anunciação, de Nazaré, um encontro com os chefes religiosos da Galiléia.

O vigário patriarcal latino de Jerusalém, Dom Giacinto-Boulos Marcuzzo, saudou o Santo Padre, ressaltando a importância de sua peregrinação na Terra Santa, e a alegria deste cordial encontro com os chefes religiosos da Galiléia.

Agradecendo pelas palavras de boas-vindas a ele dirigidas e pelo caloroso acolhimento, o Santo Padre saudou os líderes das diversas comunidades presentes: cristãos, muçulmanos, judeus, drusos e outros.

Após ressaltar perceber como uma bênção particular poder visitar a cidade venerada pelos cristãos como o lugar onde o anjo anunciou à Virgem Maria que conceberia por obra do Espírito Santo, e que ali o Menino Jesus “crescia em sabedoria e graça diante de Deus” (Lc 2, 40), o papa frisou que o mundo, longe de ser um fato cego, foi querido por Deus e revela o seu esplendor glorioso.

Dito isso, o pontífice acrescentou:

“No coração de toda tradição religiosa encontra-se a convicção de que a própria paz é um dom de Deus, embora esta não possa ser alcançada sem o esforço humano. Uma paz duradoura provém do reconhecimento que o mundo não é nossa propriedade, mas, sobretudo, o horizonte no qual somos convidados a participar do amor de Deus e a cooperar na condução do mundo e da história sob a sua inspiração.”

Bento XVI advertiu ainda que não podemos fazer com o mundo tudo aquilo que nos apraz; aliás, somos chamados a conformar as nossas escolhas segundo as complexas e, todavia, perceptíveis leis escritas no universo pelo Criador, e a modelar as nossas ações segundo a bondade divina presente no reino da criação – ressaltou.

O pontífice prosseguiu recordando que a Galiléia, uma terra conhecida pela sua heterogeneidade étnica e religiosa, é a pátria de um povo que conhece bem os esforços exigidos para viver em harmoniosa coexistência.

“As nossas diversas tradições religiosas – destacou – têm em si notáveis potencialidades em relação à promoção de uma cultura da paz, especialmente mediante o ensino e a pregação dos valores espirituais mais profundos da nossa comum humanidade”.

Em seguida, o Santo Padre fez questão de observar que plasmando o coração dos jovens, plasmamos o futuro da própria humanidade, acrescentando que os cristãos se unem a judeus, muçulmanos, drusos e pessoas de outras religiões no desejo de salvaguardar as crianças do fanatismo e da violência, ao tempo em que os preparam para que sejam construtores de um mundo melhor.

Por fim, o pontífice fez uma exortação aos chefes religiosos da Galiléia:

“Meus caros amigos, sei que vocês acolhem com alegria e com a saudação da paz os muitos peregrinos que chegam à Galiléia. Encorajo-os a continuarem exercendo o respeito recíproco, ao tempo em que trabalham para aliviar as tensões concernentes aos lugares de culto, garantindo assim um ambiente sereno para a oração e a meditação, aqui e em toda a Galiléia. Representando diversas tradições religiosas, vocês partilham o desejo comum de contribuir para o melhoramento da sociedade e testemunham assim os valores religiosos e espirituais que ajudam a fortalecer a vida pública.”

Bento XVI concluiu assegurando o compromisso da Igreja Católica de participar dessa nobre tarefa.

Após o encontro com os chefes religiosos da Galiléia, o Santo Padre deixou o auditório do Santuário da Anunciação, transferindo-se para a Basílica Inferior do Santuário de Nazaré, onde, acolhido pelo Ministro Geral dos Franciscanos, foi acompanhado até a Gruta da Anunciação, momento marcado de grande comoção. Ali, o papa se deteve por alguns instantes em oração e recolhimento. (RL)

Fonte: Rádio Vaticano

Nossa Senhora lembrou ao mundo a necessidade da oração, em resposta a apelo do papa Bento XV aos católicos, em 1917… (OCDS)

Nossa Senhora do Carmo
Nossa Senhora do Carmo

Observem, tal como eu, que o mundo do século XX e início deste, ao que parece, está dando as costas  para seu Criador… Vivemos dentro de uma ótica tão materialista que estaremos caindo no abismo e não nos daremos conta enquanto não encontrarmos o chão… O papa Bento XVI está em Israel, e “peregrina” em meio ao conflito do Oriente Médio, e, com originalidade vai respondendo aos seus contendores. Ele também está clamando por paz entre os povos, exatamente como o papa Bento XV o fez, em 1917.

Entretanto, acredito que a tarefa do nosso atual papa é hercúlea, ou seja, é mais complexa que ao tempo da aparição de Nossa Senhora em Fátima. Seu clamor tem caído no vazio, dada ao que considero uma verdadeira “indiferença mundial pela paz”. Ele próprio indica a fonte do problema: o relativismo; o conceito está dentro do ideário “pós-moderno”. Estudiosos de Sociologia e Antropologia afirmam que estamos passando por uma fase de transição – do período “moderno” para o “pós-moderno”. Pessoalmente, ainda não consegui compreender em que se baseia este “determinismo”. É um fato histórico que passamos dos estudos “astrológicos” para os astronômicos – ou seja, da Idade Média para a Moderna. No entanto, o que sempre foi aceito como um valor universal, desde os gregos chegou incólume até a década de 80. Desde o final daquela década  há algo em curso (isto me lembra a “mão invisível” do Adam Smith…), que vem se mostrando inexorável. Algo que quer se firmar como a “Terceira Onda”, de Alvin Tofler, ou “1984”, de George Orwell. Enfim, há uma atmosfera, a meu ver, à lá Kafka. A pós-industrialização, que gerou a globalização, que gerará a virtualização da vida humana… O papa Bento XVI traduz tudo quando critica a relativização de todos os valores até então válidos…

Verifico que o papa Ratzinger tem a seu favor, em termos de defesa do Cristianismo, do catolicismo – a inteligência brilhante e o domínio das Escrituras Sagradas, e quanto a este aspecto, é pós-doutor em Teologia. Além disso, isto é, é um homem de 82 anos, que acumulou uma vasta cultura e, para melhorar seu perfil de Sumo Pontífice, é conhecido como um homem muito simples – o que vem surpreendendo a todos. Sendo assim, é um homem que possui sabedoria, a mesma que é valorizada no Antigo Testamento. No entanto, pede que rezemos continuamente por ele… certamente para que não esmoreça. Ou seja, Bento XVI vem enfrentando “intelectualmente” o combate sistemático da imprensa mundial, que, diga-se de passagem, é a favor de tudo que não lhe contrarie interesses… Obviamente que há outros grupos que lhe fazem oposição.

A propósito, desde o final do dia de ontem e no dia de hoje, 13 de maio, teve de enfrentar a rejeição de alguns líderes religiosos israelitas quanto ao projeto de estabelecimento de uma sede na Terra Santa – algo em torno de um organismo estatal, o qual representaria o pensamento do Vaticano. A idéia é viabilizar meios que permitam a proteção dos cristãos de todas as nacionalidades, que residem nas áreas de conflito, bem como palestinos, cristãos ou muçulmanos. Esta notícia contrariou o mundo político de Israel, provavelmente porque agradou, por exemplo, reinados muçulmanos, como o da Jordânia. Esta tem como característica o acolhimento “democrático” de cristãos e muçulmanos, tanto no aspecto da prática religioso quanto da educação e cultura que os caracteriza.

Quanto a manifestações de alguns rabinos ultra-conservadores em Israel, não lhes foi permitido entrar com faixas e cartazes no ambiente em que o papa Bento XVI se dirigiria a uma ampla gama de autoridades religiosas e políticas, que compõem o estado de Israel. Pelas notícias, o papa falou de improviso e seu apelo à paz teve argumentação bíblica, que foi acolhida com surpresa pelos presentes…

Voltemos à aparição de Nossa Senhora em Fátima. Em 1917, o papa referido abaixo – Bento XV – clamava ao mundo católico que pedisse a intercessão de Nossa Senhora pela paz, em meio à primeira Guerra Mundial. O mundo não ouviu, tanto que veio uma segunda Grande Guerra, e com uso de uma bomba atômica… Constato que o papa Bento XVI nem ao menos pode apelar a sentimentos como – piedade, compaixão, amor, perdão. Pelo menos com a certeza de que, se não for atendido, será compreendido ou aceito… Podemos ter a certeza de que o papa Bento XV foi compreendido, ainda que não lhe tenham dado ouvidos…

Estamos negando nossa humanidade, cedendo-a, sim, aos apelos do mundo da Ciência e da Tecnologia. Estas, na minha ótica, duas “deusas” que, há cerca de três décadas foram “entronizadas” na vida que adotamos, sem crítica de espécie alguma…

Tenho que admitir a luta – que vai se mostrando inglória, ainda que perseverante, graças a Deus – em todas as áreas da vida humana. Está sendo travada por muitos de nós – ao tentarmos preservar uma “vida interior”. Ou seja, é empreendida, em nosso dia-a-dia, uma verdadeira “batalha” para vivermos com liberdade e autenticidade, em meio a este estado de coisas, nossos ideais de transcendência. O absurdo é que nada é mais humano que esta realidade, já que o instinto de sobrevivência é básico. Por que chegamos a este nível de negação de nós próprios? Acumulação? Prestígio? Nesse sentido, sinto-me “vítima”. O que me consola é que estou bem acompanhada, e por muitos… Assim, chega a parecer piada, dentro do que eu chamo “tirania desumanizante” – afirmarmos nossa religiosidade, nossos anseios espirituais… A “Matéria” em nosso tempo, sufoca, ao cansaço, o “Espírito”; este, no sentido filosófico. Será que a Humanidade ainda pensa que existe alma, e que esta deve aspirar à salvação? Nossa Senhora… ora pro nobis. Amém.

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Fonte: Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares (OCDS) – Província de São José http://ocdsprovinciasaojose.blogspot.com/

Nossa Senhora de Fátima

No dia 5 de maio de 1917, durante a primeira guerra mundial, o papa Bento XV convidou os católicos do mundo inteiro a se unirem em orações para a paz com a intercessão de Nossa Senhora. Oito dias depois a Santíssima Virgem dava a sua resposta, aparecendo a três pastorinhos portugueses. A 13 de Maio de 1917, três crianças apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Fátima, conselho de Vila Nova de Ourém, hoje diocese de Leiria-Fátima. Chamavam-se Lúcia de Jesus, de 10 anos, e Francisco e Jacinta Marto, seus primos, de 9 e 7 anos.

Por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, como habitualmente faziam, entretinham-se a construir uma pequena casa de pedras soltas, no local onde hoje se encontra a Basílica. De repente, viram uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão iluminou o espaço, e viram em cima de uma pequena azinheira, onde agora se encontra a Capelinha das Aparições, uma “Senhora mais brilhante que o sol”, de cujas mãos pendia um terço branco.

A Senhora disse aos três pastorinhos que era necessário rezar muito e convidou-os a voltarem à Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, no dia 13 e àquela hora. (…) Leia mais em http://ocdsprovinciasaojose.blogspot.com/.

13 de maio de 1917 – Aparição de Nossa Senhora em Fátima.

Descobri hoje o site oficial do Santuário de Fátima, que traz a mensagem de Nossa Senhora, a partir de sua aparição em 13 de maio de 1917 a três crianças camponesas. A mensagem foi recebida na cidade de Fátima, em Portugal, e obteve o reconhecimento de sua veracidade pela Igreja Católica, após o exame dos documentos, logo após o evento. Um dado histórico extraordinário, já que há fotos e relatos da época, além dos testemunhos das crianças envolvidas – Lúcia dos Santos e seus primos Jacinta e Francisco Marto. Cada uma delas foi ouvida à parte, e tiveram que repetir por várias vezes o que viram e ouviram. Algum tempo depois, foi examinado o relato por escrito de uma delas – Irmã Lúcia, que se tornou religiosa carmelita descalça. Esta, foi beatificada, e seus primos estão na lista de candidatos à beatificação.

Mais detalhes vocês encontrão logo abaixo, que traz a mensagem de Nossa Senhora, apresentada pelo site do Santuário de Fátima – texto integral, com informações amplas sobre seu conteúdo. Há muita polêmica em torno dos “segredos” anunciados em Fátima. Esta é uma oportunidade para esclarecer dúvidas e, melhor, por intermédio de uma fonte segura – o site oficial do Santuário.

Confesso que estou curiosa para ler os seis arquivos (links), que trazem informações oficiais (as últimas) sobre este impressionante acontecimento religioso, de alcance mundial. Já se passaram 90 anos, mas o miraculoso evento continua intrigando o mundo atual, apesar da ênfase materialista vigente. Há o posicionamento, linkado ao site do Vaticano, a respeito da mensagem de Nossa Senhora.

Atualmente tenho informações disponibilizadas aqui e ali na internet, mas conheço desde a minha infância como tudo se passou em Fátima. Lia anuários católicos. Inclusive vi, lá pelos meus dez anos, um filme muito antigo sobre a aparição de Nossa Senhora, em Fátima(para mim, este filme foi marcante, tanto quanto o da aparição da Virgem Maria em Lourdes, que também assisti quando criança). Lembro ainda do “milagre do sol”, que se “movimentava”, o que me deixou muito impressionada. Se não foi filmado, as imagens dos anuários ficaram gravadas, obviamente em preto e branco, a ponto de, em minha mente pensar que vi o filme… Será coisa de criança… Em todo caso, já devia ter “mentalidade jornalística”, ou seja, via tudo “cinematograficamente”… Minha intenção ao relatar algo de minha infância é de tão somente comunicar o quanto uma criança está “antenada” a tudo que está ligado ao mundo espiritual. Infelizmente, se não bem orientada, inclusive aderirá à festa do “dia das bruxas” ou “Halloween”. No Brasil, este apelo comercial está se propagando… Sei que outros países também “copiam” o modelo cultural norte-americano. Lamentável. E, pior, pais e professoras não veem nada de ruim… Acho esta apologia à magia nefasta para a mente de uma criança. É fácil perceber que crianças católicas, pelo menos até o evento da televisão, eram, pelo menos pias… Eu era, mesmo com a televisão; depois fui perdendo esta qualidade já na juventude. Mas meu Anjo da Guarda não descansou (e continua não descansando) sequer um minuto para que eu mantenha, ainda que com ruídos em meio a esta Babel, a necessária e imprescindível sintonia com Deus, nosso Criador!

Não era regra a piedade entre as crianças antes e logo depois do advento da televisão (existe há mais de sessenta anos!). Mas, a evidência disto, é a plena entrega dos três pastorinhos ao que Nossa Senhora recomendava, passo-a-passo, além da recitação determinada do terço… Mesmo na época, eram crianças especiais, com toda certeza.

Voltemos ao impacto deste acontecimento na atualidade. Creio que devemos pensar com cuidado sobre o seu conteúdo, preparado especialmente pelo site oficial do Santuário de Fátima. Lembro a todos que ao final da mensagem, há a indicação do endereço eletrônico do Santuário, de onde foi retirado, na íntegra o conteúdo abaixo.

Confiram também o site do “Carmelo Santa Teresa – Coimbra”, que traz detalhes sobre a Irmã Lúcia e o processo de sua beatificação.

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Movimento da Mensagem de Fátima
Movimento da Mensagem de Fátima

Santuário de Fátima (Site Oficial)

MENSAGEM DE FÁTIMA

A Mensagem de Fátima é um convite e uma escola de salvação. Foi iniciada pelo Anjo da Paz (1916) e completada por Nossa Senhora (1917). Foi vivida de maneira histórica pelos Três Pastorinhos – Lúcia, Francisco e Jacinta.

A mensagem de Fátima sublinha os seguintes pontos:

– a conversão permanente;

– a oração e nomeadamente o rosário,

– o sentido da responsabilidade coletiva e a prática da reparação.

A aceitação desta mensagem traz consigo a Consagração ao Coração Imaculado de Maria, que é símbolo de um compromisso de fidelidade e de apostolado. As orações ensinadas em Fátima pelo Anjo e Nossa Senhora ajudam a viver a Mensagem, que, como disse João Paulo II, em Fátima em 1982, é a conversão e a vivência na graça de Deus.

Links:

Mensagem de Fátima (Segredo) http://www.santuario-fatima.pt/portal/index.php?id=2413

Mensagem de Fátima – Oraçõeshttp://www.santuario-fatima.pt/portal/index.php?id=2414

Comunhão Reparadora nos Primeiros Sábados http://www.santuario-fatima.pt/portal/index.php?id=2415

O Rosáriohttp://www.santuario-fatima.pt/portal/index.php?id=2645

Nossa Senhora de Fátima no Mundohttp://www.santuario-fatima.pt/portal/index.php?id=2419

Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria –  http://www.santuario-fatima.pt/portal/index.php?id=15355

Mensagem de Fátima, anexo II dos Estatutos do Santuáriohttp://www.santuario-fatima.pt/portal/index.php?id=15361

Fonte: http://www.santuario-fatima.pt/portal/index.php?id=1238

Secretaria de Estado do Vaticano rebate críticas da Embaixada do Reino da Bélgica a Bento XVI sobre a Aids e o aborto

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FONTE: L’Osservatore Romano

25 de Abril 2009

Comunicado da Secretaria de Estado

O Embaixador do Reino da Bélgica, por instruções do Ministro dos Negócios Estrangeiros, comunicou ao Ex.mo Arcebispo Secretário para as Relações com os Estados a Resolução com a qual a Câmara dos Representantes do próprio País pediu ao governo belga para “condenar as declarações inaceitáveis do Papa por ocasião da sua viagem à África e de protestar oficialmente junto da Santa Sé”. O encontro teve lugar a 15 de Abril corrente.

A Secretaria de Estado toma conhecimento com tristeza deste passo, não habitual nas relações diplomáticas entre a Santa Sé e o Reino da Bélgica. Deplora que uma Assembleia parlamentar tenha considerado oportuno criticar o Santo Padre, com base num extracto de entrevista cortado e isolado do contexto, que foi usado por alguns grupos com evidente intenção intimidatória, quase a dissuadir o Papa de se expressar sobre alguns temas, cuja relevância moral é óbvia, e de ensinar a doutrina da Igreja.

Como se sabe, o Santo Padre, respondendo a uma pergunta sobre a eficácia e o carácter realista das posições da Igreja em matéria de luta contra a sida, declarou que a solução deve ser procurada em duas direcções: por um lado na humanização da sexualidade e, por outro, numa autêntica amizade e disponibilidade em relação às pessoas que sofrem, ressaltando também o compromisso da Igreja nos dois âmbitos. Sem esta dimensão moral e educativa a batalha contra a sida nunca será vencida.

Enquanto, nalguns Países da Europa, se desencadeava uma campanha mediática sem precedentes sobre o valor preponderante, para não dizer exclusivo, pró-profilático na luta contra a sida, é confortador verificar que as considerações de tipo moral desenvolvidas pelo Santo Padre foram compreendidas e apreciadas, sobretudo pelos africanos e pelos verdadeiros amigos da África, assim como por alguns membros da comunidade científica. Como se pode ler numa recente declaração da Conferência Episcopal Regional da África Ocidental (Cerao): “Estamos gratos pela mensagem de esperança que [o Santo Padre] nos veio confiar nos Camarões e em Angola. Veio encorajar-nos a viver unidos, reconciliados na justiça e na paz, para que a Igreja em África seja ela mesma uma chama ardente de esperança para a vida de todo o continente. E agradecemos-lhe por ter reproposto a todos, com matizes, clareza e acuidade, o ensinamento comum da Igreja em matéria de pastoral dos doentes de sida”.

FONTE: http://www.vatican.va/news_services/or/or_por/text.html#4

Imagens: http://fratresinunum.com/

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Os trechos sublinhados acima são de minha iniciativa, para destaque.

Os dados abaixo, retirados da Wikimedia Commons trazem o mapa da África  e o índice de incidência da Aids, em matiz de cor para cada país deste continente. É um fato estranho que o título se refira à “AIDS”, mas o único mapa é o da África, enquanto há, exatamente ao lado, um gráfico sobre a causa de mortes nos Estados Unidos…  Isto merece nossa análise. Acrescento os seguintes dados, que fixam o significado da sigla em três idiomas e, o endereço eletrônico para outras informações relevantes:

Fonte: http://commons.wikimedia.org/wiki/Aids

Sida (SIDA): Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (em espanhol, português, francês)

Aids (AIDS): Acquired Immunodeficiency Syndrome

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FONTE: http://fratresinunum.com/tag/atualidades/

27 de março de 2009

O Papa na África: “É para nós uma obrigação oferecer a possibilidade de alcançar a vida eterna”.

de France Presse, em Luanda

O papa Bento 16 pediu neste sábado em Angola aos adeptos da bruxaria que se convertam à religião católica, durante uma missa na igreja de São Paulo da capital angolana.“Muitos de vocês vivem com o medo dos espíritos, de poderes nefastos que os ameaçam, desorientados, e chegam a condenar crianças de rua e até idosos, porque, dizem, são bruxos”, afirmou o pontífice em uma referência clara às várias seitas e religiões tradicionais africanas presentes em Angola, incluindo algumas que celebram rituais de sacrifício humanos.“A eles é preciso anunciar que Cristo venceu a morte e todos estes poderes obscuros”, disse o papa durante a homilia.“Há quem objete que os deixemos em paz, que eles têm a verdade deles e nós a nossa. Que tentemos conviver pacificamente, deixando tudo como está. Estamos convencidos de que não cometemos injustiça alguma se apresentamos Cristo a eles […] É para nós uma obrigação oferecer a possibilidade de alcançar a vida eterna”, destacou.Diante de bispos, religiosos e representantes dos movimentos católicos e missionários, em uma igreja remodelada e lotada, Bento 16 condenou tais movimentos na África, que na última década representam uma forte concorrência para a Igreja Católica.

POLÊMICA

Em sua primeira viagem pela África –que inclui ainda uma parada em Camarões– o papa não escapou aos temas polêmicos. Ele condenou nesta sexta-feira (20) todas as formas de aborto, ao mesmo tempo em que exigiu medidas econômicas e legislativas em defesa da família, que segundo ele, “está ameaçada”.O papa mencionou o artigo 14 do Protocolo de Maputo, carta sobre os Direitos da Mulher na África que entrou em vigor em 2005 e foi ratificada pelos 20 Estados membros. O artigo se refere ao aborto como um dos métodos para regulamentar as políticas reprodutivas. “Como é amarga a ironia daqueles que promovem o aborto entre as curas para a saúde materna. É desconcertante a tese daqueles que acreditam que a eliminação da vida é um assunto de saúde reprodutiva”, disse.O papa fez as declarações no discurso que dirigiu aos bispos de Angola e São Tomé e Príncipe.Em Camarões, o papa causou grande discussão na comunidade internacional ao dizer que a distribuição de preservativos não ajuda a reduzir o número de pessoas contaminadas com a Aids.Bento 16 afirmou que a Aids “é uma tragédia que não pode ser superada com o dinheiro e nem com a distribuição de preservativos, os quais podem aumentar os problemas”.

A declaração foi feita em resposta a uma pergunta sobre se os ensinamentos da Igreja Católica não eram “irrealistas e ineficazes” em relação à Aids. O papa defendeu que a epidemia só pode ser impedida com uma renovação moral no comportamento, a “humanização da sexualidade”, incluindo elementos de fidelidade e autossacrifício.

O papa adota a visão tradicional da Igreja Católica sobre o tema: sexo apenas depois do casamento e a proibição de meios contraceptivos artificiais, como a camisinha e a pílula.

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Cristoaleluia

Imagem: http://fratresinunum.com/



Santa Teresa, Pe. Emannuel-André e “a ignorância entre os cristãos”…

Um texto sobre a visão que o Papa Leão  XIII possuía sobre o seu tempo, segundo a explanação do padre francês Emmanuel-André é antigo, anacrônico? Então, pergunto-lhes o seguinte: por que lemos com tanto proveito as obras de Santa Teresa de Ávila? O artigo abaixo me  parece muito apropriado para o nosso tempo, ainda que escrito no final do século XIX. Padre Emmanuel-André, que nasceu no dia 17 de outubro de 1826, em Bagneux-la Fosse, escreveu-o quando Leão XIII fazia suas exortações finais como pontífice. Pelo conteúdo das encíclicas, percebemos facilmente o temor deste papa – sagaz, decidido e piedoso – ou pior, seu horror em relação às “novidades” que o pensamento liberalizante , chamado à época de “modernismo” prometia implementar no século XX. No horizonte do novo século, não despontara ainda as 1ª e 2ª Guerras mundiais…

Para mim, o papa Leão XIII foi um homem religioso por excelência, e por esta razão estava a frente de seu tempo. Via o que estava ainda em germe…

Infelizmente, nós, que nele nascemos (isto é, no “século passado”…), somos cientes de que engendrou um tipo singular de barbárie. Ela é diferente das que ocorreram em períodos anteriores da história d Humanidade, ou seja, temos vivido uma barbárie disfarçada de progresso… Em outras palavras: em nome do progresso humano, passo a passo temos caminhado para o desmantelamento de nossa dignidade enquanto seres humanos.

Desse modo, desde o início do século XX, quase sem saída, vamos vivendo a perda de nossa dignidade sob a forma da escravidão dissimulada pela máscara do trabalho. Na atualidade, pela falta dele, pelo chamado “fim do emprego”. Isto vem acontecendo dentro do sistema capitalista, de regimes comunistas ou de base marxista. Por outro lado, não menos devastadora é a perda da dignidade que corrói internamente as subjetividades, dada a desumanização que cresce geometricamente. Que esperança nos resta então, já que nos que nos afirmamos cristãos? Acredito que podemos e devemos aprender com o legado dos que nos antecederam e tiveram a visão aguda sobre as ameaças que “espreitam” o  corpo e a alma humanos.

No texto abaixo, há um excerto de Santa Teresa de Ávila, contido em Cartas, no qual Pe. Emannuel-André lembra, através da agudeza de percepção desta sobre o seu tempo, o quanto homens e mulheres cheios de sua própria “sabedoria” podem ser nefastos, e não somente dentro do círculo em que vivem. Pelo contrário, sua “ignorância” – porque desprovida de um exame das coisas sob o ângulo da fé – pode atravessar décadas, senão séculos…

No entanto, confio que serei(seremos) sempre guiados pela Providência Divina em nosso caminho, e, por uma única razão: não confio no meu próprio julgamento, que geralmente é falho. Se entregar a Deus minhas incertezas, Ele há de me conceder a capacidade de discernimento. Há momentos em que não podemos seguir adiante com confiança, se tivermos um momento de hesitação sobre nossos posicionamentos. Esta é a minha prece mais urgente, mais necessária…

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FONTE: http://www.permanencia.org.br/revista/teologia/Emmanuel/ignorancia.htm

A IGNORÂNCIA ENTRE OS CRISTÃOS

Pe. Emmanuel-André

I — As causas da ignorância

O presente século (século XIX — N.T.) concedeu a si mesmo o faustoso título de “século das luzes”. A pretensão é manifesta, o direito não é tão claramente demonstrado. O século XIX não mudou em nada as condições da humanidade dos séculos anteriores; e, se bem que tenhamos a honra (?) de sermos filhos deste grandioso século XIX, no entanto a verdade é que somos filhos de Adão, e que nascemos trazendo conosco o pecado original e o que dele decorre, a ignorância e a concupiscência.

A ignorância! não somente a simples ignorância que é o não-saber, mas a ignorância combinada com a dificuldade de aprender, com a repugnância em fazer esforço para chegar a saber: esta chaga é grande, e em todos os homens ela produz frutos e frutos muito amargos, é preciso convir, mas são frutos que a maior parte dos homens carrega com uma resignação fácil demais e muitas vezes com uma satisfação que se poderia tomar como sinal de uma felicidade idiota.

Os cristãos nascem homens, e humanamente são vítimas da ignorância, a menos que, por felizes circunstâncias, uma educação cuidada, digamos melhor, a menos que a graça de Deus venha tirá-los do estado infeliz em que todos caímos em Adão. A queda, ai de nós, é natural, o reerguer-se é sobrenatural. Reflitamos no estado das populações que permaneceram estranhas ao cristianismo na Ásia, África, Oceania, e teremos uma prova manifesta do que nós dizemos.

* * *

É portanto por uma graça de Deus que as populações cristãs são retiradas da ignorância. O conhecimento de Deus, de nossa criação, de nossa natureza de homens, de nosso fim sobrenatural são luzes muito puras e sobrenaturalmente poderosas para nos retirar da ignorância.

A noção de Deus criador e fim supremo da criatura, é o grande instrumento da luz intelectual; é o sol das inteligências. Saber que Deus é a causa primeira de tudo que é; que Ele é nosso fim, especialmente de nós, criaturas inteligentes; eis o princípio verdadeiro da verdadeira luz, a base sólida de toda instrução. Aí temos um ponto de partida assegurado: aí temos o termo obrigatório de nossa existência; e com esses dois dados, que são imensos para nossas inteligências, nós podemos e devemos orientar nossos espíritos, dirigir nossos pensamentos, regular nossas vontades e nossas afeições, ordenar nossa vida de modo a chegar ao fim que Deus nos assinalou.

* * *

Esta é a ciência da vida: a única indispensável, ciência que nenhuma outra pode substituir e que, se necessário, pode dispensar todas as outras.

O homem só é verdadeiramente instruído quando sabe regular sua vida e regula-la de modo a atingir seu fim. Os conhecimentos mais profundos, os mais variados, os mais raros, não tiram o homem da ignorância se não o ajudam a atingir seu fim. Também há homens que, sob certos aspectos, são verdadeiros sábios; eles sabem línguas, letras, a história, as ciências; e com tudo isso, não tendo a ciência da vida, são realmente ignorantes, e diante de Deus, o Pai das luzes, estão mergulhados em profundas trevas.

Insensíveis à sua própria infelicidade, não tendo olhos senão para suas luzes particulares que irradiam em algum canto de seus espíritos, aplaudem-se por causa das fracas luzes com que tem alguma claridade e pouco sofrem com as trevas onde os mergulha a ignorância em que estão quanto à ciência da vida. Et in caecitate quam tolerant quase in claritate luminis exultant. (S. Greg., in “Job”).

São os cristãos de hoje verdadeiramente filhos da luz como os chamava S. Paulo? Nossa voz seria muito fraca para responder a tal pergunta. Escutemos a voz mais poderosa, uma voz autorizada, uma voz para a qual não há réplica. Ela diz:

“Desde o primeiro dia de nosso pontificado, do alto da Sé Apostólica, voltamos os nossos olhares para a sociedade atual, a fim de conhecer as suas condições, procurar atender as suas necessidades, dar-lhe os remédios. Desde então, deploramos o declínio da verdade, não só aquela conhecida sobrenaturalmente pela fé mas também a conhecida naturalmente pela razão ou pela experiência; deploramos a predominância dos mais funestos erros, e os grandes perigos que corre a sociedade pelas desordens sempre maiores que a perturbam; diríamos que a causa mais poderosa de uma semelhante ruína era a separação procurada, a apostasia estabelecida entre a sociedade atual e o Cristo e sua Igreja”.

É um papa do tempo de Nero ou de Domiciano, que fala assim, deplorando o estado dos povos mergulhados no paganismo? Não, é um papa do século XIX, é o papa de nosso tempo; é Leão XIII.

Que se reflita nisto: o declínio da verdade, a predominância dos mais funestos erros, não são palavras desprovidas de sentido. Pintam uma situação e descrevem-na em termos muito exatos.

Se os mais funestos erros se tornaram predominantes, se a verdade encontra-se em declínio, é preciso reconhecer que nossa ignorância é grande.

* * *

Quais são as causas da ignorância entre os cristãos?

Nunca houve tantas escolas quanto em nossos dias; a causa então não será por falta de escolas. Mas afirmamos sem que se possa desmentir-nos, que em nossas escolas se ensina de tudo, menos a verdade. A verdade está em declínio, foi Leão XIII quem disse.

Em muitas escolas, nós sabemos, há lugar para o catecismo, lugar para a instrução religiosa e moral. Mas, na maior parte das vezes, a instrução religiosa é suplantada, aqui pela gramática, lá pelo diploma.

Então faz-se gramática ou bacharéis, mas cristãos, não! Ali onde a fé não está acima de tudo não existe fé.

* * *

E depois, mesmo onde se ensina o catecismo, é bem possível e infelizmente muito comum: não se ensina a fé. Como pode ser isso, nos dirão? Do seguinte modo: pode-se ensinar materialmente as verdades da fé, por exemplo: que há um só Deus, três pessoas em Deus, duas naturezas em Jesus Cristo, sete sacramentos na Igreja, dirigindo-se tal ensino ou à memória, ou à inteligência ou à fé da criança.

Dirigir-se à memória é o método de quase todas as escolas de nossos dias; com isso se obtém a recitação correta da lição; mas isso não é a fé.

Dirigir-se à inteligência é mais raro: pois é preciso esforço para fazer o aluno saber não a palavra mas a coisa, não a expressão mas a verdade. Por aí se faz atos de inteligência, mas não de fé.

Enfim, podemos, digamos melhor, devemos dirigirmo-nos à fé do aluno. Para isso é preciso que aquele que ensina faça o ato de fé, a fim de estimular um ato semelhante no aluno. Acreditei, diz o salmista, por isso falei. É preciso ensinar às crianças o verbum fidei de São Paulo ou, diríamos em português, a fé falada. Então a criança ouve a palavra e a retém, eis o ofício da memória; compreende o valor da expressão, este é o ofício da inteligência; depois, com toda a sua alma, adere à verdade, é a fé.

Dizíamos que essa maneira de ensinar, a única verdadeira, a única eficaz, é extremamente rara, mesmo nas escolas ditas cristãs; é por isso que essas escolas não produzem cristãos e há entre nós uma tão grande ignorância.

II — Os remédios para a ignorância

A ignorância consiste em não saber; mas não saber, para os cristãos, é qualquer coisa de muito funesto.

Para nós cristãos, não nos basta conhecer por seus termos próprios uma determinada verdade, é preciso conhece-la com fé, é preciso saber e crer, saber crendo e crer sabendo.

O cristão que crescesse e não soubesse poderia ser um cristão com alguma fé; mas não possuindo plenamente a verdade, objeto da fé, seria um cristão ignorante.

Segue-se que para combater a ignorância dos cristãos não basta expor diante deles a verdade, ensiná-la em termos exatos; não basta fazê-los conhecer com precisão; é, além disso, necessário, indispensável, desenvolver neles a fé, esta disposição sobrenatural de receber como reveladas por Deus as santas verdades ensinadas pela Igreja.

Ser cristão é uma grande coisa; na educação de uma alma cristã, há um lado humano e um lado divino. Um lado humano, pelo qual a alma é instituída, ensinada, catequizada; e um lado divino pelo qual a alma recebe, como vida sobrenaturalmente de Deus, a verdade cujos termos lhe são propostos por uma boca humana.

Que ela fale, esta boca humana, que ela ensine, que ela exorte, seu papel é grande e belo. Mas Deus reserva para si, em nossa educação cristã, um papel maior e mais belo ainda, o de nos falar ao coração, o de elevar nossas inteligências até a participação da razão divina, até essa região sublime que se chama fé.

Quando, pois, o educador cristão, seja a família, a escola ou a Igreja, quando o educador cristão fala a uma alma batizada, para tirá-la cada vez mais da ignorância, ele deve, sob pena de nada compreender do trabalho que empreende, rezar, ao mesmo tempo que fala, e pedir a Deus que derrame na alma do batizado a graça interior da fé, ao mesmo tempo que, de seu lado, ele faz chegar aos ouvidos do catequizado a expressão humana da verdade divina.

Se todos aqueles que têm a terrível tarefa de trabalhar na instrução dos cristãos trabalhassem desta maneira, veríamos prontamente a ignorância desaparecer, a fé aumentar, a santidade florescer.

Mas, o que se diz de todos os lados? A santidade desaparece, a fé diminui e a ignorância é assustadora, mais ou menos por toda parte.

A falta é nossa!

Com muita facilidade se imagina ter feito tudo, quando se diz a verdade: isto não é nada. Ter-se-ia feito muito e muito mais se, depois de tê-la feito ouvir, se rezasse e se trabalhasse para que ela fosse crida.

O cristão só é completo sob essa condição.

Quantas crianças, nas escolas ou nos cursos de catecismo, aprendem, recitam e sabem bem a letra do catecismo, no entanto, não se tornam cristão dignos desse nome!

A causa de tão grande infelicidade está inteiramente no vício de educação que assinalamos. Fizeram-nos sábios mas não os fizeram crentes.

Por conseqüência, não tendo a fé lançado raízes fortes nas almas, a criança fica entregue ao sabor das paixões nascentes ou torna-se vítima do meio no qual se encontra.

A fé teria dado o vigor necessário para resistir ao perigo interior ou ao perigo exterior que acabamos de assinalar. Mas, sem a fé, o homem fica entregue à fraqueza e cai. É pela fé que estais de pé, diz o Apóstolo. Fides statis (II Cor., 1, 23).

Então, para trabalhar eficazmente no combate a ignorância, é preciso homens muito sábios e muito crentes; precisaríamos de santos que fossem sábios e de sábios que fossem santos.

III — Uma palavra de Santa Teresa

Concluímos nosso artigo sobre a ignorância entre os cristãos por aquelas palavras: “Para trabalhar eficazmente no combate à ignorância, é preciso homens muito sábios e muito crentes: precisaríamos de santos que fossem sábios e sábios que fossem santos. Queira Deus no-los dar!”

Isto já estava impresso quando, tendo aberto as Cartas de Santa Teresa, encontramos nas primeiras páginas a seguinte passagem:

Desejo, mais ardentemente do que nunca, que Deus tenha a seu serviço homens que unam à ciência um completo desapego de todas as coisas daqui de baixo, que são a mentira e derrisão; sinto a extrema necessidade que a Igreja tem disto e sou tão vivamente tocada por isso que me parece até brincadeira afligir-me com outra coisa. Por isso não cesso de recomendar a Deus esse assunto, persuadida de que um desses homens perfeitos e verdadeiramente abrasados do fogo de seu amor, dará mais fruto e será mais útil à Santa glória do que um grande número de outros que sejam indiferentes e ignorantes”.

Esse assunto que Santa Teresa não cessa de recomendar a Deus, esse assunto pelo qual o coração da seráfica virgem era tão vivamente tocado, é o pensamento chave da obra de Nossa Senhora da Santa Esperança.

Quis sapiens, et intelliget ista? (Os., XIV, 10) Onde estão os homens a quem Deus deu o espírito de sabedoria e que compreenderão isto? Que Deus se digne entregar-nos a eles ou proporcioná-los a nós.

Estas linhas foram escritas no dia da festa do coração de Santa Teresa (27 de agosto). Recomendamos nossa obra às preces da seráfica padroeira do Carmelo.

Revista Permanência n° 186-187, Maio-Junho de 1984.

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Ver também outros artigos do Pe. Emmanuel-André em :

http://grupoveritas.blogspot.com/2008/08/cartas-sobre-f-dcima-segunda-carta.html

Observação: A cor da fonte do título “A ignorância entre os cristãos”, bem como as palavras e expressões em negrito são da fonte publicadora. São meus o grifo, em itálico e negrito, e e a cor da fonte no excerto do escrito “Cartas”, de Santa Teresa.

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JESUS VEIO PARA CURAR O CORPO E A ALMA DAQUELES QUE O PROCURAM…

"Judgement of Christ"
"Judgement of Christ"

O texto abaixo é de meu “amigo virtual”, em Cristo, o confrade Aluizio da Mata, da Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP). Inscrevi-me há cinco anos em sua lista – “texto-meditação”: http://br.groups.yahoo.com/group/textoparameditacao/. Na época, suas reflexões e as de seus amigos e amigas colaboradoras católicos foram valiosas para mim. Nunca houve falha no envio. Ultimamente tenho tido dificuldades para ler as mensagens, que como ele mesmo diz são enviadas “aleatoriamente”. Vê a “mão do Espírito Santo” na escolha. Pouco racional, é verdade… Pergunto: a Ressurreição de Cristo é um acontecimento racional, lógico? Mesmo não sendo uma secular da Ordem Vicentina, valorizo-as, e guardo-as no” coração”. Afinal, por breves que sejam, são escritas por ele com disciplina e amor, e as adicionais acrescentam, consolam-nos em toda esta correria… Correria por correria, vou atrás do prejuízo, lendo-as com o carinho e cuidado que merecem.

Aluizio da Mata, vicentino secular, mineiro, é casado com uma vicentina secular. Eles têm um casal de filhos e dois netos. Ela, que é chamada de consócia na SSVP, escreve para o “Jornal do Vicentino” sobre a vida dos santos e santas da Igreja Católica. O jornal é rodado em Sete Lagoas-MG. Até há algum tempo recebia o jornal da SSVP – a assinatura tem valor quase simbólico – e pelas informações, já que não faço parte como secular, sei o quanto se empenham em cumprir o “singelo”, mas comprometedor, mandamento de Jesus: “amar o próximo”. Ou seja: piedade, caridade…

Esta Ordem Terceira remonta ao final do século XVII, na França. A Ordem dos consagrados foi fundada por São Vicente de Paulo, que nasceu em 1581, portanto um ano antes do falecimento de Santa Teresa de Ávila. Foi amigo pessoal de São Francisco de Sales. É “protetor” de meu ofício: os jornalistas o escolherem como santo patrono, por distribuir “panfletos” na tentativa de reconversão de duas cidades dominadas pelas idéias de Calvino. Em três anos, trouxe de volta para aIgreja Católica, após 90 anos, cerca de 33 mil protestantes calvinistas.As duas cidades eram Tonon e Chablais. Ele saudava Jesus assim: “Viva, Jesus!”.

JESUS VEIO PARA CURAR O CORPO E A ALMA DOS QUE SOFREM E EM ESPÍRITO DE HUMILDADE O PROCURAM…

Por falar em Jesus, podemos dizer que veio para tirá-los da indigência – curou leprosos; curou doenças da alma que adoeciam os corpos, e vice-versa; alimentou famintos – e de todo o tipo… A propósito, penso que na doença do corpo, quando não vem a cura para o orante-pedinte, estamos diante do mesmo “Mistério” que envolve a cura milagrosa, comprovada por especialistas consagrados e leigos da Igreja. Nossa mente racionalista “pensa” que Deus, que é Onisciente, Onipotente e Onipresente – “raciocina” como nós, pobres mortais… Aluizio escreve logo abaixo algo em torno disto. Escreve inspirado em Jesus Cristo e no propósito de São Vicente de Paulo, que via na situação dos famintos, nos pobres um grande problema: a pobreza é uma tentação para a alma… De espírito resoluto, foi um sacerdote determinado a combater a pobreza de seu tempo. Via escândalo na fome, que havia chegado às raias do inimaginável na França, pré-moderna, levando às indústrias nascentes levas de camponeses. Mendigavam crianças e adultos, e no desatino da fome, muitos, no delírio da loucura, segundo São Vicente de Paulo, alimentavam-se da carne das crianças que sucumbiam nos guetos… Desculpem-me, mas quando soube disso fiquei chocada também… A fome decorrente da injustiça estrutural, do egoísmo é como um vento maligno que assola ao longo da história humana,  cidades, países, continentes. Prestemos mais atenção no conceito de globalização, que já é uma realidade. A pobreza está ampliando suas fronteiras novamente. Li há pouco que 24% das crianças italianas são chamadas de “novos pobres”, no sul da Itália. Em Roma e Veneza, o arcebispo Marcelo Ricca não aceita a aplicação de multas de 50 a 100 euros aos que mendigam nas cidades de Roma e Veneza. Para o setor público isto causa “transtorno” aos turistas… Ele acredita que há o perigo de não querer “ver” a mendicância como resultado da desestruturação dos tecidos sociais. Percebe o perigo da indiferença e lembra o direito de qualquer pessoa pedir ajuda em situação de fome, frio. O arcebispo não quer falar, mas esta deterioração é provocada por “reengenharias” político-econômicas impostas pela, ao que parece, irreversível globalização.

Crédito da imagem: Wikicommons

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A CRUZ DE CADA UM: SOFRER PELOS OUTROS

Texto: Aluizio da Mata

Algumas igrejas criticam a Igreja Católica por pregar aos seus fiéis seguirem o exemplo de Jesus de sofrer com alegria por si próprios e pelos irmãos necessitados. Pregam uma vida isenta de sofrimento, cheia de alegria e felicidade. Falam que Jesus não é um ser morto, referindo-se aos crucifixos tão caros ao Católicos. A figura do Cristo crucificado é apenas a lembrança do que Ele sofreu por nós. A Sua vida não foi só de alegria, de bons momentos, de felicidade. Ele teve momentos de angústia, de decepções, sofreu traições, como qualquer um de nós tem durante nossa vida. A sua vida não foi só de alegrias. Por fim, se Ele teve que morrer em uma cruz, um motivo havia. Tudo isto não aconteceu apenas para fazer dele uma figura de “coitadinho”. Cada um de nós acha que a cruz que carregamos é pesada demais, mas não nos lembramos de compará-la à cruz espiritual de Jesus Maria e a cruz física do Filho de Deus. Deus não é incoerente. Como poderia Ele desejar que assim fosse e mandasse seu Filho para sofrer o que sofreu? Jesus não precisaria passar pelos sofrimentos que passou durante sua vida e muito menos os sofridos na Semana da Paixão. Se Deus quisesse que Jesus cumprisse sua missão de anunciar o Reino e realizar a Obra da Salvação, poderia fazê-lo de outra maneira. Poderia mandar o seu Filho isento de passar por qualquer sofrimento. Faria com que apenas os seus ensinamentos pela palavra valessem para o cumprimento da Missão. Mas, se não acreditamos nem da maneira que aconteceu, como iríamos acreditar se Ele apenas falasse? Nós é que somos incoerentes. A Cruz de Cristo não foi em vão. E nem a nossa também deve ser. Fiquemos com a Santíssima Trindade e com Maria Santíssima, Aquela que depois de Jesus teve que viver a maior de todas as cruzes.

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Fonte: http://www.geocities.com/cmgvssvp/caract.htm#espiritualidade

ESPIRITUALIDADE VICENTINA

  1. Os vicentinos procuram, pela oração, mediante a Sagrada Escritura, e fidelidade aos ensinamentos da Igreja, dar testemunho do amor de Cristo, em suas relações com os menos favorecidos, bem como nos diversos aspectos de sua vida cotidiana. Essa espiritualidade fundamenta-se nos textos bíblicos. São quatro seus principais pilares de sustentação:
  2. O serviço do pobre é o serviço do próprio Cristo: O mandamento supremo da lei é amar a Deus, sobre todas as coisas e de todo coração, e ao próximo, como a si mesmo. “Nisto reconhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros” (João 13,35). Cristo fez questão de participar deste mandamento de amor ao próximo, identificando-se pelo vínculo da caridade, como os irmãos humildes. “Todas as vezes que fizestes isto a um de meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes” (Mateus 25,40). O amor ao próximo está intimamente unido ao amor de Deus, pelo exercício da caridade. A recompensa da caridade está além das satisfações terrenas, pois está regiamente recompensada no plano divino. “Vinde, benditos de meu pai; possui o reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome, e deste-me de comer; tive sede…” (Mateus 25,34-36).
  3. A fé sem obras é inútil à salvação: “Que aproveitará, meus irmãos, se alguém diz que tem fé e não tem obras? (…) A fé, se não tiver obras, é morta em si mesma” (Tiago 2,14-17). A prática do evangelho é a caridade.
  4. As obras sem caridade nada adiantarão para a nossa salvação. “Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como um bronze que soa, ou como um címbalo que tine… E ainda que eu distribua todos os meus bens no sustento dos pobres e entregasse meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, nada disto me aproveitaria” (I Coríntios 13,1-3). Nada adianta a obra feita por filantropia, onde não é motivada pela caridade.
  5. Dar testemunho do amor de Cristo: “Se me amais, observais os meus mandamentos…” (João 14,15) e “Assim brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam vossas obras e glorifiquem o vosso pai, que está nos céus” (Mateus 5,16). Os vicentinos devem preocupar-se em transformar o evangelho em obras e imprimir fé aos atos que praticam, para que deles irradie amor que tem a Cristo.

A POBREZA E O VICENTINOComo pretendemos ditar leis aos pobres ou julgá-los, se nunca experimentamos os suplícios da miséria, provações que ela impõe e o desvirtuamento moral que ela, por vezes, provoca, até mesmo nos homens mais equilibrados? Cristo jamais condenou um só indivíduo sequer, pelo contrário, perdoava e coloca-se a serviço de todos. Imitemos, pois, o exemplo do Mestre.

A Paixão de Jesus Cristo na visão do Carmelo Descalço Secular (OCDS)

Fonte: ORDEM CARMELITA DOS DESCALÇOS SECULARES(OCDS)

A PAIXÃO DE JESUS CRISTO NA VISÃO DO CARMELO DESCALÇO SECULAR


JEJUM E ABSTINÊNCIA
Cor litúrgica: Vermelho
Ofício próprio
Liturgia das Horas:
359-417
Oração das Horas: 396-418

Leituras: Is 52,13-53,12 – Sl 30(31) – Hb 4,14-16;5,7-9 – Jo 18,1-19,42
Ação litúrgica solene: leitura da Paixão, segundo São João, Orações solenes,

Adoração da Cruz, Comunhão

“Inclinou a cabeça e rendeu o espírito.”
Jesus é apresentado como “o servo de Deus” que caminha para a paixão como o cordeiro ao matadouro, sem abrir a boca.

“O amor possui igualdade e semelhança.”
São João da Cruz – 1S 5,1

13ª Estacao

Extraído do Blog da OCDS  – Ordem Carmelita dos Descalços Seculares – Abril/2009

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Recebi com carinho o registro da presença da Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares (OCDS) – Província São José – Brasil, no Link de Entrada e dos  “Frades Carmelitas Descalços” – Carmelo Descalço, também da Província São José , que oferece aos interessados em ingressar ou conhecer a vida consagrada carmelita descalça –  o Blog “Pastoral Vocacional Carmelitana”.

A Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares é formada por leigos e leigas carmelitas. Em seu conjunto, contam com a orientação espiritual de um religioso integrante da Ordem dos Carmelitas Descalços. É importante lembrar que Santa Teresa de Ávila estabeleceu em estatutos o funcionamento, já em seu tempo, de Ordens Terceiras carmelitanas. Assim, eles têm muita história para contar. Confiram o rico conteúdo no “Blog da OCDS – Provícia São José” http://ocdsprovinciasaojose.blogspot.com/, repleto da história da Ordem Carmelita dos Descalços – Consagrada e Secular no mundo, além de vivências e orientações, principalmente sobre a Paixão e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Destaco também o blog dos Frades Carmelitas Descalços http://pastoralvocacionalcarmelitana.blogspot.com/2009/04/ceia-do-senhor-quinta-feira-santa.html , cujo site da “Ordem Carmelita DescalçaProvíncia São José” pode ser encontrado no endereço – http://www.carmelo.com.br/. Ambos contém conteúdos inspiradores nesta Paixão e Páscoa. Há também o boletim http://provsjose.zip.net/. Traz notícias de atividades juvenis das paróquias carmelitanas, além da história dos carmelitas descalços e temas da espiritualidade carmelitana. Vale a pena conferir também o site do “Centro Teresiano de Espiritualidade”http://www.carmeloteresiano.com.br/. Dele faz parte como assessor Frei Sciadini (OCD). Ele coordenou e fez o prefácio de “Obras Completas – Santa Teresa de Jesus” – Edições Carmelitanas, publicado por Edições Loyola, 2002 (edição esgotada).

A propósito, a equipe diretiva está organizando uma comitiva para a reunião geral da Ordem, que, de acordo com as informações do site, se dará pela primeira vez fora do Brasil. Com destino à cidade de Fátima, em Portugal, cerca de 140 membros farão parte da comitiva da OCDS. Lá permanecem de 17 de abril até pouco além de 13 de maio (dia da aparição de Nossa Senhora, em Fátima).

Boa viagem a todos. Rezem por nós, leigos seculares ou não, que amam o Reino de Deus. Nós brasileiros, que vivemos em um país abandonado pelos governantes, precisamos muito das orações das consagradas e consagrados carmelitas descalços – em sua clausura abençoada por Deus. Esta é uma afirmação de Santa Teresa de Jesus! Necessitamos também, neste mundo cheio de confusão, das orações dos leigos carmelitas seculares, em Fátima e em seus encontros no Brasil. Que a paz e o amor da Trindade Santa esteja com vocês da OCDS, nesta e em outras missões pelo mundo. Amém.

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O amor compassivo e afetuoso de Deus na Nova Aliança

Apresento a partir de hoje o que considero uma “preparação” para a Páscoa: os conteúdos trazem referências à Paixão de Jesus Cristo , que recordamos dia 10 de abril próximo, e a Sua Ressurreição, no domingo, dia 12. Obviamente, o material que selecionei da internet, compõe minha ótica de leiga católica.O autor do artigo é Armindo dos Santos Vaz – Ordem dos Carmelitas Descalços (OCD). É professor na Universidade Católica de Lisboa.

Este é um período muito importante para nossa vida espiritual; é, por certo, o cerne, a essência de nossa vida como cristãos. Seria algo vago não evocar a misericórdia de Deus ao enviar Seu Filho Unigênito, e o amor incondicional de Jesus Cristo pela Humanidade. Uma Humanidade que é composta por todos os povos que ouvem o chamado do Espírito de Deus desde a vinda de Jesus. É importante considerarmos que ainda que ouçamos Sua voz, nós, suas criaturas, oscilamos entre o abismo das perdições do corpo e da alma e a busca contínua de santidade, do perdão, da paz. Afinal, para nosso “alívio”, Aquele que nos criou é Pai Misericordioso…

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Fonte:http://www.capuchinhos.org/porciuncula/parabolas_lucas/pai_misericordioso.htm


Parábola do Pai Misericordioso

Iniciamos esta série de exclusivos de Lucas, com a parábola da misericórdia por excelência. Vulgarmente é chamada “parábola do filho pródigo”,

mas deve ser chamada parábola do pai misericordioso.(…)

IV Domingo da Quaresma – dia 18 de Março.

Armindo dos Santos Vaz, ocd

Professor na Universidade Católica de Lisboa


JESUS CRISTO, O ROSTO MISERICORDIOSO DE DEUS-PAI

Entre os humanos, misericórdia designa sentimento de compaixão ou de beneFILHO PRÓDIGO (artista dos Camarões, África, in Vie de Jésus, MAFA)volência suscitado pela miséria ou desgraça alheia. A Bíblia entende a misericórdia de Deus, não tanto a partir dos sentimentos, mas a partir da sua fidelidade à aliança.

A força impulsionadora da misericórdia é o amor compassivo e afectuoso de Deus conforme à aliança que Ele por bondade estabeleceu com o seu povo. Através de Jesus, a aliança de Deus estendeu-se a toda a humanidade. A sua misericórdia voltou-se para os humanos, radicalmente incapazes de se salvarem.

Assim, «Cristo (…) revela Deus “rico em misericórdia”. (…) Tornar presente o Pai como amor e misericórdia constitui na consciência do próprio Cristo ponto fundamental do exercício da sua missão messiânica. (…). Baseando-se neste modo de manifestar a presença de Deus (…), Jesus faz da misericórdia um dos principais temas da sua pregação.

Como de costume, também neste ponto ensina antes de mais «em parábolas», porque elas exprimem melhor a própria essência das coisas. Basta recordar a parábola do filho pródigo. (…) Numerosas são ainda as passagens do ensinamento de Cristo que manifestam o amor e a misericórdia sob um aspecto sempre novo. (…)

O evangelista que trata de modo particular estes temas do ensino de Cristo é SÃO LUCAS, cujo evangelho mereceu ser chamado o evangelho da misericórdia.» (joão paulo ii, Encíclica Dives in misericordia, 3. Daqui em diante, utilizamos a sigla: DM).


A PARÁBOLA DO PAI MISERICORDIOSO

Se é especialmente com parábolas que Jesus revela e ilustra a misericórdia de Deus, entre elas sobressai “a parábola da misericórdia” por excelência, em Lc 15, 11-32. Costuma-se chamar “parábola do filho pródigo”; na realidade, é a parábola do pai misericordioso para com os dois filhos.

É nela que a «essência da misericórdia divina aparece de modo particularmente límpido. (…) A parábola do filho pródigo exprime de maneira simples mas profunda (…) a mais concreta expressão da obra do amor e da presença da misericórdia no mundo humano» (João Paulo II, DM, 5 e 6).

Por isso, para fazer emergir Jesus como o rosto misericordioso de Deus Pai, concentramos nela a nossa reflexão. Aprofundamos os seus níveis de sentido por meio do método da lectio divina, seguindo os seus degraus clássicos. O percurso da lectio divina faz com que, ao longo das várias etapas, a Palavra trabalhe o coração do leitor, lhe dê sabedoria e vá melhorando pouco a pouco a sua vida.


PARÁBOLA DO PAI MISERICORDIOSO (ou do filho pródigo)

(Lucas 15,1-3. 11-31)

1Aproximavam-se dele todos os cobradores de impostos e pecadores para o ouvirem. Mas os fariseus e os doutores da lei murmuravam entre si, dizendo: «Este acolhe os pecadores e come com eles.” Jesus propôs-lhes, então, esta parábola: […]

11«Um homem tinha dois filhos. 12O mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte dos bens que me corresponde.’ E o pai repartiu os bens entre os dois.

13Poucos dias depois, o filho mais novo, juntando tudo, partiu para uma terra longínqua e por lá esbanjou tudo quanto possuía, numa vida desregrada. 14Depois de gastar tudo, houve grande fome nesse país e ele começou a passar privações. 15Então, foi colocar-se ao serviço de um dos habitantes daquela terra, o qual o mandou para os seus campos guardar porcos. 16Bem desejava ele encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. 17E, caindo em si, disse: ‘Quantos jornaleiros de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! 18Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e vou dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti; 19já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus jornaleiros.’ 20E, levantando-se, foi ter com o pai.

Quando ainda estava longe, o pai viu-o e, enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço e cobriu-o de beijos.

21O filho disse-lhe: ‘Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não mereço ser chamado teu filho.’

22Mas o pai disse aos seus servos: ‘Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha; dai-lhe um anel para o dedo e sandálias para os pés.

23Trazei o vitelo gordo e matai-o; vamos fazer um banquete e alegrar-nos, 24porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi encontrado.’ E a festa principiou.

25Ora, o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se de casa ouviu a música e as danças. 26Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. 27Disse-lhe ele: ‘O teu irmão voltou e o teu pai matou o vitelo gordo, porque chegou são e salvo.’ 28Encolerizado, não queria entrar; mas o seu pai, saindo, suplicava-lhe que entrasse. 29Respondendo ao pai, disse-lhe: ‘Há já tantos anos que te sirvo sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos; 30e agora, ao chegar esse teu filho, que gastou os teus bens com meretrizes, mataste-lhe o vitelo gordo.’

31O pai respondeu-lhe: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; estava perdido e foi encontrado.’» (Lc 15,1-3.11-31)

Fé: sentido e impermanência

Sunset Over Victoria Falls - Photo by:Adam Annfield - Wikicommons
Sunset Over Victoria Falls - Photo by:Adam Annfield - Wikicommons

Em um mundo materialista e hedonista, não há lugar para uma “vida interior”. Este é o tempo em que vivemos. Se não nos esforçamos, com determinação, para alcançar os “andares superiores” de nossa existência, andaremos vazios pelos caminhos do mundo (e são vários, muitos deles, sem sombra de dúvida, sem volta, tenebrosos!). Ou seja, se não ficarmos atentos aos apelos de nossa alma por transcendência – pouco ou nada – restará em termos de paz ou contentamento em nosso íntimo. Santa Teresa de Jesus faz este alerta: a vida cristã está aí no sentido formal, material (a Igreja), mas nossa luta principal se dá em nosso interior. No reduto de nossa alma. Este é o castelo, com seus patamares. Cada andar (e são sete para Santa Teresa – um número metafórico, mas significativo) tem dificuldades, desafios e mistérios. O Espírito Santo nos guarda, nos protege em cada um deles e nos incentiva misteriosamente para que avancemos, mesmo em meio a cansaços, decepções, tristezas, enfim, nos protege do desânimo… Desde o Antigo Testamento, homens e mulheres vêm empenhando todos os seus esforços para não seguirem a rota vertiginosa da vida centrada somente na conquista de bens materiais. Com a vinda de Jesus em carne humana, nós cristãos fazemos parte do corpo de Cristo, que é a Igreja, e que primitivamente foi dirigida pelo Apóstolo São Pedro. Temos, na atualidade, o papa Bento XVI como sucessor daquele na condução do “rebanho”. Creio que a Igreja Católica é santa e imperfeita como nós que a integramos. Se nossa alma é o “castelo” de nossa existência “interior”, esta vida interior estará em conformidade, em essência, com o “castelo”, que é a Igreja, que representa a manifestação a um só tempo “exterior” e “interior” da espiritualidade humana.

A santidade, o último patamar do “castelo” deve ser buscada durante toda a nossa vida. O mesmo está acontecendo com a Igreja de Cristo, Una e Santa com Ele, ainda que imperfeita como cada um que, de um modo ou outro dela faz parte.

Amar a Igreja é amar a nós próprios e aos nossos semelhantes (ainda que seja, inúmeras vezes, quanto ao relacionamento humano, um desafio que traz contradições à nossa alma…). Penso que nestas mesmas contradições (em nossa alma, no convívio interpessoal e em relação a fatos ligados à Igreja Católica), vamos nos tornando melhores como seres humanos, como que, redimidos pela Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Assim, nossa cruz consiste, a meu ver, em carregarmos nossas próprias contradições e as de nossos semelhantes… Há também privações, limitações, sobrecargas. Tudo deve ser compreendido à luz da mensagem que Ele deixou aos Apóstolos. Não sendo assim, não somos cristãos – somos do mundo – o que é lamentável porque nos lança de um vazio para outro.

Desse modo, buscar a santidade transcende a “parecer” alguma coisa: é transformar o sofrimento em um Bem para a nossa alma. É um desafio constante, e será assim até o final de nossa existência. Foi assim com Jesus Cristo, os Profetas, os Apóstolos e Santos. O mesmo se dá conosco em “situações-limite” no decorrer de nosas vidas. Para tanto, temos que lutar para superarmos a condição de sermos ou nos tornarmos tão somente ‘compradores’ em um momento e ‘vendedores’ em outro. Continuamente estaremos comprando ou vendendo bens que são passageiros – e nada mais… No entanto, estes “bens” podem ser imateriais, tais como viver segundo as aparências, prestígio, sucesso, entre outras vaidades humanas.

O resultado de “andarmos contra a corrente”  é que andaremos mais sozinhos que a média. O que consola, a meu ver, é que esta é a nossa única saída para a conquista da paz interior, senão para a felicidade que é possível neste tempo. Ou seja, para uma vida plena, não há outro caminho. O certo é que haverá isolamento, ainda que estejamos cercados de pessoas, em qualquer lugar do mundo… É a marca de uma vida cristã, mesmo entre cristãos… Isto é positivo, ainda que não seja aparentemente normal… Entretanto, entendo que este é o custo (que não é dispêndio…) por “lutarmos” por uma vida espiritual, que vai muito além da “luta” aceita, aplaudida por uma próspera vida material. E, tudo acontece em meio ao caos relativamente “organizado” do mundo de hoje… Que Deus nos ajude. Amém.

Bom domingo e boa semana a todos, parceiros e parceiras nesta árdua jornada…

Vida espiritual e Aborto

A partir dos artigos transcritos logo abaixo, pretendo fornecer a vocês o contexto em que se situa este post. Se trata da insistência em levar a debate o polêmico tema da legalização do aborto no Brasil. De antemão, informo aos visitantes do blogue “Castelo Interior” que, pessoalmente, me posiciono tanto contra a legalização do aborto,  bem como, contra a manipulação de embriões. Ou seja, o uso, ainda que “terapêutico” daqueles que a “Ciência” considera “inaptos” para a fertilização in-vitro, decorridos dez anos. Isto, para mim, é eugenia, seleção genética, o que supõe, neste caso, que estamos diante de uma medicina que imita os cientistas nazistas. Entretanto, se não houvesse procura por este recurso, não haveria a profusão de clínicas e médicos ofertando este “serviço”…  O lucro é astronômico.

A propósito, sendo portadora de uma doença auto-imune denominada “Endometriose”, em grau moderado – que compromete em vários aspectos a gravidez (estou com 48 anos), não me submeteria ao processo de fertilização in-vitro. Esta convicção foi reforçada pela visão idêntica que eu e meu marido temos sobre o assunto. Além disso, ainda que não fosse católica, seria contra o recurso da fertilização in-vitro. Explico no parágrafo seguinte o que penso, sob outro ângulo.

Considero absurda a frieza com que casais, médicos e cientistas deixam de lado certos embriões, que congelados, ficam à disposição para “uso” em uma próxima gestação – até o limite de cinco anos… Se passarem da “validade” (por favor, desculpem a expressão, mas não se trata de outra coisa!) podem ser manipulados para obtenção de células-tronco. Certamente, outras pesquisas fazem parte deste filão… O “lobby” dos laboratórios saiu vitorioso da batalha, já que os congressistas brasileiros, há dois ou três anos ignoraram o que mundo inteiro já havia comprovado: os embriões “perdem” para o cordão umbilical… Ou seja, as células do cordão umbilical são mais eficazes em termos de possíveis curas de certas doenças. Cada cordão umbilical dispõe de milhares de células-tronco adultas, enquanto são necessários milhares de embriões congelados, os chamados “não-aptos”, ou, que Deus me perdoe por falar assim: “inúteis”…. Chegamos a um ponto tal de desumanização que vale lembrar o que afirmou à época certa congressista brasileira, militante pró-escolha (isto é, do aborto, em nome da “liberdade” da mulher sobre seu corpo): eles – os embriões congelados “vencidos” – “vão para o lixo”…

A Igreja Católica, de acordo com o que estabelece o Direito Canônico, entende que a vida tem início na concepção, e, por esta razão não admite o método. Dentro da história do catolicismo, há cerca de 150 anos foi estabelecido o dogma da Imaculada Conceição de Maria, mãe de Jesus Cristo. A proposição como “canon” vinha sendo estudada, aproximadamente, nos três séculos anteriores à instituição do dogma. Neste, a alma da Virgem Maria foi protegida do pecado original, desde sua concepção. Portanto, a afirmação de que há vida (alma) desde a concepção é religiosa, mas contém em si um outro aspecto: o moral. No caso, é moral porque, se sou cristã, creio que ao receber já na concepção uma alma, doada pelo Criador, não tenho direito de extirpar a vida que foi gerada dentro de meu ventre, pelo simples fato de que Deus a este ser, em embrião, também doou uma alma.

Quanto ao alegado direito da mulher de dispor livremente sobre seu corpo (segundo o ponto de vista do ativismo “pró-escolha”), não decorre disto a  extinção do direito do feto-bebê. Afinal, ainda que na forma de um embrião, é uma pessoa desde o momento da concepção. Não lhe é possível manifestar a plena potência de sua humanidade, por estar ligado fisicamente à mãe, mas todos sabemos que o bebê  prematuro (que foi retirado antes dos nove meses do ventre de sua mãe), na quase totalidade dos casos completa seu desenvolvimento com sucesso em uma incubadora. Há registros em que tanto a mãe quanto o bebê correm risco de vida, o que torna obrigatória a realização de uma cesárea, possível a partir dos cinco meses de gestação. Neste estágio o feto já dispõe organicamente de todas as funções básicas. O desenvolvimento restante do feto (que até há pouco era totalmente dependente do organismo da mãe), vai ser completado na incubadora. Aos nove meses os pais, agradecidos e felizes levam a criança para casa, para registrarem em cartório o nome escolhido (caso fosse, uma menina ou um menino), desde o período em que era somente um embrião

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FONTE: http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/280109/capa.html

“Ciência e saúde

Acervo Digital VEJA

A acirrada polêmica sobre a legalização do aborto no país e no exterior

28 de janeiro de 2009

Em sua reportagem de capa desta semana, VEJA revela que cada vez mais médicos brasileiros optam por ajudar suas pacientes decididas a interromper uma gravidez indesejada. (….)”

Observação: ver também sobre o assunto… Como não está sendo possível linkar, sugiro a vocês o “copiar/colar”, para ir à página da matéria acima –  veja.abril.com.br/noticia/ciencia-saude/acirrada-polemica-legalizacao-aborto-pais-exterior-417848.shtml

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FONTE: http://biodireitomedicina.wordpress.com/2008/11/22/impossibilidade-de-legalizacao-do-aborto-no-brasil-desde-sua-proibicao-constitucional-de-ir-a-deliberacao-pelo-poder-legislativo/

Impossibilidade de legalização do aborto no Brasil desde sua proibição constitucional de ir à deliberação pelo Poder Legislativo

Este artigo foi escrito para o Livro Relatório Azul da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, em novembro de 2007, solicitado por Ofício em outubro de 2007 pelo Dep. Marquinhos Lang, Presidente desta Comissão. Tanto quanto possível, ele foi escrito com o objetivo de ser acessível ao maior número de pessoas e tinha sua extensão delimitada em número de caracteres.

A reprodução deste artigo está vedada por razões que não dependem de nossa vontade.

Seu endereço para localização, leitura ou citação dentro deste site é:

http://biodireitomedicina.wordpress.com/2008/11/22/impossibilidade-de-legalizacao-do-aborto-no-brasil-desde-sua-proibicao-constitucional-de-ir-a-deliberacao-pelo-poder-legislativo/

Dr. Celso Galli Coimbra
Advogado,
OABRS 11352

www.biodireito-medicina.com.br
c.galli@terra.com.br
cgcoimbra@gmail.com

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VÍDEOS PRÓ-VIDA; ANTI-ABORTO: O AMOR É UMA ESCOLHA…

O vídeo abaixo, e ao lado, no Blogroll, entre os inúmeros que podemos encontrar no Youtube, apresenta sua posição Pró-vida de maneira suave e inspirada. Foi realizado por um grupo denominado “Catholic Home School”, cujo endereço é http://www.youtube.com/user/catholichomeschool. Tem o seguinte título: “Pro-life Anti-Abortion Video: Development of the Unborn Baby” (“Vídeo Pró-Vida; Anti-Aborto: Desenvolvimento de um Bebê por Nascer”): http://www.youtube.com/watch?v=O2l1-kvKomg

Um outro vídeo (ao lado no Blogroll), que considerei muito elucidativo, é apresentado por um religioso católico – Fr. Frank Pavone, diretor de uma organização norte-americana Pró-Vida, com extensão internacional – “Priests for Life” (Sacerdotes pela Vida). Se intitula This is a Suction Abortion” (“Este é um Aborto por Sucção”). Apresentado em inglês, em resumo, o padre Frank Pavone nos informa que este é o método mais amplamento adotato na atualidade para o aborto de uma criança. Como se utiliza de um modelo médico e de dois instrumentos cirúrgicos utilizados no processo, é possível compreender com facilidade o que a “Ciência Médica Abortiva” (são minhas as palavras) engendra para evitar processos pela morte de mulheres durante ou após o aborto. Pelo método anterior, médicas e médicas, no mundo inteiro, sem hesitação, lançavam mão de uma centrífuga acoplado a um instrumento cirúrgico…

This is a Suction Abortion” (“Este é um Aborto por Sucção” – http://www.youtube.com/watch?v=QBOAPleF1t0&NR=1

Também há um diagrama médico que completa a informação sobre este procedimento:  http://www.priestsforlife.org/resources/medical/de.jpg

Peçamos a Deus, em nome da morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo que não leve em conta a iniqüidade dos que perpetram este tipo de genocídio infantil, tão somente por enriquecimento, e ilumine o nosso entendimento para que suportemos a realidade de que vivemos em um tempo no qual prolifera a morte de inocentes bebês. Amém.

Jesus Cristo foi lacônico: “Àquele que fizer mal a um de meus pequenos, digo-lhe: seria melhor que amarrasse uma pedra ao pescoço e se atirasse ao mar”. No entanto, penso que, em raras circunstâncias, havendo arrependimento e contrição, Deus, por Cristo, inocente, crucificado, terá misericórdia da mulher, que a cada dia chora e sofre pelo seu ato.

No dia 8 de março último, houve passeatas nos grandes centros pelo “Dia da Mulher”, com foco na legalização do aborto. A meu ver, as ativistas e simpatizantes “pró-escolha” na verdade defendem seus postos de trabalho em organizações não-governamentais… Além disso, a afirmação da “liberdade” do corpo da mulher não é válida porque não considera do mesmo modo a liberdade da criança, que deve ter o direito de se desenvolver no útero, e de nascer, tal como no passado aconteceu com cada uma das ativistas e simpatizantes, e com a humanidade inteira. Pobreza? Na verdade, há um “lobby cultural” de consumo e, por conseqüência, de recusa de uma vida simples… As crianças, de um modo geral, estão sofrendo a cada dia mais, e de maneiras diferentes, com toda esta estupidez humana.

Fantasias de um povo que apenas sobrevive, ou vive de fantasias…

Espero que sejam definitivos os links de acesso às principais obras de Santa Teresa de Jesus. Um deles menciono no post anterior, e outro, igualmente encantador, se chama “Carmelo Online“. Estão no “Blogroll” do “Castelo Interior” as três obras principais, publicadas por este outro blog de Carmelitas Descalças – “Castelo Interior – Moradas“, “Caminho de Perfeição” e “Livro da Vida“. Foi “misterioso” o modo como os encontrei, principalmente em meio a esta Babel chamada Internet…

Retirei os endereços anteriores devido aos apelos comerciais que se revelaram incômodos. Desde as duas últimas publicações, um deles apresentou deficit de desempenho e o outro passou a mostrar apelos comerciais impróprios. O último trazia a ferramenta “ad sense” com links, por exemplo, para quatro vídeos “promocionais” com modelo transexual (este site não permite conteúdo sexual; não conferi, mas por certo foram publicados para atrair curiosos); em outro, violência entre um casal para ficar com um carro último tipo (patético e grotesco!), ou então, publicidade para perder a “barriguinha” – casualmente não tenho que pensar nisto, mas o foco na cintura de uma modelo, ainda que vista uma calça jeans, destoa totalmente do objetivo a que nos propomos no blogue “Castelo Interior”. A publicidade na internet, em sua maior parte, chega à beira do rídiculo… Que os colegas publicitários me desculpem, mas “apelar” no carnaval é desespero de causa…

A propósito, as exclusões de links não tem nada a ver com as festas do período carnavalesco. Eu e meu marido não acompanhamos a festa, nem na tevê. Pelo contrário, me sinto incomodada. Fui a dois bailes de carnaval, antes de casar, e não houve um terceiro… Como jornalista, fui obrigada a fazer a cobertura de seis bailes de carnaval durante uma única madrugada. Me senti tal qual a Cinderela (só que ao contrário…), já que fui apanhada pelo motorista em nosso apartamento à meia-noite – sim, isto mesmo! Ele, cumprindo a pauta já trazia o repórter-fotográfico (acompanhado de sua namorada). De lá seguimos para o trabalho, enquanto meu marido dormia profundamente. Na verdade, todos achamos aquilo insuportável. Fazer o quê?

Então, lá se foi mais um carnaval, graças a Deus… Escrevo minúscula assim para não dar destaque à data. Afinal, pouco ou nada traz de positivo para a vida de nosso País. Se durante o ano inteiro vivemos imersos na realidade da corrupção, a sensação de atraso aumenta quando, por todos os meios, a euforia carnavalesca é incentivada…

Corro o risco de ser considerada rançosa, mas o carnaval, para mim, é uma festa popular quase anacrônica e irrealista. Explico: o tempo da leveza já passou, infelizmente. Além disso, os gastos com todo o mega-aparato para composição do desfile das escolas de samba é, no mínimo, escandaloso. Tanto o luxo como a complexidade de carros e adereços exigem altíssimas somas de dinheiro. Enquanto isto, a realidade brasileira é mostra de que cada vez mais o peso do dinheiro acaba justificando tudo, inclusive o fato de que se tornou um negócio…

Assim, o que fica evidente, ano após ano, é o aumento crescente de crimes associados ao consumo de bebidas alcoólicas e outras drogas no período de carnaval. Para piorar, é assustador o número de vítimas por acidentes de trânsito, já que quem não participa da”folia” está sujeito ao perigo representado por quem bebeu, noite após noite. Mesmo com todas as insistentes campanhas – dirigem, e durante o dia vão para as avenidas e rodovias. Portanto, que ninguém se sinta seguro, mesmo na quarta feira de cinzas…

Nosso País há muito não pensa mais em prioridades. Vivemos o dia. Vale a questão: o que resta às futuras gerações? Terão motivação para festejar o que quer que seja em carnavais futuros? Ou, para lamento geral, teremos apenas grupos de jovens totalmente consumidos pelo “espírito” de catarse? Andarão em bandos, alcoolizados, drogados, ou em menor número, assustados pela violência repentina?

Que os jovens ouçam a voz da consciência, isto é, não desfaçam dos “apelos” suaves do Espírito Santo. Afinal, Jesus, para nos confortar, disse que O enviaria para que nos guardasse de todos os perigos – tanto do corpo quanto da alma. Isto também vale para nós pais, tios e tias, avós, amigos e amigas destas crianças e jovens. Estão, infelizmente, mais expostos a todo tipo de perversidades, ou seja, a um mundo que já não conhece limites… Precisamos todos nos voltarmos para o Insondável – o Criador, que é Pai, e seu Filho, Jesus Cristo, o Ressuscitado, e não somente para o que é efêmero. A finitude já não é algo para ser pensado a partir dos primeiros sinais de envelhecimento. Ela chega em nosso tempo de modo repentino. Que Deus nos dê, a cada dia, maior discernimento… Amém.

Cuidar sempre mais…

“Religion, Innocence, Angel” – Autor: Baltar (Fotografia)

Fonte: http://www.sxc.hu/photo/479662

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No “Livro da Vida” (Obras Completas, Cap. 2, pgs. 30 a 33), acessível também em E-book , ao lado (mais abaixo, no Blogroll), Santa Teresa de Jesus dá pistas, a partir de sua própria vida, de como os pais podem melhor proteger seus filhos dos perigos que os espreitam fora de seus lares. Ela frisa muito o aspecto das más-companhias (e se trata principalmente de uma prima, um pouco mais velha), e, de modo algum, culpa sua mãe, pelas leituras que permitia aos filhos e filhas. Seu pai não aprovava, tanto que chega a confessar que lia às escondidas… Em sua maturidade, lamenta a “má influência”que os denominados ‘livros de cavalaria” exerceram sobre o desenvolvimento de sua personalidade, pelo menos até o fim de sua adolescência. Nestes romances, os narradores relatam a saga de personagens que atravessam reinos em seu cavalos e suas aventuras amorosas. O estilo é cavalheiresco, fantasioso. Ainda que fossem ingênuos em comparação com as publicações e com os materiais áudio-visuais de nossa época, na verdade poderiam ser considerados como sub-literatura, já que Cervantes os ridicularizava (conforme a nota 2 – “Livro da Vida” – Obras Completas). No entanto, eram muito lidos durante todo o século XVI, em toda a Europa. Santa Teresa de Jesus acreditava que havia perdido virtudes ao lê-los (talvez pelos devaneios, ou então, pelas supostas vaidades que tais leituras teriam incutido nela e em suas primas e amigas…).

De fato, o consumismo moderno tornou precoces os comportamentos de crianças e jovens, tanto em relação ao vestuário, calçados (a meu ver, os saltos altos podem afetar a estrutura óssea das meninas), cosméticos (desnecessários, já que terão a vida inteira para usá-los, não?), e sob outro aspecto, são comuns as cenas de novelas em que a libido dos adultos é partilhada “em família”. Inclusive, há observações sobre os “excessos” das novelas brasileiras na própria em vários artigos na net. Além de toda esta lista de “descuidos” com as mentes das crianças e jovens, o mesmo acontece com a programação das tevês a cabo e em relação a conteúdos adultos, espalhados, sem nenhum controle na internet. Apesar de não estarem em condições de avaliar adequadamente tais sites, as crianças e os jovens são curiosos, o que é natural nesta idade. Mas o custo para a formação de suas personalidade é altíssimo, para eles próprios e para os pais.

Limitação natural

Uma coisa é certa: é um problema mundial. Então, façam o “impossível” para cuidar de seus filhos e jovens. Eu e meu marido não somos pais porque sou portadora de uma doença auto-imune – “Endometriose”. Pode ter causa genética (falha DNA em relação a certo tipo de alergias/auto-imunidade), ou mesmo poluição (devido às dioxinas, que acabam afetando mulheres alérgicas). As dioxinas provém de emanações da queima de petróleo. Em mim, foi diagnosticada como “moderada”, já quase aos 34 anos. Foi sofrido até ali, e depois… idem, principalmente pela inexorabilidade. Pelos médicos, pelo conjunto do que ela afeta – em grau moderado – no organismo feminino, restaria para nós somente a fertilização in-vitro. Sou contra, e meu marido também. Primeiramente, por achar incoerente (alguns embriões ficam congelados, enquanto outros serão jogados fora, etc., após algum tempo…). Além disso, nosso ponto de vista religioso impede, sem qualquer margem de dúvida, tal “saída”.

Um alerta: a Endometriose não é uma doença com qualquer componente de malignidade, mas dificulta a gravidez (apresenta três níveis – leve, moderada ou grave).  Cientificamente é tida como um enigma, já que uma mulher com a doença em nível grave, pode ser assintomática, enquanto em outra, apresenta sintomas, e no entanto, a gravidez acontece normalmente… O que é absolutamente certo é que mulheres que puderam ou podem ter filhos necessitam de tratamento, em todos os casos. Lamentavelmente, esta “desordem” continua presente…

Proteção aos filhos na web  e  modificações recentes na Lei brasileira

Logo abaixo, estão disponíveis excertos (partes) de dois artigos do Estadão Online sobre como proteger a infância e a juventude de nosso País; elas ”valem ouro” em relação ao tema:

Estadão.com.br quarta-feira, 5 de novembro de 2008 – Online

Como denunciar a pedofilia e como proteger seus filhos na web

Há meios de controlar o conteúdo acessado pelas crianças na web e sites permitem denúncias anônimas

Da Redação

As denuncias de pedofilia podem ser feitas em locais como a Promotoria de Justiça da Vara da Infância e Juventude e o Conselho Tutelar de cada Estado. Com uma ligação anônima, é possível fazer uma denúncia pelo número “Disque 100”, da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR).

Na internet alguns sites aceitam denúncias anônimas. A ONG SaferNet recebe dados de pornografia infantil na internet do País e aceita informações pelo site. Há também a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, onde as denúncias são anônimas.(…)

O que estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

Pornografia infantil – é a produção ou participação em pornografia envolvendo criança ou adolescente. Está no artigo 240 do ECA e prevê pena de 2 a 8 anos de reclusão;

Divulgação de pornografia infantil – é a publicação, inclusive pela internet, de pornografia envolvendo criança ou adolescente. Está previsto no artigo 241 do ECA, com 2 a 8 anos de reclusão;

Prostituição infantil – submeter criança ou adolescente à exploração sexual. O artigo 244-A do ECA prevê de 4 a 10 anos de prisão.

Também nestes casos, é preciso que haja a denúncia por parte dos pais ou responsáveis. Se eles estiverem envolvidos nos crimes, qualquer pessoa pode denunciar o crime.”

Fonte: http://www.estadao.com.br/cidades/not_cid273111,0.htm

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Estadão.com.br Geral – terça-feira, 11 de novembro de 2008, 18:13 | Online

Congresso aprova aumento de pena para os crimes de pedofilia

Matéria segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pois já foi votada no plenário do Senado

Ana Paula Scinocca, de O Estado de S. Paulo

(…)

Orkut

Na semana passada, o Google Brasil entregou à CPI da Pedofilia informações de mais de 18 mil páginas diferentes do Orkut, entre comunidades e perfis, sob a suspeita de conterem material com pornografia infantil. A quebra do sigilo desses perfis foi aprovada pela comissão em julho após denunciadas pela ONG SaferNet.

Em abril deste ano, essas denúncias já haviam levado a CPI a quebrar o sigilo de 3.261 álbuns privados do Orkut, fazendo com que o Google, dono do site, tivesse de entregar logins de acesso e imagens às autoridades brasileiras. Após análise das fotos, a CPI chegou a 805 usuários acusados de manter imagens de pedofilia.

No primeiro semestre deste ano, a SaferNet recebeu 27,8 mil denúncias sobre pedofilia na internet no Brasil, uma alta de 92,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Especificamente no Orkut foram 22,7 mil denúncias – 81,6% do total -, uma alta de 89,2% em relação a 2007.

Atualizado às 21h53 para acréscimo de informações.”

Fonte: http://www.estadao.com.br


Humanos para sempre…

A era da técnica, tão enaltecida pelo mundo dos negócios, tem nos trazido muito desencanto. No meu caso, percebo isto desde que me senti parte do mundo da produção. Que sensação de infelicidade, de excesso, de confusão advém desta realidade que tem nos imposto o mundo que nos cerca, inocentemente chamado de “globalizado”. Minha mente está cansada de tantas informações: soltas, jogadas ao ar pelos meios de comunicação, ou espalhadas, aos milhares, em impressos… Apesar dos homens de negócios propalarem aos quatro ventos a chamada interatividade ou interconectividade, o que está ocorrendo se dá de modo totalmente o contrário. Os negócios vão muito bem; o nosso case é que não estamos interessados nos seus lucros. Eles matam, virtual e literalmente. Lembremos que há redes dando-lhes suporte em seus negócios nefastos.

O VAZIO DA SERVIDÃO CONSENTIDA

A informação, o conhecimento advindo da internet deveria produzir bem-estar aos povos do mundo, e não o seu contrário, uma Babel… Esta, se formos inteligentes, não será uma monstruosidade se cumprir seu dever público de ser útil à coletividade humana, isto é, nos servir. Sim, esta biblioteca mundial, que se alimenta da produção de saber humano (medicina, engenharia, biologia, filosofia, comunicação, etc.) produzida ao longo dos séculos da civilização, necessita ser “agarrada” por todos, para que beneficie, de fato, a Humanidade. Por que deixaríamos toda esta bagagem de cultura mundial nas mãos de negociantes? Por analogia, seria a mesma coisa que deixar uma turma de “fazedores” de filmes pornôs ocuparem o seu interior de uma igreja, por algumas horas, e lá, realizarem certas cenas, a portas fechadas… Espantoso, não? Mas, infelizmente este filme foi produzido. Como sou jornalista, acabo sabendo de um tudo um pouco, ainda que de maneira rápida, superficial. Foi na Itália há cerca de dois anos. Em uma pequena cidade da Itália, um indivíduo assistia a tal “película” e reconheceu que o “cenário” era real, e pela pior razão: se tratava do interior da sua igreja. Como católico, escandalizado, numa admirável demonstração de coragem (deixou a hipocrisia de lado…), chamou a imprensa, e, sobrou para a Cúria, que chamou o padre. Este, embaraçado afirmou ter sido enganado, já que ficaria ausente a maior parte do dia, mas não viu problema em liberar a chave da igreja porque viu o casal de noivos. Se o padre falou a verdade, faz sentido ele ter afirmado que se ausentaria por algumas horas. Não creio que tivesse interesse em ficar assistindo a pretensa gravação do casamento. A partir disso, a produção e a direção trataram de aproveitar bem o tempo. Uma entrada, desde a escadaria da igreja até o altar leva, no máximo, uns 15 minutos. Descontando que refizeram umas dez vezes a entrada, obviamente para não dar na vista, calculo um total que giraria em torno de três horas de “filmagem”. O que fizeram depois das portas fechadas pode ter sido bem mais rápido (sem repetições), o que não estranheza. Afinal, filmes com cenas de casamento se limitam à chegada da noiva, com corte para a sua chegada ao altar. Portanto, considerei plausível o argumento do padre italiano. O resultado desconcertante é que a igreja foi denominada como profanada (e, a meu ver, ela o foi, já que tudo que se passou lá dentro não é admissível de maneira alguma ). Houve um estranhíssimo desrespeito à crença, o que denota que a cultura judaico-cristã está sofrendo muitos ataques. Nem precisa ser beato para considerar este evento uma blasfêmia, não? Na notícia, seria esvaziada e novamente consagrada, e além disso, tudo dentro dela seria trocado, para ser certamente também consagrado. Este relato (real) revela que não certos limites estão sendo ultrapassados de um modo não usual. Temos aqui a técnica de filmagem e o set todo a serviço do lucro. Nem se trata mais de non sense (isto é do tempo do Fellini…), e sim de ganância, que a fórceps busca conspurcar valores universais, em vista da liberdade de ganhar dinheiro com qualquer coisa, de qualquer modo.

MENTES CONSPURCADAS OU PROFANADAS?

Voltemos ao abuso da técnica, do uso exacerbado de tecnologias que nos desumanizam. Entendo que até há 20 e poucos anos anos (sem ingenuidade, obviamente) comunicar algo era libertar as pessoas de certos entraves (por falta de informações) que limitavam o potencial de suas mentes, de suas vidas. Bons tempos.

Não sou contra o desenvolvimento de instrumentos, de recursos que possibilitem uma melhor qualidade de vida para nós próprios, e sem dúvida, para a humanidade. Mas, inexoravelmente, as coisas caminham há, pelo menos, três séculos para o caos. Não aquele caos dos pessimistas, e sim, o caos do excesso. A natureza humana  não poderia suportar este turbilhão de invenções, úteis e inúteis; e, tanto faz, já que não somos computadores ambulantes. Podemos cruzar dados, até o ponto de criá-los para que façam isto por nós. No entanto, nossa natureza não comporta mais esta profusão de conhecimentos, e que, na maior parte das vezes, não está produzindo saber, sabedoria de viver…

Temos que pensar (ou repensar) se queremos esta inteligência artificial nos espreitando, vampirizando nossas vidas. Quem, afinal, tem o direito de nos nos tornar como que zumbis (como no cinema e na literatura, que são ficção)? Nestes, seus corpos irrompem na madrugada, e agem como mortos-vivos. Afora, por exemplo, uma leitura noturna ou um saída com amigos à noite em um bar ou jantar em suas casas, vivemos para o dia- nele nos saudamos, sorrimos, rimos, nos estressamos, e portanto, sentimos dores. Tudo porque simplesmente estamos vivos! Faz parte de nossa humanidade sermos assim, até com perdas de controle emocional, de vez em quando, claro… Afinal é nossa sanidade que está em jogo e também a sanidade daqueles que estimamos, e por aí vai).

Assim, se perde no tempo a perda de um sem número de “sensibilidades”: poéticas, estéticas, literárias, do simples bem-viver, que inclui, inclusive, uma boa refeição e o prazer que nossos sentidos experimentam ao saboreá-la… Ou então, a audição de uma música – em que o som dos instrumentos falam conosco (como isto pode sr possível?), ou sua melodia e letra, criativamente interpretada pela voz humana. A música se vale de um princípio técnico para ser repetida com exatidão, que são as partituras, mas é a intenção do autor que a torna viva. A música, ainda que executada de maneira técnica, nos comunica sentimentos e sensações, visões de mundo. Saímos, em nosso cotidiano, da limitação de “fazer” algo, ou muitas coisas. Nesse sentido o uso de uma técnica, ou a fruição do seu resultado, como a música, a pintura, entre outras extensões de nossa humanidade, pode representar algo maravilhoso em nossas vidas, que jamais podemos dispensar, já que compartilha do mirandum que acompanha nossa caminhada pelo mundo. Até nos esquecemos da morte… Ou, pelo contrário nos faz mergulhar em abismos inauditos, mas necessários.

NÃO SÃO NOSSOS OS OLHOS QUE INVENTAM MUNDOS ALEATÓRIOS…

A título de sugestão, ouçam, já que há pouco tive acesso a uma gravação em MP3  de uma composição do grupo Supertramp (dos anos 80), que é, na minha avaliação, uma obra-prima de nosso tempo. Falo de “Fool’s Overture” (Supertramp). Me fascina essa peça musical, que tem um caráter épico; enfim, é uma ópera contemporânea. Por certo vocês sentirão ao ouvi-la uma dramaticidade que impressiona, que em seus altos e baixos, revela a intensidade que há em nossas vidas, queiramos ou não… Será quase uma uma experiência “religiosa”. Não há lugar para sentimentos neutros. Atentem para o momento em que uma gravação antiga, em que uma voz masculina menciona com gravidade “(…)Pandora’s witches”. Em um primeiro momento, acreditei ter ouvido “box” e, assim registrei no post. Isto, porque culturalmente conhecemos a expressão “Caixa de Pandora”. Então, como gosto demais desta música, ouvi-a novamente, desta vez com mais atenção, e ouvi(?) o locutor dizer, em um inglês britânico – “witches”. Na letra não consta esta fala, o que me inclina (pelo contexto desta “Overture”) a pensar que é plausível a referência a bruxas. Afinal, da “Caixa de Pandora”, quando aberta, saem para o mundo todas as loucuras, mesmo as inimagináveis…

Para aliviar um pouco, confiram na Wikipédia que “Overture” se trata de peça musical de grande expressão. Bach compôs neste estilo, no entanto há uma relação de outras produções que foram denominadas historicamente desse modo, que se estende ao final do século XX. A propósito, especificamente, no caso de “Fool’s Overture” (e outras peças musicais de sonoridade sofisticada) fica evidente que fomos esmagados por uma massificação, que nos toldou a criatividade, inclusive a musical. Quem atualmente joga com tais dados da cultura humana? Passou. Ficou para trás.. Vale a pena detalhar, até mesmo para valorizar esta magnífica obra da mente humana. A genialidade do grupo se mostra no fato de inserir a gravação antiga de uma fala de peça teatral. Como resultado, em seu conjunto, a composição chega a ser assustadora.

Estes recortes, que são dados culturais (alguns já  centenários) estão se perdendo pela tecnificação do nosso atual modo de vida. Antes que a “Caixa de Pandora” se abra totalmente, vale a pena mergulhar no sentido que esta produção musical  traz como desafio à compreensão de nossas vidas. Não somos robôs, mas a Ciência não descansará enquanto não nos conformarmos ao “modelito” científico de ver e viver a Vida.

Assim, fiquem atentos aos acontecimentos musicais contidos em “Fool’s Overture” (por exemplo, a percussão primorosa). É verdade: há muito estudo de notas, tons, portanto, muita técnica. Mas, em meio à melodia, no vácuo da interpretação do vocalista e de um coro eventual, nossas emoções serão envolvidas por corais religiosos, ventos avassaladores, sinos que badalam ao fundo, e, entre outros arranjos, o Big Ben anunciará a hora…

O Amor não é um software…

As ruas estão cheias de robôs. Eles já não sentem o coração bater mais forte. Nem sempre foi assim… Amavam e muitas vezes até eram tomados pelo sentimento contrário, o ódio. Eram bons tempos aqueles, e em minha memória ainda lembro destas manifestações humanas. Podiam ocorrer quase ao mesmo tempo em uma mesma pessoa, conforme sua disposição de espírito. Contraditórias, tais emoções apareciam, ou seja, ficavam transparentes à vista de todos (em geral, sem qualquer espanto, talvez, no máximo, curiosidade) quando alguma lembrança  agradável ou infeliz de sua vida lhe acorresse à mente. Hoje, há tão somente uma cultura de cálculo. A racionalidade foi transformada em racionalização de sentimentos, das trocas afetivas, desde a amizade pura e simples até o âmbito do amor humano. Há muito a perder… Corpos-máquinas, corpos-zumbis não podem se permitir sensações – um raio de luz  em meio  à penumbra, o crepitar das águas na areia de uma praia, o sorriso e a mão de uma criança desconhecida que nos acena na calçada, um gesto amigável, mas anônimo em meio à agitação de uma grande cidade…

Havia, para qualquer lado que olhássemos a alegria, enfim, a esperança. Os mais velhos, para não dizer octogenários ou mesmo nonagenários, em sua maior parte gostavam de transmitir o encantamento que havia na vida, além de seus mistérios e perigos. Estou atravessando os quarenta anos e posso dar testemunho disso em minha juventude. Meus sobrinhos, já em sua infância foram abordados agressivamente por pessoas desconhecidas, que estavam em fase de envelhecimento. Sem chance. Sem ternura, sem senso de proteção à jovem condição do grupo, e nem mesmo em relação às crianças que poderiam estar no entorno. Ouvi deles (meus sobrinhos, que ainda eram pré-adolescentes no final dos anos 90) relatos assustadores de tentativa de agressão. Um exemplo inesquecível para mim: alguém que poderia ser avô em idade, arremete a cavalo contra o grupo de amigos (um dos sobrinhos estava com dez anos e o outro com 12, ou seja, pouco mais que crianças) por pura intolerância. Nada de drogas. Estavam reunidos em uma praça, de um bairro de  região metropolitana, já que ali moravam, depois da aula e do almoço. Ao investigar “verbalmente” com os sobrinhos sobre o evento, pude notar que o grupinho “invadira” por curiosidade uma área “ainda” verde do bairro, passando a cerca com arames farpados. Tratava-se de uma pequena chácara. Resumo: qual o menino que, em tempos passados não enveredou mato adentro (se teve, obviamente, a oportunidade) para ver o que havia mais adiante, um pouco mais… Meu irmão fez isso à exaustão nos anos 70, acompanhado de nosso cachorro de estimação – o “Tobe”. Estamos, infelizmente, perdendo nossa capacidade de nos envolver pela vida. Todos perdemos um pouco de nossa humanidade, e isto começa a valer, neste primeiros dez anos do ano dois mil, tanto para crianças, jovens, maduros e velhos.

Nesta tentativa de resgate, que é também a tentativa de um mapeamento da realidade que vivemos, eu poderia afirmar que o enlevo dos espíritos era visível nos olhos, nos gestos. Quase podíamos “ver” o que nos relatavam:no entusiasmo de uma grande amiga que viajou para longe, nas lembranças cheias de ensinamento de nossos avós, a ternura uma pessoa especialmente amada, ou, então, a alegria da chegada de alguém muito aguardado. Na outra via, pude sentir vivamente a raiva e extravasá-la, sem constrangimentos, bem como ser testemunha ocular de eventos emocionais deste tipo. Era reconhecida como emoção, desde que extravasada sem excessos, ou seja, sem violência física ou verbal, era vista como um sentimento saudável.

UM TEMPO EM QUE CRIANÇAS, JOVENS E MULHERES SÃO OBJETOS DESCARTÁVEIS…

Isto mudou radicalmente desde meados dos anos 90. Obviamente, antes desta década também havia, em qualquer parte do planeta, o descontrole emocional, ou seja, explosões de ódio. Estas se manifestavam eventualmente de maneira individual, ou em grupos extremistas. Em geral, no entanto, não era sequer cogitada a possibilidade de alguém atirar uma frágil criança pela janela do sexto andar, ou então, a própria mãe atirar seu bebê nas águas de um rio, escondido dentro de uma sacola plástica. Estes registros aconteceram no Brasil recentemente, como se fizessem parte de uma onda atípica de violência contra as crianças. Para espanto e lamento geral, pouquíssimas destas pequenas vítimas foram resgatadas com vida. No mundo inteiro, nas diversas formas de agressões à infância, os casos de sobrevivência são mínimos. Queimaduras, inclusive com requinte de crueldade, isto, com pontas de cigarro, ou surras com pedaços de madeira, além do assédio, violação e morte dos seres humanos mais indefesos que existem sob a face da terra: CRIANÇAS! Há eventos coletivos na atualidade, que nos fazem lembrar a Idade Média: é o caso de Verona, na Itália, por exemplo. Foi instituído o atendimento de pronto socorro para recolhimento de bebês abandonados: é acionado quando um bebê recém-nascido é “depositado” em uma berço térmico na igreja matriz. Há um botão que faz sair este berço da parede lateral (nos fundos, por certo!), onde a mãe ou casal que não abortaram a criança dão uma “chance” de vida ao indesejado ser que geraram. A medida decorreu em razão do alarmante número de bebês recém-nascidos deixados ao longo das margens do rio, entre os arbustos!

A falta de amor (que em seu grau máximo se transforma em ódio) está gerando o atual quadro, que é mundial. Sabemos que até mesmo um filhotinho de cão, depois de um mínimo de aleitamento tem alguma chance de sobreviver. No entanto, as crianças espalhadas pela Terra têm sido arrancadas do ventre de suas jovens e não tão jovens futuras mães. Entre os motivos, diferentemente de outras épocas, a decisão parte delas próprias, talvez em sua maioria. Isto, vem revelando as várias faces da crescente desumanização  em curso – entre elas, a pura e simples indiferença pela vida (pelo menos momentânea), a supervalorização de suas carreiras, o progresso material da família, uso de drogas pelas adolescentes, ou, simplesmente o sexo exercido não mais com o requisito do afeto, tanto por jovem como homens e mulheres adultos.

Além disso, há o fato, de caráter hediondo do rapto de meninas meninos para prostituição nas ruas, ou para filmagens e venda deste material pela internet. As meninas têm sido o principal alvo das redes de prostituição infantil. Entretanto, sabemos que adolescentes aliciam meninos para filmagens, que são vendidas para sites de pedofilia. Portanto, parece que a degradação de nossa humanidade atingiu um estágio quase irreversível. A História registra que, diante de uma grande desgraça, os israelitas jogavam terra sobre seus corpos, em sinal de lamento, luto, desespero. Esta imagem, diante de tais fatos, considero muito adequada para o nosso tempo. Mas, ao que parece a capacidade de perceber o trágico está ficando cada vez mais rara…

O DINHEIRO “ENGOLIU” A ESPERANÇA QUE HAVIA NAS CRIANÇAS E NOS JOVENS?

Assim,  o tempo em que crianças e adultos eram tão somente crianças e adultos já passou, infelizmente. No entanto, sempre houve reviravoltas… Hoje, ambos  são programados por todo tipo de abordagem mercadológica para o consumo desenfreado, maquinal. E, na pior das hipóteses, podem ser transformadas, do dia para a noite, em vítimas, as quais, em sua inocência, sem o menor traço de compaixão são jogadas em antros, ambientes subterrâneos abjetos, e lá são subalimentadas. Isto acontece principalmente na Ásia, onde estas redes demoníacas, por comida as submetem a terem contato com pedófilos. Entre eles, estão principalmente os grandes industriais. Entretanto, é importante frisar que este horror perpassa a sociedade humana, que sem sombra de dúvida está doente, não como alguém que adquire uma enfermidade, e sim, como quem decide viver em estado permanentemente doentio. Um viciado em drogas, devido a transtornos psíquicos, ou outros fatores, padece de um certo tipo de doença. Entretanto, acredito que está em “desgraça”, que significa ausência da Graça, ainda que esta possa ser uma condição circunstancial, sendo passível de recuperação. No entanto, em geral, drogados não exploram sua condição para tirar proveito de alguém, afora os furtos realizados pelo desespero do vício. Em geral, os que aliciam crianças e jovens para manterem o tráfico são indivíduos muito calculistas para se deixarem consumir pelas drogas… Estes, por sua vez, têm contatos em altos círculos, bem longe das fontes fornecedoras. Vivem em arranha-céus espalhados pelos quatro quantos do mundo.

Dentro das redes que exploram sexualmente crianças e jovens há uma estratégia perversa: de maneira fria são tornadas dependentes de drogas por seus raptores. Não esqueçamos que isto se tornou endêmico devido às amplas possibilidades de comunicação, do celular à internet, que possibilitam a ação sofisticada do crime organizado, na forma de redes espalhadas pelo mundo. O círculo vicioso termina quando as vítimas, jovens ou adultas morrem de Aids, doenças venéreas ou mesmo de overdose. Como mencionei anteriormente, na Ásia há o predomínio deste quadro, que ultraja a infância, e entre os “adeptos” (seres humanos abjetos) não há distinção de nacionalidade. Nos países europeus, e nas Américas, os ambientes de prostituição infantil são “maquiados”. O rapto, o aliciamento por pobreza, e a drogradição das crianças e jovens são condutas adotadas com o mesmo padrão da Europa Oriental e Ásia.

Atualmente, o crime organizado ampliou seus tentáculos e acabou por se “especializar” na exploração sexual de corpos que,  há apenas um século nasciam para serem sagradamente felizes. Não havia redes de narcotráfico, prostituição, etc. Podiam sonhar com dias melhores ou até satisfatórios, porque dignos.  No horizonte de nossos dias, são tornados objetos de consumo de uma sociedade planetariamente doentia e degradada.

Ainda quanto a estas redes de prostituição, a existência deste revela que estamos diante de uma tragédia social globalizada, e que se amplia. Por extensão, também incluem em sua “agenda” de lucro fácil o rapto e aprisionamento de mulheres para prostituição para produção de vídeos independentes, às vezes anunciados como “caseiros”. As vítimas são ludibriadas com promessas de trabalho doméstico, sendo trazidas principalmente da Europa Oriental. Portanto, estes grupos de criminosos operam in loco ou no mundo virtual, estendendo sua ação desde o tráfico de drogas, de órgãos humanos, tanto de crianças como de adultos, de armas. Assim, dominam a produção de pornografia infanto-juvenil, aprisionando mulheres com o mesmo objetivo. Neste caso, tais redes raptam prostitutas ou mulheres prostituídas, que são levadas para estúdios de filmagem no meio do nada, sendo praticamente torturadas por homens drogados (obviamente, com certo tipo de droga). A dor é real neste tipo de produção pornográfica. Há consumidores “seletos”, principalmente na camada social de maior poder poder aquisitivo.

Não é facilmente identificável esta realidade, no entanto, o conjunto da sociedade humana está sob ameaça constante, porque velada, disfarçada em mil faces…

“DES-PROGRAMAÇÃO”…

Talvez, se deixarmos de ser “programáveis”, possamos reverter este perverso e lamentável quadro, e através da própria internet. Sites que oferecem “serviços” não muito bem definidos, e que escondem atividades ilícitas devem ser denunciados a organismos que investigam e processam seus administradores, owners. Ambientes reservados na rede, com conteúdos (fotos, textos) que envolvem crianças e jovens, devem ser da mesma forma denunciados. No Brasil, a Polícia Federal tem um setor específico, que voltou a atuar com mais precisão e determinação, já que houve um incremento de verbas públicas para sua atuação em relação aos crimes dentro da internet.

Sob outro aspecto, os jovens em geral, ainda que não conheçam (graças a Deus, nem tudo está perdido!) a realidade da prostituição infantil e juvenil, têm sido reduzidos à perspectiva de, unicamente, obterem um diploma de curso superior. Têm que ascender ao topo, isto é, devem lutar (muito e a qualquer preço!) por prestígio e riqueza. Nessa ordem… É evidente que isto se aplica a uma parcela pequena da população mundial. De qualquer modo, são jovens “formatados” exclusivamente para um objetivo: a profissionalização. Nada além… Em suma, já não há uma cultura que incentive, favoreça qualquer responsabilidade pelo que acontece à sociedade em que estão inseridos. São educados pelos pais para a competição (que é real) e para o sucesso pessoal a qualquer custo. As universidades, por sua vez, em geral têm sido gerenciadas para oferecer este “pacote de vida” aos jovens… Nos departamentos de marketing de tais universidades (e o número delas vem aumentando) seus integrantes se referem aos alunos como “público alvo”. Na verdade, em suas cabeças os imaginam circulando em um shopping… Uma realidade patética e triste.

Robôs podem fazer micro-cirurgias, desarmar bombas, minas, mas seres humanos devem nutrir sentimentos uns pelos outros, viver suas emoções. Voltar a viver, portanto, voltar a amar.

A omissão nos tira a paz.