“As crianças encontram novos caminhos” é o lema da campanha deste ano, que nas dioceses alemãs, verá novamente cerca de meio milhão de jovens alemães de porta em porta vestindo trajes dos Reis Magos, levando consigo a estrela cometa.(…) O país símbolo desde ano é o Senegal.” – Pontifícias Obras da Infância Missionária (Agência Fides – Cidade do Vaticano – 04.01.2010)

Fonte/imagem/artigo: Jesus abraçava as crianças… – Evangelho Comentado http://www.cantodapaz.com.br/blog/2009/10/02/jesus-criancas-evangelho-comentado/ .Site franciscano, dedicado a Santa Clara e São Franscisco  e temas católicos (esclarecem que os “anúncios Google” são de empresas externas ao site). Confira também: Peça orações às Clarissas, no mesmo site.

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Fonte: Agência Internacional FIDES – News

EUROPA/ALEMANHA Os Cantores da Estrela da Infância Missionária alemã participam da missa de Ano Novo com Bento XVI Aachen (Agência Fides – 04/01/2010)

Uma delegação de 22 crianças e jovens provenientes da Arquidiocese de Colônia, membros dos “Cantores da Estrela” da Infância Missionária alemã, participou, em 1º de janeiro, da missa de Ano Novo com o Santo Padre Bento XVI na basílica de São Pedro. A direção nacional alemã das Pontifícias Obras Missionárias o comunicou à Agência Fides. Durante o ofertório, três jovens da delegação, vestidos com os trajes dos Reis Magos, levaram dons ao altar. A delegação das paróquias de Santo Estevão e São Pancrácio, da arquidiocese de Colônia, estavam acompanhados, em sua permanência em Roma, pelo diretor nacional da Infância Missionária, Mons. Winfrid Pilz.
Esta é a sexta vez, desde 2001, que uma delegação de crianças alemãs participa da missa de Ano Novo com o papa. Nesta ocasião, eles comunicam ao Santo Padre o valor de sua coleta em favor de seus coetâneos mais carentes em todo o mundo. As crianças também participarão da audiência geral com o papa. Vestindo os trajes dos Reis Magos, com sua estrela cometa e cantos, no tempo natalino e nos primeiros dias do ano novo os “Cantores da Estrela” batem às portas das casas alemãs. Cerca de meio milhão de crianças nas paróquias católicas da Alemanha levarão às famílias, nestes dias, a benção “C+M+B” (“Christus mansionem benedicat – Cristo abençoe esta casa”= às benedica questa casa”), recolhendo ofertas para seus coetâneos que sofrem em todo o mundo. A coleta “Cantores da Estrela” tornou-se a maior iniciativa de solidariedade realizada por crianças em prol de crianças, em todo o mundo. (MS) (Agência Fides, 04/01/2010)

EUROPA/ALEMANHA – “As crianças encontram novos caminhos: o Senegal é o país símbolo da 52ª Campanha dos “Cantores da Estrela” (Sternsinger) Aachen (Agência Fides – 04/01/2010)

Pela 52ª vez, nos dias que antecedem e sucedem a Epifania, os “Cantores da Estrela” (Sternsinger) da Infância Missionária Alemã, estão nas ruas do país com seus cantos natalinos. “As crianças encontram novos caminhos” é o lema da campanha deste ano, que nas dioceses alemãs, verá novamente cerca de meio milhão de jovens alemães de porta em porta vestindo trajes dos Reis Magos, levando consigo a estrela cometa. O país símbolo da coleta deste ano, que envolve as crianças alemãs empenhadas por seus coetâneos que sofrem, é o Senegal. Com o lema “Utub yoon bu bees – As crianças encontram novos caminhos”, a campanha de 2010 quer recordar que sobretudo as crianças dos chamados países em vias de desenvolvimento devem encontrar sempre novos caminhos para seu progresso, para construir seu futuro e tomar suas vidas em suas mãos. Graças ao empenho dos “Cantores da Estrela”, em muitas partes do mundo, crianças podem ter a chance de encontrar um caminho de formação escolar e profissional. No Senegal, país símbolo da campanha de 2010, elas tem que percorrer um longo caminho desde as áreas rurais às cidades, onde estão as escolas. Junto a parceiros locais, a Pontifícia Obra da Infância Missionária alemã atua também para garantir que crianças dos países da África Ocidental tenham acesso às novas formas de comunicação, como internet e e-mail. Para preparar a campanha e apoiar a iniciativa, de 15 de setembro de 2009 a 17 de janeiro de 2010, uma van típica colorida, senegalesa, está rodando pela Alemanha. Parando em praças e ruas de várias cidades alemãs, os colaboradores da Missio informam sobre a vida das crianças no Senegal. A coleta “Cantores da Estrela” tornou-se a maior iniciativa de solidariedade realizada por crianças em prol de crianças, em todo o mundo. (MS) (Agência Fides 4/01/2010)

Links: 
Para mais informações e subsídios, visite
 www.kindermissionswerk.de

Postado por Agência Internacional Fides – Cidade do Vaticano.

*Grifos meus.

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“DEIXAI VIR A MIM AS CRIANCINHAS”

Fonte/imagem/artigo: Dicionário da Fé
http://www.dicionariodafe.com.br/artigos/comunhao_7anos.htm: “A Primeira Comunhão aos sete anos ou mesmo antes” – Cardeal Darío Castrillón Hoyos -Prefeito da Congregação do Clero – janeiro de 2005

Carl Vogel von Vogelstein – Galeria de Arte Moderna, Florença

A propósito das Missões e das Pontifícias Obras da Infância Missionária, agrego a vida de São Judas Tadeu, irmão de de São Simão (que é posterior à linha dos doze Apóstolos). Foi um verdadeiro missionário porque pregou o Evangelho de Jesus Cristo em vários países do Oriente, da Pérsia à Mesopotâmia. A íntegra do artigo está contida no Blog da OCDS (Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares).

Uma “historinha” pessoal: quando criança, por sugestão de minha mãe, roguei a São Judas Tadeu, que dizem ser o santo das “causas impossíveis”.. Minha professora, bastante “alterada”, não tinha paciência comigo porque eu, com 11 anos, começava a chorar quando não conseguia resolver (creio que por timidez, nervosismo) uma “quilométrica” conta de divisão… Isto aconteceu várias vezes. Aos meus pés ficava um círculo de lágrimas, e logo que ela me mandava sentar, me via obrigada a pedir para ir para casa devido à dores de barriga, que não cessavam… A vice-diretora, certa vez, irrompeu na sala devido aos seu descontrole… Afinal, tínhamos uma ditadura nos anos 70 no Brasil… Explica mas não justifica, não?

Foi minha professora na 5ª série, e somente falo deste recorte de minha história de vida porque está ligado, por milagre, a São Judas Tadeu e à minha infância, além, é claro, de uma experiência de sofrimento muito marcante. Certamente, segundo a sabedoria divina, deve ter me fortalecido. Creio que me deu um “choque de realidade”. Simples assim. No passado da Humanidade criança não contava… Aliás, isto ainda é comum, infelizmente em nossos dias: as crianças: ou elas passam fome ou são indigentes afetivas, e na pior das hipóteses são expostas a tormentos que lhes tiram a dignidade em mercados que se utilizam até da internet. É o caos. É nosso dever combater estas trevas por todos os meios que dispomos!

No caso de minha professora, compreendi que ela não sabia lidar com sua pesada cruz … A perdoei com a facilidade própria da criança que eu era, já que estava com 11 anos. O evento ficou registrado somente em minha memória. Nada ficou em meu coração sobre sua ação. Explico: era mãe de duas filhas (gêmeas). elas possuíam algum atraso mental, usavam óculos pesados, creio que aos 13, 14 anos, e apresentavam  dificuldades de locomoção. Talvez por este quadro pessoal, tenha projetado o mal-estar que sentia com sua vida… Casualmente, era evangélica: ela mantinha um rabo de cavalo que lhe descia à cintura e sempre vestia saias. enquanto isto, eu apresentava o visual típico dos anos 60, à la “Rita Pavone”, ou seja, bem curtinho… Não guardo mágoa porque quando ela chegava em seu “DKW” com as duas filhas, quase maiores que ela, observava que ela não tinha uma vida “normal”. Possuía compleição física forte – ainda bem… Mas parecia bem difícil sua missão como mãe. Sei lá. Eu era ainda uma criança, mas não tinha raiva dela, e sabia como seria minha tarde se ele me chamasse ao quadro. Me resignava a observar, ao longe, o sofrimento dela… Penso que ela jamais percebeu este fato. O estranho é que, não a vi pedir ajuda e, em contrapartida, ninguém a ajudava… Tenho a imagem quase fotográfica da dificuldade que enfrentava para tirá-las de dentro do carro e levá-las à secretaria. Creio que estudavam em outra escola pela manhã.

Conclusão: a diretora chamou minha mãe pelas dores de barriga frequentes, e principalmente, pelo fato de que minhas notas poderiam impedir-me de passar, no final do ano que estava próximo, para o nível fundamental. Fiz a oração a São Judas Tadeu com fervor, no caso, infantil! Consegui a nota necessária: nem um décimo a mais, nem um décimo a menos! Mesmo assim, a diretora, querida Dona Yolanda não queria me liberar porque acreditava que não conseguiria acompanhar o conteúdo da 6ª série na outra escola. Minha mãe apelou, e ela pelos boletins dos anos anteriores, me liberou! Tem mais: o “milagre” que São Judas Tadeu me concedeu se estendeu à 6ª série: o professor, pai de dois adolescentes, muito brincalhão, por incrível que possa parecer, fez o gesto contrário ao dela: eu me saí tão bem na matemática da 6ª série que ele me chamava ao quadro para “ensinar” os colegas… Nunca esqueci de seu nome: Prof. Cavalcante. Que Deus o abençoe sempre (deve estar com uns 75 anos), e que São Judas Tadeu rogue sempre por ele e sua família! Amém.

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Fonte: OCDS (Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares)

Liturgia – 18 de outubro
29º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Dia Mundial das Missões e das Pontifícias Obras da Infância Missionária

(…)

Leituras : Is 53, 10-11 – Sl 32(33) – Hb 4,14-16 – Mc 10, 35-45
“Mestre, queremos que nos conceda tudo o que te pedimos.”

É nosso dever reconhecer todo dia quanto bem Deus nos faz.

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Liturgia – 28 de outubro – Ss. SIMÃO E JUDAS TADEU

Leituras próprias: Ef 2,19-22 – Sl 18(19) – Lc 6, 12-19
“Ao amanhecer, chamou seus discípulos e entre eles escolheu doze.”
O grupo dos doze constitui o núcleo inicial do novo povo de Deus e nos relembra as doze tribos de Israel.

Festa dos Santos Apóstolos Simão e Judas. Simão é chamado “o Zelota” por São Lucas, pois provavelmente pertencia ao partido que tinha este nome, muito ligado à idéia teocrática e messiânica de Israel. Judas, com o sobrenome de Tadeu, foi o que perguntou a Cristo por que ele se tinha manifestado aos Apóstolos e não ao mundo, e recebeu em resposta a garantia da manifestação divina àqueles que O amam (cf. Jo 14,23).
Simão e Judas aparecem juntos nas diversas listas dos “doze”. Na lista dos doze, Simão vem no undécimo lugar em Marcos e Mateus e no décimo em Lucas; Judas no undécimo em Lucas e no décimo em Marcos e Mateus. Dão a este o cognome de Tadeu. O lugar no fim da lista leva a pensar nos trabalhadores contratados às cinco horas da tarde. (Mt 20,6). “São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, também chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, o filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, aquele que o traiu …” (Mateus 10,1ss.). A respeito de Simão, apenas sabemos que era originário de Caná e era chamado Zelota. Certamente Simão teria pertencido ao partido radical e nacionalista dos zelotas, opositores intransigentes do domínio romano na Palestina. Quanto a Judas, chamado Tadeu, sabemos pelo Evangelho que, na Última Ceia, perguntou a Jesus: “‘Senhor, por que te manifestarás a nós e não ao mundo?’ Respondeu-lhe Jesus: “Se alguém me ama, guardará minha palavra e o meu Pai o amará, e a ele viremos e nele estabeleceremos morada. Quem não me ama não guarda minhas palavras; e a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que me enviou”.Segundo S. Jerónimo, Judas pregara em Osroene (região de Edessa). Teria evangelizado a Mesopotâmia. S. Paulino de Nola tinha-o como apóstolo na Líbia. Fortunato de Poitiers julgava-o enterrado na Pérsia. Os martirológios latinos conservam esta notícia, utilizando uma narração que o reúne a Simão.

Postado por OCDS (Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares).

“Acreditando na Providência Divina, juntamente com a contribuição do Povo de Deus, construiremos este novo Mosteiro.” – Nova fundação do Carmelo Santa Teresa em Brusque(SC) – Irmãzinhas Carmelitas Descalças

Fonte: Carmelo Santa Teresa – Irmãzinhas Carmelitas Descalças – Itajaí(SC)

Após completar 22 anos de história, o Carmelo Santa Teresa inicia os preparativos para as obras do novo Carmelo Santa Teresa, na cidade de Brusque/SC, na obediência das regras do claustro, pois a obra de Itajaí, foi realizada (adaptada) em construção já existente, não obedecendo suas estruturas as formas gerais pré-estabelecidas para um mosteiro carmelita.

Desejou-se adaptar na cidade de Itajaí as formas obrigatórias de construção, mas em virtude do crescimento da cidade e das casas noturnas na praia Brava, o som provenientes das mesmas e da própria praia devido ao turismo, não oferece o silêncio e a paz, tão necessárias à vida da comunidade Carmelita,  cuja raiz principal é: A vida contemplativa.

Com aprovação das monjas e da Arquidiocese de Florianópolis, foi escolhida a cidade de Brusque/SC, onde a vida é pacata e o local oferece um ambiente próprio e ideal à escuta da Palavra de Deus.

Acreditando na Providência Divina, juntamente com a contribuição do Povo de Deus, construiremos este novo Mosteiro.  As obras de terraplanagem na iniciaram e seu andamento, agora, depende sobretudo, das orações da comunidade e da sua generosidade.

Contribua também, especialmente com as suas orações. Caso queira colaborar com as Irmãzinhas com qualquer quantia, a fim de socorrê-las também em suas necessidades cotidianas, poderá colaborar com qualquer valor através depósito bancário. Nossa conta corrente é: 28.620-6, agência 0401-4 (Banco do Brasil – Brusque/SC),  de titularidade da S. B. Carmelita Santa Teresa.

Qualquer oração ou valor, por menor que seja, representa para nós uma grande ajuda, seja no campo espiritual, seja no material. E desde já agradecemos, pedindo ao Senhor que conceda a todos os visitantes deste portal, copiosas bênçãos, paz na família e sucesso nas suas tribulações e necessidades, sobretudo no campo espiritual. Acompanhe conosco a seguir, as fotos do andamento das obras do novo Mosteiro:

SERVIÇO DE TERRAPLANAGEM PARA O NOVO MOSTEIRO EM BRUSQUE/SC (…)

Postado por Carmelo Santa Teresa (Itajaí-SC).

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(*) Grifo meu.
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Escapulario entregue por Nossa Senhora a São Simão Stock

Se considerarmos que o mundo é a casa onde Deus habita, poderíamos dizer que o Carmelo é este espaço que Ele reserva só para si; a divisão que Ele não mostra aos de “fora”, porque o que está lá dentro Lhe pertence só a Ele”. (Santa Teresa)

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CARMELO SANTA TERESA
Irmãzinhas Carmelitas Descalças  – Carmelo Santa Teresa (Itajaí-SC)

Republicado… (LBN)

Saiba mais sobre o “segredo” que existe na clausura, de acordo com as palavras das irmãs carmelitas descalças, no singelo e interessante site do Carmelo Santa Teresa.

Podem me chamar do que quiserem (os inconvenientes, é claro!):  elas têm um espaço com “velas virtuais”! Adoro ambientes de quietude, em que a chama de uma vela parece iluminar nosso interior. Ela nos lembra a Luz que é Cristo – Aquele que ilumina as nossas trevas, para que as conheçamos, e as que nos circundam – as do mundo. Não acho isto antigo, carola ou “beatice”. Infelizmente, há milhares, milhões de pessoas (mesmo cristãs) fascinadas pelos falsos “brilhos” do mundo…

Deus  criou o  éter… Há uma singela beleza em uma vela acesa dentro de uma pequena igreja; nas catedrais há dezenas, em algumas, centenas. Há muita luz artificial, e pouca lucidez… As velas iluminam o suficiente quando queremos refletir…  A oração pede recolhimento. Mas estamos saturados de imagens e inflacionados por informações desencontradas nas programações televisivas, na internet. Há  letreiros em neon  nas avenidas, luzes que piscam para chamar atenção de qualquer coisa, e por aí vai.  Luminosidades e obscuridades se interseccionando, o tempo todo. Por isto, gosto de velas e castiçais… Dão uma visão poética à vida. Lembram que a vida é um mistério, que a paz pode nos envolver, que temos vida interior…

Em geral, nós, do lado de fora destas grades, ainda que “aprisionados” no deserto desta verdadeira “Babel high-tech”, temos a pretensão de considerar a vida reclusa “um tanto estranha”. Eu penso diferente. Talvez por ter tido o privilégio de ser bisneta de uma aspirante ao noviciado carmelita, no RS. Conheci a intensidade, bondade e serenidade  de sua pessoa, e soube da profunda e sofrida história de vida dessa queridíssima bisavó (materna) – ela faleceu quando eu tinha 17 anos. Além disso, meu avô (aliás, seu filho mais velho), foi seminarista da Companhia de Jesus, também no RS. O fato de serem ambos, mãe e filho “ex-postulantes” nos indica que Deus sussurra em nosso coração um “chamado” especial. No entanto, nos deixa livres quanto à decisão, tal como se dá em todos os âmbitos de nossas vidas. Não há predestinação, e, para mim, esta é a Sua maior prova de amor: a  liberdade. Somos suas criaturas frágeis, miseráveis, e em geral, em meio aos inúmeros afazeres, isto se nos afigura apenas em lampejos. Ainda assim, apesar de nosso reiterado  desinteresse pelo sagrado – as atividades, as preocupações, enfim, o contínuo “fazer” mundano – acredito que Ele cuida de “tudo” suave e discretamente , na tentativa de evitar que nos extraviemos… Por isto acredito em Anjos, sempre prontos, segundo a Vontade de Deus, a nos auxiliar em situações especiais, sem esquecer, é claro, de nosso amado Anjo da Guarda individual, que nos acompanhará até o último sopro de vida (e não sei muito bem), talvez até um pouco mais adiante…

O mundo tem enganado a muitos que associam “fragilidade e miséria humanas” à infelicidade… Esta negação, esta “auto-suficiência” atrelada a uma vida de exterioridades têm levado muitos à perda de si próprios… Estamos todos reclusos dentro do mundo; nossas “celas” são bem diferentes das habitadas pelas  irmãs consagradas… Mas Deus, não nos quis sós, erráticos, sem amparo depois da queda: temos o Espírito Santo, que nos defende, por misericórdia de nosso Salvador e Senhor , Cristo Jesus. Ele que venceu o mundo, sempre ouvirá nossas súplicas. Amém.

No site do Carmelo Santa Teresa elas afirmam convictas: [As Carmelitas estão “escondidas com Cristo em Deus”.]

Memória: Santos Inocentes – Mártires – 28 de dezembro – in “Catolicismo”

Fonte/imagem/matéria: Campanha “Nascer é um Direito”

Matéria – Entrevista com Padre Luiz Lodi da Cruz: “Aborto, jamais. Nenhuma circunstância o justifica”. Aconselhamento.
9/6/2008 – Revista Catolicismo

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Hoje, 30 de dezembro, ante-véspera das comemorações do “Final de Ano”, que se darão no mundo inteiro, é um bom dia para pensarmos nas crianças que nascem sob a égide da injustiça. Há cinco dias comemoramos o Natal (onde o “papai-noel” foi o centro da festa”…), e recordamos a “saga” do Menino Jesus, da concepção à fuga para o Egito. No final das contas, Jesus Menino era um “refugiado” já no ventre da Virgem Maria, acompanha de seu esposo, São José. Estes, certamente são protetores especiais de todos que por eles clamam, porque estão em trânsito, de um país a outro, tanto por perigo de extermínio, quanto, por melhores condições de vida.

Sob outro aspecto, os bebês, as crianças pobres de nosso tempo terão uma heróica mãe subnutrida, desnutrida para os amamentar. E, isto vem se espalhando pelos quatro cantos do planeta, em meio ao prometido e alardeado progresso do binômio “Ciência&Tecnologia”, de fato, não cumprido. é quase um clichê na boca dos tecnocratas e dos burocratas políticos. Não se restringe portanto tão somente aos chamados “Terceiro” e Quarto” Mundos. O “problema”, ou seja, povos itinerantes, trazido pela “ambígua” globalização (ambiguidadade proposital, sem dúvida) começa a minar suas próprias economias nacionais – as do “Primeiro”. Efeito reverso…

Tudo se passa com um indiferença brutal em bairros paupérrimos, na África, na Ásia, e mais recentemente em redutos de pessoas que fogem da miséria de seu país. Nestes guetos, situados em países ricos, não há mais compaixão pela situação em que vivem, salvo exceções. É graça divina o fato de existirem (sem desistência) – iniciativas individuais, de organismos não governamentais sérios, da Igreja Católica e outras igrejas cristãs.

No caso, dos guetos do “Primeiro Mundo”, ao final e ao cabo, por não serem brancos, estes bebês se tornarão trabalhadores “escravos” de pessoas abastadas… São por elas exploradas devido à sua condição de ilegalidade, que remonta a seus pais, avós, tios, etc.. Moram em antros, abandonados pelo poder público que não os legaliza, perseguindo-os como animais, desde os jovens aos mais velhos. Enquanto bebês e crianças não têm direito à assistência pública ampla do país em que são chamados “apátridas”, isto é, sem país. A contradição é que seus pais e familiares lá residem há décadas… Eu diria que os governos fazem “vista grossa” porque, geração após geração, se tornam mão-de-obra barata… Quem vai recolher o lixo, varrer as ruas, limpar prédios turísticos antigos, servir e preparar os jantares, com requintes mantidos há séculos?

O texto abaixo também menciona a naturalização ou banalização, por parte das autoridades públicas, em âmbito mundial, que se dá a partir de propaganda e iniciativas a favor da legalização do aborto. No mundo, a partir desta realidade mais recente (porque, ao que parece, orquestrada…), milhões de bebês-embriões, em clínicas, legais ou ilegais, afora os ambientes sem quaisquer condições de higiene são privados do direito mais elementar: nascer!

Levam faixas e nas ruas gritam suas teorias “pró-escolha”, mas diariamente, de fato, dizem um silencioso e nefasto NÃO à VIDA!

Lembro então que, tudo, desde o início dos tempos, está sendo escrito no Livro da Vida, tanto o bem que fazemos, quanto o mal que perpetramos e não nos arrependemos diante de Deus, o Criador de tudo, de todas as vidas…

Pensando bem, a Humanidade há muito não tem o que comemorar. Esqueceu deliberadamente de praticar o bem que é possível, do amor e de sua partilha…

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Dia dos SANTOS INOCENTES – MÁRTIRES

28 de dezembro

Neste dia a Igreja recorda os meninos inocentes de Belém e arredores, de idade inferior a dois anos, os quais, conforme o relato do Evangelho, foram arrancados de suas mães e assassinados cruelmente, por ordem de Herodes. Embora não tivessem uso da razão, morreram por Cristo Jesus, e por isso a Igreja os honra com o título de mártires.

Em nossos dias, assistimos a uma nova matança dos inocentes, desta vez – é triste reconhecê-lo – tantas e tantas vezes perpetrada pelas próprias mães desnaturadas! De fato, em que consiste o aborto voluntariamente provocado? Consiste, pura e simplesmente, no assassinato do filho pela própria mãe. O feto, ou seja, o ser humano desde o momento da concepção até o do nascimento, é um ser distinto de sua mãe. Eliminar o embrião, seja em que fase for de seu desenvolvimento, é um assassinato que viola os direitos humanos. Ora, com toda a naturalidade se vai disseminando a prática pecaminosa do aborto, consagrada e protegida pelas legislações! E em alguns casos são legalmente punidos médicos ou enfermeiras católicos que em consciência se recusam a participar desses crimes!

Fonte: “Cada dia tem seu Santo”, de A. de França Andrade.

“AO NASCIMENTO DE JESUS”, “PARA A NATIVIDADE”, “AO NASCIMENTO DO MENINO JESUS” – Poesias XI-XIII-XIV – Santa Teresa de Jesus

NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO
A caminho de Belém..

Fonte/imagens: Blog da Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares – Província São José (Liturgia)

“Deus se faz um Menino indefeso a fim de vencer a soberba, a violência, o ímpeto de possuir do homem.”

(Bento XVI – 23/12/2009)

Frase extraída do Blog da OCDS.
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Fonte: Obras Completas – Santa Teresa de Jesus – Edição brasileira estabelecida a partir de texto revisado e anotado por Frei Tomas de La Cruz O.C.D.  Editorial Monte carmelo, Burgos, 1997. Edições Loyola,  2002 (2ª edição), São Paulo, Brasil.

Nota 1 (pg.983) – Poesia XI Nas poesias que tratam do nascimento do Menino Deus, Santa Teresa figura os pastores (Gil, Vicente, Pascoal, Brás, Menga, etc.) falando entre si.

XI

AO NASCIMENTO DE JESUS

Ò pastores que velais,

A guardar vosso rebanho, Eis que vos nasce um Cordeiro,

Filho de Deus soberano.

Vem pobre, vem desprezado,

Tratai logo de o guardar.

Porque o lobo o há de levar

sem que o tenhamos gozado.

– Gil, dá-me aquele cajado.

Vou tê-lo nas mãos todo o ano,

Não se nos leve o Cordeiro:

Não vês que é Deus Soberano?

Sinto-me todo aturdido

De gozo e pena. e pergunto:

– Se é Deus o que hoje é nascido,

Como pode ser defunto?

É que é homem e Deus junto;

governa o destino humano;

Olha que o nosso Cordeiro

Filho é Deus Soberano.

Não sei para que é que o pedem,

Pois lhe dão depois tal guerra.

-Olha, Gil melhor será

Que se torne à sua terra…

Mas se todo o bem encerra,

E apaga o pecado humano,

Já que é nascido, padeça

Este Deus tão soberano.

Pouco te dói sua pena!

Tanto é certo que esquecemos

O que os outros por nós sofrem,

Se proveito recebemos!

No vês que um dia o teremos

Pastor do gênero humano?

Contudo é coisa tremenda

Que morra Deus soberano.

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XIII

PARA A NATIVIDADE

Já Deus nos há dado

O amor: assim, pois,

Não há que temer,

Morramos os dois.

Seu Único Filho

O Pai nos envia:

Nasce hoje na lapa,

Da Virgem Maria.

O homem – que alegria!

É Deus: assim, pois,

Não há que temer,

Morramos os dois.

– Olha bem, Viente:

Que amor! e que brio!

Vem Deus, inocente,

A padecer de frio;

Deixa o senhorio

Que tem; assim, pois,

Não há que temer,

Morramos os dois.

– Mas como Pascoal,

tem tanta franqueza,

Que veste saial,

Deixando riqueza?

Mais quer a pobreza!

Sigamo-lo pois:

Se já vem feito homem,

Morramos os dois.

Mas qual sua paga

Por tanta grandeza?

– Só grandes açoites

Com muita crueza.

– Que imensa tristeza

Teremos depois!

Ah! se isto é verdade,

Morramos os dois.

– Mas como se atrevem,

sendo Onipotente?

– Será morto um dia

Por perversa gente.

–  Se assim é, Vicente,

Furtemo-lo pois:

-Não vês que o deseja?

Morramos os dois!

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XIV

AO NASCIMENTO DO MENINO JESUS

Galego, quem chama aí fora?

– São Anjos, à luz da aurora.

– Grande rumos ouço ao longe

Que parece cantilena,

– vamos ver, Brás, – que amanhece –

A Zagala tão serena.

–  Galego, quem chama aí fora?

– São Anjos, à luz da aurora.

Será do alcaide parenta?

Ou quem é esta donzela?

É Filha do Eterno Padre

E reluz como uma estrela.

Galego, quem chama aí fora?

São Anjos, à luz da aurora.

Bispo auxiliar do patriarcado da Igreja Católica no Iraque faz apelo de solidariedade, em passagem pelo Vaticano, à comunidade cristã mundial: necessitam de ações mais decididas para proteção dos fiéis cristãos e outros cidadãos, e para reconstrução e restauração de igrejas e edifícios pastorais em Bagdá ( Agência Ecclesia -Portugal – 20.12.2009)

Fonte/imagem: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=10159

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Fonte: Agência Ecclesia (Agência de Notícias da Igreja Católica de Portugal)

20.12.2009

«Não nos abandonem», pede bispo iraquiano

O bispo auxiliar do patriarcado de Babilónia dos Caldeus (Iraque), D. Shlemon Warduni, lançou um apelo “a todos os cristãos do mundo”: “Não nos abandonem!”.

O pedido foi proferido durante a visita ao Vaticano, que decorre durante estes dias. A estadia faz parte de uma viagem que o prelado está a fazer pela Europa, com o objectivo de pedir solidariedade e ajuda para a reconstrução e recuperação das igrejas e edifícios pastorais de Bagdad, que foram danificados com os atentados dos últimos meses.

A situação dos fiéis iraquianos “provoca preocupação e dor”, declarou o bispo auxiliar. A instabilidade política e a ingovernabilidade, seguidas das “guerras” e “ocupação militar”, geraram miséria e destruição.

Por isso, afirmou D. Warduni, “muitos cristãos, como tantos outros milhares de cidadãos, tiveram que deixar o país. Perdemos aproximadamente um terço de nossa comunidade”.

O prelado denunciou que a “falta de planejamento político faz crescer o terrorismo, que quer ainda desestabilizar o país”.

“A Igreja no Iraque – acrescentou – pede à comunidade internacional um apoio mais forte e mais decidido. É urgente uma pressão firme dos governos ocidentais para a estabilização do quadro iraquiano e a retomada da legalidade e da segurança”.

Com Rádio Vaticano

Internacional | Agência Ecclesia | 2009-12-18 | 16:59:13| Ásia

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=76826

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Veja também:

Agência Ecclesia: Novo atentado contra igreja no Iraque http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=55356

Agência ZENIT:   “Iraque: igrejas continuam sob ataque”http://www.zenit.org/article-23590?l=portuguese

“Tu que a preservaste de toda a mancha na previsão da morte do Teu Filho…” – Prece de celebração litúrgica – Festividade da Imaculada Conceição da Virgem Maria (Spe Deus – 8 de dezembro)

PREPARAÇÃO AO ADVENTO – 23 DE NOVEMBRO (ÚLTIMA SEMANA DO TEMPO COMUM) – ‘A ANUNCIAÇÃO DO SENHOR”

Fonte: SERVOS DE CRISTO SACERDOTE

A Santa Igreja vive nesta semana a última do Tempo Comum, prefiguração da  Escatologia Final, quando o Senhor vier no fim dos tempos para dar a cada um segundo as suas obras. Os Servos de Cristo Sacerdote propõem a audição de obras solenes e graves, que servirão de ajuda à meditação na brevidade da vida e contemplação na Omnipotência Divina, intercaladas com o canto em gregoriano do «Dies Irae», cujo texto aparece em baixo em latim e português, Dies Irae (“Dia de Ira”) é um famoso hino, em latim, do século XIII. Pensa-se que foi escrito por Tomás de Celano. Sua inspiração parece vir da Vulgata, tradução de Sofonias 1:15–16. Originalmente era a  sequência da Missa de Defuntos, depois da Reforma Conciliar, a Igreja propõe-o para a celebração da Liturgia das Horas precisamente na Última Semana do Tempo Comum.

ESCATOLOGIA
SEGUNDO O CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

§676 Esta impostura anticrística já se esboça no mundo toda vez que se pretende realizar na história a esperança messiânica que só pode realizar-se para além dela, por meio do juízo escatológico: mesmo em sua forma mitigada, a Igreja rejeitou esta falsificação do Reino vindouro sob o nome de milenarismo, sobretudo sob a forma política de um messianismo secularizado, “intrinsecamente perverso”.

§1186 Finalmente, a igreja tem um significado escatológico. Para entrar na casa de Deus, é preciso atravessar um limiar, símbolo da passagem do mundo ferido pelo pecado para o mundo da vida nova ao qual todos os homens são chamados. A igreja visível simboliza a casa paterna para a qual o povo de Deus está a caminho e na qual o Pai “enxugará toda lágrima de seus olhos” (Ap 21,4). Por isso, a igreja também é a casa de todos os filhos de Deus, amplamente aberta e acolhedora.

§2771 Na Eucaristia, a Oração do Senhor manifesta também o caráter escatológico de seus pedidos. E a oração própria dos “últimos tempos”, dos tempos da salvação que começaram com a efusão do Espírito Santo e que terminarão com a Vinda do Senhor. Os pedidos ao nosso Pai, ao contrário das orações da Antiga Aliança, apoiam-se sobre o mistério da salvação já realizada, uma vez por todas, em Cristo crucificado e ressuscitado.

§2776 A Oração dominical é a oração da Igreja por excelência. É parte integrante das grandes Horas do Oficio Divino e dos sacramentos da iniciação cristã: Batismo, Confirmação e Eucaristia. Integrada na Eucaristia, ela manifesta o caráter “escatológico” de seus pedidos, na esperança do Senhor, “até que Ele venha” (1 Cor 11,26)
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"A Mãe de Cristo estava junto à cruz" - São Bernardo, abade (Sermão séc. XIi)

Fonte/imagens e textos adicionais:  http://servosdecristosacerdote.blogspot.com/

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"Mater Dolorosa" - Carlo Dolci

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Fonte: Spe Deus «Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) – http://spedeus.blogspot.com/

Imaculada Conceição de Nossa Senhora*

O pecado original é uma realidade misteriosa e pouco evidente para nós enquanto comporta um prolongamento da culpa dos progenitores até todos nós. Neste dia, nós o consideramos na sua conspícua excepção ou melhor no singular privilégio concedido a Maria, que foi dele preservada desde o primeiro instante da sua concepção, da sua existência humana. O valor doutrinal desta festividade é manifesto na prece da celebração litúrgica, que sublinha o privilégio concedido à futura Mãe de Deus; “Ó Deus, que pela Imaculada Conceição da Virgem preparaste ao teu Filho uma morada digna dele…”, e a própria natureza deste privilégio, enquanto não subtrai Maria à Redenção universal efectuada por Cristo: “Tu que a preservaste de toda a mancha na previsão da morte do teu Filho…”

Antes que Pio IX, com a bula Ineffabilis Deus em 1854, definisse solenemente o dogma da Imaculada Conceição, não obstante as hesitações de alguns teólogos, que podiam apelar para o próprio São Tomás de Aquino, tinha-se chegado a um desenvolvimento não só da devoção popular para com a Imaculada mas também nas intervenções dos papas a favor desta celebração. Antes que o calendário romano incluísse a festa em 1476, esta já havia aparecido no Oriente no século sétimo, e contemporaneamente na Itália meridional dominada pelos bizantinos.

Em 1570, Pio V publicou o novo Ofício e finalmente em 1708 Clemente XI estendeu a festa, tornando-a obrigatória, a toda a cristandade. Mas desde a origem do cristianismo Maria foi venerada pelos fiéis como a TODA SANTA. No primeiro esboço da festa litúrgica da Conceição, anterior ao século sétimo, nota-se, se não a profissão explícita da isenção da culpa original, pelo menos uma persuasão teologicamente equivalente. “Potuit, decuit, ergo fecit”, havia argumentado um brilhante teólogo medieval: “Deus podia fazê-lo, convinha que o fizesse, portanto o fez.” Do infinito amor de Cristo para com a Mãe, que a pré-redimiu e a cumulou do Espírito Santo desde o primeiro instante da sua existência, derivou este singular privilégio, que a Igreja hoje celebra para nos fazer meditar sobre a beleza de toda alma santificada pela graça redentora de Cristo.

Quatro anos após a proclamação do dogma da Imaculada Conceição, a Virgem apareceu a Santa Bernadette Soubirous. Para a menina que, timidamente, perguntava: “Senhora, quer ter a bondade de me dizer o seu nome?”, Maria respondeu: “Eu sou a Imaculada Conceição.”

(*)Padroeira de Portugal e de Moçambique

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
Publicada por JPR em Terça-feira, Dezembro 08, 2009.

“Temos que amar verdadeiramente Deus para poder conhecê-lo” – Papa Bento XVI – Cidade do Vaticano – Audiência Geral na Praça de São Pedro (03.12.2009-RV)

"Finding Faith" - Encontrando a Fé...

Fonte/imagem: http://www.efecrete.gr/index.php?lid=2&mid=0&main_cat=2&efid=39&cid=4

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Fonte: Rádio do Vaticano (na íntegra)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

TEMOS QUE AMAR VERDADEIRAMENTE DEUS PARA PODER CONHECÊ-LO

PAPA: NÃO É POSSÍVEL CONHECER DEUS SEM AMÁ-LO

Cidade do Vaticano (RV) – Ontem, quarta-feira, Bento XVI recebeu milhares de peregrinos e turistas, na Praça S. Pedro, para a Audiência Geral. Em sua catequese, o papa falou de Guilherme de Saint-Thierry, abade nascido em Lieja por volta do ano 1080.Dotado de grande inteligência e de um amor inato pelo estudo, freqüentou uma das escolas mais famosas de seu tempo, como a de sua cidade natal, Reims, na França.

Amigo e biógrafo de São Bernardo de Claraval, Guilherme de Saint-Thierry, após ter sido abade em um mosteiro beneditino, decidiu fazer-se cisterciense, dedicando-se à contemplação orante dos mistérios de Deus e à composição de escritos de literatura espiritual.

Para o papa, podemos considerá-lo como o “Cantor do amor, da caridade”, pois, segundo ele, a força principal que move o espírito humano é o amor.

A natureza humana, na sua mais profunda essência, é feita para amar, recordou Bento XVI. Porém, o homem só consegue realizar este objetivo, sincera, autêntica e gratuitamente, aprendendo na escola de Deus, que é Amor.

“A vocação do homem é tornar-se como Deus, que o criou a sua imagem e semelhança. Por sua vez, o amor ilumina a inteligência e permite conhecer melhor e de um modo mais profundo a Deus e, em Deus, as pessoas e os acontecimentos. Assim, nós conhecemos realmente apenas as pessoas e as coisas que amamos.

A Deus, O conheceremos se O amarmos” – afirmou. Após a catequese, o papa recordou que hoje se celebram os 25 anos da promulgação da Exortação Apostólica Reconciliatio et paenitentia, que chamou à atenção a importância do sacramento da penitência na vida da Igreja. Nesta significativa data, Bento XVI citou algumas figuras extraordinárias de “apóstolos do confessional”, incansáveis dispensadores da misericórdia divina: São João Maria Vianney, São José Cafasso, São Leopoldo Mandić, São Pio da Pietrelcina.

“Que o testemunho de fé e de caridade encoraje vocês, caros jovens, a fugirem do pecado e a projetarem seu futuro como um generoso serviço a Deus e ao próximo.

Que ajude vocês, queridos enfermos, a experimentarem no sofrimento a misericórdia de Cristo crucificado. E peço a vocês, queridos noivos, a criarem na família um clima constante de fé e de recíproca compreensão” – afirmou o pontífice.

Por fim, aos sacerdotes, especialmente neste Ano Sacerdotal, o papa faz votos de que o exemplo desses santos, seja para eles e para todos os cristãos um convite a confiar sempre na bondade de Deus, aproximando-se e celebrando com confiança o Sacramento da Reconciliação. (BF)

Fonte: Rádio do Vaticano

Nossa Senhora responde a Santa Catarina Labouré, irmã vicentina: “Estes raios são o símbolo das Graças que Maria Santíssima alcança para os homens.” – Nossa Senhora da Medalha Milagrosa – 27 de novembro de 1830 (SSVP – Conferência Vicentina Nossa Senhora das Graças – Criciúma-SC)

Fonte: Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP) – Criciúma-SC

Nossa Senhora das Graças

Também conhecida como Nossa Senhora da Medalha Milagrosa

Em uma tarde de sábado, no dia 27 de novembro de 1830, na capela das Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, Santa Catarina Labouré teve uma visão de Nossa Senhora. A Virgem Santíssima estava de pé sobre um globo, segurando com as duas mãos um outro globo menor, sobre o qual aparecia uma cruzinha de ouro. Dos dedos das suas mãos, que de repente encheram-se de anéis com pedras preciosas, partiam raios luminosos em todas as direções e, num gesto de súplica, Nossa Senhora oferecia o globo ao Senhor.

Santa Catarina Labouré relatou assim sua visão: “A Virgem Santíssima baixou para mim os olhos e me disse no íntimo de meu coração: ‘Este globo que vês representa o mundo inteiro (…) e cada pessoa em particular. Eis o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que as pedem.’ Desapareceu, então, o globo que tinha nas mãos e, como se estas não pudessem já com o peso das graças, inclinaram-se para a terra em atitude amorosa.

Formou-se em volta da Santíssima Virgem um quadro oval, no qual em letras de ouro se liam estas palavras que cercavam a mesma Senhora: Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós. Ouvi, então, uma voz que me dizia: ‘Faça cunhar uma medalha por este modelo; todas as pessoas que a trouxerem receberão grandes graças, sobretudo se a trouxerem no pescoço; as graças serão abundantes, especialmente para aqueles que a usarem com confiança.’

“Então o quadro se virou, e no verso apareceu a letra M, monograma de Maria, com uma cruz em cima, tendo um terço na base; por baixo da letra M estavam os corações de Jesus e sua Mãe Santíssima. O primeiro cercado por uma coroa de espinhos, e o segundo atravessado por uma espada. Contornando o quadro havia uma coroa de doze estrelas.

A mesma visão se repetiu várias vezes, sobre o sacrário do altar-mor; ali aparecia Nossa Senhora, sempre com as mãos cheias de graças, estendidas para a terra, e a invocação já referida a envolvê-la.

O Arcebispo de Paris, Dom Quelen, autorizou a cunhagem da medalha e instaurou um inquérito oficial sobre a origem e os efeitos da medalha, a que a piedade do povo deu o nome de Medalha Milagrosa, ou Medalha de Nossa Senhora das Graças. A conclusão do inquérito foi a seguinte: “A rápida propagação, o grande número de medalhas cunhadas e distribuídas, os admiráveis benefícios e graças singulares obtidos, parecem sinais do céu que confirmam a realidade das aparições, a verdade das narrativas da vidente e a difusão da Medalha”.

Nossa Senhora da Medalha Milagrosa é a mesma Nossa Senhora das Graças, por ter Santa Catarina Labouré ouvido, no princípio da visão, as palavras: “Estes raios são o símbolo das Graças que Maria Santíssima alcança para os homens.”

Oração à Nossa Senhora das Graças

Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao contemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vo-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expor, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades (momento de silêncio e de pedir a graça desejada).

Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior Glória de Deus, engrandecimento do vosso nome, e o bem de nossas almas. E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre como verdadeiros cristãos. Amém.

Rezar 3 Ave Marias. Depois: Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.
Nossa Senhora das Graças rogai por nós!

Fonte: http://www.nsconceicaonil.com.br

Postado por Sociedade São Vicente de Paulo – Criciúma-SC:

http://www.vicentinoscriciuma.org/nsg.htm

http://www.vicentinoscriciuma.org/

 

 

 

“Vem, ó graça divina, desce a meu peito, enche-me desde pela manhã, de tuas consolações, para que não desfaleça minha alma de secura e puro cansaço.” – in “Imitação de Cristo” – Capítulo 55, Livro III.

Jesus, em agonia e oração, no Horto, em Getsêmani.

Imagem: http://www.filhosdapaixao.org.br/associacoes/associacao_consoladores.htm (clique na imagem)

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Este blogue, em cada post, carrega um pouco de mim, de minhas aflições, decepções, tristezas, expectativas e, mesmo sabendo que a maioria não acredita mais neste aspecto da vida espiritual, incluo o peso das tentações… Tentações: em que consistiriam mesmo? Sou um leiga, uma jornalista a mais neste mundo caótico, mas diria que na atualidade se poderia dizer que “tentações” são aqueles eventos que envolvem nosso pensamento envolto em trevas… Tais eventos não são aparentes: são temores, medos, inseguranças, suspeitas infundadas, que podem acarretar sofrimento, tanto para nós próprios quanto para quem nos cerca, e vice-versa. Enfim, tudo se passa em nossa mente, nossa alma, ou na de outra pessoa. Ao fim e ao cabo, todos sofremos, inutilmente. Entendo que ao longo de nossas vidas somos assaltados por algumas, muitas destas tentações por um longo período, ou, pior, todas juntas, em geral, como um “teste”, por breve período… Em contrapartida, aprendemos na Bíblia que Deus jamais nos tenta ( o que lembra cilada…). Ele nos prova: sofremos provações. Entretanto, as Escrituras mostram que permite ao “tentador”, segundo sua Onisciência e Vontade, que este se aproxime de nós (com tentações), mas para nossa edificação.

Ainda que tudo se passe principalmente em nossa mente, elas [as tentações] têm, a meu ver, uma base concreta, e por uma simples razão: estamos sempre em interação com nossos semelhantes (alguns deles, nossos antípodas, às vezes adversários), o que faz com que nossa mente perca seu “centro”. Mas a Graça de Deus sempre está presente. Ela nos indica o caminho: a oração, a súplica.

Vocês lembrarão no texto deste capítulo de a “Imitação”, a possível influência que teve no pensamento de Santa Teresa de Ávila em seus escritos Castelo Interior e Vida. Lá estão a queda da graça e a misericórdia divina, que, através das sugestões do Espírito Santo, nos sussurra o meio (a oração) necessário para dominarmos as “feras” que nos “puxam” para baixo, e que sob um só comando nosso, se afastam imediatamente… Alcançamos mais um patamar em nosso castelo…

Outro pensamento relacionado às “tentações” (que, no passado, era associado quase exclusiva e popularmente à tendência ao desregramento dos sentidos) é o que Cristo Jesus fala várias vezes no Sermão da Montanha: há a influência do “Maligno” (no Novo Testamento é assim que o adversário dos homens e de Deus é nomeado por Jesus).

Ao adaptarmos ao mundo de hoje, também entra a sensualidade, que agora foi transformada em erotização total de tudo que puder ser transformado em mercadoria (pornografia na internet, incluindo infelizmente as redes de pornografia infantil, entre outras ofertas, que aniquilam com o espírito humano…). Há, além disso, games e vídeos infanto-juvenis com mensagens subliminares de sexo e violência. Inclusive, recentemente, surgiram em bancas cópias de games proibidos, vindos do Japão, que apresentam de forma explícita estes dois temas juntos (entre outras indicações nefastas, incentivam o estupro e o aborto!). O público alvo é composto por crianças e jovens. Tétrico.

Em meio a tudo, há condutas adultas pouco saudáveis para o corpo e para o espírito, que na prática, afastam qualquer tipo de vida interior. Falo de sites de relacionamento, com exceção para os que não incluem a ‘opção’ sexo. Tenho 49 anos, mas acredito que a felicidade de mulheres e homens só pode ser alcançada quando a descoberta da amizade, do amor está em primeiro plano, sem pressa… Isto vale para qualquer ambiente.

No capítulo 55 de a “Imitação de Cristo”, o escritor, este misto de monge e leigo, percorre um itinerário (aparentemente anacrônico), em que, mesmo na nossa condição de leigos e leigas dá pistas valiosas para enfrentarmos nossos temores e as tentações que surgem (porque conhecia as suas próprias fraquezas e contra elas entrava em combate por meio da oração e meditação). Estas [as tribulações e tentações], em seu conjunto, nada mais são que obstáculos à nossa paz interior. Sem ela, vagamos e nos afastamos do Mistério que é Deus – a fonte da Paz.

(LBN)

……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….Apresentação

“Imitação de Cristo” – Thomas de Kempis é tido como o autor do terceiro livro “Consolação Interior“. De acordo com o tradutor do texto latino, e autor das reflexões sobre a obra – Pe. J.I. Roquette, Kempis teria sido o “cônego regrante de Santo Agostinho” (que viveu no século V). No “Prólogo”, Pe. Roquette aventa (e a discussão sobre a autoria atravessa séculos…) que os dois primeiros livros e o quarto foram escritos pelos abades – Gersen e Gerson – para orientação de seus monges. É interessante observar que em certa parte há menção a São Francisco de Assis (séc. XIII).O consenso, conforme o tradutor do latim e comentador é que tudo contribuiu para a riqueza espiritual que há nesta pequena, antiga, reconhecida e estimada obra chamada “Imitação de Cristo”. (Editora Ave-Maria, 18ª edição, 1991; Imprimatur 26.11.1928).

CAPÍTULO LV

Da corrupção da natureza e da eficácia da graça divina

O DISCÍPULO

1. Deus e Senhor meu, que me criastes à vossa imagem e semelhança, concedei-me esta graça que declarastes ser tão excelente e necessária para a salvação, para que eu possa vencer minha natureza corrupta, que me arrasta ao pecado e leva à perdição.

“Porque sinto em minha carne a lei do pecado que contradiz a lei do espírito”, e me leva cativo a obedecer em muitas à sensualidade; nem poderei resistir às suas paixões, se Vós me não socorrerdes, reanimando meu coração com a efusão de vossa divina graça.

2. Vossa graça é necessária e é mesmo uma grande graça vencer a natureza “propensa ao mal desde a infância” (Gen 8, 21).

Porque viciada pelo primeiro homem e corrompida pelo pecado, passou a todos os homens a pena deste crime, de sorte que esta mesma natureza, que Vós criastes em retidão e justiça, só nos recorda a fraqueza e desconcerto de uma natureza corrupta, porque deixada a si mesma, seu próprio movimento a leva ao mal e às coisas terrenas.

A pouca força que lhe ficou é como numa faísca debaixo da cinza; e esta pequena relíquia é a sua mesma razão natural, cercada de espessas trevas, sabendo ainda discernir o bem do mal, o verdadeiro do falso, mas sem forças para cumprir o que aprova, porque não possue a luz plena da verdade nem goza de afetos são e bem regulados.

3. Daqui vem, Deus meu, que “me deleito em vossa lei, segundo o homem interior, reconhecendo que vossos mandamentos são bons, justos e tão santos”, que condenam todo o mal e ensinam todo o bem, e ensinam a fugir do pecado. (RM, 7, 22).

Porém “minha carne me traz escravizado à lei do pecado”, obedecendo antes aos sentidos que à razão, “querendo o bem e não tendo força para cumpri-lo” (RM 7,18).

Assim acontece também que proponho frequentemente fazer muitas obras boas; mas, faltando-me a graça para ajudar minha fraqueza, cedo ao primeiro obstáculo, desfaleço e caio. Pela mesma causa sucede que, bem conhecido o caminho da perfeição, vejo claramente o que deve fazer; porém, opresso com o peso de minha própria corrupção, não aspiro ao mais perfeito.

4. Oh! Quão necessário me é, Senhor, a vossa graça para começar o bem, para o prosseguir e para o aperfeiçoar! Sem ela nada posso fazer; mas “posso tudo em Vós, com auxílio da vossa graça”. (Flp 4,13)

Ó graça verdadeiramente celestial, sem ti nada valem os merecimentos próprios e para pouco prestam os dons naturais!

Nem as artes, nem as riquezas, nem a formosura, nem a fortaleza, nem o engenho, nem a eloquência tem valor algum diante de Vós, Senhor, sem a vossa graça.

Os dotes da natureza são comuns aos bons e maus, porém, a graça ou a caridade é o dom próprio dos escolhidos; ela o sinal pelo qual se conhecem os que são dignos da vida eterna.

Tal é a excelência desta graça, que nem o dom da profecia, nem o poder de obrar milagres, nem a mais alta contemplação devem ser contados por coisa alguma sem ela.

Nem ainda a fé, nem a esperança, nem todas as outras virtudes Vos são aceitas sem a graça e a caridade.

5. Ó venturosa graça, que enriqueces de virtudes ao pobre de espírito, e ao rico dos bens do mundo fazes humilde de coração.

Vem, ó graça divina, desce a meu peito, enche-me desde pela manhã, de tuas consolações, para que não desfaleça minha alma de secura e puro cansaço.

Imploro vossa graça, ó meu Deus, só ela quero; “pois vossa graça me basta”, ainda que me falte tudo que a natureza deseja (2 Cor 12,9).

Por mais tentado e oprimido que seja de tribulações, nenhum mal temerei, enquanto vossa graça me assistir: Ela é minha força, meu conselho, meu sustentáculo. Muito mais poderosa que todos os inimigos e muito mais sábia que todos os doutos.

6. A graça ensina a verdade, dá a ciência, ilumina o coração, consola nas aflições, desterra a tristeza, tira o temos, alimenta a devoção, produz santas lágrimas.

Que sou eu sem ela, senão um pau seco, um tronco inútil, próprio para ser deitado ao fogo?

Assista-me, pois, Senhor, vossa graça para que esteja sempre atento a empreender, prosseguir e aperfeiçoar boas obras, por Vosso Filho, Jesus Cristo. Amém.

In “Imitação de Cristo” – Capítulo LV.

“A responsabilidade específica e primária das Nações Unidas em relação à religião é a de debater, esclarecer e ajudar os Estados a garantir plenamente, em todos os níveis, a promoção dos direitos à liberdade religiosa”, afirma o arcebispo Celestino Migliore, Observador Permanente da Santa Sé na ONU, na 64ª Assembléia Geral das Nações Unidas (11.11.2009)

VATICANODom Migliore, na ONU: “A liberdade religiosa inclui o pleno respeito e a promoção não somente da liberdade fundamental da consciência, mas também da expressão e da prática da religião por parte de cada um, sem restrições.”

Nova Iorque (Agência Fides) – “A responsabilidade específica e primária das Nações Unidas em relação à religião é a de debater, esclarecer e ajudar os Estados a garantir plenamente, em todos os níveis, a promoção dos direitos à liberdade religiosa, como afirmam os importantes documentos das Nações Unidas, que incluem o pleno respeito e a promoção não somente da fundamental liberdade de consciência, mas também da expressão e da prática da religião por parte de cada um, sem restrições”. Afirmou o arcebispo Celestino Migliore, Observador Permanente da Santa Sé, na ONU, em seu pronunciamento no dia 10 de novembro na 64ª Assembleia Geral das Nações Unidas, sobre o artigo 49: “Cultura e Paz”.

Dom Migliore recordou que “a procura de religião e a ajuda que elas dão à paz e ao desenvolvimento” nos últimos anos se tornaram questões urgentes e inevitáveis para a opinião pública mundial. Se no início da revolução industrial a religião era indicada como “ópio dos pobres”, disse ainda o arcebispo, no contexto da globalização ela é hoje considerada “a vitamina do pobre”. Ele sublinhou que as religiões têm como único objetivo o de se colocarem a serviço da dimensão espiritual e transcendente da natureza humana: elas têm a tendência de elevar o espírito humano, protegem a vida, reforçam os fracos, traduzem os ideais em ações, ajudam na solução das desigualdades, permitem às pessoas a plena realização de seu potencial, resolvem situações de conflito e de injustiça por meio da reconciliação…

O observador permanente da Santa Sé falou também sobre as manipulações da religião feitas na história por alguns líderes, como o fato que movimentos ideológicos e nacionalistas tenham tomado as diferenças religiosas para apoiar sua própria causa. “Hoje o diálogo inter-religioso que leva a buscar raízes teológicas e espirituais das diferentes religiões em vista de um recíproco conhecimento e cooperação, é sempre mais um imperativo e uma convicção”, sublinhou Dom Migliore, recordando como a Igreja Católica quarenta anos atrás, com o decreto conciliar Nostra Aetate, se colocou sobre esta estrada tanto que hoje muitas denominações cristãs e outras religiões são empenhadas no diálogo, apoiado pela Santa Sé com numerosas iniciativas.

Alguns recentes eventos, sociais e políticos, renovaram o compromisso das Nações Unidas a integrar a sua reflexão com a afirmação de uma cultura de respeito, com específico cuidado pela compreensão inter-religiosa, disse ainda Dom Migliore, que concluiu seu pronunciamento sublinhando que o objetivo principal das Nações Unidas na busca da compreensão e da cooperação entre as religiões é fazer com que “os Estados, tal como em todos os âmbitos da sociedade humana, reconheçam, respeitem e promovam a dignidade e os direitos de cada pessoa e de toda comunidade no mundo”. (S.L.) (Agência Fides 11/11/2009)

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PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA EXISTE NOS PAÍSES ASSINALADOS NA COR VERMELHA (ANO 2006)

Fonte: Pe. Dr. Adam Kowalik – Artigos/5 (Disponível em http://adamkowalik.tripod.com/index.html)

Licenciado em Direito Canônico no Pontifício Instituto Superior de Direito Canônico no Rio de Janeiro em 1993; Doutor em Direito Internacional Familiar pela Pontifícia Universidade da Santa Cruz em Roma em 1998; especialização em Jurisprudência pela Universidade Gregoriana de Roma em 1998; Juiz do Tribunal Eclesiástico Regional do Rio de Janeiro; Professor de Direito Canônico no Instituto de Teologia no Rio de Janeiro e no Instituto de Filosofia e Teologia em Niterói; Professor de Direito Canônico no Instituto das Ciências Religiosas no Rio de Janeiro; Professor de Direito Eclesiástico Público no Pontifício Instituto Superior de Direito Canônico do Rio de Janeiro; membro do Consórcio Latino Americano da Liberdade Religiosa.

Artigos/5

A liberdade religiosa no novo milênio

“A liberdade religiosa constitui o coração dos direitos humanos. Essa é de tal maneira inviolável que exige que se reconheça às pessoas a liberdade de mudar de religião se assim sua consciência demandar. Cada qual, de fato, é obrigado a seguir sua consciência em todas as circunstâncias e não pode ser constrangido a agir em contraste com ela. Devido a esse direito inalienável, ninguém pode ser obrigado a aceitar pela força uma determinada religião, quaisquer que sejam as circunstâncias ou as motivações…”.

Quem assim escreve é o papa João Paulo II na sua mensagem anual aos chefes de Estado, por ocasião do Dia Mundial da Paz de 1999. Na mesma mensagem, ele lembra que também a Declaração Universal dos Direitos Humanos (art. n.º 18) reconhece o direito à liberdade religiosa, incluindo o de manifestar as próprias crenças seja individualmente ou com outros, abertamente como em privado. O respeito à liberdade religiosa é um dos fundamentos da paz mundial.

Tudo isso parece óbvio, mas como está, de fato, a liberdade religiosa no mundo, em particular na entrada do novo milênio? Como se comportam os Estados que assinaram as diferentes convenções internacionais sobre os direitos humanos, sobretudo com referência às minorias religiosas que vivem em suas fronteiras?

Desconsiderando episódios individuais de intolerância que acontecem em qualquer lugar do mundo, em geral, temos que, na maior parte da Europa Ocidental, na América do Norte, Austrália e América Latina, existe respeito ao cristianismo, às minorias religiosas e a outras religiões, exceção feita ao México, a Venezuela e a Cuba.

Em outros países, embora não haja verdadeiras perseguições, há restrições contidas nas legislações ou pressões políticas sobre determinados grupos religiosos. Na França, por exemplo, pela herança leiga da Revolução de 1789, percebemos um paradoxo: querendo respeitar o direito à liberdade dos cidadãos, chega-se a restringir manifestações religiosas públicas, mas, na prática, tolera-se a oração diária nas ruas dos numerosos muçulmanos que imigraram para o país[1].

Em geral, os países que mais desrespeitam – total ou parcialmente – a liberdade religiosa dos seus cidadãos são aqueles com governos ditatoriais de matriz comunista, como China, Coréia do Norte, Mianmá e Tibete, chegando a verdadeiras perseguições com prisões, torturas e até morte. Ultimamente, na China, houve a morte não bem explicada nas cadeias do governo de vários seguidores da seita Falum Gong[2].

Nos países muçulmanos da Ásia e da África, pelo menos onde o islã foi assumido como religião do Estado, todos os cidadãos que não o praticam são considerados “infiéis” e sofrem fortes discriminações em todos os campos, além de limitações no trabalho. A “perseguição” nem sempre é violenta, mas sempre discriminatória. Na Arábia Saudita e no Afeganistão, por exemplo onde a lei corânica ou sharia foi adotada como lei fundamental do Estado e principal fonte do direito civil e penal, a perseguição chega até a aplicação da morte para os muçulmanos que mudam de religião ou para os estrangeiros que tentam converter os islâmicos. Mesmo para os estrangeiros de passagem nesses países, está proibida qualquer manifestação pública da própria religião, como carregar objetos religiosos, convocar reuniões e outros atos, como o consumo de bebidas alcoólicas, o não uso do véu para as mulheres, etc. Para eles aplica-se a pena da fustigação e a deportação por desobediência aos preceitos corânicos.

Essa perseguição não atinge apenas as várias denominações cristãs, mas todas as religiões. As sociedades islâmicas, em geral, estão longe de admitir a possibilidade da separação e autonomia entre Estado e religião como é normal nos países modernos.

Uma das finalidade do Jubileu promulgado pelo papa João Paulo II era a paz e a concórdia entre as religiões e os povos. O ano 2000, porém, foi sombrio para muitos cristãos das várias denominações, em particular para os que vivem nos países islâmicos.

Começou já no primeiro dia do ano 2000, no Egito, quando uma briga na aldeia de Al Koheh, a 440 quilômetros do Cairo, entre comerciantes islâmicos e cristãos ortodoxos provocou uma verdadeira batalha nas ruas, além de saques às lojas dos últimos. Mais de quarenta cristãos foram mortos. O fato causou profundo embaraço às autoridades egípcias que, em vista do Jubileu, tinham prometido, como gesto de amizade às religiões, a autorização para o restauro de monumentos coptas, igrejas e mosteiros, após anos de descuido. Para justificar-se diante da opinião mundial, o governo do Cairo, acusou elementos criminosos de atiçar o ódio religioso.

Na Nigéria, país africano com 50% de muçulmanos e 40% de cristãos, houve uma tentativa, por parte do governo local, de impor a sharia. Os cristãos rebelaram-se e os conflitos provocaram mais de mil mortos. Conforme Peter Yakubu, porta-voz da diocese de Kaduna na região dos conflitos, os extremistas muçulmanos teriam anunciado um prêmio de mil dólares para cada sacerdote eliminado. De fato, foram mortos três vigários, oito seminaristas e 38 pastores de várias denominações. Entre os sacerdotes, a vítima mais procurada pelos islâmicos, foi Pe. Clement Ozi Bello, um convertido do islã[3].

Em abril do ano 2000, foi a vez das Filipinas, onde o grupo terrorista de Abu Sayaf decapitou dois professores cristãos de um grupo de 29 católicos seqüestrados na província de Basilan. Para soltar os reféns, os terroristas pediam a libertação de um chefe muçulmano, a abolição das cruzes e outros símbolos cristãos na ilha de Mindanao, onde eles reclamam um Estado islâmico independente. Em julho, outros guerrilheiros seqüestraram e depois massacraram, no interior de uma mesquita, 21 cristãos da província de Lanar Del Sur[4].

No Paquistão, perto de Lahore, homens mascarados bloquearam um caminhão que transportava trabalhadoras e depois de ter separado as cristãs das muçulmanas, as violentaram. Os culpados, após serem presos pela polícia, afirmaram que eram membros de uma organização integralista muçulmana, a Lakshary Taiba[5].

Na Arábia Saudita, em 17 de janeiro 1999, foram aprisionados 16 filipinos surpresos na casa de um deles, em Riad, enquanto liam a Bíblia. Entre eles, havia crianças de 2 a 12 anos que também ficaram na cadeia.

No Quênia, por causa de ódios religiosos, houve tumultos entre jovens cristãos e muçulmanos na periferia de Nairobi, a capital, durante os quais foram queimadas duas igrejas e uma mesquita; entre os feridos, havia também o arcebispo anglicano[6].

Nas Molucas, em novembro passado, foram mortos 93 cristãos e várias aldeias foram destruídas e queimadas. Os autores, segundo as fontes citadas pela BBC, parece que são membros da Laskar Jihad, organização paramilitar extremista islâmica que declarou a guerra santa contra os não-islâmicos.

Neste artigo é difícil citar a situação de todos os países em que existem restrições, diretas ou indiretas, à liberdade religiosa, por isso escolhemos alguns exemplos para uma análise mais atenta.

Afeganistão: Pena de morte para quem tenta converter muçulmanos para outras religiões. A aplicação da pena de morte para os afegãos que se convertessem a outras religiões era já conhecida, mas, no começo de janeiro de 2001, o líder supremo dos talebans, Mullah Mohammed Omar, anunciou a pena também para todos os que forem descobertos tentando convertê-los a outras religiões. As pessoas visadas são, especialmente, os cristãos e os judeus. Omar anunciou a detenção, por até cinco anos, para os livreiros que vendem material que critica o islã ou informa sobre outras religiões. O decreto também acusa, sem o respaldo de provas, que o pessoal de agências internacionais presentes no país estaria tentando obter conversões para o cristianismo. Por isso, o decreto alerta todos os cidadãos que, se um muçulmano se converter a essas religiões abolidas no Afeganistão, se for visto praticar o cristianismo ou o judaísmo, distribuir literatura religiosa ou fazer propaganda da mesma, será condenado à morte.

No Afeganistão, a presença cristã é mínima, conforme o World Evangelization Research Center: 2 675 cristãos e um só rabino. Os outros teriam fugido durante a invasão russa e estão sendo acusados de fazer uma campanha difamatória contra o islã, em particular, contra o modelo religioso dos talebans.  A aplicação da sharia excluiu as mulheres do trabalho e da educação após os 8 anos de idade, além de impor-lhes a veste cumprida que cobre totalmente o corpo, deixando somente uma espécie de rede diante dos olhos para enxergar. Para os homens, tornou-se obrigatória a barba longa, a oração na mesquita e foram-lhes proibidos muitos tipos de espetáculos, especialmente os ocidentais[7].

A questão das mulheres é alvo das organizações internacionais que estão exercendo pressões para obrigar os talebans a mudar sua legislação a respeito. Esse último decreto de janeiro teria também um motivo político: no dia 19 de dezembro de 2000, as Nações Unidas proibiram a vendas de armas aos talebans, caso não entregassem o terrorista internacional, Ossana Benladen. A resposta veio um mês depois com este decreto.

México: Católicos 89,7% (89 milhões); Protestantes 4,9%; outros 5,4%[8].

O México passou por uma perseguição anticatólica, entre 1922 e 1930, que provocou mortes. Naqueles anos, foram confiscadas todas as propriedades da Igreja, que ainda não fora restituídas. A Constituição atual estabelece, em teoria, o direito de praticar a religião, conforme a escolha pessoal, porém, se a autoridade do governo central pratica uma grande tolerância, as autoridades periféricas e locais estão sendo acusadas, em diversas regiões do país, de práticas vexatórias e restritivas contra os grupos religiosos.

Esses grupos podem existir somente se forem registrados no Sub-secretariado dos Negócios Religiosos. Para construir novas igrejas ou reformar edifícios eclesiais, é necessária a licença explícita das autoridades; também é preciso ter autorização para iniciar novas comunidades religiosas no interior do país e para realizar reuniões fora do lugar reservado ao culto. O governo central, salvo casos de dificuldades políticas, geralmente, concede com relativa facilidade essas permissões.

Pela estrita divisão entre governo e Igreja, fica proibida a instrução religiosa nas escola públicas, embora seja permitido aos grupos religiosos ter escolas próprias que não recebem porém subvenções do governo. Os programas escolares oficias em que se abordam argumentos religiosos, são catalogados como programas sobre o “desenvolvimento humano” ou “ética e valores humanos”.

As denominações religiosas não podem possuir emissoras de rádio ou de TV, mas a Igreja católica conseguiu um emissora TV via cabo, para todo o território nacional. Para transmitir programas de rádio e televisivos nas emissoras públicas, as organizações religiosas precisam sempre da permissão do governo. Os religiosos estrangeiros devem receber uma licença para visitar o país com finalidade religiosa, mas estão proibidos de instalar-se em lugares onde existe a guerrilha como as regiões do Chiapas e de Oaxaca.

Na região do Chiapas, por causa da guerrilha, as autoridades civis, com a aprovação das autoridades centrais, atribuem-se o direito de controlar, ocupar, fechar igrejas e edifícios religiosos, nomear e trocar vigários suspeitos de simpatia para com os guerrilheiros[9].

Índia: População: 982 223 000 (Hindus: 80,3%; muçulmanos: 11%; cristãos: 3,8%; sikhs: 2%; budistas: 0,7%; animistas: 2,2%; – católicos: 18 000 000[10].

A Constituição desse subcontinente proclama a liberdade de religião e, se o governo central parece respeitá-la, os regionais a toleram, com restrições. Pelas denúncias da organização Human Rights Watch, muitos funcionários dos partidos dos governos locais são os responsáveis pelo incitamento ao ódio contra as minorias religiosas. Em vários lugares, houve atos de grave violência contra muçulmanos por parte de hindus, contra hindus por parte de muçulmanos, hindus contra sikhs e vice-versa, hindus e muçulmanos contra cristãos, com mortes, destruição de edifícios religiosos de todas as religiões, queima de livros sagrados, profanações de cemitérios, violações e estupros de religiosas.

Para entender esses conflitos, é necessário lembrar também a importância do sistema de castas na Índia e das várias etnias que tem a religião como fator de união e de distinção. Passar para outra religião é trair e debilitar a própria etnia.
A presença de missionários cristãos entre as populações tribais é mais um motivo de intolerância para os extremistas hindus e muçulmanos contra os cristãos.

Não existem leis nacionais que impeçam o proselitismo por parte dos cristãos e outras religiões, mas, desde 1960, as autoridades não aceitam missionários estrangeiros que queiram se estabelecer no país; todavia, esses podem permanecer por uma curta temporada, por turismo ou se possuem alguma qualificação profissional útil ao país. A partir de 1999, essa licença de permanência provisória para os missionários, foi reduzida.

A liberdade religiosa na India, desde 1998, vem diminuindo para todos, especialmente para os cristãos, embora o governo central tente tímidas medidas para evitar choques e conflitos com mortes. A lista das pessoas assassinadas e violentadas, dos edifícios e templos destruídos está crescendo: em 23 de janeiro de 1999, um pastor protestante australiano, com seus dois filhos, foi queimado dentro do carro por hindus exaltados, no estado do Bihar. Em 12 de fevereiro, foi a vez de dois sacerdotes. Em seguida, foram as residências de religiosas saqueadas, as mulheres cristãs violentadas e feridas, os cristãos mortos, mais um sacerdote assassinado e uma aldeia cristã atacada e queimada nos Estados de Orissa e Gujarat. Alguns desses atos foram encabeçados por importantes líderes locais do Partido Nacionalista Hindu, o BIP. Outros atos de vandalismo são diários, como impedir às mulheres cristãs de pegar água nos poços das aldeias[11].

O clima de pesadas e graves intimidações e a não intervenção das autoridade para defender as vítimas dos fundamentalistas provocou um verdadeiro pânico entre as comunidades religiosas minoritárias e vem suscitando a vingança dessas minorias, quando numericamente fortes para reagir.

Em 28 de janeiro 2000, a organização Human Rights Without Frontiers alertou para uma proposta de lei apresentada no Estado de Gujarat que proíbe qualquer conversão de uma religião para outra, seja qual for o meio que a induziu: força, promessa, aliciamento, etc. O Partido nacionalista Bharatiya Janata Party, que apresentou o projeto de lei, tem maioria absoluta e a lei será aprovada, agravando ainda mais a situação de desrespeito à liberdade religiosa.

Vietnã: População: 77,560 000, Budistas: 55%, católicos: 7%[12].

Nesse país, após a queda do regime comunista, a Constituição sanciona total liberdade religiosa, mas esse direito está sendo esquecido no dia-a-dia, porque, de fato, tolera-se somente a prática individual das religiões. O governo reconhece oficialmente algumas organizações religiosas, como o budismo, a Igreja católica, alguns grupos locais de origem budista e o islã. Todos os que pertencem ao clero de todas as religiões devem se alistar num cadastro governamental e se submeter estritamente às normas emitidas pelos governos locais que usam e abusam dessa autoridade.

Os bispos devem ser aprovados pela autoridade central e só podem se reunir uma vez ao ano, com a presença de agentes governamentais; não é permitido construir, reformar edifícios religiosos e seminários e, até a presente data, não foram restituídos os templos e as igrejas confiscadas pelo antigo regime comunista. O número de seminaristas é regulado pelo governo que também aprova ou não os que vão ser ordenados.

Os monges budistas devem se filiar a uma organização controlada pelo governo que, aliás, infiltra agentes seus em todos os grupos religiosos. Nos territórios que estão ao longo das fronteiras com o Laos e China, não é permitida nenhuma presença de clero ou lugares de culto e o cristianismo ali é abertamente perseguido com prisão de fiéis, quando encontrados com objetos de culto ou reunidos com fim religioso: uma questão de segurança nacional. Embora o governo desminta, parece que há presos incomunicáveis por motivos religiosos, conforme denúncia da Human Rights[13].

Bielo-Rússia: População: 10 315 000, Ortodoxos: 80%; Católicos: 18% -1 100 000[14].

Pressionada entre a Polônia e a Rússia, a Bielo-Rússia reconquistou sua independência após a queda da ex-URSS. Lá, ainda hoje, existem conflitos religiosos entre as várias denominações cristãs.

A Constituição aprova a liberdade religiosa, mas também afirma que as relações entre Igrejas e Estado são reguladas conforme as “tradições espirituais e culturais nacionais do povo bielo-russo”. Na prática, isso favorece, de maneira total, a Igreja ortodoxa para criar – justifica o governo – através da ortodoxia, a unidade do povo. Praticamente, o governo não reconhece e combate abertamente as confissões religiosas desconhecidas e as não registradas no Departamento governamental e assim pode intervir, proibir reuniões, publicações, construções de lugares de culto das religiões consideradas não condizentes com a cultura ortodoxa do país. Os não-ortodoxos encontram dificuldades até para encontrar trabalho e são automaticamente excluídos dos empregos estatais.

Para evitar de serem considerados estrangeiros no próprio país, os bielo-russos, de origem polonesa, católicos, evitam usar símbolo nacionais poloneses, prevenindo retaliações governamentais. O atual governo concede licenças temporárias a sacerdotes estrangeiros para enfrentar a escassez do clero após a revolução comunista. Ultimamente, porém, tendo permitido a abertura de um seminário, disse que já não concederia mais outras licenças.

Em 1999, houve ainda mais um deterioramento no respeito à liberdade religiosa, sempre para proteger a Igreja ortodoxa. Em base a um decreto, os missionários estrangeiros devem ser somente religiosos, isto é, leigos ou mulheres não recebem permissão de entrada e as licenças são válidas somente por um ano[15].

Cuba: População 11.270.000; Cristãos 4.984.033; Católicos 6.331.000[16].

O governo cubano proibiu aos alunos da capital que usem, dentro das escolas, símbolos religiosos, como medalhas, crucifixos e escapulários. Diante das reclamações dos pais, a provedoria justificou a medida como uma maneira de coibir obstáculos ao “trabalho político-ideológico” feito com os alunos.

Outro procedimento contra os católicos foi adotado pelo Ministério da Saúde, proibindo aos médicos que prescrevam receitas aos seus pacientes, visto que com elas podiam receber gratuitamente os remédios fornecidos pela Igreja católica. Embora o país tenha feito progressos significativos no campo da saúde popular, a escassez de remédios continua. Para aliviar a situação, a Igreja católica, através da Cáritas, colabora, distribuindo gratuitamente remédios recebidos de países europeus. Numa assembléia municipal de Aguada de Pasajeron, o diretor da saúde, Gilberto Ramos, ameaçou com pesadas multas os médicos que prescrevem receitas; o motivo seria o medo do governo de perder o controle sobre a vida dos cubanos[17].

Conclusão.

A liberdade religiosa continua sendo violada na China, Iraque, Oriente Médio e Turquia. As violações são cometidas em todo o planeta, inclusive em países democráticos, segundo o Relatório 2006, um dossiê sobre a liberdade religiosa no mundo apresentado pela Ajuda à Igreja que Sofre (ACS).

As violações incluem leis conservadoras, legislações formalmente liberais mas não aplicadas, e outras menos visíveis cometidas em contextos democráticos.

[1][1] Cf. [1] Cf. Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, [1] Cf. Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, Relatório 2005 sobre a Liberdade religiosa no Mundo[1] Cf. Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, Relatório 2005 sobre a Liberdade religiosa no Mundo, (Título original: [1] Cf. Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, Relatório 2005 sobre a Liberdade religiosa no Mundo, (Título original: Rapporto 2005 sulla Liberta Religiosa nel Mondo[1] Cf. Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, Relatório 2005 sobre a Liberdade religiosa no Mundo, (Título original: Rapporto 2005 sulla Liberta Religiosa nel Mondo), tradução portuguesa, Lisboa 2006, pp. 51-52.

[2][2] [2] Cf. [2] Cf. Ibidem[2] Cf. Ibidem, pp. 182-207.

[3][3] [3] Ibid.[3] Ibid., pp. 371-374.

[4][4] [4] Ibid.,[4] Ibid., pp. 214-215.

[5][5] [5] Ibid[5] Ibid., p. 269.

[6][6] [6] Ibid., [6] Ibid., pp. 375-378.

[7][7] [7] Ibid.,[7] Ibid., pp. 160-161.

[8][8] [8] Ibid[8] Ibid., p. 140.

[9][9] [9] Ibid[9] Ibid., pp. 140-141.

[10][10] [10] Ibid.,[10] Ibid., p. 220.

[11][11] [11] Ibid[11] Ibid., pp. 220-227.

[12][12] [12] Ibid., [12] Ibid., p. 306.

[13][13] [13] Ibid[13] Ibid., pp. 306-312.

[14][14] [14] Ibid[14] Ibid., p. 32.

[15][15] [15] Ibid[15] Ibid., pp. 32-36.

[16][16] [16] Ibid[16] Ibid., p. 124.

[17][17] [17] Ibid[17] Ibid., pp. 124-127.

Publicado na íntegra – Artigo produzido em 2006 -http://adamkowalik.tripod.com/id23.html. Site atualizado em 17.09.2008.

«Somos as crianças do mundo. Ouvem as nossas vozes?» (Congresso da SIGNIS – Associação Católica Mundial para a Comunicação – 17 a 21 de outubro-Tailândia (Agência Ecclesia)

"Congresso Mundial da Signis 2009 fez dos direitos da infância uma prioridade"

Pax Christi International

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Fonte: Agência Ecclesia Agência de notícias da Igreja Católica em Portugal

26.10.2009

SIGNIS - Asociación Católica Mundial para la Comunicación

Conclusão

«Somos as crianças do mundo. Ouvem as nossas vozes?»

Crianças ainda são demasiadamente invisíveis nos meios de comunicação social

Cerca de 660 participantes de 70 países participaram no Congresso da SIGNIS, Associação Católica Mundial para a Comunicação, que se reuniu entre 17 e 21 de Outubro em Chiang Mai, Tailândia. O encontro teve como tema “Media para uma cultura de paz: Direitos das crianças, uma promessa para o amanhã”.

A assembleia acolheu igualmente uma centena de estudantes entre os 13 e 15 anos, provenientes das escolas da região, que participaram num atelier sobre “direitos da criança num mundo digital”. O congresso contou também com a presença de dez jovens jornalistas de vários países asiáticos.

A infância foi também evocada através da exibição de 200 lenços com mensagens e impressões de palmas das mãos de crianças de todo o mundo.

“As crianças e a juventude desafiaram a SIGNIS a assumir seriamente o nosso papel na promoção dos direitos dos mais novos, no contexto de sociedades que estão a ser transformadas através dos media”, afirmou o secretário-geral da organização, Alvito de Souza.

Promessa de amanhãs melhores

O presidente do comité organizador do congresso, Chainarong Monthienvichienchai, lembrou que “quando perguntavam ao futebolista Johan Cruyff o que fazia dele um jogador excepcional, ele respondia que ia para onde a bola se dirigia, e não para onde ela estava. Este ponto de vista tornou-se o lema de todos aqueles que estão comprometidos nas comunicações sociais, isto é, ir para onde está o futuro”, ou seja, para junto “das crianças, que são a nossa promessa de amanhã”.

A SIGNIS, por seu lado, “terá que se adaptar para continuar a ser relevante e activa num panorama digital em mudança”, defendeu Alvito de Souza.

“Com as crianças, para as crianças, dando voz aos sem voz: apesar destas intenções tantas vezes repisadas, as crianças são ainda demasiadamente invisíveis nos media; devemos fazer mais”, afirmou o presidente da SIGNIS no discurso de abertura do congresso.

“As autoridades eclesiais, em particular, devem renovar o seu apoio aos profissionais leigos que trabalham nos meios de comunicação católicos e que se encontram numa posição única para assumir de maneira criativa os desafios de um mundo digital, para o bem das nossas crianças”, que são a “promessa de amanhãs melhores”, referiu Augustine Loorthusamy.

Na mensagem dirigida ao Congresso, Bento XVI assinalou que a maneira como as crianças são formadas pelos media e o modo como os mais novos são educados a dar-lhes uma resposta apropriada “devem estar no centro das preocupações dos profissionais da comunicação”.

O primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, enviou uma saudação de boas-vindas aos participantes, escrevendo que os “os media têm uma grande influência nos comportamentos, e neste mundo sem fronteiras podem ajudar a preparar as gerações futuras a construir a paz e a harmonia”.

Vídeo dedicado aos direitos das criançasBICE - Bureau International Católica da Infância

Os participantes do congresso assistiram à exibição de um vídeo sobre os direitos da infância, produzido pela SIGNIS e pelo Gabinete Internacional Católico para a Infância.

O documentário apresenta os comentários de crianças de treze países sobre questões relacionadas com respeito, pobreza, violência, família, trabalho, educação, saúde, deficiências físicas, justice e tecnologia.
Internacional | Rui Martins | 2009-10-26 | 16:04:05  Comunicações Sociais

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SIGNIS reflecte sobre «Media para uma cultura de Paz: direitos das crianças, promessa de amanhã»

Agência Ecclesia

A influência que os media exercem nas crianças pode conduzi-las a uma progressiva desumanização ou, pelo contrário, a contribuírem para a edificação da paz. É esta ambivalência que a SIGNIS (Associação Católica Mundial para a Comunicação) debate desde Sábado no seu congresso mundial, que se realiza em Chiang Mai, Tailândia.

Na mensagem que dirigiu aos participantes, Bento XVI afirma que a relação dos mais novos com os meios de comunicação social “pode perceber-se em duas direcções: por um lado são os media que formam as crianças; por outro, as crianças estão cada vez mais predispostas a responder adequadamente aos media”.

O encontro de 2009 será “um congresso de transformação”, prometeu o presidente da SIGNIS, Augustine Loorthusamy, na alocução de boas vindas.

“Se o tema do nosso congresso são os media para um cultura de paz, é porque o nosso mundo ainda está marcado por conflitos sangrentos e destrutivos. Continua-se a explorar, abusar e a matar as pessoas. A busca da paz é a razão da nossa existência. Isso é ser Igreja no mundo de hoje”, afirmou o responsável.

Construir pontes

O presidente da SIGNIS recordou que “dois terços da população mundial é jovem. São o nosso futuro e, portanto, devem ser a nossa preocupação. Se queremos que este encontro seja de transformação, tem que ser um congresso para construir pontes.”

Augustine Loorthusamy recordou que essas ligações também devem ser estabelecidas entre pessoas de diferentes credos. “Não é por acaso que este congresso se realiza num país budista. Se a SIGNIS é o braço comunicativo da Igreja, então deve levar por diante a sua missão com povos de diferentes confissões.”

O congresso, que terminará a 21 de Outubro, reúne centenas de profissionais da comunicação de todo o mundo. “Questões globais actuais sobre direitos humanos e direitos das crianças”, “Novas perspectivas sobre media e transformação social” e “O desafio de crescer numa era digital” são alguns dos temas a abordar durante o encontro.

Com Rádio Vaticano

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Associação Católica Mundial para a Comunicação fala dos direitos das crianças

Agência Ecclesia

19.10.2009

Desenvolvimento dos Debates

Está a decorrer em Chiang Mai, na Tailândia, o Congresso Mundial da Associação Católica Mundial para a Comunicação (SIGNIS). O tema em debate é “Media para uma cultura de Paz: direitos das crianças, promessa de amanhã”.

Na mensagem de boas-vindas, o presidente da Associação, Augustine Loorthusamy, afirmou que a edição 2009 será diferente, pois será “um Congresso de transformação”.

“Se o tema do nosso Congresso são os media para um cultura de paz é porque o nosso mundo ainda está marcado por conflitos sangrentos e destrutivos; os direitos de milhões de pessoas são violados”, disse.

Para o presidente da SIGNIS, este será um Congresso diferente porque no centro da atenção estão os direitos das crianças: “Dois terços da população mundial é jovem. São o nosso futuro e, portanto, devem ser a nossa preocupação. Se queremos que este Congresso seja de transformação, tem de ser um Congresso para construir pontes.”

A cerimónia de boas-vindas contou com a presença do núncio apostólico na Tailândia, D. Salvatore Pennacchio, que pediu aos comunicadores católicos que sejam servidores de Deus. Durante a celebração, realizada com danças e músicas tradicionais do norte do país, foi lida a mensagem do presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, D. Claudio Maria Celli.

“Intercâmbios pessoais, profissionais e culturais são muito importantes e, sem dúvida, vão criar novo entusiasmo no nosso trabalho de comunicadores”, afirma o arcebispo italiano, que aprovou o envolvimento de jovens e crianças em vários workshops.

“É muito importante ouvir os jovens e aprender com eles, principalmente porque frequentemente eles são os primeiros e a usar e desenvolver os media interactivos, até mesmo ensinando os adultos”.

Zilda Arns, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança no Brasil (*), foi a responsável pela conferência de ontem, falando sobre a experiência da Pastoral da Criança no campo da Comunicação e da Educação. (Com Rádio Vaticano)

Internacional | Agência Ecclesia | 2009-10-19 | 14:12:15 Comunicações Sociais

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Papa saúda Congresso da SIGNIS

Agência Ecclesia

16.10.2009

Abertura

Profissionais da comunicação juntam-se na Tailândia para debater os direitos das crianças na era da comunicação

Bento XVI enviou uma mensagem de saudação aos participantes do Congresso Mundial 2009 da Signis. O encontro que vai juntar profissionais dos media, a partir do dia 17 em Chiang Mai, na Tailândia, vai centrar-se no tema «Media para uma cultura de Paz: direitos das crianças, promessa de amanhã».

“A necessidade de uma responsabilidade no uso da mensagem e dos métodos atraem em particular os jovens”, afirma Bento XVI na sua mensagem. “A sua relação com os media pode perceber-se em duas direcções: por um lado são os media que formam as crianças; por outro as crianças estão cada vez mais predispostas a responder adequadamente aos media”, evidencia o Papa recordando aqui a sua mensagem, de 2007, para o Dia Mundial das Comunicações Sociais.

Bento XVI dá conta da sua oração para que os “trabalhos do Congresso prossigam a favor da promoção dos direitos das crianças e de forma a incentivar as comunidades a ver os direitos como uma prioridade do seu trabalho diário a favor de uma cultura de paz”.

O Congresso da Signis decorre até ao dia 21 de Outubro. São esperados centenas de profissionais da comunicação de todo o mundo e em causa vão estar «Questões globais actuais sobre direitos humanos e direitos das crianças», «Novas perspectivas sobre media e transformação social» e «O desafio de crescer numa era digital».

Internacional | Agência Ecclesia | 2009-10-16 | 10:47:54 |Comunicações Sociais

Postados por Agência Ecclesia – Portugal.

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(*) Grifo meu.

Mês do Santo Rosário

A devoção do Santo Rosário

 

Virgem do Rosário

Domingo, 04 de outubro de 2009

Mês do Santo Rosário

A devoção do Santo Rosário

A oração do Santo Rosário surge aproximadamente no ano 800 à sombra dos mosteiros, como Saltério dos leigos. Dado que os monges rezavam os salmos (150), os leigos, que em sua maioria não sabiam ler, aprenderam a rezar 150 Pai nossos. Com o passar do tempo, se formaram outros três saltérios com 150 Ave Marias, 150 louvores em honra a Jesus e 150 louvores em honra a Maria.

No ano 1365 fez-se uma combinação dos quatro saltérios, dividindo as 150 Ave Marias em 15 dezenas e colocando um Pai nosso no início de cada uma delas. Em 1500 ficou estabelecido, para cada dezena a meditação de um episódio da vida de Jesus ou Maria, e assim surgiu o Rosário de quinze mistérios.

A palavra Rosário significa ‘Coroa de Rosas’. A Virgem Maria revelou a muitas pessoas que cada vez que rezam uma Ave Maria lhe é entregue uma rosa e por cada Rosário completo lhe é entregue uma coroa de rosas. A rosa é a rainha das flores, sendo assim o Rosário a rosa de todas as devoções e, portanto, a mais importante.
O Santo Rosário é considerado a oração perfeita porque junto com ele está a majestosa história de nossa salvação. Com o rosário, meditamos os mistérios de gozo, de dor e de glória de Jesus e Maria. É uma oração simples, humilde como Maria. É uma oração que podemos fazer com ela, a Mãe de Deus. Com o Ave Maria a convidamos a rezar por nós. A Virgem sempre nos dá o que pedimos. Ela une sua oração à nossa. Portanto, esta é mais poderosa, porque Maria recebe o que ela pede, Jesus nunca diz não ao que sua mãe lhe pede. Em cada uma de suas aparições, nos convida a rezar o Rosário como uma arma poderosa contra o maligno, para nos trazer a verdadeira paz.

O Rosário é composto de dois elementos: oração mental e oração verbal

No Santo Rosário a oração mental é a meditação sobre os principais mistérios ou episódios da vida, morte e glória de Jesus Cristo e de sua Santíssima Mãe. A oração verbal consiste em recitar quinze dezenas (Rosário completo) ou cinco dezenas do Ave Maria, cada dezena iniciada por um Pai Nosso, enquanto meditamos sobre os mistério do Rosário. A Santa Igreja recebeu o Rosário em sua forma atual em 1214 de uma forma milagrosa: quando a Virgem apareceu a Santo Domingo e o entregou como uma arma poderosa para a conversão dos hereges e outros pecadores daquele tempo. Desde então sua devoção se propagou rapidamente em todo o mundo com incríveis e milagrosos resultados. (Fonte: ACI Digital)

“Quem persevera na meditação, mesmo que o demônio a tente de muitas maneiras, tenho certeza que Senhor a levará ao porto da salvação…Quem não pára no caminho da meditação, chegará ainda que tarde”. Também dizia que: “O demônio se esforça muito em afastar a pessoa da meditação porque ele sabe que as pessoas perseverantes na oração estão perdidas para ele”. Santa Teresa de Ávila

Postado por Flos Carmeli às 13:46.

“No meio das rosas…” – Homenagem – 25 de outubro de 2009

Datas de aniversário são importantes para pessoas que amam profundamente, desde que esta lembrança (declarada carinhosamente ao aniversariante em seu dia, ou não) seja sempre acompanhada de outros gestos amorosos. É o caso de minha irmã, quatro anos mais nova, portanto, passa pouco dos 40: L. de Fátima Barden Nunes (o nome é de solteira). Mora na Europa. Sua condição é legal; vive com o marido G.J. e meu sobrinho G.N.J. Que Deus proteja a todos.

Amada irmã (de todas as horas) – lembrei o dia todo de ti, neste domingo, dia 25 de outubro. Mas como decidi quebrar certas “cadeias hipócritas” há alguns anos em relação à data, tenho certo desconforto em ligar, mandar e-mail, cartão, visitar. Acho que perdi este tipo de simplicidade, que ainda preservas. Saiba no entanto, mana L., que meu coração “transborda” de amor e carinho por ti. Tal como o de Cristo Jesus e Nossa Senhora, Sua e Nossa Mãe Santíssima. O artigo abaixo, vais entender porque dedico a ti, já que és devota de Nossa Senhora de Fátima, principalmente depois daquele sonho encantador e enigmático que me falaste ao telefone, há alguns anos.

Fonte/imagem: Viver é mais do que existir…

Para L.de F.B.N. ( J.)... Com amor!
"No meio das rosas..."

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O artigo, do tipo “pergunta-resposta” é dedicado à ti, querida irmã L.de F.B.N (com o casamento J.). O questionamento ao Prof. Fedele é feito por uma jovem de vinte e cinco anos, bastante religiosa. Achei que teria proveito para ti e para quem tiver interesse em ler esta postagem. Na explicação do Prof. Fedele há muito cuidado e carinho com a preocupação com da jovem que se chama Lígia, em relação a comentários de que quem é devoto de Nossa Senhora sofrerá mais perseguições… Achei que faz sentido o temor da jovem, afinal Jesus afirma: “(…) No mundo tereis aflições, mas eu venci o mundo!”

Nós duas, principalmente, que fazemos parte de uma família, sabemos o quanto é importante o aspecto da religiosidade, isto é, o quanto uma família, a pequena (a nossa) e a grande (o seu conjunto) deve ter como centro de suas atenções as ingerẽncias do mundo na vida pessoal e espiritual de cada integrante. Nossa espiritualidade, e acho que concordas comigo, deve estar acima de tudo, mesmo que o “mundo” pareça empenhado em nos jogar, mais e mais, para baixo. Nem pensar! Neste “vale de lágrimas”, lembremos o que Santa Teresa dizia sinteticamente: “Só Deus basta”!

O texto do site do Prof. Orlando Fedele foi publicado integralmente (podia ser um trecho). Eu o respeito, tanto pela idade quanto pelo estudo  de Teologia, apesar de seru amor pela polêmica… Nisto, não há dano porque muitas inverdades vêm à tona desse modo. No caso dele, ainda que radical, é do tipo que ama a verdade. Atitude que anda rara hoje em dia…

Nesta resposta à “Lígia”, vemos que é um teólogo piedoso. Seus posicionamentos “drásticos” se dirigem mais à História do Catolicismo (ao período da Idade Média mais exatamente), e sobre algumas condutas da Igreja Pós-Conciliar. Por certo, faz avaliações “radicais”, com as quais, no geral, tendo a concordar. É o caso da Idade Média, que me inquieta. Entendo sua defesa de armadas católicas na época das invasões à espada de povos não-cristãos. Afinal, eles queriam dominar a Europa. Jornalistas sabem de tudo um pouco e têm a obrigação de sempre estar abertos para aprender mais, mais… A História não é matemática, nem é contada como quem uma câmera na mão… Os “pedaços” vão se juntando ao longo do tempo. Portanto, quem sou eu para contestar os aprofundados estudos teológicos do Prof. Fedele! Detalhe: sinto desconforto com a origem da oficialização do dia dedicado à Nossa Senhora do Rosário. Mas sei que isto é devido a viver em uma época em que jamais vi uma pessoa (graças a Deus!) ameaçar outra com uma arma. Faz sentido, não? O Papa São Pio V instituiu a devoção ao Rosário em uma dessas ocasiões – na batalha de Lepanto. O invasor não-cristão iniciou o recuo, por milagre, a partir do momento em que ele, bispos, sacerdotes, povo, príncipes e reis da região invadida dobraram os joelhos, e recitaram por horas o Rosário, sem interrupção. A devoção ao Rosário (e outubro é o mês insituído) foi proclamada oficialmente na Igreja Católica por este Papa – São Pio V (em torno do séc. XV).

Já vai longe a “missiva”, portanto, L., querida irmã, quando os corações estão unidos, são necessárias poucas palavras. Há um texto oriental que diz que Deus conta as lágrimas das mulheres… Hoje eu chorei, mas, repara: uma oração improvisada me tirou da “nuvem” de tristeza em que me envontrava. Vi tua foto… Estás muito bela, mas pelo olhar… Atenta para uma coisa:: Ele e Seus Anjos (principalmente os que são nossos Guardiães) cuidam de nós; nos confortam… Guarda em teu coração, mesmo à distância, o quanto te amo, irmã querida. Até logo…

Felicidades L., e que Deus te ilumine e abençoe. Amém.

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Fonte: Associação Cultural Monfort

PERGUNTA

Devoção à Nossa Senhora

De: Lígia

Enviada em: Segunda-feira, 17 de novembro de 2003

Localidade: Toledo, PR

Religião: Católica Apostólica Romana

Idade: 25

Escolaridade: superior completo

Saudações Professor

Parabenizo pelo site e pela seriedade com que conduz um assunto tão delicado e relevante que é a Religião.

Com relação a Maria, sou muito devota a ela, e em uma das cartas que respondeu a outra leitora, disse que quem é devoto de Maria é vítima de muitas traições. Poderia por gentileza esclarecer essa passagem e falar mais sobre Maria na história de Jesus e suas aparições na atualidade.

Grata pela atenção.

A paz de Jesus e de Maria

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RESPOSTA

Lígia

Muito prezada Professora Lígia,

Salve Maria!

Causa-me alegria receber uma carta elogiosa de uma colega de profissão, e ainda mais devota de Nossa Senhora.

Que Deus lhe pague suas palavras elogiosas ao trabalho que desenvolvo, graças a Deus, no site Montfort. Peço-he que reze a Nossa Senhora que me ajude sempre a bem responder o que se me pergunta, e acima de tudo, que me dê forças para bem defender a Igreja Católica Apostólica Romana, em cuja Fé quero viver e morrer . (“Et dans cette Foi je veux vivre et mourir” como Villon fez a mãe dele rezar, em uma das suas famosas baladas).

Professora, a senhora me pede que lhe escreva quase um tratado sobre Nossa Senhora, tanto os temas que me pede são vastos.

E, por falar em Tratado, a senhora conhece o Tratado da Verdadeira Devoção a Nossa Senhora de São Luís de Montfort, santo patrono de nosso site?

Se não o conhece, recomendo-lhe que compre imediatamente esse livro extraordinário, no qual a senhora poderá encontrar as respostas que me pede.É um livrinho pequeno em tamanho, imenso em valor, profundo em pensamento, que recomendo que leia e medite.Nele São Luís mostra que há um grande combate, na Historia, entre a Igreja e o demônio, e que assim como a serpente odeia Nossa Senhora, porque foi ela que possibilitou que o Verbo de Deus se encarnasse, assim ele detesta os verdadeiros devotos de Maria Santíssima.

Já no início da História, quando Deus expulsou Adão e Eva do Paraíso terrestre, Deus onipotente amaldiçoou a serpente, dizendo-lhe: Inimicitias ponam, isto é, “Porei inimizades”, entre ti e a Mulher, entre a tua raça e a dela, e Ela mesma te esmagará a cabeça, e tu lhe farás ciladas ao calcanhar” ( Gen. III, 15).Portanto, Deus estabeleceu uma inimizade, um ódio entre os filhos do demônio e os filhos da Virgem. Filhos do demônio, como explicou Jesus no Evangelho, (Jo. VIII, 44), filhos do demônio são todos aqueles que querem fazer a vontade do diabo, pai da mentira e assassino desde o começo. Filhos da Virgem são todos aqueles que reconhecem Maria como Mãe de Deus, da qual querem fazer a vontade dela.

É claro que esses dois grupos de homens, querendo coisas opostas, se combatem, e só podem se combater. Há pois uma luta na História entre os filhos das trevas e os filhos da luz. E o demônio faz ciladas ao calcanhar da Virgem, isto é, procura prejudicar os pequenos que a servem.

Canta-se na Liturgia das Horas que Nossa Senhora, sozinha, esmagou toda a heresia. E heresia no singular, como se diz que o demônio é pai da mentira no singular.

Por que mentira no singular?

Porque, no fundo, como há uma só Fé verdadeira, só pode haver uma só mentira, que é a Gnose, doutrina que afirma a divindade do homem, porque a grande tentação do homem é ser Deus.

Como o homem é composto de corpo e alma, a deificação pode ser buscada ou no corpo — e é materialismo panteísta, — ou só na alma, e se cai na Gnose propriamente dita, que afirma a divinização do espírito, condenando a matéria, o corpo.

Por isso fez Deus a língua única da serpente bífida, dividida em duas pontas, para simbolizar a divisão da única tentação, a de sermos deuses, ou panteisticamente, ou gnosticamente. Ora, Nossa Senhora, aceitando ser a Mãe do Verbo de Deus encarnado, esmagou tanto o Panteísmo como a Gnose.

Esmagou o Panteísmo, porque Cristo Filho de Maria, era o Verbo, a Sabedoria de Deus, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.Esmagou a Gnose, porque o Verbo de Deus tomou carne em Maria, e de Maria. Ele nasceu “ex Maria Virgine. Et homo factus est”. Nasceu de Maria Virgem e se fez homem. É o que cantamos no Credo, em todas as Missas.

E foi por Maria que o Verbo se encarnou, e viveu entre nós, “cheio de graça e de verdade”, ” Plenum gratiae et veritatis”.

Explica Hugo da Abadia de São Victor, que o olho humano é feito para a luz, e entretanto, ele não pode contemplar o sol que o cegaria se olhado diretamente.E a inteligência humana é feia para contemplar a Verdade divina, mas ficaria “cega” se a contemplasse diretamente, porque a Luz de Deus, a Verdade divina, o Verbo, Sol da Verdade é infinito, e não podemos abarcá-lo.

Entretanto, Deus se encarnou, o Verbo, Verdade de Deus se fez homem, e pudemos contemplá-lo diretamente, sem ficarmos cegos porque a Luz da Divindade, nEle, estava velada pela humanidade de Cristo.

Por isso, a Idade Média inventou o vitral. Pelo vitral, podemos contemplar a luz do sol sem que fiquemos cegos. E a luz do sol passa pelo vitral sem parti-lo. Assim também, a Luz de Deus, o Verbo, a Sabedoria de Deus se fez homem em Maria, sem que sua virgindade imaculada fosse quebrada. E a luz de Deus passou por Maria, e brilhou para nós em Cristo homem, que era cheio de graça e de verdade, e nós podemos ver a sua glória de Unigênito de Deus, sem sermos cegados por sua luz infinita.

Maria Santíssima é, pois, o vitral de Deus.

Por isso, a Idade Média a colocava no centro das rosáceas das catedrais góticas.

Ora, a luz do sol é, em certo sentido, simples. Entretanto, ao passar por um prisma, a luz simples se refrata, espalhando as sete cores.

Assim também, a Luz de Deus é absolutamente simples, mas ao passar por Maria, cheia de graça, a Luz divina se “refrata” e Maria difunde as virtudes de Deus por todos os homens. Daí, dizer-se que Nossa Senhora é Medianeira de todas as graças, visto que é por Maria que Cristo nos concede todas as suas graças, assim como o prisma difunde todas as cores da luz.

Nossa Senhora, prisma de Deus, é a Medianeira de todas as graças. E os protestantes, repudiando Maria, repudiam todas as graças de Cristo.

Não me impeço, então, de citar aqui um poeta exímio — e muito mau –, Dante Alighieri, que escreveu, apesar de sua péssima doutrina pessoal, uma belíssimo louvor à Virgem Maria, (do qual faço uma bem miserável tradução livre, para facilitar a compreensão):

“Vergine Madre, figlia del tuo Figlio,

umile e alta più che creatura,

termine fisso d´etterno Consiglio,

Tu se´colei che l´umana natura

nobiliasti sì, che `l suo fattore

non disdegnó di farsi sua fattura.

Nel ventre tuo si raccese l`amore

per lo cui caldo nell`etterna pace

così è natto questo fiore.

Qui se´a noi meridiana face

di caritate, e giuso, intra i mortali,

se´di speranza fontana vivace.

Donna, se` tanto grande e tanto valli,

che qual vuol grazia ed a te non ricorre,

sua disianza vuol volar sanz` alli.

La tua benignià non pur socorre

a chi domanda, ma molte fiate

liberalmente al dimandar precorre.

In te misericordia, in te pietate

in te magnificenza, in te s`aduna

quantunque in creature é di bontate”

Virgem Mãe, filha de teu Filho,

humilde e mais excelsa que qualquer criatura,

objetivo fixo da eterna Sabedoria.

Tu és aquela que a natureza humana

enobreceste de tal modo que o seu autor

não desprezou fazer-se sua feitura.

Em teu seio, se reacendeu o amor.

por cujo ardor na eterna paz [do céu]

assim germinou esta flor [do conjunto dos bem aventurados em torno de Deus]

Aqui, [no céu] tu és para nós meridiana face

de caridade, e lá em baixo, entre os mortais,

tu és de esperança, fonte viva.

Mulher, tu és tão grande e vales tanto,

que quem quer graça e a ti não recorre,

seu desejo é o de voar sem ter asas. [Parece que Dante escreveu este terceto pensando nos protestantes]

A tua benignidade não socorre apenas

a quem pede, mas muitas vezes,

generosamente precede ao pedir.

Em ti misericórdia, em ti piedade,

em ti magnificência, em ti se reúne

tudo quanto na criatura há de bondade”.

(Dante, Divina Comédia, Paradiso, XXXIII, 1-21).

Prezada Professora Lígia, esta carta já vai bem longa, e como tenho mais 190 cartas em minha caixa de entrada, deixo de lhe responder, hoje, sobre as aparições de Nossa Senhora, em nossos tempos, porque é um outro tema, que desejaria tratar longamente.

Peço-lhe pois, que me desculpe a incompletude desta resposta, que completarei noutra ocasião.

E para que essa resposta prometida não fique para as calendas gregas, peço-lhe que me escreva de novo, lembrando-me de minha dívida.

In Corde Jesu, semper,

Orlando Fedeli.

“Nas ocasiões em que lhe parecia ter sido abandonada pelo céu e pela terra, era imperturbável sua paciência e conformidade com a vontade de Deus. No SS. Sacramento, achava a forma necessária para a luta e para a vitória.” – sobre Santa Teresa de Ávila (ou de Jesus) – Carmelo Santa Teresa (Itajaí-SC)

Para relembrar: a citação da fonte traz a íntegra de um tema – jamais é um resumo; se assim fosse se chamaria matéria jornalística, que se baseia em várias fontes, sejam impressas ou factuais, certo? Confira o site do Carmelo Santa Teresa em sua totalidade. Prima pela simplicidade e a o mesmo tempo, profundidade e beleza. Nunca fui até o Mosteiro das Irmãzinhas Carmelitas Descalças de Itajaí-SC, e por isto não sei explicar, mas, no conjunto do site, as irmãs consagradas  me inspiram o seguinte: sensibilidade, despojamento, sinceridade. Portanto, mostram amor às criaturas e à natureza. Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz queriam isto das congregações que fundaram. Que Deus continue contemplando as suas necessidades, e que sempre  as abençoe com muito amor e com toda a paz que é possível neste mundo. Amém.

Esta biografia de Santa Teresa é muito rica em detalhes, além de estar carregada de intenso amor pela “madre e mestra” das Carmelitas Descalças; este carinho que se estende ao ramo masculino, fundado por São João da Cruz. Em breve publicarei algo mais sobre este santo, que, na minha visão era um religioso cândido, muito inteligente, simples, obstinado e extremado no amor a Deus Pai, nosso Criador.

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Fonte: CARMELO SANTA TERESA – MOSTEIRO DAS IRMÃZINHAS CARMELITAS DESCALÇAS (Itajaí-SC)

Santa Teresa Dávila (ou de Jesus)

Santa Tereza nasceu em Ávila, na Espanha, no ano de 1515. A educação que os pais deram a ela e ao irmão Roderico, foi a mais sólida possível. Acostumada desde pequena à leitura de bons livros, o espírito da menina  não conhecia maior  encanto que o da vida dos  santos mártires.   Tanto a impressionou esta leitura que, desejosa de encontrar o martírio, combinou com o irmão a fuga da casa paterna, plano que  realmente tentaram executar, mas que se tornou irrealizável, dada a vigilância dos pais.

A idéia e o desejo do martírio ficaram, entretanto, profundamente gravados no coração da  menina. Quando tinha 12 anos, perdeu a boa mãe. Prostrada diante da imagem de Nossa Senhora,  exclamou: “Mãe de misericórdia, a vós escolho para serdes minha Mãe.  Aceitai esta pobre órfazinha no número das vossas  filhas”.  A proteção admirável que experimentou durante toda a vida, da parte de Maria Santíssima,  prova que esse pedido foi atendido.

Deus permitiu que Teresa por algum tempo, enfastiando-se dos livros religiosos, desse preferência a  uma leitura profana, que poderia  pôr-lhe em perigo a alma. Também umas relações demasiadamente íntimas com parentes, um tanto levianas, levaram-na ao terreno escorregadio da vaidade.  O resultado disto tudo foi ela perder o primitivo fervor,  entregar-se ao bem-estar, companheiro fiel da ociosidade, sem entretanto chegar ao extremo de perder  a inocência.

O pai, ao notar a grande mudança que verificava na filha,  entregou-a aos cuidados  das  religiosas agostinianas.  A conversão foi imediata e firme. Uma grave enfermidade obrigou-a a  voltar para a casa paterna. Durante esta doença, percebeu o profundo desejo de abandonar o mundo e  servir a Deus, na solidão dum claustro. O pai, porém,  opôs-se a esse plano, no que foi contrariado por Teresa, que fugiu de casa, para se internar num mosteiro das Carmelitas, em Ávila. No meio do caminho lhe sobreveio uma grande repugnância pela vida religiosa, e por um pouco teria desistido da idéia. Vendo em tudo isto uma cilada do inimigo de Deus e dos homens,  seguiu resolutamente o caminho e ao transpor o limiar do mosteiro,  os receios e  escrúpulos deram lugar a uma grande calma e alegria no coração.

Durante o tempo do noviciado,  foi provada por outro relaxamento no fervor religioso que, aliás,  pouco tempo durou.  Deus mais uma vez lhe tocou o coração, mas de uma maneira tão sensível que Teresa, debulhada em lágrimas, prostrada diante do crucifixo, disse; “ Senhor, não me levanto do lugar onde estou,  enquanto não me concederdes a graça e fortaleza  bastantes, para não cair mais em pecado e servir-vos de todo coração, com zelo e constância”.  A oração foi ouvida e de uma vez para sempre, ficou extinto no coração de Teresa o amor ao mundo e às criaturas e restabelecido o zelo pelas coisas de Deus, do seu santo serviço.

Foi-lhe revelado que essa conversão era o resultado da intercessão de Maria Santíssima e  de São José. Por isso, teve sempre profunda devoção a S. José e muito trabalhou para difundir este culto na Igreja.

Profunda era a dor que sentia dos pecados cometidos e dolorosas eram as penitências que fazia, se bem que os confessores  opinassem que nenhuma dessas faltas chegava a ser grave.   Em visões lhe foi mostrado o lugar no inferno, que lhe teria sido reservado, se tivesse seguido o caminho das vaidades. De tal maneira se  impressionou com esta revelação, que resolveu restabelecer a Regra carmelitana,  em todo o rigor primitivo. Esse plano, embora tivesse a aprovação do papa Pio IV,  a mais decisiva resistência encontrou da parte do clero e  dos religiosos. Teresa, porém,  tendo a intenção de agir por vontade de Deus, pôs mãos à obra e venceu.

Trinta e dois  mosteiros (17 femininos e 15 masculinos) foram por ela fundados e outros tantos reformados.  Em todos, tanto no convento dos religiosos, como das religiosas, entrou em vigor a  antiga regra. São João da Cruz foi quem assumiu e escreveu as regras para o segmento masculino, a pedido de Santa Teresa.

Em sua biografia há capítulos ( os 11 e os seguintes), que dão testemunho da intensidade da  sua vida interior.  O que diz sobre os quatro degraus da oração, isto é, sobre o recolhimento, a  quietação, a união e o arrebatamento, é realmente aquilo que a oração da sua festa chama “pábulo da celeste doutrina”. Graças extraordinárias a acompanhavam constantemente como fossem: comunicações diretas divinas, visões, presença visível de Cristo.

Um anjo traspassou seu coração com uma seta de fogo, fato este que a Ordem carmelitana comemora na festa da transverberação do coração de Santa Teresa, em 27 de agosto.

Doloroso foi o caminho da cruz pelo qual a  Divina Providência a quis levar e não faltou quem lhe envenenasse as  mais retas intenções, quem em suas medidas de  reforma visse obra do demônio, e intervenção direta diabólica. A calma lhe voltou, quando em 1559, se confiou à direção de São Pedro de Alcântara.

Não tardou que, em 1576, no seio da Ordem se levantasse uma grande tempestade contra a reforma. Veio a proibição de novas fundações, e Teresa viu-se obrigada a se recolher a um dos conventos.  Parecia ter-se declarado o fracasso da sua obra: Foi, quando interveio o rei Felipe II. A perseguição afrouxou só pouco a pouco e, em 1580, o Papa Gregório XIII declarou autônoma a província carmelitana descalça.

Esta obra sobre-humana não teria tido o resultado brilhante que teve, se não fosse a  execução da vontade divina e se Teresa não tivesse sido toda de Deus, possuidora das mais excelentes e sólidas virtudes, dotada de grande inteligência e senhora de profundos conhecimentos teológicos.

Santa Teresa teve o dom de  ler nas consciências e predizer coisas futuras, não lhe faltou a cruz dos sofrimentos físicos e morais. No seio das maiores provações, nas ocasiões em que lhe parecia ter sido abandonada pelo céu e pela terra, era imperturbável sua paciência e conformidade com a vontade de Deus. No SS. Sacramento, achava a forma necessária para a luta e para a vitória.

Sob  o impulso de uma graça especial fez o voto de fazer sempre aquilo que a consciência lhe dizia ser o mais alto grau da vida mística. Os numerosos escritos, asseguraram-lhe um dos primeiros lugares entre os místicos.

Oito anos antes de deixar este mundo, foi-lhe revelada a hora da morte. Sentindo esta se aproximar, dirigiu uma fervorosa ordem  a todos os conventos de sua fundação ao ou reforma. Com muita devoção recebeu os santos Sacramentos, e constantemente rezava jaculatórias sobre esta: “ Meu Senhor, chegou afinal a hora desejada, que traz a  felicidade de ver-vos eternamente.“ – Sou uma filha de Vossa Igreja. Como filha de Igreja Católica, quero morrer.”   – Senhor, não me rejeiteis a Vossa face. Um coração contrito e humilhado não haveis de desprezar”.

Santa Teresa morreu em 1582, na idade de 67 anos. Logo após sua morte, o corpo da Santa exalava um perfume deliciosíssimo. Até o presente dia se conserva intacto.

Seu coração, apresentando larga e profunda ferida, acha-se guardado num precioso relicário na Igreja das Carmelitas em Alba.

“São Pedro de Alcântara, consciente de que no seguimento de Cristo nunca se pode dizer que se tenha alcançado a meta e que sempre se pode bater o próprio recorde, se lançou atrás da mais alta santidade, sem olhar o preço que isso lhe pudesse custar, atraindo a si os que, como ele, se sentiam inquietos e desejosos de alcançar a perfeição.” – Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil (19 de outubro)

São Pedro de Alcântara, monge e prior franciscano, confessor, diretor espiritual, e idoso amigo de Santa Teresa de Jesus. Co-Padroeiro do Brasil.

Fonte:  Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

SÃO PEDRO DE ALCÃNTARA

Dados biográficos

Atualidade de São Pedro de Alcântara

O Padroeiro do Brasil

Sobre São Pedro

Oração

“Para dentro e para fora da Ordem”

Sua vida tem duas vertentes bem diferenciadas e, ao mesmo tempo, complementares: para dentro e para fora da Ordem. Para dentro, foi homem de governo, desempenhando o ofício de guardião, mestre de noviços, definidor provincial e ministro provincial; e reformador da vida franciscana em seus aspectos fundamentais. Para fora, foi homem de conselho e de discernimento, acompanhando espiritualmente homens e mulheres que, sabedores de sua santidade e vida espiritual, a ele recorriam: Carlos V, que o chamou a Yuste para falar de sua alma; reis e infantes de Portugal; condes de Oropesa; Rodrigo de Chaves, a quem dedicou seu “Tratado da Oração e Meditação”; Santa Teresa de Ávila e São Francisco Borja.

Frei Pedro viveu um momento histórico, um tempo marcado por intensa inquietude espiritual e grande desejo de renovação de vida. Tempo, como diz um cronista da época, “em que todo o mundo queria entrar no paraíso”. Eram tempos carregados de intensa vida eclesial: celebração de dois Concílios ecumênicos: o Latrão V e o de Trento; três anos santos: o de 1500, com Alexandre VI, o de 1525, com Clemente VII, e o de 1550, com Júlio III; nascimento de numerosas Ordens religiosas: mínimos, barnabitas, teatinos, jesuítas, irmãos de São João de Deus, ursulinas. Tempos de grandes iniciativas missionárias, particularmente na América por obra dos mendicantes, e na Ásia, pelos jesuítas. Eram tempos também de grandes reformas ao interno da Igreja, particularmente a reforma teresiana, e de muitas outras reformas contra a Igreja: a de Martinho Lutero, na Alemanha; a de Henrique VIII, na Inglaterra e Irlanda; a de Calvino, na Escócia; a da igreja nacional na Holanda.

A Ordem dos Frades Menores participou plenamente dessas ânsias de profunda renovação e de dinamismo missionário: início da reforma capuchinha; fortaleceu-se o trabalho missionário da Ordem no Novo Mundo, iniciado pelos chamados “XII Apóstolos”, que saíram para o México em 1523, renovou-se e cresceu com a chegada de mais 150 missionários; na Espanha consolidou-se a reforma dos descalços, iniciada por Frei Juan de Puebla e Frei Juan de Guadalupe e estruturada definitivamente por Frei Pedro de Alcântara com suas Ordenações. Uma reforma que logo se estendeu pela Espanha inteira, Portugal, Brasil, México e Filipinas e que tinha como motor a “estreitíssima observância” da Regra Bulada de São Francisco, lida à luz do Testamento, sem glosas nem comentários acomodatícios.

Como Provincial, Frei Pedro entregou-se aos ofícios humildes, dedicou-se com carinho aos irmãos leigos. Cuidou dos doentes e adotou como lema de sua vida o pensamento de São Pascoal Bailón: “É preciso ter para com Deus um coração de menino, para com o próximo um coração de mãe, e para consigo mesmo um coração de juiz.”

A espiritualidade de São Pedro de Alcântara era de uma profundidade tão grande, que sem interromper a contemplação dedicava-se  aos seus deveres de estado. Acima de todos os êxtases ele colocava as obras de misericórdias, o servir Cristo na pessoa dos pobres. Frei Pedro escreveu o “Tratado da Oração e Meditação”.

Frei Pedro foi testemunha privilegiada de todos esses acontecimentos e participou ativamente em muitos deles. Apesar de seu gosto pela solidão e pela oração, não se recusou aos pedidos de conselho e orientação que pequenos e grandes, nobres e plebeus, santos e pecadores lhe faziam para se sentirem seguros nos caminhos da santidade.

São Pedro, consciente de que no seguimento de Cristo nunca se pode dizer que se tenha alcançado a meta e que sempre se pode bater o próprio recorde, se lançou atrás da mais alta santidade, sem olhar o preço que isso lhe pudesse custar, atraindo a si os que, como ele, se sentiam inquietos e desejosos de alcançar a perfeição. No momento em que muitos de seus conterrâneos se lançavam à descoberta e conquista de novos mundos e glórias humanas, Frei Pedro de Alcântara, como um dia fizeram Paulo de Tarso e Francisco de Assis, deixou tudo para ganhar Cristo e viver nele (cf. Fl 3,8).

Sua memória histórica continua viva por onde passou: El Palancar (Cáceres), lugar despojado, rico de solidão e recolhimento, pedra angular de sua reforma, modelo e referência de todas as outras fundações. Frei Pedro, que considerava a alegria espiritual “remo sem o qual não se pode navegar”, começou aqui a última etapa de sua vida; Arrábida, em Portugal, experiência de vida penitente e contemplativa, na qual o importante era manter vivo o “espírito de oração e devoção” com gestos concretos, com a busca intensa da presença de Deus, com “a mente e o coração voltados para o Senhor” (Rnb 22,19); Solitudine, em Piedimonte Matese (Itália), lugar de rigoroso silêncio, de intensa oração e penitência; Arenas de San Pedro (Ávila), com suas ermidas e capelas para recolhimento e solidão orante, onde repousam os restos mortais deste homem que, apesar de sua “áspera penitência – no dizer de Santa Teresa era muito afável… e de privilegiada inteligência”.

Frei Giacomo Bini, então Ministro Geral da OFM,  em outubro de 1999, por ocasião do V Centenário de Nascimento de São Pedro de Alcântara.