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Archive for janeiro \31\-03:00 2012

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 Aluizio José da Mata - Confrade da Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP) - Sete Lagoas (MG)In Memoriam – Aluizio José da Mata

Confrade da Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP)

 Sete Lagoas (MG)

Fonte/imagem/artigo:  Diário Católico – MG

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Logo abaixo, com tristeza, apresento a notícia do falecimento exatamente há um ano atrás, de meu amigo virtual e administrador da lista de oração “Texto-Meditação” – Aluizio da Mata, da qual fui assinante durante cinco anos. Lamentamos sua partida, mas temos o conforto que dele ter sido um homem bom, de Fé sólida, solidário e atuante como confrade da Ordem Secular  Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP), de Sete Lagoas, Minas Gerais. (LBN)

Aluizio faleceu aos 27 de Janeiro de 2011.
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Último artigo, em janeiro de 2011…

MARIANA: NÃO DÁ PARA ESPERAR MAIS…  – 13 janeiro 2011

Aluizio da Mata

Não sei se todos os que estão lendo este artigo, conhecem a história da Mariana.
Ela tem seus quatro anos de vida e tem lutado para mantê-la como uma guerreira. Portadora de leucemia, ela passou por todos os tratamentos necessários: quimioterapia, radioterapia, internações e mais internações, espera de um doador de medula óssea compatível…
E muitas orações. Depois de vários meses, foi encontrado o doador que poderá salvar a sua vida. É um menino americano, cujo nome nem sabemos. Depois de muitos preparos, exames e orações o transplante foi feito. A expectativa de que não houvesse rejeição do organismo que recebeu o transplante durou alguns dias e finalmente pôde-se dizer que ele teve o sucesso esperado. A medula da Mariana começou a funcionar. Mas, aí vem o que ninguém esperava. De tantos remédios, de tantos tratamentos, de tantas internações, eis que o quadro físico da Mariana começa a cobrar e ela tem passado a maior parte do tempo sobrevivendo por meio de aparelhos, com as funções dos pulmões muito afetadas, rins sem funcionar, com muito sangramento interno, está toda inchada e drenos em muitas partes do corpo.

É muito sofrimento para uma menina que nem começou a viver direito. Não falo do sofrimento dos pais, parentes e amigos, pois seria desnecessário. Basta o sofrimento dela. Agora mesmo fiquei sabendo que o pai dela, Érico, foi internado com comprometimento muito sério no fígado.

Aí vem o questionamento: Por que será que tudo isso está acontecendo?
Não tenho resposta e duvido que alguém a tenha. Eu pensava em escrever um artigo sobre a Mariana quando ela deixasse o hospital, livre de todo esse pesadelo, mas não dá para esperar mais. Seu estado de saúde se agravou bastante. A finalidade do artigo é de insistir no pedido de orações para ela e para todas as pessoas que estão na mesma situação. Não sei o que Deus tem reservado para ela, mas seja o que for, é preciso que tenhamos fé na misericórdia d’Ele. O pedido insistente de ajuda é válido. Jesus mesmo ensinou isto dizendo que uma pessoa que possa ajudar a outra ajudará mesmo que seja para se livrar do importuno. Como estava se referindo ao ser humano, imagine Deus recebendo nossos insistentes pedidos por uma pessoa doente…

 A PARÁBOLA DA INSISTÊNCIA

Disse-lhes ainda Jesus: Qual dentre vós, tendo um amigo e este for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, pois um amigo meu, chegando de viagem, procurou-me e eu nada tenho que lhe oferecer. E o outro lhe responde lá de dentro, dizendo: a porta já está fechada e os meus filhos comigo já estão deitados. Não posso levantar-me para tos dar; digo-vos que, se não se levantar para dar-lhos, por ser seu amigo, todavia o fará por causa da importunação, e lhe dará tudo o de que tiver necessidade (Lc 11, 5-8). A compaixão pelo amigo cansado e faminto leva aquele homem a importunar seu amigo vizinho, em momento impróprio. O que o levara a tomar aquela atitude era a situação de grande necessidade do amigo? Ele não decide importunar pelo simples prazer de importunar, mas porque foi constrangido pela necessidade do amigo. Sua insistência foi sua vitória. Veja como esta parábola pode nos ajudar a sermos mais insistentes em nossa vida de oração.

Hoje à tarde, conversando com o confrade Obed, ele me relatou diversos casos que presenciou, onde a mão de Jesus se fez sentir para curar pessoas doentes. Mas, ele disse que sempre houve antes de cada cura muita fé nas orações interpostas. Então, amigos católicos (Vicentinos, participantes de Grupos de Oração, participantes de Grupos na internet), membros de outras igrejas, está na hora de “importunarmos” o nosso Deus para que Ele derrame as graças necessárias para que o quadro clínico da Mariana seja revertido.

Jesus, que curou os leprosos, os coxos, os cegos e tantas outras pessoas que necessitavam de sua ajuda, volte seu olhar para a Mariana. Dê-lhe mais tempo de vida e encaminhe-a para ser um exemplo de Vossa misericórdia.
Amém.

SIMPLICIDADE VICENTINA – 9 janeiro 2011
Texto: Aluizio da Mata

Muitas coisas me encantam na Sociedade de São Vicente de Paulo. Uma delas é a simplicidade.
Uma pessoa que não seja vicentina e esteja acostumada a participar de reuniões de clubes sociais ou políticos há de estranhar, e muito, se assistir a uma reunião de uma de nossas Conferências Vicentinas.

Para começar, não verá tratamento diferenciado para qualquer pessoa, seja um médico, seja um mecânico, seja um grande empresário ou um dono de um pequeno comércio, seja um simples aposentado ou uma dona de casa. Todos são tratados igualmente.
Não há lugar de honra a ser ocupado por ninguém. Se alguém se senta à frente de todos é apenas para dirigir a reunião ou para ajudar o presidente nas tarefas de secretaria e tesouraria.

Todos os demais membros da conferência ficam sentados em cadeiras simples, às vezes até duras demais para corpos tão cansados da labuta do dia a dia. Ninguém se arvora a ser melhor do que qualquer dos confrades ou consócias. Não há diferença de tratamento, mesmo que a pessoa seja uma autoridade ou figura proeminente na sociedade civil. Uma prova do que estou falando vemos em momentos da reunião. Na chamada, os nomes são simplesmente os nomes. Nenhum título é colocado. A coleta financeira semanal é secreta, atitude sábia, pois ninguém sabe o que o outro colocou dentro da sacola. Todos os donativos entregues aos necessitados são em nome da Conferência, mesmo que ele tenha sido dado por um dos seus membros. Talvez, as únicas pessoas que possam ter um tratamento um pouco diferenciado sejam os participantes do clero, não por sua causa pessoal, mas por representar Jesus perante a humanidade. Infelizmente, são poucas as ocasiões que eles nos visitam.

Em qualquer reunião de Conferência, nota-se a simplicidade em tudo. Se olharmos em volta de nós em uma das nossas reuniões semanais, veremos a maioria dos presentes com roupas simples, podemos até dizer, bem ao estilo das pessoas sem vaidades. Todos conversam entre si, antes e depois da reunião. Impera, na grande maioria das vezes, uma amizade sincera. Todos sentem prazer em encontrar alguém e bater aquele papinho.

A Sociedade de São Vicente de Paulo é uma entidade interessante, pois não procura se engrandecer. Não faz propaganda do seu trabalho semanal e, às vezes, até diário. Quase não se vê reportagem de rádio, televisão, jornal ou revista dando ciência à população do trabalho que fazemos. Nas grandes catástrofes, em qualquer parte do mundo, os Vicentinos estão presentes lá, ajudando; mas, ninguém é entrevistado. Nenhum confrade ou consócia tem seu retrato estampado na mídia. Nessas ocasiões, muitas entidades e clubes de serviço fazem questão de lá comparecer, e isso é bom, pois a caridade não é monopólio de ninguém. Mas, normalmente, elas e eles são destacados pela mídia.

Outra coisa que a SSVP proporciona é a nossa satisfação em poder ajudar, não porque queiramos que haja pobres para efetuarmos o nosso apostolado, mas por sentir que somos úteis, sem esperar nenhum reconhecimento, já que “pobres sempre tereis convosco”, como disse Jesus.

A Sociedade de São Vicente de Paulo incorporou bem os ensinamentos de Jesus, principalmente aquele que diz: “Não saiba a tua mão esquerda o que fez a tua mão direita”, querendo dizer que a divulgação de toda ajuda feita ao necessitado já terá tido a sua recompensa, ao contrário daquela feita em silêncio, que terá a recompensa no Céu. Por ser uma entidade simples, que vive fazendo a caridade, tem ela a proteção de Deus e isso é garantia de que continuará existindo enquanto for movida pela caridade e pela simplicidade.

Textos escritos por  Aluizio da Mata (Confrade da Sociedade São Vicente de Paulo- SSVP – Sete Lagoas – MG)

 

 

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“Papa apela ao silêncio no dia dos jornalistas” – 24 de janeiro – Dia de São Francisco de Sales – Padroeiro dos jornalistas e escritores católicos

Fonte: www.expresso.pt

13:00 Terça feira, 24 de janeiro de 2012

Papa apela ao silêncio no dia dos jornalistas

É dia de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas. E Bento XVI aproveita a oportunidade para lembrar como “o silêncio é precioso”.
Rosa Pedroso Lima


Bento XVI: «É necessário criar um ambiente propício,

quase uma espécie de ‘ecossistema’ capaz de equilibrar

silêncio, palavra, imagem e sons»
Pier Paolo Cito/AP

Como já vem sendo habitual, Bento XVI volta a supreender com um discurso que está bem longe do main stream. Aproveitando o dia de São Francisco Sales – que a Igreja designou como padoreiro dos jornalistas – o Papa apresentou a sua mensagem ao Dia Mundial das Comunicações Sociais, que este ano se celebrará a 20 de Maio.

“Silêncio e palavra: caminho de evangelização” é o título dado à mensagem papal. E, retomando a antiga tradição – aliás patente em várias religiões – que destaca o papel do silêncio na comunicação humana, Bento XVI apela a que se encontre um equilíbrio entre os momentos de palavra e os momentos de silêncio. Trata-se, segundo o Papa, de “dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas”.

“O silêncio é parte integrante da comunicação”, afirma, sublinhando que é na parte não dita da Comunicação que se “abre um espaço de escuta recíproca e se torna possível uma relação humana mais plena”. Para além, claro, de ser no silêncio que “escutamo-nos e conhecemo-nos melhor a nós mesmos”.

Depois de já ter sublinhado a importância das novas tecnologias no desenvolvimento das comunicações e de ter ‘aberto’ o Vaticano às novas tecnologias – como o Twitter ou as páginas online – o Papa defende uma espécie de nova ordem da comunicação. “O homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidade que não sente”, esclarece o Papa. “É necessário criar um ambiente propício, quase uma espécie de ‘ecossistema’ capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagem e sons”, conclui.

Publicado em http://www.expresso.pt/.
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Fonte/imagem: Salesianos de Dom Bosco  
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Fonte: http://oblatosamlat.cybermeme.net/ 

A VIDA DE SÃO FRANCISCO DE SALES

Os anos convulsionados na França, depois da Reforma Protestante, formaram o pano de fundo da vida de Francisco de Sales. Ele nasceu no dia 21 de agosto de 1567 de uma família nobre, no reino da Sabóia, situado entre a França, Itália e Suíça. Ele estudou no Colégio de Clermont dos Jesuítas, em Paris, e na Universidade de Pádua, onde se doutorou no Direito Canônico e  Civil.

Sendo estudante em Paris, teve que enfrentar a tempestade de uma severa crise espiritual, ao sofrer a tentação de desespero referente à predestinação.

Para o seu pai, foi uma grande decepção que Francisco não aceitou uma carreira esplêndida no mundo, mas preferiu o sacerdócio. Depois da ordenação, o seu bispo oenviou como jovem missionário para Chablais, distrito da Sabóia, por quatro anos. Lá ficou famoso por seus folhetos em defesa da fé e, mal e mal, se escapou de um atentado contra sua vida. Os seus escritos dessa  época foram publicados com o título

Controvérsias e a Defesa do Estandarte da Santa Cruz. Ao finalizar o seu apostolado de missionário, ele tinha persuadido cerca de 72.000 Calvinistas a voltar para a Igreja Católica.

Foi ordenado bispo de Genebra em 1602, mas residia em Annecy (agora situada na França), já que  Genebra estava sob o domínio dos Calvinistas e ficou fechada para ele.

Sua diocese tornou-se muito conhecida na Europa por motivo de sua organização eficiente, seu clero zeloso e os leigos bem esclarecidos — uma realização monumental naquela época. A sua fama como diretor espiritual e escritor aumentava.

Convenceram-no que reunisse, organizasse e expandisse suas muitas cartas sobre assuntos espirituais e as publicasse. É o que ele fez em 1609, com o título Introdução à Vida Devota. Essa se tornou a sua obra mais famosa e, ainda hoje, é uma obra clássica que se encontra nas livrarias no mundo inteiro. Mas o seu projeto especial foi o escrito do Tratado do Amor de Deus, fruto de anos de oração e trabalho. Este também continua sendo publicado hoje. Ele queria escrever também uma obra paralela ao Tratado, ou seja, sobre o amor ao próximo, mas a sua morte no dia 28 de dezembro de 1622, aos 55 anos de idade, o impossibilitou. Além das obras mencionadas acima, suas cartas, pregações e palestras ocupam cerca de 30 volumes. O valor permanente e a popularidade dos seus escritos levou a Igreja a conceder-lhe o título de Padroeirode Escritores Católicos.

Francisco aceitou em sua casa um jovem com dificuldade de audição e criou uma linguagem de símbolos para possibilitar a comunicação. Essa obra de caridade conduziu a Igreja a dar-lhe um outro título, ou seja, o de Padroeiro dos de Difícil Audição.

Ele colaborou com Santa Francisca de Chantal na fundação da ordem religiosa das Irmãs da Visitação de Santa Maria, conhecidas pela simplicidade da sua regra e tradições e por sua abertura especial a viúvas. Foi através da persistência de uma destas irmãs, uns 250 anos mais tarde, a Madre Maria de Sales Chappuis, que um sacerdote de Troyes, na França, Luís Brisson, fundou os Oblatos de São Francisco de Sales, uma comunidade de sacerdotes e irmãos, dedicados à vida  e divulgação do espírito e dos ensinamentos de São Francisco de Sales. Padre Brisson fundou também uma comunidade de irmãs com o mesmo nome, Oblatas de São Francisco de Sales.

O espírito e a fama de Francisco e a influência dos seus escritos se estenderam rapidamente depois de sua morte. A Igreja o declarou santo formalmente em 1665 e  lhe deu o título excepcional de Doutor da Igreja em 1867 – um título outorgado só a uns 30  santos na história da Igreja que são famosos por seus escritos. A sua festa a Igreja celebra no dia 24 de janeiro.

Diferente de muitos santos,cujas vidas,repletas de acontecimentos maravilhosos, parecem estar fora do alcance de cristãos comuns, a vida de Francisco de Sales não apresenta nada de sensacional. Os seus ideais de moderação e caridade, de gentileza e humildade, de alegria e entrega à vontade de Deus são expressos com uma sensatez que anima os fracos e alimenta os fortes, ocasionando-lhe o reputação como o Santo Cavalheiro.

(…)

O ESPÍRITO DE SÃO FRANCISCO DE SALES
(extraído dos seus escritos)

Publicado em http://oblatosamlat.cybermeme.net/ .

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IMITAÇÃO DE CRISTO: “Que se deve repousar em Deus acima de todos os bens e dons” – Tomás de Kempis – Livro III – Capítulo XXI

Fonte/imagem/artigo: Carmelo Santa Teresa ( Ordem dos Carmelitas Seculares – Província do Carmo Sul do Brasil)

Artigo: ” O CARMELO E O SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS”

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IMITAÇÃO DE CRISTO

LIVRO III

CAPÍTULO XXI

Que se deve repousar em Deus acima de todos os bens e dons

O DISCÍPULO

1.Minha alma, em tudo e sobre tudo descansa sempre em Deus, que é o eterno descanso dos Santos.

Dulcíssimo e amantíssimo Jesus, fazei que eu ache mais descanso só em Vós do que em todas as coisas criadas; mais do que na saúde e na formosura; mais do que na glória e na honra; mais do que no poder e nas dignidades; mais do que ciência e na sutileza; mais do que nas riquezas e nas artes; mais do que na alegria e divertimento; mais do que na fama e no louvor; mais do que nas delícias e nos prazeres. Fazei com que eu vos prefira a todas as esperanças  e promessas que nos dais; a todos os merecimentos e bons desejos que podemos ter; a todas as graças e graças e favores de que podeis encher-nos; a todas as consolações e doçuras que podemos receber de Vós. Fazei que eu ame mais descansar em Vós só do que em todos os anjos, esses espíritos celestiais; mais do que todo o visível e invisível; enfim, mais do que em tudo o que há fora de Vós, Deus meu!

2. Porque Vós só sois infinitamente bom; Vós só Altíssimo; Vós só Poderosíssimo; Vós só Suficientíssimo  e Pleníssimo; Vós só Suavíssimo e Amabilíssimo.

Vós só formosíssimo e amantíssimo. Vós só Nobilíssimo e Gloriosíssimo sobre todas as coisas, em que todos os bens sempre estiveram, estão e estarão eternamente juntos em suma perfeição.

Assim, é pouco, insuficiente tudo o que me dais ou prometeis, ou me descobris de Vós mesmo, não vos vendo,nem vos possuindo plenamente.

Porque o meu coração não pode dar-se por cabalmente satisfeito senão elevando-se acima de todas as criaturas, a fim de descansar Vós só.

3. Ó meu Jesus, esposo amabilíssimo e puríssimo amante as almas, Senhor de todas as criaturas!

Quem me dará asas de verdadeira liberdade para voar e descansar em Vós!

Oh! quando serei assaz desapegado  da terra para ver quão suave sois, Deus e Senhor meu!

Quando serei por tal modo absorto em Vós, por tal modo penetrado de vosso amor, que não sinta mais a mim mesmo e não viva mais senão em Vós, nessa união inefável e acima  dos sentidos, que nem todos conhecem!

Agora passo eu a vida nos gemidos e levo com dor o peso da minha miséria!

Porque neste vale de lágrimas encontro tantos males que me perturbam a miúdo, me entristecem e anuviam a alma; muitas vezes me cansam e embaraçam, distraem-me, apoderam-se de mim e me impedem de ter livre entrada junto de Vós; privam-me desses deliciosos amplexos de que gozam sempre e sem obstáculos os espíritos bem-aventurados, que assistem em vossa presença!

Ó meu Deus, ouvi os meus suspiros e tornai-vos sensível a tantos males que sofro sobre a terra!

4. Ó Jesus! Esplendor da eterna glória, alívio da alma aflita neste desterro! Minha boca está diante de Vós, e meu silêncio vos fala por mim!

Até quando tardará o meu Senhor em vir à minha alma?

Venha a mim na extrema pobreza em que jazo e encham-me de alegria. Estenda sua mão e levante este infeliz da miséria em que está prostrado.O DISCÍPULO

Vinde, meu Deus, vinde; sem vós não posso ter dia nem hora alegre, porque sois toda a minha alegria e vós só podeis encher o vazio de meu coração.

Miserável sou, como preso e carregado de ferros, enquanto me não concedeis a luz da vossa presença e me dais a liberdade, mostrando-me vosso doce e amoroso semblante.

5. Busquem outros em lugar  de Vós o que quiserem, que a mim nenhuma outra coisa agrada, nem agradará nunca, senão Vós, Deus meu, esperança minha e minha eterna felicidade.

Gemerei sempre e não deixarei de orar até que a vossa graça volte a mim e vós me faleis no interior.

6. Jesus Cristo – Aqui me tens, filho meu, e venho a ti, pois me chamaste .  As tuas lágrimas e os desejos de tua alma, a humildade e a penitência de teu coração me inclinaram a vir a ti.

O Discípulo – E disse: Senhor, chamei-Vos e desejei gozar-vos, na resolução de desprezar tudo por amor de Vós.

Porém, Vós mesmo me excitastes a buscar-Vos.

Sede, pois, bendito, Senhor, por haver usado com vosso servo de tamanha bondade, segundo Vossa misericórdia infinita.

À vista disto, que resta ao vosso servo senão humilhar-se profundamente em vossa presença, sem perder nunca a lembrança de sua maldade e vileza?

Em toda esta multidão de maravilhas, de que enchestes o céu e a terra, nada há que vos seja semelhante, ó meu Deus!

Todas as vossas obras são perfeitíssimas, “todos os vossos juízos são retos, e o universo  governais por vossa soberana providência” (Salmo 118, 16).

Dê-se, pois, todo o louvor e glória a Vós, que sois a sabedoria do Pai! A minha alma, a minha língua e todas as criaturas juntas vos louvem eternamente.

Fonte: Imitação de Cristo, Tomás de Kempis, Livro III, Capítulo XXI.

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07 e 08.01.2012

EPIFANIA DO SENHOR (Mt, 2, 1-12)

No Natal Deus se esconde e se humilha, assumindo condição humana. Na Epifania, Deus se manifesta e mostra a todas as nações sua glória divina e realeza. A Epifania revela o aspecto glorioso do mistério natalino; o caráter universal da mensagem do Evangelho e a missão da Igreja de fazer com que todos reconheçam o Cristo como encarnação amorosa de Deus. “Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorar o Senhor!” Num contraste muito grande com a cegueira e o orgulho de Herodes e dos sábios de Israel, cheios de boa vontade e atentos aos sinais dos tempos, os Magos se dispõem a correr a aventura da fé. Realizam assim as profecias e rompem os limites estreitos da concepção judaica da História da Salvação. Somos também convidados para ir a “Belém” e encontrar Deus que se revela.

Frei Anacleto Luiz Gapski, OFM

BATISMO DO SENHOR Mc 1, 7-11)

O Batismo é a última Festa da Manifestação do Senhor do ciclo do Natal. Ela constitui uma grande revelação da Santíssima Trindade e de Jesus Cristo como Filho amado e o Espírito Santo é visto pairar sobre Jesus. Jesus diz: “Nós devemos cumprir toda a justiça”. Ele não precisava de batismo, mas, mergulhando nas águas, quis assumir a humanidade pecadora. como na Encarnação, Deus assumiu o ser humano como criatura pecadora mortal. Como tocou nas águas do Jordão, Jesus continua a tocar a Humanidade, restabelecendo a justiça entre Deus e o ser humano pecador. Jesus nos tocou no Batismo e, agora, na Eucaristia.

Frei Alberto Beckhäuser, OFM

Fonte: Folhinha do Sagrado Coração de Jesus (2012).

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