São João da Cruz, o “Doutor Místico” – 14 de dezembro (memória) – Site “Igrejas Católicas Orientais”

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SÃO JOÃO DA CRUZ: O DOUTOR MÍSTICO

Conheçamos mais um dos baluartes da gloriosa Ordem Carmelita Descalça: seu fundador, São João da Cruz. Ele nasceu em 1542, talvez no dia 24 de junho, em Fontiveros, província de Ávila, na Espanha. Seus pais se chamavam Gonzalo de Yepes e Catalina Alvarez. Gonzalo pertencia a uma família de posses da cidade de Toledo. Por ter-se casado com uma jovem de classe “inferior” foi deserdado por seus pais e tornou-se tecelão de seda.  Em 1548, a família muda-se para Arévalo. Em 1551 transfere-se para Medina Del Campo, onde o futuro reformador do Carmelo estuda numa escola destinada a crianças pobres. Por suas aptidões, torna-se empregado do diretor do Hospital de Medina Del Campo. Entre 1559 a 1563 estuda Humanidades com os Jesuítas. Ingressou na Ordem dos Carmelitas aos vinte e um anos de idade, em 1563, quando recebe o nome de Frei João de São Matias, em Medina Del Campo. Pensa em tornar-se irmão leigo, mas seus superiores não o permitiram. Entre 1564 e 1568 faz sua profissão religiosa e estuda em Salamanca. Tendo concluído com êxito seus estudos teológicos, em 1567 ordena-se sacerdote e celebra sua Primeira Missa.

Infelizmente, ficou muito desiludido pelo relaxamento da vida monástica em que viviam os conventos carmelitas. Decepcionado, tenta passar para a Ordem dos Cartuxos, ordem muito austera, na qual poderia viver a severidade de vida religiosa à que se sentia chamado. Em setembro de 1567 encontra-se com Santa Teresa, que lhe fala sobre o projeto de estender a Reforma da Ordem Carmelita também aos padres. O jovem de apenas vinte e cinco anos de idade aceitou o desafio. Trocou o nome para João da Cruz. No dia 28 de novembro de 1568, juntamente com Frei Antônio de Jesús Heredia, inicia a Reforma. O desejo de voltar à mística religiosidade do deserto custou ao santo fundador maus tratos físicos e difamações. Em 1577 foi preso por oito meses no cárcere de Toledo. Nessas trevas exteriores acendeu-se-lhe a chama de sua poesia espiritual. “Padecer e depois morrer” era o lema do autor da “Noite Escura da alma”, da “Subida do monte Carmelo”, do “Cântico Espiritual” e da “Chama de amor viva”.

A doutrina de João da Cruz é plenamente fiel à antiga tradição: o objetivo do homem na terra é alcançar “Perfeição da Caridade e elevar-se à dignidade de filho de Deus pelo amor”; a contemplação não é um fim em si mesma, mas deve conduzir ao amor e à união com Deus pelo amor e, por último, deve levar à experiência dessa união à qual tudo se ordena ““.Não há trabalho melhor nem mais necessário que o amor “, disse o Santo”.Fomos feitos para o amor ““.O único instrumento do qual Deus se serve é o amor ““.Assim como o Pai e o Filho estão unidos pelo amor, assim o amor é o laço da união da alma com Deus ““.

O amor leva às alturas da contemplação, mas como o amor é produto da fé, que é a única ponte que pode salvar o abismo que separa a nossa inteligência do infinito de Deus, a fé ardente e vívida é o princípio da experiência mística. João da Cruz costuma pedir a Deus três coisas: que não deixasse passar um só dia de sua vida sem enviar-lhe sofrimentos, que não o deixasse morrer ocupando o cargo de superior e que lhe permitisse morrer humilhado e desprezado.

Faleceu no convento de Ubeda, aos quarenta e nove anos, à meia-noite do dia 14 de dezembro de 1591, após três meses de sofrimentos atrozes.  Seu corpo foi trasladado para Segovia em maio de 1593. A primeira edição de suas obras deu-se em Alcalá, em 1618. No dia 25 de janeiro de 1675 foi beatificado por Clemente X. Foi canonizado em 27 de dezembro de 1726 e declarado Doutor da Igreja em 1926 por Pio XI. Em 1952 foi proclamado “Patrono dos Poetas Espanhóis”.

Talvez a mais bela e completa descrição física e espiritual do Santo Fundador tenha sido feita por Frei Eliseu dos Mártires que com ele conviveu em Baeza: “Homem de estatura mediana, de rosto sério e venerável. Um pouco moreno e de boa fisionomia. Seu trato era muito agradável e sua conversa bastante espiritual era muito proveitosa para os que o ouviam. Todos os que o procuravam saíam espiritualizados e atraídos à virtude. Foi amigo do recolhimento e falava pouco. Quando repreendia como superior, que o foi muitas vezes, agia com doce severidade, exortando com amor paternal”.Santa Teresa de Jesus o considerava “uma das almas mais puras que Deus tem em sua Igreja. Nosso Senhor lhe infundiu grandes riquezas da sabedoria celestial. Mesmo pequeno ele é grande aos olhos de Deus. Não há frade que não fale bem dele, porque tem sido sua vida uma grande penitência”. Poucos homens falaram dos sublimes mistérios de Deus na alma e da alma em Deus como São João da Cruz. Santa Teresinha conheceu João da Cruz quando ainda vivia nos Buissonnets. Ela, em seus escritos, refere-se ao Santo Fundador cento e seis vezes, direta ou indiretamente, e confessa a forte influência que dele recebeu: “Ah, que luzes hauri nas obras de Nosso Pai São João da Cruz!… Com a idade de 17 a 18 anos, não tinha outro alimento espiritual…” (MA 83r).

PENSAMENTOS DE SÃO JOÃO DA CRUZ

Extraídos do livro “O Amor não cansa nem se cansa”, seleção de textos feita por Frei Patrício Scidiani, ocd, Editora Paulus, 2a. ed.

Dizem assim:

Para chegares a saborear tudo,

Não queiras ter gosto em coisa alguma.

Para chegares a possuir tudo,

Não queiras possuir coisa alguma.

Para chegares a ser tudo,

Não queiras ser coisa alguma.

Para chegares, a saber, tudo,

Não queiras saber coisa alguma.

Para chegares ao que não gostas,

Hás de ir por onde não gostas.

Para chegares ao que não sabes,

Hás de ir por onde não sabes.

Para vires ao que não possuis,

Hás de ir por onde não possuis.

Para chegares ao que não és,

Hás de ir por onde não és.

Modo de não impedir o tudo:

Quando reparas em alguma coisa,

Deixas de arrojar-te ao tudo.

Porque para vir de todo ao tudo,

Hás de negar-te de todo em tudo.

E quando vieres a tudo ter,

Hás de tê-lo sem nada querer.

Porque se queres ter alguma coisa em tudo,

Não tens puramente em Deus teu tesouro.

Que mais queres, ó alma, e que mais buscas fora de ti,

se encontras em teu próprio ser a riqueza, a satisfação,

a fartura e o reino, que é teu Amado a quem procuras e desejas?

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Em teu recolhimento interior, regozija-te com ele, pois ele está muito perto de ti.

A alma que verdadeiramente ama a Deus não deixa de fazer o que pode para achar o Filho de Deus, seu Amado. Mesmo depois de haver empregado todos os esforços, não se contenta e julga não ter feito nada.

Ó Senhor, Deus meu! Quem te buscará com amor tão puro e singelo que deixe de te encontrar, conforme o desejo de sua vontade, se és tu o primeiro a mostrar-te e a sair ao encontro daqueles que te desejam?

A alma que busca a Deus e permanece em seus desejos e comodismo, busca-o de noite, e, portanto, não o encontrará. Mas quem o busca através das obras e exercícios da virtude, deixando de lado seus gostos e prazeres, certamente o encontrará, pois o busca de dia.

Quando a pessoa abre e se liberta de todo condicionamento, e une perfeitamente sua vontade à de Deus, transforma-se naquele que lhe comunica o ser sobrenatural, de tal maneira que se parece com o próprio Deus e se deixa possuir totalmente por ele.

O amor consiste em despojar-se e desapegar-se, por Deus, de tudo o que não é ele.

A pessoa, cujo estado de perfeição não corresponde à sua própria capacidade, jamais gozará da verdadeira paz e satisfação, porque, em suas faculdades, não chegou ainda àquele grau de despojamento, que se requer para a simples união.

O centro da alma é Deus. Quando a pessoa se encontra com ele, em todas as suas faculdades, energias e desejos, terá atingido o cerne e a raiz mais profunda de si mesma, que é Deus.

Nesta desnudez acha o espírito sua quietação e descanso, pois nada cobiçando, nada o fatiga para cima e nada o oprime para baixo, por estar no centro de sua humildade. Porque quando alguma coisa cobiça, nisto mesmo se cansa e atormenta.

Quanto mais a pessoa se aproxima de Deus, mais profundas são as trevas que sente, e maior a escuridão, por causa de sua própria fraqueza. Assim, quanto mais alguém se aproxima do sol, sentirá, com seu grande resplendor, maior obscuridade e sofrimento, em razão da fraqueza e incapacidade de seus olhos.

Quem não procura senão a Deus não anda nas trevas, por mais fraco e pobre que seja.

Todo poder e liberdade do mundo, comparados com a soberania e a independência do espírito de Deus, são completa servidão, angústia e cativeiro.

Deus é inacessível. Não repares, portanto, no que as tuas faculdades podem compreender, nem teus sentidos experimentar, para que não te satisfaças com menos e assim perderes a presteza necessária para chegar a ele.

As visões e apreensões dos sentidos não têm proporção alguma com Deus: não podem servir de meio para a união com ele.

Quando a pessoa ama alguma coisa fora de Deus, torna-se incapaz de se transformar nele e de se unir a ele.
A criatura atormenta, e o espírito de Deus gera alegria.
A mosca que pousa no mel não pode voar; a alma que fica presa ao sabor do prazer sente-se impedida em sua liberdade e contemplação.
O caminho da vida é de muito pouco ativismo e barulho. Requer mais mortificação da vontade do que muito saber. Caminhará mais quem carregar consigo menos coisas e desejos.
Quem souber morrer a tudo terá vida em tudo.
A fé e o amor são os dois guias de cego que te conduzirão, através de caminhos desconhecidos, até os segredos de Deus.
O caminho que conduz a vós, Senhor, é caminho santo que se percorre na pureza da fé.
A esperança em Deus só pode ser perfeita quando se afasta da memória tudo o que se contrapõe a Deus.
O amor não consiste em sentir grandes coisas, mas em despojar-se e sofrer pelo Amado.
Por causa de prazeres passageiros, sofrem-se grandes tormentos eternos.
Criatura alguma merece amor senão pelo bem que nela há. Amar desse modo é amar segundo a vontade de Deus e com grande liberdade; e se este amor nos une à criatura, mais fortemente ainda nos une ao Criador.
Quanto mais se acredita em Deus e se serve a ele sem testemunhos e sinais, tanto mais ele é exaltado pelo homem.
O amor não cansa nem se cansa.
Onde não há amor, põe amor e colherás amor.
Para quem ama, a morte não pode ser amarga, pois nela se encontram todas as doçuras e alegrias do amor. Sua lembrança não é triste, mas traz alegria. Não apavora nem causa sofrimento, pois é o término de todas as dores e o início de todo bem.
Para se progredir, o que mais se necessita é saber calar diante de Deus… A linguagem que ele melhor ouve é a do silêncio de amor.
No ocaso da vida serás examinado sobre o amor. Aprende a amar a Deus como ele quer ser amado.
Quando tiveres teus desejos apagados, tuas afeições na aridez e angústias, e tuas faculdades incapazes de qualquer exercício interior, não sofras por isso; considera-te feliz por estares assim. É Deus que te vai livrando de ti mesmo, e tirando-te das mãos todas as coisas que possuis.
O progresso da pessoa é maior quando ela caminha às escuras e sem saber.
À medida que Deus prova o espírito e o sentido, a pessoa vai adquirindo, com sofrimento, virtudes, forças e perfeição.
Enquanto a pessoa não se despojar de tudo, não terá capacidade para receber o espírito de Deus em pura transformação.
O que busca satisfação em alguma coisa não está livre para que Deus o plenifique de seu inefável sabor.
Ainda que estejas no sofrimento, não queiras fazer a tua vontade, pois terás assim o dobro de sofrimento.
Quanto mais Deus quer-se dar, tanto mais desperta em nós o desejo dele, até deixar-nos vazios para encher-nos de seus bens.
A amplidão do deserto ajuda muito o espírito e o corpo. O Senhor se compraz quando também o espírito tem o seu deserto.
Sofrer por Deus é melhor que fazer milagres.
É humilde quem se esconde no seu nada e sabe abandonar-se em Deus.
Põe a atenção amorosamente em Deus, sem ambição de querer sentir ou entender coisa particular a seu respeito.
Quando a alma deseja a Deus com toda a sinceridade, já possui o seu Amado.
Abandone-se a alma nas mãos de Deus e não queira ficar em suas próprias mãos; fazendo assim e deixando livres as potências, caminhará segura.
Quem não busca a cruz de Cristo não busca a glória de Cristo.
Quando tiveres algum aborrecimento e desgosto, lembra-te de Cristo crucificado e cala.
Queres alguma palavra de consolação? Olha o meu Filho, submisso, humilhado, por meu amor, e verás quantas palavras te responde.
Não é bem orientado o espírito que quer caminhar por doçuras e facilidades, fugindo de imitar a Cristo.
A pessoa crucificada interior e exteriormente com Cristo viverá feliz e satisfeita e, na paciência, possuirá a sua alma.
Se quiseres chegar a possuir Cristo, jamais o busques sem a cruz.
Não te detenhas em coisas mesquinhas, nem repares nas migalhas que caem da mesa de teu Pai. Sai, e gloria-te em tua glória; esconde-te nela e aí goza, e alcançarás os pedidos de teu coração.
O amor é a união do Pai e do Filho: e assim é a união da alma com Deus.

Embora a alma tenha altíssimas revelações divinas, a mais elevada contemplação, a ciência de todos os mistérios… Se lhe falta amor, de nada lhe servirá para unir-se a Deus.

Deus só coloca sua graça e predileção numa alma, na medida da vontade e do amor da mesma alma.

O olhar de Deus é amar e conceder favores.

Quando a alma se acha livre e purificada de tudo, em união com Deus, nenhuma coisa poderá aborrecê-la. Daqui se origina para ela, neste estado, o gozo de uma contínua suavidade e tranqüilidade, que ela nunca perde nem jamais lhe falta.

Como a alma já possui, enfim, perfeito amor, é chamada Esposa do Filho de Deus.

Tal é a alma que está enamorada de Deus. Não pretende vantagem ou prêmio algum a não ser perder tudo e a si mesma, voluntariamente, por Deus, e nisto encontra todo o seu lucro.

Não basta que Deus que nos ame para dar-nos virtudes; é preciso que, de nossa parte, também o amemos, a fim de podermos recebê-las e conservá-las.

É próprio do perfeito amor nada querer admitir ou tomar para si, nem se atribuir coisa alguma, mas tudo referir ao Amado. Se nos amores da terra é assim, quanto mais no amor de Deus.

Para Deus, amar a alma é, de certa maneiram integrá-la em si mesmo, igualando-a consigo; ama, então, essa alma, nele e com ele, com o próprio amor com que se ama.

O olhar de Deus produz na alma quatro bens, isto é, a purificam, a favorecem, a enriquecem e a iluminam. É como o sol que, dardejando na terra os seus raios, seca, aquece, embeleza e faz resplandecer os objetos.

Não fujas dos sofrimentos, porque neles está a tua saúde.

Amado meu, tudo o que é difícil e trabalhoso o quero para mim, e tudo o que é suave e saboroso o quero para ti.

Na união com o Amado, à alma verdadeiramente se rejubila e louva a Deus, com o mesmo Deus, e assim este louvor é perfeitíssimo e muito agradável a ele.

Oh, que bens serão aqueles que gozaremos com o olhar da SANTÍSSIMA TRINDADE!

Deus quer mais de ti um mínimo de obediência e docilidade do que todas as ações que realizas por ele.

O falar distrai e o silêncio na ação leva ao recolhimento e dá força ao espírito.

Nenhuma representação ou imaginação serve de meio próximo para a união com Deus; portanto, deve a alma despojar-se de todas elas.

Aprendam a permanecer em Deus, com atenção amorosa, com calma, sem se preocuparem com a imaginação e com as imagens que ela forma. Assim, as faculdades descansam e não atuam; recebem passivamente a ação divina.

Grande mal é olhar mais para os bens de Deus do que para o próprio Deus. Ele pede oração e despojamento.

Ao que está desprendido, não lhe pesam cuidados, na hora da oração ou fora dela.

Para entrar no caminho do espírito (que é a contemplação) deve a pessoa espiritual deixar o caminho da imaginação e da meditação sensível.

O Senhor se comunica passivamente ao espírito, assim como a luz se comunica passivamente a quem não faz mais que abrir os olhos para recebê-la.

É humilde quem se esconde no seu nada e sabe abandonar-se em Deus.

(São João da Cruz)

SÃO JOÃO DA CRUZ – ” O ROUXINOL DO CARMELO”, CRONOLOGIA, OBRAS E SÍNTESE ESPIRITUAL

a) CRONOLOGIA
1542: Nasce em Fontiveros (Ávila), talvez no dia 24 de junho, filho do casal Gonzalo de Yepes e Catalina Alvarez.

1548: Vai residir em Arévalo.

1551: Muda com a família para Medina Del Campo.

1559-63: Cursa humanidades com os Jesuítas de Medina.

1563: Veste o hábito carmelitano, recebendo o nome de Fr. Juan de San Matias, em Medina Del Campo.

1564-68: Professa os votos e estuda em Salamanca na Universidade e no Colégio de San Andrés.

1567: Ordena-se sacerdote e celebra sua Primeira Missa em Medina.

1567: Em setembro se encontra com a Santa Madre Teresa, que lhe fala sobre o projeto da Reforma da Ordem, também entre os religiosos.

1568.28.11: Em Duruelo começa a Reforma com o PE Antonio de Jesús Heredia.

1568-71: Mestre dos noviços em Duruelo, Mancera e Pastrana.

1569: Abre-se o convento de Pastrana e o Santo vai para lá, a fim de suavizar a excessiva dureza de sua vida.

1570: A comunidade de Duruelo se transfere para Mancera

1571: Abril.  Nomeado Reitor do Colégio de Alcalá.

1572-77: Confessor e Vigário na Encarnação, em Ávila.

1577: Na noite de três para 4 de dezembro é levado para o cárcere de Toledo, onde ficará até 15 de agosto de 1578.

Outubro. Prior de Calvano (Jaén).

1579. Reitor do colégio de Baeza.

1581: Março. No Capítulo de Alcalá é nomeado terceiro Definidor, Provincial e Prior de Granada.

1583: Maio. Reeleito Prior de Granada.

1585: Maio. Em Lisboa foi eleito segundo Definidor e em outubro o nomeiam Vigário Provincial de Andaluzia.

1586: Faz a fundação dos padres em Córdoba, Manchuela e Caravaca.

1587: No Capítulo de Valladolid o nomeiam pela terceira vez Prior de Granada.

1588: Junho. No Primeiro Capítulo Geral celebrado em Madrid é nomeado Primeiro Definidor Geral, Prior de Segóvia e Terceiro Conselheiro de consulta.

1591: Junho. Assiste ao Capítulo Geral em Madri e terminam todos os seus cargos.

1591.14.12: Morre em Ubeda (Jaén), à meia-noite, aos 49 anos.

1593: Maio.  Seu corpo é trasladado para Segóvia.Segóvia

1618: Primeira edição de suas obras em Alcalá.

1675.25.1: Beatificado por Clemente X.

1726.27.12: Canonizado por Bento XIII.

1926.24.8: Declarado Doutor Místico da Igreja por Pio Xl.

1952.21.3: Proclamado patrono dos poetas espanhóis.

b) RETRATO DO SANTO
Parece que não se conserva nenhum retrato pessoal, feito a pincel, nenhum desenho.

Mas se conservam maravilhosas descrições de muitos que conviveram com ele e apresentaram depoimentos para o seu processo de beatificação.

Certamente a mais bela e completa descrição foi-nos deixada pelo PE Eliseu dos Mártires, que conviveu com o santo no Colégio de Baeza. Ele nos diz:

“Tinha estatura média, dono de rosto sério e venerável, um pouco moreno e de boa fisionomia; bom no trato e de boa conversação, agradável, homem muito espiritual que trazia muito proveito para os que o ouviam e com ele se comunicavam. E isto o fez tão de modo tão especial e singular, que todos que o procuravam, homens e mulheres, saiam espiritualizados, piedosos e cheios de virtudes.”

Viveu intensamente a oração como trato com Deus. Todas as questões que lhe eram apresentadas sobre estas questões eram respondidas com alta sabedoria, deixando àqueles que o consultavam muitos satisfeitos.

Foi amigo da vida em recolhimento e do pouco falar. Seu riso não era muito freqüente. Era uma pessoa compenetrada.

Quando Superior, o que foi muitas vezes, quando precisava repreender, o fazia com doce severidade, exortando com amor paternal, movido por admirável serenidade e seriedade.

c) PINCELADAS DE SANTA TERESA

* O padre Frei João da Cruz é uma das almas mais puras que Deus tem em sua Igreja. Nosso Senhor lhe infundiu grandes riquezas da sabedoria celeste.

* Ainda criança, tornou-se grande aos olhos de Deus. Não há frade que não fale bem dele, porque toda sua vida foi de grande penitência. Muito me animou a virtude e o espírito que o Senhor lhe deu. Tem uma vida farta em oração e um bom entendimento das coisas de Deus.

* Todos têm Frei João da Cruz como santo.

* “Os ossos daquele pequeno corpo farão milagres”.

d) SUAS OBRAS
Poucos falaram dos mistérios sublimes de Deus na alma e da alma em Deus como este angelical Carmelita de Fontiveros.

Sua prosa e sua poesia são divinas e, como muito bem disse Menéndez y Pelayo, “não se podem avaliar com critérios literários, porque o espírito de Deus embelezou-lhe tudo”.

I. -OBRAS MAIORES:

1. Subida ao Monte Carmelo: É sua obra fundamental. É quase uma única obra com a Noite Escura, começada no Calvário de Jaén, em 1578, e depois continuada em Baeza e Granada.

2. Noite Escura da alma:
A) Livro primeiro, Noite passiva do sentido; consta de 14 cap.
B) Libro segundo: Noite passiva do espírito, consta de 25 cap.

3. Cântico Espiritual. É a mais bela obra do santo. 30 estrofes foram escritas no cárcere. Trata da união com Deus. Consta de 40 estrofes e se divide em três partes.

4. Chama Viva de Amor. Escrita em Granada entre 1585 e 1587, em quinze dias. É o livro mais ardente de todos. Consta de quatro canções com seis versos cada uma.

II. OBRAS MENORES:

1. Avisos: Conselhos que dava às monjas de Beas, quando era seu Confessor.
2. Cautelas: Escreveu-as para as mesmas monjas.
3. Quatro conselhos a um religioso.
4. Cartas: Conservam-se apenas 32 cartas. Devido ao processo que abriram contra ele, muitas cartas foram destruídas.
5. Poesias: As principais são as que aparecem nos grandes tratados: Noite Escura, Cântico Espiritual e Chama.
É sem dúvida o que melhor se escreveu em espanhol.

6. DITOS DE LUZ E AMOR:

Frases de direção para suas carmelitas, que o Santo escrevia ocasionalmente.

A obra sanjuanista – escreveu um ilustre teresianista – se divide em duas partes: “A ensinar os métodos para se conseguir o vazio dos sentidos e as potências da alma mediante engenhosas purificações ativas e passivas se ordenam os dois primeiros tratados de profunda doutrina espiritual e forte consistência: A Subida e a Noite.

Ninguém cantou melhor os amores divinos que o rouxinol do Carmelo. Algumas poesias imediatamente inflamam a alma no mesmo amor em que Deus se abrasa. Sobre seu inspirado lirismo, sobrevoa seu profundo sentido místico.

7) SUA ESPIRITUALIDADE
Impossível sintetizar o maravilhoso magistério vivo e ensinado pelo Doutor Místico em tão breves linhas. O Doutor é a máxima figura mística do Carmelo. À vida ele une a doutrina e a ciência. A santa vida e a ciência sagrada ou a teologia mística são uma só realidade, como o provam suas magníficas obras. Pio XI, que lhe deu o título de Doutor Místico da Igreja, batizou suas obras como “Código e escola da alma fiel que se propõe a empreender uma vida mais perfeita”.  Aqui seguem algumas observações sobre sua rica espiritualidade:

O Santo, em seus escritos, tem sempre presente o fim da vida espiritual, ou seja, Deus, levar as almas a Deus. E subjetivamente uni-las a ele por amor, quer dizer, deseja levar a transformação perfeita em Deus por amor o quanto é possível nesta vida seguindo-se a Jesus Cristo.

Em sua admirável obra recorda a seus leitores freqüentemente o cume daquela montanha e deseja que todos a subam. Ela é a sublime perfeição à qual os encaminha com suas palavras e exemplos convincentes.

Seu raciocínio demonstra que esta subida é necessária porque é um meio indispensável para se despojar de todas as outras coisas, obstáculos para a suprema transformação da alma em Deus.

João da Cruz era um profundo conhecedor do coração humano. Por isso, “como o amor de Deus e o amor da criatura são opostos, é preciso ir limpando a alma do amor das criaturas para que a graça a invista e encha de amor divino”.

E tanto maior será este investimento e plenitude, quanto maior for o vazio da criatura que acha na alma: “Olvido do que é criado, memória do criador, atenção ao interior, e estás amando o Amado”.

Ao ensino os métodos para conseguir este vazio nos sentidos e potências da alma mediante engenhosas purificações ativas e passivas se ordenam os tratados “Subida ao Monte Carmelo” e “Noite Escura da Alma”, ambos de profunda doutrina espiritual e de forte liame lógico.

No Cântico Espiritual e na Chama Viva do Amor, entre metáforas e comparações esplêndidas, tomadas da natureza, vai-se descortinando pouco a pouco as excelências do amor divino nas almas desde os graus inferiores aos mais altos do esposamento e matrimônio espiritual.

Em síntese, pode-se dizer que a grande originalidade do magistério espiritual sanjuanista e o segredo de sua vitalidade encontra-se precisamente na íntima relação entre abnegação e união na vida sobrenatural e, para usar sua terminologia clássica, entre o nada o tudo, que se fundem um no outro.

São João da Cruz, o Doutor Místico, influenciou grandemente a espiritualidade cristã. Alimentou, quando vivo, através de sua direção espiritual e depois de falecido com seus escritos imortais.

Especialmente depois que foi declarado Doutor da Igreja Universal em 1926, suas obras são lidas e citadas por todos os autores espirituais.

Inclusive nossos irmãos da Igreja Anglicana, da Comunidade de Taizé e da Igreja Ortodoxa confessam sua predileção pelo carmelita de Fontiveros.

Literatos, poetas, cientistas e até não-crentes ficam admirados ante a profundidade e a beleza que brotam dos escritos sanjuanistas.

Sua Mensagem

Que Descubramos o tesouro da Cruz;

Que a oração e o silêncio nos levem a descobrir a Deus;

Que sejamos dóceis às inspirações do alto;

Que saibamos perdoar a todos os que nos ofendem.

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NOITE ESCURA

São João da Cruz

Em uma Noite escura,
com ânsias em amores inflamada,
ó ditosa ventura!,
Saí sem ser notada.
estando minha casa sossegada.

A ocultas, e segura,
pela secreta escada, disfarçada,
ó ditosa ventura!
A ocultas, embuçada,
estando minha casa sossegada.

Em uma Noite ditosa,
tão em segredo que ninguém me via,
nem eu nenhuma coisa,
sem outra luz e guia
senão aquela que em meu seio ardia.
Só ela me guiava,
mais certa do que a luz do meio-dia,
adonde me esperava
quem eu mui bem sabia,
em parte onde ninguém aparecia.

Ó Noite que guiaste!
Ó Noite amável mais do que a alvorada!
Ó Noite que juntaste
Amado com amada,
amada nesse Amado transformada!

No meu peito florido,
que inteiro para ele se guardava,
quedou adormecido
do prazer que eu lhe dava,
e a brisa no alto cedro suspirava.

Da torre a brisa amena,
quando eu a seus cabelos revolvia,
com fina mão serena
a meu colo feria,
e todos meus sentidos suspendia.

Quedei-me e me olvidei,
e o rosto reclinei sobre o do Amado:
tudo cessou, me dei,
deixando meu cuidado
por entre as açucenas olvidado.

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Tradução de Jorge de Sena [poema].

Postado por “Igrejas Católicas Orientais” – http://www.igrejascatolicasorientais.com/artigos/SAO_JOAO_DA_CRUZ.htm

“Tu que a preservaste de toda a mancha na previsão da morte do Teu Filho…” – Prece de celebração litúrgica – Festividade da Imaculada Conceição da Virgem Maria (Spe Deus – 8 de dezembro)

PREPARAÇÃO AO ADVENTO – 23 DE NOVEMBRO (ÚLTIMA SEMANA DO TEMPO COMUM) – ‘A ANUNCIAÇÃO DO SENHOR”

Fonte: SERVOS DE CRISTO SACERDOTE

A Santa Igreja vive nesta semana a última do Tempo Comum, prefiguração da  Escatologia Final, quando o Senhor vier no fim dos tempos para dar a cada um segundo as suas obras. Os Servos de Cristo Sacerdote propõem a audição de obras solenes e graves, que servirão de ajuda à meditação na brevidade da vida e contemplação na Omnipotência Divina, intercaladas com o canto em gregoriano do «Dies Irae», cujo texto aparece em baixo em latim e português, Dies Irae (“Dia de Ira”) é um famoso hino, em latim, do século XIII. Pensa-se que foi escrito por Tomás de Celano. Sua inspiração parece vir da Vulgata, tradução de Sofonias 1:15–16. Originalmente era a  sequência da Missa de Defuntos, depois da Reforma Conciliar, a Igreja propõe-o para a celebração da Liturgia das Horas precisamente na Última Semana do Tempo Comum.

ESCATOLOGIA
SEGUNDO O CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

§676 Esta impostura anticrística já se esboça no mundo toda vez que se pretende realizar na história a esperança messiânica que só pode realizar-se para além dela, por meio do juízo escatológico: mesmo em sua forma mitigada, a Igreja rejeitou esta falsificação do Reino vindouro sob o nome de milenarismo, sobretudo sob a forma política de um messianismo secularizado, “intrinsecamente perverso”.

§1186 Finalmente, a igreja tem um significado escatológico. Para entrar na casa de Deus, é preciso atravessar um limiar, símbolo da passagem do mundo ferido pelo pecado para o mundo da vida nova ao qual todos os homens são chamados. A igreja visível simboliza a casa paterna para a qual o povo de Deus está a caminho e na qual o Pai “enxugará toda lágrima de seus olhos” (Ap 21,4). Por isso, a igreja também é a casa de todos os filhos de Deus, amplamente aberta e acolhedora.

§2771 Na Eucaristia, a Oração do Senhor manifesta também o caráter escatológico de seus pedidos. E a oração própria dos “últimos tempos”, dos tempos da salvação que começaram com a efusão do Espírito Santo e que terminarão com a Vinda do Senhor. Os pedidos ao nosso Pai, ao contrário das orações da Antiga Aliança, apoiam-se sobre o mistério da salvação já realizada, uma vez por todas, em Cristo crucificado e ressuscitado.

§2776 A Oração dominical é a oração da Igreja por excelência. É parte integrante das grandes Horas do Oficio Divino e dos sacramentos da iniciação cristã: Batismo, Confirmação e Eucaristia. Integrada na Eucaristia, ela manifesta o caráter “escatológico” de seus pedidos, na esperança do Senhor, “até que Ele venha” (1 Cor 11,26)
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"A Mãe de Cristo estava junto à cruz" - São Bernardo, abade (Sermão séc. XIi)

Fonte/imagens e textos adicionais:  http://servosdecristosacerdote.blogspot.com/

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"Mater Dolorosa" - Carlo Dolci

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Fonte: Spe Deus «Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) – http://spedeus.blogspot.com/

Imaculada Conceição de Nossa Senhora*

O pecado original é uma realidade misteriosa e pouco evidente para nós enquanto comporta um prolongamento da culpa dos progenitores até todos nós. Neste dia, nós o consideramos na sua conspícua excepção ou melhor no singular privilégio concedido a Maria, que foi dele preservada desde o primeiro instante da sua concepção, da sua existência humana. O valor doutrinal desta festividade é manifesto na prece da celebração litúrgica, que sublinha o privilégio concedido à futura Mãe de Deus; “Ó Deus, que pela Imaculada Conceição da Virgem preparaste ao teu Filho uma morada digna dele…”, e a própria natureza deste privilégio, enquanto não subtrai Maria à Redenção universal efectuada por Cristo: “Tu que a preservaste de toda a mancha na previsão da morte do teu Filho…”

Antes que Pio IX, com a bula Ineffabilis Deus em 1854, definisse solenemente o dogma da Imaculada Conceição, não obstante as hesitações de alguns teólogos, que podiam apelar para o próprio São Tomás de Aquino, tinha-se chegado a um desenvolvimento não só da devoção popular para com a Imaculada mas também nas intervenções dos papas a favor desta celebração. Antes que o calendário romano incluísse a festa em 1476, esta já havia aparecido no Oriente no século sétimo, e contemporaneamente na Itália meridional dominada pelos bizantinos.

Em 1570, Pio V publicou o novo Ofício e finalmente em 1708 Clemente XI estendeu a festa, tornando-a obrigatória, a toda a cristandade. Mas desde a origem do cristianismo Maria foi venerada pelos fiéis como a TODA SANTA. No primeiro esboço da festa litúrgica da Conceição, anterior ao século sétimo, nota-se, se não a profissão explícita da isenção da culpa original, pelo menos uma persuasão teologicamente equivalente. “Potuit, decuit, ergo fecit”, havia argumentado um brilhante teólogo medieval: “Deus podia fazê-lo, convinha que o fizesse, portanto o fez.” Do infinito amor de Cristo para com a Mãe, que a pré-redimiu e a cumulou do Espírito Santo desde o primeiro instante da sua existência, derivou este singular privilégio, que a Igreja hoje celebra para nos fazer meditar sobre a beleza de toda alma santificada pela graça redentora de Cristo.

Quatro anos após a proclamação do dogma da Imaculada Conceição, a Virgem apareceu a Santa Bernadette Soubirous. Para a menina que, timidamente, perguntava: “Senhora, quer ter a bondade de me dizer o seu nome?”, Maria respondeu: “Eu sou a Imaculada Conceição.”

(*)Padroeira de Portugal e de Moçambique

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
Publicada por JPR em Terça-feira, Dezembro 08, 2009.

“Temos que amar verdadeiramente Deus para poder conhecê-lo” – Papa Bento XVI – Cidade do Vaticano – Audiência Geral na Praça de São Pedro (03.12.2009-RV)

"Finding Faith" - Encontrando a Fé...

Fonte/imagem: http://www.efecrete.gr/index.php?lid=2&mid=0&main_cat=2&efid=39&cid=4

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Fonte: Rádio do Vaticano (na íntegra)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

TEMOS QUE AMAR VERDADEIRAMENTE DEUS PARA PODER CONHECÊ-LO

PAPA: NÃO É POSSÍVEL CONHECER DEUS SEM AMÁ-LO

Cidade do Vaticano (RV) – Ontem, quarta-feira, Bento XVI recebeu milhares de peregrinos e turistas, na Praça S. Pedro, para a Audiência Geral. Em sua catequese, o papa falou de Guilherme de Saint-Thierry, abade nascido em Lieja por volta do ano 1080.Dotado de grande inteligência e de um amor inato pelo estudo, freqüentou uma das escolas mais famosas de seu tempo, como a de sua cidade natal, Reims, na França.

Amigo e biógrafo de São Bernardo de Claraval, Guilherme de Saint-Thierry, após ter sido abade em um mosteiro beneditino, decidiu fazer-se cisterciense, dedicando-se à contemplação orante dos mistérios de Deus e à composição de escritos de literatura espiritual.

Para o papa, podemos considerá-lo como o “Cantor do amor, da caridade”, pois, segundo ele, a força principal que move o espírito humano é o amor.

A natureza humana, na sua mais profunda essência, é feita para amar, recordou Bento XVI. Porém, o homem só consegue realizar este objetivo, sincera, autêntica e gratuitamente, aprendendo na escola de Deus, que é Amor.

“A vocação do homem é tornar-se como Deus, que o criou a sua imagem e semelhança. Por sua vez, o amor ilumina a inteligência e permite conhecer melhor e de um modo mais profundo a Deus e, em Deus, as pessoas e os acontecimentos. Assim, nós conhecemos realmente apenas as pessoas e as coisas que amamos.

A Deus, O conheceremos se O amarmos” – afirmou. Após a catequese, o papa recordou que hoje se celebram os 25 anos da promulgação da Exortação Apostólica Reconciliatio et paenitentia, que chamou à atenção a importância do sacramento da penitência na vida da Igreja. Nesta significativa data, Bento XVI citou algumas figuras extraordinárias de “apóstolos do confessional”, incansáveis dispensadores da misericórdia divina: São João Maria Vianney, São José Cafasso, São Leopoldo Mandić, São Pio da Pietrelcina.

“Que o testemunho de fé e de caridade encoraje vocês, caros jovens, a fugirem do pecado e a projetarem seu futuro como um generoso serviço a Deus e ao próximo.

Que ajude vocês, queridos enfermos, a experimentarem no sofrimento a misericórdia de Cristo crucificado. E peço a vocês, queridos noivos, a criarem na família um clima constante de fé e de recíproca compreensão” – afirmou o pontífice.

Por fim, aos sacerdotes, especialmente neste Ano Sacerdotal, o papa faz votos de que o exemplo desses santos, seja para eles e para todos os cristãos um convite a confiar sempre na bondade de Deus, aproximando-se e celebrando com confiança o Sacramento da Reconciliação. (BF)

Fonte: Rádio do Vaticano

Novo site do Vaticano convida os jovens, em particular os católicos, a utilizarem as novas tecnologias como “instrumentos da paz e da verdade”. (Rádio do Vaticano)

Na Internet, as novas tecnologias são largamente utilizadas pelos jovens. O Vaticano as reuniu para estabelecer uma “nova relação” com a “geração digital”, de acordo com a notícia da Rádio do Vaticano (publicada aqui, na página “Mundo Católico”). O novo canal permite acessar as idéias, as propostas do Papa Bento XVI dirigidas à juventude atual. Entre as metas estão: o estabelecimento de uma “cultura de respeito, diálogo e amizade”, além de convidar os jovens, em particular os católicos , a serem “instrumentos da paz e da verdade”.

Esta iniciativa do Vaticano, a meu ver, é muito interessante, já que, justamente por integrarem a chamada “geração digital”, dispõem de uma ampla gama de recursos como “jovens discípulos” de Cristo. A notícia da Rádio do Vaticano sugere ainda o engajamento dos jovens, por intermédio das novas tecnologias – como anunciadores e testemunhas do Evangelho no mundo de hoje.

O lançamento do site se deu a propósito da 43ª Jornada Mundial das Comunicações Sociais, ocorrida no final de abril deste ano. É apresentado em inglês, espanhol, francês e alemão, com a promessa de uma versão em português. É um ponto de partida sugerido pelo Papa para os jovens católicos. Confiram…

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Destaque – Notícia

Rádio do Vaticano

NOVO SITE DO VATICANO CONVIDA OS JOVENS

Cidadedo Vaticano (RV) … Leia os detalhes na página “Mundo Católico”…

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Presentación del Mensaje

…Haceos cargo con entusiasmo del anuncio del Evangelio a vuestros coetáneos. Vosotros conocéis sus temores y sus esperanzas, sus entusiasmos y sus desilusiones. El don más valioso que les podéis ofrecer es compartir con ellos la “buena noticia” de un Dios que se hizo hombre, padeció, murió y resucitó para salvar a la humanidad. El corazón humano anhela un mundo en el que reine el amor, donde los bienes sean compartidos, donde se edifique la unidad, donde la libertad encuentre su propio sentido en la verdad y donde la identidad de cada uno se logre en una comunión respetuosa. La fe puede dar respuesta a estas aspiraciones: ¡sed sus mensajeros! El Papa está junto a vosotros con su oración y con su bendición… (Papa Bento XVI)

Envía el mensaje del Papa a tus amigos:

http://www.pope2you.net/mail.php?tipo=messaggio

Nossa Senhora responde a Santa Catarina Labouré, irmã vicentina: “Estes raios são o símbolo das Graças que Maria Santíssima alcança para os homens.” – Nossa Senhora da Medalha Milagrosa – 27 de novembro de 1830 (SSVP – Conferência Vicentina Nossa Senhora das Graças – Criciúma-SC)

Fonte: Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP) – Criciúma-SC

Nossa Senhora das Graças

Também conhecida como Nossa Senhora da Medalha Milagrosa

Em uma tarde de sábado, no dia 27 de novembro de 1830, na capela das Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, Santa Catarina Labouré teve uma visão de Nossa Senhora. A Virgem Santíssima estava de pé sobre um globo, segurando com as duas mãos um outro globo menor, sobre o qual aparecia uma cruzinha de ouro. Dos dedos das suas mãos, que de repente encheram-se de anéis com pedras preciosas, partiam raios luminosos em todas as direções e, num gesto de súplica, Nossa Senhora oferecia o globo ao Senhor.

Santa Catarina Labouré relatou assim sua visão: “A Virgem Santíssima baixou para mim os olhos e me disse no íntimo de meu coração: ‘Este globo que vês representa o mundo inteiro (…) e cada pessoa em particular. Eis o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que as pedem.’ Desapareceu, então, o globo que tinha nas mãos e, como se estas não pudessem já com o peso das graças, inclinaram-se para a terra em atitude amorosa.

Formou-se em volta da Santíssima Virgem um quadro oval, no qual em letras de ouro se liam estas palavras que cercavam a mesma Senhora: Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós. Ouvi, então, uma voz que me dizia: ‘Faça cunhar uma medalha por este modelo; todas as pessoas que a trouxerem receberão grandes graças, sobretudo se a trouxerem no pescoço; as graças serão abundantes, especialmente para aqueles que a usarem com confiança.’

“Então o quadro se virou, e no verso apareceu a letra M, monograma de Maria, com uma cruz em cima, tendo um terço na base; por baixo da letra M estavam os corações de Jesus e sua Mãe Santíssima. O primeiro cercado por uma coroa de espinhos, e o segundo atravessado por uma espada. Contornando o quadro havia uma coroa de doze estrelas.

A mesma visão se repetiu várias vezes, sobre o sacrário do altar-mor; ali aparecia Nossa Senhora, sempre com as mãos cheias de graças, estendidas para a terra, e a invocação já referida a envolvê-la.

O Arcebispo de Paris, Dom Quelen, autorizou a cunhagem da medalha e instaurou um inquérito oficial sobre a origem e os efeitos da medalha, a que a piedade do povo deu o nome de Medalha Milagrosa, ou Medalha de Nossa Senhora das Graças. A conclusão do inquérito foi a seguinte: “A rápida propagação, o grande número de medalhas cunhadas e distribuídas, os admiráveis benefícios e graças singulares obtidos, parecem sinais do céu que confirmam a realidade das aparições, a verdade das narrativas da vidente e a difusão da Medalha”.

Nossa Senhora da Medalha Milagrosa é a mesma Nossa Senhora das Graças, por ter Santa Catarina Labouré ouvido, no princípio da visão, as palavras: “Estes raios são o símbolo das Graças que Maria Santíssima alcança para os homens.”

Oração à Nossa Senhora das Graças

Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao contemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vo-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expor, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades (momento de silêncio e de pedir a graça desejada).

Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior Glória de Deus, engrandecimento do vosso nome, e o bem de nossas almas. E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre como verdadeiros cristãos. Amém.

Rezar 3 Ave Marias. Depois: Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.
Nossa Senhora das Graças rogai por nós!

Fonte: http://www.nsconceicaonil.com.br

Postado por Sociedade São Vicente de Paulo – Criciúma-SC:

http://www.vicentinoscriciuma.org/nsg.htm

http://www.vicentinoscriciuma.org/

 

 

 

“Chegou a vitória, o poder e o reinado do nosso Deus e a autoridade de seu Messias: pois foi expulso aquele que acusava nossos irmãos, aquele que os acusava dia e noite diante de Deus.” (Apocalipse 12, 10-12) – Bíblia do Peregrino – Edição de estudo, com aprovação eclesiástica – Pe. Luís Alono Schökel (1920-1998). Publicação brasileira – 1997.

Jesus Cristo no "Limbo"

Em que que consistia exatamente o “Limbo”, quando Jesus “desceu à mansão dos mortos”?

Verifique em…

Fonte/imagens: http://www.filhosdapaixao.org.br/catequese/catequese_03.htm

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Bíblia do Peregrino¹ – “Bíblia del Peregrino – Edición de estudo²

[10] Escutei no céu uma voz potente que dizia: Chegou a vitória, o poder e o reinado do nosso Deus e a autoridade de seu Messias: pois foi expulso aquele que acusava nossos irmãos, aquele que os acusava dia e noite diante de Deus. [11] Eles o derrotaram com o sangue do Cordeiro e com o próprio testemunho, pois desprezaram a vida até morrer. [12] Por isso festejai, céus, e os que neles habitais. Ai da terra e do mar! Porque desceu até vós o diabo, enfurecido por saber que lhe sobra pouco tempo.(…) [13-18]” (Apocalipse 12, 10-12)

12,9: Quatro nomes e um qualificativo para o poder hostil: Dragão gigante + Serpente primitiva (Gn3) = Satanás (rival) = Diabo (acusador); sua tática e sua força consistem em “enganar”, porque é inimigo da verdade (Jo8,44).

12,11: É significativo o paralelismo do “testemunho” e do “sangue do Cordeiro”.

12, 13-18: Continua a hostilidade do dragão contra a mulher na terra (Gn 3,15). Com “asas de águia” (Ex 19,4), a mulher se refugia no deserto: como Moisés, Davi, Elias, um salmista (SL 55,7-9), durante a metade de sete anos, alimentada com um novo maná (cf. Jo,6). O dragão envia, como agente seu, “as “águas torrenciais” (SL 18,5; 32,6; Jn 2,4), que que a terra engole (cf. Nm 16, 30-32). Doravante o dragão lutará contra o “resto da descendência” da mulher (Gn 3,15).

12, 18: O dragão se detém na fronteira da terra e do mar. O anjo poderoso pisava ao mesmo tempo a terra e o mar (10,2).

¹ Organizador e editor (notas) na edição espanhola e brasileira – 1997: Pe. Luís Alonso Schökel (1920-1998). Com aprovação eclesiática. Tradutor (introduções, notas, cronologia e vocabulário): José Raimundo Vidigal. Editora Paulus-2002.

²Título original: Bíblia de Peregrino – Edición de estudo (Tomo I: Prosa; Tomo II: Poesia; Tomo III: Nuevo Testamento). Ega – Mensajeo – Verbo Divino. Luís Alono Schökel, 1997.

Observação: No prefácio à edição brasileira, os Editores nos fornecem algo importante sobre o perfil do Pe. Alonso, que ao tempo da publicação no Brasil, já havia preparado quase um terço a mais às notas do Evangelhos (em 1997): “De fato, a Bíblia do Peregrino amadureceu após 25 anos de trabalho, estudo e contemplação. Nela se encontra sua alma de poeta, místico e sábio. Nesse manancial se alimentaram várias gerações, e muitas outras sugarão com satisfação a abundância dessa sabedoria contemplativa.

“Vem, ó graça divina, desce a meu peito, enche-me desde pela manhã, de tuas consolações, para que não desfaleça minha alma de secura e puro cansaço.” – in “Imitação de Cristo” – Capítulo 55, Livro III.

Jesus, em agonia e oração, no Horto, em Getsêmani.

Imagem: http://www.filhosdapaixao.org.br/associacoes/associacao_consoladores.htm (clique na imagem)

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Este blogue, em cada post, carrega um pouco de mim, de minhas aflições, decepções, tristezas, expectativas e, mesmo sabendo que a maioria não acredita mais neste aspecto da vida espiritual, incluo o peso das tentações… Tentações: em que consistiriam mesmo? Sou um leiga, uma jornalista a mais neste mundo caótico, mas diria que na atualidade se poderia dizer que “tentações” são aqueles eventos que envolvem nosso pensamento envolto em trevas… Tais eventos não são aparentes: são temores, medos, inseguranças, suspeitas infundadas, que podem acarretar sofrimento, tanto para nós próprios quanto para quem nos cerca, e vice-versa. Enfim, tudo se passa em nossa mente, nossa alma, ou na de outra pessoa. Ao fim e ao cabo, todos sofremos, inutilmente. Entendo que ao longo de nossas vidas somos assaltados por algumas, muitas destas tentações por um longo período, ou, pior, todas juntas, em geral, como um “teste”, por breve período… Em contrapartida, aprendemos na Bíblia que Deus jamais nos tenta ( o que lembra cilada…). Ele nos prova: sofremos provações. Entretanto, as Escrituras mostram que permite ao “tentador”, segundo sua Onisciência e Vontade, que este se aproxime de nós (com tentações), mas para nossa edificação.

Ainda que tudo se passe principalmente em nossa mente, elas [as tentações] têm, a meu ver, uma base concreta, e por uma simples razão: estamos sempre em interação com nossos semelhantes (alguns deles, nossos antípodas, às vezes adversários), o que faz com que nossa mente perca seu “centro”. Mas a Graça de Deus sempre está presente. Ela nos indica o caminho: a oração, a súplica.

Vocês lembrarão no texto deste capítulo de a “Imitação”, a possível influência que teve no pensamento de Santa Teresa de Ávila em seus escritos Castelo Interior e Vida. Lá estão a queda da graça e a misericórdia divina, que, através das sugestões do Espírito Santo, nos sussurra o meio (a oração) necessário para dominarmos as “feras” que nos “puxam” para baixo, e que sob um só comando nosso, se afastam imediatamente… Alcançamos mais um patamar em nosso castelo…

Outro pensamento relacionado às “tentações” (que, no passado, era associado quase exclusiva e popularmente à tendência ao desregramento dos sentidos) é o que Cristo Jesus fala várias vezes no Sermão da Montanha: há a influência do “Maligno” (no Novo Testamento é assim que o adversário dos homens e de Deus é nomeado por Jesus).

Ao adaptarmos ao mundo de hoje, também entra a sensualidade, que agora foi transformada em erotização total de tudo que puder ser transformado em mercadoria (pornografia na internet, incluindo infelizmente as redes de pornografia infantil, entre outras ofertas, que aniquilam com o espírito humano…). Há, além disso, games e vídeos infanto-juvenis com mensagens subliminares de sexo e violência. Inclusive, recentemente, surgiram em bancas cópias de games proibidos, vindos do Japão, que apresentam de forma explícita estes dois temas juntos (entre outras indicações nefastas, incentivam o estupro e o aborto!). O público alvo é composto por crianças e jovens. Tétrico.

Em meio a tudo, há condutas adultas pouco saudáveis para o corpo e para o espírito, que na prática, afastam qualquer tipo de vida interior. Falo de sites de relacionamento, com exceção para os que não incluem a ‘opção’ sexo. Tenho 49 anos, mas acredito que a felicidade de mulheres e homens só pode ser alcançada quando a descoberta da amizade, do amor está em primeiro plano, sem pressa… Isto vale para qualquer ambiente.

No capítulo 55 de a “Imitação de Cristo”, o escritor, este misto de monge e leigo, percorre um itinerário (aparentemente anacrônico), em que, mesmo na nossa condição de leigos e leigas dá pistas valiosas para enfrentarmos nossos temores e as tentações que surgem (porque conhecia as suas próprias fraquezas e contra elas entrava em combate por meio da oração e meditação). Estas [as tribulações e tentações], em seu conjunto, nada mais são que obstáculos à nossa paz interior. Sem ela, vagamos e nos afastamos do Mistério que é Deus – a fonte da Paz.

(LBN)

……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….Apresentação

“Imitação de Cristo” – Thomas de Kempis é tido como o autor do terceiro livro “Consolação Interior“. De acordo com o tradutor do texto latino, e autor das reflexões sobre a obra – Pe. J.I. Roquette, Kempis teria sido o “cônego regrante de Santo Agostinho” (que viveu no século V). No “Prólogo”, Pe. Roquette aventa (e a discussão sobre a autoria atravessa séculos…) que os dois primeiros livros e o quarto foram escritos pelos abades – Gersen e Gerson – para orientação de seus monges. É interessante observar que em certa parte há menção a São Francisco de Assis (séc. XIII).O consenso, conforme o tradutor do latim e comentador é que tudo contribuiu para a riqueza espiritual que há nesta pequena, antiga, reconhecida e estimada obra chamada “Imitação de Cristo”. (Editora Ave-Maria, 18ª edição, 1991; Imprimatur 26.11.1928).

CAPÍTULO LV

Da corrupção da natureza e da eficácia da graça divina

O DISCÍPULO

1. Deus e Senhor meu, que me criastes à vossa imagem e semelhança, concedei-me esta graça que declarastes ser tão excelente e necessária para a salvação, para que eu possa vencer minha natureza corrupta, que me arrasta ao pecado e leva à perdição.

“Porque sinto em minha carne a lei do pecado que contradiz a lei do espírito”, e me leva cativo a obedecer em muitas à sensualidade; nem poderei resistir às suas paixões, se Vós me não socorrerdes, reanimando meu coração com a efusão de vossa divina graça.

2. Vossa graça é necessária e é mesmo uma grande graça vencer a natureza “propensa ao mal desde a infância” (Gen 8, 21).

Porque viciada pelo primeiro homem e corrompida pelo pecado, passou a todos os homens a pena deste crime, de sorte que esta mesma natureza, que Vós criastes em retidão e justiça, só nos recorda a fraqueza e desconcerto de uma natureza corrupta, porque deixada a si mesma, seu próprio movimento a leva ao mal e às coisas terrenas.

A pouca força que lhe ficou é como numa faísca debaixo da cinza; e esta pequena relíquia é a sua mesma razão natural, cercada de espessas trevas, sabendo ainda discernir o bem do mal, o verdadeiro do falso, mas sem forças para cumprir o que aprova, porque não possue a luz plena da verdade nem goza de afetos são e bem regulados.

3. Daqui vem, Deus meu, que “me deleito em vossa lei, segundo o homem interior, reconhecendo que vossos mandamentos são bons, justos e tão santos”, que condenam todo o mal e ensinam todo o bem, e ensinam a fugir do pecado. (RM, 7, 22).

Porém “minha carne me traz escravizado à lei do pecado”, obedecendo antes aos sentidos que à razão, “querendo o bem e não tendo força para cumpri-lo” (RM 7,18).

Assim acontece também que proponho frequentemente fazer muitas obras boas; mas, faltando-me a graça para ajudar minha fraqueza, cedo ao primeiro obstáculo, desfaleço e caio. Pela mesma causa sucede que, bem conhecido o caminho da perfeição, vejo claramente o que deve fazer; porém, opresso com o peso de minha própria corrupção, não aspiro ao mais perfeito.

4. Oh! Quão necessário me é, Senhor, a vossa graça para começar o bem, para o prosseguir e para o aperfeiçoar! Sem ela nada posso fazer; mas “posso tudo em Vós, com auxílio da vossa graça”. (Flp 4,13)

Ó graça verdadeiramente celestial, sem ti nada valem os merecimentos próprios e para pouco prestam os dons naturais!

Nem as artes, nem as riquezas, nem a formosura, nem a fortaleza, nem o engenho, nem a eloquência tem valor algum diante de Vós, Senhor, sem a vossa graça.

Os dotes da natureza são comuns aos bons e maus, porém, a graça ou a caridade é o dom próprio dos escolhidos; ela o sinal pelo qual se conhecem os que são dignos da vida eterna.

Tal é a excelência desta graça, que nem o dom da profecia, nem o poder de obrar milagres, nem a mais alta contemplação devem ser contados por coisa alguma sem ela.

Nem ainda a fé, nem a esperança, nem todas as outras virtudes Vos são aceitas sem a graça e a caridade.

5. Ó venturosa graça, que enriqueces de virtudes ao pobre de espírito, e ao rico dos bens do mundo fazes humilde de coração.

Vem, ó graça divina, desce a meu peito, enche-me desde pela manhã, de tuas consolações, para que não desfaleça minha alma de secura e puro cansaço.

Imploro vossa graça, ó meu Deus, só ela quero; “pois vossa graça me basta”, ainda que me falte tudo que a natureza deseja (2 Cor 12,9).

Por mais tentado e oprimido que seja de tribulações, nenhum mal temerei, enquanto vossa graça me assistir: Ela é minha força, meu conselho, meu sustentáculo. Muito mais poderosa que todos os inimigos e muito mais sábia que todos os doutos.

6. A graça ensina a verdade, dá a ciência, ilumina o coração, consola nas aflições, desterra a tristeza, tira o temos, alimenta a devoção, produz santas lágrimas.

Que sou eu sem ela, senão um pau seco, um tronco inútil, próprio para ser deitado ao fogo?

Assista-me, pois, Senhor, vossa graça para que esteja sempre atento a empreender, prosseguir e aperfeiçoar boas obras, por Vosso Filho, Jesus Cristo. Amém.

In “Imitação de Cristo” – Capítulo LV.

“A responsabilidade específica e primária das Nações Unidas em relação à religião é a de debater, esclarecer e ajudar os Estados a garantir plenamente, em todos os níveis, a promoção dos direitos à liberdade religiosa”, afirma o arcebispo Celestino Migliore, Observador Permanente da Santa Sé na ONU, na 64ª Assembléia Geral das Nações Unidas (11.11.2009)

VATICANODom Migliore, na ONU: “A liberdade religiosa inclui o pleno respeito e a promoção não somente da liberdade fundamental da consciência, mas também da expressão e da prática da religião por parte de cada um, sem restrições.”

Nova Iorque (Agência Fides) – “A responsabilidade específica e primária das Nações Unidas em relação à religião é a de debater, esclarecer e ajudar os Estados a garantir plenamente, em todos os níveis, a promoção dos direitos à liberdade religiosa, como afirmam os importantes documentos das Nações Unidas, que incluem o pleno respeito e a promoção não somente da fundamental liberdade de consciência, mas também da expressão e da prática da religião por parte de cada um, sem restrições”. Afirmou o arcebispo Celestino Migliore, Observador Permanente da Santa Sé, na ONU, em seu pronunciamento no dia 10 de novembro na 64ª Assembleia Geral das Nações Unidas, sobre o artigo 49: “Cultura e Paz”.

Dom Migliore recordou que “a procura de religião e a ajuda que elas dão à paz e ao desenvolvimento” nos últimos anos se tornaram questões urgentes e inevitáveis para a opinião pública mundial. Se no início da revolução industrial a religião era indicada como “ópio dos pobres”, disse ainda o arcebispo, no contexto da globalização ela é hoje considerada “a vitamina do pobre”. Ele sublinhou que as religiões têm como único objetivo o de se colocarem a serviço da dimensão espiritual e transcendente da natureza humana: elas têm a tendência de elevar o espírito humano, protegem a vida, reforçam os fracos, traduzem os ideais em ações, ajudam na solução das desigualdades, permitem às pessoas a plena realização de seu potencial, resolvem situações de conflito e de injustiça por meio da reconciliação…

O observador permanente da Santa Sé falou também sobre as manipulações da religião feitas na história por alguns líderes, como o fato que movimentos ideológicos e nacionalistas tenham tomado as diferenças religiosas para apoiar sua própria causa. “Hoje o diálogo inter-religioso que leva a buscar raízes teológicas e espirituais das diferentes religiões em vista de um recíproco conhecimento e cooperação, é sempre mais um imperativo e uma convicção”, sublinhou Dom Migliore, recordando como a Igreja Católica quarenta anos atrás, com o decreto conciliar Nostra Aetate, se colocou sobre esta estrada tanto que hoje muitas denominações cristãs e outras religiões são empenhadas no diálogo, apoiado pela Santa Sé com numerosas iniciativas.

Alguns recentes eventos, sociais e políticos, renovaram o compromisso das Nações Unidas a integrar a sua reflexão com a afirmação de uma cultura de respeito, com específico cuidado pela compreensão inter-religiosa, disse ainda Dom Migliore, que concluiu seu pronunciamento sublinhando que o objetivo principal das Nações Unidas na busca da compreensão e da cooperação entre as religiões é fazer com que “os Estados, tal como em todos os âmbitos da sociedade humana, reconheçam, respeitem e promovam a dignidade e os direitos de cada pessoa e de toda comunidade no mundo”. (S.L.) (Agência Fides 11/11/2009)

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PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA EXISTE NOS PAÍSES ASSINALADOS NA COR VERMELHA (ANO 2006)

Fonte: Pe. Dr. Adam Kowalik – Artigos/5 (Disponível em http://adamkowalik.tripod.com/index.html)

Licenciado em Direito Canônico no Pontifício Instituto Superior de Direito Canônico no Rio de Janeiro em 1993; Doutor em Direito Internacional Familiar pela Pontifícia Universidade da Santa Cruz em Roma em 1998; especialização em Jurisprudência pela Universidade Gregoriana de Roma em 1998; Juiz do Tribunal Eclesiástico Regional do Rio de Janeiro; Professor de Direito Canônico no Instituto de Teologia no Rio de Janeiro e no Instituto de Filosofia e Teologia em Niterói; Professor de Direito Canônico no Instituto das Ciências Religiosas no Rio de Janeiro; Professor de Direito Eclesiástico Público no Pontifício Instituto Superior de Direito Canônico do Rio de Janeiro; membro do Consórcio Latino Americano da Liberdade Religiosa.

Artigos/5

A liberdade religiosa no novo milênio

“A liberdade religiosa constitui o coração dos direitos humanos. Essa é de tal maneira inviolável que exige que se reconheça às pessoas a liberdade de mudar de religião se assim sua consciência demandar. Cada qual, de fato, é obrigado a seguir sua consciência em todas as circunstâncias e não pode ser constrangido a agir em contraste com ela. Devido a esse direito inalienável, ninguém pode ser obrigado a aceitar pela força uma determinada religião, quaisquer que sejam as circunstâncias ou as motivações…”.

Quem assim escreve é o papa João Paulo II na sua mensagem anual aos chefes de Estado, por ocasião do Dia Mundial da Paz de 1999. Na mesma mensagem, ele lembra que também a Declaração Universal dos Direitos Humanos (art. n.º 18) reconhece o direito à liberdade religiosa, incluindo o de manifestar as próprias crenças seja individualmente ou com outros, abertamente como em privado. O respeito à liberdade religiosa é um dos fundamentos da paz mundial.

Tudo isso parece óbvio, mas como está, de fato, a liberdade religiosa no mundo, em particular na entrada do novo milênio? Como se comportam os Estados que assinaram as diferentes convenções internacionais sobre os direitos humanos, sobretudo com referência às minorias religiosas que vivem em suas fronteiras?

Desconsiderando episódios individuais de intolerância que acontecem em qualquer lugar do mundo, em geral, temos que, na maior parte da Europa Ocidental, na América do Norte, Austrália e América Latina, existe respeito ao cristianismo, às minorias religiosas e a outras religiões, exceção feita ao México, a Venezuela e a Cuba.

Em outros países, embora não haja verdadeiras perseguições, há restrições contidas nas legislações ou pressões políticas sobre determinados grupos religiosos. Na França, por exemplo, pela herança leiga da Revolução de 1789, percebemos um paradoxo: querendo respeitar o direito à liberdade dos cidadãos, chega-se a restringir manifestações religiosas públicas, mas, na prática, tolera-se a oração diária nas ruas dos numerosos muçulmanos que imigraram para o país[1].

Em geral, os países que mais desrespeitam – total ou parcialmente – a liberdade religiosa dos seus cidadãos são aqueles com governos ditatoriais de matriz comunista, como China, Coréia do Norte, Mianmá e Tibete, chegando a verdadeiras perseguições com prisões, torturas e até morte. Ultimamente, na China, houve a morte não bem explicada nas cadeias do governo de vários seguidores da seita Falum Gong[2].

Nos países muçulmanos da Ásia e da África, pelo menos onde o islã foi assumido como religião do Estado, todos os cidadãos que não o praticam são considerados “infiéis” e sofrem fortes discriminações em todos os campos, além de limitações no trabalho. A “perseguição” nem sempre é violenta, mas sempre discriminatória. Na Arábia Saudita e no Afeganistão, por exemplo onde a lei corânica ou sharia foi adotada como lei fundamental do Estado e principal fonte do direito civil e penal, a perseguição chega até a aplicação da morte para os muçulmanos que mudam de religião ou para os estrangeiros que tentam converter os islâmicos. Mesmo para os estrangeiros de passagem nesses países, está proibida qualquer manifestação pública da própria religião, como carregar objetos religiosos, convocar reuniões e outros atos, como o consumo de bebidas alcoólicas, o não uso do véu para as mulheres, etc. Para eles aplica-se a pena da fustigação e a deportação por desobediência aos preceitos corânicos.

Essa perseguição não atinge apenas as várias denominações cristãs, mas todas as religiões. As sociedades islâmicas, em geral, estão longe de admitir a possibilidade da separação e autonomia entre Estado e religião como é normal nos países modernos.

Uma das finalidade do Jubileu promulgado pelo papa João Paulo II era a paz e a concórdia entre as religiões e os povos. O ano 2000, porém, foi sombrio para muitos cristãos das várias denominações, em particular para os que vivem nos países islâmicos.

Começou já no primeiro dia do ano 2000, no Egito, quando uma briga na aldeia de Al Koheh, a 440 quilômetros do Cairo, entre comerciantes islâmicos e cristãos ortodoxos provocou uma verdadeira batalha nas ruas, além de saques às lojas dos últimos. Mais de quarenta cristãos foram mortos. O fato causou profundo embaraço às autoridades egípcias que, em vista do Jubileu, tinham prometido, como gesto de amizade às religiões, a autorização para o restauro de monumentos coptas, igrejas e mosteiros, após anos de descuido. Para justificar-se diante da opinião mundial, o governo do Cairo, acusou elementos criminosos de atiçar o ódio religioso.

Na Nigéria, país africano com 50% de muçulmanos e 40% de cristãos, houve uma tentativa, por parte do governo local, de impor a sharia. Os cristãos rebelaram-se e os conflitos provocaram mais de mil mortos. Conforme Peter Yakubu, porta-voz da diocese de Kaduna na região dos conflitos, os extremistas muçulmanos teriam anunciado um prêmio de mil dólares para cada sacerdote eliminado. De fato, foram mortos três vigários, oito seminaristas e 38 pastores de várias denominações. Entre os sacerdotes, a vítima mais procurada pelos islâmicos, foi Pe. Clement Ozi Bello, um convertido do islã[3].

Em abril do ano 2000, foi a vez das Filipinas, onde o grupo terrorista de Abu Sayaf decapitou dois professores cristãos de um grupo de 29 católicos seqüestrados na província de Basilan. Para soltar os reféns, os terroristas pediam a libertação de um chefe muçulmano, a abolição das cruzes e outros símbolos cristãos na ilha de Mindanao, onde eles reclamam um Estado islâmico independente. Em julho, outros guerrilheiros seqüestraram e depois massacraram, no interior de uma mesquita, 21 cristãos da província de Lanar Del Sur[4].

No Paquistão, perto de Lahore, homens mascarados bloquearam um caminhão que transportava trabalhadoras e depois de ter separado as cristãs das muçulmanas, as violentaram. Os culpados, após serem presos pela polícia, afirmaram que eram membros de uma organização integralista muçulmana, a Lakshary Taiba[5].

Na Arábia Saudita, em 17 de janeiro 1999, foram aprisionados 16 filipinos surpresos na casa de um deles, em Riad, enquanto liam a Bíblia. Entre eles, havia crianças de 2 a 12 anos que também ficaram na cadeia.

No Quênia, por causa de ódios religiosos, houve tumultos entre jovens cristãos e muçulmanos na periferia de Nairobi, a capital, durante os quais foram queimadas duas igrejas e uma mesquita; entre os feridos, havia também o arcebispo anglicano[6].

Nas Molucas, em novembro passado, foram mortos 93 cristãos e várias aldeias foram destruídas e queimadas. Os autores, segundo as fontes citadas pela BBC, parece que são membros da Laskar Jihad, organização paramilitar extremista islâmica que declarou a guerra santa contra os não-islâmicos.

Neste artigo é difícil citar a situação de todos os países em que existem restrições, diretas ou indiretas, à liberdade religiosa, por isso escolhemos alguns exemplos para uma análise mais atenta.

Afeganistão: Pena de morte para quem tenta converter muçulmanos para outras religiões. A aplicação da pena de morte para os afegãos que se convertessem a outras religiões era já conhecida, mas, no começo de janeiro de 2001, o líder supremo dos talebans, Mullah Mohammed Omar, anunciou a pena também para todos os que forem descobertos tentando convertê-los a outras religiões. As pessoas visadas são, especialmente, os cristãos e os judeus. Omar anunciou a detenção, por até cinco anos, para os livreiros que vendem material que critica o islã ou informa sobre outras religiões. O decreto também acusa, sem o respaldo de provas, que o pessoal de agências internacionais presentes no país estaria tentando obter conversões para o cristianismo. Por isso, o decreto alerta todos os cidadãos que, se um muçulmano se converter a essas religiões abolidas no Afeganistão, se for visto praticar o cristianismo ou o judaísmo, distribuir literatura religiosa ou fazer propaganda da mesma, será condenado à morte.

No Afeganistão, a presença cristã é mínima, conforme o World Evangelization Research Center: 2 675 cristãos e um só rabino. Os outros teriam fugido durante a invasão russa e estão sendo acusados de fazer uma campanha difamatória contra o islã, em particular, contra o modelo religioso dos talebans.  A aplicação da sharia excluiu as mulheres do trabalho e da educação após os 8 anos de idade, além de impor-lhes a veste cumprida que cobre totalmente o corpo, deixando somente uma espécie de rede diante dos olhos para enxergar. Para os homens, tornou-se obrigatória a barba longa, a oração na mesquita e foram-lhes proibidos muitos tipos de espetáculos, especialmente os ocidentais[7].

A questão das mulheres é alvo das organizações internacionais que estão exercendo pressões para obrigar os talebans a mudar sua legislação a respeito. Esse último decreto de janeiro teria também um motivo político: no dia 19 de dezembro de 2000, as Nações Unidas proibiram a vendas de armas aos talebans, caso não entregassem o terrorista internacional, Ossana Benladen. A resposta veio um mês depois com este decreto.

México: Católicos 89,7% (89 milhões); Protestantes 4,9%; outros 5,4%[8].

O México passou por uma perseguição anticatólica, entre 1922 e 1930, que provocou mortes. Naqueles anos, foram confiscadas todas as propriedades da Igreja, que ainda não fora restituídas. A Constituição atual estabelece, em teoria, o direito de praticar a religião, conforme a escolha pessoal, porém, se a autoridade do governo central pratica uma grande tolerância, as autoridades periféricas e locais estão sendo acusadas, em diversas regiões do país, de práticas vexatórias e restritivas contra os grupos religiosos.

Esses grupos podem existir somente se forem registrados no Sub-secretariado dos Negócios Religiosos. Para construir novas igrejas ou reformar edifícios eclesiais, é necessária a licença explícita das autoridades; também é preciso ter autorização para iniciar novas comunidades religiosas no interior do país e para realizar reuniões fora do lugar reservado ao culto. O governo central, salvo casos de dificuldades políticas, geralmente, concede com relativa facilidade essas permissões.

Pela estrita divisão entre governo e Igreja, fica proibida a instrução religiosa nas escola públicas, embora seja permitido aos grupos religiosos ter escolas próprias que não recebem porém subvenções do governo. Os programas escolares oficias em que se abordam argumentos religiosos, são catalogados como programas sobre o “desenvolvimento humano” ou “ética e valores humanos”.

As denominações religiosas não podem possuir emissoras de rádio ou de TV, mas a Igreja católica conseguiu um emissora TV via cabo, para todo o território nacional. Para transmitir programas de rádio e televisivos nas emissoras públicas, as organizações religiosas precisam sempre da permissão do governo. Os religiosos estrangeiros devem receber uma licença para visitar o país com finalidade religiosa, mas estão proibidos de instalar-se em lugares onde existe a guerrilha como as regiões do Chiapas e de Oaxaca.

Na região do Chiapas, por causa da guerrilha, as autoridades civis, com a aprovação das autoridades centrais, atribuem-se o direito de controlar, ocupar, fechar igrejas e edifícios religiosos, nomear e trocar vigários suspeitos de simpatia para com os guerrilheiros[9].

Índia: População: 982 223 000 (Hindus: 80,3%; muçulmanos: 11%; cristãos: 3,8%; sikhs: 2%; budistas: 0,7%; animistas: 2,2%; – católicos: 18 000 000[10].

A Constituição desse subcontinente proclama a liberdade de religião e, se o governo central parece respeitá-la, os regionais a toleram, com restrições. Pelas denúncias da organização Human Rights Watch, muitos funcionários dos partidos dos governos locais são os responsáveis pelo incitamento ao ódio contra as minorias religiosas. Em vários lugares, houve atos de grave violência contra muçulmanos por parte de hindus, contra hindus por parte de muçulmanos, hindus contra sikhs e vice-versa, hindus e muçulmanos contra cristãos, com mortes, destruição de edifícios religiosos de todas as religiões, queima de livros sagrados, profanações de cemitérios, violações e estupros de religiosas.

Para entender esses conflitos, é necessário lembrar também a importância do sistema de castas na Índia e das várias etnias que tem a religião como fator de união e de distinção. Passar para outra religião é trair e debilitar a própria etnia.
A presença de missionários cristãos entre as populações tribais é mais um motivo de intolerância para os extremistas hindus e muçulmanos contra os cristãos.

Não existem leis nacionais que impeçam o proselitismo por parte dos cristãos e outras religiões, mas, desde 1960, as autoridades não aceitam missionários estrangeiros que queiram se estabelecer no país; todavia, esses podem permanecer por uma curta temporada, por turismo ou se possuem alguma qualificação profissional útil ao país. A partir de 1999, essa licença de permanência provisória para os missionários, foi reduzida.

A liberdade religiosa na India, desde 1998, vem diminuindo para todos, especialmente para os cristãos, embora o governo central tente tímidas medidas para evitar choques e conflitos com mortes. A lista das pessoas assassinadas e violentadas, dos edifícios e templos destruídos está crescendo: em 23 de janeiro de 1999, um pastor protestante australiano, com seus dois filhos, foi queimado dentro do carro por hindus exaltados, no estado do Bihar. Em 12 de fevereiro, foi a vez de dois sacerdotes. Em seguida, foram as residências de religiosas saqueadas, as mulheres cristãs violentadas e feridas, os cristãos mortos, mais um sacerdote assassinado e uma aldeia cristã atacada e queimada nos Estados de Orissa e Gujarat. Alguns desses atos foram encabeçados por importantes líderes locais do Partido Nacionalista Hindu, o BIP. Outros atos de vandalismo são diários, como impedir às mulheres cristãs de pegar água nos poços das aldeias[11].

O clima de pesadas e graves intimidações e a não intervenção das autoridade para defender as vítimas dos fundamentalistas provocou um verdadeiro pânico entre as comunidades religiosas minoritárias e vem suscitando a vingança dessas minorias, quando numericamente fortes para reagir.

Em 28 de janeiro 2000, a organização Human Rights Without Frontiers alertou para uma proposta de lei apresentada no Estado de Gujarat que proíbe qualquer conversão de uma religião para outra, seja qual for o meio que a induziu: força, promessa, aliciamento, etc. O Partido nacionalista Bharatiya Janata Party, que apresentou o projeto de lei, tem maioria absoluta e a lei será aprovada, agravando ainda mais a situação de desrespeito à liberdade religiosa.

Vietnã: População: 77,560 000, Budistas: 55%, católicos: 7%[12].

Nesse país, após a queda do regime comunista, a Constituição sanciona total liberdade religiosa, mas esse direito está sendo esquecido no dia-a-dia, porque, de fato, tolera-se somente a prática individual das religiões. O governo reconhece oficialmente algumas organizações religiosas, como o budismo, a Igreja católica, alguns grupos locais de origem budista e o islã. Todos os que pertencem ao clero de todas as religiões devem se alistar num cadastro governamental e se submeter estritamente às normas emitidas pelos governos locais que usam e abusam dessa autoridade.

Os bispos devem ser aprovados pela autoridade central e só podem se reunir uma vez ao ano, com a presença de agentes governamentais; não é permitido construir, reformar edifícios religiosos e seminários e, até a presente data, não foram restituídos os templos e as igrejas confiscadas pelo antigo regime comunista. O número de seminaristas é regulado pelo governo que também aprova ou não os que vão ser ordenados.

Os monges budistas devem se filiar a uma organização controlada pelo governo que, aliás, infiltra agentes seus em todos os grupos religiosos. Nos territórios que estão ao longo das fronteiras com o Laos e China, não é permitida nenhuma presença de clero ou lugares de culto e o cristianismo ali é abertamente perseguido com prisão de fiéis, quando encontrados com objetos de culto ou reunidos com fim religioso: uma questão de segurança nacional. Embora o governo desminta, parece que há presos incomunicáveis por motivos religiosos, conforme denúncia da Human Rights[13].

Bielo-Rússia: População: 10 315 000, Ortodoxos: 80%; Católicos: 18% -1 100 000[14].

Pressionada entre a Polônia e a Rússia, a Bielo-Rússia reconquistou sua independência após a queda da ex-URSS. Lá, ainda hoje, existem conflitos religiosos entre as várias denominações cristãs.

A Constituição aprova a liberdade religiosa, mas também afirma que as relações entre Igrejas e Estado são reguladas conforme as “tradições espirituais e culturais nacionais do povo bielo-russo”. Na prática, isso favorece, de maneira total, a Igreja ortodoxa para criar – justifica o governo – através da ortodoxia, a unidade do povo. Praticamente, o governo não reconhece e combate abertamente as confissões religiosas desconhecidas e as não registradas no Departamento governamental e assim pode intervir, proibir reuniões, publicações, construções de lugares de culto das religiões consideradas não condizentes com a cultura ortodoxa do país. Os não-ortodoxos encontram dificuldades até para encontrar trabalho e são automaticamente excluídos dos empregos estatais.

Para evitar de serem considerados estrangeiros no próprio país, os bielo-russos, de origem polonesa, católicos, evitam usar símbolo nacionais poloneses, prevenindo retaliações governamentais. O atual governo concede licenças temporárias a sacerdotes estrangeiros para enfrentar a escassez do clero após a revolução comunista. Ultimamente, porém, tendo permitido a abertura de um seminário, disse que já não concederia mais outras licenças.

Em 1999, houve ainda mais um deterioramento no respeito à liberdade religiosa, sempre para proteger a Igreja ortodoxa. Em base a um decreto, os missionários estrangeiros devem ser somente religiosos, isto é, leigos ou mulheres não recebem permissão de entrada e as licenças são válidas somente por um ano[15].

Cuba: População 11.270.000; Cristãos 4.984.033; Católicos 6.331.000[16].

O governo cubano proibiu aos alunos da capital que usem, dentro das escolas, símbolos religiosos, como medalhas, crucifixos e escapulários. Diante das reclamações dos pais, a provedoria justificou a medida como uma maneira de coibir obstáculos ao “trabalho político-ideológico” feito com os alunos.

Outro procedimento contra os católicos foi adotado pelo Ministério da Saúde, proibindo aos médicos que prescrevam receitas aos seus pacientes, visto que com elas podiam receber gratuitamente os remédios fornecidos pela Igreja católica. Embora o país tenha feito progressos significativos no campo da saúde popular, a escassez de remédios continua. Para aliviar a situação, a Igreja católica, através da Cáritas, colabora, distribuindo gratuitamente remédios recebidos de países europeus. Numa assembléia municipal de Aguada de Pasajeron, o diretor da saúde, Gilberto Ramos, ameaçou com pesadas multas os médicos que prescrevem receitas; o motivo seria o medo do governo de perder o controle sobre a vida dos cubanos[17].

Conclusão.

A liberdade religiosa continua sendo violada na China, Iraque, Oriente Médio e Turquia. As violações são cometidas em todo o planeta, inclusive em países democráticos, segundo o Relatório 2006, um dossiê sobre a liberdade religiosa no mundo apresentado pela Ajuda à Igreja que Sofre (ACS).

As violações incluem leis conservadoras, legislações formalmente liberais mas não aplicadas, e outras menos visíveis cometidas em contextos democráticos.

[1][1] Cf. [1] Cf. Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, [1] Cf. Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, Relatório 2005 sobre a Liberdade religiosa no Mundo[1] Cf. Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, Relatório 2005 sobre a Liberdade religiosa no Mundo, (Título original: [1] Cf. Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, Relatório 2005 sobre a Liberdade religiosa no Mundo, (Título original: Rapporto 2005 sulla Liberta Religiosa nel Mondo[1] Cf. Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, Relatório 2005 sobre a Liberdade religiosa no Mundo, (Título original: Rapporto 2005 sulla Liberta Religiosa nel Mondo), tradução portuguesa, Lisboa 2006, pp. 51-52.

[2][2] [2] Cf. [2] Cf. Ibidem[2] Cf. Ibidem, pp. 182-207.

[3][3] [3] Ibid.[3] Ibid., pp. 371-374.

[4][4] [4] Ibid.,[4] Ibid., pp. 214-215.

[5][5] [5] Ibid[5] Ibid., p. 269.

[6][6] [6] Ibid., [6] Ibid., pp. 375-378.

[7][7] [7] Ibid.,[7] Ibid., pp. 160-161.

[8][8] [8] Ibid[8] Ibid., p. 140.

[9][9] [9] Ibid[9] Ibid., pp. 140-141.

[10][10] [10] Ibid.,[10] Ibid., p. 220.

[11][11] [11] Ibid[11] Ibid., pp. 220-227.

[12][12] [12] Ibid., [12] Ibid., p. 306.

[13][13] [13] Ibid[13] Ibid., pp. 306-312.

[14][14] [14] Ibid[14] Ibid., p. 32.

[15][15] [15] Ibid[15] Ibid., pp. 32-36.

[16][16] [16] Ibid[16] Ibid., p. 124.

[17][17] [17] Ibid[17] Ibid., pp. 124-127.

Publicado na íntegra – Artigo produzido em 2006 -http://adamkowalik.tripod.com/id23.html. Site atualizado em 17.09.2008.

Cristãos, além de outras minorias religiosas e étnicas estão sobre um território vulnerável no Iraque, afirma Joe Stork, vice-diretor da HRW para o Oriente Médio, em Relatório divulgado pela organização (Entrevista à Agência Fides – 10.11.2009)

Minorias religiosas estão sobre um território vulnerável no Iraque

10.11.2009

Iraq: Protect Besieged Minorities

“Iraqi Christians, Yazidis, and Shabaks have suffered extensively since 2003…Iraqi authorities, both Arab and Kurdish, need to

rein in security forces, extremists and vigilante groups to send a message that minorities cannot be attacked with impunity.”

Joe Stork, deputy Middle East director – Human Rights Watch-HRW

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Fonte: AGÊNCIA FIDES (Congregação para Evangelização dos Povos)

ÁSIA/IRAQUE – “Minorias religiosas sob pressão e sem liberdade religiosa”, denuncia Human Rights Watch (HRW)

Erbil (Agência Fides) – “Documentamos muitos casos de ameaça e violência por parte das forças de segurança. As comunidades cristãs e outras comunidades religiosas vivem num estado de sofrimentos evidentes. Por isto, Human Rights Watch (HRW) achou oportuno documentar e denunciar esta situação. Também a liberdade religiosa, um dos direitos humanos fundamentais, não é garantida e as comunidades têm fortes dificuldades em praticar o próprio culto”: é o que declara numa conversa com a Agência Fides, Joe Stork, vice-diretor de HRW para o Oriente Médio, um dos extensores do Relatório “On vulnerable grounds” (“Sobre um território vulnerável”) apresentado e difundido pela organização.

O documento evidencia o conflito existente entre o governo central de Bagdá e o governo regional do Curdistão adotou formas muito violentas, que preocupam e colocam em perigo a vida das minorias étnicas e religiosas. O relatório afirma que, de maneira especial na região de Nínive, corre-se o risco de “outra catástrofe dos direitos humanos para as pequenas comunidades de minoria”, fazendo eco e documentando episódios de extrema violência que prejudicam as minorias: trata-se de cristãos (550mil), yazidi (220mil), shabaki (minoria étnica de cerca de 60mil pessoas), além dos turcomanos e curdos kakai (comunidade que pratica um culto sincretista). Estas minorias – denuncia o relatório – “se encontram numa posição sempre precária, enquanto o governo central dominado por árabes e o governo regional do Curdistão lutam pelo controle dos territórios em guerra”.

Human Rights Watch acusa em particular as forças curdas de recorrerem “a detenções e prisões arbitrárias, a atos de intimidação e em certos casos a violência a baixa intensidade contra as minorias que desafiam o controle do governo regional nos territórios em conflito”. Por outro lado, “elementos extremistas de insurreição árabe sunita, que consideram estas minorias como cruzadas e infiéis, lançaram ataques devastadores que mataram centenas de civis”.

Os ataques contra os cristãos de Mossul, ocorridos um ano atrás, causaram o êxodo de milhares de cristãos da cidade. Em todo o país os cristãos presentes no Iraque, que eram mais de 900 mil em 2003, são hoje 675 mil, enquanto cerca de 20% dos refugiados iraquianos nos países limítrofes é de religião cristão.

A organização pede ao governo regional do Curdistão e ao governo de Bagdá para fazer uma investigação imparcial e para bloquear as violências, garantindo o respeito pelos direitos humanos para todos os cidadãos iraquianos, de qualquer profissão de fé ou etnia. (PA) (Agência Fides 11/11/2009)

Convidarão o Papa Bento XVI para os 500 anos do nascimento de Santa Teresa de Ávila (OCD – Sudeste – Brasil)

Confiram…

NOTÍCIAS IMPORTANTES

30.10.2009

Papa propõe Santa Teresa como modelo

Pastoral Vocacional Carmelitana: O Carmelo Descalço

16.10.2009

Convidarão o Papa Bento XVI para os 500 anos do nascimento de Santa Teresa de Ávila

ÁVILA, 16 Out. 09 / 10:21 am (ACI).- O Bispo de Ávila, Dom Jesus García Burillo, anunciou que se cursará um convite ao Papa Bento XVI para que visite a diocese em 2015 com motivo do 5º Centenário do nascimento de Santa Teresa, e se pedirá à Santa Sé “a declaração de Ano Jubilar para estas datas”.

“Ainda sabendo da dificuldade que entranha a realização deste desejo, será feito um convite formal solicitando a graça inestimável de sua presença entre nós”, anunciou o Prelado durante a celebração da festividade de Santa Teresa, cuja Missa esteve presidida pelo Arcebispo Emérito de Valência, Cardeal Agustín García-Gasco.

Dom García Burillo expressou seu “mais profundo desejo de que Sua Santidade o Papa pudesse visitar Ávila em dito Centenário, como já o fez seu predecessor João Paulo II em 1982, com motivo da clausura do IV Centenário da morte da Santa Teresa”.

Com respeito à solicitude de Ano Jubilar, o Bispo de Ávila assegurou que se trata de “um tempo em que a Igreja Católica concederia singulares graças espirituais aos fiéis com motivo do aniversário do nascimento da Doutora da Igreja”.

Dom Burillo se dirigiu aos fiéis e autoridades locais, e os convidou a unir-se ativamente na preparação do 5º Centenário do nascimento de Santa Teresa.

“Convido a todos a unir-se a este tempo de preparação (…) no qual já estão comprometidos o Bispado de Ávila e a Ordem do Carmelo Descalço”, manifestou.

Fonte: http://www.acidigital.com

Postado por Pastoral Vocacional Carmelitana.

“Como já foi recordado, ministro com capacidade de celebrar in persona Christi o sacramento da Eucaristia é somente o sacerdote validamente ordenado. Por isso, o nome “ministro da Eucaristia” cabe propriamente somente ao sacerdote. Também por causa da sagrada Ordenação, os ministros ordinários da santa comunhão são os Bispos, os Sacerdotes e os Diáconos, aos quais, portanto, cabe distribuir a santa Comunhão aos fiéis leigos na celebração da Santa Missa.” (Artigo 154) – Decretos do Documento Redemptionis Sacramentum publicados pelo Papa Bento XVI – Encíclica Ecclesia de Eucharistia – Papa João Paulo II

“A quem iremos” – A Palavra de Deus no Domingo

Paróquia Santa Teresa D’Ávila – Salvador – Bahia

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Leiam abaixo o que encontrei a respeito. As referência incluem o Papa João Paulo II e Bento XVI.
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Fonte: Associação Cultural Monfort

DOUTRINA

Ministros Extraordinários da Eucaristia

PERGUNTA

Nome:     Marcos
Enviada em:     12/03/2004
Local:     São Paulo – SP,
Religião:     Católica

Olá, teremos em breve um “Curso para Ministros Extraordinários da Eucaristia”, mas infelizmente o padre é progressista e totalmente heterodoxo em relação as doutrinas da Igreja. Por isso gostaria de esclarecer alguns temas e pedir a sua ajuda para me indicar que argumentos podemos usar caso ele diga coisas contrárias ao que a Igreja ensina.

Alguns pontos controversos:

1- Idade mínima para se tornar Ministro (e demais requisitos, se precisa ser crismado, etc).

2- Sobre as vestes do Ministro (no momento usamos túnicas e estão querendo substituir por aquele jaleco ou avental).

3- Sobre o papel do ministro durante a Missa -temos o costume de purificar os dedos antes e depois de distribuirmos a Eucaristia no purificador que fica na mesa do altar e enxugamos as mãos no manustérgio (agora estão falando que os ministros não podem purificar seus dedos junto ao altar mas que temos que trazer o purificador para a Credência para purificarmos os dedos, o que não é nem um pouco prático).

4- Ao buscarmos as âmbulas no Sacrário, ao abrirmos as portas fazemos uma genuflexão e ficamos alguns segundos em silêncio e oração (agora nos disseram que não devemos nos ajoelhar pois isso se torna um “ritualzinho particular”.)

5- Qual é o certo: trazer todas as âmbulas que estão no Sacrário para o altar no momento do Cordeiro, evitando assim dividir a Adoração ao Senhor Sacramentado ou apenas as que vão ser usadas deixando as outras lá? Durante a comunhão as portas do sacrário devem ser fechadas ou pemanecer abertas?

6- O padre nunca purifica os vasos, dando essa atribuição aos Ministros. Isso é correto?

Se é correto onde devemos purificá-los? Nós purificávamos junto ao altar, agora dizem que temos que purificar na credência.

E nesse caso como proceder? Levar o Sangue consagrado de Jesus de qualquer jeito para a Credência, ou consumi-lo antes junto ao altar? E as partículas e fragmentos? Onde são consumidas no altar ou na credência?

Peço sua ajuda e na medida do possível que nos cite a fonte de onde tal regra é tirada, pois estão dizendo que exite uma nova Instrução sobre o missal romano que modifica para essa forma que eles estão impondo, isso procede?

Como posso ter acesso a essa nova Instrução?

Desde já agradeço a atenção e peço ao Senhor Jesus que os abençoe!

Marcos

RESPOSTA

Muito prezado Marcos, salve Maria !

Após o Concílio Vaticano II e a infeliz e errada reforma da Liturgia de Paulo VI surgiram muitos abusos, que o Papa atual, agora, graças a Deus, procura coibir.

Um desses abusos foi a invenção desastrosa dos “Ministros da Eucaristia”.

Para que você compreenda bem essa questão, recomendo que você leia atentamente a encíclica Ecclesia de Eucharistia do Papa João Paulo II, e os decretos que o Papa acaba de publicar no documento Redemptionis Sacramentum, documentos nos quais ele trata desse problema, sobre o qual você me questiona.

O Papa João Paulo II proíbe que se use a expressão “Ministro da Eucaristia” por ser ambígua, pois que Ministro da Eucaristia é só o Padre ordenado, jamais um leigo. Diz o Papa que a Expressão Ministro da Eucaristia pode levar a erro, julgando-se que o leigo pode exercer funções próprias do sacerdote.

O artigo 154 do Redemptionis Sacramentum diz textualmente:

“Como já foi recordado, ministro com capacidade de celebrar in persona Christi o sacramento da Eucaristia é somente o sacerdote validamente ordenado. Por isso, o nome “ministro da Eucaristia” cabe propriamente somente ao sacerdote. Também por causa da sagrada Ordenação, os ministros ordinários da santa comunhão são os Bispos, os Sacerdotes e os Diáconos, aos quais, portanto, cabe distribuir a santa Comunhão aos fiéis leigos na celebração da santa Missa. Manifeste-se, assim, corretamente e com plenitude o seu múnus ministerial na Igreja, e se cumpra o sinal sacramental”.

O artigo 155 afirma que o Bispo Diocesano, por razão de “autêntica necessidade” pode delegar a um leigo como “ministro extraordinário da comunhão” — não da Eucaristia — e que “Somente em casos particulares e imprevistos, pode ser dada permissão por um sacerdote, a um leigo, para dar a Comunhão, só para uma ocasião concreta” ( não para sempre).

Que essa permissão não deve ser para sempre, ou habitualmente, é afirmado no artigo 156 que diz:

“Este ofício — [de distribuir a comunhão extraordinariamente] — seja entendido em sentido estrito conforme sua denominação de ministro extraordinário da santa Comunhão, e não “ministro especial da santa Comunhão” ou “ministro extraordinário da Eucaristia” ou “ministro especial da Eucaristia” definições que ampliam indevidamente e impropriamente o alcance dessa denominação”. [O negrito é meu].

Como você vê, então, caro Marcos, a distribuição da Comunhão não pode ser delegada para sempre, definitivamente, pelo sacerdote. Esse é um dos abusos que o Papa determinou extirpar.

O artigo 157 do decreto papal afirma que havendo Padre, é ele quem deve distribuir a sagrada Comunhão e não delegar essa função a um leigo.

Veja o que determinou o Papa a quem você — e todos os católicos, inclusive o padre –devem obedecer:

“157. Se costumeiramente está presente um número suficiente de ministros sacros também para a distribuição da santa Comunhão, não se podem deputar para essa função os ministros extraordinários da santa Comunhão. Em tais circunstâncias, aqueles que fossem deputados a tal ministério, não o exercitem.

É reprovável o costume daqueles sacerdotes que, se bem que estejam presentes à celebração, se abstém normalmente de distribuir a Comunhão, encarregando os leigos para tal dever” (O sublinhado e o negrito são meus).

Como você vê, prezado Marcos, nunca distribua a comunhão, havendo um padre presente.

E o artigo 158 prossegue explicando:

“158. O ministro extraordinário da Santa Comunhão, de fato, poderá administrar a Comunhão somente quando faltem o Sacerdote e o Diácono, quando o Sacerdote estiver impedido por doença, velhice ou outro motivo sério, ou quando o número de fiéis que acedem à Comunhão é tão grande que a própria celebração da Missa se prolongaria por demais. Todavia, isto se compreenda no sentido de que um breve prolongamento da Missa, conforme a cultura e os hábitos locais, será considerado motivo totalmente insuficiente [para delegar a distribuição a leigos]” (Negrito e sublinhado meus].

Desse modo, a desculpa de que há muita gente para comungar não é, de si, suficiente para delegar que a Comunhão seja distribuída por leigos. Isso vale só se há multidão excessiva, e não apenas muita gente.

Você me informa que o vigário de sua paróquia é “progressista e totalmente heterodoxo”.

E o que você me conta que é feito em sua paróquia coincide exatamente com os abusos que o Papa quer extirpar. É então completamente proibido pelos novos decretos fazer o que vocês costumam fazer, em sua paróquia, e de modo habitual.

Sendo assim, ele muito provavelmente não vai obedecer aos decretos do Papa. Ou então, pelo menos, vai tentar “dar um jeitinho”. Vai tentar “driblar” os decretos. O que é desobediência pior, pois envolve malícia.

Que fazer, então?

Não vejo outra saída senão obedecer ao Papa e não ao vigário modernista.

Mostre o próprio texto dos decretos ao vigário, e pergunte-lhe, respeitosamente, se ele vai acatar ou não o que o Papa mandou.

Caso ele acate, tudo bem.

Caso ele desobedeça ao Papa, diga-lhe que você já não irá mais distribuir a Comunhão. Depois, denuncie essa desobediência dele ao Bispo, e mesmo ao Papa, como manda o artigo 184 do decreto Redemptionis Sacramentum.

Aceitar o que o vigário mandar contra os decretos pontifícios seria grave desobediência ao Papa . E como essa desobediência envolve coisas sagradas, incorreria em sacrilégio.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

Assoicação Cultural Monfort.
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TESTEMUNHO – “Devemos buscar, com humildade, a elevação espiritual, que nos leva Deus, e não pretender que a sacralidade cristã desça à altura de nossa capacidade de transcendência…” . (LBN)

Gostaria de esclarecer que não faço parte da Associação Cultural Monfort, portanto não me sinto obrigada a concordar com todas as exposições do Prof. Orlando Fedeli (é do tipo “frio ou quente” – tal como Deus Pai aprova…), no que diz respeito aos muitos  “combates da fé” (pacíficos, é claro…) No entanto, como historiador católico, ele apresenta os fundamentos canônicos de algumas visões chamadas “conservadoras”,  que acabam por  entrar em  “rota de colisão” com os que veem no Concílio Vaticano II a renovação do catolicismo no Brasil, e no mundo. Cá comigo, penso que o Papa Bento XVI valoriza a importância de alguns dos “novos ares” trazidos por este Concílio, ocorrido em torno de 1962. Entretanto, não está disposto a fazer concessões quanto ao que entra em conflito, por exemplo, com Concílio Ecumênico de Trento (1545-1563). Este, historicamente, foi uma resposta à Reforma Protestante, Bento XVI não admite nada que entre em conflito com a doutrina católica. A propósito, venho aprendendo que tudo que a Igreja afirma como dogma tem rigoroso vínculo com as Sagradas Escrituras.

Assim, ao tempo do Concílio II, também ecumênico, mas em conformidade com os “novos tempos”, nos quais os leigos passaram a fazer forte pressão para que houvesse mudança, segundo os fatos, este transcorreu também dentro da esfera interno ao Vaticano, mas com abertura a instituições externas leigas, com extensão às denominações cristãs protestantes. Portanto, diferiu do status, por exemplo, dos demais Concílio, ainda que ecumênicos. Nestes, que todas as discussões foram realizadas em caráter privado, sem objeções ou sugestões externas dirigidas aos ao Papa Cardeais e Bispos. Todas as decisões tiveram caráter irrevogável porque amplamente discutidas, e por fim, acordadas entre todos.  “Quem vos fala” tinha dois “aninhos”nesta época…  No colo de minha mãe acompanhei a missa pelo rito antigo, mas não deve ter passado dos meus cinco anos, em 1965, Lembro que meu pai, apesar de pequena ainda, ao chegarmos em casa falava que como seria possível alguma concentração com ao “ritmo” de guitarras… Não gostava de crianças correndo, gritando, desde os corredores até o entorno do altar… Ou fotógrafos atrás do altar para os “melhores ângulos” do casamento,  ou em volta do padre, na pia batismal… Lá pelos meus oito anos, pouco antes de minha Primeira Comunhão comecei a compreender que aquilo me incomodava também. Desde meus 14 nos, passei a não ir aos domingos pela manhã à missa, e sim, à tardinha. Tudo era calmo… Meus pais continuaram a ir aos domingos porque no sábado havia muito o que fazer, ou seja, supermercado, reparos e outros compromissos. quando entrei no mundo do trabalho, aos 17 anos, continuei indo à missa aos sábados, agora com minhas duas irmãs pré-adolescentes.

Há uma lacuna nesta fase inicial de minha vida espiritual e católica: quando chegou o momento de minha preparação para o sacramento da Crisma: não quis me inscrever de jeito nenhum. Até hoje não sei se foi porque não gostava da agitação da Missa, e, por essa razão, quando a catequista, já no final de nossa  preparação para a Primeira Eucaristia afirmou que teríamos de fazer um “juramento” na Crisma: sempre seríamos católicos. Ela teve a melhor das intenções, tenho certeza. Lembro o nome dela. Eu e meu irmão, chegamos à conclusão que seríamos sempre “amigos” de Jesus Cristo, mas não poderíamos jurar em falso; e se mudássemos de idéia no futuro quanto à Igreja?  Crianças com 10 e 11 anos… Deve ter havido nesta decisão (por medo de “mentir para Deus”),  a influência de outras opções (ou denominações?), que, aliás,  vieram no bojo do Concílio II. Ou seja, na mídia, na cultura, as demais denominações, sem maiores análises –  as reformadas e até mesmo as que beiravam o pentecostalismo (em geral, sem nenhuma Liturgia) foram assimiladas tão somente por serem cristãs.  Atualmente, isto mudou um pouco, já que o papa Bento XVI dialoga, mas pede que voltem ao rebanho original…

Estranho é que ao entrar na adolescência jamais pensei na possibilidade de sair do catolicismo. Pelo contrário, não via sentido na divisão decorrente do protestantismo, ainda que não tivesse qualquer preconceito com relação  a outras denominações. O curioso é que, nos anos 80, logo descobri o contrário: não havia, de fato, a aceitação da doutrina católica, criada há dois mil anos, nem mesmo pelos reformados. Pelo que pesquisei, os votos de castidade, pobreza e obediência (no caso, ao Papa, bispo de Roma) tem sido um entrave para que a Igreja Católica volte a ser Una, Santa e Apostólica.

Sempre estranhei essa nossa “excentricidade” porque meus pais vieram de famílias católicas – geração após geração. Quanto à liberdade que nos deram de não nos crismarmos. penso que os “novos ares” do Concílio II deram a conhecer midiaticamente “novas opções” dentro da Liturgia Católica. a celebração ficou parecida com a dos reformados. No Concílio II, os bispos foram instruídos a adequarem a Liturgia, em conformidade com a cultura dos países das Américas. Provavelmente, isto criou um “caldo” propício para os pais entenderem que seus filhos poderiam naturalmente aderir aos cultos reformados e até calvinistas. Por quê? Pela ênfase” no conceito de ecumenismo: ou seja: a idéia de Jesus de que “Pedro – sobre ti erguerei a minha Igreja” admitia que Cristo Jesus não se importaria com as milhares de divisões que temos hoje, mesmo depois de Santa Teresa de Ávila, São Francisco de Sales, entre outros contra-reformadores. O Cardeal Newmann,  teólogo e estudioso anglicano, convertido ao catolicismo. Foi beatificado.

Todos sabemos que a Liturgia católica atual  replica o altar das Igrejas da Reforma, incluindo outras inovações. Algumas são aceitáveis, outras, a meu ver, são execráveis. Em uma delas, por exemplo, antes do padre tomar assento, em uma celebração católica nos Estados Unidos bailava entre os corredores super-iluminados, em veste branca, discreta, uma mulher magra, madura, alta e esguia. Parecia ser uma bailarina clássica. Logo após adentra um bailarino negro, “fora de forma”, e baila também no mesmo estilo (não coloquei som). Não compreendi o que veio depois: dois bonecos (aqueles sobre pernas-de-pau), com visual afro (mas havia muitos brancos na igreja; acredito que eram maioria). Os bonecos, enormes, lentos, bailavam também… Saíram de cena. a “bailarina cinquentona apanha uma toalha branca, e ajudada pelo outro bailarino a coloca sobre a mesa do altar. Tudo parece normal, menos para mim e meu marido… Logo em seguida, “aparece” o sacerdote, vestido como tal, ou seja, com veste longa, e bordaduras amarelo-douradas. Ele atravessa o altar (devia estar sentado ao fundo, ao lado), e, paradoxalmente, desce o altar, se assentando em uma das cadeiras. Paramos ali. Penso que esperou  que ambos “bailarinos” (Davi dançava e tocava instrumentos – talvez seja esta a razão…) dessem por acabada a performance… Certamente, tudo depois transcorreu aos moldes da missa que conhecemos. Certamente, por Cristo Jesus foi celebrada pelo sacerdote, e ajudado por ministros e mistras da Eucaristia. em nossa região as Ministras vão até os que querem receber a Santa Comunhão. Para mim, particularmente, se queremos comungar devemos ir até o Corpo de Cristo, e pelas mãos do sacerdote e diácono.

Não tenho nenhuma pretensão a não ser refletir sobre o excesso de “criatividade”, em detrimento do que nos aponta o bom senso dos papas, bispos, sacerdotes e  teólogos em relação a  um respeitoso, suave e transcendente culto, tal como Cristo Jesus, no Novo Testamento,  e Deus-Pai, lá no Êxodo, por exemplo. Um rito sagrado não pode conter “caprichos” profanos. Empobrece nossa vida espiritual.  Por que a cerimônia religiosa do matrimônio é realizada do mesmo modo desde a Igreja Primitiva? Afora, obviamente, os holofotes… É o que penso. (L.B.N)

D. José Alves, Arcebispo de Évora afirma que “o conhecimento é também uma forma de santidade” – Celebração de Todos os Santos (1º de novembro) e dos 450 anos da Universidade de Évora (Portugal)

Santo Tomás de Aquino (1225-1274)

CORPUS THOMISTICUM –

Fundaciń Tomás de Aquino – 2006

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A propósito da celebração pelos 450 anos da Universidade de Évora, em Portugal, acredito que silenciosamente, algo vem corroendo, no Brasil e no mundo,  a vocação, a “razão de ser” de uma universidade, seja ela pública ou particular (confessional ou não). Estamos sem rumo, e, infelizmente, através das palavras  do arcebispo da cidade de Évora, D. José Alves, podemos identificar o núcleo da crise educacional (entendo que atinge os níveis anteriores):

“(…) Tal como os santos são apresentados como modelos “que souberam percorrer o caminho da perfeição”, também os professores e mestres universitários “são chamados a alcançar a perfeição técnica, intelectual, humana e moral” de tal forma que os alunos “se sintam estimulados a tomá-los como modelo.”

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Spe Deus – «Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

03.11.2009 – Agência Ecclesia

Arcebispo D.José Alves - celebração dos 450 anos da Universidade de Évora

Santidade não é «pietismo e alienação»

D. José Alves celebrou Todos os Santos e os 450 anos da Universidade de Évora, afirmando que o conhecimento é também uma forma de santidade

A solenidade de Todos os Santos, que o calendário católico assinala a 1 de Novembro, visa propor a todos “um processo de transformação interior” e não atitudes de “religiosidade ou pietismo, nem corresponde a qualquer tipo de angelismo ou alienação”.

Esta tomada de posição foi assumida por D. José Alves, Arcebispo de Évora, na celebração de Todos os Santos, que na diocese marcou também os 450 anos da Universidade de Évora.

O caminho de santidade potencia “o desenvolvimento das capacidades individuais, coadjuvado pela graça de Deus”, referiu o Arcebispo indicando que este processo propõe um estilo de vida orientado pelo “desprendimento dos bens terrenos, pela emenda dos erros cometidos, pela aceitação plena do que em verdade se é, pela prática da justiça, pelo perdão das ofensas recebidas, pelo compromisso com a paz interior e a paz social e pela aceitação serena das incompreensões e perseguições injustas” por causa da paz ou do anúncio “do Evangelho”.

Esta transformação interior abre perspectivas para “um mundo novo” a que todos são chamados, intervindo na “transformação das realidades sociais, depois de nos termos transformado a nós próprios”.

Aponta D. José Alves que este é também o contexto em que se enquadra a Universidade. “Também ela faz parte do chamamento universal à perfeição”.

De carácter universal, a Universidade visa “o aperfeiçoamento e está ao serviço de toda a humanidade”. Esta instituição deve manter-se “aberta a todos quantos possuam condições para aceder aos conhecimentos e à formação humana, científica, moral e espiritual que ela pode proporcionar, em ordem a promover a transformação dos indivíduos e da sociedade, pelo triunfo da justiça, da verdade e da paz”.

Segundo o Arcebispo de Évora, tal como os santos são apresentados como modelos “que souberam percorrer o caminho da perfeição”, também os professores e mestres universitários “são chamados a alcançar a perfeição técnica, intelectual, humana e moral” de tal forma que os alunos “se sintam estimulados a tomá-los como modelo”.

Assinala D. José Alves que a falta de evolução social se deve à “falta de bons modelos que incentivem as boas práticas em todos os domínios da vida em sociedade”.

“Nestes tempos de crise económica e crise de valores, os nossos olhos voltam-se para a Universidade. Dela, enquanto instituição de ensino superior, sustentada pelo erário público, esperamos que prepare cientistas curiosos, verdadeiros e rigorosos, profissionais competentes, cidadãos responsáveis, homens íntegros e promotores dos valores humanos, morais e espirituais”.

Assim, na solenidade de Todos os Santos “celebraremos todos aqueles que souberam colocar as suas vidas ao serviço da humanidade e contribuíram para a transformação humana da nossa sociedade”.

(Fonte: site Agência Ecclesia)

Publicado por spedeus às 00:04.

Na audiência geral Bento XVI fala sobre teologia monástica e teologia escolástica – L’Osservatore Romano(Vaticano) – 31.10.2009

VATICANO  –  L’Osservatore Romano

31.10.2009

Na audiência geral Bento XVI fala sobre teologia monástica e teologia escolástica

Amizade natural entre fé e razão

Valores e dinamismo dos povos africanos “Entre fé e razão existe uma amizade natural, fundada na própria ordem da criação”, afirmou o Papa na audiência geral de quarta-feira, 28 de Outubro, na Praça de São Pedro, falando sobre teologia monástica e teologia escolástica que floresceram no século XII.

Queridos irmãos e irmãs!
Detenho-me hoje a falar sobre uma interessante página de história, relativa ao florescimento da teologia latina no século xii, que se verificou devido a uma série providencial de coincidências. Nos países da Europa ocidental reinava então uma paz relativa, que garantia à sociedade desenvolvimento económico e consolidação das estruturas políticas, e favorecia uma vivaz actividade cultural graças também aos contactos com o Oriente. No interior da Igreja sentiam-se os benefícios da vasta acção conhecida como “reforma gregoriana”, a qual, promovida vigorosamente no século precedente, tinha contribuído com uma maior pureza evangélica para a vida da comunidade eclesial, sobretudo no clero, e tinha restituído à Igreja e ao Papado uma autêntica liberdade de acção. Além disso ia-se difundindo uma vasta renovação espiritual, apoiada pelo vigoroso desenvolvimento da vida consagrada:  nasciam e expandiam-se novas Ordens religiosas, enquanto que as que já existiam conheciam uma retomada prometedora.

Refloresceu trambém a teologia adquirindo maior consciência da própria natureza:  apurou o método, enfrentou problemas novos, progrediu na contemplação dos Mistérios de Deus, produziu obras fundamentais, inspirou iniciativas importantes da cultura, da arte e da literatura, e preparou as obras-primas do século seguinte, o século de Tomás de Aquino e de Boaventura de Bagnoregio. Foram dois os ambientes nos quais se desenvolveram esta fervorosa actividade teológica:  os mosteiros e as escolas das cidades, as scholae, algumas das quais deram depressa vida às Universidades, que constituem uma das “invenções” típicas da Idade Média cristã. Precisamente a partir destes dois ambientes, os mosteiros e as scholae, pode-se falar de dois modelos diferentes de teologia:  a “teologia monástica” e a “teologia escolástica”. Os representantes da teologia monástica eram monges, em geral Abades, dotados de sabedoria e de fervor evangélico, dedicados essencialmente a suscitar e a alimentar o desejo amoroso de Deus. Os representantes da teologia escolástica eram homens cultos, apaixonados pela pesquisa; magistri desejosos de mostrar a racionalidade e o fundamento dos Mistérios de Deus e do homem, acreditados com a fé, sem dúvida, mas compreendidos também pela razão. A finalidade diversa explica a diferença do seu método e do seu modo de fazer teologia.

Nos mosteiros do século xii o método teológico estava ligado principalmente à explicação da Sagrada Escritura, da sacra pagina para nos expressar como os autores daquele período; praticava-se especialmente a teologia bíblica. Isto é, os monges eram todos devotos ouvintes e leitores das Sagradas Escrituras, e uma das suas principais ocupações consistia na lectio divina, ou seja, na leitura pregada da Bíblia. Para eles a simples leitura do Texto sagrado não era suficiente para compreender o seu sentido profundo, a sua unidade interior e a sua mensagem transcendente. Portanto, era preciso praticar uma “leitura espiritual”, guiada com docilidade ao Espírito Santo. Na escola dos Padres, a Bíblia era assim  interpretada  alegoricamente,  para  descobrir  em  cada  página, quer do Antigo quer do Novo Testamento, o que diz de Cristo e da sua obra de salvação.

O Sínodo dos Bispos do ano passado sobre a “Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja” recordou a importância da abordagem espiritual das Sagradas Escrituras. Com esta finalidade, é útil valorizar a teologia monástica, uma ininterrupta exegese bíblica, assim como as obras compostas pelos seus representantes, preciosos comentários ascéticos aos livros da Bíblia. Portanto, a teologia monástica unia a preparação literária à espiritual. Estava portanto consciente de que uma leitura meramente teórica e profana não era suficiente:  para entrar no coração da Sagrada Escritura, ela deve ser lida no espírito com o qual foi escrita e criada. A preparação literária era necessária para conhecer o significado exacto das palavras e facilitar a compreensão do texto, afinando a sensibilidade gramatical e filológica. O estudioso beneditino do século passado Jean Leclercq intitulou do seguinte modo o ensaio com o qual apresenta as características da teologia monástica:  L’amour des lettres et le désir de Dieu (O amor às letras e o desejo de Deus). De facto, o desejo de conhecer e de amar a Deus, que vem ao nosso encontro através da sua Palavra que deve ser acolhida, meditada e praticada, leva a procurar aprofundar os textos bíblicos em todas as suas dimensões. Há depois outra aptidão sobre a qual insistem quantos praticam a teologia monástica, isto é, uma profunda atitude orante, que deve preceder, acompanhar e completar o estudo da Sagrada Escritura. Dado que, em última análise, a teologia monástica é escuta da Palavra de Deus, não se pode deixar de purificar o coração para a acolher e, sobretudo, não se pode deixar de estimular nele o fervor para encontrar o Senhor. A teologia torna-se portanto meditação, oração, canto de louvor e chama a uma conversão sincera. Não poucos representantes da teologia monástica chegaram, por este caminho, às metas mais altas da experiência mística, e constituem um convite também para nós a alimentar a nossa existência com a Palavra de Deus, por exemplo, mediante a escuta mais atenta das leituras e do Evangelho, sobretudo na Missa dominical. É importante, além disso, dedicar todos os dias um certo tempo à meditação da Bíblia, para que a Palavra de Deus seja lâmpada que ilumina o nosso caminho quotidiano sobre a terra.

Pelo contrário, a teologia escolástica como disse era praticada nas scholae, que surgiram ao lado das grandes catedrais da época, para a preparação do clero, ou em volta de um mestre de teologia e dos seus discípulos, para formar profissionais da cultura, numa época na qual o saber era cada vez mais apreciado. No método dos escolásticos era central a quaestio, ou seja, o problema que se apresenta ao leitor ao enfrentar as palavras da Escritura e da Tradição. Face ao problema que estes textos influentes apresentam, levantam-se questões e nasce o debate entre o mestre e os estudantes. Neste debate surgem por um lado os argumentos da autoridade, por outro os da razão e o debate desenvolve-se no sentido de encontrar, no final, uma síntese mais profunda da palavra de Deus. A este propósito, São Boaventura diz que a teologia é “per additionem” (cf. Commentaria in quatuor libros sententiarum, i, proem., q. 1, concl.), ou seja, a teologia acrescenta a dimensão da razão à palavra de Deus e assim cria uma fé mais profunda, mais pessoal e, por conseguinte, também mais concreta na vida do homem. Neste sentido, encontravam-se diversas soluções e formavam-se conclusões que começavam a construir um sistema de teologia. A organização das quaestiones levava à compilação de sínteses cada vez mais extensas, ou seja, compunham-se as diversas quaestiones com as respostas que surgiam, criando assim uma síntese, as chamadas summae, que eram, na realidade, amplos tratados teológico-dogmáticos nascidos do confronto da razão humana com a palavra de Deus. A teologia escolástica tinha como objectivo apresentar a unidade e a harmonia da Revelação cristã com um método, chamado precisamente “escolástico”, da escola, que concede confiança à razão humana:  a gramática e a filologia estão ao serviço do saber teológico, mas ainda mais está a lógica, que é a disciplina que estuda o “funcionamento” do raciocínio humano, de modo que sobressaia a verdade de uma proposição. Ainda hoje, lendo as summae escolásticas permanecemos admirados com a ordem, a clareza, o nexo lógico dos argumentos e a profundidade de algumas intuições. Com linguagem técnica é atribuído a cada palavra um significado claro e, entre o crer e o compreender, estabelece-se um recíproco movimento de esclarecimento.

Queridos irmãos e irmãs, fazendo eco ao convite da Primeira Carta de Pedro, a teologia escolástica estimula-nos a estar sempre prontos a responder a quem quer que nos pergunte a razão da nossa esperança (cf. 3, 15). Ao ouvir as perguntas como se fossem nossas e assim ser capazes também de dar uma resposta. Recorda-nos que entre fé e razão existe uma amizade natural, fundada na própria ordem da criação. O Servo de Deus João Paulo ii, no incipit da Encíclica Fides et ratio escreve:  “A fé e a razão são como duas asas, com as quais o espírito humano se eleva rumo à contemplação da verdade”. A fé está aberta ao esforço de compreensão da parte da razão; a razão, por sua vez, reconhece que a fé não a mortifica, aliás, estimula-a para horizontes mais amplos e elevados. Insere-se aqui a perene lição da teologia monástica. Fé e razão, em recíproco diálogo, vibram de alegria quando ambas estão animadas pela busca da união íntima com Deus. Quando o amor vivifica a dimensão orante da teologia, o conhecimento, adquirido pela razão, alarga-se. A verdade é procurada com humildade, acolhida com estupefacção e gratidão:  numa palavra, o conhecimento cresce unicamente se ama a verdade. O amor torna-se inteligência e a teologia, autêntica sabedoria do coração, que orienta e ampara a fé e a vida dos crentes. Rezemos portanto para que o caminho do conhecimento e do aprofundamento dos Mistérios de Deus seja sempre iluminado pelo amor divino.

Também em português a catequese do Papa

Novidade na audiência geral:  pela primeira vez Bento XVI pronunciou também em português a síntese da catequese. Até agora era feita só em francês, inglês, alemão e espanhol. A novidade foi acolhida com entusiasmo pelos grupos que falam esta língua sobretudo pelo coro juvenil da arquidiocese brasileira de Maringá aos quais o Papa dirigiu a seguinte saudação:

Amados peregrinos do Porto e demais pessoas de língua portuguesa, sede bem-vindos! Uma saudação particular ao coro infanto-juvenil de Maringá e aos grupos paroquais de Santa Cruz, em Belém, e de nossa Senhora do Carmo, no Rio de Janeiro. Que nada vos impeça de viver e crescer na amizade de Deus. Procurai iluminar o vosso caminho com a Palavra divina, ouvindo-a atentamente na Eucaristia do domingo e reservando alguns momentos em cada dia para a sua meditação. Sobre vós e vossas famílias, desça a minha Bênção.

Publicado por L’Osservatore Romano – 31 de Outubro de 2009.

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OPINIÃO

O que eu penso sobre um rito que me permita elevar minha alma às alturas, tenho plena certeza que a poucos  interessa… Entretanto, faço questão que saibam, aqui neste espaço virtual,  o que acho mais adequado em termos “formais e espirituais” em relação ao rituais, toda a Liturgia que envolve a Santa Missa. Entendo agora o que certo comentário publicado no l”Osservatore procura dar a saber sobre o Papa Bento XVI, que  pedia em abril deste ano: “Rezem por mim…”, em seu quinto ano de Pontificado. Certamente, os “lobos” mencionados no artigo,  são os grupos que se opõem a missas austeras, além de afrontas de outros grupos, os quais são mais “liberalizantes” que católicos… Assim,  Papa Bento XVI menciona a pressão midiática contra os valores cristãos, mas sabemos que há adversários internos. Entretanto,  o Papa é sagaz e político, e além disso, rezamos por ele, não? Ele precisa: dentro da própria Igreja Católica há quem não tenha outro objetivo a não ser que tudo corra sem controle algum…  A propósito, penso que devemos nos conformar (sem subserviência) à tradição apostólica, que representa a sabedoria acumulada por séculos, iluminados pelo Espírito Santo. Este termo “tradição “apostólica”,  para mim, é emblemático para o Catolicismo, já que sempre se baseou em indicações bíblicas, e estudos aprofundados por teólogos, sacerdotes estudiosos (p.ex., São Tomás de Aquino),  bispos, papas, alguns santificados. Todos operavam em nível de excelência. Em contrapartida, se assim não for, cada um interpreta o significado dos Dez Mandamentos, ao bel prazer, entre outros temas polêmicos, sem ao menos procurar informações sobre o que os “antigos” nos legaram. além disso, há fundamentação bíblica em cada dogma anunciado pela Igreja Católica… Por esta razão, já que não há explicações ou tentativas de explicar o sentido de um dogma, acabamos lendo por aí que “isto é dogmático”… Ora, dogma é uma expressão religiosa, portanto, na medida em que ela surge fora do mundo religioso, deve haver o devido esclarecimento da inadequação de seu uso. Por uma simples razão: acusação de obscurantismo… Não esperemos que o ramo protestante parta em busca desta pesquisa, que tem por base dois mil anos de Cristianismo… Dos seminários católicos saíram sacerdotes  que deixaram bulas papais, encíclicas, documentos orientadores para nós, o rebanho de Cristo Jesus…

A absurda adesão católica à festa de Halloweenn no Brasil e no mundo

Pasmem: nos Estados Unidos a atual visão da Liturgia “multicultural” adaptou a “missa” à “festa de halloween”, que se deu há três dias… Meu Deus! Não penso como muita gente estar “update” com a fé católica, com a vontade de Deus… Pelo contrário, comungo espiritualmente porque sou casada há 24 anos com um ex-ateu (quando o conheci), que depois se revelou protestante (por parte de pai), e que, devido à mãe foi batizado no catolicismo. Há quatro anos é ex-protestante, leitor e devoto de Francisco de Sales e Santa Joanna de Chantal. O problema reside agora no rito, que ambos temos dificuldade em nos sentir à vontade, dada a superficialidade. Desculpem a sinceridade. Simplificando: vocês não acham que há muita invenção e pouca devoção?

Cliquem nas fotos (algumas, pois há links nos títulos) e terão informações adicionais sobre o “Rito Gregoriano”. Entre elas, a de que o Brasil não possui um grupo firmado “frontal e corajosamente” a favor do rito romano. O grupo, fundado por leigos na Espanha, é apoiado pelo Papa Bento XVI , que sugeriu aos bispos que autorizassem grupos de leigos que quisessem missas celebradas segundo o “Rito Gregoriano” ou “Tridentino”. Obviamente que, para cada país há a especificidade da cultura em que este rito “básico” seria  inserido. O grupo leigo espanhol, que leva à frente a iniciativa de divulgação do “Rito Tridentino” se chama “Una Voce”.

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Fonte: Una Voce en España

Con el objetivo de coordinar esfuerzos y unir a distintas asociaciones de laicos vinculados a la Misa Gregoriana, llamada por el Santo Padre Benedicto XVI Forma Extraordinaria del Rito Romano, nace la Federación Una Voce Hispania. Una Voce Hispania es el capítulo español de la Federación Internacional Una Voce y su objetivo es el de reunir en este mismo capítulo a todas las asociaciones afines que vayan surgiendo en España, para mejor cumplir los fines de todas y cada una que pueden resumirse en el mantenimiento, defensa y difusión de la liturgia romana extraordinaria en todas sus expresiones y, particularmente, la Misa Gregoriana, así como de todo el entorno artístico y musical que la rodea.

La primera asociación que hubo en España vinculada a Una Voce Internacional fue la asociación Roma Aeterna, de Barcelona, a la que siguieron Una Voce Sevilla, Una Voce Madrid, Una Voce Málaga, Una Voce La Coruña y Una Voce Reino de Castilla. La promulgación del Motu Proprio Summorum Pontificum por el Santo Padre Benedicto XVI ha supuesto el renacimiento en España de un interés renovado por la Forma Extraordinaria de la Misa, lo que ha propiciado el nacimiento de asociaciones similares por diversos puntos de nuestra geografía.

Una Voce Hispania, ahora que se cumple un año de la entrada en vigor de Summorum Pontificum, nace además con vocación de estimular la creación de nuevas asociaciones que quieran promover la liturgia tradicional, y también para velar por la correcta aplicación de Summorum Pontificum en nuestro país, tratando de aunar la voz de distintos grupos de fieles españoles interesados en la herencia latina de la Iglesia Católica y sirviendo, mediante el diálogo, de vehículo para su expresión ante nuestros pastores y la sociedad en general.

El 14 de septiembre de 2008, Festividad de la Exaltación de la Santa Cruz y primer aniversario de la entrada en vigor del Motu Proprio Summorum Pontificum, las seis primeras asociaciones miembros del capítulo español de Una Voce decidimos lanzar a la Red esta sencilla página, que en el dominio de unavoce.es, irá creciendo con el tiempo, D. m., dotándose de contenidos y que esperamos que produzca buenos y abundantes frutos, para mayor gloria de Dios, en España.

UNA VOCE en el mundo

EN ESPAÑA

UNA VOCE HISPANIA. Federación de Una Voce para España.
UNA VOCE CÁDIZ.
UNA VOCE CÓRDOBA.
UNA VOCE LA CORUÑA.
UNA VOCE MADRID.
UNA VOCE MÁLAGA.
UNA VOCE REINO DE CASTILLA.
UNA VOCE SEVILLA.
ROMA AETERNA “UNA VOCE”, en Barcelona.

EN EUROPA

Una Voce Austria, en Austria.
Una Voce Czech Republic, en la República Checa.
Una Voce Deutschland, en Alemania.
Una Voce Estonia, en Estonia.
Una Voce Finlandia, en Finlandia.
Una Voce France, en Francia.
Una Voce Helvetica – Deutchsprachig, en Suiza.
Una Voce Helvetica – Francophone, en Suiza.
Una Voce Italia, en Italia.
Una Voce Norge, en Noruega.
Una Voce Polonia, en Polonia.
Una Voce Russia, en Rusia.
Una Voce Scotland, en Escocia.
Una Voce Venetia, en Venecia.
Una Voce Vlaanderen, en Bélgica.
Ecclesia Dei Delft. Asociación holandesa afiliada a Una Voce Internacional.
Cumann an Aifrinn Laidinigh – Latin Mass Society of Ireland. Afiliada de Irlanda.
Grupo San Carlos Borromeo. Asociación danesa, afiliada a Una Voce internacional.
Inter Multiplices Una Vox. Asociación de Una Voce en Italia.
Pro Missa Tridentina. Afiliada de Alemania.
St. Conleth’s Catholic Heritage Association. Afiliada de Irlanda.
The Latin Mass Society. Afiliada para Inglaterra y Gales.
Verein Mariae Namen. Afiliada de Suiza.

EN AMÉRICA

Asociación Una Voce América. Federación de Una Voce para los Estados Unidos de América.
Una Voce Central Alabama, en Alabama (USA)
Una Voce Northern Alabama, en Alabama (USA)
Una Voce Albany: Kateri Tekakwitha, en New York (USA)
Una Voce Altoona/Johnstown, en Pennsylvania (USA)
Una Voce Los Ángeles, en California (USA)
Una Voce Ann Arbor/Ypsilanti, en Michigan (USA)
Una Voce Argentina. Asociación Una Voce de Argentina.
Una Voce Northwest Arkansas, en Arkansas (USA)
Una Voce Ashtabula, en Ohio (USA)
Una Voce Berkshire County, en Massachusetts (USA)
Una Voce Boston, en Massachusetts (USA)
Una Voce Boston: St. Patrick, en Massachusetts (USA)
Una Voce Bridgeport, en Connecticut (USA)
Una Voce Brighton, en Michigan (USA)
Una Voce Bronx, en New York (USA)
Una Voce Brooklyn, en New York (USA)
Una Voce Buffalo, en New York (USA)
Una Voce Central Coast of California, en California (USA)
Una Voce Cape Cod, en Massachusetts (USA)
Una Voce Carmel, en Indiana (USA)
Una Voce Cedar Rapids, en Iowa (USA)
Una Voce Charlotte, en North Carolina (USA)
Una Voce Chesapeake, en Virginia (USA)
Una Voce Chicago, en Illinois (USA)
Una Voce Columbus, en Ohio (USA)
Una Voce Metro Detroit East, en Michigan (USA)
Una Voce Metro Detroit West, en Michigan (USA)
Una Voce del Noreste de Florida, en Florida (USA)
Una Voce Fresno, en California (USA)
Una Voce Gallatin Valley, en Montana (USA)
Una Voce Georgia, en Georgia (USA)
Una Voce Grand Rapids, en Michigan (USA)
Una Voce Greenville, en South Carolina (USA)
Una Voce Hartford, en Connecticut (USA)
Una Voce Hawaii, en Hawaii (USA)
Una Voce Houston, en Texas (USA)
Una Voce Northern Illinois: St. Peter’s, en Illinois (USA)
Una Voce Kansas City: Pope Pius XII, en Kansas (USA)
Una Voce Lafayette, en Indiana (USA)
Una Voce Lafayette LA, en Louisiana (USA)
Una Voce Western Maine, en Maine (USA)
Una Voce México. Asociación Una Voce de México.
Una Voce Michigan, en Michigan (USA)
Una Voce Central Minnesota, en Minnesota (USA)
Una Voce Southern Mississippi, en Mississippi (USA)
Una Voce Western Montana, en Montana (USA)
Una Voce Monterrey, en México.
Una Voce Muncie, en Indiana (USA)
Una Voce Naples,en Florida (USA)
Una Voce Sacred Heart, en West Virginia (USA)
Una Voce Southern Nevada, en Nevada (USA)
Una Voce New Hampshire, en New Hampshire (USA)
Una Voce Newark, en New Jersey (USA)
Una Voce North Bay, en Ontario (USA)
Una Voce Northeastern Oklahoma, en Oklahoma (USA)
Una Voce of Orange County, en California (USA)
Una Voce Central Oregon, en Oregon (USA)
Una Voce Ozarks,en Arkansas (USA)
Una Voce Palo Alto, en California (USA)
Una Voce Central Pennsylvania, en Pennsylvania (USA)
Una Voce Philadelphia, en Pennsylvania (USA)
Una Voce Piedmont, en North Carolina (USA)
Una Voce Pittsburgh, en Pennsylvania (USA)
Una Voce Powell, en Wyoming (USA)
Una Voce Quad Cities, en Iowa (USA)
Una Voce Rapid City: St Michael’s, en South Dakota (USA)
Una Voce Rhode Island, en Rhode Island (USA)
Una Voce Rochester, en New York (USA)
Una Voce San Bernardino, en California (USA)
Una Voce Springfield Area, en Missouri (USA)
Una Voce St. John’s, en Newfoundland (USA)
Una Voce St. Louis, en Missouri (USA)
Una Voce Syracuse, en New York (USA)
Una Voce Upper Peninsula, Lake Superior Chapter, en Michigan (USA)
Una Voce Ventura: Blessed Junipero Serra, en California (USA)
Una Voce Western Washington, en Washhington (USA)
Una Voce Westchester, en New York (USA)
Ad Altare Dei. De la Sociedad Gregoriana de Baltimore, afiliada a Una Voce América.
Coalition in Support of Ecclesia Dei, afiliada de Illinois (USA)
Comunidad San Juan Bautista en defensa de la Misa Tradicional. Filial en Arkansas(USA)
Credo of the Catholic Laity, afiliada de Missouri (USA)
Ecclesia Dei Society of Southwest Florida, afiliada de Florida (USA)
Fresno Traditional Mass Society. Capítulo de Una Voce en Fresno (USA)
Gregorian Society of Baltimore, afiliada de Maryland (USA)
League of St. Anthony, afiliada de Indiana (USA)
Magnificat Chili. Afiliada de Chile.
Mysterium Fidei Catholic Community, afiliada de Louisiana (USA)
Rockford Latin Mass Community, afiliada de Illinois (USA)
The Saint Gregory Society of New Haven. Afiliada a Una Voce América.
The St. Joseph Foundation. Afiliada de Texas (USA)
The St. John Fisher Forum. Librería católica vinculada a Una Voce América.
Vancouver Traditional Mass Society. Afiliada de Canadál.

EN ÁFRICA

Una Voce South Africa. Asociación de Una Voce en Sudáfrica.
Ecclesia Dei Society of Nigeria. Afiliada de Nigeria.

EN ASIA

Una Voce Singapore. Asociación de Una Voce en Singapur.
All India Laity Congress. Afiliada de la India.

EN OCEANÍA

Una Voce Australia. Asociación de Una Voce en Australia.
Ecclesia Dei Society of New Zealand.Afiliada de Nueva Zelanda.

Postado por Mons.Lebrum às 16:21

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Fonte: Missa Tidentina em Portugal

domingo, 15 de fevereiro de 2009

PAPA BENTO XVI CONVIDA A REDESCOBRIR O VALOR E A IMPORTÂNCIA DO SACRAMENTO DA CONFISSÃO

(15/2/2009) Antes da recitação do Angelus do meio dia, juntamente com os milhares de fieis congregados na Praça de S. Pedro O Papa Bento XVI comentou o trecho do Evangelho segundo São Marcos que a Liturgia nos apresenta neste sexto domingo do tempo comum: a cura do leproso.O Santo Padre recordou antes de mais que segundo a antiga lei judaica a lepra era considerada não só uma doença, mas a forma mais grave de impureza para o culto. Tocava aos sacerdotes diagnosticá-la e declarar imundo o doente, o qual devia ser afastado da comunidade e estar fora da povoação até à eventual e bem certificada cura.A lepra portanto constituía uma espécie de morte religiosa e civil e a sua cura uma espécie de ressurreição. Na lepra – salientou depois o Papa – é possível entrever um símbolo do pecado, que é a verdadeira impureza do coração capaz de nos afastar de Deus. Efectivamente não é a doença física da lepra que nos separa de Deus , mas a culpa, o mal espiritual e moral….Os pecados que cometemos afastam-nos de Deus, e se não são confessados humildemente confiando na misericórdia divina chegam ao ponto de produzir a morte da alma. Este milagre reveste então – acrescentou o Papa – uma forte valência simbólica. Jesus, como profetizara Isaías é o servo que tomou sobre si as nossa doenças, carregou as nossas dores.

Na sua paixão, tornar-se-á como um leproso, tornado impuro pelos nossos pecados, separado de Deus: tudo isto fará por amor, para nos obter a reconciliação, o perdão e a salvação.

No sacramento da penitencia – salientou Bento XVI – Cristo crucificado e ressuscitado, mediante os seus ministros, purifica-nos com a sua misericórdia infinita, restitui-nos à comunhão com o Pai celeste e com os irmãos, concede-nos o dom do seu amor, da sua alegria e da sua paz.

A concluir o Santo Padre convidou a invocar a Virgem Maria, que Deus preservou de toda a mancha de pecado, para que nos ajude a evitar o pecado e a recorrer frequentemente ao Sacramento da Confissão, o Sacramento do Perdão, que hoje deve ser redescoberto ainda mais no seu valor e na sua importância para a nossa vida cristã.

Não faltou neste Domingo uma saudação do Papa em língua portuguesa Saúdo com afecto o grupo das paróquias do Barreiro e Vale de Figueira, em Portugal, e demais peregrinos de língua portuguesa, desejando que esta vossa romagem vos ajude a fortalecer a confiança em Jesus Cristo e a encarnar na vida a sua mensagem de salvação. De coração vos agradeço e abençoo. Ide com Deus!

Postado por Mons.Lebrum às 22:03

MÉTODO DE PARTICIPAR NA SANTA MISSA PELA MEDITAÇÃO DA PAIXÃO

“Sempre que participardes dos Mistérios Sagrados, anunciareis a Morte do Senhor”
(I Cor XI, 26).Para assistir devotamente à Santa Missa, meditai nos diversos passos da Paixão do Salvador, renovados ali de maneira tão admirável.Preparação — Considerai o Templo como o lugar mais santo e respeitável do mundo, como um novo Calvário. O Altar, de pedra, contém os ossos dos Mártires. Os círios, que ardem e se consomem, são o símbolo da fé, esperança e caridade. As toalhas brancas, que cobrem o Altar, lembram-nos as mortalhas em que foi envolvido o Corpo de Jesus Cristo. O Crucifixo no-lo representa morrendo por nós.No sacerdote, vede Jesus Cristo com as vestes de sua Paixão: no amito, o pedaço de fazenda com que os carrascos velaram a Face do Salvador; na alva, a túnica branca de escárnio com que o vestiu o impudico Herodes; no cordão, os laços com que os Judeus o ataram no Jardim das Oliveiras, a fim de levá-lo aos tribunais; no manipulo, as cadeias com que foi preso à coluna de flagelação; na estola, as cordas com que o puxaram pelas ruas de Jerusalém com a Cruz às costas; na casula, o manto púrpura que lhe lançaram no pretório, ou a Cruz que lhe impuseram.

Numa palavra, o ministro, trazendo as vestes sacerdotais. representa-nos o próprio Jesus Cristo, caminhando para o suplício do Calvário. E, além disso, ensina-nos quais as disposições com que nos devemos apresentar ao Santo Sacrifício.

O amito, colocado primeiro na cabeça e logo depois nos ombros, é símbolo da modéstia e do recolhimento; a alva branca e o cordão, da pureza; o manipulo, da contrição; a estola, da veste de inocência; a casula, do amor da cruz e do jugo do Senhor.

O sacerdote entra e se aproxima do altar levando o cálice. Vede Jesus dirigindo-se ao Jardim de Getsêmani para ali começar sua Paixão de Amor. Com os Apóstolos, acompanhai-o, mas ficai a velar e rogar com Ele. Afastai toda distração, todo pensamento alheio a tão tremendo Mistério.

O sacerdote, aos pés do Altar, inclina-se, ora e humilha-se profundamente, à vista dos seus pecados. Jesus, no Jardim, prostra-se, a face contra a terra; humilha-se pelos pecadores; um suor de Sangue, fruto de sua imensa dor, corre-lhe pelo Corpo, ensangüentando-lhe as vestes, manchando a terra. É que Ele tomou a si nossos pecados, com toda a amargura inerente.

A vós, então, cabe confessar com o sacerdote vossas faltas; com ele pedir humildemente perdão e receber a absolvição, para que, purificado, possais assistir ao Santo Sacrifício. Se esta só consideração vos ocupar durante todo o Sacrifício; se vos for dado participar dos sentimentos e da agonia de Jesus; se a graça vos retiver ao seu lado, está bem. De outra forma, acompanhai-o no percurso da Paixão.

O sacerdote, subindo o Altar, beija-o. Judas, chegando ao Jardim das Oliveiras, dá a Jesus um beijo pérfido. Ah! quantos não tem ele recebido dos seus filhos e ministros infiéis!

Ai de mim! nunca o traí eu?… Nunca o entreguei aos seus inimigos ou às minhas paixões?… E, no entanto, Ele muito me amou!

Podeis também contemplar a Jesus preso, tornando a Jerusalém, a fim de comparecer perante seus inimigos e deixando-se levar com a doçura do Cordeiro. Pedi-lhe a paciência e a mansidão nas provações por parte do próximo.

O sacerdote começa o intróito e benze-se. Jesus é conduzido à presença do sumo Pontífice Caifás, onde Pedro o renega. Ah! quantas vezes não o reneguei eu, à sua verdade, à sua lei, às minhas promessas! E não foi nem o temor, nem a surpresa que me levaram a renegar meu Salvador. Ai de mim! Sou, por conseguinte, mais culpado do que Pedro, cujas lágrimas correram sem demora, uma vez cometida a culpa. E ele chorou-a toda a vida, enquanto meu coração permanece duro e insensível.

O sacerdote recita o Kyrie. Jesus clama ao Pai por nós. Aceitai, com Ele, todos os sacrifícios que Deus vos pedir.

O sacerdote recita as Orações e a Epístola. Jesus, em presença de Caifás, confessa sua Divindade, ciente de que a sentença de morte lhe virá punir semelhante declaração.

Meu Deus, fortificai, aumentai minha fé nessa mesma Divindade, para que, mesmo em perigo de vida, eu a adore, a ame e a confesse, feliz em poder dar meu sangue para defendê-la.

O sacerdote lê o Evangelho. Jesus, em presença de Pilatos, dá testemunho de sua realeza. Sede sempre, ó Jesus, rei de meu espírito pela vossa Verdade, rei de meu coração pelo vosso Amor, rei de meu corpo pela vossa Pureza, rei de toda a minha vida pela vontade que tenho de consagrá-la à vossa maior Glória.

Recitai em seguida o Credo, com fé e piedade, lembrando-vos de que o Salvador morreu em defesa da Verdade.

O sacerdote oferece o pão e o vinho do sacrifício, a hóstia a Deus Pai. Pilatos apresenta Jesus ao povo exclamando: Ecce Homo, eis o Homem! Seu estado excita compaixão. A flagelação feriu-o até o Sangue, e a coroa de espinhos lhe ensangüentou a Face. Um manto de púrpura, já gasto, junto à vara que leva na mão, fazem dele um rei de comédia. Pilatos propõe ao povo que lhe conceda a graça. Mas este não quer e responde: Seja crucificado! Crucifigatur! E nesse momento Jesus se oferecia ao Pai pela salvação do mundo todo e do seu povo em particular, e o Pai aceitava sua oblação.

Ofereço-vos, com o sacerdote, ó Padre Santo, a Hóstia pura e imaculada de minha salvação e da salvação de todos os homens. Ofereço-vos, em união com essa oblação divina, minha alma, meu corpo e minha vida. Quero continuar a fazer reviver em mim a santidade, as virtudes e a penitência de vosso divino Filho. O Domine, regna super nos.

O sacerdote lava as mãos. Pilatos também lavou as mãos para protestar a inocência de Jesus. Ah! meu Salvador, lavai-me no vosso Sangue puríssimo e purificai-me dos muitos pecados e imperfeições que maculam minha vida.

O sacerdote convida os fiéis, no Prefácio, a louvar a Deus. Jesus, Homem de Dores, há pouco aclamado por aqueles que hoje o coroam de espinhos e o atam num poste, recebe ali as homenagens derrisórias e sacrílegas de seus carrascos, que o atormentam com ultrajes indignos, lhe cospem na Face, e dele zombam. Ai de nós! Tais são as homenagens que nosso orgulho, nossa sensualidade, nosso respeito humano rendem a Jesus Cristo!

No Cânon, o sacerdote inclina-se, ora e santifica as ofertas por numerosos Sinais-da-Cruz. Jesus curva os ombros sob o fardo da Cruz. Toma-a com amor, beija-a, leva-a com carinho, encaminhando-se para o Calvário, dobrado sob esse peso de amor. Ah! Ele carrega meus pecados a fim de expiá-los, e minhas cruzes a fim de santificá-las. Sigamos Jesus Cristo, levando a Cruz e subindo penosamente o monte Calvário. Acompanhemo-lo com Maria, as santas mulheres e Simão, o Cireneu.

O sacerdote impõe as mãos sobre o cálice e a hóstia. Os carrascos, apoderando-se de Jesus Cristo, despem-no violentamente, e estendem-no sobre a Cruz, onde o crucificam.

Consagração e Elevação. O sacerdote consagra o pão e vinho no Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Adora, de joelhos, seu Salvador e seu Deus, real e verdadeiramente presente em suas mãos. Eleva-o, em seguida, apresentando-o à adoração dos fiéis. E Jesus erguido na Cruz, entre o céu e a terra, qual Vítima e Mediador entre Deus irritado e nós, míseros pecadores.

Adorai e oferecei esta Vítima Divina em expiação, não somente pelos vossos próprios pecados, mas também pelos pecados dos homens em geral e dos vossos pais, parentes e amigos em particular. Prostrados a seus pés, seja o grito de vosso coração: Meu Senhor e meu Deus!

Considerai a Jesus estendido no Altar, como outrora na Cruz, adorando ao Pai, no profundo aniquilamento de sua própria Glória, rendendo-lhe graças por todos os bens concedidos aos homens seus irmãos — e irmãos redimidos — mostrando-lhe as Chagas, ainda abertas, que pedem graça e misericórdia pelos pecadores; rezando por nós de tal forma, que o Pai nada lhe pode recusar, a Ele, seu Filho, e Filho que se imolou por amor à sua Glória.

Prestai ao próprio Jesus o culto que Ele presta ao Pai. Adoro-vos, ó meu Salvador presente realmente sobre o Altar para renovar em meu benefício o Sacrifício do Calvário. A vós que sois o Cordeiro, ainda e diariamente imolado, bênção, glória e poder nos séculos dos séculos! Rendo-vos, agora, e por toda a eternidade vos renderei ações de graças pelo grande Amor que me manifestastes.

O sacerdote invoca, profundamente inclinado, a Clemência Divina para si e para todos. E Jesus quem diz: Pai, perdoai-lhes, que não sabem o que fazem. Adorai tamanha Bondade que, desculpando sempre os criminosos, não lhes quer chamar nem inimigos, nem carrascos.

Perdoai-me, ó meu Salvador, que minha culpa excede a deles, porquanto eu vos ofendi, embora soubesse que éreis o Messias, meu Salvador e meu Deus. Perdoai-me. Vossa Misericórdia será maior e, por conseguinte, mais digna ainda do vosso Coração. Se sou pródigo, sou todavia, filho. Eis-me aos vossos pés.

O sacerdote ora pelos mortos. Jesus na Cruz reza pelos mortos espirituais, pelos pecadores. Sua prece converte um dos dois celerados que primeiro o haviam insultado, blasfemando contra Ele. “Lembrai-vos de mim, Senhor, quando estiverdes no vosso Reino”, diz-lhe o bom ladrão. E Jesus responde-lhe: “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso”.

Ó meu Deus, pudesse eu, na hora da morte, fazer-vos o mesmo pedido e ouvir a mesma resposta! Lembrai-vos de mim nesse momento terrível, como vos lembrastes do ladrão penitente.

No “Pater”, o sacerdote invoca o Pai Celeste. Jesus na Cruz recomenda sua Alma ao Pai. Pedi a graça da perseverança final.

No “Libera nos “, o sacerdote roga para ser preservado dos males desta vida. Jesus, no grande Amor que nos tem, tem sede de novos sofrimentos e bebe, para expiar nossas gulodices, o fel misturado com vinagre.

O sacerdote divide a Hóstia santa. Jesus inclina a cabeça, a fim de lançar sobre nós um último olhar todo de amor e expira, exclamando: Tudo está consumado.

É a Alma que se separa do Corpo! Adora, ó minha alma, a Jesus morrendo, e já que Ele morreu por ti, saibas tu também viver e morrer por Ele. Implorai a graça de uma morte boa e santa, nos braços de Jesus, Maria e José.

O sacerdote, no “Agnus Dei”, bate três vezes no peito. Enquanto Jesus expira, o sol se eclipsa de dor, a terra estremece apavorada, os túmulos se abrem. Então, carrascos e espectadores, batendo no peito, confessam publicamente seu erro, em presença de Jesus na Cruz, proclamam-no Filho de Deus e afastam-se contritos e perdoados. Uni-vos à sua contrição e merecereis o mesmo perdão.

O sacerdote bate no peito e comunga. Jesus é descido da Cruz, e colocado nos braços de sua Mãe dolorosa. É embalsamado, amortalhado num lençol branco e colocado num sepulcro novo.

São Pedro Julião Eymard
Ó Jesus, ao receber-vos no meu corpo e na minha alma, desejo que meu coração seja não um túmulo, mas sim um templo alvo e puro, ornado de belas virtudes, onde só Vós reinareis.

Ofereço-vos minha alma para morada. Vinde nela habitar, qual Senhor supremo. Não seja eu um túmulo de morte, mas um tabernáculo vivo. Ah! aproximai-vos de mim, pois longe de vós, desfaleço.

Acompanhai a Alma de Jesus enquanto desce ao limbo a levar às almas dos justos a sua libertação. Uni-vos à sua alegria, ao seu reconhecimento e dai-vos para sempre ao vosso Salvador e vosso Deus.

O sacerdote purifica o cálice e cobre-o com o véu. Jesus ergue-se do túmulo, glorioso e triunfante, encobrindo, todavia, por amor aos homens, o esplendor de sua Glória.

O sacerdote, em ação de graças, recita as orações. Jesus convida aos seus a se regozijarem pela sua vitória sobre a morte e sobre o inferno. Uni-vos ao júbilo dos discípulos e das santas mulheres em presença de Jesus ressuscitado.

O sacerdote abençoa o povo. Jesus abençoa seus discípulos. Inclinai-vos, confiante de receber uma Bênção que há de realizar tudo quanto promete.

O sacerdote lê o último Evangelho. É quase sempre o de São João, onde está descrita a Geração Eterna, temporal e espiritual do Verbo Encarnado.

Adorai a Jesus que subiu ao Céu para ali vos preparar um lugar. Contemplai-o reinando num trono de glória e enviando aos Apóstolos seu Espírito de Verdade e de Amor.

Pedi que esse Espírito divino habite em vós e vos dirija em tudo o que fizerdes no correr do dia, e que este, pela graça do Santo Sacrifício, seja todo santificado e tornado fecundo em obras de graça e de salvação.

Postado por Mons.Lebrum às 10:57

NOVENA PELO ROMANO PONTÍFICE

NOVENA PELO ROMANO PONTÍFICE
Do Rorate Cæli
Traduzido por Apologeta:Em acréscimo a petição on-line, contra a absura investida midiática contra Sua Santidade Bento XVI, a FSSP(Fraternidade Sacerdotal São Pedro) convoca a todos a unirem-se em uma novena a favor do Papa por ocasião da Festa da Cátedra de São Pedro, 22 de Fevereiro, iniciando-se portanto em 14 de Fevereiro (hoje) e encerrando-se no Domingo, onde somos todos chamados a oferecer nossa comunhão com as intenções do Sumo Pontífice e de toda a Igreja.Novena para o papa
Pater Noster, 3 Ave Maria, Gloria PatriV. Orémus pro Pontífice nostro Benedícto.

R. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum eius.

V. Tu es Petrus.
R. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam

Orémus
Omnípotens sempitérne Deus, miserére fámulo tuo Pontífici nostro Benedícto : et dírige eum secúndum tuam cleméntiam in viam salútis ætérnæ : ut, te donánte, tibi plácita cúpiat, et tota virtúte perfíciat.

R. Amen.

Mater Ecclésiæ, ora pro nobis..
Sancte Petre, ora pro nobis.
Um Pai Nosso, 3 Ave Marias e um Glória ao Pai, seguidos desta oração.

V: Oremos para o nosso Papa Bento.

R: Que o Senhor o guarde e fortaleça, e o faça abençoado nesta terra, e não o abandone ante a perversidade de seus inimigos.

V. Tu és Pedro,
R. E sobre esta pedra edificarei minha Igreja.

Oremos,
Omnipotente e eterno Deus, tem piedade de teu servo, Bento, nosso Soberano Pontífice, e guia-o conforme tua bondade, a caminho da vida eterna, de modo que, com a assistência da sua graça, ele possa velar pelo rebanho que lhe foi confiado, alcançando junto com ele a salvação; Através de Cristo, Nosso Senhor.

R. Ámen.

V. Mãe da Igreja, R. Rogai por nós

V. São Pedro, R. Rogai por nós

Postado por Mons.Lebrum às 10:39

“Para nós, cristãos, é olhar para o futuro e ter o conforto de saber que o nosso destino é a vida em Deus – por Cristo fomos chamados a viver na comunhão Trinitária por toda a eternidade! Viemos de Deus e para Ele retornamos! Por isso é que nós chamamos o dia da morte como o “verdadeiro dia do nascimento”, pois é o dia em que nascemos para a vida eterna.” – Dom Orani João Tempesta (Celebração de “Todos os Santos” e dos “Finados”)

the-resurrection-of-jesus-christ
Origem: "Turn bak to God"

Christian-Wallpapers
"Pois Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de força, de amor e de moderação." 2 Timóteo 1:7 (Bíblia - Novo Testamento - CNBB)

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Fonte: CNBB – Artigos dos Bispos

O dia do nascimento

Dom Orani João Tempesta

[Neste] final de semana teremos a oportunidade de refletir sobre o nosso fim último, pois estaremos celebrando o Dia de Todos os Santos e o Dia dos Fiéis Defuntos, ou como costumamos chamar, Dia dos “finados”.

Para nós, cristãos, é olhar para o futuro e ter o conforto de saber que o nosso destino é a vida em Deus – por Cristo fomos chamados a viver na comunhão Trinitária por toda a eternidade! Viemos de Deus e para Ele retornamos! Por isso é que nós chamamos o dia da morte como o “verdadeiro dia do nascimento”, pois é o dia em que nascemos para a vida eterna.

A Igreja se sente unida aos santos que estão junto do Pai e também àqueles que já partiram e estão necessitados de nossa oração.

Também diante dessas celebrações temos a oportunidade de refletir sobre o sentido de nossa vida e os valores para os quais vivemos. Um dia viemos a este mundo, e um dia sairemos dele!

Nesse tempo que nos foi dado o que foi que construímos?

Toda vida que começa alcança o seu objetivo e depois se finda, se acaba. Apenas o homem, com sua inteligência, é que fica entristecido com o fato de ter que morrer.

Isso se dá, em primeiro lugar porque, quer queiramos ou não, existe em nós a sede do infinito, e por isso o “ter que morrer” nos causa tristeza.

Entretanto, para nós, cristãos, a morte, embora ponha fim à nossa existência neste mundo, é o início da vida sem fim, quando estaremos em Deus.

Além disso, pela fé sabemos que nosso corpo, embora desintegrado, será ressuscitado. Interessante neste contexto termos em mente que a Igreja Católica comemora seus santos pelo dia de sua morte e não pelo dia em que nasceram.

A morte e ressurreição é um mistério de fé, que proclamamos no CREDO: “Creio na ressurreição da carne, na vida eterna…”

São Paulo, na Epístola aos Tessalonicenses, diz palavras confortadoras sobre a ressurreição dos mortos: “Não queremos, irmãos, que ignoreis coisa alguma a respeito dos mortos, para que não vos entristeçais como os outros homens que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim precisamos crer também que Deus levará, por Jesus e com Jesus, os que morreram.” “Consolai-vos, portanto, uns aos outros com estas palavras” (cf. I Tessalonicenses, 4,13 a 15 e 18).

Assim, sustentados pela fé na vida eterna e na ressurreição dos mortos, é muito salutar recordarmos os nossos parentes e amigos que foram trasladados da vida terrena para a vida eterna.

No dia dedicado aos mortos, muitos vão aos cemitérios orar pelos seus falecidos. Os gestos (orações, velas, flores, celebrações) tão belos são uma afirmação de que cremos que a morte não é o fim e que nossos mortos, hoje vivem, estão em Deus e um dia ressuscitarão.

No dia em que nos recordamos dos que nos precedem na comunhão dos santos, diante da necessária reflexão acerca da irmã morte, as palavras de Salomão, no Capitulo 3,1-9 do livro da Sabedoria, nos colocam diante do mistério da vida plena: “A vida dos justos está nas mãos de Deus, nenhum tormento os atingirá. Aos olhos dos insensatos pareceram morrer; sua partida foi tida como uma desgraça, sua viagem para longe de nós como um aniquilamento, mas eles estão em paz. Aos olhos humanos pareciam cumprir uma pena, mas sua esperança estava cheia de imortalidade, por um pequeno castigo receberão grandes favores. Deus os submeteu à prova e os achou dignos de si. Examinou-os como o ouro no crisol e aceitou-os como perfeito holocausto. No tempo de sua visita resplandecerão e correrão como fagulhas no meio da palha. Julgarão as nações, dominarão os povos, e o Senhor reinará sobre eles para sempre. Os que nele confiam compreenderão a verdade, e os que são fiéis permanecerão junto a ele no amor, pois graça e misericórdia são para seus santos, e sua visita é para seus eleitos”.

Neste dia, quando tantas celebrações ocorrerão em todos os cemitérios de nossa Arquidiocese, podemos fazer ser um momento muito importante para que, além de rezarmos pelos nossos falecidos, anunciemos às pessoas a nossa fé, aquela fé que acredita na vida que não termina com a morte e que nos convida a aproveitar o tempo que temos para viver bem como bons cristãos.

Que o Senhor da vida dê o descanso eterno a todos os fiéis! E que os que vivem sejam alcançados pela paz e confortados pela esperança de que nossa morte não será o fim de tudo, mas o começo da vida sem tempo e que nós, que cremos em Cristo, com Ele ressuscitaremos! Amém.

(CNBB – 29.10.2009)

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Observação: Modificado o termo “No próximo final de semana…” para “Neste…), em decorrência de ter sido postado hoje, dia 01.11.2009, enquanto a publicação pela CNBB se deu em 29.10.2009. Conto com a compreensão de V. Revma. Dom Orani João Tempesta.

‘Sancti Patris Benedicti, Crux Sacra Sit Mihi Lux,Non Draco Sit Mihi Dux. (PAX/IHS) Vade Retro Sátana Nunquam Suade Mihi Vana – Sunt Mala Quae Libas Ipse Venena Bibas’ – “Cruz do Santo Pai Bento, A cruz sagrada seja minha luz, Não seja o dragão meu guia. (PAX/IHS) Retira-te, satanás, nunca me aconselhes coisas vãs! É mau o que me ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos!” – Oração na medalha de São Bento – Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro

MOSTEIRO DE SÃO BENTO DO RIO DE JANEIRO

São Bento de Núrsia

Medalha e Oração de São Bento


A medalha de São Bento não é um “amuleto da sorte”. Trata-se de um sacramental, isto é, um sinal visível de nossa fé.

O uso habitual da medalha tem por efeito colocar-nos sob a especial proteção de São Bento, principalmente quando se tem confiança nos méritos de tão grande Santo e nas grandes virtudes da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo! São numerosos os fatos maravilhosos atribuídos à esta medalha. Ela nos assegura poderoso socorro contra as ciladas do demônio e também para alcançar graças espirituais, com conversão, vitória contra as tentações, inimizades etc.

Contudo, a medalha não age automaticamente contra as adversidades, como se fosse um talismã ou vara mágica.

Todo Cristão, a exemplo de Jesus Cristo, deve carregar a sua cruz. Pois, é necessário que nossas faltas sejam expiadas; nossa fé seja ; provada; e nossa caridade purificada, para que aumentem nossos méritos.

O símbolo da nossa redenção, a cruz, gravada na medalha não tem por fim nos livrar da prova; no entanto, a virtude da cruz de Jesus e a intercessão de São Bento produzirão efeitos salutares em muitas circunstâncias, a medalha concede, também, graças especiais para hora da morte, pois, São Bento com São José são padroeiros da boa morte.

Para se ficar livre das ciladas do demônio é preciso, acima de tudo, estar na graça e amizade com Deus. Portanto, é preciso servi-lo e amá-lo, cumprindo, todos os deveres religiosos:Oração, Missa dominical, recepção dos Sacramentos, cumprimento dos deveres de justiça; em uma palavra, cumprimento de todos os mandamentos da lei de Deus e da Igreja. Nem o demônio, nem alguma criatura, tem o poder de prejudicar verdadeiramente uma alma unida a Deus.

Em resumo, o efeito da medalha de São Bento depende em grande parte das  disposições da pessoa para com Deus e da observância dos requisitos acima mencionados.

Na frente da medalha (veja foto) são apresentados uma cruz e entre  seus braços estão gravadas as letras C S P B, cujo significado é, do latim: Cruz Sancti Patris Benedicti – “Cruz do Santo Pai Bento”.

Na haste vertical da cruz lêem-se as iniciais C S S M L: Crux Sacra Sit Mihi Lux – “A cruz sagrada seja minha luz”.

Na haste horizontal lêem-se as iniciais N D S M D: Non Draco Sit Mihi Dux – “Não seja o dragão meu guia”.

No alto da cruz está gravada a palavra PAX (“Paz”), que é lema da Ordem de São Bento. Às vezes, PAX é substituído pelo monograma de Cristo: I H S.

À partir da direita de PAX estão as iniciais: V R S N S M V: Vade Retro Sátana Nunquam Suade Mihi Vana – “Retira-te, satanás, nunca me aconselhes coisas vãs!” e S M Q L I V B: Sunt Mala Quae Libas Ipse Venena Bibas – “É mau o que me ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos!”.

Nas costas da medalha está São Bento, segurando na mão esquerda o livro da Regra que escreveu para os monges e, na outra mão, a cruz. Ao redor do Santo lê-se a seguinte jaculatória ou prece: EIUS – IN – OBITU – NRO – PRAESENTIA – MUNIAMUR – “Sejamos confortados pela presença de São Bento na hora de nossa morte”.

É representado também a imagem de um cálice do qual sai uma serpente e um corvo com um pedaço de pão no bico, lembrando as duas tentativas de envenenamento, das quais São Bento saiu, milagrosamente, ileso.

Oração para alcançar alguma graça:

Ó glorioso Patriarca São Bento, que vos mostrastes sempre compassivo com os necessitados, fazei que também nós, recorrendo à vossa poderosa intercessão, obtenhamos auxílio em todas as nossas aflições, que nas famílias reine a paz e a tranquilidade; que se afastem de nós todas as desgraças tanto corporais como espirituais, especialmente o mal do pecado. Alcançai do Senhor a graça  … que vos suplicamos, finalmente,vos pedimos que ao térnimo de nossa vida terrestre possamos ir louvar a Deus convosto no Paraíso. Amém.

Postado por Mosteiro São Bento do Rio de Janeiro. Post atualizado no site:  Medalha de São Bento.