“De facto, sentia-se inspirada a dar origem a uma Congregação que, embora embebida do espírito carmelita de oração e reparação, se dedicasse também à assistência de crianças órfãs, pobres e abandonadas.(…)Deixou a Alemanha enfrentando inúmeras dificuldades e, depois de muito peregrinar, chegou à Itália.” – Artigo do Vaticano comenta beatificação de Madre Teresa de São José (Congregação das Carmelitas do Divino Coração de Jesus)

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Fonte: Carmelo Divino Coração de Jesus – Missão

Fundadora das Irmãs Carmelitas do Divino Coração de Jesus

                                Beatificada a 13 de maio de 2006

                                          Ana Maria Tauscher, que se tornaria Madre Maria Teresa de São José, nasceu em Sandow, uma pequena cidade cerca de 100 km sudeste de Berlim (atualmente Polônia). O pai de Ana Maria,  Herman Traugott Tauscher, um pastor protestante de alto cargo, exercia a profissão que era a mesma de seus antepassados desde a época de Martinho Lutero.

                                          No entanto, desde a idade de 15 anos, Ana Maria aspirava a uma verdade ainda mais profunda que aquela que lhe tinha sido transmitida através da sua educação luterana. Aos 22 anos, ela começou a ler quotidianamente a Sagrada Escritura e a Imitação de Cristo. Um dia, frente a alguns colegas de seu pai, ela defendeu mesmo a doutrina da infalibilidade pontifícia. Ela também acreditava na virgindade de Maria, sem nunca ter estado em contato com católicos, nem ter lido obras católicas.

                                          Aos 22 anos, Ana Maria teve a intuição de que Deus a chamaria para seu serviço quando tivesse 30 anos. Porém, não sabia nem onde, nem como isso ia acontecer. Ela tudo entregava nas mãos da Divina Providência.

                                          Em fevereiro de 1886, estando ela em Berlim na casa de amigos, Ana Maria leu num jornal de Colônia um anúncio propondo um trabalho de enfermeira chefe num  hospital psiquiátrico. Seria este o sacrifício, o tal serviço que ela esteve esperando durante oito anos? No dia 6 de Março de 1886, Ana Maria deixou Berlim para começar a trabalhar na clínica de Lindenburg.

                                          Ela não tinha nenhuma experiência de enfermeira, mas sua entrega e seu amor quase maternal logo transformaram o asilo num autêntico Lar. À exceção do diretor, todas as pessoas da clínica de Lindenburg eram católicas. Um dos sacerdotes que vinha visitar os doentes ofereceu-lhe um catecismo da Igreja Católica. Nele, ela encontrou o que até então ela chamava de “sua religião pessoal”. E assim começou rapidamente a preparar, em segredo, a sua conversão.

                                          O diretor acabou por descobrir as intenções de Ana Maria. Mandou-a de volta para casa, mas voltou a chamá-la algumas semanas mais tarde. Aí, quando Ana Maria se preparava para subir no trem com destino a Colônia, seu pai a exortou de não se converter ao catolicismo. Ela lhe prometeu unicamente “Que tal não aconteceria hoje ou amanhã”.  Quando Ana Maria fez a sua profissão de fé na Igreja Católica, em 30 de Outubro de 1888, deixou para trás todo o seu passado.

                                          Desaprovada pelo seu pai, despedida de Lindenburg, Ana Maria colocou toda a sua confiança em Deus. Apesar de se ter proposto para vários empregos, ela não conseguia um outro trabalho, porque seu diretor tinha feito uma carta de recomendação pouco favorável. A partir de então, ela se viu sem trabalho e sem casa. Graças à ajuda de amigos católicos, Ana Maria foi recebida num convento, onde também se cuidava de pessoas de idade.

                                          Todas as tardes e todas as noites, Ana Maria vinha junto ao Senhor, frente ao altar do Santíssimo Sacramento, fortalecendo assim os laços que a uniam ao seu Divino Esposo. Continuava, no entanto, a sua séria procura de trabalho.

“Senhor, segundo a Vossa vontade, mandai-me a trabalhar para a salvação das almas aonde quiserdes. Escutai o ardente desejo da minha alma de poder demonstrar o meu amor e aminha gratidão. (…) meu Deus, se for possível, não me mandeis para Berlim, seja porém feita a Vossa vontade e não a minha.” (A.p.71)

                                          Era deste modo que Ana Maria rezava todos os dias. Desejava entrar numa ordem religiosa, mas tinha constantemente aquilo a que chamava “tentações do orgulho” de fundar a sua própria Congregação. Ela não podia partilhar com ninguém esta sua idéia. Esperava que entrando numa comunidade, esta provação desaparecesse. Os seus confessores sabiam que Deus a chamava para o seu serviço, mas aconselharam-na de não entrar numa ordem já existente. Passados 10 meses, ela recebeu então uma carta da Condessa de Savigny, uma católica fervorosa que vivia em Berlim, e que lhe propunha trabalho de dama de companhia. Apesar da sua tristeza à idéia de deixar Colônia, Ana Maria aceitou.

                                          Acompanhando a Condessa de Savigny nas suas viagens, Ana Maria começou a ler A Vida de Santa Teresa de Jesus, uma santa que tinha reformado o Carmelo no século XVI. A humildade de Teresa, o seu amor por Deus, o seu desejo ardente de salvar almas e o seu heroísmo correspondiam perfeitamente a Ana Maria. Desde então ela queria uma só coisa: entrar no Carmelo. Mas, uma vez mais o seu confessor a dissuadiu, e ela continuou a resistir à “sua tentação”. Quando o seu confessor partiu para as missões, Ana Maria procurou o conselho de um outro padre. As palavras dele foram libertadoras: “Pare de resistir à graça!”(A.p.98).

                                          Ana Maria começou desde logo a trabalhar naquilo para que se sentia chamada. Em Berlim, ela tinha presenciado o grande desespero das crianças sem casa. colocou-se em contato com o Delegado Episcopal de Berlim, e, obteve autorização para abrir um Lar para crianças. Com 500 marcos, que a Condessa lhe tinha dado em sinal de agradecimento, Ana Maria abriu o primeiro Lar São José, a 2 de Agosto de 1891. Começou por instalar três crianças, uma educadora e uma empregada doméstica, em alguns quartos de um prédio antigo, situado em “Pappelallee.” As crianças a chamavam “Mãe” e muito rapidamente passou a ser conhecida como “Mãe da Pappelallee”. Mas ainda faltava algo: a presença eucarística. Ana Maria não se cansava de rezar: “Senhor, se virdes, eu venho também.” (A.p.111),  e estava firmemente decidida a só se instalar no Lar São José, quando o Santíssimo Sacramento aí estivesse presente.

                                                                             A Eucaristia se tinha tornado o centro da vida e do trabalho de Madre Maria Teresa de São José. Na capela de Colônia, passou horas e horas rezando silenciosamente a Jesus, “o Amado da sua alma”. Frente ao Sacrário, na sua união pessoal com Cristo, Madre Teresa de São José encontrava alegria, paz, e o mais profundo amor que um coração humano pode experimentar.

“Deus inflamou o meu coração com tanta veemência de amor, que todo o sofrimento que a graça de Deus mais tarde me mandou ou permitiu que caísse sobre mim, não me parecia mais que uma gota de água que cai em cima de um ferro incandescente”. (A.p.65)

Com Jesus e por seu amor, ela estava pronta para tudo suportar, mas a sua ausência era para ela uma verdadeira tortura.

“Coração de Jesus, ninguém pode compreender como anseio por Vós. Ninguém é capaz de contar as lágrimas de desejo que chorei por Vós. Senhor, se virdes, eu venho também!” (A.p.)

                                           Era esta a sua oração constante. Era a fonte que alimentava todas as sua atividades apostólicas.

                                          O Amor nunca é estéril. A sua força criativa expande-se. Madre Maria Teresa desejava reunir outras pessoas à volta da Fonte de Amor que ela tinha encontrado. Só assim, bebendo constantemente desta fonte, é que ela própria e as outras jovens que se tinham juntado a ela, poderiam  se tornar instrumentos de Deus.

                                          A 8 de Dezembro de 1891, Cristo veio morar na “Pappelallee”. Para Ana Maria foi “o dia mais feliz da sua vida”.

“As nossa almas ganham vida nova na grande fonte de amor que é o SS. Sacramento e todos os dias se reacendem no fogo do Divino Amor que nunca descansa, mas que espalha ao redor de si as suas centelhas que são as obras de caridade em que Ele se consume.” (A.p.402)

                                          Em 1897, mais de quarenta jovens se tinham já associado à obra de Madre Teresa servindo nos Lares São José. Para além dos dois Lares de crianças em Berlim, havia ainda mais dois em Boêmia e um outro em Oldenburg. Em Berlim, ela abriu também um centro para os padres que trabalhavam ou estudavam nesta cidade. No entanto, Madre Maria Teresa não fundava os Lares São José para serem somente instituições sociais. Em 1891, contemplando a beleza de um pôr-do-sol, ela compreendeu a razão de ser das suas fundações: “A consagração das Servas do Divino Coração de Jesus a: I – expiação dos pecados, II – Santificação pessoal, III – Salvação das almas” (A.p.99). Ela tinha conhecido o Carmelo através de santa Teresa de Jesus, e tinha encontrado no zelo e nas orações dos santos do Carmelo, que tinham oferecido suas vidas como vítimas de Amor pela salvação das almas e glória da Igreja, uma fonte de inspiração para a sua própria vocação. A sua Congregação deveria seguir a espiritualidade carmelita. Santa Teresa tinha aberto o caminho.

                                          A partir de Novembro de 1896, Madre Maria Teresa e a sua comunidade cuidam das crianças e fazem missão nos domicílios, observando ao mesmo tempo a regra Primitiva da Ordem de Nossa Senhora do Monte Carmelo.

                                          Tal como a sua mãe espiritual, Santa Teresa de Jesus , a maior  alegria da Madre Maria Teresa era a de ser filha da Igreja . A sua humildade era  imensa ao se aperceber que Deus a tinha chamado a si, “uma filha do deserto”, para fundar uma comunidade religiosa, e para guiar outras mulheres já nascidas no seio da Igreja. Como uma verdadeira filha da Igreja, sempre se mostrou fiel e obedeceu aos bispos e aos ensinamentos da Igreja. A “voz do Bispo” representava para ela o “voz de Deus”, mesmo quando se tratava de encerrar um convento ou um Lar.

                                          Madre Maria Teresa viu a Igreja ser perseguida e devendo fazer face a inúmeros entraves. Em profunda união com o Sagrado Coração de Jesus, os sofrimentos e a glória do Corpo Místico de Cristo – a Igreja – tornam-se seus próprios sofrimentos e sua glória.

                                          Em 1897, Madre Maria Teresa esperava obter do Cardeal Kopp, Bispo de Breslau (de que Berlim dependia nessa altura), o reconhecimento da sua fundação como Congregação religiosa. Apesar de financiar o trabalho das Irmãs, o prelado continuou inflexível e recusou a aprovação canônica da Congregação. Seguindo os conselhos de um padre, Madre Maria Teresa decidiu ir procurar ajuda a Roma. Lá, encontrou o Padre  Geral da Ordem do Carmelo, e expôs-lhe o seu desejo de reunir numa mesma espiritualidade os dois aspectos do espírito do Carmelo – oração contemplativa e zelo apostólico  – para responder às necessidades da época. Esta iniciativa entusiasmou de tal maneira o Superior Geral que ele abençoou o seu escapulário e a ajudou a obter uma carta de recomendação do Cardeal Parocchi, protetor da Ordem do Carmelo.

                                          Contudo, devido a situação tensa que se vivia na Igreja da Alemanha, o Cardeal Kopp continuou a recusar considerar como religiosas as irmãs que trabalhavam nos Lares São José. Madre Maria Teresa começou a procura de um bispo que aceitasse receber as suas noviças e criar uma Casa Mãe em sua diocese. Durante seis anos, viajou desde a Baviera até à Holanda, passando pela Inglaterra e pela Itália. Por duas vezes obteve autorização de fundar uma Casa Mãe, mas circunstâncias adversas a obrigaram a deixar essas dioceses, fechando os noviciados antes mesmo que as irmãs pudessem pronunciar os seu votos.

                                          Finalmente, em 1904, em Rocca di Papa, Itália, surge a Casa Mãe. Aí se manteve durante  18 anos, tendo sido transferida para Sittard depois da primeira Guerra Mundial.

                                          Em Berlim, um grande número de padres e outros católicos criticaram severamente Madre Maria Teresa no seu desejo de criar uma nova Congregação religiosa. As jovens, que tinham intenção de entrar para a comunidade, ou ajudá-la eram constantemente dissuadidas. A calúnia e a difamação dos opositores pareciam vir de todo o lado, onde quer que Madre Maria Teresa se instalasse. Mas nunca ela retorquiu dizendo mal deles. Durante todos esses anos, teve que enfrentar a solidão, o afastamento da sua família, a doença e a pobreza.

                                          O sofrimento tinha-se tornado para Madre Maria Teresa uma fonte de alegria profunda, pois era um meio que ela utilizava para unir sua alma a Deus, e para, com o Salvador, participar na redenção do mundo.

                                          Ao fundar as Carmelitas do Divino Coração de Jesus, Madre Maria Teresa entregou-se inteiramente a Deus como vítima do seu amor. Passou a sua vida servindo os pobres e rezando, trabalhando e sofrendo pela salvação das almas e pela liberdade da Igreja . Em 1930, o trabalho e o sacrifício de Madre Maria Teresa foram coroados pela aprovação de sua Congregação pelo Papa Pio XI.

                                          Madre Maria Teresa percorreu a Europa e os Estados Unidos para fundar os Lares para as crianças, e mais tarde os Lares para os idosos. Os últimos anos de sua vida, passou-os em Sittard (Países Baixos), dirigindo a Congregação a partir da Casa Mãe, aí estabelecida desde 1922.

                                          Apesar de muito enfraquecida fisicamente e quase cega, passava largas horas em oração, de joelhos, frente ao Santíssimo Sacramente, e continuou sempre meiga e atenciosa para com as suas Irmãs.

                                          Antes de morrer, a 29 de Setembro de 1938, deixou às suas Irmãs, como sendo sua última vontade e testamento, uma linda declaração:

“Tudo o que Deus faz é bem feito. Seja sempre louvado e exaltado o Senhor” (A.P.445).

                                          Na noite em que morreu, madre Maria Teresa pediu que lhe trouxessem a relíquia, o crucifixo que a tinha acompanhado durante todas as suas viagens. Desde esse momento e até seu último suspiro não mais a largou. Então, de repente, ritmando as sílabas com o dedo, foi dizendo o que seria suas últimas palavras à Comunidade: “ Tudo – o – que – Deus – faz – é – bem – feito -. Seja – sempre – louvado  – e – exaltado – o – Senhor!” (A.p.445).

                                          Foi como um último raio de sol de um fim de tarde, esta sua exortação final antes de deixar a terra. Durante toda a noite, só teve uma oração: “Tenho de voltar à casa do pai! Deixem-me ir para a casa!” (A.p.445).

ORAÇÃO
Deus, nosso pai, a Bem-aventurada Maria Teresa de São José, dedicou sua vida pela expansão do Vosso Reino.
Nós Vos agradecemos, porque sempre de novo existem pessoas, que querem seguir Vosso Filho de maneira incondicional tanto quanto possível, ainda que com isso suas vidas se tornem uma Via Sacra. Madre Maria Teresa foi instrumento em Vossa mão. Ela queria dar proteção às crianças que não tinham Lar, aos solitários queria dar calor e amor, a todos os sofredores consolo e ajuda.
Antes de sua morte ela expressou o desejo: “Do alto dos céus poder ainda enxugar lágrimas, curar as feridas das almas”. Por sua intercessão nós Vos pedimos, Pai todo-poderoso e amoroso, que nos ajudeis em nossa necessidade….. Aceitai nossa oração e dai-nos a grande graça, de nos deixarmos guiar por Vós, durante toda a nossa vida. Isso Vos pedimos por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

As graças recebidas por intercessão da Beata Madre Maria Teresa de São José devem ser comunicadas na casa provincial do Brasil:

 Casa Nossa Senhora do Carmo – Rua Gaspar Gomes da Costa, nº 683

B. Cidade Nova Jacareí, Jacareí – SP – CEP: 12 300 – 970 – Cx postal 11

Tel: (12) 3956 -1080  –  E-mails: carmelojacarei@uol.com.br –  vocarmo@ig.com.br

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Fonte: Vaticano

MADRE TERESA DE SÃO JOSÉ (1855-1938)

 Fundadora da Congregação das Carmelitas do Divino Coração de Jesus

Madre Maria Teresa de São José nasceu em Sandow, na Marca de Brandemburgo (actualmente Polónia), no dia 19 de Junho de 1855. Filha de um pastor luterano, viveu numa família muito empenhada nas diversas actividades pastorais e caritativas. Em 1865, a família transferiu-se para Berlim. Ali, Ana Maria começou a sentir-se mal, tendo que deixar a escola, que retomou mais tarde com muita fadiga. Pela pouca saúde e em vista de continuar os estudos, em 1870 os pais decidiram mandá-la para uma escola rural. Lá, entre pessoas muito devotas, nasceu em Ana Maria o desejo de se tornar “religiosa”. Vivendo em contacto com a natureza, restabeleceu-se rapidamente e o seu temperamento tímido tornou-se mais aberto. Em 1874, devido ao falecimento da mãe, Ana Maria assumiu a responsabilidade da família. Após cinco anos, quando o pai casou novamente, ela pôde actuar o desejo há muito tempo cultivado: constituir uma associação de moças que se dedicassem aos trabalhos manuais, que vendidos, ajudariam as Missões.

Com a finalidade de oferecer a Deus um grande sacrifício, aceitou o cargo de Directora do manicómio da cidade de Colónia. Estando em contacto com os dementes de todo género, experimentou provações inenarráveis e ali esperava-a a revelação plena da doutrina católica, a qual desde sempre tinha desejado.

Contra a vontade do pai, em 30 de Outubro de 1888 foi recebida oficialmente na verdadeira Igreja na igreja dos Santos Apóstolos em Colónia. O desejo de se consagrar completamente a Deus aumentava insistentemente e, após ter lido a autobiografia de Santa Teresa D’Ávila, orientou-se para a vida do Carmelo, mas o seu confessor disse-lhe que a sua estrada não era a de entrar num convento já existente. De facto, sentia-se inspirada a dar origem a uma Congregação que, embora embebida do espírito carmelita de oração e reparação, se dedicasse também à assistência de crianças órfãs, pobres e abandonadas.

Deixou a Alemanha enfrentando inúmeras dificuldades e, depois de muito peregrinar, chegou à Itália. No ano de 1904, em Rocca di Papa, nos arredores de Roma, o Cardeal Satolli, Titular de Frascati, deu-lhe a permissão de comprar uma velha casa que se tornaria, após muitas vicissitudes, a primeira Casa-Mãe do Carmelo do Divino Coração de Jesus. Madre Teresa e as suas primeiras companheiras emitiram os primeiros votos religiosos válidos segundo o direito canónico em 3 de Janeiro de 1906. Desde então, as “Casas de São José” multiplicaram-se e difundiram-se na Alemanha e na América do Norte. Em 1920 abriu uma Casa-Mãe em Sittard, na Holanda.

Faleceu santamente no dia 20 de Setembro de 1938. A fama de santidade de Madre Maria Teresa divulgou-se a tal ponto que em 2 de Fevereiro de 1953, em Sittard, foi aberto o processo informativo. Depois da redacção da Positio super virtutibus em 1992, o processo foi interrompido devido à falta de um milagre. Tinham muitos pedidos atendidos e também curas milagrosas, mas os doutores não atestaram a natureza sobrenatural das curas. Somente em 2002, depois da Páscoa, quando levaram as actas diocesanas do milagre à Congregação para as Causas dos Santos, colocaram a Madre Tauscher imediatamente em primeiro lugar para ir ao Congresso.

A 20 de Dezembro de 2002 foi promulgado o Decretum super virtutibus em presença de JoãoPaulo II em Roma.

O processo diocesano sobre a confirmada cura milagrosa de uma senhora, em 16 de Dezembro de 1996, por intercessão da Serva de Deus Maria Teresa de São José, realizou-se na Diocese de Roermond e as actas foram entregues ao Card. José Saraiva Martins, Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, a 6 de Abril de 2002 pelo Postulador da causa, Bonifácio Honings, O.C.D.

No dia 19 de Dezembro de 2005, o Santo Padre Bento XVI autorizou o Card. Saraiva Martins a promulgar o decreto sobre o milagre.

“O Papa Bento XV desafiou a que a história mostrasse factos que pudessem competir com as realizações de Santa Teresa de Jesus.(…)”

Fonte: “LUGAR DE PARTILHA – Lendo juntos Santa Teresa

O livro das Fundações

 O Papa Bento XV desafiou a que a história mostrasse factos que pudessem competir com as realizações de Santa Teresa de Jesus. Num tempo ingrato e agreste para a mulher autónoma, a Santa fundou 17 carmelos em vinte anos, de 1562 a 1582. E ainda colaborou na fundação de dois conventos do Carmo!
Você imagina-se a dedicar 20 anos da sua vida a fundar conventos? Sabe o que custava fazer uma fundação? Sabe o que era preciso? Era preciso ter boas vocações, isto é mulheres que neles quisessem entrar consagrando-se ao Senhor! Era preciso arranjar dinheiro, que muito havia onde o gastar: em erguer fundações; contratar pedreiros que acomodassem as casas; contratar carroceiros para ir duma cidade para outra; conseguir bons confessores para as religiosas; conseguir autorizações; responder, calar ou fugir de perseguições…
Qual é o espírito necessário para se fazer uma empresa destas? Bastará a vaidade? Chegaria o reconhecimento público? — Não. Claro que não! A Santa Madre Teresa sabia que Deus a cumulava com tantas graças, que não era justo guardar só para si esse tesouro. Tinha de ser partilhado. Era por isso que não ficava sem fazer nada: era uma mulher inquieta e andarilha!
Ouçámo-la justificar-se: «O tempo fazia crescer em mim o desejo de contribuir para o bem de alguma alma; eu muitas vezes sentia-me como quem tem um grande tesouro guardado e deseja dá-lo para que todos gozassem, e ao mesmo tempo tem as mãos atadas para não poder distribuí-lo. Eu tinha a impressão de estar com as mãos atadas dessa maneira, porque eram tantas as graças recebidas naqueles anos que me pareciam mal empregues apenas em mim. Eu servia ao Senhor com minhas pobres orações e procurava que as irmãs fizessem o mesmo e valorizassem muito o bem das almas e o progresso de Sua Igreja. Quem com elas se relacionava saía edificado. E nisso se embebiam os meus grandes desejos.” [Livro das Fundações. 1, 6]
É impossível narrar todas as fundações teresianas. Baste recordar que elas foram feitas com muitas dificuldades, mas também com muita oração e determinação não somente por parte da Madre Fundadora, mas por todas aquelas monjas que participaram daqueles feitos e muitos outros amigos que também os tinha. Santa Teresa fundou mosteiros por toda a Espanha: em Ávila (1562), Medina del Campo (1567), Malagón, Valladolid (1568), Toledo, Pastrana (1569), Salamanca (1570), Alba de Tormes (1571), Segóvia (1574), Beas, Sevilla (1575), Caravaca (1576), Villanueva de la Jara, Palencia (1580), Soria (1581), Granada e Burgos (1582). Algo que sempre marcava as fundações de Santa Teresa de Jesus era a presença do Santíssimo Sacramento, em primeiro lugar. A casa só estaria realmente edificada quando o Santíssimo estivesse no sacrário.
Dos quatro grandes livros que a Santa escreveu, o Livro das Fundações é o que talvez menos se leia. É porém um livro onde a Santa Madre escolheu tratar do que acontecia com ela e com suas irmãs nas suas fundações. Escreve-o em tom de aventura e de narrativa bem contada. Nesse caso, o mais interessante é descobrir no livro as peripécias pelas quais passou, as dificuldades e até as anedotas, sempre recheadas do seu bom humor.
OREMOS

Santa Teresa de Jesus, nossa Mãe Fundadora!
Fazei que, guiados pelo Espírito Santo,
caminhemos sempre por caminhos de verdade
em direcção ao Pai,
e que construamos as nossas casas sobre a rocha,
segundo o ensinamento de Jesus Cristo.
Amen…

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Arquivo: Chama do Carmo – Portugal (http://chamadocarmo.blogspot.com/)

Publicado por Rose em Lugar de Partilha.

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Link relacionado:  Chama do Carmo – Edições Carmelo.

“No rosário tenho encontrado os atrativos mais suaves, mais eficazes e mais poderosos para me unir com Deus!” (Santa Teresa de Jesus) – Flos Carmeli

Fonte: Flos Carmeli

O Mês do Santo Rosário

“O rosário é para todos uma fonte de benefícios inapreciáveis. Eleva-nos insensivelmente ao conhecimento perfeito de Jesus Cristo, purifica as nossas almas do pecado, abrasa-nos do amor a Nosso Senhor e enriquece-nos de graças e de méritos” (S. Luiz Maria G. De Montfort).

A Santa Igreja sempre nos ensinou que o Terço é uma oração completa, pois abrange a oração vocal, a meditação e a contemplação dos mistérios de Deus. Nossa Senhora, nossa Mãe, em todas as ocasiões em que se dignou aparecer aos seus mais humildes filhos (La Salette, Lourdes, Fátima) sempre insistiu para que rezássemos todos os dias o santo Terço. Se é verdade que algumas pessoas encontram certa dificuldade em rezá-lo, também é certo que aquelas que conseguiram vencer estas dificuldades testemunham da riqueza de graças que descobriram ao passar a rezá-lo com freqüência. Nada mais saudável para as famílias do que reunir os filhos em torno da imagem de Nossa Senhora para dirigir a Ela nossas súplicas, no meio de tantas necessidades e perigos.

“No rosário tenho encontrado os atrativos mais suaves, mais eficazes e mais poderosos para me unir com Deus!” (Santa Teresa de Jesus)

O Santo Rosário foi dado à Igreja por São Domingos que o recebeu da Bem Aventurada Virgem Maria como um meio poderoso de converter os albigenses e outros pecadores. Uma noite, enquanto estava em oração profunda, Nossa Senhora lhe apareceu, com o Rosário na mão, e lhe disse: “Tenha bom ânimo, Domingos. O remédio para os males que lamentas será a meditação na vida, morte e glória do meu Filho, unindo tudo isto com a recitação da Ave Maria, através da qual o milagre da redenção foi anunciado ao mundo. Esta devoção, que tu ensinarás pela pregação, é muito considerada por meu Filho e por Mim. Com ela os fiéis obterão vantagens, e sempre me encontrarão pronta a ajudá-los nos seus desejos. Este é o dom precioso que deixo para ti e para os teus filhos espirituais”.

Desde quando São Domingos estabeleceu a devoção ao Santo Rosário e o Bem-aventurado Alano de la Roche o restabeleceu em 1460, ele foi chamado de O Saltério de Jesus e Maria, devido ao fato de possuir o mesmo número de saudações angélicas (Ave-Marias) como os 150 salmos de Davi.

A palavra Rosário quer dizer “coroa de rosas”, ou seja, toda vez que se reza o Santo Rosário de maneira devota, coloca-se uma coroa de 153 rosas vermelhas e dezesseis rosas brancas nas cabeças de Jesus e Maria. A rosa é a rainha das flores e o Rosário, depois da Santa Missa, é a melhor das devoções, pois é uma obra direta da Santíssima Trindade e não foi feito através de um instrumento humano.

(…)

“O Rosário é, pelas almas, como o Pão Espiritual de cada dia” (Irmã Lucia).

“Rezai o terço todos os dias” (Nossa Senhora de Fátima).

Fonte http://catolicosalerta.wordpress.com/2011/02/27/o-terco-e-o-rosario/
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Publicado em Flos Carmeli, em 04 de outubro de 2011.

Caminho de Perfeição – Pistas de leitura (Ficha 42) – Blog Lugar de Partilha

Fonte: Blog de Partilha

Caminho 42: “Mas livrai-nos do mal. Ámen”.

Pistas de leitura

Mais uma vez, a Santa parte dos sentimentos do Senhor quando pronunciou estas palavras, para desde aí passar para os nossos ou, mais precisamente neste caso, para os seus, quando repete esta petição final. – Que sentimentos atribui ao Senhor? Parecem-te coerentes com o que se diz d’Ele no Evangelho? – Quais os sentimentos dela) Embora se inspire nos que acaba de atribuir a Jesus, serão todos aplicáveis ao mesmo? Além disso, repara na primeira redacção deste capítulo e na definitiva.

Para reflectir, rever a vida, interceder, agradecer, contemplar…

1.É evidente que esses sentimentos da Santa Madre, pelos quais nos perguntavam ’as pistas’, são basicamente cansaço de viver entre tanto mal ou perigo e, por conseguinte, ânsias de vida plena e eterna: “O pedir isto com grande desejo e com toda a determinação, é para os contempla-tivos grande sinal de que são de Deus as mercês que recebem na oração. Assim, os que o forem tenham-no em muito” (42,3). “Que nos custa pedir muito, se pedimos a Quem é poderoso? Mas, para melhor acertarmos, deixemos que dê conforme a Sua vontade, pois já Lhe demos a nossa” (42,4). – Que achas deste ‘contraste’ entre desejo grande e abandonar-se à Sua vontade? Revê, ora…
2. Tem em conta também o que vai suprimir e acrescentar 13 anos depois (1579: Códice de Tole-do), desde o cume do matrimónio espiritual (que não experimentou até 1572): “O pedir isto com grande desejo e toda a determinação, é para os contemplativos grande sinal de que são de Deus as mercês que recebem na oração; não para fugir dos trabalhos, mas apenas para gozar d’Ele; a quem Nosso Senhor os conceder” tenham-no em muito” (cf. 7M 3,6-8; CC 66 de Maio de 1581,10).

3. O breve e emotivo elogio do Pai-nosso com que começa o epílogo (42,5) é um eco do que já fez no capítulo 37: recordar, rever… (cf. Ficha correspondente)
Propostas conclusivas:
1) Aproveitar a pesquisa das orações da Santa ao longo de todo o livro – que se recomendou fazer no início da primeira ficha – para aprofundar na imagem de Deus que as mesmas contêm, e também para com elas orar no grupo (cf. http://www.paravosnasci.com: Recursos, Oração partilhada); assim se cumprirá o seu duplo desejo de que outros aproveitem e de fazer que se louve ao Senhor (cf. V 40,23).
2) Evidentemente, qualquer outra ideia ou actividade, que tenha resultado fecunda, poderia ser partilhada com todos através da página do Centenário na Internet.

3) Existe, por exemplo, em espanhol, uma publicação muito interessante e sugestiva: CARMELI-TAS DESCALZAS DE PUJOL (Valência), Juntos andemos. Páginas escogidas de Camino de Per-fección, Madrid 2010. Este trabalho começa com uma boa e sintética introdução à obra, e acaba com uma selecção das principais orações da Santa ao longo da mesma. O principal do trabalho e o que mais nos interessa agora consiste numa apresentação dos de Caminho, que estrutura assim os seus grandes temas:

1. Caminho de terra: a nova família.
2. Caminho de fogo: o amor.
3. Caminho de vento: a liberdade.
4. Caminho de luz: a humildade.
5. Caminho de aço: a determinação.
6. Caminho de água: a oração.
7. Caminho de silêncio: a mulher.
Cada um destes capítulos conta com uma breve e valiosa introdução. O mesmo se verifica em cada um das epígrafes que o compõem, que imediatamente dá passagem a essas páginas esco-lhidas, tudo posto por ordem no estilo que se mostra à continuação:
1.1. A fundação de S. José: “mil vidas daria”.
Como se eu pudesse alguma coisa: C 1,1-2.
Para o que o Senhor nos juntou nesta casa: C 3,1.
O mundo está ardendo: C 1,5.
1.2. A pobreza: “um grande senhorio”.
Os olhos no vosso esposo: C 2,1-2.
Um bem que encerra em si todos os bens do mundo: C 2,5.
Nossas armas: C 2,7-9.
Fazer bem: C 14,4.
1.3. O serviço: “ser tais”.
Procurar ser tais: C 3,2-4.
Encerradas pelejamos por Ele: C 3,5.
Nisto vão os meus desejos: C 3,6.
Trabalhar muito: 4,1.
1.4. O estilo teresiano: “o modo e maneira de viver que se leva nesta casa”.
Em somente doze quis sua Majestade que fôsseis uma: C 8,2.
Monjas e eremitas: C 13,6.
Esta casa é um Céu: C 13,7.
Quanto mais santas, mais conversáveis: C 41,7-9.
Penitências sem ordem nem concerto: C 10,6.
As virtudes interiores: C 15,3.
Andar com santa liberdade: C 41,4-5.
Pregadoras com obras: C 15,3-6.
2.1. Os que amam: “põem a vida em entender como Lhe agradarão mais”.
Os que se amam: C 4,5.
Amam muito diferentemente: C 6,3-5.
Ouro nesta mina: C 6,8.
2.2. Urgem o amor verdadeiro: “não é tempo de jogos de meninos”.
Desejando o seu próprio proveito pelo das outras: C 7,8.
Vosso trato e linguagem: 20,4.
2.3. Avivando o fogo: “tirar-lhes o trabalho e tomá-lo sobre si”… C 6 y 7.
2.4. Amando ao estilo de Jesus: “o capitão do amor”… C 6 y 7.
2.5. O fogo do amor: “dá de si grande resplendor”… C 32,6-7 y C 40,1-2.3-4.7.
E assim com os outros cinco capítulos, numa selecção de temas e textos, repetimos, muito inte-ressante e sugestivo. Portanto, vamos aproveitar e/ ou compartilhar trabalhos deste teor.

Postado por Rose em Lugar de Partilha.

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Leia também em Lugar de Partilha: Lendo juntos Santa Teresa – Lendo o Livro das Fundações de 2011 a 2012

 

Corrente de Oração pela Jornada Mundial da Juventude (Comunidade Santa Teresa)

Fonte: Comunidade Santa Teresa

Corrente de Oração pela Jornada Mundial da Juventude

Pedimos orações pelos participantes da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que é o grande encontro global de jovens com o Papa que se realiza cada três anos num lugar do mundo. Desta vez está sendo realizada Madrid, de 16 a 21 de Agosto de 2011, tendo como padroeiros São João da Cruz e Santa Teresa de Jesus (também chamada de Santa Teresa de Ávila, sua cidade natal).

Durante a Jornada (JMJ) haverá uma corrente de oração “non stop” no Seminário de Madrid com adoração eucarística durante as 121 horas do evento: sempre haverá alguem orando durante as horas de cada dia. Os mosteiros de clausura em Madrid aderiram a esta campanhae todos os que desejam  podem  unir-se a esta corrente de oração. No dia 20 de Agosto ocorrerá uma Vigília de oração dos jovens com o Papa Bento XVI, no Aeródromo de Cuatro Vientos.

As relíquias de Santa Teresinha do Menino Jesus estarão expostas para veneração na Praça de Espanha em Madrid e os freis carmelitas descalços de Avignon e Paris realizarão encontros de oração na intenção da Jornada Mundial da Juventude.

O lema da Jornada é “Enraizados e Edificados em Cristo, Firmes na Fé” (São Paulo), pois, nas incertezas da vida, há necessidade de um fundamento claro, sobretudo para os jovens que “manifestam a aspiração de construir relações autênticas de amizade, de conhecer o verdadeiro amor, de fundar uma família unida, de adquirir uma estabilidade pessoal e uma segurança real, que possam garantir um futuro sereno e feliz”. São esperados 400 mil jovens, mas o número de pessoas pode triplicar durante o evento:

“Gostaria que todos os jovens, tanto os que compartilham nossa fé quanto os que hesitam, duvidam ou não creem, pudessem viver esta experiência, que pode ser decisiva para a vida: a experiência do Senhor Jesus ressuscitado e vivo, de seu amor por cada um de nós”(Mensagem do Papa Bento XVI para a Jornada Mundial da Juventude – 2011).

JM+JT

Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz, roguem por nós!

Publicado em http://comsantateresa.org.br .

A Conferência Episcopal do Quênia decidiu lançar o fundo de emergência (Catholic Charity Emergency Fund) e dirigiu um apelo pela adesão à iniciativa (Agência Fides)

Fonte: Agência Fides

ÁFRICA/QUÊNIA – Os Bispos do Quênia lançam um fundo de emergência para ajudar as populações vítimas da seca

Nairóbi (Agência Fides)- “Estamos todos profundamente preocupados com a crise provocada pela seca e o sofrimento de tantos quenianos. Nossa preocupação se dirige a milhões de pessoas indefesas que correm o risco de morrer de fome e às muitas comunidades que perderam seus meios de subsistência” – afirmam os Bispos do Quênia em um comunicado no qual apresentam um fundo nacional em favor das populações atingidas pela seca que está castigando vários países da África do leste.
Enquanto a situação mais dramática é a da Somália, o Quênia também sofre duramente a crise alimentar, não só porque recebe em seu território centenas de milhares de somalis em fuga de seu país, mas também porque a seca atingiu diversas áreas de seu território.
A mensagem da Conferência Episcopal do Quênia afirma que as pessoas mais vulneráveis são: pastores das regiões do norte, nordeste, noroeste e sul; as famílias mais pobres que vivem da agricultura de subsistência nas planícies costeiras e nas regiões do sudeste.
Segundo os Bispos, a seca causada pela escassez de chuvas de 2010 e deste ano provocou a carência de alimentos, o forte aumento dos preços dos gêneros alimentares, a falta de água, migrações e conflitos; desnutrição, evasão escolar de crianças e perda de bovinos”.
A Conferência Episcopal do Quênia decidiu lançar o fundo de emergência (Catholic Charity Emergency Fund) e dirigiu um apelo pela adesão à iniciativa. Estão sendo organizadas coletas de alimentos em paróquias, escritórios diocesanos e outras estruturas da Igreja.
(L.M.)
(Agência Fides 4/8/2011)

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Fonte: KEC  – Kenya Episcopal Conference- http://www.catholicchurch.or.ke/index.php?option=com_content&view=article&id=275:to-you-dear-catholics-friends-and-all-people-of-goodwill-&catid=114:latest&Itemid=275

Drought Emergency Response Fund For Kenya 2011: Appeal For Contribution

Monday, 01 August 2011 00:00 Very Rev. Fr. Vincent Wambugu News Flash Latest
E-mail Print PDF

To You Dear Catholics, Friends and all People of Goodwill,

Greetings and cordial regards from the Kenya Episcopal Conference.


Situation at TurkanaI wish to communicate to you by mandate of His Eminence John Cardinal Njue, Chairman-KEC, Bishop Martin Kivuva-Chairman Caritas Kenya and all Most and Rt. Rev. Bishops.

As you all are aware, Kenya is facing a very difficult time as a result of the drought which has hit the country following the failure of the 2010 short rains and the 2011 long rains.  The current drought situation in Kenya is characterized by food shortages, increasing food prices, lack of water, migration and conflict, malnutrition, children dropping out of school, starvation and death of livestock.

We are all deeply concerned by this crisis and the suffering of many Kenyans as a result of the current drought. Our concern is that of the millions of vulnerable people who are facing the risk of starvation and the loss of livelihoods of many communities as a result of the crisis.

The most affected area as reported by the media and other sources includes;-

•    Pastoralists in the north, northeast, northwest, and the south (Maasai rangelands)
•    Marginal agricultural households in the coastal and south-eastern lowlands

situation at TurkanaThe Situation at TurkanaIt is in this light that I appeal to you all to join hands in solidarity to ensure that these Kenyans do not continue suffering from starvation and hunger, through food donations and financial support.

Food donations can be channeled through our Outstations, Parishes, Diocesan Offices and other Church Structures. Financial contributions/donations can be sent to the following account:-

KEC- Catholic Charity Emergency Fund, Kenya

Kenya Commercial Bank,

A/C No. 016200646352

Sarit Centre Branch

You can also channel your donation through our Mpesa business line: 560702.

Caritas Kenya, the Development and Social Services Commission of the KEC is taking lead in coordinating and implementing this appeal.

For all communications and inquiries please contact Caritas Kenya on the following addresses:

caritaskenya@catholichurch.or.keThis e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it   , skituku@catholicchurch.or.keThis e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it , info@caritaskenya.orgThis e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it

Mobile Phone No:     0727 802 810

0721 583918 (Mr. Stephen Kituku),

0726 834088 (Mr. Samson Malesi)

Fax: 020 4442 910

I appeal for your generosity and kindness towards assisting all those affected by this drought. Your support and donation will be appreciated. Remember you contribution will go a long way in saving a life in Kenya.

The needs of the affected people are so great. Your emergency gift today will help increase the church’s response to this crisis.

His Eminence and the Excellencies assure you of their prayers and solidarity.

Yours sincerely,

Signed for by mandate of His Eminence John Cardinal Njue, Chairman-KEC

Very Rev. Fr. Vincent Wambugu

Secretary General

Kenya Episcopal Conference

+ His Eminence John Cardinal Njue,

Chairman Kenya Episcopal Conference.

Cc:

1.    Rt. Rev. Martin Kivuva

Chairman

Caritas Kenya

2.    Mr. Stephen Kituku

National Executive Secretary

Caritas Kenya

…..

Publicado em KEC (Home)- http://www.catholicchurch.or.ke/index.php

“Compaixão no seu sentido mais amplo, no seu sentido divino, é um sentimento que está muito longe do entendimento humano” (Canto da Paz)

Fonte/imagem/artigo: Olhai os Lírios do Campo – Padre Dalmo Radimack

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Fonte: Canto da Paz – Site de Clarissas e Franciscanos

Cinco pães e dois peixes 

EVANGELHO COMENTADO – 18º Domingo do Tempo Comum Evangelho: (Mt 14, 13-21)

Jesus retirou-se, num barco, para um lugar deserto e afastado. Mas o povo soube e o seguiu das cidades a pé. Ao desembarcar, viu uma grande multidão e, sentindo compaixão, curou os seus enfermos. Ao cair da tarde, aproximaram-se dele os discípulos e disseram: “O lugar aqui é deserto e já passou da hora. Despede o povo para que possa ir aos povoados comprar alimentos”. Mas Jesus lhes respondeu: “Não há necessidade de eles irem embora. Dai-lhes vós mesmos de comer”… … Eles, porém, disseram: “Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes”. Ele falou: “Trazei-os para cá”. Mandou a multidão sentar-se na grama. Depois tomou os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos para o céu e rezou a bênção; partiu então os pães, deu-os aos discípulos, e estes à multidão. Todos comeram e ficaram saciados. E dos pedaços que sobraram recolheram doze cestos cheios. Os que comeram eram cerca de cinco mil homens, sem contar as mulheres e as crianças.

COMENTÁRIO

No Evangelho de hoje, Mateus nos fala da grande multidão que seguia Jesus, para onde quer que Ele fosse, e usa uma palavra muito forte para se referir ao sentimento de Jesus: ele diz que o Mestre sentiu compaixão da multidão. Compaixão é muito mais que uma simples preocupação, principalmente quando estamos falando de Jesus. Compaixão no seu sentido mais amplo, no seu sentido divino, é um sentimento que está muito longe do entendimento humano. Para nós, compaixão está ligada à uma preocupação superficial, que chamamos de “pena”, “dó” ou qualquer outra coisa que sentimos por um doente, moribundo, ou marginalizado. Compaixão é algo que vai muito além de ficar penalizado ou doar o que nos sobra. Para Jesus, compaixão é sinônimo de amor. Jesus se compadece da multidão, cura os doentes e dá o pão da palavra para aqueles que o procuram. Dá também o pão alimento, símbolo da vida. Multiplica e distribui o alimento que, ainda hoje é tão escasso em nossas mesas. Milhares e milhares morrem de fome em todo mundo. Outros milhares dependem de leito hospitalar, remédios, exames complementares e até mesmo de uma palavra de conforto, e isso nos deixa (entre aspas) “extremamente compadecidos”. Não basta sentimentalismo externo, é preciso ação. Como dissemos, compaixão é sinônimo de amor e, amor é doação, portanto, o amor só está presente na entrega, na partilha. Ninguém é feliz sozinho, felicidade para ser completa, tem que ser compartilhada. Partilhar, repartir são verbos ainda muito pouco utilizados. Em compensação, um verbo que está sempre presente nas rodas de amigos, que tem presença obrigatória nos “papos” informais ou de negócios, é o verbo multiplicar. Só que não é a multiplicação de pães, nem de empregos. A preocupação é com a multiplicação de renda, de poder e de centralização de bens. Com Jesus é diferente. Onde Cristo está presente, ali está a fraternidade. Os cinco mil homens que o Evangelho se refere simbolizam o mundo da época, o povo de Israel. Porém, o mundo atual também sente fome de Deus e precisa ser saciado. O mundo precisa conhecer Jesus, o Verdadeiro Pão. Os primeiros cristãos causavam inveja, porque tudo repartiam e por isso, não havia necessitados entre eles. Vamos imitá-los? Vamos provocar inveja nos que nos rodeiam, vamos viver a alegria de partilhar o pão, a saúde, o emprego, as riquezas, enfim, vamos viver a emoção maior de partilhar o amor.

(Fonte do texto: http://www.miliciadaimaculada.org.br). Autor: Jorge Lorente.

Publicado em Canto da Paz.

Prossegue o empenho da Igreja em assistir as populações somalis em fuga da fome e da guerra, que se refugiaram nos Estados limítrofes, de modo especial, no Quênia. (Agência Fides)

Fonte: Agência Fides

26.07.2011

ÁFRICA/SOMÁLIA – Emergência humanitária: o compromisso da Igreja

Mogadíscio (Agência Fides) – Prossegue o empenho da Igreja em assistir as populações somalis em fuga da fome e da guerra, que se refugiaram nos Estados limítrofes, de modo especial, no Quênia. Dom Giorgio Bertin, Bispo de Djibuti e Administrador Apostólico de Mogadíscio, como Presidente da Caritas Somália, nomeou como sua assistente Suzanna Tkalec, do Catholic Relief Services (CRS).
A senhora Tkalec, segundo informa Dom Bertin à Agência Fides, terá as funções de: fornecer atualizações semanais sobre a situação na Somália e sobre refugiados somalis no Quênia e na Etiópia; manter contato com as outras Caritas que atuam em Nairóbi em favor dos refugiados somali; participar das reuniões de coordenação com as outras agências humanitárias presentes em Nairóbi.
O Jesuit Refugee Service (JRS) também anunciou o incremento de suas atividades na Etiópia e no Quênia, para ajudar os refugiados somalis. Segundo um comunicado enviado à Agência Fides, as equipes do JRS nos campos de Nairóbi e Kakuma assistem 12.500 pessoas, oferecendo apoio educativo, distribuindo alimentos e outros bens essenciais, além de fornecer assistência médica, psicológica e econômica. Das pessoas mais vulneráveis a receber assistência, estão os doentes mentais e as mulheres que sofreram ou correm risco de sofrer violência sexual.
Na Etiópia, em Addis Abeba, o JRS assiste 4.000 somalis, e está na fase final das tratativas com o ACNUR (Alto Comissariado da ONU para Refugiados) per fornecer assistência psicossocial e educativa no campo de Dollo, onde estão alojados mais de 100.000 somalis.

(L.M.) (Agência Fides 26/7/2011)

Fonte/imagem/artigo: Clio Blog – “O pior inferno do mundo: Somália”

A data fixada em 16 de julho, segundo a tradição carmelitana, marca o momento em que Nossa Senhora apareceu a São Simão Stock e lhe entregou o escapulário (Servos da Rainha)

Nossa Senhora do Carmo

Dom Eurico dos Santos Veloso

No dia 16 de julho,  comemoraramos a festa de Nossa Senhora do Carmo, padroeira da Ordem Carmelitana. Essa festa remonta aos anos de 1376 e 1386, quando adveio o pio costume de celebrar uma festa especial em honra de Nossa Senhora, em ação de graças pela aprovação pontifícia da Regra Carmelitana, pelo Papa Honório III, em 1226.

A data fixada de 16 de julho coincide, segundo a tradição carmelitana, com a data em que Nossa Senhora apareceu a São Simão Stock e lhe entregou o escapulário. Com o passar do tempo, no início do século XVII a data de dezesseis de julho se transformou em data oficial da “festa do escapulário” e, imediatamente, começou a ser celebrada também fora da Ordem Carmelitana. Em 1726, esta data solidificou-se como a festa da Virgem do Carmo por toda a Igreja do Ocidente, pela ação do Papa Bento XIII. No próprio da missa do dia não se faz menção ao escapulário ou à visão que teve São Simão; porém, ambos os fatos são mencionados nas leituras do segundo noturno das Matinas no antigo Breviário e o escapulário no prefácio especial usado pelos carmelitas.

A Ordem dos Carmelitas, uma das mais antigas na história da Igreja, embora considere o profeta Elias como o seu patriarca modelo, não tem um verdadeiro fundador, mas um grande amor: o culto a Maria, honrada como a Bem-aventurada Virgem do Carmo. “O Carmo – disse o cardeal Piazza, carmelita – existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua história, na sua vida de lutas e de triunfos, na sua vida interior e espiritual”.

Elias e Maria estão unidos numa narração que tem sabor de lenda. Refere o Livro das Instituições dos primeiros monges: “Em lembrança da visão que mostrou ao profeta a vinda desta Virgem sob a figura de uma pequena nuvem que saía da terra e se dirigia para o Carmelo (1Rs 18,20-45), os monges, no ano 93 da Encarnação do Filho de Deus, destruíram sua antiga casa e construíram uma capela sobre o monte Carmelo, na Palestina, perto da fonte de Elias em honra desta primeira Virgem voltada a Deus. Expulsos pelos sarracenos no século XIII, os monges que haviam entretanto recebido do patriarca de Jerusalém, Santo Alberto, uma regra aprovada em 1226 pelo papa Honório III, voltaram ao Ocidente e na Europa fundaram vários mosteiros, superando várias dificuldades, nas quais, porém, puderam experimentar a proteção da Virgem. Um episódio em particular sensibilizou os devotos: os irmãos suplicavam humildemente a Maria que os livrasse das insídias infernais. A um deles, Simão Stock, enquanto assim rezava, a Mãe de Deus apareceu acompanhada de uma multidão de anjos, segurando nas mãos o escapulário da ordem e lhe disse: ‘Eis o privilégio que dou a ti e a todos os filhos do Carmelo: todo o que for revestido deste hábito será salvo’”.

Numa bula de 11 de fevereiro de 1950, o Papa Pio XII convidava a “colocar em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário que está ao alcance de todos”. Entendido como veste mariana, esse é de fato um ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste, enquanto sacramental extrai o seu valor das orações da Igreja e da confiança e amor daqueles que o usam. Nossa Senhora é a nossa Mãe, colocada como insigne modelo de correspondência à graça e, ao contemplarmos a sua vida, o Senhor dar-nos-á luz para que saibamos divinizar a nossa existência vulgar.

Durante o ano, quando celebramos as festas marianas, e cada dia em várias ocasiões, nós, os cristãos, pensamos muitas vezes na Virgem Maria. Se aproveitamos, na festa que se avizinha, esses instantes, imaginando como se comportaria a nossa Mãe nas tarefas que temos de realizar, iremos aprendendo a pouco e pouco, até que acabaremos por nos parecermos com Ela, como os filhos se parecem com a sua mãe. Por isso somos chamados, como discípulos-missionários de Jesus, a imitar, em primeiro lugar, o seu amor. A caridade não se limita a sentimentos: há-de estar presente nas palavras e, sobretudo, nas obras. A Virgem não só disse fiat, mas também cumpriu essa decisão firme e irrevogável a todo o momento. Assim, também nós, quando o amor de Deus nos ferir e soubermos o que Ele quer, devemos comprometer-nos a ser fiéis, leais, mas a sê-lo efetivamente, porque “nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus; mas o que faz a vontade de meu Pai, que está nos Céus, esse entrará no reino dos Céus”.

Assim, unidos a todos as ordens Carmelitas, primários, secundários e terciários, particularmente os membros da Irmandade do Carmo da Sé Catedral de Juiz de Fora, queremos exortar a todos os fiéis que, seguindo a Maria, encontrem a Jesus, o verdadeiro sentido para que o amor de Deus recaia sobre cada um de nós. E que os sacramentais, sinais visíveis da graça de Deus, produzam seus frutos necessários de vida, de santidade, de disponibilidade total para um SIM permanente a convite de Jesus, para que sejamos missionários dentro da realidade em que estamos inseridos.

Virgem do Carmo, Rogai por nós!

Fonte: Servos da Rainha

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Eu sou a luz do mundo” – Jesus Cristo

Fonte/imagem/oração: http://www.areajesus.com/promessasscj.htm

Sagrado Coração de Jesus Promessas do Sagrado Coração de Jesus
As doze Promessas do Sagrado Coração de Jesus feitas a Santa Margarida Maria:

  1. Eu lhes darei todas as graças necessárias ao seu estado de vida.
  2. Eu farei reinar a paz em suas famílias.
  3. Eu os consolarei em todas as suas aflições.
  4. Serei seu refúgio seguro durante a vida e sobretudo na morte.
  5. Derramarei muitíssimas bênçãos sobre todas as suas empresas.
  6. Os pecadores encontrão em meu Coração a fonte e o mar infinito da misericórdia.
  7. As almas tíbias se tornarão fervorosas.
  8. As almas fervorosas elevar-se-ão rapidamente a grande perfeição.
  9. Abençoarei Eu mesmo as casas onde a imagem do meu Coração estiver exposta e venerada.
  10. Darei aos sacerdotes o dom de abrandar os corações mais endurecidos.
  11. As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes escritos
    no meu Coração e dele nunca serão apagados.
  12. No excesso da misericórdia do meu amor todo poderoso darei a graça da perseverança final aos que comungarem na primeira sexta-feira de nove meses seguidos.

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ORAÇÃO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

Sagrado coração de Jesus, eu me consagro inteiramente a vós: minha pessoa, minha vida, minhas ações, trabalhos e sofrimentos, a fim de empregar tudo quanto sou e tenho, unicamente para colaborar convosco na construção de novos céus e de uma nova terra. Ó Coração Sagrado, eu vos escolho  para único objeto de meu amor, para protetor de minha vida, amparo de minha fragilidade e inconstância, reparação de todas as minhas faltas e auxílio seguro na hora de minha morte.

Coração de Jesus, ternura e bondade! Eu quero que toda minha felicidade seja viver e morrer no vosso serviço, dedicando-me aos meus irmãos. Amém!

Corpus Christi: A motivação litúrgica para tal festa é, indubitavelmente, o louvor merecido à Eucaristia, fonte de vida da Igreja (Canto da Paz)

Fonte: Canto da Paz (Franciscanos e Clarissas)

Corpus Christi: o que significa?

Como sabemos em que dia vai ser Corpus Christi? Bem, com o domingo da Solenidade de Pentecostes, ou do Espírito Santo, termina o Tempo Pascal, ou seja, o período em que comemoramos a Ressurreição (Páscoa) de Jesus. Após o domingo de Pentecostes vem o domingo da Solenidade da Santíssima Trindade e na quinta-feira, após o domingo da Santíssima Trindade, acontece a comemoração de Corpus Christi ou do Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Para que a Santa Hóstia seja adorada de uma forma visível pelos fiéis – pois é o próprio Jesus Vivo em Corpo e Sangue, Alma e Divindade – a Igreja a coloca dentro de um ostensório (veja a figura acima) e a leva em procissão pelas ruas das cidades. É por isso que acontece a procissão de Corpus Christi, onde se dá um destaque especial à Eucaristia.

(…)

“Qual é o significado da festa de Corpus Christi?

(Texto de Fr. Evaldo César de Sousa, C.Ss.R. Fonte: http://www.redemptor.com.br)

1. O sentido da celebração

Na quinta-feira, após a solenidade da Santíssima Trindade, a Igreja celebra devotamente a solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, festa comumente chamada de Corpus Christi. A motivação litúrgica para tal festa é, indubitavelmente, o louvor merecido à Eucaristia, fonte de vida da Igreja. Desde o princípio de sua história, a Igreja devota à Eucaristia um zelo especial, pois reconhece neste sinal sacramental o próprio Jesus, que continua presente, vivo e atuante em meio às comunidades cristãs. Celebrar Corpus Christi significa fazer memória solene da entrega que Jesus fez de sua própria carne e sangue, para a vida da Igreja, e comprometer-nos com a missão de levar esta Boa Nova para todas as pessoas.

Poderíamos perguntar se na Quinta-Feira Santa a Igreja já não faz esta memória da Eucaristia. Claro que sim! Mas na solenidade de Corpus Christi estão presentes outros fatores que justificam sua existência no calendário litúrgico anual. Em primeiro lugar, no tríduo pascal não é possível uma celebração festiva e alegre da Eucaristia. Em segundo lugar, a festa de Corpus Christi quer ser uma manifestação pública de fé na Eucaristia. Por isso o costume geral de fazer a procissão pelas ruas da cidade. Enfim, na solenidade de Corpus Christi, além da dimensão litúrgica, está presente o dado afetivo da devoção eucarística. O Povo de Deus encontra nesta data a possibilidade de manifestar seus sentimentos diante do Cristo que caminha no meio do Povo.

2. Origem da solenidade

Na origem da festa de Corpus Christi estão presentes dados de diversas significações. Na Idade Média, o costume que invadiu a liturgia católica de celebrar a missa com as costas voltadas para o povo, foi criando certo mistério em torno da Ceia Eucarística. Todos queriam saber o que acontecia no altar, entre o padre e a hóstia. Para evitar interpretações de ordem mágica e sobrenatural da liturgia, a Igreja foi introduzindo o costume de elevar as partículas consagradas para que os fiéis pudessem olhá-la. Este gesto foi testemunhado pela primeira vez em Paris, no ano de 1200.

Entretanto, foram as visões de uma freira agostiniana, chamada Juliana, que historicamente deram início ao movimento de valorização da exposição do Santíssimo Sacramento. Em 1209, na diocese de Liége, na Bélgica, essa religiosa começa ter visões eucarísticas, que se vão suceder por um período de quase trinta anos. Nas suas visões ela via um disco lunar com uma grande mancha negra no centro. Esta lacuna foi entendida como a ausência de uma festa que celebrasse festivamente o sacramento da Eucaristia.

3. Nasce a festa do Corpus Christi

Quando as idéias de Juliana chegaram ao bispo, ele acabou por acatá-las, e em 1246, na sua diocese, celebra-se pela primeira vez uma festa do Corpo de Cristo. Seja coincidência ou providência, o bispo de Juliana vem a tornar-se o Papa Urbano IV, que estende a festa de Corpus Christi para toda Igreja, no ano de 1264.

Mas a difusão desta festa litúrgica só será completa no pontificado de Clemente V, que reafirma sua significação no Concilio de Viena (1311-1313). Alguns anos depois, em 1317, o Papa João XXII confirma o costume de fazer uma procissão, pelas vias da cidade, com o Corpo Eucarístico de Jesus, costume testemunhado desde 1274 em algumas dioceses da Alemanha.

O Concílio de Trento (1545-1563) vai insistir na exposição pública da Eucaristia, tornando obrigatória a procissão pelas ruas da cidade. Este gesto, além de manifestar publicamente a fé no Cristo Eucarístico, era uma forma de lutar contra a tese protestante, que negava a presença real de Cristo na hóstia consagrada.

Atualmente a Igreja conserva a festa de Corpus Christi como momento litúrgico e devocional do Povo de Deus. O Código de Direito Canônico confirma a validade das exposições publicas da Eucaristia e diz que principalmente na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, haja procissão pelas vias públicas (cân. 944).

4. A celebração do Corpo de Cristo

Santo Tomás de Aquino, o chamado doutor angélico, destacava três aspectos teológicos centrais do sacramento da Eucaristia. Primeiro, a Eucaristia faz o memorial de Jesus Cristo, que passou no meio dos homens fazendo o bem (passado). Depois, a Eucaristia celebra a unidade fundamental entre Cristo com sua Igreja e com todos os homens de boa vontade (presente). Enfim, a Eucaristia prefigura nossa união definitiva e plena com Cristo, no Reino dos Céus (futuro).

A Igreja, ao celebrar este mistério, revive estas três dimensões do sacramento. Por isso envolve com muita solenidade a festa do Corpo de Cristo. Não raro, o dia de Corpus Christi é um dia de liturgia solene e participada por um número considerável de fiéis (sobretudo nos lugares onde este dia é feriado). As leituras evangélicas deste dia lembram-nos a promessa da Eucaristia como Pão do Céu (Jo 6, 51-59 – ano A), a última Ceia e a instituição da Eucaristia (Mc 14, 12-16.22-26 – ano B) e a multiplicação dos pães para os famintos (Lc 9,11b-17 – ano C).

5. A devoção popular

Porém, precisamos destacar que muito mais do que uma festa litúrgica, a Solenidade de Corpus Christi assume um caráter devocional popular. O momento ápice da festa é certamente a procissão pelas ruas da cidade, momento em que os fiéis podem pedir as bênçãos de Jesus Eucarístico para suas casas e famílias. O costume de enfeitar as ruas com tapetes de serragem, flores e outros materiais, formando um mosaico multicor, ainda é muito comum em vários lugares. Algumas cidades tornam-se atração turística neste dia, devido à beleza e expressividade de seus tapetes. Ainda é possível encontrar cristãos que enfeitam suas casas com altares ornamentados para saudar o Santíssimo, que passa por aquela rua.

A procissão de Corpus Christi conheceu seu apogeu no período barroco. O estilo da procissão adotado no Brasil veio de Portugal, e carrega um estilo popular muito característico. Geralmente a festa termina com uma concentração em algum ambiente público, onde é dada a solene bênção do Santíssimo. Nos ambientes urbanos, apesar das dificuldades estruturais, as comunidades continuam expressando sua fé Eucarística, adaptando ao contexto urbano a visibilidade pública da Eucaristia. O importante é valorizar este momento afetivo da vida dos fiéis.”

(fonte: http://www.bispadobauru.org.br)

Publicado em Canto da Paz.

Bento XVI na Croácia: “A qualidade da vida social e civil, a qualidade da democracia dependem em grande parte deste ponto «crítico» que é a consciência, de como a mesma é entendida e de quanto se investe na sua formação. ” – Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura – Portugal

Fonte: Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura – SNPC – Portugal

Celebração na Croácia

Bento XVI deslocou-se este sábado e domingo à Croácia, para celebrar a 1.ª Jornada Nacional das Famílias Católicas Croatas.

Com as fotografias da viagem, apresentamos excertos do discurso do Papa no encontro com expoentes da sociedade civil, do mundo político, académico, cultural e empresarial, com o corpo diplomático e com os líderes religiosos, realizado a 4 de junho no Teatro Nacional Croata, em Zagreb, capital do país. (….)

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Excertos do discurso de Bento XVI no início de junho, na Croácia

(…) E aqui queria introduzir o tema central desta minha breve reflexão: a consciência. Transversal aos diferentes campos onde estais empenhados, este tema é fundamental para uma sociedade livre e justa, tanto a nível nacional como supranacional. Aqui penso naturalmente na Europa, de que a Croácia faz parte desde sempre no plano histórico-cultural, ao passo que, no plano político-institucional, está em vias de entrar na União.

Pois bem, as grandes conquistas da idade moderna, ou seja, o reconhecimento e a garantia da liberdade de consciência, dos direitos humanos, da liberdade da ciência e, consequentemente, de uma sociedade livre, há que confirmá-las e desenvolvê-las mas mantendo a racionalidade e a liberdade abertas ao seu fundamento transcendente, para evitar que tais conquistas se autodestruam, como infelizmente temos de constatar em não poucos casos. A qualidade da vida social e civil, a qualidade da democracia dependem em grande parte deste ponto «crítico» que é a consciência, de como a mesma é entendida e de quanto se investe na sua formação.

Se a consciência se reduz, segundo o pensamento moderno predominante, ao âmbito da subjetividade, para o qual se relegam a religião e a moral, a crise do Ocidente não tem remédio e a Europa está destinada à involução. Pelo contrário, se a consciência é descoberta novamente como lugar da escuta da verdade e do bem, lugar da responsabilidade diante de Deus e dos irmãos em humanidade – que é a força contra toda a ditadura – então há esperança para o futuro.

Estou grato ao Prof. Zurak por ter lembrado as raízes cristãs de numerosas instituições culturais e científicas deste país, como aliás aconteceu em todo o continente europeu. O lembrar estas origens é necessário inclusive para a verdade histórica, mas é importante saber lê-las em profundidade a fim de que possam animar também os dias de hoje. Por outras palavras, é decisivo captar o dinamismo que está dentro do acontecimento, por exemplo, da criação duma universidade, ou dum movimento artístico, ou dum hospital. É preciso compreender o porquê e o como de isso ter acontecido, para se valorizar nos dias de hoje tal dinamismo, que é uma realidade espiritual que se torna cultural e, consequentemente, social.

Na base de tudo, encontram-se homens e mulheres, encontram-se pessoas, consciências, movidas pela força da verdade e do bem. Foram citados alguns dos filhos ilustres desta terra. Gostaria de deter-me no Padre jesuíta Ruđer Josip Bošković, que nasceu em Dubrovnik há trezentos anos, no dia 18 de maio de 1711. Ele personifica muito bem o consórcio feliz entre a fé e a ciência, que se estimulam reciprocamente a uma pesquisa ao mesmo tempo aberta, diversificada e capaz de síntese. A sua obra mais importante, Theoria philosophiae naturalis, publicada em Viena e depois em Veneza a meados do século XVIII, tem um subtítulo muito significativo: redacta ad unicam legem virium in natura existentium, ou seja, «segundo a única lei das forças existentes na natureza». Em Bošković, temos a análise, o estudo de múltiplos ramos do saber, mas temos também a paixão pela unidade. E isto é típico da cultura católica. (…)

Contudo, para além da homenagem, é preciso aproveitar o método, a abertura mental destes grandes homens. Voltemos, pois, à consciência como chave mestra para a elaboração cultural e a construção do bem comum. É na formação das consciências que a Igreja oferece à sociedade a sua contribuição mais específica e preciosa. Uma contribuição que começa na família e que encontra um reforço importante na paróquia, onde as crianças e adolescentes e, depois, os jovens aprendem a aprofundar as Sagradas Escrituras, que são o «grande códice» da cultura europeia; e, ao mesmo tempo, aprendem o sentido da comunidade fundada no dom: não no interesse económico ou na ideologia, mas no amor, que é «a força propulsora principal para o verdadeiro desenvolvimento de cada pessoa e da humanidade inteira» (Caritas in veritate, 1).


Aprendida na infância e na adolescência, esta lógica da gratuidade é, depois, vivida nos diversos âmbitos, no jogo e no desporto, nas relações interpessoais, na arte, no serviço voluntário aos pobres e aos doentes, e, uma vez assimilada, pode-se concretizar nos âmbitos mais complexos da política e da economia, colaborando para uma polis que seja acolhedora e hospitaleira, e que ao mesmo tempo não seja vazia, nem falsamente neutra, mas rica de conteúdos humanos, com uma forte consistência ética. É aqui que os christifideles laici estão chamados a fazer render generosamente a sua formação, guiados pelos princípios da Doutrina Social da Igreja, por uma autêntica laicidade, a justiça social, a defesa da vida e da família, a liberdade religiosa e educativa.

Ilustres amigos, a vossa presença e a tradição cultural croata sugeriram-me estas breves reflexões. Deixo-vo-las como sinal da minha estima e sobretudo da vontade que tem a Igreja de caminhar com a luz do Evangelho no meio deste povo. (…)»

Bento XVI

Publicado em SNPC.

Deus, pastor dos homens – Salmos – Carmelo Online – Regiões Sul e Centro-Oeste

Fonte: Carmelo Online- Salmos – Ordem dos Carmelitas Descalços – Província Nossa Senhora do Carmo – Regiões Sul e Centro-Oeste

Salmos, 23

Deus, pastor dos homens

1. Salmo de Davi. O Senhor é meu pastor, nada me faltará.
2. Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes,
3. restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome.
4. Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo.
5. Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos. Derramais o perfume sobre minha cabeça, e transborda minha taça.
6. A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias.

“A tarde de Sexta-Feira Santa apresenta o drama imenso da morte de Cristo no Calvário” – ACI Digital

Fonte/imagem/texto: Reflexões de Espiritualidade Franciscana: “Sexta Feira da Paixão do Senhor”

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Fonte: ACI Digital

Sexta-feira Santa

A tarde de Sexta-feira Santa apresenta o drama imenso da morte de Cristo no Calvário. A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de esperança. Com a Paixão de Jesus segundo o Evangelho de João contemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que lhe traspassou o lado.

São João, teólogo e cronista da paixão nos leva a contemplar o mistério da cruz de Cristo como uma solene liturgia. Tudo é digno, solene, simbólico em sua narração: cada palavra, cada gesto. A densidade de seu Evangelho agora se faz mais eloquente. E os títulos de Jesus compõem uma formosa Cristologia. Jesus é Rei. O diz o título da cruz, e o patíbulo é o trono onde ele reina. É a uma só vez, sacerdote e templo, com a túnica sem costura com que os soldados tiram a sorte. É novo Adão junto à Mãe, nova Eva, Filho de Maria e Esposo da Igreja. É o sedento de Deus, o executor do testamento da Escritura. O Doador do Espírito. É o Cordeiro imaculado e imolado, o que não lhe romperam os ossos. É o Exaltado na cruz que tudo o atrai a si, quando os homens voltam a ele o olhar.

A Mãe estava ali, junto à Cruz. Não chegou de repente no Gólgota, desde que o discípulo amado a recordou em Caná, sem ter seguido passo a passo, com seu coração de Mãe no caminho de Jesus. E agora está ali como mãe e discípula que seguiu em tudo a sorte de seu Filho, sinal de contradição como Ele, totalmente ao seu lado. Mas solene e majestosa como uma Mãe, a mãe de todos, a nova Eva, a mãe dos filhos dispersos que ela reúne junto à cruz de seu Filho.

Maternidade do coração, que infla com a espada de dor que a fecunda.

A palavra de seu Filho que prolonga sua maternidade até os confins infinitos de todos os homens. Mãe dos discípulos, dos irmãos de seu Filho. A maternidade de Maria tem o mesmo alcance da redenção de Jesus. Maria comtempla e vive o mistério com a majestade de uma Esposa, ainda que com a imensa dor de uma Mãe. São João a glorifica com a lembrança dessa maternidade. Último testamento de Jesus. Última dádiva. Segurança de uma presença materna em nossa vida, na de todos. Porque Maria é fiel à palavra: Eis aí o teu filho.

O soldado que traspassou o lado de Cristo no lado do coração, não se deu conta que cumpria uma profecia realizava um últmo, estupendo gesto litúrgico. Do coração de Cristo brota sangue e água. O sangue da redenção, a água da salvação. O sangue é sinal daquele maior amor, a vida entregue por nós, a água é sinal do Espírito, a própria vida de Jesus que agora, como em uma nova criação derrama sobre nós.

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Publicado em ACI Digital.

“Ele nunca desiste de nós” – Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura – Portugal

Fonte/imagem/texto: Reflexões de Espiritualidade Franciscana: “Sexta Feira da Paixão do Senhor”

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Fonte: Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC) – Portugal 

Ele nunca desiste de nós

À medida que a Última Ceia se aproximava inexoravelmente do fim, Jesus disse aos seus apóstolos: “Um de vós vai trair-me”. Teria sido muito mais preciso se dissesse “Todos vós vão trair-me”.

Judas vendeu o seu mestre por 30 moedas de prata e identificou-o perante os soldados, beijando-o. Mas os outros também não fizeram melhor, fugindo e deixando Jesus sozinho nas horas mais terríveis da sua vida. E Pedro, no meio de muitas imprecações, negou por três vezes conhecer Jesus.

Muitos de nós diriam que não mereciam que alguém morresse por eles, mas Jesus não pensou assim. Desde o início conheceu-os inteiramente e não teve ilusões a seu respeito. Mas também viu mais do que eles viam em si próprios. Viu a sua capacidade para crescer em grandeza. E como derradeiro amigo fiel, estava determinado a permanecer com eles até ao fim e ver nascer essa grandiosidade.

Deus nunca desiste de cada um de nós. Nunca! Tudo o que pede em troca é que não desistamos de nós ou dos outros. Ele tem o poder de nos fazer crescer, e quer dar-nos esse poder. Abramos-lhe o coração e confiemos nele.

Mons. Dennis Clark
In Catholic Exhange
Trad. / adapt.: rm
© SNPC (trad.) | 19.04.11