Cardeal interventor institui seminaristas dos Arautos do Evangelho nos ministérios como leitores e acólitos

Cardeal Raymundo Damasceno é recebido com alegria pelos membros dos Arautos em missa que instituiu 69 seminaristas da Associação nos ministérios do leitorato e acolitato, em 20 de dezembro | Instagram/Arautos do Evangelho

O arcebispo emérito de Aparecida, cardeal Raymundo Damasceno Assis instituiu 69 seminaristas dos Arautos do Evangelho nos ministérios do leitorato e acolitato em uma missa no sábado, 20 de dezembro, na basílica Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em Caieiras (SP). Esse é primeiro passo para a ordenação diaconal dos seminaristas.

Os Arautos do Evangelho, associação de fiéis de direito pontifício, estão sob intervenção do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica na organização desde 2017, ano em que o papa Francisco ordenou uma visita apostólica para investigar suspeitas de irregularidades tanto na Associação Arautos do Evangelho como nas duas sociedades de vida apostólica.

Dom Raymundo foi nomeado Comissário Pontifício dos Arautos do Evangelho pelo papa Francisco em 28 de setembro de 2019.

Esperança no futuro

“Caríssimos irmãos e irmãs, neste momento em que estamos reunidos nesta celebração Eucarística, com o nosso olhar alegremente dirigido à celebração do Natal do Senhor, desejo manifestar-lhes que resolvemos conferir, nesta celebração eucarística, os ministérios instituídos de leitor e acólito aos 69 jovens, membros da Sociedade Apostólica Virgo Flos Carmeli, tendo cumprido o que se exige para a admissão a esses ministérios, o que se exige por parte da Igreja”, disse o cardeal Raymundo Damasceno em sua homilia. “Anuncio-lhes também que tenho esperança de que num futuro próximo poderemos conferir as ordens sacras aos que estão devidamente preparados, sempre respeitando o que é exigido dos candidatos para recebê-las”.

A Sociedade Apostólica Virgo Flos Carmeli “é uma sociedade clerical de vida apostólica” criada pelo fundador dos Arautos do Evangelho monsenhor João Scognamiglio Clá Dias [1939-2023) e recebeu a aprovação pontifícia pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica em 21 de abril de 2009, segundo o site os Arautos do Evangelho. Ela é “composta por membros que, após longa experiência de vida comunitária, receberam o chamado ao sacerdócio com o fim de melhor empreender a atividade evangelizadora”, diz o Arautos.

No início da celebração, o reitor da basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, padre Alex Brito, membro capitular da Sociedade Clerical Virgo Flos Carmeli (Virgem Flor do Carmelo) disse a dom Damasceno que a presença dele era “uma grande alegria” para os Arautos. Segundo ele, dessa vez “é diferente de todas as outras, porque mais do que nunca, a sua visita neste final de 2025 é uma verdadeira visita de um mensageiro da paz”.

Continuando sua homilia, o cardeal lembrou aos membros dos Arautos que “dentro de alguns dias” as “portas santas jubilares serão novamente fechadas”. “Mas as portas da esperança em Deus deverão continuar abertas em nossos corações. Direi que deverão permanecer ainda mais abertas”.

“Entre as antífonas do Ó, a de hoje, tem uma alusão indireta, mas especial à esperança: Ó, chave de Davi, que abra as portas do reino eterno. Ó, vinde livrai do cárcere o preso, sentado nas trevas”, disse o arcebispo. “Que a esperança em Deus ilumine os momentos de escuridão que muitas vezes há em nossa vida e em nosso mundo. Que essa mesma esperança nos reerga, não nos deixe sentados ou desanimados. Desejo-lhes a todos um feliz e santo Natal e um abençoado novo ano de 2026. Salve Maria!”.

Ao final da celebração, padre Alex Brito disse que o papa Leão XIV recebeu o cardeal Damasceno “cheio de afeto” em “uma audiência longa de 40 minutos” no dia 4 de dezembro e ressaltou que o papa  “não só lhe confirma na missão, mas lhe dá uma missão nova: a de ser o embaixador da paz, de ser aquele que vai dar continuidade” ao “ trabalho e conclusão da situação toda pela qual” o Arautos passou “de Comissariado”.

“E hoje, ele quis fazer esse gesto concreto, instituindo leitores e acólitos”, disse o sacerdote que agradeceu dom Raymundo: “Em nome de todos arautos do Evangelho, seus filhos, dizemos: Muito obrigado!”.

Publicado em ACI Digital.

Monasa Narjara

Monasa Narjara é jornalista da ACI Digital desde 2022 e foi jornalista na Arquidiocese de Brasília entre 2014 a 2015.

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Morre monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, fundador do Arautos do Evangelho

Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, fundador do Arautos do Evangelho, morreu hoje (1º), aos 85 anos | Facebook/monsenhor Clá Dias

Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, fundador do Arautos do Evangelho, morreu hoje (1º), “por volta das 2h30 da madrugada”, em São Paulo (SP) aos 85 anos, depois de 14 anos de sofrimentos “decorrentes de um acidente vascular cerebral (AVC)”, segundo comunicado da associação.

“Como fundador dos Arautos do Evangelho, deixa um legado de santidade de vida a milhões de católicos vinculados à instituição nos cinco continentes”, dizem os Arautos do Evangelho em nota.

(…)

João Scognamiglio Clá Dias nasceu no dia 15 de agosto de 1939, em São Paulo. Em 7 de julho de 1956 conheceu Plínio Corrêa de Oliveira, fundador da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP) e, segundo os Arautos, “se tornou ardoroso discípulo e fi­el intérprete” do pensamento e da obra dele. Em 1958, serviu o Exército Brasileiro e foi condecorado com a medalha Marechal Hermes, a mais distinta honraria militar no âmbito da formação.  Cursou Direito na Faculdade do Largo São Francisco, em São Paulo, e depois fez doutorado em Teologia e Direito Canônico. Fundou o Instituto Filosó­fico Aristotélico-Tomista e o Instituto Teológico São Tomás de Aquino, além da revista científica Lumen Veritatis e a revista de cultura católica Arautos do Evangelho.

Neste período, escreveu 27 obras, várias delas foram traduzidas em sete idiomas e algumas com tiragem superior a dois milhões de exemplares, como: “Fátima, aurora do terceiro milênio”; “Maria Santíssima! O Paraíso de Deus revelado aos homens”; “São José, quem o conhece?”; “O inédito sobre os Evangelhos”; “Dona Lucilia” e “O dom de sabedoria na mente, vida e obra de Plinio Corrêa de Oliveira”. Ele também incentivou a construção de igrejas no Brasil e em outros países da América, Europa e África.

Em 1970, baseado nos anseios de Plínio, desejou constituir uma associação de caráter religioso, aprovada pela Igreja e a seu serviço. Fez uma experiência de vida comunitária em um antigo imóvel beneditino em São Paulo. Em 1995, depois da morte Plinio, criou três entidades de direito pontifício: a Associação Privada Internacional de Fiéis Arautos do Evangelho, aprovada em 2001 pelo papa são João Paulo II, a Sociedade Clerical de Vida Apostólica Virgo Flos Carmeli e a Sociedade Feminina de Vida Apostólica Regina Virginum, ambas aprovadas em 2009, pelo papa Bento XVI.

Além disso, fundou mais de 50 coros e orquestras e incentivou a edi­ficação de quase 30 igrejas e oratórios no Brasil e em diversos continentes da América, Europa e África. Segundo os Arautos, João Clá Dias também dirigiu pessoalmente as instituições por ele fundadas, e atualmente, elas realizam suas atividades em mais de 70 países, com o auxílio de milhões de membros e seguidores, entre eles, sacerdotes, irmãos e irmãs associados, cooperadores ou participantes solidários. Ele ainda propagou a devoção a Nossa Senhora por meio de cerimônias de consagração a Nossa Senhora, segundo o método de São Luís Maria Grignion de Montfort, alcançando de modo remoto quase três milhões de ­fiéis, em 178 países. Também instituiu e incentivou a Adoração Perpétua ao Santíssimo Sacramento nas principais casas das instituições por ele fundadas.

Em 15 de junho de 2005, foi ordenado padre aos 65 anos. Em 2008, foi nomeado protonotário apostólico e cônego honorário da basílica papal de Santa Maria Maior, em Roma, pelo papa Bento XVI. Em 15 de agosto de 2009, recebeu a medalha Pro Ecclesia et Ponti­ce, pelo zelo em prol da Igreja e do papa. No mesmo ano, publicou um livro por ocasião do Ano Sacerdotal, escrito por solicitação do então prefeito da Congregação para o Clero, cardeal Cláudio Hummes. Em 2010, publicou o livro “A Igreja é imaculada e indefectível”, no qual denuncia as causas profundas dos abusos cometidos contra menores ou vulneráveis.

Em 2017, o monsenhor Clá Dias renunciou ao cargo de presidente da associação internacional Arautos do Evangelho, depois de denúncias à associação por meio de um vídeo, no qual mostra uma reunião entre o fundador do Arautos e um grupo de padres que leem um suposto diálogo que um padre da associação havia tido com um suposto demônio durante um “exorcismo”. Em 2019, a associação sofreu várias denúncias de que crianças e adolescentes em internatos do Arautos sofriam humilhações, tortura, assédio e estupro por membros da associação, dentro da sede do Arautos, em Caieiras (SP). Em 23 de julho de 2024, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) encerrou o processo, dando ganho de causa aos Arautos do Evangelho.

Na nota de morte do monsenhor, os Arautos relatam que, “desde 2017” a associação “têm sido alvo de falsas denúncias por parte de inimigos da Igreja e do bem” e que, “restabelecendo a verdade, monsenhor João atravessou incólume essas ondas de difamação, seja aceitando com benevolência retratações judiciais dos acusadores, seja amealhando inúmeras vitórias processuais, consignadas em sentenças e em arquivamento de inquéritos”.

“Assim, convictos de que as biografias dos varões providenciais não se encerram nesta terra, seus ­filhos espirituais continuarão sua obra sob a proteção de Maria Santíssima, a ­fim de cumprir a missão de ser um elo entre a Santa Igreja e a sociedade civil”, escreveu a associação em nota.

Pesar e solidariedade do cardeal Odilo Scherer

O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer, em nome de sua arquidiocese escreveu hoje (1º), uma nota de pesar pela morte do monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, fundador dos Arautos do Evangelho. Expressando sua “solidariedade e conforto aos membros dos Arautos do Evangelho”.

Ele também disse que a arquidiocese de São Paulo “oferece suas orações e súplicas” por monsenhor João Clá Dias e “roga a Deus que o acolha e recompense na eternidade por seu testemunho de fé e seu serviço à missão da Igreja”

Monasa Narjara

Monasa Narjara é jornalista da ACI Digital desde 2022 e foi jornalista na Arquidiocese de Brasília entre 2014 a 2015.

Publicado em ACI Digital (1 de nov de 2024 às 12:37).


    80.404 visualizações 24 de nov. de 2025 A verdade OCULTA no Comissariado dos Arautos do Evangelho. Tudo sobre o Comissariado dos Arautos do Evangelho. Vamos fazer um podcast, mostrando tudo sobre o Comissariado dos Arautos do Evangelho.

    Neste Podcast, com 12 episódios (última atualização em 6 de dez. de 2025), é apresentado TUDO o que aconteceu no Comissariado dos Arautos do Evangelho durante oito (8) anos, quando esteve à frente de um Processo Canônico o cardeal brasileiro BRAZ DE AVIZ, instaurado em 2017. É apresentado o livro: “O Comissariado dos Arautos do Evangelho – Crônica dos fatos 2017-2025: Punidos sem diálogo, sem provas, sem defesa“, de autoria do Dr. José Manuel e Ir. Dra. Juliane Vasconcelos”. Este processo, que se mostrou tão somente persecutório, teve por base depoimentos de ex-membros da Associação dos Arautos do Evangelho, que foram investigados por inquéritos policiais, os quais provaram serem FALSAS/FORJADAS TODAS as acusações atribuídas aos ARAUTOS DO EVANGELHO. (lbn)

    *Atualização de minha parte, com base em matéria acima postada, pela ACI Digital, na qual o arcebispo emérito de Aparecida, cardeal Raymundo Damasceno Assis instituiu 69 seminaristas dos Arautos do Evangelho nos ministérios do leitorato e acolitato em uma missa no sábado, 20 de dezembro, na basílica Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em Caieiras (SP). Esse é primeiro passo para a ordenação diaconal dos seminaristas.(lbn)

    A CALÚNIA É UM PECADO GRAVE!

    Hoje a Igreja celebra a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus

    Entretanto, no século V, o herege Nestório se atreveu a dizer que Maria não era Mãe de Deus, afirmando: “Então Deus tem uma mãe? Pois então não condenemos a mitologia grega, que atribui uma mãe aos deuses”.

    Nestório havia caído em um engano devido a sua dificuldade para admitir a unidade da pessoa de Cristo e sua interpretação errônea da distinção entre as duas naturezas – divina e humana – presentes Nele.

    Os bispos, por sua parte, reunidos no Concílio de Éfeso (ano 431), afirmaram a subsistência da natureza divina e da natureza humana na única pessoa do Filho. Por sua vez, declararam: “A Virgem Maria sim é Mãe de Deus porque seu Filho, Cristo, é Deus”.

    Logo, acompanhados pelo povo e levando tochas acesas, fizeram uma grande procissão cantando: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte. Amém”.

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    São João Paulo II, em novembro de 1996, refletiu sobre as objeções expostas por Nestório para que se compreenda melhor o título “Maria, Mãe de Deus”.

    A expressão Theotokos, que literalmente significa ‘aquela que gerou Deus’, à primeira vista pode resultar surpreendente; suscita, com efeito, a questão sobre como é possível que uma criatura humana gere Deus. A resposta da fé da Igreja é clara: a maternidade divina de Maria refere-se só a geração humana do Filho de Deus e não, ao contrário, à sua geração divina”, disse o papa.

    O Filho de Deus foi desde sempre gerado por Deus Pai e é-Lhe consubstancial. Nesta geração eterna Maria não desempenha, evidentemente, nenhum papel. O Filho de Deus, porém, há dois mil anos, assumiu a nossa natureza humana e foi então concebido e dado à luz por Maria”, acrescentou.

    Do mesmo modo, afirmou que a maternidade da Marianão se refere a toda a Trindade, mas unicamente à segunda Pessoa, ao Filho que, ao encarnar-se, assumiu dela a natureza humana”. Além disso, “uma mãe não é Mãe apenas do corpo ou da criatura física saída do seu seio, mas da pessoa que ela gera”, disse são João Paulo II.

    Por fim, é importante recordar que Maria não é só Mãe de Deus, mas também nossa porque assim quis Jesus Cristo na cruz, quando a confiou a São João. Por isso, ao começar o novo ano, peçamos a Maria que nos ajude a ser cada vez mais como seu Filho e iniciemos o ano saudando a Virgem Maria.

    Saudação à Mãe de Deus

    Salve, ó Senhora santa, Rainha santíssima,
    Mãe de Deus, ó Maria, que sois Virgem feita igreja,
    eleita pelo santíssimo Pai celestial,
    que vos consagrou por seu santíssimo
    e dileto Filho e o Espírito Santo Paráclito!
    Em vós residiu e reside toda a plenitude
    da graça e todo o bem!
    Salve, ó palácio do Senhor! Salve,
    ó tabernáculo do Senhor!
    Salve, ó morada do Senhor!
    Salve, ó manto do Senhor!
    Salve, ó serva do Senhor!
    Salve, ó Mãe do Senhor,
    e salve vós todas, ó santas virtudes
    derramadas, pela graça e iluminação
    do Espírito Santo,
    nos corações dos fiéis
    transformando-os de infiéis
    em servos fiéis de Deus.

    Publicado em ACI Digital(*).

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