CARNAVAL – PADRE JOSÉ AUGUSTO SOLTA O VERBO! CULTURA OU TR4IÇÃ0 A CRISTO?

O Carnaval é apenas cultura popular ou existe algo espiritualmente mais grave por trás dessa explosão anual de permissividade? A pergunta não é emocional — é teológica. O padre José Augusto soltou o verbo e revelou o que está por trás dessa festa que atrai até os que se dizem católicos!

São Paulo escreve em Primeira Carta aos Coríntios: “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém.” Aqui está o critério ignorado por muitos cristãos: não basta que algo não seja explicitamente proibido; é preciso perguntar se aproxima ou afasta da santidade. E quando aplicamos esse princípio ao Carnaval, o cenário muda drasticamente.

O corpo, diz o Apóstolo, foi comprado por preço de sangue. Logo, não é neutro submetê-lo a ambientes marcados por sensualidade, escândalo e dissolução moral. A questão deixa de ser “posso participar?” e passa a ser “isso glorifica a Deus?”

Ao longo dos séculos, santos de diferentes épocas foram surpreendentemente unânimes. De São Vicente Ferrer a Santa Faustina Kowalska, passando por Santo Afonso Maria de Ligório e Santa Teresa dos Andes, a linguagem não era branda: falavam de perigo espiritual real, tristeza no Céu e perda de almas. Não se tratava de opinião cultural, mas de discernimento místico e pastoral.

No próprio Catecismo da Igreja Católica (2523), a pureza é vinculada ao pudor — recusa de expor o que deve permanecer oculto. Compare esse princípio com a lógica carnavalesca e a tensão é evidente.

Mas há algo ainda mais inquietante que raramente é dito — e que muda completamente a forma de enxergar esse período. Não é apenas sobre excessos externos. É sobre responsabilidade espiritual, omissão e escolhas que parecem pequenas, mas têm peso eterno. Antes de decidir o que fará neste Carnaval, talvez valha a pena confrontar a pergunta que os santos fariam: isso me conduz à santidade… ou me distancia silenciosamente dela?

Publicado em Alertando Católicos.

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Salve Maria Imaculada! Viva Cristo Rei!

Lúcia Barden Nunes (Jornalista Católica – Blog “Castelo INterior – Moradas))

Fonte: Centro Dom Bosco @centrodombosco (Descrição: Assista ao vídeo na íntegra “Cardeal Orani: bênção ou conivência com a imoralidade do carnaval?”, já disponível no YouTube).

O carnaval santificado e as divinas beneficências

Fiedm posside cum amico in paupertate illius, ut et in bonis illius laeteris ― “Guarda fé ao teu amigo na sua pobreza, para que também te alegres com ele nas suas riquezas” (Ecclus. 22, 28).

Para desagravar o Senhor ao menos um pouco dos ultrajes que lhe são feitos, os Santos aplicavam-se nestes dias do carnaval, de modo especial, ao recolhimento, à oração, à penitência, e multiplicavam os atos de amor, de adoração e de louvor para com seu Bem-Amado. Procuremos imitar estes exemplos, e se mais não pudermos fazer, visitemos muitas vezes o Santíssimo Sacramento e fiquemos certos de que Jesus Cristo no-lo remunerará com as graças mais assinaladas. Por este amigo, a quem o Espírito Santo nos exorta a sermos fiéis no tempo da sua pobreza, podemos entender Jesus Cristo, que especialmente nestes dias de carnaval é deixado sozinho pelos homens ingratos e como que reduzido à extrema penúria. Se um só pecado, como dizem as Escrituras, já desonra a Deus, o injúria e o despreza, imagina quanto o divino Redentor deve ficar aflito neste tempo em que são cometidos milhares de pecados de toda a espécie, por toda a condição de pessoas, e quiçá por pessoas que Lhe estão consagradas.

Jesus Cristo não é mais suscetível de dor; mas, se ainda pudesse sofrer, havia de morrer nestes dias desgraçados e havia de morrer tantas vezes quantas são as ofensas que lhe são feitas. É por isso que os santos, afim de desagravarem o Senhor um pouco de tantos ultrajes, aplicavam-se no tempo de carnaval, de modo especial, ao recolhimento, à penitência, à oração, e multiplicavam os atos de amor, de adoração e de louvor para com o seu Bem-Amado. No tempo de carnaval Santa Maria Madalena de Pazzi passava as noites inteiras diante do Santíssimo Sacramento, oferecendo a Deus o sangue de Jesus Cristo pelos pobres pecadores. O Bem-aventurado Henrique Suso guardava um jejum rigoroso afim de expiar as intemperanças cometidas. São Carlos Borromeu castigava o seu corpo com disciplinas e penitências extraordinárias. São Filipe Néri convocava o povo para visitar com ele os santuários e exercícios de devoção.

O mesmo praticava São Francisco de Sales, que, não contente com a vida mais recolhida que então levava, pregava ainda na igreja diante de um auditório numerosíssimo. Tendo conhecimento que algumas pessoas por ele dirigidas se relaxavam um pouco nos dias de carnaval, repreendia-as com brandura e exortava-as à comunhão frequente. Numa palavra, todos os santos, porque amaram a Jesus Cristo, esforçaram-se por santificar o mais possível o tempo de carnaval. Meu irmão, se amas também este Redentor amabilíssimo, imita os santos. Se não podes fazer mais, procura ao menos ficar, mais do que em outros tempos, na presença de Jesus sacramentado, ou bem recolhido em tua casa, aos pés de Jesus crucificado, para chorar as muitas ofensas que lhe são feitas.

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Ut et in bonis illius laeteris ― “para que te alegres com ele nas suas riquezas”. O meio para adquirires um tesouro imenso de méritos e obteres do céu as graças mais assinaladas, é seres fiel a Jesus Cristo em sua pobreza e fazeres-Lhe companhia neste tempo em que é mais abandonado pelo mundo: Fidem posside cum amico in paupertate illius, ut et in bonis illius laeteris. Oh, como Jesus agradece e retribui as orações e os obséquio que nestes dias de carnaval Lhe são oferecidos pelas almas suas prediletas!

Conta-se na vida de Santa Gertrudes que certa vez ela viu num êxtase o divino Redentor que ordenava ao Apóstolo São João escrevesse com letras de ouro os atos de virtude feitos por ela no carnaval, afim de a recompensar com graças especialíssimas. Foi exatamente neste mesmo tempo, enquanto Santa Catarina de Sena estava orando e chorando os pecados que se cometiam na quinta-feira gorda, que o Senhor a declarou sua esposa, em recompensa (como disse) dos obséquio praticados pela Santa no tempo de tantas ofensas.

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A nossa fonte de alegria: Jesus!

Amabilíssimo Jesus, não é tanto para receber os vossos favores como para fazer coisa agradável ao vosso divino Coração, que quero nestes dias unir-me às almas que Vos amam, para Vos desagravar da ingratidão dos homens para convosco, ingratidão essa que foi também a minha, cada vez que pequei. Em compensação de cada ofensa que recebeis, quero oferecer-Vos todos os atos de virtude, todas as boas obras, que fizeram ou ainda farão todos os justos, que fez Maria Santíssima, que fizestes Vós mesmo, quando estáveis nesta terra. Entendo renovar esta minha intenção todas as vezes que nestes dias disser: + Meu Jesus, misericórdia (1). ― Ó grande Mãe de Deus e minha Mãe Maria, apresentai vós este humilde ato de desagravo a vosso divino Filho, e por amor de seu sacratíssimo Coração obtende para a Igreja sacerdotes zelosos, que convertam grande número de pecadores.

Santo Afonso Maria de Ligório
Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo Primeiro: Desde o primeiro Domingo do Advento até Semana Santa inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 272-274.

Publicado em Editora Cléofas (Prof. Felipe Aquino).