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Papa Francisco preside Via-Sacra no Coliseu:“Caminhemos juntos pela senda da Cruz” ((Rádio Vaticano)

Rádio Vaticano

Paixão 

Papa Francisco: “Nesta noite deve permanecer uma única palavra, que é a própria Cruz. A Cruz de Jesus é a Palavra com que Deus respondeu ao mal do mundo” 

Roma (RV) – O Papa Francisco presidiu na noite desta Sexta-Feira Santa à tradicional cerimônia da Via-Sacra no Coliseu de Roma. A Cruz foi carregada pela 14 estações por pessoas de várias partes do mundo, como sinal da redenção de Cristo por todos, celebrada pela Igreja universal. O Vigário para a Diocese de Roma, Card. Agostino Vallini carregou a Cruz na primeira e última estação. Também levaram a Cruz, Famílias italianas e indianas, deficientes, representantes da China, Síria e Oriente Médio. Da América Latina, dois brasileiros carregaram a Cruz nas estações doze e treze: Carlo Ronzoni e Antonella Passatore.

As meditaçõesda Via Sacra deste ano foram preparadas por jovens libaneses sob a orientação do Cardeal Béchara Boutros Raï, Patriarca Maronita do Líbano, cujo texto esta está disponível, também em português, no endereço
http://www.vatican.va/news_services/liturgy/2013/documents/ns_lit_doc_20130329_via-crucis_po.html

A Exortação Apóstolica “Ecclesia in Medio Oriente” foi um dos guias para a elaboração das meditações.

Nas palavras que proferiu no encerramento da Via Sacra, Papa Francisco agradeceu a multidão de fiéis presente como também todos aqueles que se uniram através dos meios de comunicação, especialmente aos doentes e aos idosos.

O Santo Padre disse não querer acrescentar muitas palavras. “Nesta noite, – acrescentou – deve permanecer uma única palavra, que é a própria Cruz. A Cruz de Jesus é a Palavra com que Deus respondeu ao mal do mundo.

“Às vezes – continuou Papa Francisco – parece-nos que Deus não responde ao mal, que permanece calado. Na realidade, Deus falou, respondeu, e a sua resposta é a Cruz de Cristo: uma Palavra que é amor, misericórdia, perdão. É também julgamento: Deus julga amando-nos. Se acolho o seu amor, estou salvo; se o recuso, estou condenado, não por Ele, mas por mim mesmo, porque Deus não condena, Ele unicamente ama e salva”.

O Pontífice recordou ainda que a palavra da Cruz é também a resposta dos cristãos ao mal que continua a agir em nós e ao nosso redor. Os cristãos devem responder ao mal com o bem, tomando sobre si a cruz, como Jesus.

“Nesta noite, – continuou – ouvimos o testemunho dos nossos irmãos do Líbano: foram eles que prepararam estas belas meditações e preces. De coração lhes agradecemos por este serviço e sobretudo pelo testemunho que nos dão”.

Lembrando quando o Papa Bento XVI foi ao Líbano, recordou que se pôde ver a beleza e a força da comunhão dos cristãos naquela Nação e da amizade de tantos irmãos muçulmanos e muitos outros . “Foi um sinal para todo o Médio Oriente e para o mundo inteiro: um sinal de esperança”.

Na conclusão de suas palavras Papa Francisco fez o convite para que continuemos esta Via-Sacra na vida de todos os dias. “Caminhemos juntos pela senda da Cruz, caminhemos levando no coração esta Palavra de amor e de perdão. Caminhemos esperando a Ressurreição de Jesus”, finalizou. (SP-BF)

Publicado em Rádio Vaticano.

Reflexão para Sexta-feira Santa

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Cidade do Vaticano (RV) – O relato da Paixão, segundo João, destaca a liberdade de Jesus, mostrando que é ele quem se entrega por amor a nós.

O autor do IV Evangelho procura apresentar Jesus como Messias e Filho de Deus. Para entrar no sinal definitivo, o da morte na cruz, João inicia e conclui seu relato usando como cenário um jardim.

Começa com a agonia no jardim das oliveiras e termina com o sepultamento no jardim próximo ao Gólgota. João quer com isso recordar o Jardim do Édem onde o Homem disse não a Deus e onde imediatamente foi prometida a redenção, quando Deus falou com a serpente: “Porei hostilidade entre ti e a mulher, entre tua linhagem e a linhagem dela. Ela te esmagará a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar.” Ali estava a árvore do bem e do mal, da autonomia moral, e no Calvário está a árvore da Vida, da subordinação livre e amorosa ao Pai.

O ser humano ou acata a soberania de Deus e lhe é submisso, ou se rebela e transforma o mundo ao seu bel prazer, desordenando o sentido da natureza e proporcionando o caos, mais ético e moral do que outra coisa.

Quando Pilatos pergunta ao Senhor sobre sua realeza, Jesus a confirma, acrescentando que veio para dar testemunho da verdade, isto é, ser fiel ao projeto do Pai em relação ao mundo. Ao acrescentar “o meu reino não é deste mundo”, ele desqualifica o poder exercido pela opressão, pela sujeição dos mais fracos, a sociedade dividida entre vencidos e vencedores, entre ricos e miseráveis, e enaltece o amor e o perdão, a inclusão dos marginalizados. Jesus rejeita a cultura e a sociedade onde reina a morte e proclama o Reino da justiça, do amor, da verdade, da paz, enfim, o Reino da Vida.

Jesus aceita a cruz e a transforma em dom de amor, em revelação do Amor de Deus por todos nós. De fato, o sacrifício redentor de Cristo – cuja Paixão celebramos nesta Sexta-feira Santa – é a expressão máxima desse Amor.
(CAS)

Publicado em Rádio Vaticano.

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