Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Liturgia – 04 de outubro – 27o. DOMINGO DO TEMPO COMUM (OCDS-Ordem dos Carmelitas Seculares-Província São José)’

Acessem o link direto da Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares (OCDS). O post vai na íntegra, mas limitei o número de imagens para três: a de Jesus ladeado por crianças, uma de São Francisco de Assis e  a de Santa Teresa de Ávila. Nesta data, partiram da Terra para junto de Deus Pai e de Seu Filho, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Com radicalidade, dedicaram suas vidas a Ele, ao Seu legado, ainda que em meio a muitos sofrimentos, inclusive físicos, e várias perseguições. No entanto, Santa Teresa de Ávila e São Francisco de Assis viveram na beatitude dos que são, de fato, fiéis a Deus. Cada um a seu modo, de acordo com suas biografias, viveu a santidade com intensidade crescente, contínua, própria dos santos – aqueles que Jesus queria junto de si antes do final dos tempos.

São Francisco de Assis, Santa Teresa – orem por nós! Amém.

____________________________________________________________________________________________________________________________

Sábado, 3 de Outubro de 2009
Liturgia – 04 de outubro – 27o. DOMINGO DO TEMPO COMUM

27º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Cor litúrgica: Verde

Ofício dominical comum
III Semana do Saltério
Liturgia das Horas: 852-298
Oração das Horas: 945-716

Leituras: Gn 2,18-24 – Sl 127(128) – Hb 2,9-11 – Mc 10,2-16
“Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne.”
O amor que os mantém juntos deve dar-lhes uma razão suficiente para serem fiéis e verdadeiros um ao outro.

SÃO FRANCISCO DE ASSIS, Religioso
(memória omitida hoje)

São Francisco de Assis, chamado pelo Divino Crucificado a reparar Sua Igreja, renunciou à uma rica herança paterna e decidiu viver e anunciar o ideal evangélico na mais estrita pobreza. Em seu desnudamento, recebeu no eremitério de Alverne os estigmas da Paixão e cantou as belezas da Criação. Foi canonizado dois anos após a sua morte, ocorrida em 1226. Seus numerosos discípulos, chamados franciscanos, são repartidos em três ramos: os Frades Menores, os Capuchinhos e os Conventuais.

PERSONALIDADE: SÃO FRANCISCO DE ASSIS, nascido Giovanni Battista di Pietro di Bernardone, (Assis, Verão ou Outono – junho/dezembro de 1181 ou 1182 — 3 de Outubro de 1226) foi um frade católico, fundador da “Ordem dos Frades Menores”, mais conhecidos como Franciscanos. Foi canonizado em 1228 pela Igreja Católica. Por seu apreço à natureza, é mundialmente conhecido como o santo patrono dos animais e do meio ambiente: as igrejas católicas costumam realizar cerimônias em honra aos animais próximas à data que o celebram, dia 4 de outubro. Morreu com 44 anos de idade.
BIOGRAFIA: Seu nome de batismo era inicialmente Giovanni Battista di Pietro (pai) di Bernardone (avô) (João Batista de Pedro de Bernardone), dado pela mãe em homenagem a João Batista – o santo do deserto. Não se sabe ao certo quando e por que o prenome Francisco substituiu o de João. Há três hipóteses sempre recorrentes: a troca do prenome pelo pai, Pedro Bernardone, ao retornar da França dando este nome ao recém nato; uma homenagem que, mais tarde, teria sido feita à sua mãe, que segundo fontes não confirmadas era francesa; e, por fim, uma última hipótese mais plausível, seria um apelido que lhe teria sido dado na juventude por sua paixão pela língua francesa. O francês, aprendido antes da sua conversão, era a língua por excelência da poesia e dos sentimentos cavaleirosos. Um de seus biográfos, Tomás de Celano, afirma que “Quando ele estava cheio de ardor do Espírito Santo falava francês em voz alta.” Nos bosques cantava em francês, e esmolava em francês óleo para a luminária de São Damião.
MORTE: Depois de uma intensa São Francisco retorna a Sta. Maria dos Anjos, muito doente e quase cego, muitos foram os milagres realizados com seus estigmas. A corte papal envia-lhe médico para tratamento mas nada resolve. Sabendo-se próximo da morte, desde a planície lança uma bênção sobre Assis, compõe o “Cântico ao Sol” e dita seu testamento.Francisco morre, rodeado de seus Filhos Espirituais. Fez ler o Evangelho e na Última Ceia abençoa seus filhos espirituais presentes e futuros. Foi sepultado na Igreja de São Jorge na cidade de Assis. Dois anos apos a sua morte é canonizado pelo próprio Papa Gregório IX no dia 16 de Julho de 1228, que vai Assis.
ARTE TUMULAR: Com a construção da nova Basílica na cidade de Assis, que recebe seu nome como formas de homenagear o Santo nascido nesta cidade, suas relíquias foram transladadas para o altar deste templo sagrado. É um altar em granito fosco, dentro de uma urna estão os seus restos em relíquias.LOCAL: Basílica de São Francisco de Assis, em Assis, Itália.

****

“Para enamorar-se Deus de uma alma, não olha a sua grandeza, mas a grandeza de sua humildade.”
São João da Cruz

Cartas de Santa Teresa de Jesus em 04

1576 – C 123 – Ao Pe. Juan de Jesús (Roca) – Melancolia do PE. Antonio. Assuntos do Capítulo de Descalços de Almodóvar. Enfermidade de Frei Gabriel.

1578 – C 260 – Ao Padre Pablo Hernández, em Madrid – Perseguição contra os Descalços. Suplica-lhe que defenda o Núncio a inocência do Padre Gracián. A Santa dizem seus inimigos que é “uma vagabunda irrequieta”; e a Reforma apelidam de “Ordem nova e invenções.” Pede-lhe falar também ao Padre que confessa o Núncio. Razões que tem a Companhia para defender a Obra da Santa.

1579 – C 298 – Ao Padre Jerônimo Gracián, em Alcalá. Deseja cartas mais freqüentes do Pe. Gracián. Censura-o por cuidar tão pouco de si que está fraca de cabeça pelo muito trabalhar. Dificuldades da nova casa para as Descalças de Salamanca. Repreende com energia a pretensão da Priora de Sevilla, de passar a outra casa. “É mais sagaz do que pede seu estado.”

1580 – C 341 – Ao Padre Jerônimo Gracián, em Medina Del Campo – Saúde da Santa. Notícia da família do Padre Gracián. Procedimento a seguir com o melancólico D. Pedro de Ahumada. Francisco de Cepeda quer tomar o hábito de Descalcez. Aconselha o Pe. Gracián a comprar boa cavalgadura e não viajar em quartão.

 

1582 – Morre Teresa de Jesus, em Alba de Tormes, professando à Igreja:

“POR FIM, SENHOR, MORRO FILHA DA IGREJA.”

“Viver a vida de tal sorte que viva fique na morte”

Santa Teresa

Terminada a fundação de Burgos, a madre Teresa dispôs sua volta a Palência e Valladolid. A acompanhava sua sobrinha Teresinha, a filha de seu irmão Lourenço, que ia professar, e desejava fazê-lo nas mãos de sua santa tia, em São José de Ávila. Acompanhava-a também a Beata Ana de São Bartolomeu.

Ao chegar a Medina del Campo recebeu ordem do Fr. Antônio de Jesus (vigário provincial dos descalços) de Castilla, que governava a Província na ausência do Padre Gracián, de encaminhar-se a Alba de Tormes. No dia 19 de setembro de 1582 empreendeu a viagem para a cidade ducal.
A noite anterior, 18 de setembro, a passou com uma elevada febre, ainda que esta não fôra obstáculo para que diminuísse a admirável força desta santa mulher, em todo o momento disposta a cumprir fielmente seu dever, antepondo-o a toda comodidade, a todo descanso, bem merecido e justo em seu caso.

A viagem de Medina del Campo a Alba de Tormes foi feita, como todas as suas viagens, de carro, e sua enfermidade e sua fadiga eram patentes pondo em perigo sua vida. Durante o trajeto não se encontraram alimentos adequados para a santa madre, constituindo isto uma verdadeira tortura para a Beata Ana, sua enfermeira e acompanhante. “Quando vi – diz a Beata – que por dinheiro não se achava nada, não podia olhar a madre sem chorar, pois tinha o rosto meio morto”.

Chegaram a Alba de Tormes no dia 20 de setembro. As religiosas esperavam a Santa com uma grande impaciência, pois já tinham notícia de seu estado delicado. Do dia 20 ao 29 foi, sem melhora, mantendo-se em um forçado equilíbrio, “caindo e levantando-se”.

No dia 29, festa de São Miguel, depois de ter participado da missa e comungado, encostou-se para jamais se levantar. Ela mesma, com essa maravilhosa intuição de santa e enferma, soube que a morte estava próxima e dispôs seu ânimo para recebê-la de maneira exemplar e fervorosa. A duquesa de Alba, d. Maria de Toledo, grande amiga e admiradora da santa madre, atendeu pessoalmente em sua última enfermidade, prodigalizando-a toda sorte de cuidados, sem separar-se de seu lado mais que o tempo justo para recuperar forças; segundo as crônicas foi a duquesa de Alba quem dava, de própria mão, os alimentos e remédios à Madre Teresa.

As religiosas do convento de Alba atenderam com todo carinho, zelo e devoção à enferma, e graças a elas temos uma ampla e copiosa informação das últimas instâncias da santa madre.

Todos os testemunhos coincidem em afirmar o sereno gozo que pôs em seus últimos instantes e a fervorosa humildade que tinham suas palavras.
A Beata Ana de S. Bartolomeu, nas informações que se fizeram para a canonização de Santa Teresa, diz: “Dois dias antes de morrer me disse: “Filha, a hora de minha morte chegou…” No dia em que morreu ficou sem poder falar desde a manhã. À tarde frei Antônio de Jesus, um dos primeiros descalços, me mandou fosse tomar alguma coisa. Nem bem tinha saído, a santa madre ficou desassossegada, volvendo os olhos. Pergunto ao frei se queria que eu voltasse, e por sinais me disse que sim. Chamaram-me e, ao ver-me, olhou-se sorrindo, mostrando-me tanta graça e afeto que me tomou as mãos e pôs sua cabeça entre meus braços, e neles a teve até que expirou

Por sua parte a Madre Maria de S. Francisco, monja do convento de Alba de Tormes, que presenciou sua morte, acrescenta, nas informações que se fizeram para a canonização, o seguinte: Perguntando-lhe o frei Antônio de Jesus se queria que levassem o corpo a Ávila, respondeu: “Jesus, é isso que pergunta, meu padre? Tenho que fazer eu coisa própria? Aqui não me farão a caridade de dar-me um pouco de terra?”

Na manhã seguinte, dia de São Francisco, às sete, deitou-se de lado como em geral pintam Madalena, o rosto voltado para as religiosas, com um Cristo nas mãos, o rosto muito belo e aceso, com tanta formosura que me pareceu não ter visto maior em minha vida, e não sei aonde foram parar as rugas, pois as tinha fartas por ser de idade avançada e por ter vivido muito enferma.

“Estando, assim orava, com grande quietude e paz, fazendo alguns sinais exteriores… e entregou sua alma ao Senhor, estando seu rosto em grande formosura e resplendor como um sol incendiado”.

Morreu Teresa de Ahumada aos 67 anos de idade, entre as nove e dez da noite de 4 de outubro de 1582. No aposento em que morreu se vê ainda hoje, através de uma janelinha que se abre no lado do Evangelho, na igreja das Descalças de Alba, onde repousa o seu corpo.
Foi sepultada e sobre seu corpo foi vertida grande quantidade de cal, para que se consumisse o quanto antes e não o levassem a Ávila, como temiam as monjas e os duques de Alba.

No ano de 1584, dois anos depois de sua morte, estando de visita o padre Gracián no convento de Alba, abriu-se o ataúde e acharam seu corpo são e inteiro como se tivesse sido enterrado naquela hora. Antes de voltar a exumar o corpo da santa madre lhe foi amputada a mão direita, que frei Gracián levou às carmelitas descalças de Lisboa. Esta relíquia passou depois ao convento de Baeza, e aí esteve até 1936, quando foi roubada pelos comunistas. O general Queipo de Llano a recuperou em Málaga e a entregou ao General Franco, ditador espanhol, guardando-a numa rica urna de prata, presente de D. Fernando VI e de sua esposa D. Bárbara de Bragança que, por sua vez, a colocou numa urna de mármore negro jaspeado. Por fim a mão voltou ao convento de Lisboa.

No ano de 1585 o Capítulo Geral dos Carmelitas Descalços decretou o translado do corpo da santa a São José de Ávila, translado que se verificou solenemente em 25 de novembro daquele mesmo ano. Não obstante, a instâncias do duque de Alba, conseguiram do Papa Sisto V que o corpo de Santa Teresa fosse devolvido ao convento de Alba de Tormes, devolução que foi levada a cabo a 23 de agosto de 1586. A santa reformadora, a abulense insigne, não podia permanecer em São José de Ávila; sua obra foi dignamente espanhola; foi a mística contemplativa que percorreu a Espanha com a fé e a alegria de sua vocação solene. A morte veio-lhe ao encontro por aqueles campos áridos e secos de Castilla para morrer sempre em casa porque sua casa eram todas as fundações.

Escrito por Equipe de comunicação http://www.provsjose.zip.net
Postado por dy às 20:07

Read Full Post »