Fantasias de um povo que apenas sobrevive, ou vive de fantasias…

Espero que sejam definitivos os links de acesso às principais obras de Santa Teresa de Jesus. Um deles menciono no post anterior, e outro, igualmente encantador, se chama “Carmelo Online“. Estão no “Blogroll” do “Castelo Interior” as três obras principais, publicadas por este outro blog de Carmelitas Descalças – “Castelo Interior – Moradas“, “Caminho de Perfeição” e “Livro da Vida“. Foi “misterioso” o modo como os encontrei, principalmente em meio a esta Babel chamada Internet…

Retirei os endereços anteriores devido aos apelos comerciais que se revelaram incômodos. Desde as duas últimas publicações, um deles apresentou deficit de desempenho e o outro passou a mostrar apelos comerciais impróprios. O último trazia a ferramenta “ad sense” com links, por exemplo, para quatro vídeos “promocionais” com modelo transexual (este site não permite conteúdo sexual; não conferi, mas por certo foram publicados para atrair curiosos); em outro, violência entre um casal para ficar com um carro último tipo (patético e grotesco!), ou então, publicidade para perder a “barriguinha” – casualmente não tenho que pensar nisto, mas o foco na cintura de uma modelo, ainda que vista uma calça jeans, destoa totalmente do objetivo a que nos propomos no blogue “Castelo Interior”. A publicidade na internet, em sua maior parte, chega à beira do rídiculo… Que os colegas publicitários me desculpem, mas “apelar” no carnaval é desespero de causa…

A propósito, as exclusões de links não tem nada a ver com as festas do período carnavalesco. Eu e meu marido não acompanhamos a festa, nem na tevê. Pelo contrário, me sinto incomodada. Fui a dois bailes de carnaval, antes de casar, e não houve um terceiro… Como jornalista, fui obrigada a fazer a cobertura de seis bailes de carnaval durante uma única madrugada. Me senti tal qual a Cinderela (só que ao contrário…), já que fui apanhada pelo motorista em nosso apartamento à meia-noite – sim, isto mesmo! Ele, cumprindo a pauta já trazia o repórter-fotográfico (acompanhado de sua namorada). De lá seguimos para o trabalho, enquanto meu marido dormia profundamente. Na verdade, todos achamos aquilo insuportável. Fazer o quê?

Então, lá se foi mais um carnaval, graças a Deus… Escrevo minúscula assim para não dar destaque à data. Afinal, pouco ou nada traz de positivo para a vida de nosso País. Se durante o ano inteiro vivemos imersos na realidade da corrupção, a sensação de atraso aumenta quando, por todos os meios, a euforia carnavalesca é incentivada…

Corro o risco de ser considerada rançosa, mas o carnaval, para mim, é uma festa popular quase anacrônica e irrealista. Explico: o tempo da leveza já passou, infelizmente. Além disso, os gastos com todo o mega-aparato para composição do desfile das escolas de samba é, no mínimo, escandaloso. Tanto o luxo como a complexidade de carros e adereços exigem altíssimas somas de dinheiro. Enquanto isto, a realidade brasileira é mostra de que cada vez mais o peso do dinheiro acaba justificando tudo, inclusive o fato de que se tornou um negócio…

Assim, o que fica evidente, ano após ano, é o aumento crescente de crimes associados ao consumo de bebidas alcoólicas e outras drogas no período de carnaval. Para piorar, é assustador o número de vítimas por acidentes de trânsito, já que quem não participa da”folia” está sujeito ao perigo representado por quem bebeu, noite após noite. Mesmo com todas as insistentes campanhas – dirigem, e durante o dia vão para as avenidas e rodovias. Portanto, que ninguém se sinta seguro, mesmo na quarta feira de cinzas…

Nosso País há muito não pensa mais em prioridades. Vivemos o dia. Vale a questão: o que resta às futuras gerações? Terão motivação para festejar o que quer que seja em carnavais futuros? Ou, para lamento geral, teremos apenas grupos de jovens totalmente consumidos pelo “espírito” de catarse? Andarão em bandos, alcoolizados, drogados, ou em menor número, assustados pela violência repentina?

Que os jovens ouçam a voz da consciência, isto é, não desfaçam dos “apelos” suaves do Espírito Santo. Afinal, Jesus, para nos confortar, disse que O enviaria para que nos guardasse de todos os perigos – tanto do corpo quanto da alma. Isto também vale para nós pais, tios e tias, avós, amigos e amigas destas crianças e jovens. Estão, infelizmente, mais expostos a todo tipo de perversidades, ou seja, a um mundo que já não conhece limites… Precisamos todos nos voltarmos para o Insondável – o Criador, que é Pai, e seu Filho, Jesus Cristo, o Ressuscitado, e não somente para o que é efêmero. A finitude já não é algo para ser pensado a partir dos primeiros sinais de envelhecimento. Ela chega em nosso tempo de modo repentino. Que Deus nos dê, a cada dia, maior discernimento… Amém.

Natal, o que é isto?

A todos visitantes gostaria de dizer o quanto me sinto bem por voltar a “conversar” virtualmente com vocês. Após este intervalo um tanto longo para mim, me recupero de duas manifestações de dor de cabeça intensa, do tipo “aparece, desaparece e volta”, por dias…. Atrapalhou bastante, mas graças a Deus, medicada, o quadro está passando. Por conta de alguns eventos estressantes, inevitáveis, somente tive condições de acessar o blog. A cefaléia se transformou em enxaqueca, que impediu-me de escrever. Vocês já devem ter vivido isto no ambiente de trabalho. Como jornalista, tive esta “traumática” experiência. A dor de cabeça é, em especial, um drama para quem escreve. O motivo é óbvio: exige elaboração mental. Para não perder o emprego a gente comprova, “a fórceps”, que podemos fazer quase o impossível…

Então, após este intervalo forçado convém lembrar que a proposta do blog “Castelo Interior” não é falar de qualquer assunto, e sim, de alguns que se interconectam, ainda que isto não seja evidente, na maior parte dos acontecimentos que se dão no mundo e em nossas vidas.

Posso lhes afirmar, e continuo depois: o melhor de nossas vidas se dá quando conseguimos sair do “rés do chão” da vida agitada atual, e vislumbramos aqui e ali a transcendência contida em eventos que, aparentemente são comuns, normais. Deus nos livre dessa prisão do mundo, profana porque humana. Não há juízo de valor aqui: é nossa natureza vivermos de acordo com os sentidos de nossos corpos como leigos, mas isto não exclui a busca por transcendência. Entendo que a sugestão de São Paulo (Carta aos Coríntios) para que os discípulos se dedicassem exclusivamente à vida consagrada, e por conseqüência se mantivessem celibatários, faz com que, homens e mulheres consagrados lembrem ao mundo profano que este é passageiro…

Sempre vivi como leiga o caráter transcendente de minha existência. Por esta razão, pela excelência da tarefa, acredito que as pessoas que se consagram ao serviço religioso devem ocupar com firmeza sua posição, ou seja, devem ter orgulho de sua opção. Ainda que não pareça, a vida espiritual de milhares e milhões de cristãos pode ficar à deriva, ou ao contrário, ganhar em aprofundamento. A propósito, conforme consta na biografia de São Tomás de Aquino, Doutor da Igreja (chamavam-no “Doutor Angélico”), pouco antes de se dirigir aos alunos do seminário, entrava para o oratório e fechava porta. Lá dentro, segundo testemunhos, se ouvia o seu pranto convulso, em meio à oração. Pedia que Deus o guiasse no ensino de Teologia e Filosofia. Sentia-se esmagado pelo peso da responsabilidade, já que era formador das almas de futuros pregadores. Lembremos que estamos falando de um gênio, reconhecido como tal até nossos dias. É estudado nas universidades não-confessionais.

Tive o desafio e privilégio de ler sua obra “Tratado da Lei”, que no Brasil ainda não foi traduzido do espanhol para o português. É um dos autores requisitados nas universidades federais para os concorrentes que disputam uma vaga no mestrado em Filosofia Política. Fui reprovada na entrevista, quando da apresentação de meu projeto de pesquisa, já aprovado. Me faltou desenvoltura filosófica. Simples assim. Reconheci minha limitação (enfim, inadequação) para explanar temas filosóficos, em seus vários desdobramentos. Da experiência, ficou meu encanto pelos ensinamentos “hiper-lógicos” de São Tomás de Aquino sobre o amor de Deus pelas suas criaturas…

Visão superficial e Espiritualidade

Desse modo, a internet, e por excelência, nas redes de televisão voltadas à espiritualidade cristã, em especial, a católica, há praticamente toda uma visão de mundo a ser aprofundado – o da fé, no sentido das conexões. Midiaticamente falando, o mundo do lucro é ávido pela “exploração”, e de qualquer coisa… Nós, leigos, que fomos (no mínimo) batizados na Igreja Católica, precisamos de aprofundamento. Assim, nos meios de comunicação e fora deles, necessitamos da ousadia dos consagrados e consagradas; ou seja, que nos façam avançar nas questões da Fé. Por certo, deixaremos de lado o que denominam fé infantil… Entendo nesse sentido que, ao buscarmos compreender com o nosso coração e com a nossa mente o profundo significado das pregações, das palavras de Jesus Cristo, estaremos, de fato, cumprindo a vontade Dele. Queria que fôssemos como as crianças, ou seja, elas, naturalmente, são descomplicadas e confiantes. Creio que no Reino de Deus não há lugar para almas presunçosas, portanto, razão e piedade (o “coração” das coisas), de acordo com o legado das Escrituras Sagradas, devem conduzir nossa existência.

CRISTIANISMO…

Fonte: Imagem Wikimedia Commons

506px-the_visit_of_the_wise-menTenho visto decorações natalinas nas avenidas e ruas compostas unicamente de estrelas em neon, que formam pequenas “constelações”, além de “papais-noéis(?)” enormes, de plástico injetado, dourados e coloridos, bem como as caixas que lembram presentes. Em suma: Jesus Cristo não foi convidado para a Sua própria festa… Correção: no dia 25, como de regra, estão “programadas” várias Missas de Natal. Não adianta: a Missa é acessória, talvez, infelizmente, para a maioria.

Para mim, é um escândalo esta euforia no período de Natal: há décadas estão em duelo a visão religiosa e a comercial, mas o comércio da data está levando vantagem… É desconcertante ver por mais 10 dias ou mais, de pontos em pontos, o “bom velhinho”, etc. como o “salvador”… É quase uma profanação. Ou quem sabe estou equivocada: o paganismo já dominou o mundo, e não quero aceitar esta realidade, por ser, nesse sentido, ingênua, até mesmo pia? Que Deus nos perdoe por tanta superficialidade, materialismo e indiferença diante do que nunca deixará de ser Sagrado. Ele não voltará de helicóptero… Vai “estragar” a festa… Jesus Cristo veio a este mundo pérfido na forma de uma criança, ficou adulto, morreu e ressuscitou. “(…) Tudo passa”, tal como Santa Teresa de Jesus afirma em uma de suas poesias, uma oração confortadora. Rogai por nós. Amém.

Cuidar sempre mais…

“Religion, Innocence, Angel” – Autor: Baltar (Fotografia)

Fonte: http://www.sxc.hu/photo/479662

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No “Livro da Vida” (Obras Completas, Cap. 2, pgs. 30 a 33), acessível também em E-book , ao lado (mais abaixo, no Blogroll), Santa Teresa de Jesus dá pistas, a partir de sua própria vida, de como os pais podem melhor proteger seus filhos dos perigos que os espreitam fora de seus lares. Ela frisa muito o aspecto das más-companhias (e se trata principalmente de uma prima, um pouco mais velha), e, de modo algum, culpa sua mãe, pelas leituras que permitia aos filhos e filhas. Seu pai não aprovava, tanto que chega a confessar que lia às escondidas… Em sua maturidade, lamenta a “má influência”que os denominados ‘livros de cavalaria” exerceram sobre o desenvolvimento de sua personalidade, pelo menos até o fim de sua adolescência. Nestes romances, os narradores relatam a saga de personagens que atravessam reinos em seu cavalos e suas aventuras amorosas. O estilo é cavalheiresco, fantasioso. Ainda que fossem ingênuos em comparação com as publicações e com os materiais áudio-visuais de nossa época, na verdade poderiam ser considerados como sub-literatura, já que Cervantes os ridicularizava (conforme a nota 2 – “Livro da Vida” – Obras Completas). No entanto, eram muito lidos durante todo o século XVI, em toda a Europa. Santa Teresa de Jesus acreditava que havia perdido virtudes ao lê-los (talvez pelos devaneios, ou então, pelas supostas vaidades que tais leituras teriam incutido nela e em suas primas e amigas…).

De fato, o consumismo moderno tornou precoces os comportamentos de crianças e jovens, tanto em relação ao vestuário, calçados (a meu ver, os saltos altos podem afetar a estrutura óssea das meninas), cosméticos (desnecessários, já que terão a vida inteira para usá-los, não?), e sob outro aspecto, são comuns as cenas de novelas em que a libido dos adultos é partilhada “em família”. Inclusive, há observações sobre os “excessos” das novelas brasileiras na própria em vários artigos na net. Além de toda esta lista de “descuidos” com as mentes das crianças e jovens, o mesmo acontece com a programação das tevês a cabo e em relação a conteúdos adultos, espalhados, sem nenhum controle na internet. Apesar de não estarem em condições de avaliar adequadamente tais sites, as crianças e os jovens são curiosos, o que é natural nesta idade. Mas o custo para a formação de suas personalidade é altíssimo, para eles próprios e para os pais.

Limitação natural

Uma coisa é certa: é um problema mundial. Então, façam o “impossível” para cuidar de seus filhos e jovens. Eu e meu marido não somos pais porque sou portadora de uma doença auto-imune – “Endometriose”. Pode ter causa genética (falha DNA em relação a certo tipo de alergias/auto-imunidade), ou mesmo poluição (devido às dioxinas, que acabam afetando mulheres alérgicas). As dioxinas provém de emanações da queima de petróleo. Em mim, foi diagnosticada como “moderada”, já quase aos 34 anos. Foi sofrido até ali, e depois… idem, principalmente pela inexorabilidade. Pelos médicos, pelo conjunto do que ela afeta – em grau moderado – no organismo feminino, restaria para nós somente a fertilização in-vitro. Sou contra, e meu marido também. Primeiramente, por achar incoerente (alguns embriões ficam congelados, enquanto outros serão jogados fora, etc., após algum tempo…). Além disso, nosso ponto de vista religioso impede, sem qualquer margem de dúvida, tal “saída”.

Um alerta: a Endometriose não é uma doença com qualquer componente de malignidade, mas dificulta a gravidez (apresenta três níveis – leve, moderada ou grave).  Cientificamente é tida como um enigma, já que uma mulher com a doença em nível grave, pode ser assintomática, enquanto em outra, apresenta sintomas, e no entanto, a gravidez acontece normalmente… O que é absolutamente certo é que mulheres que puderam ou podem ter filhos necessitam de tratamento, em todos os casos. Lamentavelmente, esta “desordem” continua presente…

Proteção aos filhos na web  e  modificações recentes na Lei brasileira

Logo abaixo, estão disponíveis excertos (partes) de dois artigos do Estadão Online sobre como proteger a infância e a juventude de nosso País; elas ”valem ouro” em relação ao tema:

Estadão.com.br quarta-feira, 5 de novembro de 2008 – Online

Como denunciar a pedofilia e como proteger seus filhos na web

Há meios de controlar o conteúdo acessado pelas crianças na web e sites permitem denúncias anônimas

Da Redação

As denuncias de pedofilia podem ser feitas em locais como a Promotoria de Justiça da Vara da Infância e Juventude e o Conselho Tutelar de cada Estado. Com uma ligação anônima, é possível fazer uma denúncia pelo número “Disque 100”, da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR).

Na internet alguns sites aceitam denúncias anônimas. A ONG SaferNet recebe dados de pornografia infantil na internet do País e aceita informações pelo site. Há também a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, onde as denúncias são anônimas.(…)

O que estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

Pornografia infantil – é a produção ou participação em pornografia envolvendo criança ou adolescente. Está no artigo 240 do ECA e prevê pena de 2 a 8 anos de reclusão;

Divulgação de pornografia infantil – é a publicação, inclusive pela internet, de pornografia envolvendo criança ou adolescente. Está previsto no artigo 241 do ECA, com 2 a 8 anos de reclusão;

Prostituição infantil – submeter criança ou adolescente à exploração sexual. O artigo 244-A do ECA prevê de 4 a 10 anos de prisão.

Também nestes casos, é preciso que haja a denúncia por parte dos pais ou responsáveis. Se eles estiverem envolvidos nos crimes, qualquer pessoa pode denunciar o crime.”

Fonte: http://www.estadao.com.br/cidades/not_cid273111,0.htm

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Estadão.com.br Geral – terça-feira, 11 de novembro de 2008, 18:13 | Online

Congresso aprova aumento de pena para os crimes de pedofilia

Matéria segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pois já foi votada no plenário do Senado

Ana Paula Scinocca, de O Estado de S. Paulo

(…)

Orkut

Na semana passada, o Google Brasil entregou à CPI da Pedofilia informações de mais de 18 mil páginas diferentes do Orkut, entre comunidades e perfis, sob a suspeita de conterem material com pornografia infantil. A quebra do sigilo desses perfis foi aprovada pela comissão em julho após denunciadas pela ONG SaferNet.

Em abril deste ano, essas denúncias já haviam levado a CPI a quebrar o sigilo de 3.261 álbuns privados do Orkut, fazendo com que o Google, dono do site, tivesse de entregar logins de acesso e imagens às autoridades brasileiras. Após análise das fotos, a CPI chegou a 805 usuários acusados de manter imagens de pedofilia.

No primeiro semestre deste ano, a SaferNet recebeu 27,8 mil denúncias sobre pedofilia na internet no Brasil, uma alta de 92,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Especificamente no Orkut foram 22,7 mil denúncias – 81,6% do total -, uma alta de 89,2% em relação a 2007.

Atualizado às 21h53 para acréscimo de informações.”

Fonte: http://www.estadao.com.br


A fragilidade dos nossos corpos e a Fé

Em outro post mencionei que oscilava entre a oração (precária, a meu ver) e a provação. Neste âmbito de minha espiritualidade – a oração – estou aprendendo a aprofundá-la com Santa Teresa de Jesus (de Ávila). Faço questão de revelar-lhes que não sou do tipo “murmurador”, ou seja, fico quieta diante de incômodos (não de injustiças; tenho que ser mais moderada…). Ou seja, se trata daquelas expressões que saem quando nos queixamos de algo, sem pensar muito: “que coisa…”, “não podia imaginar…”, entre outras que vão até o nível da baixaria, o que é, aliás, é um costume muito antigo ao longo da História da Humanidade… Acho que não devemos (eu tento me corrigir, sempre que me dou conta) dizer: “Meu Deus!”, ou “Jesus”, Nossa Senhora”. Este, não é um hábito corrente somente de nossa cultura. É impressionante ouvirmos nos filmes de Hollywood falas em que assassinos, ladrões, espertalhões, etc., se queixam, se espantam, enfim – murmuram tais expressões – com o diferencial, que são proferidas nos roteiros, com descarada naturalidade, só que em versão inglesa… Outros povos tem coleções dessas impropriedades. O Brasil não é diferente. A propósito, sem “murmurações” de nossa parte, nos envolvemos em um acidente com nosso automóvel. Eu e meu marido e os dois ocupantes do furgão saímos ilesos de tudo. Foi a primeira vez que passamos por isto em nossas vidas. Talvez o choque evite, em alguns, maiores arroubos, não sei…). Sei que andei rezando pela rua logo após estacionarmos nosso carro, que em nada no motor foi afetado. Não vínhamos em velocidade alta, mas a necessidade de passar, sem demora, para a pista paralela, que descia, em curva da rodovia,  foi fator decisivo para o que ocorreu. Sim, tudo aconteceu no dia de ontem, quinta-feira, e por esta razão, precisei caminhar (além da palidez natural e as pernas um tanto bambas, levei bem tudo que se seguiu). Havíamos escapado de um acidente que poderia ter sido fatal (pelos comentários) ou causar nos dois ferimentos… No entanto, Graças a Deus, como afirmei antes, estacionamos o carro na universidade, sem o vidro do motorista, a lataria com um traço sobre a pintura, que mostrou sua força ao arrancar o visor lateral dele, e o metal e borracha que envolve a janela. Deu para fechar a porta e ir até a reunião, ontem às 16h.

Estávamos adiantados, já que eram 14h e pouco. Eu desceria no centro da cidade, após viajarmos cerca de uma hora para a cidade vizinha, e meu esposo rumaria para a universidade que leciona. Danos materiais – foi somente isto que tivemos! Eu havia dito ao entrarmos na rodovia, em obras, com vários desvios: “que os Anjos de Deus nos protejam”, assim, literalmente… Em um primeiro momento, depois do acidente, meu marido queria voltar para a cidade que residimos e não ir à reunião, ainda que bastante importante, mas o convenci que o “pior” naquela situação já havia acontecido, afinal, sobrevivemos ilesos! Ele me ouviu. Estacionou no pátio da universidade, peguei minhas coisas (ele ainda perguntou se eu estava em condições de caminhar, e eu disse que sim). Nos abraçamos e beijamos, e seguimos adiante. Na rua, atravessei com o máximo cuidado, por me sentir com as pernas meio fracas. Sabia que era meu sistema nervoso abalado. Mas como nada sofremos, caminhei em frente, e fui recitando uma oração após outra, discretamente, já que pessoas cruzavam por mim, vez ou outra. Agradeci por todos nós, rezando, de início, o Creio, seguido do Pai-Nosso, da Ave-Maria, do Santo Anjo do Senhor, do Glória ao Pai; em alguns momentos observei a paisagem, meditei o acontecido, pensei em nossas famílias, em meu esposo, e repeti cada oração várias vezes até chegar ao destino que havia me proposto. Depois de tudo fui à Igreja Matriz e lá me ajoelhei (bastante cansada devido à escadaria), e agradeci novamente em oração e pedi que, afora o prejuízo e outras adversidades, nosso Criador, Seu Filho Jesus Cristo e Nossa Senhora nos fortalecessem nesta fase difícil. Saí de lá, após uma ligação de meu marido, pensando mentalmente no Salmo 23: “O Senhor é meu Pastor; nada me faltará. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, nenhum mal temerei porque Tu, Senhor, estás comigo (…)”. Amém.

Estamos bem, apesar do que aconteceu. Somos seres racionais, portanto tudo deve ser decidido no “nosso” tempo (sem atropelos) e segundo a vontade de Deus para nossas vidas, que acredito nos guiará a cada passo. É assim que penso. Perigos… Santa Teresa de Ávila quase foi “indicada” para os mentores da Inquisição. Um tempo de trevas, só que na atualidade a velocidade, a competição correm contra nós, contra o nosso espírito, quase o sufocam… De qualquer modo, imagino que Santa Teresa de Jesus rogou por nós naquele momento, pelo que me sinto honrada e agradecida. Acredito que os Santos e Santas que viveram antes de nós são nossos intercessores “privilegiados” junto à Corte Celestial, conforme meu avô materno certa vez fez referência. Ele falava somente o suficiente. Eu o admirava por isto, e o amava muito.

Não há tempo para acompanhar a seqüência; parece que tudo ocorre em um lapso, e nossa mente, nossa vida, nem sequer parecem estar em perigo. Foi assim que me senti, mesmo depois. Ele estava mais nervoso, mas aos poucos vai lembrando de por que tudo aconteceu. O que importou para nós dois e para a outra parte é ninguém saiu ferido. Disseram que tivemos sorte porque o furgão de tamanho médio portava uma carga pesada, e portanto estava bem abaixo de sua altura normal. Não vale a pena detalhar se não tivesse carga. Teve somente a ponta do pára-choque entortada e o farol traseiro quebrado. Por isto, sem murmurações (como é Sua vontade no Antigo Testamento), lhe damos Glória. De Deus Pai vem o sentido de nossas vidas e a fortaleza que devemos e queremos ter diante da vida. Amém.

Volto a lembrar: amanhã postarei o que Santa Teresa de Ávila (de Jesus) deixou-nos em seus escritos a respeito de “Provas”. Postarei um de seus poemas, que, por certo terá algo a ver com o que partilhei com vocês. Que Deus os proteja e cuide do que se passa em suas mentes e corações. Amém.

Humanos para sempre…

A era da técnica, tão enaltecida pelo mundo dos negócios, tem nos trazido muito desencanto. No meu caso, percebo isto desde que me senti parte do mundo da produção. Que sensação de infelicidade, de excesso, de confusão advém desta realidade que tem nos imposto o mundo que nos cerca, inocentemente chamado de “globalizado”. Minha mente está cansada de tantas informações: soltas, jogadas ao ar pelos meios de comunicação, ou espalhadas, aos milhares, em impressos… Apesar dos homens de negócios propalarem aos quatro ventos a chamada interatividade ou interconectividade, o que está ocorrendo se dá de modo totalmente o contrário. Os negócios vão muito bem; o nosso case é que não estamos interessados nos seus lucros. Eles matam, virtual e literalmente. Lembremos que há redes dando-lhes suporte em seus negócios nefastos.

O VAZIO DA SERVIDÃO CONSENTIDA

A informação, o conhecimento advindo da internet deveria produzir bem-estar aos povos do mundo, e não o seu contrário, uma Babel… Esta, se formos inteligentes, não será uma monstruosidade se cumprir seu dever público de ser útil à coletividade humana, isto é, nos servir. Sim, esta biblioteca mundial, que se alimenta da produção de saber humano (medicina, engenharia, biologia, filosofia, comunicação, etc.) produzida ao longo dos séculos da civilização, necessita ser “agarrada” por todos, para que beneficie, de fato, a Humanidade. Por que deixaríamos toda esta bagagem de cultura mundial nas mãos de negociantes? Por analogia, seria a mesma coisa que deixar uma turma de “fazedores” de filmes pornôs ocuparem o seu interior de uma igreja, por algumas horas, e lá, realizarem certas cenas, a portas fechadas… Espantoso, não? Mas, infelizmente este filme foi produzido. Como sou jornalista, acabo sabendo de um tudo um pouco, ainda que de maneira rápida, superficial. Foi na Itália há cerca de dois anos. Em uma pequena cidade da Itália, um indivíduo assistia a tal “película” e reconheceu que o “cenário” era real, e pela pior razão: se tratava do interior da sua igreja. Como católico, escandalizado, numa admirável demonstração de coragem (deixou a hipocrisia de lado…), chamou a imprensa, e, sobrou para a Cúria, que chamou o padre. Este, embaraçado afirmou ter sido enganado, já que ficaria ausente a maior parte do dia, mas não viu problema em liberar a chave da igreja porque viu o casal de noivos. Se o padre falou a verdade, faz sentido ele ter afirmado que se ausentaria por algumas horas. Não creio que tivesse interesse em ficar assistindo a pretensa gravação do casamento. A partir disso, a produção e a direção trataram de aproveitar bem o tempo. Uma entrada, desde a escadaria da igreja até o altar leva, no máximo, uns 15 minutos. Descontando que refizeram umas dez vezes a entrada, obviamente para não dar na vista, calculo um total que giraria em torno de três horas de “filmagem”. O que fizeram depois das portas fechadas pode ter sido bem mais rápido (sem repetições), o que não estranheza. Afinal, filmes com cenas de casamento se limitam à chegada da noiva, com corte para a sua chegada ao altar. Portanto, considerei plausível o argumento do padre italiano. O resultado desconcertante é que a igreja foi denominada como profanada (e, a meu ver, ela o foi, já que tudo que se passou lá dentro não é admissível de maneira alguma ). Houve um estranhíssimo desrespeito à crença, o que denota que a cultura judaico-cristã está sofrendo muitos ataques. Nem precisa ser beato para considerar este evento uma blasfêmia, não? Na notícia, seria esvaziada e novamente consagrada, e além disso, tudo dentro dela seria trocado, para ser certamente também consagrado. Este relato (real) revela que não certos limites estão sendo ultrapassados de um modo não usual. Temos aqui a técnica de filmagem e o set todo a serviço do lucro. Nem se trata mais de non sense (isto é do tempo do Fellini…), e sim de ganância, que a fórceps busca conspurcar valores universais, em vista da liberdade de ganhar dinheiro com qualquer coisa, de qualquer modo.

MENTES CONSPURCADAS OU PROFANADAS?

Voltemos ao abuso da técnica, do uso exacerbado de tecnologias que nos desumanizam. Entendo que até há 20 e poucos anos anos (sem ingenuidade, obviamente) comunicar algo era libertar as pessoas de certos entraves (por falta de informações) que limitavam o potencial de suas mentes, de suas vidas. Bons tempos.

Não sou contra o desenvolvimento de instrumentos, de recursos que possibilitem uma melhor qualidade de vida para nós próprios, e sem dúvida, para a humanidade. Mas, inexoravelmente, as coisas caminham há, pelo menos, três séculos para o caos. Não aquele caos dos pessimistas, e sim, o caos do excesso. A natureza humana  não poderia suportar este turbilhão de invenções, úteis e inúteis; e, tanto faz, já que não somos computadores ambulantes. Podemos cruzar dados, até o ponto de criá-los para que façam isto por nós. No entanto, nossa natureza não comporta mais esta profusão de conhecimentos, e que, na maior parte das vezes, não está produzindo saber, sabedoria de viver…

Temos que pensar (ou repensar) se queremos esta inteligência artificial nos espreitando, vampirizando nossas vidas. Quem, afinal, tem o direito de nos nos tornar como que zumbis (como no cinema e na literatura, que são ficção)? Nestes, seus corpos irrompem na madrugada, e agem como mortos-vivos. Afora, por exemplo, uma leitura noturna ou um saída com amigos à noite em um bar ou jantar em suas casas, vivemos para o dia- nele nos saudamos, sorrimos, rimos, nos estressamos, e portanto, sentimos dores. Tudo porque simplesmente estamos vivos! Faz parte de nossa humanidade sermos assim, até com perdas de controle emocional, de vez em quando, claro… Afinal é nossa sanidade que está em jogo e também a sanidade daqueles que estimamos, e por aí vai).

Assim, se perde no tempo a perda de um sem número de “sensibilidades”: poéticas, estéticas, literárias, do simples bem-viver, que inclui, inclusive, uma boa refeição e o prazer que nossos sentidos experimentam ao saboreá-la… Ou então, a audição de uma música – em que o som dos instrumentos falam conosco (como isto pode sr possível?), ou sua melodia e letra, criativamente interpretada pela voz humana. A música se vale de um princípio técnico para ser repetida com exatidão, que são as partituras, mas é a intenção do autor que a torna viva. A música, ainda que executada de maneira técnica, nos comunica sentimentos e sensações, visões de mundo. Saímos, em nosso cotidiano, da limitação de “fazer” algo, ou muitas coisas. Nesse sentido o uso de uma técnica, ou a fruição do seu resultado, como a música, a pintura, entre outras extensões de nossa humanidade, pode representar algo maravilhoso em nossas vidas, que jamais podemos dispensar, já que compartilha do mirandum que acompanha nossa caminhada pelo mundo. Até nos esquecemos da morte… Ou, pelo contrário nos faz mergulhar em abismos inauditos, mas necessários.

NÃO SÃO NOSSOS OS OLHOS QUE INVENTAM MUNDOS ALEATÓRIOS…

A título de sugestão, ouçam, já que há pouco tive acesso a uma gravação em MP3  de uma composição do grupo Supertramp (dos anos 80), que é, na minha avaliação, uma obra-prima de nosso tempo. Falo de “Fool’s Overture” (Supertramp). Me fascina essa peça musical, que tem um caráter épico; enfim, é uma ópera contemporânea. Por certo vocês sentirão ao ouvi-la uma dramaticidade que impressiona, que em seus altos e baixos, revela a intensidade que há em nossas vidas, queiramos ou não… Será quase uma uma experiência “religiosa”. Não há lugar para sentimentos neutros. Atentem para o momento em que uma gravação antiga, em que uma voz masculina menciona com gravidade “(…)Pandora’s witches”. Em um primeiro momento, acreditei ter ouvido “box” e, assim registrei no post. Isto, porque culturalmente conhecemos a expressão “Caixa de Pandora”. Então, como gosto demais desta música, ouvi-a novamente, desta vez com mais atenção, e ouvi(?) o locutor dizer, em um inglês britânico – “witches”. Na letra não consta esta fala, o que me inclina (pelo contexto desta “Overture”) a pensar que é plausível a referência a bruxas. Afinal, da “Caixa de Pandora”, quando aberta, saem para o mundo todas as loucuras, mesmo as inimagináveis…

Para aliviar um pouco, confiram na Wikipédia que “Overture” se trata de peça musical de grande expressão. Bach compôs neste estilo, no entanto há uma relação de outras produções que foram denominadas historicamente desse modo, que se estende ao final do século XX. A propósito, especificamente, no caso de “Fool’s Overture” (e outras peças musicais de sonoridade sofisticada) fica evidente que fomos esmagados por uma massificação, que nos toldou a criatividade, inclusive a musical. Quem atualmente joga com tais dados da cultura humana? Passou. Ficou para trás.. Vale a pena detalhar, até mesmo para valorizar esta magnífica obra da mente humana. A genialidade do grupo se mostra no fato de inserir a gravação antiga de uma fala de peça teatral. Como resultado, em seu conjunto, a composição chega a ser assustadora.

Estes recortes, que são dados culturais (alguns já  centenários) estão se perdendo pela tecnificação do nosso atual modo de vida. Antes que a “Caixa de Pandora” se abra totalmente, vale a pena mergulhar no sentido que esta produção musical  traz como desafio à compreensão de nossas vidas. Não somos robôs, mas a Ciência não descansará enquanto não nos conformarmos ao “modelito” científico de ver e viver a Vida.

Assim, fiquem atentos aos acontecimentos musicais contidos em “Fool’s Overture” (por exemplo, a percussão primorosa). É verdade: há muito estudo de notas, tons, portanto, muita técnica. Mas, em meio à melodia, no vácuo da interpretação do vocalista e de um coro eventual, nossas emoções serão envolvidas por corais religiosos, ventos avassaladores, sinos que badalam ao fundo, e, entre outros arranjos, o Big Ben anunciará a hora…

De abismos, ou quase…

Depois de alguns reparos no post de apresentação, após oito meses de muitos desertos e alguns oásis, sinto-me melhor, como pessoa, porque não desisti, e assim seguirei, na Graça d’Ele, que é Eterno.

Aprendi muitas coisas neste período e gostaria de compartilhar com vocês minha visão do rumo que as coisas têm tomado. Sei que me revelo um tanto pia, e às vezes, inquieta…

Paz interior

Uma existência sem sentido… Por qual ou quais razões, exatamente, passou a ser natural a aceitação deste vazio? O quê está em jogo nesta questão é tudo que importa na vida, para qualquer um: a paz, e se possível, a felicidade, ainda que esporádica e descontínua. Nietzsche postulava uma felicidade contínua e permanente. Para tanto, propunha o abandono total da razão que escolhe o bem. Para ele, em contraposição à civilização judaico-cristã, somente seria possível a um ser humano  atingir sua completude, ou seja, ser feliz,  se este se entregasse ao domínio total dos sentidos. Simples: um animal a mais no mundo, movido de igual maneira pelos instintos de sobrevivência e de prazer.

Aqui, a meu ver, entra o tema do livre-arbítrio. Na esteira do que considero um legado nefasto à Humanidade, o discurso nietzschiano é inegavelmente panfletário, ainda que diante de sua reconhecida genialidade. Penso que escreveu sua obra delirante tal como um jornalista, já há seu tempo, da chamada imprensa marrom… É tido entretanto como filósofo, o que se afigura algo contrário ao esforço da Filosofia, que pesa, pondera, sem apologias. Filósofos podem falar a partir de sua crença, e a partir daí, de sua visão de mundo. Jornalistas fazem de modo semelhante seu trabalho. Ambos não admitem a destruição dos ideais da mente e do coração humanos. Já, Nietzsche busca solapar tais anseios, a tal ponto que escreve “O Anticristo”, em 1888. Seu intento não é modesto, nem de modo algum inócuo. Seus livros são ainda bastante estudados na atualidade, já que são republicados há mais de um século e meio. Para ele, somos tão somente máquinas estruturadas por ossos e revestidas de carne… A Ciência segue seus passos, com a mesma obsessiva decisão de difundir o potencial máximo de nossa “não-humanidade”. Vale perguntar: a força brutal da natureza (incluindo aqui a humana) tem algo a ver com a arte, a poesia, ou então, ideais universalmente humanos tais como os do bem, da justiça, do belo, enfim, aqueles que “tocam” o inefável?

Este é um tempo que nos fornece a experiência desagradável de ter um cubo de gelo sob a pele: a um só tempo frieza e liquidez. Algo que não demora o bastante para ser plenamente sentido, ainda que cause mal-estar. No entanto, há cerca de mais um milênio e meio de anos já nos alertava (ou alentava?) Santo Agostinho: “(…) É no interior; é lá que a Verdade mora”.