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Archive for the ‘Castelo interior ou Moradas – Santa Teresa de Ávila’ Category

SOLENIDADE

A Igreja Católica celebra neste dia 15 de setembro a festa de Nossa Senhora das Dores, que ensina a ser forte diante dos sofrimentos da vida e ter Maria e seu Filho como companheiros de caminho.

Entre as sete dores de Nossa Senhora se encontram: a profecia de Simeão no templo, a fuga para o Egito, os três dias que Jesus esteve perdido, o encontro com Jesus levando a Cruz, sua Morte no Calvário, a lança que atravessa o coração de Jesus e quando é colocado no sepulcro.

Apesar de tudo, Ela se manteve firme na oração e na confiança na vontade de Deus. Agora a Virgem quer nos ajudar a levar as nossas cruzes diárias porque foi no calvário onde Jesus Cristo nos deixou Maria como nossa mãe.

Por duas vezes no ano, a Igreja comemora as dores da Santíssima Virgem: na Semana da Paixão e também hoje, 15 de setembro.

A primeira destas comemorações é a mais antiga, posto que se instituiu em Colônia, na Alemanha, e em outras partes da Europa no século XV. Quando a festividade se estendeu por toda a Igreja, em 1727, com o nome das Sete Dores, manteve-se a referência original da Missa e do ofício da Crucificação do Senhor.

Na Idade Média, havia uma devoção popular pelos cinco gozos da Virgem Mãe, e pela mesma época se complementou essa devoção com outra festa em honra a suas cinco dores durante a Paixão. Mais adiante, as penas da Virgem Maria aumentaram para sete e não só compreenderam sua marcha para o Calvário, mas também sua vida inteira.

Aos frades Servitas – religiosos da Companhia de Maria Dolorosa –, que desde sua fundação tiveram particular devoção pelos sofrimentos de Maria, foi autorizado que celebrassem uma festividade em memória das Sete Dores, no terceiro domingo de setembro de todos os anos.

Santa Brígida da Suécia diz em suas revelações, aprovadas pela Igreja, que Nossa Senhora prometeu conceder sete graças a quem rezar, cada dia, sete Ave-Marias em honra de suas dores e lágrimas, meditando sobre elas.

As promessas são:

1- Porei a paz em suas famílias.

2- Serão iluminados sobre os divinos mistérios.

3- Consolá-los-ei em suas penas e acompanhá-los-ei em suas aflições.

4- Conceder-lhes-ei tudo o que me pedirem, contanto que não se oponha a adorável vontade de meu divino Filho e a santificação de suas almas.

5- Defendê-los-ei nos combates espirituais contra o inimigo infernal e protegê-los-ei em todos os instantes da vida.

6- Assistir-lhes-ei visivelmente no momento da morte e verão o rosto de Sua Mãe Santíssima.

7- Obtive de meu Filho, para os que propagarem esta devoção às minhas lágrimas e dores, sejam transladados desta vida terrena à felicidade eterna, diretamente, pois ser-lhes-ão apagados todos seus pecados e meu Filho e eu seremos sua eterna consolação e alegria.

Publicado em ACI Digital.

Imagem: ACI DIGITAL (Matéria de 15.09.2021).

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CENTRO DE ESPIRITUALIDADE MONTE CARMELO – Sou Carmelo – Oficial

O Castelo Interior nos coloca diante de nossa realidade mais pessoal em níveis sempre novos de profundidade. Primeira Morada: “Nós no mundo”. Nos situa criticamente diante das realidades nas quais estamos imersos no nosso dia a dia. Segunda Morada: “O mundo em nós”. Nos desafia a ver e enfrentar as estruturas que a convivência com ele deixou em nós, como a dependência, vaidades e ambições… Nas Terceiras Moradas olharemos a nossa realidade mais pessoal: “Nós diante de nós mesmos”. Precisamos enfrentar nossas verdades mais ocultas. Colocar-nos diante de nossas fraquezas e medos, frente a frente, só nós e Deus. Precisamos aprender a não fugir nem ocultar a verdade. Deus nos guia e capacita nesta lição.

Publicado em Sou Carmelo – Oficial.

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CENTRO DE ESPIRITUALIDADE MONTE CARMELO

Nesta quarta aula, passaremos à estudar as segundas moradas, do livro: Castelo Interior de Teresa de Jesus, Santa e Doutora da Igreja.

Publicado em Seculares Contemplativos.

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Como viver no silêncio em um mundo que grita?

Vivemos na era do barulho e da distração. É o celular tocando , a mensagem chegando , dezenas de “posts” e “curtidas” sobre assuntos que vão desde acontecimentos importantes do outro lado do mundo até imagens privadas de uma pseudo-realidade da vida de um conhecido. Todo este ruído compete pela nossa atenção. Clama pela nossa resposta. Passamos o dia no “muito fazer”  quando “somente uma coisa é necessária”.

Nós Carmelitas temos nossa origem nos Padres do Deserto. Fugiam da segurança do mundo para se focar somente em Deus. Mais do que buscar um silêncio externo buscavam um silêncio interior. Entendiam que o primeiro silêncio deve ser interno. Parar para escutar.  O silêncio, a solidão e a pobreza fazem parte das obrigações da ordem.  “Em silêncio e esperança procurais viver sempre” Moradas 3,2

São José, padroeiro do Carmelo, é nosso exemplo de silêncio. Em todo Evangelho não temos uma única palavra sua. Isto não o impediu de ser homem de mensagem e homem de ação. Sobretudo homem de escuta. Percebe o querer de Deus e se entrega à Sua vontade. 

Lembramos também a figura de Elias. Em meio a muito barulho e chamados diversos foi no silêncio da brisa suave que Deus se fez presente (1Rs 19,12). 

Como contemplativos seculares devemos buscar nosso deserto no dia a dia. Aproveitar os curtos momentos de silêncio, tornar os momentos simples momentos de contemplação. Até mesmo um simples respirar pode ser um instante de presença. Recolher o próprio pensamento em silêncio e evitar distrações , como citado por Teresa “buscar calar nossa palavra e escutar a palavra de Deus”. Buscar calar até nossos pensamentos e desejos mais íntimos para estar perto de Deus.

Não é tarefa fácil, já dizia Teresa, “o mesmo cuidado que se põe em pensar em nada talvez desperte o pensamento a pensar muito.” (Castelo 4,3 pg 684 ). Recolher os sentidos é mais uma ato de graça que segue um ato de vontade.

Que busquemos ser silêncio. Viver do Nada e entregar-se a Deus. Entregar Tudo, até nossos pensamentos. E em nosso calar o Espírito possa orar em nós com gemidos inefáveis ( Rm 8,26).

Fontes

Deserto Vivo. Poustinia. Catherine de Hueck Doherty. 2001

Silêncio – Frei Patrício Sciadini

Amor líquido , sobre a fragilidade dos laços humanos – Zygmunt Bauman

Santa Teresa do Menino Jeusus – Obras completas – Santa Teresa

Para se aprofundar no assunto :

  • Na terra do silêncio – Martin Laird
  • Ao Sopro Do Espírito – Oração E Ação – Maria-Eugenio Do Menino Jesus
  • O Silêncio de Maria –  Ignácio Larrãnga
  • Vida silenciosa – Thomas Merton
  • As Exigências do Silêncio – Thomas Merton
  • Diálogos com o silêncio  Thomas Merton
  • Quero ver a Deus – Frei Maria-Eugênio do Menino Jesus
  • A força do silêncio: Contra a ditadura do ruído –  Robert Sarah
  • Exigências do silêncio –  Anselm Grün
  • José – O Silencioso –  Michel Gasnier
  • Doze graus do silêncio  – vários autores
  • O Silêncio Amoroso de Deus  – Paul Evdo

Publicado em Seculares Contemplativos (Autor: Flávio Teixeira – Secular Contemplativo).

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1ª Leitura: Ap 11,19a; 12,1.3-6a.10ab

Sl 44

2ª Leitura: 1Cor 15,20-27a

Evangelho: Lc 1,39-56
 

“Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu.” (Lc 1,45)

A liturgia de hoje nos convida a estarmos “atentos às coisas do alto, a fim de participamos da Sua glória”[1], da glória do Senhor Onipotente. O Domingo é o dia no qual “as coisas do alto” vêm ao nosso encontro e nós, ao nos dirigirmos para a Igreja a fim de celebrarmos o culto divino, vamos ao encontro das “coisas do alto”. Por isso, o domingo é o Dia do Senhor e o Senhor dos Dias, como tão bem afirmou São João Paulo II na Dies Domini, o dia que nos ensina a viver na amizade com Deus. Sendo o dia da escuta da Palavra por excelência, o dia da assembleia de culto, o dia do nosso louvor e ação de graças pelo Cristo que se dá a nós nessa mesa que antecipa gloriosamente o banquete celeste, ele, o domingo, nos ensina a sermos atentos às coisas do alto.

Neste dia especial de culto ao Senhor celebramos a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Esta Solenidade nos faz recordar que Maria, a primeira redimida pelo Cristo em vista da sua divina missão, foi também a primeira glorificada em corpo e alma nos céus. O dogma da Assunção de Nossa Senhora, proclamado pelo Papa Pio XII em 1950, não se preocupa em dar detalhes como se, por exemplo, Maria morreu ou não. Todavia, esta antiquíssima solenidade, celebrada desde os primórdios, sobretudo pelos cristãos orientais que a chamavam de “Dormitio Virginis Mariae”, ou seja, “Dormição da Virgem Maria”, não exclui a possibilidade da morte da Virgem Maria, uma vez que para nós cristãos, a partir de Cristo e sua Páscoa, a morte ganhou um novo sentido, passou a ser a nossa Páscoa pessoal.

O dogma da Assunção de Nossa Senhora afirma que Maria não experimentou a corrupção da morte, ou seja, morrendo, foi imediatamente glorificada pelo seu Filho, sendo elevada em corpo e alma ao céu. Maria experimentou antecipadamente aquilo que é o destino de todo cristão. Nós sabemos que também morreremos, porém, diferentemente da Virgem Imaculada, experimentaremos a corrupção do sepulcro, e só na Parusia a nossa alma será novamente unida ao corpo glorioso que Cristo vai nos restituir. É o que nos afirma a segunda leitura de hoje: “Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. Porém, cada qual segundo uma ordem determinada: Em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo por ocasião da sua vinda” (1Cor 15,22-23). O que nós experimentaremos por ocasião da Parusia do Senhor, Maria já experimentou e, por isso, já está unida em corpo e alma a Cristo nas alturas. É isto o que nos afirma o dogma da Assunção de Nossa Senhora.

Celebrar a Solenidade de Maria Santíssima é contemplar na vida da Virgem aquilo o que a Igreja espera ser. Maria é modelo da Igreja, uma imagem na qual os fiéis devem se espelhar. A primeira leitura que acabamos de ouvir, este trecho do livro do Apocalipse, é interpretado tanto em referência à Igreja quanto em referência à Maria Santíssima. Maria é a mulher vestida de sol, que gera o fruto bendito, o Cristo Senhor, que “veio para governar todas as nações com cetro de ferro” e que foi elevado para junto do Pai, onde sempre esteve antes da sua Encarnação. A Igreja também é esta mulher que gera no mundo o Cristo, através da pregação da Palavra, do testemunho dos cristãos e dos sacramentos. A Igreja é esta que está fugitiva no deserto do mundo, mas sempre protegida por Deus.

Voltando-nos para o relato evangélico nos vemos diante do encontro de Maria e Isabel. Mal acaba de receber da boca do anjo o anúncio de que será a Mãe do Salvador, Maria sai ao encontro de Isabel, que se encontra no sexto mês de gravidez, a fim de prestar-lhe auxílio. Quando Maria encontra Isabel a criança pula de alegria no ventre da anciã e Isabel fica cheia do Espírito Santo. Maria é a portadora do Espírito e um Pentecostes acontece na vida de Isabel e João Batista, como já havia acontecido na vida da Virgem que trazia em seu seio o Salvador do Mundo. Isabel, então, movida pelo Espírito Santo, exulta de alegria, alegria que em Lucas significa a chegada do Messias, e proclama verdades magníficas: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! (…) Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu.”

Maria é a mulher bendita, no seio da qual é gerado o Salvador. Maria é a mulher bendita, nova Arca da Aliança, que guarda em si a Palavra de Deus! Maria é bem-aventurada porque acreditou; e, porque acreditou, será realizado nela conforme a Palavra do Senhor. A Palavra do Senhor é eficaz, conforme nos diz o Salmo 33,9: “Porque ele diz e a coisa acontece, ele ordena e ela se firma”. Unindo-se ao louvor de Isabel, Maria canta o magnificat, este canto permeado de passagens do Antigo Testamento, onde Maria canta a glória do Senhor que realizou “grandes coisas” em seu favor.

Contemplando a vida da Virgem, desejemos imitá-la. Sejamos também bem-aventurados, porque acreditamos no que o Senhor prometeu. Sejamos, como Maria, homens e mulheres de fé. Guardemos em nós a Palavra, a fim de que em nós também o Cristo seja gerado. Proclamemos com nossa voz que o Senhor “fez em nós grandes coisas, maravilhas”! Exultemos de alegria no Senhor que elevou aos céus em corpo e alma a Virgem Santíssima e que um dia também nos glorificará, dando-nos um corpo glorioso no Reino que Ele prepara para nós. Olhemos a Virgem e contemplemos aquilo o que a Igreja espera ser. Olhemos a vida da Virgem e a imitemos, a fim de sermos discípulos “bem-aventurados” porque guardamos em nós as promessas do Senhor.

 
 
[1] Cf. Coleta da Missa do Dia da Assunção de Nossa Senhora.

Autor: Padre Fabio

Publicado em MATER ECCLESIAE.

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Santa Teresa foi uma líder corajosa. Sua vida e seus escritos contêm uma sabedoria inestimável

Santa Teresa de Ávila é chamada de “A grande Teresa” por uma bela razão: esta mulher viveu com uma santidade e uma convicção tão ousadas que ela resplandece brilhantemente nas páginas da história.

Portanto, sua vida extraordinária oferece muitas lições para os cristãos de hoje. Estas são algumas delas:

1 – Faça primeiro a oração, depois a ação

Quando jovem, Santa Teresa começou a rezar de forma meditativa e contemplativa com Deus. Tal oração era chamada de “oração mental”. Consequentemente, sua amizade com Cristo e seu profundo amor por Ele floresceram cada dia mais. Depois de uma doença terrível, no entanto, ela parou de rezar dessa forma. Por outro lado, participava das orações comunitárias rotineiras. Aliás, ela se convenceu que abster-se de orar sozinha era um sinal de maior humildade.

Não é de se surpreender, no entanto, que a decisão de cessar a oração meditativa lhe trouxe sofrimento emocional e espiritual.

Felizmente, ela encontrou um santo e culto sacerdote dominicano para ser seu confessor. Ele, então, a corrigiu. De fato, Santa Teresa de Ávila, nunca mais abandonou a oração mental e exortou todos a adotarem esse tipo de oração regularmente. Como consequência, suas descrições da oração mental tornaram-se definições clássicas dessa prática espiritual. Ela escreveu que a oração mental “nada mais é do que relações amigáveis ​​e conversas solitárias frequentes com Aquele que sabemos que nos ama”. Essa amizade é a fonte de um bem infinito na vida de uma pessoa e produz grandes frutos espirituais. Ela garantiu a seus leitores: “Ninguém jamais tomou [Deus] por amigo sem ser recompensado”.

Santa Teresa deixou um impacto maior que a vida por meio de suas reformas espirituais, boas obras e escritos, até se tornar a primeira médica [*uma ressalva: houve um engano da parte de quem publicou este artigo, já que Santa Teresa de Ávila foi proclamada, em 1970, como Doutora da Igreja, e não médica, bem como Santa Catarina de Siena, pelo Papa João Paulo II. Certamente foi um erro de tradução.]. Tudo isso brotou, portanto, do poço de sua amizade profunda e íntima com Deus. Em suma: a vida dela mostra que o esforço apostólico deve sempre começar e estar profundamente enraizado na oração. Coloque, então, a oração e a contemplação em primeiro lugar! Consequentemente, sua vocação e missão fluirão naturalmente dessa fonte.

2 – Cerque-se de bons amigos e mentores

Um tema a que Santa Teresa sempre volta em sua autobiografia é a importância de se manter em boa e santa companhia. Ela fala de amigos e até de confessores que entraram em sua vida em momentos diferentes e a aproximaram de Deus. “Aprendi que grande vantagem advém de uma boa companhia”, escreveu ela. Porém, essa lição ela aprendeu por meio de experiências difíceis.

Teresa era tão ciente do impacto que os amigos podem ter na vida espiritual de uma pessoa que encorajava aqueles que querem a santidade a buscar amigos santos para acompanhá-los na jornada. Ela escreveu: “Eu aconselharia aqueles que praticam a oração, especialmente no início, a cultivar amizade e o relacionamento com outras pessoas de interesses semelhantes. Isso é muito importante, no mínimo porque podemos ajudar uns aos outros com nossas orações. Ademais, pode nos trazer muitos outros benefícios.”

Da mesma forma, ela descobriu que a influência dos amigos era um fator tão crítico que fez uma pausa em sua autobiografia para dar alguns conselhos aos pais de adolescentes: “Se eu tivesse que aconselhar os pais, deveria dizer-lhes que tomassem muito cuidado com as pessoas com quem seus filhos se relacionam nessa idade. Muito dano pode resultar de más companhias e somos inclinados por natureza a seguir o que é pior ao invés do que é melhor.”

Vale dizer, portanto, que os adolescentes são mais suscetíveis à pressão dos colegas, devido à sua necessidade de aceitação social. Porém, o princípio de Santa Teresa vale para qualquer idade.

3 – Leve a vida de forma mais leve

Santa Teresa de Ávila tinha um bom senso de humor, especialmente em relação a si mesma e suas loucuras. Certa vez, ela escreveu: “Às vezes eu rio de mim mesma e percebo como sou uma criatura miserável”. Do mesmo modo, sua humildade é evidente quando ela relata as indiscrições da juventude ou enumera os erros que ela cometeu ao longo dos anos. E ela o faz com franqueza e nenhum sinal de hipocrisia.

Levar a vida de forma leve, no entanto, não fará as pessoas voarem. Porém, isso pode torná-las mais  alegres e agradáveis. Ainda mais importante: trata-se de uma atitude que brota da santa mansidão, e como Cristo disse aos seus seguidores: “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra” (Mt 5:,5).

Todavia, mansidão pode não ser a primeira coisa que vem à mente quando nos lembramos de Santa Teresa de Ávila. Mas, lembre-se: a verdadeira mansidão não significa timidez ou submissão. Em vez disso, refere-se ao autodomínio em meio à adversidade. E é essa a qualidade pela qual Santa Teresa se destacou ao enfrentar as muitas provações de sua vida.

Enfim, essas lições são apenas a ponta do iceberg da sabedoria atemporal da grande Santa Teresa. Para mais informações, clique aqui e veja outros 10 conselhos inspiradores que ela nos deixou.

Fonte: Aleteia

*Lúcia Barden Nunes.

Publicado em Santuário dos Prazeres e Divina Misericórdia.

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Créditos: ThePapalVisit.org

O papa emérito Bento XVI recentemente deu uma entrevista à revista alemã Herder Korrespondenz em comemoração aos 70 anos de sua ordenação presbiteral. Ele ressaltou a importância da Igreja afastar-se do mundanismo e buscar mais a conversão.

“Igreja precisa desprender-se do mundo”, diz Bento XVI

“Para cumprir sua missão”, diz o papa, a Igreja precisa “desprender-se do mundo”. E explica: “enquanto nos textos oficiais da Igreja as funções falarem mais alto que o coração e o espírito, o mundo continuará a se distanciar-se da fé”.

Bento XVI lamentou que algumas instituições católicas (escolas, hospitais, Caritas etc) tenham um papel importante na sociedade, mas ainda sim, “não partilham a missão interior da Igreja” e pior, “em muitos casos, obscurecem o seu testemunho”.

“Espera-se um testemunho de fé verdadeiro e pessoal dos operadores da Igreja”, disse o papa emérito.

Publicado em ChurchPOP.

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Dominio Público

Todos sabemos que Santa Teresa D’Ávila foi a primeira mulher a ser proclamada Doutora da Igreja, título reservado a grandes mestres da fé para todos os tempos. Mas além de sua capacidade intelectual devemos admirá-la por sua sensibilidade de coração com que vivia e por sua incrível capacidade para amar a Deus no cotidiano. Por isso estes imperdiveis conselhos de Santa Teresa D’Ávila devem ser praticados por todos nós:

1. Orar

“Grande bem faz Deus a uma alma que se dispõe a ter oração… e se nela persevera, mesmo que por pecados e tentações caias de mil maneiras que ponha o demônio, no fim, tenho certeza que o Senhor o levará ao porto da salvação, como fez comigo…”

“… Do que tenho experiência posso dizer, que o Mal se levantará contra quem começou a orar, mas não pare de orar, pois a oração é o meio por onde pode tornar-se a remediar, e sem ela será mais difícil”.

“… não é outra coisa a oração mental, ao meu ver, se não um trato de amizade, estando muitas vezes tratando a sós com quem sabemos que nos ama”. (Livro da vida, cap. 8, 4-5).

2. Amar e temer

“Toma este aviso, que não é meu, e sim do vosso Mestre: procurai caminhar com amor e temor. E eu os asseguro: o amor os fará apressar os passos; o temor os fará ir olhando para onde põe os pés para não cair…”

Quem deveras ama a Deus, todo o bem ama, todo o bem quer, todo o bem favorece, todo o bem louva, com os bons se junta, sempre os defende, todas as virtudes abraça; não ama o que não é a verdade e o que não seja digno de amar…” (Caminho de Perfeição, cap. 69, 1-3).

3. Não falar mal

“Não falar mal de ninguém, por menor que seja… não querer e nem dizer de outra pessoa o que não quero que digam sobre mim”. (Livro da Vida, cap.6, 3)

4.  Andar na Verdade

“Andemos na verdade diante de Deus e das pessoas, de quantas maneiras pudermos; em especial, não querendo aparentar ser melhor do que somos, e procurando tirar em tudo a verdade e assim ter um pouco deste mundo, que é todo de mentira e falsidade, e como tal não é durável.

Uma vez estava considerando porque razão nosso Senhor é tão amigo da humildade… Porque Deus é suma Verdade, e a humildade é andar na verdade”.

Isto é só uma provinha microscópica do que foi escrito por esta grande santa, que entre as obras estão: “O Livro da Vida”, autobiográfico; o “Caminho de Perfeição”;”Castelo Interior ou Moradas”, com valiosos conselhos espirituais; entre muitos outros. Não perca! Busque na internet: “Obras completas de Santa Teresa D’Ávila. Estão disponíveis de maneira gratuita.

Publicado em ChurchPop.

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Em 16 de julho de 1251, Nossa Senhora do Carmo presenteou São Simão Stock com o Santo Escapulário, símbolo de sua presença materna e proteção. Conheça aqui as promessas aos que usarem o escapulário do Carmo.

No dia 16 de julho a Igreja celebra a Festa de Nossa Senhora do Carmo. Isso ocorre, pois nesta mesma data, no ano de 1251, a Mãe de Deus presenteou o Carmelita Inglês São Simão Stock com o Santo Escapulário, símbolo de sua presença materna e proteção.

O fato ocorreu após o Santo pedir com grande insistência a proteção e o amparo da Santíssima Virgem à Ordem do Carmo, que passava por grandes dificuldades, depois de ter deixado a Terra Santa, abandonando o Monte Carmelo, lugar onde viveu Santo Elias e onde ele fundou a Ordem.

Leia também: O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo

Nossa Senhora do Carmo entrega o escapulário e faz importante promessa

São Simão Stock rezou pedindo a Maria alguma amostra da proteção por ela prometida à Ordem Carmelitana da qual ele era o Prior Geral. “Flor do Carmelo, vinha florida, esplendor do céu e Virgem fecunda e singular, oh doce Mãe que não conheceu homem algum; que teu nome proteja os carmelitas, Estrela do Mar”, orou.

Não tardou e Nossa Senhora respondeu o clamor do Santo apresentando-se a São Simão Stock guardada por anjos e entregando-lhe o Escapulário. Nesse mesmo momento lhe fez uma importante promessa.

Promessas de Nossa Senhora do Carmo aos que morrerem com o escapulário

A Mãe do Céu prometeu que quem portar seu escapulário, trazendo-o sempre consigo não irá para o inferno. “Amado filho receba este escapulário de tua Ordem como símbolo de minha confraternidade e especial sinal de graças para ti e todos os Carmelitas; qualquer um que morra portando-o, não padecerá no fogo. Ele é sinal de salvação, defensor nos perigos, promessa de paz e desta aliança”, disse ao santo carmelita inglês.

Mas esta não foi a única promessa que a Virgem do Carmo fez. Setenta anos depois a Virgem fez outra promessa: Nossa Senhora livrará do Purgatório quem portar seu Escapulário. E ela cumprirá essa promessa no sábado após a morte do devoto carmelita.

A Indulgência Sabatina é outra promessa do escapulário do Carmo

Aconteceu no ano de 1322 com o Papa João XXII. A Virgem do Monte Carmelo apareceu a ele usando o hábito de Carmo e lhe revelou a denominada ‘Indulgência Sabatina’. “Eu, Mãe de misericórdia, livrarei do purgatório e levarei ao Céu, no sábado após sua morte, os que houverem portado meu Escapulário”, assegurou.

No dia 3 de março do mesmo ano, o Pontífice promulgou a Bula Sabatina, que logo foi ratificada por outros Pontífices. Entre eles, o Papa Paulo V que em 20 de janeiro de 1613 declarou que “no sábado seguinte à morte dos confrades carmelitas, ou como interpreta a Igreja, quanto antes, mas especialmente no sábado, a Virgem do Carmo, com carinho maternal, os livra da prisão expiatória e os introduz no Paraíso”.

Leia também: Nossa Senhora do Carmo

As Promessas do Escapulário do Carmo

O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo

O Escapulário do Carmo é composto por dois pedaços de lã em cor marrom que são unidos por duas fitas ou cordões, representando o hábito da Ordem do Carmelo. Ele é um sacramental e, por isso deve ser abençoado e imposto por um sacerdote. Tanto a bênção quanto sua imposição são válidas para todos os Escapulários que a pessoa venha a usar.

Estas são as palavras que diz o sacerdote ao impor o Escapulário do Carmo: “Receba este escapulário como um sinal da Virgem Maria, Rainha do Carmelo, para que, com seus méritos, o use sempre com dignidade, seja ele tua defesa em todas as adversidades e te conduza à vida eterna”. (EPC).

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

Publicado em Gaudium Press.

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A festa do Coração de Jesus

11.06.2021 – Sexta-Feira

Sagrado Coração de Jesus – Wikipédia, a enciclopédia livre

A Igreja celebra a Festa do Sagrado Coração de Jesus na sexta-feira da semana seguinte à Festa de Corpus Christi. O coração é mostrado na Escritura como símbolo do amor de Deus. No Calvário o soldado abriu o lado de Cristo com a lança (cf. João 19,34). Diz a Liturgia que “aberto o seu Coração divino, foi derramado sobre nós torrentes de graças e de misericórdia”. Jesus é a Encarnação viva do Amor de Deus, e seu Coração é o símbolo desse Amor. Por isso, encerrando uma conjunto de grandes Festas (Páscoa, Ascensão, Pentecostes, Santíssima Trindade, Corpus Christi), a liturgia nos leva a contemplar o Coração de Jesus. [Consagre-se ao Coração de Jesus]

Este sagrado Coração é a imagem do amor de Jesus por cada um de nós. É a expressão daquilo que São Paulo disse: ”Eu vivi na fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim (Gálatas 2,20). É o convite a que cada um de nós retribua a Jesus este amor, vivendo segundo a Sua vontade e trabalhando com a Igreja pela salvação das almas.

Muitos Santos veneraram o Coração de Jesus. Santo Agostinho disse: “Vosso Coração, Jesus, foi ferido, para que na ferida visível contemplássemos a ferida invisível de vosso grande amor”. São João Eudes, grande propagador desta devoção no século XVII, escreveu o primeiro ofício litúrgico em honra do Coração de Jesus, cuja festa se celebrou pela primeira vez na França, em 20 de outubro de 1672.

Jesus revelou o desejo da Festa ao seu Sagrado Coração à religiosa Santa Margarida Maria Alacoque, na França, mostrando-lhe o “Coração que tanto amou os homens e é por parte de muitos desprezado”. S. Margarida teve como diretor espiritual o padre jesuíta S. Cláudio de la Colombière, canonizado por João Paulo II, e que se incumbiu de progagar a grande Festa.

O Papa Pio XII afirmou que tudo o que S. Margarida declarou “estava de acordo com a nossa fé católica”. Este foi um grande sinal a mais da misericórdia e da graça para as necessidades da Igreja, especialmente num tempo em que grassava a heresia do jansenismo (do bispo francês Jansen) que ensinava uma religião triste e ameaçadora.
O Papa Clemente XIII aprovou a Missa em honra do Coração de Jesus e Pio X, dia 23 de agosto de 1856, estendeu a Festa para toda a Igreja a ser celebrada na sexta-feira da semana subseqüente à festa de Corpus Christi. O papa Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus. Paulo VI disse certa vez que ela é garantia de crescimento na vida cristã e garantia da salvação eterna.
Entre as Promessas que Jesus fez à Santa Margarida está a das Nove Primeiras Sextas Feiras do mês: aos fiéis que fizerem a Comunhão em nove primeiras sextas-feiras de cada mês, seguidas e sem interrupção, prometeu o Coração de Jesus a graça da perseverança final, o que significa que a pessoa nunca deixará a fé católica e buscará a sua santificação. São as chamadas Comunhões reparadoras a Jesus pela ofensa que tantas vezes seu Sagrado Coração é tão ofendido pelos homens.

Pio XII disse: “Nada proíbe que adoremos o Coração Sacratíssimo de Jesus Cristo, enquanto é participante e símbolo natural e sumamente expressivo daquele amor inexaurível em que, ainda hoje, o Divino Redentor arde para com os homens”.

Essas são as Promessas que Jesus fez:

“No extremo da misericórdia do meu Coração onipotente, concederei a todos aqueles que comungarem nas primeiras sextas feiras de cada mês, durante nove meses consecutivos a graça do arrependimento final. Eles não morrerão sem a minha graça e sem receber os SS. sacramentos. O meu coração naquela hora extrema ser-lhe-á seguro abrigo”.

As outras promessas do Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque:

1 – Conceder-lhe-ei todas as graças necessárias ao seu estado.
2 – Porei a paz em suas famílias.
3 – Consolá-los-ei nas suas aflições.
4 – Serei seu refúgio na vida e especialmente na hora da morte.
5 – Derramarei copiosas bênçãos sobre suas empresas.
6 – Os pecadores encontrarão no meu Coração a fonte, oceano infinito de misericórdia.
7 – Os tíbios se tornarão fervorosos.
8 – Os fervorosos alcançarão rapidamente grande perfeição.
9 – Abençoarei os lugares onde estiver exposta e venerada a imagem do meu Coração.
10 – Darei aos sacerdotes a força de comover os corações mais endurecidos.
11 – O nome daqueles que propagarem esta devoção ficará escrito no meu Coração e de lá nunca será apagado.

Publicado em Formação Canção Nova (por Prof. Felipe Aquino).

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Publicado em Jovens Leigos Carmelitas.

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