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Archive for fevereiro \27\-03:00 2009

Santa Teresa de Ávila fundou, após muitas perseguições e sofrimentos físicos, o Convento São José. A nova Ordem, composta inicialmente por 13 monjas – as “Carmelitas Descalças”, foi fruto de uma verdadeira batalha espiritual. Travou-a, entre orações, doença e “securas” da alma (termo contido em “Livro da Vida”). Desse modo, nesta luta, permeada de luz e trevas, não faltaram elementos que incluíram desde obstáculos externos, de nível pessoal, dentro do Convento da Encarnação, bem como internos – tanto físicos, quanto psicológicos e espirituais. Assim, nos momentos de oração profunda, em estado de ascese obteve de Jesus Cristo o que ela própria denominou como “visões intelectuais”. Nestas, Ele lhe indicava por exemplo, que o novo convento deveria ser construído em honra à Sua Mãe Maria e a Seu Pai, por adoção São José. Por decorrência, com a sua fundação nasceu uma nova ordem dentro do catolicismo: a “Ordem Carmelita Descalça”, que vem se propagando no mundo inteiro, em escala geométrica, desde o final do século XVI.

O excerto abaixo, de autoria do frei carmelita Rafael María López-Melús, compõe a página “Los Santos Carmelitas”- http://carmelnet.org/chas/santos/santos.

“LA MADRE

La MADRE AMABLE DEL CARMELO cubriendo con su Capa Blanca a todos los Religiosos, Religiosas y Seglares carmelitas, es decir, a todos los carmelitas que se hallan en cualquiera de los tres estadios: Militante, Purgante y Triunfante. ¡Qué bien se está “Sub Tutela Matris”, en el REGAZO DE LA MADRE! Está escrito al pie de esta hermosa pintura:

“Ordo Beatissimae Virginis Mariae de Monte Carmelo. Gregorio Forts eum fecit en Madrid. La Señora del Carmelo nos libra de eterno llanto y debajo de su Manto hallan las almas consuelo”.

Fonte: http://carmelnet.org/chas/santos/madre.htm

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Espero que sejam definitivos os links de acesso às principais obras de Santa Teresa de Jesus. Um deles menciono no post anterior, e outro, igualmente encantador, se chama “Carmelo Online“. Estão no “Blogroll” do “Castelo Interior” as três obras principais, publicadas por este outro blog de Carmelitas Descalças – “Castelo Interior – Moradas“, “Caminho de Perfeição” e “Livro da Vida“. Foi “misterioso” o modo como os encontrei, principalmente em meio a esta Babel chamada Internet…

Retirei os endereços anteriores devido aos apelos comerciais que se revelaram incômodos. Desde as duas últimas publicações, um deles apresentou deficit de desempenho e o outro passou a mostrar apelos comerciais impróprios. O último trazia a ferramenta “ad sense” com links, por exemplo, para quatro vídeos “promocionais” com modelo transexual (este site não permite conteúdo sexual; não conferi, mas por certo foram publicados para atrair curiosos); em outro, violência entre um casal para ficar com um carro último tipo (patético e grotesco!), ou então, publicidade para perder a “barriguinha” – casualmente não tenho que pensar nisto, mas o foco na cintura de uma modelo, ainda que vista uma calça jeans, destoa totalmente do objetivo a que nos propomos no blogue “Castelo Interior”. A publicidade na internet, em sua maior parte, chega à beira do rídiculo… Que os colegas publicitários me desculpem, mas “apelar” no carnaval é desespero de causa…

A propósito, as exclusões de links não tem nada a ver com as festas do período carnavalesco. Eu e meu marido não acompanhamos a festa, nem na tevê. Pelo contrário, me sinto incomodada. Fui a dois bailes de carnaval, antes de casar, e não houve um terceiro… Como jornalista, fui obrigada a fazer a cobertura de seis bailes de carnaval durante uma única madrugada. Me senti tal qual a Cinderela (só que ao contrário…), já que fui apanhada pelo motorista em nosso apartamento à meia-noite – sim, isto mesmo! Ele, cumprindo a pauta já trazia o repórter-fotográfico (acompanhado de sua namorada). De lá seguimos para o trabalho, enquanto meu marido dormia profundamente. Na verdade, todos achamos aquilo insuportável. Fazer o quê?

Então, lá se foi mais um carnaval, graças a Deus… Escrevo minúscula assim para não dar destaque à data. Afinal, pouco ou nada traz de positivo para a vida de nosso País. Se durante o ano inteiro vivemos imersos na realidade da corrupção, a sensação de atraso aumenta quando, por todos os meios, a euforia carnavalesca é incentivada…

Corro o risco de ser considerada rançosa, mas o carnaval, para mim, é uma festa popular quase anacrônica e irrealista. Explico: o tempo da leveza já passou, infelizmente. Além disso, os gastos com todo o mega-aparato para composição do desfile das escolas de samba é, no mínimo, escandaloso. Tanto o luxo como a complexidade de carros e adereços exigem altíssimas somas de dinheiro. Enquanto isto, a realidade brasileira é mostra de que cada vez mais o peso do dinheiro acaba justificando tudo, inclusive o fato de que se tornou um negócio…

Assim, o que fica evidente, ano após ano, é o aumento crescente de crimes associados ao consumo de bebidas alcoólicas e outras drogas no período de carnaval. Para piorar, é assustador o número de vítimas por acidentes de trânsito, já que quem não participa da”folia” está sujeito ao perigo representado por quem bebeu, noite após noite. Mesmo com todas as insistentes campanhas – dirigem, e durante o dia vão para as avenidas e rodovias. Portanto, que ninguém se sinta seguro, mesmo na quarta feira de cinzas…

Nosso País há muito não pensa mais em prioridades. Vivemos o dia. Vale a questão: o que resta às futuras gerações? Terão motivação para festejar o que quer que seja em carnavais futuros? Ou, para lamento geral, teremos apenas grupos de jovens totalmente consumidos pelo “espírito” de catarse? Andarão em bandos, alcoolizados, drogados, ou em menor número, assustados pela violência repentina?

Que os jovens ouçam a voz da consciência, isto é, não desfaçam dos “apelos” suaves do Espírito Santo. Afinal, Jesus, para nos confortar, disse que O enviaria para que nos guardasse de todos os perigos – tanto do corpo quanto da alma. Isto também vale para nós pais, tios e tias, avós, amigos e amigas destas crianças e jovens. Estão, infelizmente, mais expostos a todo tipo de perversidades, ou seja, a um mundo que já não conhece limites… Precisamos todos nos voltarmos para o Insondável – o Criador, que é Pai, e seu Filho, Jesus Cristo, o Ressuscitado, e não somente para o que é efêmero. A finitude já não é algo para ser pensado a partir dos primeiros sinais de envelhecimento. Ela chega em nosso tempo de modo repentino. Que Deus nos dê, a cada dia, maior discernimento… Amém.

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Em buscas na Internet tive a oportunidade de constatar um dado importante: além dos principais escritos de Santa Teresa de Jesus (Ávila), há uma grande variedade de livros publicados sobre sua vida, bem como, sobre seu legado espiritual nos principais idiomas do mundo ocidental, e, melhor,  com igual destaque ao que foi produzido pelos doutores e santos da fé católica.

Santa Teresa de Jesus, monja carmelita, com agudeza transmitiu ao mundo sua visão sobre a vida que se passa no mundo e suas implicações em nossa vida espiritual. Afinal, o que a preocupa são os perigos nada evidentes aos quais está exposta a alma humana. Escreve com profundidade sobre os dilemas que enfrentamos em nossas vidas, quer sejamos leigos ou consagrados. Sua linguagem absorve leitores há mais de quatro séculos, e isto é impressionante, já que a marca do último século e deste que inicia é a correria, em geral, sem uma boa razão de ser…

O século XXI está impondo a todos nós a superficialidade como modo de vida. Há a cultura da pressa e da profusão de informações (sem reflexão), o que exige maior esforço para nos concentrarmos no que consideramos essencial para uma vida plena, na medida do possível. Observo o quanto fica cada vez mais difícil mantermos o foco sobre o que “desesperadamente” queremos aprofundar, compreender, ou seja, viver sem deixar de lado nossa vida interior. Contudo, ela, a Santa apaixonada por Jesus Cristo nos alenta: podemos alcançar ao longo de nossa existência, em escala crescente, ainda que com tropeços e recuos, o que ela denomina “Caminho de Perfeição”.

Sabemos, entretanto, que esta busca deve ser feita com naturalidade, ou seja, não há lugar para a pressa. Sigamos, então, sempre em frente neste caminho, indicado com delicadas e sutis obervações, por Santa Teresa de Jesus – mestra de espiritualidade.  (LBN)

 

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