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Posts Tagged ‘Oração: intimidade com Deus’

“Maria nos ampara no nosso caminho rumo ao Natal, porque nos ensina como viver este tempo de Advento à espera do Senhor. ” – Solenidade da Imaculada Conceição – Papa Francisco no Angelus (Rádio Vaticano – 08.12.2013)

Neste segundo domingo do Advento, temos pela frente um tempo de graça – a celebração da entrada do Menino Jesus no mundo dos homens. No entanto, o que vemos à nossa volta, em todas as partes do mundo ocidental, é o esquecimento do significado verdadeiro do Natal. O mê de dezembro tem sido dedicado a compras de presentes, em ritmo cada vez mais intenso e acelerado. Na verdade, sempre foi e será a lição de amor incondicional de Jesus Cristo pela Humanidade, que, ao vir na forma humana, é fonte de redenção de homens e mulheres que O acolhem no coração.

Tal como se dá na parábola do joio que se mistura ao trigo, este acontecimento, a passos largos, tem perdido na vida do mundo, a maior parte de sua verdadeira proposta. O que ouvimos e vemos na cultura ocidental (que tem por base o Cristianismo), principalmente, através da veiculação de anúncios publicitários, muito pouco  –  ou,  quase nada –  lembra-nos que Jesus nasceu há dois mil anos, segundo o plano do Criador, de uma mulher, concebida sem o pecado original – Maria Imaculada. Isto se deu na história humana,  para que fôssemos resgatados de uma vida vazia e sem sentido.

Obviamente, tal cultura, que, aliás, nega o melhor de nossa humanidade,  apenas reforça a sempre presente e pretensa auto-suficiência humana. Portanto, esta decisão deliberada afirma o materialismo como perspectiva de vida, e através de mil faces, dá pleno curso à rebeldia contra o plano da Criação – enfim, contra a própria noção de Deus. Esta linha de raciocínio, em nosso tempo, na base, trava um combate aberto contra a ideia de transcendência – de que uma alma nos anima e que depende de um Absoluto. O resultado ao longo das últimas décadas é o aumento sempre maior do consumo. Objetos têm valido extraordinariamente mais que pessoas…

Entretanto, ainda que seja assim na atualidade, vivamos segundo a nossa liberdade interior o espírito do Advento, o verdadeiro espírito do Natal, que é a vinda de Jesus  como criança ao mundo! Isto se traduz em solidariedade, amor, o ano todo, para com os desamparados e frágeis.

Um abençoado Natal a todos!

(LBN)

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Maria_Imaculada_Advento

Imagem: J. Simon Aranka - Hungria.

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Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2013/12/08/angelus:_com_maria,_aprendamos_a_ser_mais_humildes_e_corajosos_em/bra-753882

do site da Rádio Vaticano

Angelus: Com Maria, aprendamos a ser mais humildes e

corajosos em seguir a Palavra de Deus

Cidade do Vaticano (RV) – Milhares de fiéis e peregrinos lotaram a Praça S. Pedro e ruas adjacentes, este domingo, para rezar o Angelus com o Papa Francisco.

Ao introduzir a oração mariana, o Pontífice recordou que este segundo domingo do Advento cai no dia da festa da Imaculada Conceição.

Maria nos ampara no nosso caminho rumo ao Natal, porque nos ensina como viver este tempo de Advento à espera do Senhor. Porque este tempo é uma espera do Senhor, que nos visitará a todos na festa, mas também, a cada um de nós, no nosso coração. Esperemos por Ele!

Não obstante Maria fosse uma jovem de um vilarejo da Galileia, Nazaré, na periferia do império romano e de Israel, o Senhor pousou sobre ela o seu olhar. Em vista desta maternidade, Maria foi preservada do pecado original, isto é, daquela fratura na comunhão com Deus, com os outros e com a criação, que fere em profundidade todo ser humano.

Esta fratura, explicou o Pontífice, foi sanada anteriormente na Mãe Daquele que veio nos libertar da escravidão do pecado. E Nossa Senhora jamais se afastou daquele amor: toda a sua vida, todo o seu ser é um “sim” a Deus.

Como narra Lucas em seu Evangelho, quando o Anjo a chama “cheia de graça”, Maria fica intrigada, porque na sua humildade se sentia uma nulidade diante de Deus. Este anúncio a perturbou ainda mais, porque ela ainda não era casada com José. Maria ouve, obedece interiormente e responde: “Eu sou a serva do Senhor: faça-se em mim segundo a tua palavra”.

O mistério desta jovem de Nazaré que está no coração de Deus, não nos é estranho. Não é ela lá e nós, aqui. Não, estamos ligados. De fato, Deus pousa o seu olhar de amor sobre cada homem e cada mulher! Com nome e sobrenome. O seu olhar de amor está sobre cada um de nós. Também nós, desde sempre, fomos escolhidos por Deus para viver uma vida santa, livre do pecado. É um projeto de amor que Deus renova toda vez que nós nos aproximamos Dele, especialmente nos Sacramentos.

O Papa então pede que nesta festa, contemplando a nossa Mãe Imaculada, reconheçamos também o nosso destino mais verdadeiro, a nossa vocação mais profunda: sermos amados e transformados pelo amor e pela beleza de Deus.

Olhemos para ela, e deixemo-nos guiar por ela; para aprender a sermos mais humildes, e também mais corajosos em seguir a Palavra de Deus; para acolher o terno abraço do seu Filho Jesus, uma abraço que nos dá vida, esperança e paz.

Para um comentário sobre as palavras de Francisco pronunciadas no Angelus sobre a Solenidade da Imaculada Conceição de Maria, ouça o Pe. Cesar Augusto dos Santos: RealAudioMP3
(BF)

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“O Evangelho de Jesus, acolhido com fé verdadeira, traz alegria incontida e precisa ser partilhado com outras pessoas.” – Dom Odilo Pedro Scherer Arcebispo de São Paulo – SP (CNBB – 27.11.2013)

“JESUS MISERICORDIOSO – Eu confio em Vós”: Impressão poligráfica, replicada a partir da pintura revelada por Jesus a Santa Faustina Kowalska (1931), em visão mística (e, oficialmente aprovada pela Igreja Católica). Pintura restaurada em 2005.

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Com a recém anunciada Exortação Apostólica – Evangelii Gaudium, o Papa Francisco traz o que no mundo católico é tido como uma verdadeira boa nova.  Ela vem para conquistar as consciências de homens e mulheres que se lançam à evangelização em tempos voláteis, relativistas. Esta é a “Nova Evangelização” há muito aguardada por leigos e consagrados, e vem com um tom surpreendentemente positivo numa época permeada pelo que os especialistas chamam de “cultura da morte”. Evangelii Gaudium fala de alegria no anúncio do Evangelho.

Poderia não ter tido esta ênfase, mas o Papa quer trazer uma visão positiva da vida no mundo, justamente para resgatá-lo de suas obscuridades. Certamente, quer alcançar os jovens e os que se afastaram até mesmo da vida cristã  devido às pressões de uma cultura voltada à busca de satisfações  imediatas (consumo desenfreado) ou, então, estão alijados porque perdidos no emaranhado de caminhos que sugerem facilidades, mas que na verdade, confundem as mentes com  sugestões de auto-aniquilamento (em nome de uma suposta mudança de paradigma).

Também não ficam fora do foco da Exortação Apostólica – Evangelii Gaudium – os indivíduos que não estão sendo alcançados pela evangelização porque se encontram em situações de pobreza crônica. O desperdício em nossas sociedades, que anda ao lado da indigência ou linha da miséria o deixa escandalizado. Papa Francisco, nesse sentido, não admite o esquecimento de nenhuma ovelha perdida; quer trazer todas de volta o aprisco. Assim, todos somos convocados a buscá-las e encontrando-as, não ter outra atitude que não a do acolhimento irrestrito em nome  Igreja – o corpo de Cristo, que é a cabeça. E, mais, é católica porque sua vocação é a acolhida, já que  o termo  katholikos traz o significado de “geral” ou “universal”. (LBN)

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Fonte: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

A alegria do Evangelho

27 de novembro de 2013

Dom Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo (SP)

No Domingo de Cristo Rei, 24 de novembro, o papa Francisco brindou a Igreja com uma bela Exortação Apostólica sobre a evangelização, chamada: Evangelii gaudium – “A Alegria do Evangelho”. É um presente feito à Igreja no encerramento do Ano da Fé, ao longo do qual ela procurou, em todas as suas comunidades, recobrar o fervor da fé.

A Exortação Apostólica traz as contribuições e impulsos da assembleia do Sínodo dos Bispos de outubro de 2012, sobre o tema da “nova evangelização para a transmissão da fé cristã”. Mas também representa uma palavra pessoal do Papa Francisco e retrata sua experiência pessoal de “nova evangelização” na América Latina, especialmente, aquela do Documento de Aparecida.

O Evangelho de Jesus, acolhido com fé verdadeira, traz alegria incontida e precisa ser partilhado com outras pessoas. Quem encontrou Jesus, o Salvador e Senhor, fica de tal modo marcado e fascinado, que não pode segurar só para si essa boa experiência da fé; como os pastores da noite do nascimento de Jesus, em Belém (cf Lc 2,8-20), ou como os apóstolos, no início da pregação do Evangelho (cf At 4,20), também a Igreja sente-se impulsionada a comunicar também aos outros “o que viu e ouviu”.

Assim aconteceu no tempo de Jesus e dos Apóstolos e continuou a acontecer, ao longo da História, em tantas ocasiões e com uma multidão de pessoas. E acontece ainda hoje que homens e mulheres que acolhem com fé e alegria o Evangelho de Cristo, orientando suas vidas para Ele. Muitas pessoas batizadas fazem a experiência de sentir-se amadas por Deus e despertam para um generoso compromisso missionário e evangelizador.

O Evangelho é boa notícia para o nosso mundo e assim deve ser anunciado.  A alegria da fé, nascida do Evangelho, continua a levar a Igreja a anunciar e a compartilhar com outros o dom recebido, mesmo a custo de muitos sacrifícios e cruzes.

No encerramento do Ano da Fé, somos todos novamente enviados em missão, como “discípulos do Reino de Deus”. Anunciar o Evangelho e testemunhar a força e a eficácia de sua ação transformadora não deveria ser uma obrigação pesada, mas uma necessidade que brota do coração agradecido de quem encontrou as razões para crer: “ai de mim, se eu não pregar o Evangelho!” (1Cor, 9,16).

No Brasil, a solenidade de Cristo Rei e, neste ano, o encerramento do Ano da Fé, coincidiram com o início da Campanha Nacional para a Evangelização. Durante três semanas, somos convidados a refletir sobre a realidade da evangelização no Brasil, a rezar e a nos empenhar para que ela aconteça em todos os cantos de nosso País; no terceiro Domingo do Advento, faz-se a coleta em favor da evangelização, como gesto concreto de apoio a esta obra prioritária da Igreja.

Nada mais justo e acertado: o encontro renovado com Cristo Senhor aprofunda os laços da nossa fé; e esta leva-nos a anunciar a alegria do Evangelho, para ajudar outras pessoas a também se aproximarem de Deus. A evangelização é missão deve envolver a todos os batizados; todos eles têm parte na missão de anunciar o Evangelho, de muitas maneiras. A transmissão da fé e a iniciação à vida cristã são desafios urgentes, que todos os membros da Igreja precisam assumir de forma renovada.

A Exortação Apostólica Evangelii Gaudium – “A Alegria do Evangelho” – vem em boa hora para estimular e orientar a todos!

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Publicado em Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

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Papa propõe reforma da Igreja em sua primeira exortação apostólica (Deutsche Welle – 26.11.2013)

Fonte: Deutsche Welle (DW)

26.11.2013

Papa propõe reforma da Igreja em sua primeira exortação apostólica

Documento critica ordem econômica global e seu papel na geração da violência. Francisco enfatiza necessidade de abertura da Igreja Católica, tanto em suas estruturas internas como em direção a outras religiões.

Foto: DW

Publicado em Deutsche Welle.

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Fonte: Santa Sé – Vaticano: http://www.vatican.va

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA
EVANGELII GAUDIUM
DO SANTO PADRE
FRANCISCO
AO EPISCOPADO, AO CLERO
ÀS PESSOAS CONSAGRADAS
E AOS FIÉIS LEIGOS
SOBRE
O ANÚNCIO DO EVANGELHO
NO MUNDO ACTUAL

ÍNDICE

I. Alegria que se renova e comunica [2-8]

II. A doce e reconfortante alegria de evangelizar [9-10]

Uma eterna novidade [11-13]

III. A nova evangelização para a transmissão da fé [14-15]

A proposta desta Exortação e seus contornos [16-18]

Capítulo I
A TRANSFORMAÇÃO MISSIONÁRIA DA IGREJA

I. Uma Igreja «em saída» [20-23]

«Primeirear», envolver-se, acompanhar, frutificar e festejar [24]

II. Pastoral em conversão [25-26]

Uma renovação eclesial inadiável [27-33]

III. A partir do coração do Evangelho [34-39]

IV. A missão que se encarna nas limitações humanas [40-45]

V. Uma mãe de coração aberto [46-49]

Capítulo II
NA CRISE DO COMPROMISSO COMUNITÁRIO

I. Alguns desafios do mundo actual [52]

Não a uma economia da exclusão [53-54]
Não à nova idolatria do dinheiro
[55-56]
Não a um dinheiro que governa em vez de servir
[57-58]
Não à desigualdade social que gera violência
[59-60]
Alguns desafios culturais
[61-67]
Desafios da inculturação da fé
[68-70]
Desafios das culturas urbanas
[71-75]

II. Tentações dos agentes pastorais [76-77]

Sim ao desafio duma espiritualidade missionária [78-80]
Não à acédia egoísta
[81-83]
Não ao pessimismo estéril
[84-86]
Sim às relações novas geradas por Jesus Cristo
[87-92]
Não ao mundanismo espiritual
[93-97]
Não à guerra entre nós
[98-101]
Outros desafios eclesiais
[102-109]

Capítulo III
O ANÚNCIO DO EVANGELHO

I. Todo o povo de Deus anuncia o Evangelho [111]

Um povo para todos [112-114]
Um povo com muitos rostos
[115-118]
Todos somos discípulos missionários
[119-121]
A força evangelizadora da piedade popular
[122-126]
De pessoa a pessoa
[127-129]
Carismas ao serviço da comunhão evangelizadora
[130-131]
Cultura, pensamento e educação
[132-134]

II. A homilia [135-136]

O contexto litúrgico [137-138]
A conversa da mãe
[139-141]
Palavras que abrasam os corações
[142-144]

III. A preparação da pregação [145]

O culto da verdade [146-148]
A personalização da Palavra
[149-151]
A leitura espiritual
[152-153]
À escuta do povo
[154-155]
Recursos pedagógicos
[156-159]

IV. Uma evangelização para o aprofundamento do querigma [160-162]

Uma catequese querigmática e mistagógica [163-168]
O acompanhamento pessoal dos processos de crescimento
[169-173]
Ao redor da Palavra de Deus
[174-175]

Capítulo IV
A DIMENSÃO SOCIAL DA EVANGELIZAÇÃO

I. As repercussões comunitárias e sociais do querigma [177]

Confissão da fé e compromisso social [178-179]
O Reino que nos solicita
[180-181]
A doutrina da Igreja sobre as questões sociais
[182-185]

II. A inclusão social dos pobres [186]

Unidos a Deus, ouvimos um clamor [187-192]
Fidelidade ao Evangelho, para não correr em vão
[193-196]
O lugar privilegiado dos pobres no povo de Deus
[197-201]
Economia e distribuição das entradas
[202-208]
Cuidar da fragilidade
[209-216]

III. O bem comum e a paz social [217-221]

O tempo é superior ao espaço [222-225]
A unidade prevalece sobre o conflito
[226-230]
A realidade é mais importante do que a ideia
[231-233]
O todo é superior à parte
[234-237]

IV. O diálogo social como contribuição para a paz [238-241]

O diálogo entre a fé, a razão e as ciências [242-243]
O diálogo ecuménico
[244-246]
As relações com o Judaísmo
[247-249]
O diálogo inter-religioso
[250-254]
O diálogo social num contexto de liberdade religiosa
[255-258]

Capítulo V
EVANGELIZADORES COM ESPÍRITO

I. Motivações para um renovado impulso missionário [262-263]

O encontro pessoal com o amor de Jesus que nos salva [264-267]
O prazer espiritual de ser povo
[268-274]
A acção misteriosa do Ressuscitado e do seu Espírito
[275-280]
A força missionária da intercessão
[281-283]

II. Maria, a Mãe da evangelização [284]

O dom de Jesus ao seu povo [285-286]
A Estrela da nova evangelização
[287-288]

Publicado em Vaticano – Santa Sé (http://www.vatican.va/holy_father/francesco/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20131124_evangelii-gaudium_po.html)

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Solenidade de Cristo Rei do Universo – 24 de novembro – Santuário Nacional – Palavra de Dom Damasceno – Arcebispo de Aparecida

REX PACIFICUS – ÉPIPHANIE CHRISTO ROI

Solenidade de Cristo Rei – Santuário Nacional

Arcebispo de Aparecida – Dom Damasceno

Já estamos celebrando nesta Eucaristia a liturgia da Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo. A liturgia da festa  Cristo Rei nos convida a contemplar o mistério de Cristo, Senhor da História, Juiz e Salvador da humanidade.
O texto do Apocalipse que escutamos apresenta Jesus como a testemunha fiel que nos revelou e nos revela que Deus é amor, Deus é Pai  e nós somos seus filhos pelo Espirito Santo derramado em nossos corações, que clama no nosso íntimo:  Abbá – isto é – Pai.  Jesus Cristo é o primeiro que ressuscitou dos mortos, venceu a morte, o pecado, o demônio e elevado aos céus à direita do Pai, Ele nos precedeu na glória dos céus, como prometeu aos seus discípulos: “quando eu for e vos tiver preparado um lugar,  voltarei para levar-vos comigo, para que estejais onde eu estou” (Jo 14, 2-3)
No evangelho, diante de Pilatos, representante na Judeia, de Cesar, imperador romano, Jesus não nega que é rei, mas afirma que seu reino não é deste mundo. Seu reino não tem origem na terra. Seu poder não se apoia na força, nem no poder deste mundo. Sua realeza vem do céu, é espiritual;  “é o poder divino de dar a vida eterna, de libertar do mal, de derrotar o domínio da morte” (Bento XVI).  Seu reinado se manifesta no amor, “amai-vos uns aos outros como  eu vos amei”; “não há prova maior de amor do que dar a vida pelos seus amigos.”  Seu reinado se  manifesta no serviço: “eu não vim para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate de muitos.” Seu reino é um reino de paz: “felizes os que constroem a paz.”
Quem se tornou discípulo de Jesus, quem fez dele a opção de sua vida, deve assumir as mesmas atitudes de Jesus: testemunhar a verdade, a justiça,  a solidariedade, o amor e a  paz.  “Escolher Cristo não garante o sucesso segundo os critérios do mundo (poder, dinheiro, fama, prestígio), mas assegura aquela paz e alegria que só Ele pode dar.” (Bento XVI).
Peçamos a Maria, Rainha do Céu e da Terra, que nos ajude  a seguir Jesus, nosso Rei, como Ela o fez e a dar testemunho Dele com toda a nossa existência. (…)
Publicado por Dom Damasceno  (26 de novembro de 2012).

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“(…) Não é esta vida que é referência para a vida eterna, para a outra vida, aquela que nos espera, mas é a eternidade – aquela vida – que ilumina e dá esperança à vida eterna de cada um de nós!” – Papa Francisco no Ângelus na manhã deste domingo (10.11.2013) – Agência Zenit(Roma)

PapaFrancisco_Angelus_10nov2013Publicado em Zenit.org.

Roma, 10 de Novembro de 201 3

Publicamos a seguir as palavras do Papa pronunciadas aos fieis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, hoje às 12hs durante a tradicional oração do Angelus.

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Caros irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho deste domingo nos apresenta Jesus com os saduceus, que negavam a ressurreição. E é justamente sobre este tema que eles fazem uma pergunta a Jesus, para coloca-lo em dificuldade e ridicularizar a fé na ressurreição dos mortos. Partem de um caso imaginário: “Uma mulher teve sete maridos, mortos um depois do outro”, e perguntam a Jesus: “De quem será esposa esta mulher depois da sua morte?”. Jesus, sempre humilde e paciente, primeiramente responde que a vida depois da morte não tem os mesmos parâmetros daquela terrena. A vida eterna é uma outra vida, em uma outra dimensão onde, entre outras coisas, não existirá mais o matrimônio, que está ligado à nossa existência neste mundo. Os ressuscitados – disse Jesus – serão como os anjos, e viverão em um estado diferente, que agora não podemos experimentar e nem sequer imaginar. E assim explica Jesus.

Mas, depois, Jesus, por assim dizer, passa ao contra ataque. E o faz citando a Sagrada Escritura, com uma simplicidade e uma originalidade que nos deixam cheios de admiração pelo nosso Mestre, o único Mestre! A prova da ressurreição, Jesus a encontra no episódio de Moisés e da sarça ardente (cf. Ex 3, 1-6), lá onde Deus se revela como o Deus de Abrão, de Isaque e de Jacó. O nome de Deus está ligado aos nomes dos homens e das mulheres com os quais Ele se liga, e esta ligação é mais forte do que a morte. E nós podemos falar também da relação de Deus conosco, com cada um de nós: Ele é o nosso Deus! Ele é o Deus de cada um de nós! Como se Ele tivesse o nosso nome. Ele gosta de dizer, e esta é a aliança. Eis porque Jesus afirma: “Deus não é dos mortos, mas dos vivos; porque todos vivem por ele” (Lc 20, 38). E esta é a ligação decisiva, a aliança fundamental, a aliança com Jesus: Ele mesmo é a Aliança, Ele mesmo é a Vida e a Ressurreição, porque com o seu amor crucificado venceu a morte. Em Jesus Deus nos dá a vida eterna, a dá a todos, e todos, graças a Ele têm a esperança de uma vida ainda mais verdadeira do que esta. A vida que Deus nos prepara não é um simples embelezamento desta atual: essa supera a nossa imaginação, porque Deus nos surpreende continuamente com o seu amor e com a sua misericórdia.

Portanto, o que acontecerá é justamente o contrário do que esperavam os fariseus. Não é esta vida que é referência para a vida eterna, para a outra vida, aquela que nos espera, mas é a eternidade – aquela vida – que ilumina e dá esperança à vida eterna de cada um de nós! Se olhamos somente com olhos humanos, somos levados a dizer que o caminho do homem vai da vida à morte. Isso se vê! Mas somente é assim se o olhamos com olhos humanos. Jesus muda esta perspectiva e afirma que a nossa peregrinação vai da morte à vida: a vida plena! Nós estamos em caminho, em peregrinação em direção à vida plena, e aquela vida plena é aquela que nos ilumina no nosso caminho! Portanto, a morte está atrás, nas costas, não diante de nós. Diante de nós está o Deus dos vivos, o Deus da aliança, o Deus que traz o meu nome, o nosso nome, como Ele disse: “eu sou o Deus com o meu nome, com o teu nome, com o teu nome…, com o nosso nome. Deus dos vivos!… Eis a derrota definitiva do pecado e da morte, o começo de um novo tempo de alegria e de luz sem fim. Mas já nessa terra, na oração, nos Sacramentos, na fraternidade, nós encontramos Jesus e o seu amor, e assim podemos degustar algo da vida ressuscitada. A experiência que fazemos do seu amor e da sua fidelidade acende como um fogo no nosso coração e aumenta a nossa fé na ressurreição. De fato, se Deus é fiel e ama, não pode sê-lo por tempo limitado: a fidelidade é eterna, não pode mudar. O amor de Deus é eterno, não pode mudar! Não é ao mesmo tempo limitado: é para sempre! É para seguir adianta! Ele é fiel para sempre e Ele nos espera, cada um de nós, acompanha a cada um de nós com esta fidelidade eterna.”

(Papa Francisco)

(Tradução Thácio Siqueira)

(10 de Novembro de 2013) © Innovative Media Inc.
Publicado em Agência Zenit – Roma.

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Fonte: Gloria.tv – Jesus of Nazareth Productions

SANTA TERESA DE JESUS (1515-1582) – Memória – 15 de Outubro

Para assistir, clique no link a seguir: Gloria.tv –  Words of St. Teresa Of Avila –  “NADA TE TURBE” (Vídeo biográfico – Canto Coral – Espanhol).

Publicado em Jesus of Nazareth Productions (Gloria.tv).

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“Oremos: Ó Deus, que pelo vosso Espírito suscitastes Santa Teresa, nossa Mãe, para recordar à Igreja o caminho da perfeição, dai-nos encontrar sempre alimento em sua doutrina celeste e sentir em nós o desejo da verdadeira santidade.

Santa Madre Teresa de Jesus, rogai por nós!

 

Publicado em Ordem do Carmelo Descalço – OCD – Frades Carmelitas Descalços.

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