Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Oração: intimidade com Deus’

“O Evangelho de Jesus, acolhido com fé verdadeira, traz alegria incontida e precisa ser partilhado com outras pessoas.” – Dom Odilo Pedro Scherer Arcebispo de São Paulo – SP (CNBB – 27.11.2013)

“JESUS MISERICORDIOSO – Eu confio em Vós”: Impressão poligráfica, replicada a partir da pintura revelada por Jesus a Santa Faustina Kowalska (1931), em visão mística (e, oficialmente aprovada pela Igreja Católica). Pintura restaurada em 2005.

………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

Com a recém anunciada Exortação Apostólica – Evangelii Gaudium, o Papa Francisco traz o que no mundo católico é tido como uma verdadeira boa nova.  Ela vem para conquistar as consciências de homens e mulheres que se lançam à evangelização em tempos voláteis, relativistas. Esta é a “Nova Evangelização” há muito aguardada por leigos e consagrados, e vem com um tom surpreendentemente positivo numa época permeada pelo que os especialistas chamam de “cultura da morte”. Evangelii Gaudium fala de alegria no anúncio do Evangelho.

Poderia não ter tido esta ênfase, mas o Papa quer trazer uma visão positiva da vida no mundo, justamente para resgatá-lo de suas obscuridades. Certamente, quer alcançar os jovens e os que se afastaram até mesmo da vida cristã  devido às pressões de uma cultura voltada à busca de satisfações  imediatas (consumo desenfreado) ou, então, estão alijados porque perdidos no emaranhado de caminhos que sugerem facilidades, mas que na verdade, confundem as mentes com  sugestões de auto-aniquilamento (em nome de uma suposta mudança de paradigma).

Também não ficam fora do foco da Exortação Apostólica – Evangelii Gaudium – os indivíduos que não estão sendo alcançados pela evangelização porque se encontram em situações de pobreza crônica. O desperdício em nossas sociedades, que anda ao lado da indigência ou linha da miséria o deixa escandalizado. Papa Francisco, nesse sentido, não admite o esquecimento de nenhuma ovelha perdida; quer trazer todas de volta o aprisco. Assim, todos somos convocados a buscá-las e encontrando-as, não ter outra atitude que não a do acolhimento irrestrito em nome  Igreja – o corpo de Cristo, que é a cabeça. E, mais, é católica porque sua vocação é a acolhida, já que  o termo  katholikos traz o significado de “geral” ou “universal”. (LBN)

__________________________________________________________________________________________

Fonte: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

A alegria do Evangelho

27 de novembro de 2013

Dom Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo (SP)

No Domingo de Cristo Rei, 24 de novembro, o papa Francisco brindou a Igreja com uma bela Exortação Apostólica sobre a evangelização, chamada: Evangelii gaudium – “A Alegria do Evangelho”. É um presente feito à Igreja no encerramento do Ano da Fé, ao longo do qual ela procurou, em todas as suas comunidades, recobrar o fervor da fé.

A Exortação Apostólica traz as contribuições e impulsos da assembleia do Sínodo dos Bispos de outubro de 2012, sobre o tema da “nova evangelização para a transmissão da fé cristã”. Mas também representa uma palavra pessoal do Papa Francisco e retrata sua experiência pessoal de “nova evangelização” na América Latina, especialmente, aquela do Documento de Aparecida.

O Evangelho de Jesus, acolhido com fé verdadeira, traz alegria incontida e precisa ser partilhado com outras pessoas. Quem encontrou Jesus, o Salvador e Senhor, fica de tal modo marcado e fascinado, que não pode segurar só para si essa boa experiência da fé; como os pastores da noite do nascimento de Jesus, em Belém (cf Lc 2,8-20), ou como os apóstolos, no início da pregação do Evangelho (cf At 4,20), também a Igreja sente-se impulsionada a comunicar também aos outros “o que viu e ouviu”.

Assim aconteceu no tempo de Jesus e dos Apóstolos e continuou a acontecer, ao longo da História, em tantas ocasiões e com uma multidão de pessoas. E acontece ainda hoje que homens e mulheres que acolhem com fé e alegria o Evangelho de Cristo, orientando suas vidas para Ele. Muitas pessoas batizadas fazem a experiência de sentir-se amadas por Deus e despertam para um generoso compromisso missionário e evangelizador.

O Evangelho é boa notícia para o nosso mundo e assim deve ser anunciado.  A alegria da fé, nascida do Evangelho, continua a levar a Igreja a anunciar e a compartilhar com outros o dom recebido, mesmo a custo de muitos sacrifícios e cruzes.

No encerramento do Ano da Fé, somos todos novamente enviados em missão, como “discípulos do Reino de Deus”. Anunciar o Evangelho e testemunhar a força e a eficácia de sua ação transformadora não deveria ser uma obrigação pesada, mas uma necessidade que brota do coração agradecido de quem encontrou as razões para crer: “ai de mim, se eu não pregar o Evangelho!” (1Cor, 9,16).

No Brasil, a solenidade de Cristo Rei e, neste ano, o encerramento do Ano da Fé, coincidiram com o início da Campanha Nacional para a Evangelização. Durante três semanas, somos convidados a refletir sobre a realidade da evangelização no Brasil, a rezar e a nos empenhar para que ela aconteça em todos os cantos de nosso País; no terceiro Domingo do Advento, faz-se a coleta em favor da evangelização, como gesto concreto de apoio a esta obra prioritária da Igreja.

Nada mais justo e acertado: o encontro renovado com Cristo Senhor aprofunda os laços da nossa fé; e esta leva-nos a anunciar a alegria do Evangelho, para ajudar outras pessoas a também se aproximarem de Deus. A evangelização é missão deve envolver a todos os batizados; todos eles têm parte na missão de anunciar o Evangelho, de muitas maneiras. A transmissão da fé e a iniciação à vida cristã são desafios urgentes, que todos os membros da Igreja precisam assumir de forma renovada.

A Exortação Apostólica Evangelii Gaudium – “A Alegria do Evangelho” – vem em boa hora para estimular e orientar a todos!

****

Publicado em Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Read Full Post »

Papa propõe reforma da Igreja em sua primeira exortação apostólica (Deutsche Welle – 26.11.2013)

Fonte: Deutsche Welle (DW)

26.11.2013

Papa propõe reforma da Igreja em sua primeira exortação apostólica

Documento critica ordem econômica global e seu papel na geração da violência. Francisco enfatiza necessidade de abertura da Igreja Católica, tanto em suas estruturas internas como em direção a outras religiões.

Foto: DW

Publicado em Deutsche Welle.

****

Fonte: Santa Sé – Vaticano: http://www.vatican.va

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA
EVANGELII GAUDIUM
DO SANTO PADRE
FRANCISCO
AO EPISCOPADO, AO CLERO
ÀS PESSOAS CONSAGRADAS
E AOS FIÉIS LEIGOS
SOBRE
O ANÚNCIO DO EVANGELHO
NO MUNDO ACTUAL

ÍNDICE

I. Alegria que se renova e comunica [2-8]

II. A doce e reconfortante alegria de evangelizar [9-10]

Uma eterna novidade [11-13]

III. A nova evangelização para a transmissão da fé [14-15]

A proposta desta Exortação e seus contornos [16-18]

Capítulo I
A TRANSFORMAÇÃO MISSIONÁRIA DA IGREJA

I. Uma Igreja «em saída» [20-23]

«Primeirear», envolver-se, acompanhar, frutificar e festejar [24]

II. Pastoral em conversão [25-26]

Uma renovação eclesial inadiável [27-33]

III. A partir do coração do Evangelho [34-39]

IV. A missão que se encarna nas limitações humanas [40-45]

V. Uma mãe de coração aberto [46-49]

Capítulo II
NA CRISE DO COMPROMISSO COMUNITÁRIO

I. Alguns desafios do mundo actual [52]

Não a uma economia da exclusão [53-54]
Não à nova idolatria do dinheiro
[55-56]
Não a um dinheiro que governa em vez de servir
[57-58]
Não à desigualdade social que gera violência
[59-60]
Alguns desafios culturais
[61-67]
Desafios da inculturação da fé
[68-70]
Desafios das culturas urbanas
[71-75]

II. Tentações dos agentes pastorais [76-77]

Sim ao desafio duma espiritualidade missionária [78-80]
Não à acédia egoísta
[81-83]
Não ao pessimismo estéril
[84-86]
Sim às relações novas geradas por Jesus Cristo
[87-92]
Não ao mundanismo espiritual
[93-97]
Não à guerra entre nós
[98-101]
Outros desafios eclesiais
[102-109]

Capítulo III
O ANÚNCIO DO EVANGELHO

I. Todo o povo de Deus anuncia o Evangelho [111]

Um povo para todos [112-114]
Um povo com muitos rostos
[115-118]
Todos somos discípulos missionários
[119-121]
A força evangelizadora da piedade popular
[122-126]
De pessoa a pessoa
[127-129]
Carismas ao serviço da comunhão evangelizadora
[130-131]
Cultura, pensamento e educação
[132-134]

II. A homilia [135-136]

O contexto litúrgico [137-138]
A conversa da mãe
[139-141]
Palavras que abrasam os corações
[142-144]

III. A preparação da pregação [145]

O culto da verdade [146-148]
A personalização da Palavra
[149-151]
A leitura espiritual
[152-153]
À escuta do povo
[154-155]
Recursos pedagógicos
[156-159]

IV. Uma evangelização para o aprofundamento do querigma [160-162]

Uma catequese querigmática e mistagógica [163-168]
O acompanhamento pessoal dos processos de crescimento
[169-173]
Ao redor da Palavra de Deus
[174-175]

Capítulo IV
A DIMENSÃO SOCIAL DA EVANGELIZAÇÃO

I. As repercussões comunitárias e sociais do querigma [177]

Confissão da fé e compromisso social [178-179]
O Reino que nos solicita
[180-181]
A doutrina da Igreja sobre as questões sociais
[182-185]

II. A inclusão social dos pobres [186]

Unidos a Deus, ouvimos um clamor [187-192]
Fidelidade ao Evangelho, para não correr em vão
[193-196]
O lugar privilegiado dos pobres no povo de Deus
[197-201]
Economia e distribuição das entradas
[202-208]
Cuidar da fragilidade
[209-216]

III. O bem comum e a paz social [217-221]

O tempo é superior ao espaço [222-225]
A unidade prevalece sobre o conflito
[226-230]
A realidade é mais importante do que a ideia
[231-233]
O todo é superior à parte
[234-237]

IV. O diálogo social como contribuição para a paz [238-241]

O diálogo entre a fé, a razão e as ciências [242-243]
O diálogo ecuménico
[244-246]
As relações com o Judaísmo
[247-249]
O diálogo inter-religioso
[250-254]
O diálogo social num contexto de liberdade religiosa
[255-258]

Capítulo V
EVANGELIZADORES COM ESPÍRITO

I. Motivações para um renovado impulso missionário [262-263]

O encontro pessoal com o amor de Jesus que nos salva [264-267]
O prazer espiritual de ser povo
[268-274]
A acção misteriosa do Ressuscitado e do seu Espírito
[275-280]
A força missionária da intercessão
[281-283]

II. Maria, a Mãe da evangelização [284]

O dom de Jesus ao seu povo [285-286]
A Estrela da nova evangelização
[287-288]

Publicado em Vaticano – Santa Sé (http://www.vatican.va/holy_father/francesco/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20131124_evangelii-gaudium_po.html)

Read Full Post »

Solenidade de Cristo Rei do Universo – 24 de novembro – Santuário Nacional – Palavra de Dom Damasceno – Arcebispo de Aparecida

REX PACIFICUS – ÉPIPHANIE CHRISTO ROI

Solenidade de Cristo Rei – Santuário Nacional

Arcebispo de Aparecida – Dom Damasceno

Já estamos celebrando nesta Eucaristia a liturgia da Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo. A liturgia da festa  Cristo Rei nos convida a contemplar o mistério de Cristo, Senhor da História, Juiz e Salvador da humanidade.
O texto do Apocalipse que escutamos apresenta Jesus como a testemunha fiel que nos revelou e nos revela que Deus é amor, Deus é Pai  e nós somos seus filhos pelo Espirito Santo derramado em nossos corações, que clama no nosso íntimo:  Abbá – isto é – Pai.  Jesus Cristo é o primeiro que ressuscitou dos mortos, venceu a morte, o pecado, o demônio e elevado aos céus à direita do Pai, Ele nos precedeu na glória dos céus, como prometeu aos seus discípulos: “quando eu for e vos tiver preparado um lugar,  voltarei para levar-vos comigo, para que estejais onde eu estou” (Jo 14, 2-3)
No evangelho, diante de Pilatos, representante na Judeia, de Cesar, imperador romano, Jesus não nega que é rei, mas afirma que seu reino não é deste mundo. Seu reino não tem origem na terra. Seu poder não se apoia na força, nem no poder deste mundo. Sua realeza vem do céu, é espiritual;  “é o poder divino de dar a vida eterna, de libertar do mal, de derrotar o domínio da morte” (Bento XVI).  Seu reinado se manifesta no amor, “amai-vos uns aos outros como  eu vos amei”; “não há prova maior de amor do que dar a vida pelos seus amigos.”  Seu reinado se  manifesta no serviço: “eu não vim para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate de muitos.” Seu reino é um reino de paz: “felizes os que constroem a paz.”
Quem se tornou discípulo de Jesus, quem fez dele a opção de sua vida, deve assumir as mesmas atitudes de Jesus: testemunhar a verdade, a justiça,  a solidariedade, o amor e a  paz.  “Escolher Cristo não garante o sucesso segundo os critérios do mundo (poder, dinheiro, fama, prestígio), mas assegura aquela paz e alegria que só Ele pode dar.” (Bento XVI).
Peçamos a Maria, Rainha do Céu e da Terra, que nos ajude  a seguir Jesus, nosso Rei, como Ela o fez e a dar testemunho Dele com toda a nossa existência. (…)
Publicado por Dom Damasceno  (26 de novembro de 2012).

Read Full Post »

“(…) Não é esta vida que é referência para a vida eterna, para a outra vida, aquela que nos espera, mas é a eternidade – aquela vida – que ilumina e dá esperança à vida eterna de cada um de nós!” – Papa Francisco no Ângelus na manhã deste domingo (10.11.2013) – Agência Zenit(Roma)

PapaFrancisco_Angelus_10nov2013Publicado em Zenit.org.

Roma, 10 de Novembro de 201 3

Publicamos a seguir as palavras do Papa pronunciadas aos fieis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, hoje às 12hs durante a tradicional oração do Angelus.

***

Caros irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho deste domingo nos apresenta Jesus com os saduceus, que negavam a ressurreição. E é justamente sobre este tema que eles fazem uma pergunta a Jesus, para coloca-lo em dificuldade e ridicularizar a fé na ressurreição dos mortos. Partem de um caso imaginário: “Uma mulher teve sete maridos, mortos um depois do outro”, e perguntam a Jesus: “De quem será esposa esta mulher depois da sua morte?”. Jesus, sempre humilde e paciente, primeiramente responde que a vida depois da morte não tem os mesmos parâmetros daquela terrena. A vida eterna é uma outra vida, em uma outra dimensão onde, entre outras coisas, não existirá mais o matrimônio, que está ligado à nossa existência neste mundo. Os ressuscitados – disse Jesus – serão como os anjos, e viverão em um estado diferente, que agora não podemos experimentar e nem sequer imaginar. E assim explica Jesus.

Mas, depois, Jesus, por assim dizer, passa ao contra ataque. E o faz citando a Sagrada Escritura, com uma simplicidade e uma originalidade que nos deixam cheios de admiração pelo nosso Mestre, o único Mestre! A prova da ressurreição, Jesus a encontra no episódio de Moisés e da sarça ardente (cf. Ex 3, 1-6), lá onde Deus se revela como o Deus de Abrão, de Isaque e de Jacó. O nome de Deus está ligado aos nomes dos homens e das mulheres com os quais Ele se liga, e esta ligação é mais forte do que a morte. E nós podemos falar também da relação de Deus conosco, com cada um de nós: Ele é o nosso Deus! Ele é o Deus de cada um de nós! Como se Ele tivesse o nosso nome. Ele gosta de dizer, e esta é a aliança. Eis porque Jesus afirma: “Deus não é dos mortos, mas dos vivos; porque todos vivem por ele” (Lc 20, 38). E esta é a ligação decisiva, a aliança fundamental, a aliança com Jesus: Ele mesmo é a Aliança, Ele mesmo é a Vida e a Ressurreição, porque com o seu amor crucificado venceu a morte. Em Jesus Deus nos dá a vida eterna, a dá a todos, e todos, graças a Ele têm a esperança de uma vida ainda mais verdadeira do que esta. A vida que Deus nos prepara não é um simples embelezamento desta atual: essa supera a nossa imaginação, porque Deus nos surpreende continuamente com o seu amor e com a sua misericórdia.

Portanto, o que acontecerá é justamente o contrário do que esperavam os fariseus. Não é esta vida que é referência para a vida eterna, para a outra vida, aquela que nos espera, mas é a eternidade – aquela vida – que ilumina e dá esperança à vida eterna de cada um de nós! Se olhamos somente com olhos humanos, somos levados a dizer que o caminho do homem vai da vida à morte. Isso se vê! Mas somente é assim se o olhamos com olhos humanos. Jesus muda esta perspectiva e afirma que a nossa peregrinação vai da morte à vida: a vida plena! Nós estamos em caminho, em peregrinação em direção à vida plena, e aquela vida plena é aquela que nos ilumina no nosso caminho! Portanto, a morte está atrás, nas costas, não diante de nós. Diante de nós está o Deus dos vivos, o Deus da aliança, o Deus que traz o meu nome, o nosso nome, como Ele disse: “eu sou o Deus com o meu nome, com o teu nome, com o teu nome…, com o nosso nome. Deus dos vivos!… Eis a derrota definitiva do pecado e da morte, o começo de um novo tempo de alegria e de luz sem fim. Mas já nessa terra, na oração, nos Sacramentos, na fraternidade, nós encontramos Jesus e o seu amor, e assim podemos degustar algo da vida ressuscitada. A experiência que fazemos do seu amor e da sua fidelidade acende como um fogo no nosso coração e aumenta a nossa fé na ressurreição. De fato, se Deus é fiel e ama, não pode sê-lo por tempo limitado: a fidelidade é eterna, não pode mudar. O amor de Deus é eterno, não pode mudar! Não é ao mesmo tempo limitado: é para sempre! É para seguir adianta! Ele é fiel para sempre e Ele nos espera, cada um de nós, acompanha a cada um de nós com esta fidelidade eterna.”

(Papa Francisco)

(Tradução Thácio Siqueira)

(10 de Novembro de 2013) © Innovative Media Inc.
Publicado em Agência Zenit – Roma.

Read Full Post »

Fonte: Gloria.tv – Jesus of Nazareth Productions

SANTA TERESA DE JESUS (1515-1582) – Memória – 15 de Outubro

Para assistir, clique no link a seguir: Gloria.tv –  Words of St. Teresa Of Avila –  “NADA TE TURBE” (Vídeo biográfico – Canto Coral – Espanhol).

Publicado em Jesus of Nazareth Productions (Gloria.tv).

Read Full Post »

“Oremos: Ó Deus, que pelo vosso Espírito suscitastes Santa Teresa, nossa Mãe, para recordar à Igreja o caminho da perfeição, dai-nos encontrar sempre alimento em sua doutrina celeste e sentir em nós o desejo da verdadeira santidade.

Santa Madre Teresa de Jesus, rogai por nós!

 

Publicado em Ordem do Carmelo Descalço – OCD – Frades Carmelitas Descalços.

Read Full Post »

Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face – Solenidade – 1° de outubro – Reflexão de Frei Patrício Sciadini, OCD.

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….
Artigo publicado em Agência Zenit (Roma) e postado em OCDS – Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares – Província São José*
CAIRO, 26 de Julho de 2013 (Zenit.org) – “(…)Faz anos que leio os escritos de Teresa do Menino Jesus com vários olhos. No início lia com uma certa desconfiança e ceticismo. Era estudante de filosofia e onde me deram para ler História de uma Alma. Não gostei e não senti por esta Santa dulcificada nenhuma atração. Mas lentamente ela entrou na minha vida e me ensinou que o amor é sempre doce, terno, delicado. Me fez compreender o que diz João da Cruz: “o amor com amor se paga”. Hoje Teresinha é minha mestra e carinhosamente chamo de “minha secretária particular”, que me dá tudo o que eu necessito. Para mim não manda flores, mas toda a floricultura. Teresinha é o pequeno caminho que nos leva a Jesus. “Quero amar Jesus e torná-lo amado”.
É uma jovem que soube viver desde sua infância o entusiasmo por Jesus Cristo, que foi crescendo em sua vida até a plenitude. Teresa do Menino Jesus, nascida numa família de classe média alta do seu tempo, mimada por todos os lados pelo pai, pelas irmãs, com uma afetividade acesa, com que sabia fazer “o jogo” na família e parentes, para que todos vissem que ela existia e que não podia passar despercebida, foi capaz no momento certo, de fazer uma ruptura com tudo e decidir-se só por Jesus, o seu grande amigo e seu único amor. Os jovens têm fogo no sangue, entusiasmo, sonhos, veem longe, têm uma capacidade de seduzir os “velhos” com simplicidade e com arte.
Hoje na Igreja creio que não se encontre ninguém que não goste da espiritualidade de Teresa do Menino Jesus e da Santa Face. O Papa João Paulo II a proclamou Doutora da Igreja e lhe conferiu o título “Doutora da ciência do amor”, uma frase que ela mesma escreveu na História de uma Alma, dizendo “é isto que eu quero”. E foi doutora da ciência do amor, uma ciência que não se aprende nas universidades humanas, mas sim entrando no coração de Jesus, onde ele mesmo “é o único mestre” que nos guia. O caminho que Teresa traça é de verdade fascinante. Todos podem percorrê-lo, não há nenhum segredo e nenhum sacrifício sobre humano, é a simples, serena aceitação da vida com suas alegrias e suas lutas. É neste amor a Jesus que ela nos faz percorrer o caminho breve, curto e totalmente novo do abandono e da confiança. Uma confiança que não conhece limites e que dá coragem a todos que Teresa vai descobrindo lentamente a plenitude de sua vocação. Não é na entrada no Carmelo e nem logo depois, mas depois de um tempo quando sente dentro de si a angústia da santidade: “quero ser Santa, mas não posso ser como os santos de outrora, não tenho forças, então serei Santa por um caminho novo.”
Ela encontra sua vocação que é fonte de todas as vocações, é ousada, corajosa. Não lhe basta uma só vocação, mas quer vive-las todas, desde o martírio à missionaridade, ao profetismo, ao ensino, mas como fazer? É na busca de uma resposta que ela a encontra na palavra de Deus, no capítulo 12 da 1ª. Carta de S. Paulo aos Coríntios, no grande capítulo dos carismas. Ela, com uma energia que não se pode medir diz: “encontrei a minha vocação que encerra todas e que me permite de realizar todas. A Igreja é um corpo e a parte mais nobre do corpo é o coração…” Então radiante de alegria escreve: “no coração da Igreja minha mãe serei o amor”.
Os jovens necessitam dar espaço, encontrar asas para voar: “nas asas do amor não corro, mas voo.” Os jovens necessitam sentirem-se impulsionados para a missão, encorajado para o trabalho evangelizador, precisam encontrar na Igreja modelos de missionaridade que estejam à altura da própria vida. “Pela oração e pelo sacrifício serei missionária!” Se a missão não nasce do amor e da oração é “sino que toca, vazio e sem o amor.”
Propor aos jovens Teresinha como Padroeira é propor para os jovens o amplo leque de todas a vocações, do matrimônio, da vocação religiosa, da vocação contemplativa, da vocação missionária, da vocação de leigos engajados, da vocação sacerdotal. Não foi por acaso o seu grande sonho ser sacerdote? “Com quanto amor chamaria Jesus no altar, com quanto amor o daria às almas!” Não foi o seu grande sonho ser missionária até os extremos confins do mundo, para implantar a cruz de Cristo? Os santos – e os santos jovens como Teresinha – não calculam, não medem palavras e nem esforços, são capazes de tudo, de qualquer sacrifício.

Hoje, mais do que nunca, Teresinha diz ao coração de todos os jovens: não tenhais medo, com Jesus tudo é possível e com ele se chega a todos os corações e a todos os lugares. Não foi por acaso o seu primeiro “filho espiritual” o assassino Alessandro Prazini, pelo qual rezou, fez penitência e pediu orações, e teve alegria de ver convertido. É assim que fazem os santos e que nos ensinam: “Os nossos preferidos são sempre aqueles que não conhecem Jesus ou pelo pecado rejeitam Jesus.” (…)

Início da publicação:

CAIRO, 26 de Julho de 2013 (Zenit.org) – “Prometi e devo ser fiel às promessas de escrever uma pequena reflexão para Zenit sobre Santa Teresinha, Padroeira da JMJ no Rio de Janeiro. Já o título é bastante significativo, é a Santa que está presente em todas as JMJ pelo seu entusiasmo missionário.” (Frei Patrício Sciadini, ocd)

Final: “Que Santa Teresinha esteja presente no coração de todos os jovens na Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro!

A capela da Feira Vocacional da JMJ Rio 2013 que acontece entre os dias 23 e 26 de julho, das 8h às 20h, na Quinta da Boa Vista, conta com a presença de relíquias de Santa Teresinha (Santa Teresa de Liseux), patrona da JMJ Rio2013.” (Frei Patrício Sciadini, ocd)
Publicado em OCDS – Província São José, por Rose Lemos Piotto.

Read Full Post »

« Newer Posts - Older Posts »